
Em 23 de novembro de 2007, viajei do Recife para Natal a fim de participar do II ENCONTRO NATALENSE DE ESCRITORES.
Muito bem. Quando a gente desembarca na capital potiguar, recebe, de imediato, aquela “lufada” de ar quente e claridade vinda de uma das cidades mais luminosas do planeta.
Ocorre que, naquele novembro iluminado, além do II ENE, com a presença de escritores e convidados de todo o País (nenhum versado em coisas SÓ “lusófonas” – com todo respeito ao portugueses que estão no nosso romance “Aspades, ETs, etc”, lançado em Portugal, em 1997, pela forte Campo das Letras Editores), a boa revista “Brouhaha” circulava todos os meses e havia a Livraria Kriterion, de Jairo Lima – que não mora mais na cidade – um “Sebo” de portas abertas, no Mercado de Petrópolis, para encontros lítero-filosóficos-musicais (geralmente aos sábados), e também promovendo lançamentos como o do romance “Roliúde”, de Homero Fonseca, assim como, em área de preservação estratégica – ecologicamente falando – se encontrava em fase de construção o Parque da Cidade (inaugurado em 2008), um projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, com a finalidade de resgatar 411 anos de história (e também funcionar como um ativo centro cultural da contemporaneidade natalense), enquanto a Capitania das Artes não tinha nenhum “ogro” no seu comando, e patrocinava, dentre outras iniciativas, o ótimo Guaiamum Audiovisual do cinema de todas as “tribos” etc, e este “Substantivo Cultural” estava esplendorosamente começando, sob a luz da inteligência de Tácito, conforme continua (sem nenhum puxa-saquismo, parabéns, “meu véio”, pelo aniversário)… E, bem, Natal fervia, enfim, como sempre ferveu culturalmente, A-T-É A-G-O-R-A, até este presente “momento” de Micarla, me fecha, me prende, me restringe, me limita e me corta.
Sem maiores comentários, uma única pergunta eu venho modestamente colocar para os amigos natalenses: desde 2007, O QUE FOI QUE DEU ERRADO???
PS: Outras coisas, ainda, estavam acontecendo aí, na área cultural, que eu não lembrei ou tive que omitir, para não ficar um “post” muito longo. Mas estavam acontecendo, e, principalmente, o “astral” não era o de hoje, micarlático-ogrense-”losófico”-folclórico-claustrofóbico…