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1 de julho de 2009

Quadrinhos e literatura

Por Tácito Costa

Você acha que ainda se discute se quadrinho é literatura? Ou essa discussão já morreu?

Tenho me preparado porque essa pergunta vai rolar. Não há uma resposta pronta, porque não é, mas tem gente que acha que é. Eu que faço quadrinhos posso dizer que o processo de criação e o momento de leitura são diferentes de um livro, a sensação quando se lê quadrinhos é totalmente diferente. Não acho que é literatura não, pois tem seu próprio público e seu próprio prestígio. Não precisa ser comparado à literatura, é uma grande bobagem. Parece que enfim acharam uma desculpa para as pessoas gostarem de HQs, o que é um erro. É a mesma coisa que dizer que foto é cinema. Uma coisa é bem diferente da outra, mas há uma certa proximidade. Os quadrinhos podem acabar encantando os amantes de literatura e o inverso também.

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1 de julho de 2009

Terra desolada

Por Tácito Costa

A Fundação José Augusto e a Fundação Capitania das Artes não lançaram nenhum livro este ano. As revistas editadas pelas duas instituições, Preá e Brouhaha, também não saíram mais. É uma situação preocupante. Não lembro de outros períodos recentes da história cultural do estado em que tenha ocorrido algo tão drástico. Em administrações anteriores, mesmo nos tempos das vacas magras e dos administradores mais medíocres, sempre se lançava um livro aqui outro acolá. Nem que fosse para manter as aparências. Agora, nem isso. Felizmente, duas editoras particulares, Sebo Vermelho e Flor do Sal, vem fazendo aquilo que as instituições culturais do estado não conseguem, não podem ou não querem realizar. E fazendo bonito, com edições de qualidades inegáveis, enfrentando as dificuldades que todos nós sabemos, quando se trata de produzir cultura com “C”. Mas, poderiam editar muito mais se estas mesmas instituições mais as secretaria de educação comprassem parte das edições para as escolas e bibliotecas públicas. Porque algo tão simples não é encampado, se traz vantagens para todos? Sinceramente, não sei.

1 de julho de 2009

A revolução será twittada

Por Alex de Souza

Recomendo a leitura de um artigo muito interessante da revista norte-americana The Atlantic, assinado pelo editor Marc Ambinder, sobre o papel desempenhado pelo twitter para espalhar informações extra-oficiais sobre os distúrbios em Teerã.

Vale a pena conferir, para quem domina o idioma de Shakespeare.

1 de julho de 2009

Crescimento da Internet

Por Tácito Costa

CAF – E com relação às mídias tradicionais, rádio, TV, revistas e jornais. A gente sabe que tem caído a audiência desses veículos tradicionais. Isso está diretamente vinculado à internet, ou não?

CS – Na verdade, tem alguns fatores que são importantes mencionar. Uma mídia não acaba com a outra. A televisão, por exemplo, não acabou com o rádio. Todas elas convivem. Mas, certamente a mídia tradicional, principalmente a impressa, está estagnada no Brasil. No exterior essa queda é até mais expressiva. Ao mesmo tempo há uma queda de circulação, uma queda de publicidade no impresso e você tem do outro lado o crescimento da internet como opção de publicidade. Além disso, você tem também uma grande base instalada de celular, que está começando a se tornar uma opção de mídia para o mercado publicitário. Hoja há possibilidade não só de se comunicar via sites mas também através do celular das pessoas.

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1 de julho de 2009

Olhos de Insulfilm

Por Tácito Costa

“Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver. Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver.”

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1 de julho de 2009

Conselho absolve “deputado do castelo”

Por Tácito Costa

“Por nove votos a quatro, o Conselho de Ética livrou nesta quarta-feira (1º) Edmar Moreira (sem partido-MG) do perigo de perder o mandato por quebra de decoro parlamentar. Conhecido como “deputado do castelo”, ele é acusado de usar as verbas indenizatórias de R$ 15 mil para pagar serviços de suas próprias empresas”.

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1 de julho de 2009

Ciúme e sociedade

Por Tácito Costa

“Minha impressão é que algumas mulheres simplesmente gostam de homens ciumentos e não se importam com as consequências éticas ou sociais do que eles fazem. Talvez as excite. Talvez lhes dê a famosa sensação de proteção. Talvez confundam ciúme patológico com amor verdadeiro: em uma sociedade como a nossa, em que muitos homens se portam com certo desdém em relação às mulheres, um sujeito que rosna para os demais transmite um simulacro factível de amor.”

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1 de julho de 2009

“Fora Sarney!”

Por Tácito Costa

“A cada dia sabemos novidades de Sarney e do Senado. Claro que a crise é da instituição. Mas quem é a “instituição”? Quem a presidiu nos últimos tempos? Lembremos só dos mais ilustres: ACM, duas vezes, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, três vezes. Vamos e venhamos, com uma galera deste “naipe”, como diria meu sobrinho, o que esperar da “instituição”? Você gostaria de ver estes “cidadãos comuns” comandando a tua micro-empresa ou a escola do teu filho?”

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1 de julho de 2009

Juan Carlos Onetti

Por Tácito Costa

“Foi bebendo com mais sede no modernismo americano que Onetti criou sua obra de indivíduos fraturados em hiatos sociais. Llosa nota que até alguns defeitos da prosa de Onetti, tortuosa e obscura demais em algumas passagens, vêm da sua leitura de Faulkner.”

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1 de julho de 2009

É possível calar essas vozes?

Por Tácito Costa

“Paradoxalmente, a “liberdade de gritar” online pode na verdade até mesmo ajudar os regimes autoritários, servindo de uma espécie de válvula de escape política. Quando a dissensão é canalizada no ciberespaço, pode manter os manifestantes longe das ruas e ajudar as forças de segurança do Estado a perseguir ativistas políticos e as novas vozes online.”

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1 de julho de 2009

Manobra primária para encobrir responsabilidades

Por Tácito Costa

Sobre o caso FSP/Dilma:

“O jornal sabe que sua posição é insustentável. Sabe que fez o que não podia fazer. Sabe que a única saída seria identificar a fonte que lhe forneceu a tal ficha e expor o processo que resultou em toda essa polêmica. Ou, mais ainda, como recomendou o ombudsman na última vez em que tratou do caso, em sua coluna de 3 de maio: constituir comissão independente para apuração dessa história, à semelhança do que fez a CBS, quando divulgou informação falsa sobre George W. Bush, na reta final das eleições americanas de 2004.”

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1 de julho de 2009

Daniel…

Por Alexandre Honório

mas até as colunas, meu caro? Deixe ao menos o “mercado de balcão” de lado…

:)

1 de julho de 2009

Alexandre

Por Daniel

Leio jornal por dever de ofício.

Assino embaixo de tudo o que você disse.

1 de julho de 2009

Fica, Sarney

Por Tácito Costa

“Por mais incrível que possa parecer face aos anseios de qualquer pessoa minimamente informada a respeito da biografia do sátrapa do Maranhão, quanto mais tempo este permanecer na Presidência do Senado melhor será, pois mais provável se tornará que novos fatos se revelem, mais funcionários e senadores se vinguem uns dos outros e com isso mais conheçamos sobre os porões da Casa.” CLAUDIO WEBER ABRAMO

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1 de julho de 2009

Mudança de postura

Por Tácito Costa

Creio que todos concordam que houve um golpe militar em Honduras. O fato novo nessa triste história, que se repetiu mais uma vez, foram as posições dos Estados Unidos e da OEA, condenando com firmeza a quartelada. Se imaginarmos que os Estados Unidos apoiaram a maioria dos golpes militares nas Américas e que a postura da OEA sempre foi de uma subserviência vergonhosa, então temos que saudar esse novo tempo e torcer para que os militares fiquem nos quartéis.

1 de julho de 2009

Aprender com a diferença

Por Marcos Silva

Caros amigos:

O texto “O fastio pós-coito”, de Fabio Hernandez, é muito benvindo porque fala de sentimentos masculinos, em geral ignorados ou simplesmente silenciados. Não me sinto autorizado a falar pelos homens em geral – categoria que, possivelmente, não existe. Eu não usaria a palavra “fastio”. Penso que é mais um relaxamento bom, depois que o excepcional estado de dois serem um ocorreu. Mulheres sentem diferentemente dos homens porque homens e mulheres são diferentes. Penso que, ao invés de cobrarmos uma mesma atitude um do outro, o legal é curtirmos a diferença um do outro – antes, durante e depois do coito, na vida inteira.

Abraços:

1 de julho de 2009

A partir do povo…

Por Alexandre Honório

Engraçado, Lawrence: todas as notícias que chegam de Honduras, inclusive aquelas que rompem a cortina “democrática” que envolve os meios de comunicação, dão conta de que Zelaya foi deposto após propor uma consulta popular sobre uma possível alteração na Constituição. Tão somente a população decidiria…

A tradição política brasileira, por sua vez, como aparentemente a hondurenha, refém de interesses que até Deus duvida, tem horror a consultas desse tipo e prefere alterações na Constituição a preço de balcão – do Planalto, diga-se…

Foi assim com Collor, com FHC e poderia, sim, ter acontecido o mesmo com Lula.

Não acho o exemplo cubano válido, uma vez que as circunstâncias políticas, sociais e econômicas que terminaram com a ascensão de Fidel são distintas, únicas até, e se distanciam historicamente do que hoje se dá em Honduras.

Honduras, depois de conflitos que se desenrolaram nas décadas de 1980 e 1990, seguiu a via democrática. O que os colegas de janela parecem não perceber é que tal via democrática foi, sim, usurpada por um golpe infeliz e injustificável.

1 de julho de 2009

Democracia como busca

Por Marcos Silva

Caros amigos:

As falas que estão surgindo no SP sobre Honduras e Irã, em sua diversidade, valorizam a democracia, o que é ótimo. É necessário criticar um monte de coisas em Cuba, o que não transforma seus adversários em baluartes da democracia e ponto. Tenho profunda admiração pela cultura e pelo povo estadunidenses – não se produz Melville, Faulkner, Ford e Welles por acaso. Mas é preciso lembrar a LONGA duração do apartheid no sul dos EEUU. Quando ocorreu aquele desastroso furacão que destruiu grande parte da bela cidade New Orleans, fiquei pasmo com as imagens dos pobres estadunidenses – no nível de favelados cariocas quando ocorrem graves chuvas derrubando morros e casebres.

Vejo uma coisa boa no Irã atual: parte expressiva da população se manifestando nas ruas. A democracia não vem prioritariamente do governo, vem principalmente da ação dos cidadãos. Democracia não é pacote pronto, é busca e construção.

Às vezes, pensamos na política nacional como problema de um povo apenas. Será que as práticas anti-democráticas que verificamos em Cuba e Irã não derivam, TAMBÉM, de atos das potências hegemônicas? Será que Cuba resulta apenas de Fidel ou Kennedy e Krushev deram substanciais contribuições para aquele quadro?

Essas perguntam procuram homenagear o clima de debate que existe neste SP. Viva nós!

Abraços:

1 de julho de 2009

Firefox 3.5

Por Tácito Costa

O Firefox é o meu navegador favorito. Bem mais rápido do que o Internet Explorer. O texto abaixo garante que a nova versão é ainda mais rápida. A conferir.

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“O Firefox 3.5 foi lançado ontem (30.6) com suporte às inovadoras funções do HTML 5 e algumas ferramentas já anunciadas nos concorrentes IE e Chrome, mas ainda ausentes no navegador web da Mozilla. A Mozilla garante que o Firefox 3.5 roda sites complexos até 12 vezes mais rápido que o firefox 2, graças à ferramenta de Javascript TraceMonkey.

O Firefox mantém sua natureza de criador de tendências e oferece pela primeira vez uma função que aponta a localização geográfica do internauta. A ferramenta, que funciona apenas com a autorização do usuário, permitirá no futuro que sites ofereçam serviços específicos de acordo com o lugar onde a pessoa está. Assim, se você quiser alugar um carro em Natal, por exemplo, terá mais facilidade de encontrar empresas locais.

Além disso, o “Private Browsing” finalmente chega ao software da raposa. A chamada “navegação privada” permite ao usuário navegar pela internet sem que o browser grave qualquer informação sobre as páginas visitadas.

A função, já existente no IE 8 e no Chrome, é mais sofisticada no Firefox 3.5, que permite a exclusão de informações sobre um site específico a partir do Histórico.

O novo navegador aceita também o HTML 5, nova versão da linguagem básica de criação de sites web. O HTML promete mais facilidade para os desenvolvedores criarem páginas, torna a reprodução de vídeos e animações mais leves, abrindo mão de plugins como o Flash, e permite navegação offline.”

1 de julho de 2009

A difícil arte de ser democrata

Por Laurence Bittencourt

Fidel Castro antes de fechar Cuba, em uma viagem histórica ao EUA, disse que era um democrata. Democrata para quem, cabe a pergunta? Só não para quem discordava da opinião dele. Interessante, alterar uma Constituição para se manter no poder não é considerado golpe. Se for para se manter no poder tudo pode. Nesse sentido acho que Lula não irá querer (embora tenha desejo) um terceiro mandato para não ser “igual” a Fernando Henrique. Bom, cada um se ilude como pode e sua “ideologia” deixa. Mas, como diz Rosa Luxemburgo, a liberdade amigo, é sempre a liberdade de quem discorda de nós. Definitivo.

1 de julho de 2009

Golpista! Golpista!

Por Gustavo de Castro

Estou “de cara” com o absurdo do colunista do JH ao tratar do golpe em “Honduras”, simplesmente, inacreditável o que lemos. O ego do colunista já deve ter tomado conta da consciência cívica e ética, se é que ele tem.

1 de julho de 2009

Sobre críticas

Por Tácito Costa

“O patrulhamento a qualquer crítica ao governo, incluindo ai o ônus que o governo teve que pagar – submetendo-se ao BC – significa fazer o jogo da mídia e do mercado.”

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1 de julho de 2009

A exclusão dos “democratas”

Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, os nossos “democratas” tem uma sede de exclusão que eu nunca vi. Imagine se tivessem o poder

1 de julho de 2009

Hotel de Trânsito

Por Tácito Costa

É hoje às 19 horas na Siciliano do Midway que a Flor do Sal lança “Hotel de Trânsito”, do jornalista Cassiano Arruda. A Tribuna do Norte traz reportagem  assinada por Michelle Ferret sobre o livro.

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1 de julho de 2009

Tu ainda perde tempo lendo isso, Daniel?

Por Alexandre Honório

Coup d’etat é o nome do que aconteceu na Nicarágua. Na sanha de balançar a bandeirinha da moda anti-chavista alguns colegas terminam deixando o bom senso de lado e vestindo a camisa com grafia em letras garrafais: D-E-M-O-C-R-A-T-A-S.

Larga o Jornal de Hoje, Daniel, e vai ler um livro…

:)