Como eu posso discutir com alguém que nem ao menos sabe se auto definir, segundo demonstra claramente na súplica anteriormente postada? Parece-me que qualquer discussão que enseje a definição de algo, deveria dar-se entre interlocutores conhecedores de suas posições.
Para onde vai o amor…
3 de julho de 2009 às 18:11 | Comentar“Para onde vai o meu amor quando o amor acaba?”, perguntava-se Chico Buarque numa canção de 1981. Certamente poderia indagar muito mais, uma vez que o desfecho de qualquer romance quase sempre inaugura um vazio abarrotado de interrogações. O amor que acaba de fato termina? Em que momento? E sob os desígnios de que cupido às avessas? As justificativas que selam o fim realmente o explicam?”
Leia o texto acima e outros na Bravo online.
Tácito, receba meu apoio nessa luta contra a “censura” da web ao Substantivo. (risos)
Tentem com o Mozilla!
3 de julho de 2009 às 17:24 | ComentarCaros amigos,
Tudo indica que o problema no acesso à seção PROSA tem a ver com o navegador. O Will tá tentando resolver. Enquanto isso, minha sugestão é que vocês baixem da Internet o Mozilla Firefox. Por dois motivos: é muito mais rápido e vocês ficam com outra opção de navegador. Façam um teste com o Mozilla, é grátis e só leva alguns minutos, e se não gostarem não tem problema é só voltar para o Explorer. Abaixo o link.
Sarney: sair não resolve, mas…
3 de julho de 2009 às 17:13 | Comentar“O fato é que a crise do Senado é a crise de toda a estrutura do parlamento brasileiro. O Senado é só a bola da vez. Amanhã poderá ser a Câmara dos Deputados, depois de amanhã a Assembléia Legislativa de São Paulo, no sábado a Câmara Municipal de Santana do Parnaíba. A estrutura que possibilita o empreguismo, o nepotismo, os altos salários, as verbas de representação, as mordomias, a farra das passagens aéreas, tudo isso e muito mais, teria que vir abaixo. Mas como?”
Sem prosa…
3 de julho de 2009 às 17:11 | ComentarTácito: do computador que acesso também não consigo ler os textos postados em Prosa. Abraços
Nossas terras têm palmeiras…
3 de julho de 2009 às 17:08 | Comentar…E quais outras não há?
O Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete define como bairrista “todo aquele que considera exageradamente os interesses da sua cidade ou estado e menospreza ou hostiliza os demais”. Como é notório na definição semântica, o bairrismo não pode ser considerado uma virtude, nem muito menos uma obrigação.
Como nordestinos – e potiguares – somos educados a “reconhecer” que tudo o que temos e/ou fazemos, não deve em nada aos demais estados. Logo somos “obrigados” a consumir o que é nosso, uma vez que estamos em pé de igualdade com as outras estrelas da flâmula nacional. Pois bem, acho esse pensamento deveras medíocre, retrogrado e provinciano.
Seria até aceitável tais atitudes, se ainda vivêssemos em uma colônia portuguesa, isolados do “Velho Mundo”, aí sim, teríamos – talvez – que consumir o que é nosso, e até supervalorizá-lo em detrimento de outros, pois o acesso seria – em sua maioria – restrito as produções da própria colônia.
Pois bem… Cá estamos em pleno século 21, ainda com aquele espírito provinciano de “da terra da gente”. Devemos consumir algo pelo simples fato daquilo ser bom, ter qualidade, ser aprazível e não por ser “nosso”. Serei cômico ao dizer que o único produto que não deveríamos consumir por não ser nosso seria os produzidos pelos nossos vizinhos, os marcianos, mas mesmo assim, habitamos a mesma galáxia, e agora? O que fazer? Pra onde foi todo o bairrismo?
Diante da Internet, do Google, da Globalização, não existe mais espaço para bairrismos. De fato devemos dar visibilidade aquilo que está escondido, acanhado, mas não supervalorizar em detrimento dos demais. No caso da indústria cultural, isso pode ser até saudável para o artista, pois se o supervalorizamos por ser “nosso”, das duas uma: ou ele fica preso dentro do que é “dele” e não alça vôos maiores, ou simplesmente ocorre o oposto, alça vôos maiores acreditando – por nossa culpa – ser um tremendo de um gavião, enquanto não passa de um pobre galinho garnisé, que logo é abatido quando sai do seu galinheiro.
Concluo que lamentavelmente existe sim bairrismo no nosso “querido e amado” estado do Rio Grande do Norte, ou será que nunca ouvimos um “compre que é daqui”, “gente da terra da gente”, show com “artistas da terra”? Seria bem mais proveitoso se exorcizássemos o espírito provinciano dessas terras de Meu Deus, e com isso quem sabe passaríamos até a sintonizar alguma rádio dos “homenzinhos verdes”.
Tb nao consigo ler nenhum texto…aparece tudo em branco.
Checagem nos códigos
3 de julho de 2009 às 14:44 | ComentarDaniel,
Recebi esse e-mail do webdesign sobre a falta dos textos em PROSA:
Olá Tácito,
Boa tarde!
Aqui está tudo normal, vou verificar se é algo no código pra determinados navegadores.
Abraço!
*********
Tudo indica que o problema só atinge alguns computadores porque ontem François, que está no Oeste, acessou PROSA e depois me ligou para comentar o texto que escrevi sobre o livro dele. Vamos aguardar essa verificação do Wil.
DE JOSÉ SARAMAGO EM SEU CADERNO ONLINE
http://caderno.josesaramago.org/
“Escrever é traduzir. Sempre o será. Mesmo quando estivermos a utilizar a nossa própria língua. Transportamos o que vemos e o que sentimos (supondo que o ver e o sentir, como em geral os entendemos, sejam algo mais que as palavras com o que nos vem sendo relativamente possível expressar o visto e o sentido…) para um código convencional de signos, a escrita, e deixamos às circunstâncias e aos acasos da comunicação a responsabilidade de fazer chegar à inteligência do leitor, não a integridade da experiência que nos propusemos transmitir (inevitavelmente parcelar em relação à realidade de que se havia alimentado), mas ao menos uma sombra do que no fundo do nosso espírito sabemos ser intraduzível, por exemplo, a emoção pura de um encontro, o deslumbramento de uma descoberta, esse instante fugaz de silêncio anterior à palavra que vai ficar na memória como o resto de um sonho que o tempo não apagará por completo.
O trabalho de quem traduz consistirá, portanto, em passar a outro idioma (em princípio, o seu próprio) aquilo que na obra e no idioma originais já havia sido “tradução”, isto é, uma determinada percepção de uma realidade social, histórica, ideológica e cultural que não é a do tradutor, substanciada, essa percepção, num entramado linguístico e semântico que igualmente não é o seu. O texto original representa unicamente uma das “traduções” possíveis da experiência da realidade do autor, estando o tradutor obrigado a converter o “texto-tradução” em “tradução-texto”, inevitavelmente ambivalente, porquanto, depois de ter começado por captar a experiência da realidade objecto da sua atenção, o tradutor realiza o trabalho maior de transportá-la intacta para o entramado linguístico e semântico da realidade (outra) para que está encarregado de traduzir, respeitando, ao mesmo tempo, o lugar de onde veio e o lugar para onde vai. Para o tradutor, o instante do silêncio anterior à palavra é pois como o limiar de uma passagem “alquímica” em que o que é precisa de se transformar noutra coisa para continuar a ser o que havia sido. O diálogo entre o autor e o tradutor, na relação entre o texto que é e o texto a ser, não é apenas entre duas personalidades particulares que hão-de completar-se, é sobretudo um encontro entre duas culturas colectivas que devem reconhecer-se.”
Tácito,
Há dias quero falar que não vejo nada publicado no Prosa. Toda vez que você diz que postou algo lá, eu encontro a página vazia.
DO EDITOR
Daniel, nos 3 computadores aqui da minha sala está tudo normal. Mas, outros 2 leitores me informaram que desde ontem enfrentam o mesmo problema. Vou procurar resolver. Grato e abs.
Por quê?
Quero entender isso de um colega do mesmo programa de pós-graduação que eu – que se dedica também a estudar o filósofo francês.
Lendo Foucault como estou lendo, ainda não entendi o problema que ele representa à democracia, conforme você insinuou.
Leis a não serem cumpridas
3 de julho de 2009 às 11:41 | ComentarApartheid, Segregação Racial americana, AI-5, AI-5 Digital, Suspensão de Direitos Civis em Honduras, Censura, …
A crise no Irã
3 de julho de 2009 às 9:44 | ComentarLeia no link abaixo texto de Vijay Prashad sobre a crise no Irã, que é muito mais complexa do que muitos que estão opinando imaginam.
Depois da dúvida, o bom exemplo
3 de julho de 2009 às 9:41 | ComentarDaniel, o exemplo de Foucault não é bom, trocou uma coisa ruim por uma pior. Só isso já é um indicativo do que não é democracia. Que isso lhe sirva de exemplo.
Brasil avançado
3 de julho de 2009 às 9:24 | ComentarLaurence:
Mas nosso país não é atrasado! Quando ocorreu o episódio Collor, eu pensava que os alagoanos deviam ter feito uma campanha institucional em todo o país, com enormes fotografias e trechos das obras de Graciliano Ramos e Djavan, sob o lema: ISTO TAMBÉM É ALAGOAS.
No caso do país como um todo, precisamos reler Sousândrade, Cruz e Souza, Machado, Lima Barreto, Drummond, Dias Pino, Guimarães e Clarice, ouvir Ismael Silva, João Gilberto e Paulinho da Viola, pensando: ISTO TAMBÉM É BRASIL. E tem Niemeyer, Lygia Clark e Ione Saldanha pra ver… Sem esquecer de praias e chapadas. Mais água de coco, chouriço doce e tapioca com queijo de coalho esquentado.
Abraços:
Dois democratas
3 de julho de 2009 às 8:56 | ComentarMinha opinião: Daniel Dantas e Laurence Bittencourt são democratas. Esse debate sobre o conceito de democracia entre os dois revela, de forma cabal, visões completamente diferentes de mundo. O que não significa que eles não sejam democratas. As divergências, no meu entender, se devem a outras questões, todas perpassadas pela ideologia, onde ambos estão colocados em extremos. Então, jamais vão chegar a qualquer entendimento nessa área.
Não são aulas
3 de julho de 2009 às 8:54 | ComentarLaurence:
Minhas falas no SP são conversas de amigo. Mas gosto de dar aulas noutras ocasiões. Meus alunos são gente boa, também aprendo com eles.
Abraços:
Democracia, democracia
3 de julho de 2009 às 8:32 | ComentarCaro Marcos você como sempre me dando uma aula. Devolvo a você os elogios: é bom estarmos discutindo essas questões em um país tão atrasado. Atrasado em capitalismo e democracia.
Se o que eu defendi aqui não é democracia – e por isso eu não posso ser chamado de democrata – peço ajuda, Laurence, para que possa nominar o que eu realmente defendo. Acho-me completamente perdido e preciso, realmente, da ajuda de alguém que possa dar nome à minha crença.
Repito o que eu disse, para aqueles que puderem me ajudar a entender o que eu defendo, já que não é democracia: disse aqui que considero que a democracia não pode se limitar ao império da lei, o respeito às regras do jogo e aos contratos. Acho que tem que ir além, na garantia aos direitos civis, individuais e também nos coletivos e sociais. Falei também que a democracia ocidental liberal é uma perspectiva democrática – não a única – e que é falha, estruturalmente, especialmente na garantia dos direitos sociais e coletivos – como pude demonstrar nos exemplos dos EUA, da França e do Brasil.
Dito isto, espero, honesta e sinceramente ajuda para definir o que realmente sou, já que não sou democrata. Os verdadeiros democratas, aliás, numa forma bem foucaultiana podem delimitar-me pela minha nominação e ajudar-me a me entender e me afirmar melhor.
