Alex e os burros

2 de julho de 2009 às 15:03 | Comentar
Por Daniel

Por dever de ofício, continuo minha sina de ler Alex Medeiros.  No seu blog, ele falou da gente de uma maneira muito cordial:

Nas ondas de Honduras

A ONU não resolveu nada.
A fala de Barack Obama não fez efeito.
O uivo de Luiz Inácio não provocou porra nenhuma.
A ameaça bélica do sargento Hugo Chávez, necas.

Mas Honduras conhecerá dias melhores.
Graças aos relinchos de alguns hóspedes do
jornalista Tácito Costa em seu blog.

Os cuecões retroativos exigem a volta do
Mané Zelaya.

Agora o papo é diferente.

Democracia

2 de julho de 2009 às 14:32 | Comentar
Por Daniel

Democracia é bem mais que respeito e cumprimento de leis. Aliás, em alguns contextos, é justamente o contrário. Respeitar o AI-5 é democrático? Respeitar a suspensão de direitos civis e individuais em Honduras?

Democracia é bem mais do que as nossas opiniões dizem que é.

Ainda Keen

2 de julho de 2009 às 14:29 | Comentar
Por Daniel

Continuo meu esforço por ler O culto do amador.

Vou dispor mais três opiniões sobre o livro:

1) Keen critica o conhecimento não-especializado, não-científico, publicizado na Internet (especialmente nos blogs).  No entanto, constrói suas reflexões firmado justamente … em conhecimento não-especializado, em opiniões subjetivas, em conhecimento de senso comum;

2) Se Keen conhecesse, um pouco que fosse, Bakhtin e Foucault – além dos teóricos mais relevantes do jornalismo – falaria menos bobagens;

3) Em um determinado momento, ele diz:

Quando um artigo se apresenta sob a bandeira de um jornal respeitado, sabemos que foi examinado por uma equipe de editores tarimbados e com anos de aprendizado, confiado a um repórter qualificado, pesquisado, verificado, editado, revisto e apoiado por uma organização de notícias fidedigna que dá testemunho de sua vericidade e precisão.

Automaticamente, lembrei-me de duas histórias.  Uma está quente ainda agora e diz respeito à ficha forjada de Dilma Rousseff que a Folha de São Paulo publicou algum tempo atrás (você pode ler um pouco sobre essa história aqui, por exemplo).  E a Folha não é um veículo que se adequa à descrição de Keen?  E que fidedignidade tem?

Se você achar que o problema é brasileiro, relembro uma história de um dos maiores jornais impressos do mundo, o The New York Times.  Lembram de Jayson Blair, aquele repórter do NYT que foi descoberto fraudando matérias no veículo?  Para quem não se lembram, leia aqui.

Literatura e Internet

2 de julho de 2009 às 13:12 | Comentar

Leia AQUI o ensaio de Dênis de Moraes “Literatura y comunicación virtual: cuestiones y desafíos de las palabras en red”.

O que é a América Latrina

2 de julho de 2009 às 13:03 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito vou citar três exemplos do que é a América Latrina. O ex-prefeito Carlos Eduardo apenas seguindo “vontade” própria, dele, está dizendo que não vai a convocação da Câmara Municipal depor na CEI dos medicamentos. Respeito à lei? Nenhuma. Ele é a lei, é isso que rege as “oligarquias” e segue a sua única vontade. Alguém pode dizer: mas ele vai. Se for, vai depois de dizer que não ia várias vezes. Isso é o quê? Bem parecido com o caso agora de Sarney, de Renan em um passado recente, etc. Entendam.

Exemplo 2: o PT que sempre se anunciou “democrático” enquanto Partido, para discutir todas as candidaturas internas majoritárias, simplesmente “aceitou” a retirada do colete ou da manga por indicação única do presidente Lula a candidata Dilma. Democracia interna? Ou legitimação de caciquismo? Muda isso?

Exemplo 3: mudar a Constituição por uma vontade própria apenas para concorrer sob a alegação de plebiscito (apenas por vontade própria, repito) é democracia? Nos Estados Unidos não se pode desobedecer uma convocação judicial. Outra: nenhuma escolha partidária é retirada da manga de um caciquismo. Vai para disputa. E violação da Constituição nem pensar. Os Estados Unidos não servem? Mas por que não? Democracia é respeito às leis, as regras do jogo, e respeito aos contratos.

Na América Latrina o contrário as essas três questões é a norma. A norma. Ok, até aceito a idéia de Marcos Silva de que democracia é um processo, que se aprende fazendo. Mas esse fazer não significa alterar as regras apenas por vontade própria, quando bem se entende e quer. Isso é autoritarismo, que também é a nossa marca e norma, da América Latrina.

Somos imaturos em democracia? Somos. Mas isso não nos exime de responsabilidade em sermos de fato uma democracia. Pelo menos para quem pensa diferente.

Rubem Braga

2 de julho de 2009 às 12:02 | Comentar
Por tete bezerra

Rubem Braga é um dos nossos melhores cronistas, vou ser redundante, o melhor da sua geração. Li quase todas suas crônicas publicadas. Comprei recentemente sua biografia “Um cigano fazendeiro do ar” e estou me deliciando. Drummond o tinha na maior estima e respeito. Vejamos o que ele escreve sobre o velho Braga.

Leia o texto de Drummond em PROSA.

“As Férias do Sr. Hulot”

2 de julho de 2009 às 11:50 | Comentar

Nesta sexta-feira, 03, o Cineclube Natal em parceria com o Nalva Melo Salão Café inicia o mês dedicado às comédias, intitulado “Rir é o melhor remédio”, com o excelente “As Férias do Sr. Hulot”, de Jacques Tati. Sessão às 20 horas. Entrada R$ 2,00. O Nalva Café fica na Ribeira.

Programa de Incentivo à Cultura

2 de julho de 2009 às 9:13 | Comentar

DE ALEX DE SOUZA, EM SUA COLUNA BAZAR
http://www.nominuto.com/blog/bazar/

Alegria de pobre dura pouco.

A classe artística pressionou e a Fundação Capitania das Artes alterou o regulamento do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (porque a moda na nova administração é mudar o nome de tudo), permitindo que seja verificada apenas a situação fiscal das empresas patrocinadoras de projetos.

Antes a lei pedia que tanto a empresa quanto os sócios estivessem regularizados junto à tributação municipal para poder participar da Lei Djalma Maranhão. Caso algum sócio estivesse com IPTU atrasado, por exemplo, estava fora.

A medida era apontada pela maioria dos produtores como o principal empecilho na hora de fechar o patrocínio.

Mas, pessoas ligadas à Secretaria de Planejamento, cuja nova nomenclatura não tive ainda a chance de decorar, não gostaram nem um pouco da iniciativa e já se movimentam para derrubá-la.

Taí uma boa chance para César Revoredo mostrar que manda em alguma coisa.

PEC do diploma

2 de julho de 2009 às 9:09 | Comentar

A proposta de emenda à Constituição (PEC), que prevê a exigência de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista, foi apresentada no início da noite de ontem (1º) à Mesa Diretora do Senado pelo senador Antônio Carlos Valadares (PSB- SE).

A proposta foi assinada por 50 dos 81 senadores. Na PEC, Valadares propõe acrescentar o Artigo 220-A à Constituição. “O exercício da profissão de jornalista é privativo do portador de diploma de curso superior de comunicação social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação, nos termos da lei”.

A PEC será agora encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde será analisada a sua constitucionalidade e o seu mérito. Se aprovada, seguirá para a votação em dois turnos no plenário do Senado. Aprovada pelo Senado, a PEC segue para a discussão e apreciação da Câmara.

Um Nobel para Al Capp?

2 de julho de 2009 às 8:52 | Comentar
Por Marcos Silva

Caros amigos:

As relações dos quadrinhos com literaturas passam pelo solo em comum de poesia e narração. Assim como alguns cineastas chegam num nível narrativo e poético excepcional (Eisenstein, Renoir, Vigo, Chaplin, Bergman, Visconti, Antonioni), quadrinhistas podem se situar num patamar paralelo (Al Capp, Eisnner, Hall Foster, nosso Ziraldo do primeiro “Pererê”). Como se sabe, o romancista norte-americano John Steinbeck, detentor do prêmio Nobel em Literatura, indicou o nome de Al Capp – autor de “Ferdinando” e da “Família Buscapé” – para a mesma premiação. Nesse sentido, Ziraldo na Academia Brasileira de Letras seria muito mais adequado que Sarney e Maciel.

Abraços:

Quadrinhos & Literatura

2 de julho de 2009 às 8:52 | Comentar
Por Moacy Cirne

Estética e/ou semioticamente, levando em consideração suas especificidades criadoras, não é possível – sequer remotamente – afirmar que os quadrinhos são literatura. Nem mesmo paraliteratura, como, nos anos 70, chegaram a formular, de forma equivocada, alguns teóricos franceses da comunicação de massa. São linguagens diferentes, que usam processos criativos de igual modo diferenciados. Há inclusive, algumas obras-primas dos quadrinhos que dispensam a palavra: é o caso, por exemplo, de ‘Lanterna mágicca’, de Crepax, e de ‘Arzach’, de Moebius, ou das tiras verticalizadas do francês Barbe. Ou mesmo, como simples diversão, das HQs do Pinduca, nos anos 30. Enfim, trata-se de uma grande bobagem insistir neste ponto. Seria o mesmo que afirmar que manga e mangaba são a mesmas coisa. Quanto às quadrinizações de obras literárias, outra é a discussão, outro é o patamar de reflexão.

Um abraço em todos.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Aconchego
    11-02-2012 às 14:37 - Comentar

    Por Suely Nobre Felipe

    Quando partires do meu tempo,
    Leva-me entrelaçada em teus braços,
    Dividas comigo o teu novo regaço,
    Deixe-me provar da leveza do teu céu,
    Onde ali, repousada entre nuvens,
    Desfiarei nossos melhores sonhos.
    E, por entre os fios dos nossos cabelos
    – Já não tão negros como a noite,
    Confundiremos deliciosos segredos.
    Pois, não tardará o tempo
    Em que haveremos de desfiar
    Capuchos de solidão.

    ACONCHEGO

    Suely Nobre Felipe

    __________

    Quando partires do meu tempo,

    Leva-me entrelaçada em teus braços,

    Dividas comigo o teu novo regaço,

    Deixe-me provar da leveza do teu céu,

    Onde ali, repousada entre nuvens,

    Desfiarei nossos melhores sonhos.

    E, por entre os fios dos nossos cabelos

    – Já não tão negros como a noite,

    Confundiremos deliciosos segredos.

    Pois, não tardará o tempo

    Em que haveremos de desfiar

    Capuchos de solidão

    COMENTÁRIOS

    • Anchieta Rolim: "Tá legal, eu aceito o argumento." Valeu Marcos. - À sombra da ditadura
    • chico m guedes: penso que quem acha que os valores em relação à vida introduzidos pelo cristianismo na civilização ocidental são só uma questão de crença pessoal, ou ignora brutalmente a história, ou, o que é pior, se auto-ignora enquanto fruto dessa civilização. sugiro um passeio imaginário ao coliseu romano num dia de espetáculo pagão. (em joguinho cyber ou seriado de tv não vale). claro que a sociedade ocidental moderna já abriu espaço para tornar o aborto uma questão de "foro íntimo das mulheres" (a mesma sociedade que vai em marcha batida pra nos transformar em mero 'produto', aliás). apois, apesar de toda essa mudernage, desconfio que entre nós filhos do cristianismo, pelo menos por mais um milênio, matar um feto (não venham com eufemismos que é disso que se trata) ainda será sentido e vivido como uma mancha moral (o que é o 'pecado', afinal?). mesmo que ele venha a ser descriminalizado. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Yuno, seu comentário rebaixando o cristianismo revela um preconceito fortíssimo. Nestes termos, é impossível realizar um 'debate amadurecido" que você diz querer. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Eu tacito, celina ,Abimael Noite de banda aluanda. Ribeira bordas navarro Quase carnaval amigos Maésia , Paulo, outros. Não naõ não lembro nome seca Elói. E tu andas estava. - Cena Aberta e transparente
    • José de Paiva: Seja bem vinda Glória Braga Horta ao SP e obrigado por ler o meu texto. Obrigado também pela generosidade dos amigos de sempre. Clarissa Torres, gosto muito das obras de Schiele, elas me inspiram. - Rita louca
    • Marcos Silva: Gosto muito daquela canção de Paulinho da Viola que diz: "Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar". - À sombra da ditadura
    • gustavo de castro: E quem disse que os valores cristãos é que devem predominar? Foi Cristo ou os cristãos? - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Anchieta Rolim: Oreny, bela poesia! - Vento nordeste
    • Anchieta Rolim: Concordo marcos, inclusive quando João Carlos voltou da guerrilha continuou sua luta junto a artistas como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e vários outros... Fazia parte do grupo o ex-jogador Afonsinho (aquele que lutou pela lei do passe livre para os jogadores de futebol), e também o cantor e compositor Potiguar Mirabô Dantas. - À sombra da ditadura
    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante