Escreva, clique aqui. Usuário cadastrado clique aqui.

8 de fevereiro de 2010 às 19:02

Afegãos fogem da guerra

O anúncio feito pela Otan de que iniciará nos próximos dias uma ofensiva contra os insurgentes do Taleban na cidade de Marja, na província de Helmand (região sul do país), provocou um êxodo por parte da população local por temer um possível confronto armado.

Há várias semanas, helicópteros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) despejaram folhetos sobre a região pedindo para que os moradores deixassem a área. Funcionários do governo local disseram que cerca de 35 mil moradores de Marja, a maior cidade do sul do país ainda sob o controle do Taleban, estariam deixando a cidade e se deslocando para outras partes da província.

“Nós deixamos a cidade porque muitos aviões sobrevoaram a região e há importantes movimentos de tropas”, disse Shir Jan, um morador de Marja, à agência AFP.

A operação militar — batizada de Mushtarak, que significa ‘juntos’ em pashtun, o idioma local,– é considerada uma das maiores desde o início da guerra no Afeganistão em 2001.

A ofensiva em Helmand será a primeira grande ação militar no país desde que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o envio de mais 30 mil soldados americanos ao Afeganistão.

Veja álbum de fotos aqui

8 de fevereiro de 2010 às 18:50

“Hotel Mundo”

Livro “Hotel Mundo” (finalista do Booker Prize – principal prêmio literário da língua inglesa) da escocesa Ali Smith mostra um duro retrato da existência humana.

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 18:40

Marakaybo a volta

Por Joel Gonçalves

Olá, sou novo no ramo literário e estou em busca de pessoas que possam avaliar meu livro. Teria alguém disposto a criticar? Meu livro está disponível: http://24.233.183.33/cont/login/Index_Piloto.jsp?ID=bv24×7br ou posso disponibilizar por e-mail: jogonoli@yahoo.com.br

Pode parecer caro de pau da minha parte, mas, realmente é!

8 de fevereiro de 2010 às 18:22

Gullar escreve sobre Clarice

Em 2004, o IMS (Instituto Moreira Salles) publicou um volume duplo CADERNOS DE LITERATURA BRASILEIRA dedicado à escritora, e, entre seus destaques, encontra-se o testemunho do poeta e crítico de arte Ferreira Gullar.

“Encontrei-me pela primeira vez com Clarice Lispector, certa tarde de sábado, em 1955 talvez, numa reunião de amigos na casa da artista plástica Zélia Salgado, em Ipanema. Cinco anos antes, ainda em São Luís do Maranhão, havia lido o seu romance O lustre, que me deixara bastante impressionado, por sua estranheza e densidade poética. Mais tarde ouvira referências a seu livro de estreia, Perto do coração selvagem, que ainda não lera. Ao vê-la, levei um choque: os seus olhos amendoados e verdes, as maçãs do rosto salientes, ela parecia uma loba – uma loba fascinante. Não tenho qualquer lembrança do que conversamos naquela ocasião, porém quase nada devo ter eu falado, a não ser talvez algumas palavras de elogio a sua literatura. Ela era afável e simples mas de pouco falar. Saí dali meio atordoado, com aquela imagem de loba na cabeça. Imaginei que, se voltasse a vê-la, iria me apaixonar por ela. Mas isto não aconteceu. Ela era casada com um diplomata e não morava no Brasil. Eu estava recém-casado e inteiramente entregue a meu impasse poético.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 18:10

“Up – Altas aventuras” vence Annie Awards

“O longa-metragem “Up – Altas aventuras” venceu a estatueta de melhor filme da 37ª edição do Annie Awards, conhecido como o “Oscar da animação”. “Up” também faturou o prêmio de melhor direção, entregue ao cineasta Pete Docter.

A produção da Pixar, que recebeu recentemente indicações ao Oscar nas categorias melhor filme e animação, disputou o Annie com “A princesa e o sapo”, “O fantástico Sr. Fox”, “Tá chovendo hambúrguer”, “Coraline” e “The secret of Kells”.

“A princesa e o sapo” e “Coraline” ganharam três prêmios Annie cada, incluindo a estatueta de efeitos de animação para o primeiro e design de personagem para o segundo. Criado por Wes Anderson e Noah Baumbach, “O fantástico Sr. Fox” faturou o Annie de melhor roteiro. (G1)

8 de fevereiro de 2010 às 17:37

A Teta Assustada

Assisti ontem o filme peruano “A Teta Assustada”, em cartaz no Cinemark, e saí da sala matutando o porquê dele ter conquistado os prêmios de  Melhor Filme no Festival de Berlim  e no Festival de Cinema de Gramado em 2009. Além disso,  ainda ficou com mais dois dois prêmios em Gramado:  Claudia Llosa levou o Kikito como Melhor Diretora Estrangeira e Magaly Solier, que interpreta o papel da protagonista Fausta, levou o prêmio de Melhor Atriz Estrangeira.

Em Berlim, a diretora Claudia Llosa enfrentou alguns nomes de peso como Stephen Frears, François Ozon, Andrzej Wajda e Bertrand Tavernier. Dei uma conferida nos filmes que concorreram (aqui), para uma possível comparação, mas infelizmente não assisti nenhum.

Apesar dos prêmios, que certamente confirmam a qualidade do filme, mantenho a estranheza. Esperava bem mais para uma obra que conquistou premiações tão importantes. Achei o filme mediano. Muito estiloso para o meu gosto.

Fui encontrar a explicação – que assino embaixo – para a premiação na crítica escrita por Marcelo Hessel, no site Omelete (aqui), que resumo abaixo:

“É fácil perceber porque da premiação. Historicamente politizada, a Berlinale viu em A Teta Assustada um novo exemplar de cinema terceiro mundista que luta para se entender com seu passado recente de ditaduras e barbáries. Ao mesmo tempo, o filme de Claudia Llosa tem o tipo de exotismo formal e temático que encontra forte ressonância nos festivais de cinema europeus. A premissa em si já é um tanto pitoresca, mas a diretora a reforça via simbolismos, enquadramentos “artísticos” e narrativa fragmentada, dentro de outro modismo latino de montar um painel com pedaços de ação. Junte aí toda a pompa e a música que vem embutida em cenas de celebração popular e temos um filme que, apesar do tema forte, se fragiliza por trabalhar dentro de uma fórmula, a essa altura, já bem esgarçada”.

8 de fevereiro de 2010 às 15:41

Homenagem à memória de Wilson Martins

Por Miguel Sanches Neto
Jornal do Brasil

RIO – Em uma de suas teses sobre a técnica da crítica, Walter Benjamin diz: “A posteridade esquece ou celebra. Só o crítico julga no rosto do autor”. Desde 1942, quando iniciou suas atividades no jornal O Dia, de Curitiba, até outubro de 2009, na Gazeta do Povo e no caderno Ideias, do Jornal do Brasil, Wilson Martins (1921-2010) veio julgando a literatura brasileira. E muitos autores lhe viraram o rosto por causa disso.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 15:33

Breve tratado sobre desajustados

O escocês Irvine Welsh revisita tipos marginais em “Se Você Gostou da Escola, Vai Adorar Trabalhar”. Marcelo Rubens Paiva

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 14:54

3 textos publicados no The New York Times

O buraco negro da Coreia do Norte
Por Dwight Garner

Os computadores são raros na Coreia do Norte, e para a maioria de seus cidadãos a internet é pouco mais que um comentário sussurrado. Na verdade, é provável que apenas uma pessoa na Coreia do Norte surfe na web sem ser monitorado: Kim Jong-il, o líder supremo do regime autoritário.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 11:21

Quantos Haitis?

No Dia de Todos os Santos de 1755 Lisboa foi Haiti. A terra tremeu quando faltavam poucos minutos para as dez da manhã. As igrejas estavam repletas de fiéis, os sermões e as missas no auge… Saramago

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 11:12

Quem roubou nosso tempo de leitura?

ARTE: Gustave Caillebotte [ Portraits à la campagne ] 1876

Por Milton Ribeiro

http://miltonribeiro.opsblog.org/

O tempo para leitura parece cada vez mais comprimido e isto não é uma perda apenas para a literatura.

Um súbito interesse renovado por Tolstói, causado pelo filme sobre seus últimos dias, A Última Estação, fez-me lembrar que há um ano atrás eu tinha prometido a mim mesmo reler Guerra e Paz. Fazia algum tempo que eu não enfrentava um romance de grandes proporções ou, para ser mais exato, qualquer coisa publicada antes do século XX. A releitura de Guerra e Paz iria me tranquilizar: minha resistência física e disponibilidade estavam intactas. Fui até a estante e descobri a página em que deixei o marcador – ele estava na página 55 e eu sequer podia utilizar a desculpa de ter crianças pequenas.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 10:54

Os Tea Party daqui

Por Dinarte Assunção

http://dinarteassuncao.blogspot.com/

Um repórter à beira de um colapso nervoso gritou para Obama: “Nós não queremos subsidiar as hipotecas dos fracassados! Quem quer pagar a hipoteca do vizinho que resolveu ter um banheiro a mais, e não conseguiu pagar? Ninguém! O senhor está ouvindo, presidente Obama? Vamos fazer um Tea Party em Chicago”

O termo se refere à rebelião promovida pelos colonos americanos em 1773, quando se revoltaram contra os impostos cobrados pelo ingleses e passaram a jogar seu chá no porto de Boston. Na atualidade, o lampejo de desespero do repórter da CNBC acabou por chamar a atenção para um movimento que está dobrando a política estadunidense à força conservadora desses radicais.

Aqui, os Tea Party é incipiente, imperfeito. Ensaia um movimento de esquerda que sempre culmina na culpa aos predecessores das chefias do executivo.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 10:29

Mário Faustino – Clássico do Mês

Reedição do livro “O Homem e Sua Hora” confirma a importância do poeta que, na década de 1950, aproximou dois polos até então inconciliáveis: a tradição e a transgressão. Fabrício Carpinejaraqui

8 de fevereiro de 2010 às 10:24

Tzvetan – “Literatura não é Teoria, é Paixão”

O filósofo Tzvetan Todorov afirma que o excesso de “ismos” afasta os jovens da leitura, e diz que a principal função de um professor é ensinar o aluno a amar os livros

Nascido em 1939 em Sófia, na Bulgária, e naturalizado francês, o filósofo e linguista Tzvetan Todorov é um dos mais importantes pensadores do século 20. Traduzida para mais de 25 idiomas, sua obra inspira críticos literários, historiadores e estudiosos do fenômeno cultural do mundo todo. Em seu mais recente livro publicado no Brasil, A Literatura em Perigo, Todorov faz um mea culpa raro entre intelectuais. Ele diz que estudos literários como os seus, cheios de “ismos”, afastaram os jovens da leitura de obras originais – dando lugar ao culto estéril da teoria. De Paris, ele falou a BRAVO! por telefone:

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 10:17

Morre uma língua

“Boa Sr, última falante de uma língua tribal de mais de 65 mil anos, morreu de causas naturais aos 85 anos. Boa era a última nativa das Ilhas Andamão a falar fluentemente Aka-Bo, uma das 10 línguas grandes andamanesas. As tradições – e o idoma – dos Bo eram exemplos vivos de uma das mais antigas culturas encontradas na Terra. Com a morte do Aka-Bo, nove dessas línguas já estão extintas e restam apenas 52 grandes andamaneses. Boa era a mais velha. Agora, apenas o idioma Aka-Jeru tem falantes, e pelo menos metade sabe na verdade uma variação crioula da língua”.

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 10:05

“O ativismo on-line é para preguiçosos”

O cético pensador radicado nos EUA Evgeny Morozov, pesquisador da Universidade Georgetown, diz que as campanhas da web não resolvem nada.

aqui

Muito interessante os argumentos de Morozov. A questão se resume a como fazer a mobilização virtual ganhar as ruas, se tornar real e provocar as mudanças.

8 de fevereiro de 2010 às 9:43

Filantropia Cultural

“Semana passada, critiquei os critérios da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura em patrocinar duas instituições voltadas ao trabalho de prevenção e cura do câncer, e uma outra ONG de viés cultural “sutil”. As duas primeiras – o Gacc e a Casa Durval Paiva – receberam apoio direto da Petrobras (R$ 100 mil para cada), sem interferência da lei. Bravo. A última – a Casa do Bem – recebeu R$ 227 mil também da Petrobras via Lei Câmara Cascudo. Qual o critério?” Sérgio Vilar

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 9:37

Previsões para o carnaval

Previsões astrológicas para o carnaval. Pelo cangacerólogo Moacy Cirne:

Áries

No carnaval, não vá com muita sede ao pote.
Cabeça sem juízo, corpo no prejuízo.
Mais vale um sexo na mão do que dois na imaginação.
Um frevo para cair no frevo: ‘Vassourinhas’.

Leia o resto dos signos aqui

8 de fevereiro de 2010 às 9:28

A paixão que mudou os rumos do teatro

Sem a atriz Marta Abba não existiriam peças como Os Gigantes da Montanha.

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 9:24

Direita agressiva

Da maioria silenciosa de Nixon às lágrimas de Glenn Beck – o estridente Tea Party.

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 9:01

Borges, o conversador

O escritor argentino é cerebral e erudito mesmo nas memórias mais íntimas. Luciano Trigo

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 8:52

Imunidade rima com impunidade

Por Milton Hatoum
Terra Magazine

Já não recordo o nome de um jovem promotor público que acusou, com provas cabais, uma das quadrilhas de políticos que assaltavam a nação. São tantas denúncias, tantas “tenebrosas transações”, que os brasileiros acabam por esquecer o que aconteceu há cinco ou dez anos. Ou há duas semanas. Seria saudável para a nossa memória se um jornal ou outro meio de comunicação listasse – com atualização semanal ou diária – os casos de bandalheira ocorridos nas duas últimas décadas.

Leia o resto desse post »

8 de fevereiro de 2010 às 8:40

¿El deseo erótico como salvación?

‘Babelia’ avanza en exclusiva la nueva novela de Philip Roth, ‘La humillación’ (Mondadori).

aqui

8 de fevereiro de 2010 às 8:25

Enfim, off line

Por tete bezerra

8 de fevereiro de 2010 às 8:23

Minha Loucura

Por tete bezerra

Texto de Charles Bukowski

Existem graus de loucura, e por mais louco que você seja, mais óbvio será para as outras pessoas. A maior parte da minha vida eu escondi minha loucura dentro de mim, mas ela está lá. Por exemplo, algumas pessoas falarão para mim sobre isso ou aquilo e enquanto essas pessoas estão me entediando com suas generalidades banais, eu irei imaginá-las com a cabeça, dele ou dela, descansando sob a guilhotina, ou vou imaginá-las em uma enorme frigideira, fritando, enquanto me olham com seus olhos assustados. Em situações reais como essas, eu provavelmente tentaria um resgate, mas enquanto elas estão falando comigo eu não consigo imaginar isso. Ou, com um humor melhor, eu poderia imaginá-las andando de bicicleta longe de mim. Eu simplesmente tenho problemas com seres humanos. Animais, eu amo. Eles não mentem e raramente tentam atacá-lo. Às vezes eles são espertos, mas isso é permitido. Por quê?

Leia o resto desse post »