Tempos de liberdade

30 de junho de 2009 às 19:10 | Comentar

DE FRANÇOIS SILVESTRE:

“Nunca tantos foram tão livres quanto agora. Estamos todos soltos. Os honestos e os ladrões. Nas estradas, fim de tarde e início da noite é hora das quadrilhas. Param os carros, fazem o rapa e vão dormir. Pela manhã, com as quadrilhas dormindo, é a vez da polícia. Param os carros e revistam documentos.

Nunca se encontram. A polícia e as quadrilhas. Cada qual na sua hora de trabalho. Não se perturbam mutuamente. E os honestos se viram como podem. Entregam o que têm aos bandidos e mostram os documentos à polícia. Cada coisa na sua hora. As quadrilhas trabalham à noite e dormem de manhã. A policia trabalha pela manhã e descansa à noite.

Estamos todos municiados com hábeas-corpus preventivos. Os honestos e os ladrões. O ladrão com o direito de ir e vir e o honesto com o direito de ir e talvez não vir.”

Absurdo

30 de junho de 2009 às 18:07 | Comentar
Por Daniel

Acabo de ler a coluna de Alex Medeiros de ontem.  Absurdo que alguém ainda lhe dê ouvidos depois dessa:

Honduras

Está certíssimo o Exército hondurenho. O sacripanta do presidente tentava um golpe na democracia, alterando a Constituição para se encastelar no poder, como fez Chávez na Venezuela. O golpista era o presidente e não os militares.

E hoje, vi agora, ele repetiu a dose:

Falsa democracia

O presidente de Honduras queria mexer na Constituição como quem chuleia uma calça velha, no único interesse de se aboletar no poder. A Justiça foi contra, o Congresso Nacional foi contra, parte do povo foi contra. Por que só o Exército está errado?

Perdeu uma bela oportunidade de ficar calado.

O leitor virtual

30 de junho de 2009 às 18:07 | Comentar
Por Gustavo de Castro

Tácito:

O aumento da informação não significa a ampliação da comunicação e da compreensão. Temos mais informação mas continuamos a nos relacionar (enquanto diálogo e comunicação) de forma precária. Sou destes que apostam que temos, na atualidade, mais leitores de textos na tela (hipertextos) do que de livros, o que é uma pena, no entanto, não podemos “ler” os novos tempos com óculos ultrapassados. Na velha discussão dos suportes midiáticos, a migração da leitura para a tela, sobretudo por parte dos jovens, faz com que os jornais tenham que se adaptar. Agora mesmo o Correio Braziliense passou por uma reforma geral. A preocupação com o público jovem é evidente. Matérias para conquistar esses “novos” leitores viraram uma preocupação diária, isso p.q. esses jovens já estão habituados à rotina da tela. Hábito que dura, na classe média, dez anos.

O fastio pós-coito

30 de junho de 2009 às 18:06 | Comentar

“Para nós, homens, parece nonsense o bailado feminino depois da cópula. Não entendemos como elas conseguem permanecer passarinhando ao nosso redor, esfregando seus pezinhos frios na nossa canela e beijando nossa orelha, se não há nenhum motivo gritante para isso. Já não cumprimos nossa missão, passo a passo – caprichamos nas preliminares, olhamos por dentro delas, usamos devidamente a camisinha contra gravidez e doenças? Elas já não estão coradas e felizes? Que mais esperam de nós, depois de tamanha explosão de energia? Não entendo.”

AQUI

Personagens da literatura mundial

30 de junho de 2009 às 18:03 | Comentar

Os cinco maiores personagens da literatura mundial.

AQUI

Mais informações em circulação

30 de junho de 2009 às 16:27 | Comentar

É inegável a pluralidade e democratização proporcionada pela internet. Mais informações e opiniões estão circulando. A hegemonia da grande imprensa sofreu um abalo e tanto. Ela já não pode tanto como antigamente, quando dizia o que queria e ficava por isso mesmo. Todos os dias temos exemplos de como os blogs mostram os “equívocos” ou mentiras deslavadas da imprensa tradicional.

Não se trata de ser contra ou a favor dos blogs ou dos impressos. Essa discussão, na verdade, está superada. Não leva a lugar nenhum porque não altera em nada as mudanças que ocorreram. A convivência entre uns e outros impera hoje, uma convivência nada amigável, diga-se de passagem.

Dois exemplos recentes da força dos blogs: Miriam Leitão divulgou dados errados sobre o crescimento do país. Foi obrigada a retificar o que escreveu. Hoje mesmo Nassif revela como o Estadão “editou” uma matéria sobre Arthur Virgílio.

O lado bom da oferta maior de informação e opinião é que podemos formar a nossa própria opinião e visão de mundo com mais propriedade. O lado ruim é que pode confundir e levar a equívocos. É preciso ter muito discernimento para separar o joio do trigo. A situação fica mais complicada ainda quando envolve diretamente a política porque a ideologização é levada ao extremo. As teorias conspiratórias afloram. Daí para o delírio o passo é bem curto. Cada um defendendo o partido, a ideologia, a igreja, enfim, aquilo em que acredita piamente.

“Politicolíngua, Série Sarney”

30 de junho de 2009 às 15:01 | Comentar

Postei em PROSA o artigo “Politicolíngua, Série Sarney”, de Roberto Pompeu de Toledo.

Festa junina/julina

30 de junho de 2009 às 15:00 | Comentar
Por Marcos Silva

GRUPO “Ô DE CASA”convida:

Reza do Terço – Levantamento do Mastro – Fogueira – Violeiros e Sanfoneiros – Música Caipira de Raiz e Recitações (Sarau) – Catira – Congada – Moçambique – Trança-Fitas – Quadrilha – Folia de Reis e muito mais.

Venha e contribua com um prato e/ou bebida típica (paçoca, doces, torta, bolo, pinhão cozido, quentão, vinho quente), cerveja e refrigerante ou o que preferir.

TODOS SERÃO BEM-VINDOS!!!

DIA 4 DE JULHO DE 2009 (SÁBADO), A PARTIR DAS 17 HORAS
RUA PURUS, 218 – VILA MAZZEI – SÃO PAULO
(travessa da Av. Mazzei, altura do n° 750)
TEL.: (0-XX-11) 2262-4858

Como chegar:

DE CARRO: Av. Tiradentes; Av. Cruzeiro do Sul; Av. Gal. Ataliba Leonel; Av. Luiz Dumont Villares (Av. Nova) ; virar à esquerda na Av. Tucuruvi; seguir até a Av. Mazzei; entrar à direita e continuar até a Caixa Econômica Federal.
DE METRÔ E LOTAÇÃO: na Estação Tucuruvi, pegar a lotação “Jardim São João” e descer no 2° ou 3ºponto da Av. Mazzei.
DE METRÔ E A PÉ: na Estação Tucuruvi, subir qualquer das ladeiras até a Av. Mazzei, virar à direita e caminhar mais algumas quadras até o n° 750, na altura da Caixa Econômica Federal.

Como não temos patrocínio, agradecemos qualquer ajuda financeira.

Michael venceu

30 de junho de 2009 às 14:47 | Comentar

“Do alto de seu sofrimento e glória, o andróide Michael Jackson era humano. Demasiadamente humano.” GUILHERME FIUZA

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Pina Bausch

30 de junho de 2009 às 14:37 | Comentar

A coreógrafa de dança moderna e bailarina alemã Pina Bausch faleceu nesta terça-feira (30), aos 68 anos., informaram à AFP fontes do Tanztheater de Wuppertal (oeste da Alemanha), onde ela estava radicada.

“Pina Bausch faleceu na manhã desta terça-feira no hospital, uma morte repentina e rápida, cinco dias depois de ter um câncer diagnosticado”, anunciou a porta-voz do Tanztheater, Ursula Popp.

“No domingo passado ainda estava no palco, junto à companhia, na ópera de Wuppertal”, completou.

Seu verdadeiro nome era Josephine Bausch. A fama começou na Metropolitan Opera de Nova York. Era considerada a grande dama da dança contemporânea alemã, com um estilo expressionista único que no início de sua carreira provocou polêmica, antes de ser reconhecido mundialmente.

Como manipular a edição

30 de junho de 2009 às 14:28 | Comentar

“O que faz o Estadão? Os seis primeiros parágrafos da matéria – que, lembre-se, é sobre as explicações de Virgilio para suas lambanças – são dedicados a ataques aos adversários do catão. O penúltimo a explicações – incompletas – sobre as acusações de que é alvo. O último, em Virgilio acusando quem vazou a informação sobre a mamata com o filho do amigo. A reportagem não cobra explicação de Virgilio para a mamata e ainda coloca o acusado de vazamento se explicando.”

De Luis Nassif, sobre manipulação jornalística feita pelo Estadão.

AQUI

Esperamos que não ocorra metástase

30 de junho de 2009 às 14:19 | Comentar

cancer

Responsabilidades da Imprensa

30 de junho de 2009 às 14:13 | Comentar
Por Marcos Silva

Laurence:

Quero deixar bem claro que não culpei a Imprensa por nada. Defendo muito a liberdade da Imprensa. Mas também defendo a crítica à Imprensa, como a tudo que os seres humanos fazem. Criticar não é falar mal. É debater, buscar saídas juntos.

Sobre o Senado: é ótimo que essas denúncias surjam mas não tenho ilusões em relação ao Sr. Arthur Virgílio e seu partico. De qualquer maneira, partidos de oposição são necessários – só é preciso que digam coisa com coisa, o que raramente acontece. E os partidos de situação costumam calar diante das coisas erradas do governo ao qual pertencem.

Sobre o Irã: sim, ocorrem coisas horríveis mas a Imprensa (e a cultura ocidental como um todo) têm grande dificuldade para explicar aquilo. A solução mais fácil é considerar fanatismo. Evoquei, no post sobre o Irã, os filmes porque, neles, aparecem mulheres trabalhando nas ruas, sem o uso de roupas femininas ortodoxas, pessoas que reclamam das proibições…

No atual quadro pesado do Irã, tenho esperanças diante da presença de grandes grupos humanos nas ruas, manifestação de diversidade e potenciais alternativas.

Gosto muito, na Imprensa, da possibilidade de mais e mais informações circularem. E os blogs ajudam muito nessa tarefa – precisam ficar mais universalizados.

Abraços:

PS sobre a Imprensa

30 de junho de 2009 às 14:10 | Comentar
Por Marcos Silva

Laurence:

Infelizmente, parte da Imprensa cria fatos. Estamos cansados de saber disso. Quando fotos são trabalhadas em fotoshop para deixar personagens com aparência demoníaca, p. ex., isso é criação de um fato.
A leitura dos jornais (e de tudo) precisa ser reflexiva. Não existe nenhum cinto de castidade ideológica na mprensa nem em lugar nenhum.
Mais abraços:

O Irã e a imprensa

30 de junho de 2009 às 13:51 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos,

Ccolocar a culpa na imprensa no caso do Irã é absurdamente equivocado. É sempre uma saída errada. Será por acaso que foi a imprensa que colocou o povo na rua, no Irã?. A imprensa não cria fatos, ela divulga fatos. Será que vão colocar a culpa na imprensa pelos desmandos de Sarney e do senado? A imprensa não é nem o quarto, nem quinto, nem sexto poder. A imprensa é necessária e ponto. Olhe como um grupo de políticos no Brasil com medo das eleições já ameaça restringir o uso da Internet. Por trás de tudo isso, é o desejo de censura e repressão. Quando Pinochet fechou tudo no Chile a culpa foi da imprensa? E volto a dizer: será que a imprensa é culpada pelos desmandos de Sarney? Se há uma culpa na imprensa é não ter dito mais sobre ele e antes de Sarney assumir a presidência do Senado. Como é possível que alguém que tenha sido presidente da Republica queira ser presidente do senado e não se vasculhe a vida pública dele? Está ai agora o desfecho. Estou torcendo que o senador Artur Virgilio instale a CPI no senado, para investigar o senado. Os senadores precisam ser investigados, inclusive Artur Virgilio. Fazer o mesmo o que a Câmara fez com a CPI dos anões que cassaram todos eles. Lembra-se? É preciso sanear isso caro Marcos. E a imprensa não é culpada por isso. A imprensa não é culpada por repressão. No Irá que é o atraso do atraso do atraso, imagine ainda ser possível uma Teocracia? Isso é Idade Antiga e Idade Média, e o próprio Marx percebeu o atraso nisso. Sinceramente, como dizem os americanos é melhor um país sem governo a ter um governo sem imprensa.

Lua Negra

30 de junho de 2009 às 12:05 | Comentar

- O amor foi criado por algum louco, de alguma parte de seu corpo, menos dos olhos, pois nada vê e por isso não privilegia os que enxergam. Talvez tenha sido criado da cabeça, pois seus atos são estranhos e incoerentes; para os que tentam compreendê-lo, queima-lhes o juízo; para os que tentam contradizê-lo, cava-lhes um buraco no peito, pintando seus dias de cinza; para os que tentam fugir, corta-lhes as pernas, fazendo dos que querem correr, rastejar. Somos parecidas, sonhamos com manhãs abençoadas por luas… e para os covardes essa lua é negra…

Do conto Lua Negra, de Cláudia Magalhães.

AQUI

Complexo Irã

30 de junho de 2009 às 11:45 | Comentar
Por Marcos Silva

Caros amigos:

A situação no Irã é complicada e a Imprensa contribui para pirar o que já é de difícil compreensão. Já li muitos ataques ao filósofo Michel Foucault pq ele apoiou a derrubada do xá Reza Pahlevi. Penso que essa atitude de Foucault se deveu ao cráter extremamente repressivo daquele governante e à esperança de que sua derrubada possibilitasse um Irã melhor. As cenas recentes são assustadoras (repressão, ameaças governamentais) mas abrigam uma outra esperança: a sociedade se movimenta. Espero que os resultados dessa atitude sejam os melhores.

Aqueles bonitos filmes iranianos que andaram circulando pelo mundo já anunciavam elementos que o noticiário jornalístico costuma ocultar: tensões, diversidades, sensibilidades, buscas. As artes vêem longe.

Abraços:

Lapso sobre o Irã

30 de junho de 2009 às 11:44 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos:

Freud (Psicopatologia da vida cotidiana) explica: eu quis dizer PIORAR e digitei PIRAR.
Abraços:

MENDES IN SARNÓDROMO

30 de junho de 2009 às 11:43 | Comentar
Por Marcos Silva

Caros amigos:

Estive em Brasília, participando de uma banca de doutorado na área de História. Não visitei o Senado mas ouvi rumores sobre o agitado mercado local. É como nas bolsas de valores e nos cassinos: a maioria perde.
Abraços:

Os negócios de Gilmar Mendes

30 de junho de 2009 às 8:40 | Comentar

“O instituto de Gilmar Mendes também conseguiu empenhar verbas para contratos no Legislativo. O Senado Federal, sob a presidência de José Sarney (PMDB-MA-AP) empenhou, no primeiro semestre de 2009, 252 mil reais para contratos com o IDP. Apenas à guisa de curiosidade, leia-se o elogio feito por Mendes a Sarney, o Senhor dos Atos Secretos, há poucos dias: “Tenho o maior respeito pelo presidente Sarney. Temos um diálogo constante. Acho que é uma pessoa importante na história do Brasil, conduziu a transição democrática com grande habilidade.” LEANDRO FORTES

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AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - Comentar
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)
    • Daniel Menezes: O direito autoral é a apropriação individual de conhecimento coletivo. Tipo assim, a sociedade trabalha para promover a cultura objetiva e depois, alguém, por um impulso social, produz algo. Afinal, uma sociedade sempre gera as questões que pode responder, já dizia o barbudo. Este "inventor" (expressão burguesa) não produz a "novidade" sozinho e nunca partindo do zero. Depois de feito, diz que aquilo é dele. Só muito aparato estatal para empurrar isso pela goela. - Pirataria
    • Ednar Andrade: Boa noite, Marcos, amigo, querido. Também acho maravilhoso reencontrá-lo. Já sentia a tua falta aqui neste espaço. Saudades. Eu sou, tu és, Rio corrente. Não demores. Beijos, querido. - Fio de luz
    • Regiane de Paiva: Não sei dizer o quanto este texto me emocionou. Aqui sinto a literatura e a vida. Cada metáfora ou descrição de um recorte da memória provoca uma sensação de nostalgia e de melancolia. Llosa afirma que nada ensina melhor que a literatura a ver a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-la como uma manifestação da sua múltipla criatividade. Desta forma, entendo que este texto é literatura pura! Literariedade, primor e encanto! Beijos in..... marido! - Da solidão
    • Regiane de Paiva: O título é a extensão do texto. A fala pueril dentro de um contexto como a política remeteu a uma bela reflexão. À medida que eu ia lendo o texto, ouvia uma voz de menino atrás dos meus olhos, parece que o menino conversa fitando o leitor... Texto maravilhoso! - Política de menino
    • Jarbas Martins: UM HAI-CAI PARA FERNANDO MONTEIRO A noite, com gesto brusco,/ roubou um naco da tarde/ e se esgueira pelo subúrbio. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Fernando Monteiro, sim. E o pouco que li de António Lobo Antunes. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Juan Ramón Jiménez, sim. E a boa tradução de Antonio Cícero. - Juan Ramón Jiménez: "Soledad" / "Solidão"
    • Marcos Silva: Não assisti à montagem de Roda Viva, eu morava em Natal na época. Li o texto, vi fotografias, ouvi depoimentos (inclusive de Anna Maria Martinez Correa, historiadora e irmã de José Celso, que acompanhou os debates sobre a agressão aos atores da peça). A peça foi recuperada na auto-vitimização de Marília Pera como justificativa para seu apoio à candidatura de Fernando Collor... Na época da encenação, atribuía-se a agressividade da peça ao diretor José Celso. Chico Buarque, com muita dignidade, declarou que o texto era integralmente dele. É difícil dizer para um autor o que ele deve ou não autorizar fazer em relação a sua obra. Roda viva existe como memória. Talvez seja legal pensar, hoje, numa peça sobre Roda viva (que tal uma peça sobre a invasão do teatro pelos terroristas de direita, que contavam com apoio de estado?). En passant, discordo de Alonso sobre a peça criticar APENAS a Jovem Guarda. É claro que ela aborda toda a indústria cultural, que lançou inclusive... Chico Buarque de Hollanda! Nesse sentido, é preciso explorar em profundidade as ligações entre a peça e canções posteriores, como "Agora falando sério" e "Essa moça tá diferente". - Zé Celso questiona decisão de Chico de vetar encenação de 'Roda Viva'
    • carlos de souza: devia liberar a biografia, que não tem uma sequer revelação que já não tenha em sua discografia e reportagens jornalísticas. punir um escritor sério por pura babaquice diminui sua aura de "rei", isso sim. - Roberto Carlos autoriza relançamento de seu disco "proibido"