Quadrinhos e literatura

1 de julho de 2009 às 21:40 | Comentar

Você acha que ainda se discute se quadrinho é literatura? Ou essa discussão já morreu?

Tenho me preparado porque essa pergunta vai rolar. Não há uma resposta pronta, porque não é, mas tem gente que acha que é. Eu que faço quadrinhos posso dizer que o processo de criação e o momento de leitura são diferentes de um livro, a sensação quando se lê quadrinhos é totalmente diferente. Não acho que é literatura não, pois tem seu próprio público e seu próprio prestígio. Não precisa ser comparado à literatura, é uma grande bobagem. Parece que enfim acharam uma desculpa para as pessoas gostarem de HQs, o que é um erro. É a mesma coisa que dizer que foto é cinema. Uma coisa é bem diferente da outra, mas há uma certa proximidade. Os quadrinhos podem acabar encantando os amantes de literatura e o inverso também.

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Terra desolada

1 de julho de 2009 às 18:33 | Comentar

A Fundação José Augusto e a Fundação Capitania das Artes não lançaram nenhum livro este ano. As revistas editadas pelas duas instituições, Preá e Brouhaha, também não saíram mais. É uma situação preocupante. Não lembro de outros períodos recentes da história cultural do estado em que tenha ocorrido algo tão drástico. Em administrações anteriores, mesmo nos tempos das vacas magras e dos administradores mais medíocres, sempre se lançava um livro aqui outro acolá. Nem que fosse para manter as aparências. Agora, nem isso. Felizmente, duas editoras particulares, Sebo Vermelho e Flor do Sal, vem fazendo aquilo que as instituições culturais do estado não conseguem, não podem ou não querem realizar. E fazendo bonito, com edições de qualidades inegáveis, enfrentando as dificuldades que todos nós sabemos, quando se trata de produzir cultura com “C”. Mas, poderiam editar muito mais se estas mesmas instituições mais as secretaria de educação comprassem parte das edições para as escolas e bibliotecas públicas. Porque algo tão simples não é encampado, se traz vantagens para todos? Sinceramente, não sei.

A revolução será twittada

1 de julho de 2009 às 17:39 | Comentar
Por Alex de Souza

Recomendo a leitura de um artigo muito interessante da revista norte-americana The Atlantic, assinado pelo editor Marc Ambinder, sobre o papel desempenhado pelo twitter para espalhar informações extra-oficiais sobre os distúrbios em Teerã.

Vale a pena conferir, para quem domina o idioma de Shakespeare.

Crescimento da Internet

1 de julho de 2009 às 17:38 | Comentar

CAF – E com relação às mídias tradicionais, rádio, TV, revistas e jornais. A gente sabe que tem caído a audiência desses veículos tradicionais. Isso está diretamente vinculado à internet, ou não?

CS – Na verdade, tem alguns fatores que são importantes mencionar. Uma mídia não acaba com a outra. A televisão, por exemplo, não acabou com o rádio. Todas elas convivem. Mas, certamente a mídia tradicional, principalmente a impressa, está estagnada no Brasil. No exterior essa queda é até mais expressiva. Ao mesmo tempo há uma queda de circulação, uma queda de publicidade no impresso e você tem do outro lado o crescimento da internet como opção de publicidade. Além disso, você tem também uma grande base instalada de celular, que está começando a se tornar uma opção de mídia para o mercado publicitário. Hoja há possibilidade não só de se comunicar via sites mas também através do celular das pessoas.

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Olhos de Insulfilm

1 de julho de 2009 às 17:06 | Comentar

“Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver. Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver.”

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Conselho absolve “deputado do castelo”

1 de julho de 2009 às 16:54 | Comentar

“Por nove votos a quatro, o Conselho de Ética livrou nesta quarta-feira (1º) Edmar Moreira (sem partido-MG) do perigo de perder o mandato por quebra de decoro parlamentar. Conhecido como “deputado do castelo”, ele é acusado de usar as verbas indenizatórias de R$ 15 mil para pagar serviços de suas próprias empresas”.

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Ciúme e sociedade

1 de julho de 2009 às 16:51 | Comentar

“Minha impressão é que algumas mulheres simplesmente gostam de homens ciumentos e não se importam com as consequências éticas ou sociais do que eles fazem. Talvez as excite. Talvez lhes dê a famosa sensação de proteção. Talvez confundam ciúme patológico com amor verdadeiro: em uma sociedade como a nossa, em que muitos homens se portam com certo desdém em relação às mulheres, um sujeito que rosna para os demais transmite um simulacro factível de amor.”

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“Fora Sarney!”

1 de julho de 2009 às 16:44 | Comentar

“A cada dia sabemos novidades de Sarney e do Senado. Claro que a crise é da instituição. Mas quem é a “instituição”? Quem a presidiu nos últimos tempos? Lembremos só dos mais ilustres: ACM, duas vezes, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, três vezes. Vamos e venhamos, com uma galera deste “naipe”, como diria meu sobrinho, o que esperar da “instituição”? Você gostaria de ver estes “cidadãos comuns” comandando a tua micro-empresa ou a escola do teu filho?”

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Juan Carlos Onetti

1 de julho de 2009 às 15:49 | Comentar

“Foi bebendo com mais sede no modernismo americano que Onetti criou sua obra de indivíduos fraturados em hiatos sociais. Llosa nota que até alguns defeitos da prosa de Onetti, tortuosa e obscura demais em algumas passagens, vêm da sua leitura de Faulkner.”

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É possível calar essas vozes?

1 de julho de 2009 às 15:43 | Comentar

“Paradoxalmente, a “liberdade de gritar” online pode na verdade até mesmo ajudar os regimes autoritários, servindo de uma espécie de válvula de escape política. Quando a dissensão é canalizada no ciberespaço, pode manter os manifestantes longe das ruas e ajudar as forças de segurança do Estado a perseguir ativistas políticos e as novas vozes online.”

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Manobra primária para encobrir responsabilidades

1 de julho de 2009 às 15:42 | Comentar

Sobre o caso FSP/Dilma:

“O jornal sabe que sua posição é insustentável. Sabe que fez o que não podia fazer. Sabe que a única saída seria identificar a fonte que lhe forneceu a tal ficha e expor o processo que resultou em toda essa polêmica. Ou, mais ainda, como recomendou o ombudsman na última vez em que tratou do caso, em sua coluna de 3 de maio: constituir comissão independente para apuração dessa história, à semelhança do que fez a CBS, quando divulgou informação falsa sobre George W. Bush, na reta final das eleições americanas de 2004.”

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Daniel…

1 de julho de 2009 às 14:51 | Comentar
Por Alexandre Honório

mas até as colunas, meu caro? Deixe ao menos o “mercado de balcão” de lado…

:)

Alexandre

1 de julho de 2009 às 14:29 | Comentar
Por Daniel

Leio jornal por dever de ofício.

Assino embaixo de tudo o que você disse.

Fica, Sarney

1 de julho de 2009 às 14:20 | Comentar

“Por mais incrível que possa parecer face aos anseios de qualquer pessoa minimamente informada a respeito da biografia do sátrapa do Maranhão, quanto mais tempo este permanecer na Presidência do Senado melhor será, pois mais provável se tornará que novos fatos se revelem, mais funcionários e senadores se vinguem uns dos outros e com isso mais conheçamos sobre os porões da Casa.” CLAUDIO WEBER ABRAMO

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Mudança de postura

1 de julho de 2009 às 14:07 | Comentar

Creio que todos concordam que houve um golpe militar em Honduras. O fato novo nessa triste história, que se repetiu mais uma vez, foram as posições dos Estados Unidos e da OEA, condenando com firmeza a quartelada. Se imaginarmos que os Estados Unidos apoiaram a maioria dos golpes militares nas Américas e que a postura da OEA sempre foi de uma subserviência vergonhosa, então temos que saudar esse novo tempo e torcer para que os militares fiquem nos quartéis.

Aprender com a diferença

1 de julho de 2009 às 13:47 | Comentar
Por Marcos Silva

Caros amigos:

O texto “O fastio pós-coito”, de Fabio Hernandez, é muito benvindo porque fala de sentimentos masculinos, em geral ignorados ou simplesmente silenciados. Não me sinto autorizado a falar pelos homens em geral – categoria que, possivelmente, não existe. Eu não usaria a palavra “fastio”. Penso que é mais um relaxamento bom, depois que o excepcional estado de dois serem um ocorreu. Mulheres sentem diferentemente dos homens porque homens e mulheres são diferentes. Penso que, ao invés de cobrarmos uma mesma atitude um do outro, o legal é curtirmos a diferença um do outro – antes, durante e depois do coito, na vida inteira.

Abraços:

A partir do povo…

1 de julho de 2009 às 13:47 | Comentar
Por Alexandre Honório

Engraçado, Lawrence: todas as notícias que chegam de Honduras, inclusive aquelas que rompem a cortina “democrática” que envolve os meios de comunicação, dão conta de que Zelaya foi deposto após propor uma consulta popular sobre uma possível alteração na Constituição. Tão somente a população decidiria…

A tradição política brasileira, por sua vez, como aparentemente a hondurenha, refém de interesses que até Deus duvida, tem horror a consultas desse tipo e prefere alterações na Constituição a preço de balcão – do Planalto, diga-se…

Foi assim com Collor, com FHC e poderia, sim, ter acontecido o mesmo com Lula.

Não acho o exemplo cubano válido, uma vez que as circunstâncias políticas, sociais e econômicas que terminaram com a ascensão de Fidel são distintas, únicas até, e se distanciam historicamente do que hoje se dá em Honduras.

Honduras, depois de conflitos que se desenrolaram nas décadas de 1980 e 1990, seguiu a via democrática. O que os colegas de janela parecem não perceber é que tal via democrática foi, sim, usurpada por um golpe infeliz e injustificável.

Democracia como busca

1 de julho de 2009 às 13:11 | Comentar
Por Marcos Silva

Caros amigos:

As falas que estão surgindo no SP sobre Honduras e Irã, em sua diversidade, valorizam a democracia, o que é ótimo. É necessário criticar um monte de coisas em Cuba, o que não transforma seus adversários em baluartes da democracia e ponto. Tenho profunda admiração pela cultura e pelo povo estadunidenses – não se produz Melville, Faulkner, Ford e Welles por acaso. Mas é preciso lembrar a LONGA duração do apartheid no sul dos EEUU. Quando ocorreu aquele desastroso furacão que destruiu grande parte da bela cidade New Orleans, fiquei pasmo com as imagens dos pobres estadunidenses – no nível de favelados cariocas quando ocorrem graves chuvas derrubando morros e casebres.

Vejo uma coisa boa no Irã atual: parte expressiva da população se manifestando nas ruas. A democracia não vem prioritariamente do governo, vem principalmente da ação dos cidadãos. Democracia não é pacote pronto, é busca e construção.

Às vezes, pensamos na política nacional como problema de um povo apenas. Será que as práticas anti-democráticas que verificamos em Cuba e Irã não derivam, TAMBÉM, de atos das potências hegemônicas? Será que Cuba resulta apenas de Fidel ou Kennedy e Krushev deram substanciais contribuições para aquele quadro?

Essas perguntam procuram homenagear o clima de debate que existe neste SP. Viva nós!

Abraços:

Firefox 3.5

1 de julho de 2009 às 13:09 | Comentar

O Firefox é o meu navegador favorito. Bem mais rápido do que o Internet Explorer. O texto abaixo garante que a nova versão é ainda mais rápida. A conferir.

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“O Firefox 3.5 foi lançado ontem (30.6) com suporte às inovadoras funções do HTML 5 e algumas ferramentas já anunciadas nos concorrentes IE e Chrome, mas ainda ausentes no navegador web da Mozilla. A Mozilla garante que o Firefox 3.5 roda sites complexos até 12 vezes mais rápido que o firefox 2, graças à ferramenta de Javascript TraceMonkey.

O Firefox mantém sua natureza de criador de tendências e oferece pela primeira vez uma função que aponta a localização geográfica do internauta. A ferramenta, que funciona apenas com a autorização do usuário, permitirá no futuro que sites ofereçam serviços específicos de acordo com o lugar onde a pessoa está. Assim, se você quiser alugar um carro em Natal, por exemplo, terá mais facilidade de encontrar empresas locais.

Além disso, o “Private Browsing” finalmente chega ao software da raposa. A chamada “navegação privada” permite ao usuário navegar pela internet sem que o browser grave qualquer informação sobre as páginas visitadas.

A função, já existente no IE 8 e no Chrome, é mais sofisticada no Firefox 3.5, que permite a exclusão de informações sobre um site específico a partir do Histórico.

O novo navegador aceita também o HTML 5, nova versão da linguagem básica de criação de sites web. O HTML promete mais facilidade para os desenvolvedores criarem páginas, torna a reprodução de vídeos e animações mais leves, abrindo mão de plugins como o Flash, e permite navegação offline.”

A difícil arte de ser democrata

1 de julho de 2009 às 11:56 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Fidel Castro antes de fechar Cuba, em uma viagem histórica ao EUA, disse que era um democrata. Democrata para quem, cabe a pergunta? Só não para quem discordava da opinião dele. Interessante, alterar uma Constituição para se manter no poder não é considerado golpe. Se for para se manter no poder tudo pode. Nesse sentido acho que Lula não irá querer (embora tenha desejo) um terceiro mandato para não ser “igual” a Fernando Henrique. Bom, cada um se ilude como pode e sua “ideologia” deixa. Mas, como diz Rosa Luxemburgo, a liberdade amigo, é sempre a liberdade de quem discorda de nós. Definitivo.

AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - Comentar
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)
    • Daniel Menezes: O direito autoral é a apropriação individual de conhecimento coletivo. Tipo assim, a sociedade trabalha para promover a cultura objetiva e depois, alguém, por um impulso social, produz algo. Afinal, uma sociedade sempre gera as questões que pode responder, já dizia o barbudo. Este "inventor" (expressão burguesa) não produz a "novidade" sozinho e nunca partindo do zero. Depois de feito, diz que aquilo é dele. Só muito aparato estatal para empurrar isso pela goela. - Pirataria
    • Ednar Andrade: Boa noite, Marcos, amigo, querido. Também acho maravilhoso reencontrá-lo. Já sentia a tua falta aqui neste espaço. Saudades. Eu sou, tu és, Rio corrente. Não demores. Beijos, querido. - Fio de luz
    • Regiane de Paiva: Não sei dizer o quanto este texto me emocionou. Aqui sinto a literatura e a vida. Cada metáfora ou descrição de um recorte da memória provoca uma sensação de nostalgia e de melancolia. Llosa afirma que nada ensina melhor que a literatura a ver a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-la como uma manifestação da sua múltipla criatividade. Desta forma, entendo que este texto é literatura pura! Literariedade, primor e encanto! Beijos in..... marido! - Da solidão
    • Regiane de Paiva: O título é a extensão do texto. A fala pueril dentro de um contexto como a política remeteu a uma bela reflexão. À medida que eu ia lendo o texto, ouvia uma voz de menino atrás dos meus olhos, parece que o menino conversa fitando o leitor... Texto maravilhoso! - Política de menino
    • Jarbas Martins: UM HAI-CAI PARA FERNANDO MONTEIRO A noite, com gesto brusco,/ roubou um naco da tarde/ e se esgueira pelo subúrbio. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Fernando Monteiro, sim. E o pouco que li de António Lobo Antunes. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Juan Ramón Jiménez, sim. E a boa tradução de Antonio Cícero. - Juan Ramón Jiménez: "Soledad" / "Solidão"
    • Marcos Silva: Não assisti à montagem de Roda Viva, eu morava em Natal na época. Li o texto, vi fotografias, ouvi depoimentos (inclusive de Anna Maria Martinez Correa, historiadora e irmã de José Celso, que acompanhou os debates sobre a agressão aos atores da peça). A peça foi recuperada na auto-vitimização de Marília Pera como justificativa para seu apoio à candidatura de Fernando Collor... Na época da encenação, atribuía-se a agressividade da peça ao diretor José Celso. Chico Buarque, com muita dignidade, declarou que o texto era integralmente dele. É difícil dizer para um autor o que ele deve ou não autorizar fazer em relação a sua obra. Roda viva existe como memória. Talvez seja legal pensar, hoje, numa peça sobre Roda viva (que tal uma peça sobre a invasão do teatro pelos terroristas de direita, que contavam com apoio de estado?). En passant, discordo de Alonso sobre a peça criticar APENAS a Jovem Guarda. É claro que ela aborda toda a indústria cultural, que lançou inclusive... Chico Buarque de Hollanda! Nesse sentido, é preciso explorar em profundidade as ligações entre a peça e canções posteriores, como "Agora falando sério" e "Essa moça tá diferente". - Zé Celso questiona decisão de Chico de vetar encenação de 'Roda Viva'
    • carlos de souza: devia liberar a biografia, que não tem uma sequer revelação que já não tenha em sua discografia e reportagens jornalísticas. punir um escritor sério por pura babaquice diminui sua aura de "rei", isso sim. - Roberto Carlos autoriza relançamento de seu disco "proibido"