“Era o melhor dos tempos, era o pior dos tempos. O suíço Carl Gustav Jung tinha 38 anos em 1913. Psiquiatra, tornara-se discípulo dileto do neurologista austríaco Sigmund Freud. Isto, em sua vida, significava o melhor. O pior, como a Primeira Guerra Mundial, estava por vir. Antes que ela eclodisse, Jung viu o Mar do Norte transformar-se em torrentes de sangue. Mas algo ainda mais forte que esta visão o devastaria”. Rosane Pavam
O códice da revolução
‘Fome de realidade’: oba, uma polêmica!
“O livro Reality hunger, a manifesto (“Fome de realidade, um manifesto”), do escritor e ex-romancista americano David Shields, saiu há apenas duas semanas nos EUA e já está provocando – tanto na internet quanto na imprensa tradicional – um dos debates estéticos mais quentes dos últimos anos. Sua intenção nunca foi outra, claro”. Sérgio Rodrigues
Um filho da revolução cubana disposto a virar mártir
“O jornalista e psicólogo Guillermo Fariñas, de 48 anos, vem de uma família de autênticos revolucionários cubanos. Seu pai lutou ao lado de Ernesto ‘Che’ Guevara na guerrilha no Congo em 1965. Sua mãe também participou da derrubada do regime de Fulgêncio Batista. Na juventude, Guillermo estudou na União Soviética e serviu ao Exército cubano. Ele diz já ter feito 23 greves de fome desde 1989, quando entrou para oposição”.
O negócio do livro eletrônico, por Jason Epstein
“E, “com a eliminação de gráficas, distribuidoras e livrarias” – do processo todo –, leitores de livros eletrônicos pagarão cada vez menos, e autores de livros eletrônicos ganharão cada vez mais (enquanto muitos grupos editoriais simplesmente desaparecerão…)”.
Entrevista com o escritor Nei Leandro de Castro

ZONA SUL – Você nasceu em Caicó, mas trocou a cidade por Natal aos cinco anos. Recorda alguma coisa dessa época?
NEI – Meu pai foi delegado de polícia em Caicó durante dez, quinze anos. Dos meus irmãos, apenas dois nascemos lá: eu e Berilo de Castro, que é médico. Não lembro muita coisa, pois saí de lá aos cinco anos. Minhas lembranças da infância começam realmente em Natal. Recordo, por exemplo, da Rua Professor Zuza, a primeira onde morei.
Depuração Ideológica no Século XXI
Por Luís Soares
Blog Pragmatismo Político
Não é fácil para a juventude de hoje pelo menos procurar uma ideologia. É como se os jovens tateassem no escuro ou caminhassem num lamaçal de dissimulações. E é neste mundo globalizado onde decretaram o fim das ideologias, que elas parecem indestrutíveis e autônomas, se recusando a partir, preferindo a subsistência no imaginário das pessoas, de forma precária e marginal.
A história dela
Todo dia é o dia dela. Ela é aparte essencial da vida e responsável pelo nascimento do mundo. No entanto, uma parte pouco comunicável e desconhecida de muitos. Para alguns povos a vagina tem um poder apotropaico. Ou seja, sua exposição impede que o mal aconteça. Afugenta os demônios. Diz um provérbio catalão: “o mar se acalma se vê a boceta de uma mulher”.
Entrevista com Luiz Ruffato

“Acho que hoje temos uma quantidade imensa de escritores que escreve sem nunca ter lido, o que para mim é uma coisa meio paradoxal. Seria o mesmo que você querer se consultar num médico que nunca exerceu a Medicina”.
Sobre o Twitter
“Se você segue mais de 1000 pessoas no Twitter você não está ali para socializar, está ali para aparecer”.
Iberê Camargo

Por Camila Alam
Carta Capital
“A vida e a obra do pintor gaúcho Iberê Camargo (1914-1994) são revistas de maneira analítica em Iberê Camargo: Origem e destino, de Vera Beatriz Siqueira. Dividido em quatro partes, o livro observa a obra do pintor desde a sua origem até o estabelecimento de um estilo próprio e sua relação com a forma. Para a autora, o momento em que Iberê começa a pintura de naturezas-mortas, especificamente de carretéis, é quando ele passa a contribuir como artista moderno, de maneira pessoal e original.
O exemplar se torna também interessante por reunir, ao final de cada capítulo, comentários analíticos sobre obras específicas, escritos por críticos de arte. As telas Núcleo (1963) e Ciclistas (1989) são comentadas por Ronaldo Brito, enquanto Fiada de Carretéis 2 (1961), por Paulo Sérgio Duarte. Fotografias do pintor organizando carretéis, pintando murais ou arrumando o ateliê completam a obra.
IBERÊ CAMARGO: ORIGEM E DESTINO
Vera Beatriz Siqueira
Cosacnaify, 112 págs., R$ 29
Terry Eagleton é destaque em seminário
“Terry Eagleton, filósofo e crítico literário inglês, e o escritor peruano Mario Vargas Llosa, um dos principais nomes da literatura latino-americana, são alguns dos palestrantes já confirmados para a quarta edição do Fronteiras do Pensamento, evento anual que acontece em Porto Alegre”.
Europa condena morte de dissidente cubano
“O Parlamento Europeu aprovou por ampla maioria uma resolução que condena a “inevitável e cruel” morte do dissidente Orlando Zapata e alertou contra o “fatal desenlace” que poderia haver para a greve de fome que outro preso político, Guillhermo Fariñas, realiza, segundo a agência AFP”.
O Supremo de volta aos trilhos
Por Claudio Assis
Da Carta Capital
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) elegeu, na quarta-feira 10, o ministro Cezar Peluso, 67 anos, como novo presidente da Corte. De acordo com o regimento interno do tribunal, disputaram a presidência e a vice-presidência os dois ministros mais antigos, que ainda não haviam sido eleitos anteriormente. A vice-presidência será ocupada por Carlos Ayres Britto. Ambos deverão tomar posse em cerimônia marcada para 23 de abril.
“Das Apresentações” será lançado hoje
A poeta Ana Luíza Burlamaqui da Penha lança hoje (11) a partir das 19 horas, na Livraria Poty do Praia Shopping, o seu livro “Das Apresentações”, vencedor do Prêmio Othoniel Menezes de Poesia 2008.
Dia da Poesia em Natal
Fernando José, a Tribuna do Norte divulgou na edição de hoje a programação da FJA e Funcarte para o Dia da Poesia. Confira abaixo:
“O tradicional 14 de março aproxima poetas, escritores, performers e artistas em torno da poesia. Em Natal a Fundação Capitania das Artes e a fundação José Augusto divulgaram o calendário de comemorações no município.
Da FJA, a programação é a seguinte: No domingo às 12h tem Feijão e Poesia; na sequência, lançamento de encarte poético, tribuna livre das 13h30 até 15h. Depois das 15h tem show de Alan Sales/ Homenagem a Castro Alves (PE), às 16h tem lançamento do Livro Emanuel Bezerra, show e lançamento do CD de Xexéu (RN) e mais show de Antônio Francisdo e Mazinho (RN), Ismael Alves e convidado paraibano Pedro Osmar, às 19h.
A programação da Funcarte prossegue sexta-feira, 12, às 9h, com a contação de história para o público infantil na Biblioteca Esmeraldo Siqueira. No mesmo dia, das 15h às 18h, no auditório do Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão, será ministrado um mini-curso sobre “Clássicos da Poesia Potiguar” pelo Professor José Augusto Costa Júnior. No dia 14, a programação terá início às 15h, na Praça do Museu de Cultura Popular com Varal Poético: exposição de cordel, livros da biblioteca Esmeraldo Siqueira e sebos. E ainda, homenagem ao poeta José Saldanha, Mesa Redonda sobre “A Poesia Popular no RN”, com a participação de Francinete Oliveira, José Lucas de Barros, Gutemberg Costa, Paulo de Tarso e José Augusto Costa Júnior, leituras da SPVA, show com Geraldo Carvalho, Trope Trupe, declamação de Paulo Varela e show com a banda Rosa de Pedra”.
Prêmio Jabuti
“A CBL (Câmara Brasileira do Livro) abriu, nesta semana, as inscrições para a 52ª edição do prêmio Jabuti, o mais tradicional do mundo das letras no Brasil. Uma das novidades: a escolha de um dos vencedores será feita pela internet, por meio de voto popular. A participação é aberta a editores, escritores, autores independentes, tradutores, ilustradores, produtores gráficos e designers.
Neste ano, também será concedido o troféu “Destaque Jabuti de Comunicação”, como reconhecimento ao profissional brasileiro de comunicação que sobressai por sua atuação cotidiana em prol do livro e da leitura. Haverá ainda a homenagem ao idioma espanhol, com a categoria “Tradução de Obra Literária”.
As categorias são as seguintes: Tradução; Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes; Teoria/Crítica Literária; Projeto Gráfico; Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil; Ciências Exatas, Tecnologia e Informática; Educação, Psicologia e Psicanálise; Reportagem; Didático e Paradidático; Economia, Administração e Negócios; Direito; Biografia; Capa; Poesia; Ciências Humanas; Ciências Naturais e Ciências da Saúde; Contos e Crônicas; Infantil; Juvenil; Romance; e Tradução de Obra Literária Espanhol-Português”. FSP
Dia da Poesia
Por Nando José
Caro amigo Tácito Costa
Qual a programação do dia da poesia em Natal, pelos orgãos do governo, para este ano,alguma novidade.
Grato pela atenção.
**********
Fernando, não recebi nenhum release e nem li na imprensa nada sobre o Dia da Poesia. Estou totalmente por fora.
Por um carnaval sem cordas

“Eu quero lançar uma crítica e instigar um movimento de arrebentação das cordas que separam os componentes de blocos dos foliões pipocas. Das cordas que cercam e sacralizam artistas mediocres e estimulam a segregação que se reproduz em atos de violência”. Murilo Rodrigues Guimarães
Rio Grande do Sul vive um período de trevas
“Quero expressar aqui minha solidariedade ao Marcelo Träsel. O Rio Grande do Sul vive um período de trevas. Várias coisas estão sendo difamadas e injuriadas. Entre elas, a inteligência, o direito à opinião, a liberdade de expressão e de manifestação”. Marco Weissheimer
Em defesa das cotas nas universidade
“Portanto, não se trata aqui de uma simples lógica indenizatória, destinada a quitar dívidas da história e a garantir direitos usurpados de uma comunidade específica, como foi o caso, em boa medida, nos memoráveis julgamentos desta Corte {STF} sobre a demarcação das terras indígenas. No presente julgamento, trata-se, sobretudo, de inscrever a discussão sobre a política afirmativa no aperfeiçoamento da democracia, no vir a ser da nação. Tais são os desafios que as cotas raciais universitárias colocam ao nosso presente e ao nosso futuro”. Luiz Felipe de Alencastro
Alda Espírito Santo
“O escritor angolano Pepetela considerou a morte da poetisa são-tomense Alda Espírito Santo uma “grande perda” para a literatura de língua portuguesa e uma “enorme perda no campo dos afetos”.
Alda Espírito Santo, que morreu na terça feira em Luanda aos 83 anos, foi, para Pepetela, “através da sua poesia”, alguém que soube, num tempo importante, “apontar o caminho aos mais novos”.
“A Alda Espírito Santo foi, num determinado momento (anterior às independências dos países de língua portuguesa), das poucas pessoas que já sabia o caminho a seguir, porque, sobretudo através da poesia, ia indicando aos mais novos qual era o caminho, o caminho da luta, da dignidade dos povos, da independência”, notou Pepetela.
Pelo direito de jogar a cabeça contra o vidro
Recentemente, e por conta de uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, voltou à pauta a questão das drogas, especialmente a legalização da maconha. O ex-presidente defendeu a legalização da maconha com um argumento muito simples e verdadeiro: a guerra às drogas não trouxe o efeito esperado, não diminuiu o consumo e jogou milhões, quiçá bilhões, de dólares fora. Para FHC, se trata de legalizar o consumo e focar os recursos na repressão ao narcotráfico enquanto olha para o usuário como um problema de saúde pública.
A semente do mal
Por Alon Feuerwerker
Blog do Alon
O debate sobre a liberdade de expressão vai de vento em popa na nossa elite política e intelectual. É uma discussão sempre necessária, pois não há democracia sem a plena garantia desse direito básico. Parece haver algum consenso aqui.
Mas ele é só aparente. Acontece algo parecido na reforma tributária e na reforma política: todo mundo é a favor até a coisa enveredar pelo conteúdo das medidas. A partir daí ninguém mais se entende.
E se os presos no Brasil fizessem greve de fome?
Por Leonardo Sakamoto
Blog do Sakamoto
“Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de deter as pessoas em função da legislação de Cuba. A greve de fome não pode ser usada como pretexto de direitos humanos para liberar as pessoas. Imagine se todos os bandidos presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade.”
As frases foram ditas pelo presidente Lula ontem à Associated Press. Em determinadas situações, quando nada mais nos resta, temos apenas nosso corpo ou nossa vida como matéria-prima de protesto. Sem entrar no mérito da razão que leva alguém a uma greve de fome por motivos políticos, ela é sim legítima. O próprio Lula, que agora critica o ato adotado por dissidentes cubanos, já usou do expediente. Para depois criticá-lo quando Luiz Flávio Cappio, bispo de Barra (BA), entrou em jejum como protesto contra as obras de transposição do rio São Francisco. Por que todo presidente faz de tudo para esquecermos o que escreveu ou fez no passado?
Para além do argumento raso de comparar presos comuns a presos políticos (ao passo que parte do seu próprio ministério sabe na pele a diferença), o presidente parece ignorar o papel da comunidade global de forçar os países a agirem dentro de um patamar mínimo de respeito à vida. Refuto veementemente o discurso de que a defesa dos direitos humanos deve ser relativizada de acordo com as condições políticas, econômicas e culturais em cada lugar. O acesso à dignidade não é um restaurante self-service, onde você se serve apenas daquilo que mais gosta. Deve ser absoluto – por mais difícil que isso seja.
E Lula sabe que a expansão irresponsável do capitalismo sobre a periferia do mundo, tendo se apropriado muito bem desse discurso, vem cometendo os piores crimes imagináveis nos últimos séculos. Tudo é relativo, menos o lucro. Diante disso, deveria dar o exemplo contrário se quer ganhar o respeito dos povos dessa mesma periferia.
Por fim, seria ótimo se os presos comuns fizessem greve de fome no Brasil. Porque as cadeias não são locais de ressocialização, mas panelões de gente que apenas multiplicam a criminalidade, mantidas por uma política de segurança pública que nasceu falida. O caso dos presídios brasileiro é vergonhoso e não apenas o do Espírito Santo, cuja superlotação levou o Estado a ser denunciado ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Deveríamos ser denunciados dia sim, dia não, para ver se diante da humilhação internacional – exatamente esse tipo de interferência que o presidente diz ser contra – façamos alguma coisa.
Tempestade em lata de cerveja

Por Sérgio Augusto
Estadão
Se era uma homenagem antecipada do governo e do órgão controlador da publicidade no país ao Dia Internacional da Mulher, tiro de meta. Se uma tramoia da concorrência (leia-se Ambev), gol contra. Se golpe publicitário da Devassa, 1 a 0 no placar.
