Você acha que ainda se discute se quadrinho é literatura? Ou essa discussão já morreu?
Tenho me preparado porque essa pergunta vai rolar. Não há uma resposta pronta, porque não é, mas tem gente que acha que é. Eu que faço quadrinhos posso dizer que o processo de criação e o momento de leitura são diferentes de um livro, a sensação quando se lê quadrinhos é totalmente diferente. Não acho que é literatura não, pois tem seu próprio público e seu próprio prestígio. Não precisa ser comparado à literatura, é uma grande bobagem. Parece que enfim acharam uma desculpa para as pessoas gostarem de HQs, o que é um erro. É a mesma coisa que dizer que foto é cinema. Uma coisa é bem diferente da outra, mas há uma certa proximidade. Os quadrinhos podem acabar encantando os amantes de literatura e o inverso também.
Terra desolada
1 de julho de 2009 às 18:33 | ComentarA Fundação José Augusto e a Fundação Capitania das Artes não lançaram nenhum livro este ano. As revistas editadas pelas duas instituições, Preá e Brouhaha, também não saíram mais. É uma situação preocupante. Não lembro de outros períodos recentes da história cultural do estado em que tenha ocorrido algo tão drástico. Em administrações anteriores, mesmo nos tempos das vacas magras e dos administradores mais medíocres, sempre se lançava um livro aqui outro acolá. Nem que fosse para manter as aparências. Agora, nem isso. Felizmente, duas editoras particulares, Sebo Vermelho e Flor do Sal, vem fazendo aquilo que as instituições culturais do estado não conseguem, não podem ou não querem realizar. E fazendo bonito, com edições de qualidades inegáveis, enfrentando as dificuldades que todos nós sabemos, quando se trata de produzir cultura com “C”. Mas, poderiam editar muito mais se estas mesmas instituições mais as secretaria de educação comprassem parte das edições para as escolas e bibliotecas públicas. Porque algo tão simples não é encampado, se traz vantagens para todos? Sinceramente, não sei.
A revolução será twittada
1 de julho de 2009 às 17:39 | ComentarRecomendo a leitura de um artigo muito interessante da revista norte-americana The Atlantic, assinado pelo editor Marc Ambinder, sobre o papel desempenhado pelo twitter para espalhar informações extra-oficiais sobre os distúrbios em Teerã.
Vale a pena conferir, para quem domina o idioma de Shakespeare.
Crescimento da Internet
1 de julho de 2009 às 17:38 | ComentarCAF – E com relação às mídias tradicionais, rádio, TV, revistas e jornais. A gente sabe que tem caído a audiência desses veículos tradicionais. Isso está diretamente vinculado à internet, ou não?
CS – Na verdade, tem alguns fatores que são importantes mencionar. Uma mídia não acaba com a outra. A televisão, por exemplo, não acabou com o rádio. Todas elas convivem. Mas, certamente a mídia tradicional, principalmente a impressa, está estagnada no Brasil. No exterior essa queda é até mais expressiva. Ao mesmo tempo há uma queda de circulação, uma queda de publicidade no impresso e você tem do outro lado o crescimento da internet como opção de publicidade. Além disso, você tem também uma grande base instalada de celular, que está começando a se tornar uma opção de mídia para o mercado publicitário. Hoja há possibilidade não só de se comunicar via sites mas também através do celular das pessoas.
Olhos de Insulfilm
1 de julho de 2009 às 17:06 | Comentar“Aprendi, no exercício do jornalismo, que olhar para ver é um ato de resistência cotidiana. O mais fácil, sempre, é não ver. Ou enxergar apenas aquilo que nos dão para ver, como se essa fosse toda a verdade. Existe aquilo que não vemos, mas gostaríamos de ter visto. E existe aquilo que não vemos porque escolhemos não ver. Como quando fechamos o vidro do carro para impedir o contato com as pessoas que nos pedem alguma coisa do lado de fora. E colocamos insulfilm nos vidros, quanto mais escuro melhor, para que nem mesmo elas possam nos ver.”
Conselho absolve “deputado do castelo”
1 de julho de 2009 às 16:54 | Comentar“Por nove votos a quatro, o Conselho de Ética livrou nesta quarta-feira (1º) Edmar Moreira (sem partido-MG) do perigo de perder o mandato por quebra de decoro parlamentar. Conhecido como “deputado do castelo”, ele é acusado de usar as verbas indenizatórias de R$ 15 mil para pagar serviços de suas próprias empresas”.
Ciúme e sociedade
1 de julho de 2009 às 16:51 | Comentar“Minha impressão é que algumas mulheres simplesmente gostam de homens ciumentos e não se importam com as consequências éticas ou sociais do que eles fazem. Talvez as excite. Talvez lhes dê a famosa sensação de proteção. Talvez confundam ciúme patológico com amor verdadeiro: em uma sociedade como a nossa, em que muitos homens se portam com certo desdém em relação às mulheres, um sujeito que rosna para os demais transmite um simulacro factível de amor.”
“Fora Sarney!”
1 de julho de 2009 às 16:44 | Comentar“A cada dia sabemos novidades de Sarney e do Senado. Claro que a crise é da instituição. Mas quem é a “instituição”? Quem a presidiu nos últimos tempos? Lembremos só dos mais ilustres: ACM, duas vezes, Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney, três vezes. Vamos e venhamos, com uma galera deste “naipe”, como diria meu sobrinho, o que esperar da “instituição”? Você gostaria de ver estes “cidadãos comuns” comandando a tua micro-empresa ou a escola do teu filho?”
Juan Carlos Onetti
1 de julho de 2009 às 15:49 | Comentar“Foi bebendo com mais sede no modernismo americano que Onetti criou sua obra de indivíduos fraturados em hiatos sociais. Llosa nota que até alguns defeitos da prosa de Onetti, tortuosa e obscura demais em algumas passagens, vêm da sua leitura de Faulkner.”
É possível calar essas vozes?
1 de julho de 2009 às 15:43 | Comentar“Paradoxalmente, a “liberdade de gritar” online pode na verdade até mesmo ajudar os regimes autoritários, servindo de uma espécie de válvula de escape política. Quando a dissensão é canalizada no ciberespaço, pode manter os manifestantes longe das ruas e ajudar as forças de segurança do Estado a perseguir ativistas políticos e as novas vozes online.”
Manobra primária para encobrir responsabilidades
1 de julho de 2009 às 15:42 | ComentarSobre o caso FSP/Dilma:
“O jornal sabe que sua posição é insustentável. Sabe que fez o que não podia fazer. Sabe que a única saída seria identificar a fonte que lhe forneceu a tal ficha e expor o processo que resultou em toda essa polêmica. Ou, mais ainda, como recomendou o ombudsman na última vez em que tratou do caso, em sua coluna de 3 de maio: constituir comissão independente para apuração dessa história, à semelhança do que fez a CBS, quando divulgou informação falsa sobre George W. Bush, na reta final das eleições americanas de 2004.”
mas até as colunas, meu caro? Deixe ao menos o “mercado de balcão” de lado…
Leio jornal por dever de ofício.
Assino embaixo de tudo o que você disse.
Fica, Sarney
1 de julho de 2009 às 14:20 | Comentar“Por mais incrível que possa parecer face aos anseios de qualquer pessoa minimamente informada a respeito da biografia do sátrapa do Maranhão, quanto mais tempo este permanecer na Presidência do Senado melhor será, pois mais provável se tornará que novos fatos se revelem, mais funcionários e senadores se vinguem uns dos outros e com isso mais conheçamos sobre os porões da Casa.” CLAUDIO WEBER ABRAMO
Mudança de postura
1 de julho de 2009 às 14:07 | ComentarCreio que todos concordam que houve um golpe militar em Honduras. O fato novo nessa triste história, que se repetiu mais uma vez, foram as posições dos Estados Unidos e da OEA, condenando com firmeza a quartelada. Se imaginarmos que os Estados Unidos apoiaram a maioria dos golpes militares nas Américas e que a postura da OEA sempre foi de uma subserviência vergonhosa, então temos que saudar esse novo tempo e torcer para que os militares fiquem nos quartéis.
Aprender com a diferença
1 de julho de 2009 às 13:47 | ComentarCaros amigos:
O texto “O fastio pós-coito”, de Fabio Hernandez, é muito benvindo porque fala de sentimentos masculinos, em geral ignorados ou simplesmente silenciados. Não me sinto autorizado a falar pelos homens em geral – categoria que, possivelmente, não existe. Eu não usaria a palavra “fastio”. Penso que é mais um relaxamento bom, depois que o excepcional estado de dois serem um ocorreu. Mulheres sentem diferentemente dos homens porque homens e mulheres são diferentes. Penso que, ao invés de cobrarmos uma mesma atitude um do outro, o legal é curtirmos a diferença um do outro – antes, durante e depois do coito, na vida inteira.
Abraços:
A partir do povo…
1 de julho de 2009 às 13:47 | ComentarEngraçado, Lawrence: todas as notícias que chegam de Honduras, inclusive aquelas que rompem a cortina “democrática” que envolve os meios de comunicação, dão conta de que Zelaya foi deposto após propor uma consulta popular sobre uma possível alteração na Constituição. Tão somente a população decidiria…
A tradição política brasileira, por sua vez, como aparentemente a hondurenha, refém de interesses que até Deus duvida, tem horror a consultas desse tipo e prefere alterações na Constituição a preço de balcão – do Planalto, diga-se…
Foi assim com Collor, com FHC e poderia, sim, ter acontecido o mesmo com Lula.
Não acho o exemplo cubano válido, uma vez que as circunstâncias políticas, sociais e econômicas que terminaram com a ascensão de Fidel são distintas, únicas até, e se distanciam historicamente do que hoje se dá em Honduras.
Honduras, depois de conflitos que se desenrolaram nas décadas de 1980 e 1990, seguiu a via democrática. O que os colegas de janela parecem não perceber é que tal via democrática foi, sim, usurpada por um golpe infeliz e injustificável.
Democracia como busca
1 de julho de 2009 às 13:11 | ComentarCaros amigos:
As falas que estão surgindo no SP sobre Honduras e Irã, em sua diversidade, valorizam a democracia, o que é ótimo. É necessário criticar um monte de coisas em Cuba, o que não transforma seus adversários em baluartes da democracia e ponto. Tenho profunda admiração pela cultura e pelo povo estadunidenses – não se produz Melville, Faulkner, Ford e Welles por acaso. Mas é preciso lembrar a LONGA duração do apartheid no sul dos EEUU. Quando ocorreu aquele desastroso furacão que destruiu grande parte da bela cidade New Orleans, fiquei pasmo com as imagens dos pobres estadunidenses – no nível de favelados cariocas quando ocorrem graves chuvas derrubando morros e casebres.
Vejo uma coisa boa no Irã atual: parte expressiva da população se manifestando nas ruas. A democracia não vem prioritariamente do governo, vem principalmente da ação dos cidadãos. Democracia não é pacote pronto, é busca e construção.
Às vezes, pensamos na política nacional como problema de um povo apenas. Será que as práticas anti-democráticas que verificamos em Cuba e Irã não derivam, TAMBÉM, de atos das potências hegemônicas? Será que Cuba resulta apenas de Fidel ou Kennedy e Krushev deram substanciais contribuições para aquele quadro?
Essas perguntam procuram homenagear o clima de debate que existe neste SP. Viva nós!
Abraços:
Firefox 3.5
1 de julho de 2009 às 13:09 | ComentarO Firefox é o meu navegador favorito. Bem mais rápido do que o Internet Explorer. O texto abaixo garante que a nova versão é ainda mais rápida. A conferir.
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“O Firefox 3.5 foi lançado ontem (30.6) com suporte às inovadoras funções do HTML 5 e algumas ferramentas já anunciadas nos concorrentes IE e Chrome, mas ainda ausentes no navegador web da Mozilla. A Mozilla garante que o Firefox 3.5 roda sites complexos até 12 vezes mais rápido que o firefox 2, graças à ferramenta de Javascript TraceMonkey.
O Firefox mantém sua natureza de criador de tendências e oferece pela primeira vez uma função que aponta a localização geográfica do internauta. A ferramenta, que funciona apenas com a autorização do usuário, permitirá no futuro que sites ofereçam serviços específicos de acordo com o lugar onde a pessoa está. Assim, se você quiser alugar um carro em Natal, por exemplo, terá mais facilidade de encontrar empresas locais.
Além disso, o “Private Browsing” finalmente chega ao software da raposa. A chamada “navegação privada” permite ao usuário navegar pela internet sem que o browser grave qualquer informação sobre as páginas visitadas.
A função, já existente no IE 8 e no Chrome, é mais sofisticada no Firefox 3.5, que permite a exclusão de informações sobre um site específico a partir do Histórico.
O novo navegador aceita também o HTML 5, nova versão da linguagem básica de criação de sites web. O HTML promete mais facilidade para os desenvolvedores criarem páginas, torna a reprodução de vídeos e animações mais leves, abrindo mão de plugins como o Flash, e permite navegação offline.”
A difícil arte de ser democrata
1 de julho de 2009 às 11:56 | ComentarFidel Castro antes de fechar Cuba, em uma viagem histórica ao EUA, disse que era um democrata. Democrata para quem, cabe a pergunta? Só não para quem discordava da opinião dele. Interessante, alterar uma Constituição para se manter no poder não é considerado golpe. Se for para se manter no poder tudo pode. Nesse sentido acho que Lula não irá querer (embora tenha desejo) um terceiro mandato para não ser “igual” a Fernando Henrique. Bom, cada um se ilude como pode e sua “ideologia” deixa. Mas, como diz Rosa Luxemburgo, a liberdade amigo, é sempre a liberdade de quem discorda de nós. Definitivo.
