Fernando:
Vc é sempre tão generoso comigo! Não quero melhorar ninguém, ninguém precisa de melhoria vinda de fora, ninguém é prédio velho em ruínas – ainda mais o maldito sublime Baudelaire! Se eu me melhorar um pouco ao longo da vida, já me darei por satisfeito.
Quanto às traduções de Baudelaire: é claro que vc conhece, de cor e salteado, as lindas versões em português brasileiro de Guilherme de Almeida, Jamil Almansur Haddad, Ivo Barroso, Ivan Junqueira e Juremir Machado da Silva, dentre tantos outros e, como não é dado a ironias, fala aquilo somente para me agradar – obrigado de novo. E sabe mais que eu que traduzir significa declarar admiração pelo original e enunciar publicamente como o entendeu. Mais ainda: convidar o leitor das traduções a fazer suas versões próprias – o velho poema-processo, encerrado em 1972 (parada tática oficial), tem alguma relação com isso, contra as versões definitivas.
Sempre aprendo muito com vc.
Abraços:
Perfeito Marcos, valeu.
Abs, Laurence.
Conhecer um poeta
31 de janeiro de 2010 às 9:01 | ComentarO crítico e escritor José Castello dedicou sua coluna de sábado em O Globo ao poeta Gustavo de Castro, um dos nossos colunistas. Agradeço a Moacy Cirne a gentileza e presteza do envio, após solicitação feita ontem. “Um poeta que conhece a delicadeza do que faz, e não foge disso. Atitude de poeta, e não de esnobe, ou de hipnotizador”, diz Castello sobre Gustavo. Confiram o texto completo.
Prosa de Ficção
31 de janeiro de 2010 às 8:44 | ComentarPor Lima Jr.
O Substantivo foi indicado como site com conteudo literário. Poderia informar quem são os seus contribuintes que escrevem prosa para que eu possa aprofundar pesquisa no google sobre estes ficcionistas. Trata-se de trabalho acadêmico. Obrigado pela ajuda e parabéns pelo blog.
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Lima Jr.
Vou listar os que lembro que fazem prosa de ficção, mas correndo o risco de esquecer alguém (por favor, quem ficar de fora injustamente, envie post acrescentando). Nelson Patriota, Carlos de Souza, Alexis Peixoto, Laurence Bittencourt, Fernando Monteiro, Charles Phelan, Denise Araújo, Alex de Souza, Elianne Diz e Pablo Capistrano. Incluí os colaboradores fixos e eventuais. Abs.
Baudelaire e o esprito da coisa
31 de janeiro de 2010 às 8:28 | ComentarQuerido Tácito:
No quarteto de abertura do poema “Ao leitor”, de Charles Baudelaire, usei a forma “esprito” pra garantir a métrica. Desconfio que o corretor automático do blog mudou para espírito. Ou então forças do além interferiram.
Seria mais canônico esp’rito?
Abraços esp’rituosos:
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Ok Marcos. Vou agora mesmo corrigir. Desculpas. Abs.
Ainda a questão paulina
31 de janeiro de 2010 às 8:27 | Comentar
Laurence:
Acho que não fui suficientemente claro quando falei em não discriminar, referindo-me a Paulo e seus livros. Minha intenção foi sublinhar que, embora não goste desse escritor e de seu produto, considero legítima a atividade e os rendimentos dele: ele tem todo o direito de escrever o que quiser, os leitores têm todo o direito de comprar e gostar do que quiserem, ele tem todo o direito a receber muito dinheiro pois produz mercadorias que vendem muito. Tenho certeza de que aqueles escritos dão trabalho para Paulo, todavia não aprecio o resultado do que ele apresenta. O raciocínio se aplica aos atores e às atrizes que mencionei em resposta a Fernando: com certeza, fizeram diferentes esforços para chegarem àqueles resultados (em geral, muito preparo físico – academias, dietas, até cirurgias) mas não considero bom o que me trazem, ressalvando, sempre, o direito deles ao trabalho e a uma remuneração que corresponda minimamente aos valores que possibilitam – por maior que seja o salário de um Antonio Fagundes, p. ex., é sempre fração mínima dos lucros que ele possibilita à emissora onde trabalha.
A criação de um mercado, onde os trabalhadores ganhem bem, é muito importante para a literatura e as artes em geral. O problema de literatura e artes em geral é a necessidade gritante de pensarmos o tempo todo – e até em nível mundial, como suas críticas ao teatro clássico o demonstram – sobre a qualidade dos resultados.
Obrigado por me obrigar a tentar maior clareza.
Abrações:
Os “deslumbramentos” não param
31 de janeiro de 2010 às 8:23 | ComentarAmigo e Tradutor Marcos Silva:
Agora, você melhorou Baudelaire! Sua tradução é melhor do que o poema dele. Estou deslumbrado, de novo.
Os “deslumbramentos” não param, neste sábado. Aliás, são, já, as primeiras horas do Domingo. Neste longo dia de descanso, por favor “carregue pedra”, traduza Dante e melhore o Florentino também!
Você sabe, o palhaço Tiririca tentou, e, infelizmente, não foi mais além da produção daqueles versos: “Florentina, Florentina, Florentina de Jesus”…
Cineastas apoiam receita de Domingos
30 de janeiro de 2010 às 23:31 | Comentar“O cineasta, dramaturgo e ator Domingos Oliveira, em seu artigo na ultima quarta-feira no GLOBO , levantou questões importantes sobre a atual situação do cinema brasileiro. Uma discussão fundamental que deve continuar, pois esse cinema é de todos nós, espectadores e cineastas. Não somente porque trata de investimento do setor público, mas porque precisamos definir que cinema nós, brasileiros, queremos fazer e ver. Para nós, trata-se basicamente de defender o direito à diversidade”. José Joffily, Murilo Salles e Lucia Murat
Ainda Moisés e o Atonismo – para Laurence
30 de janeiro de 2010 às 23:24 | Comentar
O profeta Moisés, para chegar à visão da Sarça luminosa, tivera (Freud apontou, no seu ensaio também luminoso) uma iniciação “na sabedoria egípcia” naquela mesma velha cidade de Om que não é outra senão a Heliópolis do culto solar antigo, renovado por Amenófis IV e, mais tarde, ampliado no primeiro monoteísmo (quando o rei ergue a nova capital e adota o nome de Akhenaton). Foi esse o culto que o rei egípcio primeiramente “reafirmou”, numa espécie de preparação da “revelação” que irá fazer – à sua maneira – aos egípcios. Será a religião de Aton, o Deus Único “expresso” pelo Disco Solar (um Princípio, e não mais uma divindade pagã, panteista etc).
Traduzindo Baudelaire
30 de janeiro de 2010 às 23:21 | ComentarQuerido Fernando:
Eu me deslumbrei porque coincidiu com o começo de uma tradução de Baudelaire, da qual reproduzirei o primeiro e o último quartetos:
xxxxx
Ao leitor
(Charles Baudelaire,
tradução de Marcos Silva)
A bobeira, o erro, o pecado, o mesquinho,
Baixam em nossos espritos, trabalham-nos dorsos,
E nós alimentamos amáveis remorsos,
Quais mendigos que nutrem o que há de daninho
(…)
É o Tédio! – o olho chora sem vontade,
Sonha com cadafalso e fuma um cachimbão.
O conheces, leitor, um monstro que não invade,
- Hipócrita leitor, – meu igual, – meu irmão!
xxxxx
Abraços sempre afetuosos:
Meu Ataulfo favorito
30 de janeiro de 2010 às 23:20 | ComentarAmigos e amigas:
Ataulfo compôs muita coisa boa (“Mulata assanhada” é uma delícia). Mas ainda prefiro:
Vida da minha vida
(Ataulfo Alves)
Minha musa inspiradora
Minha noite de luar
Agradeço ao Criador
Que me fez um sonhador
Pra melhor te exaltar
Rima rica do meu verso
Minha canção preferida
Melodia do meu samba
Vida da minha própria vida
Estrela que brilha mais
Que uma constelação
Nestas noites de verão
Ilumina os dia meus, minha querida,
Vida da minha própria vida
xxxxx
Abraços:
Museus e direitos humanos
30 de janeiro de 2010 às 23:19 | Comentar
Bertolino:
Esqueci de acrescentar ao menos dois museus aos direitos para todos: o de Antiguidades do Cairo e o do Ouro de Lima. Em Lima, tem ao menos dois mais fascinantes: o de cerâmica erótica pré-colombiana e o assustador Museu da Inquisição (instrumentos de tortura). Em Londres, a Tate Gallery. Em Madri, o Prado subentende o Reina Sofia (os mais belos quadros de Salvador Dali que vi, mais Guernica e sua preparação) – ir a Toledo é necessário pra aprender o que é bom pra tosse com El Greco. Em New York, MOMA E Metropolitan. Na Terra Brasilis, sempre MASP, Belas Artes do Rio, Pinacoteca de SP, Arte Sacra de SP e Salvador…
Abraços fraternos:
A qualidade do produto
30 de janeiro de 2010 às 23:15 | Comentar
Caro Marcos, me desculpe mas sua resposta me pareceu um escape. Postular que o problema de Paulo é a qualidade do produto depois de dizer que “não devemos discriminar ninguém pelo fato de vender muito”, perceba, me parece um contrasenso. Se não devemos discriminar, então que se tenha a fila. E de fato é bom que os escritores vivam do seu oficio. Não foi esse o caso de Lima Barreta, Cruz e Souza, Clarisse (foto) e tantos outros. Se tivéssemos menos preconceitos para com o que é nosso, e principalmente para o fato do escritor vender, talvez estivéssemos discutindo de uma forma mais livre.
Ataulfo Alves
30 de janeiro de 2010 às 19:57 | ComentarPara relembrar Ataulfo Alves, no centenário do seu nascimento. Ouçam Roberta Sá interpretando “Errei Sim”.
Charlie Watts renega Beatles e Stones
30 de janeiro de 2010 às 19:38 | Comentar
“O baterista dos Rolling Sones, Charlie Watts, declarou a um jornal austríaco que nunca gostou de Elvis Presley e dos Beatles. As informações são do site “Spinner”.
“Nunca fui fã dos Beatles. Do Ringo sim, mas não da música. E sempre detestei Elvis Presley. Ele seria o último artista a me inspirar. Miles Davis e Fats Domino, sim, mas Elvis, não”, declarou o músico.
Com uma assustadora sinceridade, o lendário baterista também afirmou que não se incomodaria se os Stones parassem de tocar. “Honestamente, não daria a mínima se isso acontecesse. Jazz é a minha paixão. É a música que realmente quero tocar. Os Stones são meramente um passatempo inconveniente”, revelou.
Watts atualmente faz uma série de concertos na Áustria, com a banda de blues e jazz The ABC&D of Boogie Woogie — assim chamada por causa das iniciais dos integrantes Axel Zwingenberger, Ben Waters, o próprio Charlie Watts e Dave Green.
Entretanto, o promoter da trunê, Will Turk, garante que os Rolling Stones voltarão em breve. “Os shows do The ABC&D só são possíveis porque os Stones estão dando um tempo. Quando Mick Jagger chama, Charlie está sempre pronto”, disse”. (G1)
Ataulfo Alves
30 de janeiro de 2010 às 19:02 | ComentarA dica é para quem está em Natal. A 88,9 (FM Universitária) iniciou há pouco (19h) um especial com o cantor Ataulfo Alves. Uma maravilha! Tô aqui no micro e curtindo. Acho que pode ser acessado pela internet.
A moça tecelã
30 de janeiro de 2010 às 18:45 | Comentar
Para Marina morena (ou não!)
Achei que esse conto tem muito a ver com você. A primeira vez que eu o ouvi foi no curso de Psicopedagogia contado por uma professora que antes de iniciar sua aula, lia sempre algum conto, poesia… Apaixonei-me de imediato. No dia seguinte adquiri o livro, lindo com umas ilustrações de bordados bem vivos e coloridos. Mas, a história… é uma história de amor, encanto, desencanto e recomeço. Ah! Passei a “contá-la de cor e salteado”. O final é surpreendente! Só lendo!
A Moça Tecelã
Marina Colasanti
Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear.
Enquanto Godot não chega…
30 de janeiro de 2010 às 18:08 | Comentar
Por Viegas Fernandes da Costa (*)
… cai-me à mesa uma edição do caderno de Cultura do Zero Hora de 21 de novembro de 2009. Na capa, Itálico Marcon. Nunca tinha ouvido falar! Segundo Luiz Antônio Araujo, o autor da reportagem, Marcon é (ou era, haja visto os últimos eventos) o segundo maior bibliófilo do Brasil. Perde (perdia), apenas para Delfim Netto, este sim o maior juntador de livros brasileiro.
Por isso não provoque é cor de rosa choque!
30 de janeiro de 2010 às 18:02 | Comentar
Caro Sergio,
Eu estava “zoando” com você. Em algum momento você falou sobre “parecer muito certinho”. Queria ver você rubro. Mas, você é muito elegante, um gentleman, uma figura de fino trato. Você não teve que respirar três vezes antes de responder não? (rs). A de Odair José foi ótima. Eu até escutei outro dia, não exatamente “pare de tomar a pílula”, mas “eu vou tirar você desse lugar”. Um amigo me reapresentou Paulo Sergio e aí pesquisando no Youtube para chegar em Odair foi um pulo. Mas, isso é outra história que postarei outro dia, lembrando a recente polêmica neste blog: música popular x música erudita.
Mas, fique esperto! Não provoque é cor de rosa choque…
“O homem é o lobo do homem”
30 de janeiro de 2010 às 18:00 | Comentar
Há alguns anos atrás voltando da Chapada dos Veadeiros, desci em Brasília para comprar uma passagem para Goiânia, de lá é que eu retornaria para Natal. Ao dirigir-me ao guichê, uma mulher me abordou solicitando uma ajuda e mostrando-me um papel. Neguei e não lhe dispensei a menor atenção, ela insistiu e eu de forma incisiva disse-lhe não.

