Os valores éticos da Globo mudaram?

16 de maio de 2012 às 18:26 | Comentar

Por Sergio Lirio
NA CARTA CAPITAL

Como se sabe, o jornal O Globo publicou um comovente editorial em defesa de Roberto Civita, dono da editora Abril. Em matéria de delírio, o diário carioca da família Marinho só foi superado pela própria Veja de Civita, que neste fim de semana conseguiu unir em um mesmo texto aranhas, robôs e comunistas. Parecia um roteiro de terror B. Já o editorial de O Globo recorria ao surrado bordão imprensa chapa-branca vs. imprensa livre (livre de quem?) e tentava ressuscitar um animal extinto, os radicais do PT.

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De Jesus a Nietzsche, só os desajustados fizeram história – quatro perguntas a Edgardo Cozarinsky

16 de maio de 2012 às 18:22 | Comentar

BLOG DO IMS

Edgardo Cozarinsky é um cineasta e escritor argentino nascido em 1939. Recentemente, Cozarinsky colaborou com um ensaio na abertura do livro Crisálidas, organizado por Jorge Schwartz, que será lançado pelo IMS no dia 21 de maio. O livro compila fotos de Madalena Schwartz de atores, atrizes, travestis e transformistas do underground paulistano. No texto, o escritor argentino propõe uma análise mitológica da obra da fotógrafa a partir do conceito de quimera, da origem do termo “crisálidas”, e das reflexões de Freud e Heráclito. Entrevistamos o cineasta acerca dos impressionantes retratos tirados por Madalena.

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Fuentes: acima de tudo, agitador cultural do ‘boom’

16 de maio de 2012 às 18:16 | Comentar

Por Sérgio Rodrigues

Escritor multifacetado que gabava-se de reescrever pouco e não saber o que era bloqueio criativo, prolífico articulista de esquerda que nunca se prendeu a dogmatismos partidários, cidadão do mundo de modos aristocráticos, professor universitário e “elegante intelectual público”, segundo o obituário do “New York Times”, Carlos Fuentes morreu ontem deixando uma obra vasta mas, tudo indica, menor que seu papel histórico como agitador do chamado boom latino-americano.

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Não existem mais dispositivos “pessoais”

16 de maio de 2012 às 18:12 | Comentar

Por Ronaldo Lemos
FSP

Mark Zuckerberg não mediu palavras para declarar que a era da privacidade acabou. O diagnóstico interessa ao Facebook.

A empresa, avaliada em mais de US$ 100 bilhões, vive de facilitar o compartilhamento de dados pessoais, de fotos a currículo profissional. Isso na superfície.

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Ainda existe o sonho latino-americano?

16 de maio de 2012 às 18:02 | Comentar

Por Ronaldo Correia de Brito
NO TERRA MAGAZINE

Houve tempo em que andar com livros de Gabriel Garcia Marquez debaixo do braço e dizer poemas de Pablo Neruda (FOTO) em reuniões era senha para iniciados. Quem não possuía os discos de Mercedes Sosa, Angel Parra e Violeta Parra, cantores de voz melodiosa, carregada de nacionalismo e revolta social? Nas bandas de cá, o intérprete mais afinado com eles se chamava Geraldo Vandré, de triste história e já esquecido. Alguns anos depois, Milton Nascimento assumiria na voz e nas composições uma nota parecida com a dessa utopia musical.

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Contribuição à consulta sobre patentes de software

16 de maio de 2012 às 17:51 | Comentar

Por Sérgio Amadeu da Silveira e Pablo Ortelado
NO BLOG TREZENTOS

Hoje, às 16h38, enviamos ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) nossa contribuição à consulta sobre o patenteamento de software. Ajude a divulgar nossa contribuição. O patenteamento de algoritmos e de soluções lógicas faz parte da tentativa de controle do conhecimento. O Brasil não pode aceitar o jogo daqueles que querem bloquear nossa inteligência coletiva. Diga Não às Patentes de Software!

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Um dado muito revelador

16 de maio de 2012 às 17:42 | Comentar

Por Muniz Sodré
NO OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA

Em meio ao tsunami de escândalos em torno da corrupção pública e privada, há um dado revelador nunca assinalado pela mídia nacional: é impossível roubar no serviço público federal brasileiro. Esta afirmação, claro, está sujeita ao imediato riso de escárnio por parte de quem a lê ou escuta. Afinal, há toda a evidência dos fatos. Por isso, vale precisar: é impossível roubar sem que se saiba. A impunidade é outro lado da questão.

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Uma gestão com ênfase na nordestinidade

16 de maio de 2012 às 16:40 | Comentar

A cultura produzida na Paraíba precisa ser reconhecida no estado

Por Maria José Béchade
NO PORTAL TEORIA E DEBATE

O cantor e compositor paraibano Chico César à frente da Secretaria da Cultura da Paraíba, desde 2011, avalia que o discurso tecnocrata das esferas de governo afastam as pessoas comuns. Para enfrentá-lo é preciso ter vontade política, pois o desejo de participação popular transcede e subverte. “Cada vez mais pessoas normais que não são descendentes de famílias políticas, mas cidadãos, devem tirar um tempo do seu cotidiano para empregar na prática política”

Sobre sua gestão, o artista diz pautar-se pelas orientações do Ministério a partir de discussões amadurecidas nas conferências municipais, estaduais e nacionais de Cultura e trabalhar a valorização e divulgação dos artistas da terra. “O que sinto é que a cultura produzida na Paraíba precisa ser reconhecida no estado”, declara o secretário empenhado em concluir um levantamento das manifestações culturais do estado e identificar aquelas que se encontram mais fragilizadas precisam do apoio do Estado.

Nesta entrevista à Teoria e Debate, Chico César fala da política nacional, de cultura popular e erudita, do fazer político, de sua militância e de suas prioridades à frente do cargo.

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Um passageiro inesquecível

16 de maio de 2012 às 15:13 | Comentar

Por Elilson José Batista

Quando Leandro Xerife, o pescador, percebeu, já era tarde da noite e a pândega já tinha consumido todas as suas energias num comício de adesão de um adversário ao partido do prefeito, que resolveu retornar de mototáxi para a praia de Paraíso.

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Help

16 de maio de 2012 às 14:55 | 3 Comentários
Por Carlos de Souza

Qual a melhor biografia de São Jerônimo? A de Moreno Francisco, da Editora Loyola ou a de J. do Amaral Gurgel, da Editora Saraiva. Ajudem, quem puder, por favor.

Edgar Allan Poe é retratado como homem perturbado em ‘O Corvo’

16 de maio de 2012 às 10:48 | Comentar

Por Felipe Branco Cruz
JORNAL DA TARDE

Divulgação

A causa da morte do escritor americano Edgar Allan Poe (1809-1849) sempre esteve envolta em mistério. O que se sabe é que ele foi encontrado delirando pelas ruas de Baltimore, nos EUA, vestindo roupas que não eram suas. Quatro dias depois, ele morreu. Durante esses derradeiros dias, suas últimas palavras teriam sido: “Está tudo acabado”, “Escrevam Eddy já não existe” e “Reynolds”. Clique aqui para ler mais »

Tributo ao mar

16 de maio de 2012 às 10:45 | 3 Comentários

Por Sérgio Vilar

Nova edição da Preá mostra a vocação turística e histórica de um estado que faz fronteira com o oceano.

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A fragmentação dos editais

16 de maio de 2012 às 10:43 | Comentar

Por Yuno Silva

A política cultural que vem sendo formatada no Rio Grande do Norte pode ser relacionada ao velho ditado de “colocar o carro na frente dos bois”.

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A angústia no bolso

16 de maio de 2012 às 10:37 | Comentar

Por Marcelo Coelho
FSP

O “Grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, ficou pronto para ser parodiado e consumido

FIZERAM O diabo com a “Mona Lisa”. Duchamp pintou-lhe um bigode; Botero copiou-a, acrescentando vários quilos à sua figura, e Mauricio de Sousa desenhou a Mônica na mesma pose. De alguma forma, o quadro de Leonardo da Vinci resiste a essas paródias. É até provável que tais brincadeiras tenham o objetivo inconsciente de “testar” o poder da Gioconda.

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Angeli

16 de maio de 2012 às 10:31 | 1 Comentário

FSP

Setor livreiro encolhe em 2011, aponta pesquisa

16 de maio de 2012 às 10:13 | Comentar

Gabo Morales/Folhapress / Gabo Morales/Folhapress

Por Amarílis Lage
NO VALOR – De São Paulo

Maior livraria do país, com 143 lojas, a Nobel lançou no ano passado uma nova opção para seus franqueados: além de incrementar a loja com um café e espaço para a venda de brinquedos, eles podem oferecer também objetos de decoração. A Saraiva, que ocupa o segundo lugar, com 102 unidades, apresentou em 2011 um serviço de viagens, outro de cursos e um de artigos esportivos. A Laselva (terceiro lugar, 69 lojas), lançou em 2009 a Laselva Mix, onde vende artesanato, eletrônicos e cosméticos, entre outros.

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Esqueceram de Jerry

16 de maio de 2012 às 10:06 | Comentar
Por Marcos Silva

Quando o grupo Legião Urbana surgiu (1982), muita gente achava a voz de Renato Russo igual à de Jerry Adriani, cantor da Jovem Guarda. O próprio Jerry, educadamente, comentou que era semelhança de timbre, não imitação.

Haverá um tributo ao grupo, com os remanescentes Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, mais o ator Wagner Moura no lugar de Renato. Alguns fás da Legião protestaram, consideraram incorreto substituir o cantor por um ator.

Wagner é bom ator e tem experiência de canto, deverá desempenhar bem o papel.  Lamento, todavia, que não tenham convidado Jerry Adriani, que talvez fizesse um cover inesperado de Renato.  Se filmarem ou fizerem seriado de tv sobre o trajeto da Legião, fica a idéia.

Meus favoritos no rock dos anos 80 brasileiros continuam a ser Cazuza, Marina Lima e Lobão.

Um escritor multifacetado em seu ofício

16 de maio de 2012 às 9:02 | Comentar
Por Carlos de Souza

Escritor lança o seu novo livro de poesia “Mattinata” nesta quinta-feira, 17, a partir das 19 horas, na Siciliano do Midway

Fernando Monteiro é um poeta e romancista pernambucano do mais alto nível (confira seus dados biográficos no Wikipédia, na internet – aqui). Agora ele volta ao poema longo com o livro Mattinata. Combinei com Tácito Costa, editor do blog Substantivo Plural, uma entrevista com ele e juntos enviamos algumas perguntas ao autor.

Você estreou na poesia em 1973 com o poema longo “Memória do Mar Sublevado”. Depois se voltou para o romance. Recentemente retornou ao poema longo, com “Vi uma foto de Anna Akhmátova” e “Para que ser poeta em tempos de penúria? Por que a opção por este tipo de composição poética?

Sem que a frase possa vir a soar vaidosa (por favor!), eu diria que fui até bem sucedido no gênero do romance, a partir de Aspades, Ets Etc – que saiu primeiro em Portugal, pela ótima editora do Jorge Araújo, a Campo das Letras. Deram-me o primeiro prêmio de literatura da revista BRAVO, por ele. Depois, publiquei mais cinco ou seis livros de ficção pela Record, Editora Globo, pela W11 e pela Francis. Essa aparente “auto-confetagem” é só para dizer que eu poderia ter ficado instalado confortavelmente no romance, mas de fato encheu meu saco a montanha de romancistas que apareceu nos últimos tempos, neste Brasil de modismos inacreditáveis. Todo mundo, neste momento, virou romancista: o taxista, o zelador do meu prédio, Vera Fischer, Paulo Coelho e talvez o Eike Batista também. É assim, atualmente: romancistas por todos os lados. Bem, em vista disso (em parte), eu achei que era a hora de voltar para a poesia — praticando o poema longo que quase ninguém pratica. É que a minha (falta de) lógica funciona dessa estranha maneira: tenho tendência para ser multado por ir na contramão das ondas. Clique aqui para ler mais »

Ivan Lins traz show democrático a Natal

16 de maio de 2012 às 9:02 | 2 Comentários
Por Lívio Oliveira

Ontem consegui ingressos para o show de Ivan Lins no Riachuelo. Ufa! A pessoa que os comprou a meu pedido pegou fila grande, mas deu tudo certo. Pasmem: as entradas inteiras foram vendidas por vinte reaizinhos! Claro que há um patrocínio forte como o da nossa Petrobras. Mas, nessas horas, é mesmo para o povo aproveitar a oportunidade democratizante do acesso à cultura.

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Bartolomeu e a saudade

16 de maio de 2012 às 8:59 | 2 Comentários
Por Lívio Oliveira


Bartolomeu Correia de Melo

(1945-2011)

Mês que vem se completa um ano do falecimento do escritor Bartolomeu Correia de Melo, um dos nossos maiores e mais discretos homens de letras. Bartolomeu nunca foi muito dado a festividades, comemorações, homenagens ou algo assemelhado. A preocupação de Bartolomeu era com a escrita. E que bela escrita, a sua!

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AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar