Manifesto de apoio e abaixo-assinado em favor da tradutora Denise Bottmann, que denunciou plágio de editora e está sendo processada.
D. Salinger: o pecado de ser invisível
28 de fevereiro de 2010 às 23:21 | Comentar
Tomás Eloy Martínez
Estadão
Escrito há duas décadas, somente agora este texto de Tomás Eloy Martínez veio a público, após a morte de ambos
Jerome David Salinger (1919- 2010) jamais imaginou, nem mesmo no terreno mágico das suas ficções, o perverso poder da correspondência. Talvez por rejeitar outros meios de comunicação (entrevistas, festas sociais, conferências), ele usou descuidadamente do recurso epistolar que acabaria por destruir seu precioso anonimato de 30 anos.
Registros das Viagens de um Magistral “Poetinha” ao Lado de Lá do Atlântico.
Entrevista com Leda Tenório da Motta.
Popularizar não é passe de mágica
28 de fevereiro de 2010 às 22:57 | ComentarAmigos e amigas:
Falta sustança no tal manifesto. A argumentação é pífia, adjetivosa. Nem me incomodo com o fato de serem desconhecidos: o vazio é pior. De boas intenções etc. Dicotomizar é anunciar regras e preconceito contra crítica e academia é apenas preconceito. Sou mais Cortázar: a massa merece Shakespeare (quer dizer: o que há de mais clássico) em estado puro, sem gelo. Acrescento: quem decide se experimentação presta ou não presta é o honorável leitor. Não tenho paciência para escrever manifesto mas defender a radical diversidade é necessário: vanguarda sem retaguarda e retaguarda sem vanguarda são ilusões de semiótica.
Abraços a todos e todas:
Assino embaixo
28 de fevereiro de 2010 às 22:55 | ComentarGustavo:
Assino seu Manifesto, com prazer – e humor, sempre necessário na vida! -, e até convido esses cariocas do “manifesto” besteirol (principalmente os que vosmecê conhece, o que é, já, uma espécie de garantia) para virem assiná-lo também, uam vez que eles gostam de manifestos e, suponho, chopp gelado etc. O encontro poderia ser em Natal ou em mesmo em Brasília (no aeroporto desta tem o maior copão de chopp que já vim em my life, sobre o que invoco o testemunho do poeta Marcus Accioly e do “famigerado” Jomard Muniz de Britto, que estavam presentes quando resolvi experimentar o copo de chopp do tamanho do chapéu do velho Ascenso Ferreira, juro-por-Deus)…
Adeus meu querido Zé
28 de fevereiro de 2010 às 22:55 | ComentarNão faço nada sem alegria era o exlibris do José Mindlin. Frase emprestada de Montaigne, uma de suas paixões. Uma vida literalmente entre livros. O maior bibliófilo do Brasil deixou um grande legado. O maior: o amor pelo livro.
Sua bela brasiliana ficou consignada para a USP. Tudo combinado e planejado. O maior legado que alguém poderia deixar para o seu país.
Zé foi realmente um homem feliz. Viveu com os livros e para os livros. Fez o que pode e não pode para conseguir uma primeira edição. Editor de uma meia centena de livros preciosos. Teve na sua mulher, Guita Mindlin, uma grande cúmplice e parceira. Ela gostava de ouvir Zé dizer os poemas. Amava os livros e foi igualmente uma grade amante dos livros. Restaurou muitos e nunca teve ciúmes do Zé com sua loucura mansa pelos nossos eternos amiguinhos.
Zé, meu próximo. Meu guia e mestre. E agora, que faço eu sem você e suas indicações primorosas. Seus ensinamentos. Seus prefácios e guias?
Amigo de muitos. Um eterno mestre de todos aqueles que o procuravam. Amigo íntimo de Drummond e João Guimarães Rosa. Tinha deles todas as primeiras edições autografadas. De alguns livros era proprietário de um único exemplar. Herdou a grande biblioteca do grande bibliófilo Rubens Borba de Moraes. Deixa um patrimônio que é orgulho de todos os brasileiros. Uma biblioteca indisciplinada e maravilhosa. Inveja também de todos nós amantes dos livros que teve em José Mindlin um verdadeiro pai. Padroeiro. Guia e Mestre.
Muito obrigado meu querido amigo
Aeronáutica entrega documentos secretos
28 de fevereiro de 2010 às 16:06 | ComentarEstadão
Após quatro anos de pressão do governo, a Aeronáutica entregou ao Arquivo Nacional, no início do mês, pelo menos parte dos documentos secretos que produziu durante a ditadura militar. A própria Aeronáutica informara anteriormente que esses itens haviam sido destruídos, o que reaviva a suspeita de que as Forças Armadas mantêm escondidos papéis sigilosos da ditadura.
Um mecenas que não fazia nada sem alegria
28 de fevereiro de 2010 às 16:03 | Comentar
O empresário e bibliófilo José Mindlin morreu na manhã deste domingo, 28. Tinha 95 anos. Um dos maiores colecionadores de livros do País, Mindlin estava internado há aproximadamente um mês no Hospital Albert Einstein para tratamento de uma pneumonia. O velório será realizado no próprio hospital das 13 horas às 15 horas, quando o corpo segue para o enterro no Cemitério Israelita da Vila Mariana (R. Deputado Lacerda Franco, 2012), conforme informou a secretária do empresário Monica Nills.
Entrevista com Lêdo Ivo
28 de fevereiro de 2010 às 15:58 | ComentarQuem disse que a Academia Brasileira de Letras (ABL) é um lugar solene, que não admite controvérsias? Em plena temporada de verão, o poeta, escritor e acadêmico Lêdo Ivo diz que o calor não ajuda em nada o Brasil porque atrapalha a reflexão. “Um pouco mais de reflexão faria muito bem ao Brasil”, diz. E mais: a paisagem exuberante atrai todas as atenções e impede que o brasileiro tenha uma vida interior rica. “Há uma espécie de inflação de paisagem”, constata.
Aos 86 anos, Lêdo Ivo levanta uma bandeira que parecia esquecida: diz que o ensino do latim deve voltar urgente ao currículo das escolas brasileiras. “Nós vivemos em um mundo, em certo sentido, monossilábico”, avalia.
Por fim, descubra quem foi o escritor que o acadêmico atacou durante a entrevista a Geneton Moraes Neto.
Roda Viva com José Mindlin
28 de fevereiro de 2010 às 15:47 | ComentarSou o que leio
28 de fevereiro de 2010 às 15:37 | ComentarA Zé Mindlin
Uma viagem pelos livros com o Catalão Enrique Vila-Matas
Leio com grande prazer os livros do Vila-Matas. Livros que falam de livros e de sua leitura, não-leitura e síndromes. Muitas síndromes e mortes. Uma literatura do não. Muitas citações de autores consagrados e outros inventados. Claro é, que para leitores mais exigentes, os livros ficam na superfície. As tardes planas nas ramblas de Barcelona, de que fala o escritor, são como as nossas vidas sem sal e novidades.
A Direita se articula
28 de fevereiro de 2010 às 15:34 | ComentarAmigos e amigas:
Com o pagamento de R$ 500,00 pode-se ouvir, amanhã em São Paulo, alguns luminares do pensamento de direita no Brasil e na América Latina.
Instituto Milenium realiza fórum
‘Democracia e Liberdade de Expressão’
Redação SRZD | Nacional | 28/02/2010 03:15
O Instituto Millenium promove nesta segunda-feira, em São Paulo, o “1° Fórum Democracia & Liberdade de Expressão”. O objetivo do evento é analisar a relação entre liberdade de expressão e democracia, os problemas causados pela restrição a esse direito fundamental para a construção e o fortalecimento do Estado de Direito e a importância da criação de mecanismos que impeçam sua violação.
Vamos fazer um manifesto?
28 de fevereiro de 2010 às 15:32 | ComentarMonteiro
Conheço alguns desses senhores e senhoras que aparecem no manifesto silvestrino. Conheço apenas como “rato de livraria” de terceira categoria. Desta tchurma, que ironicamente rejeita a panelinha e a autocitação mútua, mas acaba mostrando que é uma, simpatizo um pouco com o livro da Lucia Bitencourt, A Secretaria de Borges, da Record. Achei uma boa sacada. Conheço um pouco o trabalho acadêmico do Felipe Pena, mas nunca li seus romances. Fiquei até curioso para ver. Os outros membros do Manifesto são como este Substantivo. Não tem fama alguma na Feira de São Cristóvão. Mas, convenhamos, manifesto é manifesto. Já escrevi até uns em mesa de bar. Tem os sérios e tem os abobalhados. Senão escreve como política de diversão, escreve como proposição política, então…
Olha Monteiro e amigos, vamos escrever um manifesto? Um Manifesto do Substantivo Plural? Claro, a favor das pluralidades, rs. Vai a minha contribuição:
Contra os autores chatos e os que querem dizer como-a-coisa-tem-de-ser!
Contra qualquer tipo de cerceamento à linguagem. A favor das Metamorfoses!
A favor das garotas de Ipanema, Leblon e Ponta Negra.
A favor do vinho, da cerveja e da literatura, não necessariamente nesta ordem.
A favor das quimeras e das políticas da leitura.
Por uma política do livro e da leitura realmente massificada seja lá quem for o futuro presidente…
Enfim….
***
A gente pensa cada bobagem… Será que o tal Grupo Silvestre tem alguma coisa a ver com o apresentador J. Silvestre, da Tv Badeirantes? Ou será que era da Tupi?
Para entender as torcidas organizadas
28 de fevereiro de 2010 às 11:40 | Comentar
A comunidade moral
Década de 60 marcou a ascensão das torcidas organizadas, que passaram de coadjuvantes a protagonistas do espetáculo ao adotarem a “metáfora da guerra”
JOSÉ PAULO FLORENZANO
ESPECIAL PARA A FOLHA
As torcidas organizadas, no Brasil, assim como os agrupamentos ultras, na Itália, começaram a ocupar as arquibancadas e a modificar o clima e a paisagem dos estádios a partir dos últimos anos da década de 1960. Lá, como cá, abandonaram a condição de simples espectadores da partida de futebol para desempenhar o papel de protagonistas do espetáculo que elas próprias criavam e desenvolviam, inspiradas pela “metáfora da guerra”, como mostra a perspectiva antropológica de Alessandro Dal Lago.
Os Famosos “Quem?”
28 de fevereiro de 2010 às 11:34 | ComentarQuem são Lucia Bettencourt, Angela Dutra de Menezes, Celina Portocarrero
Luis Eduardo Matta, Felipe Pena, Thomaz Adour, Barbara Cassará, Halime Musser, Ana Cristina Mello e Marcela Ávila, autores do “manifesto” besteirol pela “popularização etc etc”?…
Nunca ouvi falar em nenhum deles, confesso, como bom ignorante que sou e que gosta de ficção “complicada” (aspas), normalmente odiada por gente desconhecida como Marcela Ávila, Ana Cristina Mello, Halime Musser, Thomaz Adour, Angela Dutra de Menezes, Celina Portocarrero, Luis Eduardo Matta, Felipe Pena e Barbara Cassará – ou não Cassará? – a Literatura Livre para Ser Feita como a Gente Preferir e Quiser!, Ôxe.
PS: Ô tchurma carioca aí do “Lebllon” que não tem o que fazer: DEIXA ESSA DECISÃO PARA O LEITOR, gente, e acabem logo seus chopps, senão fica morno…
Cuba e seus amigos
28 de fevereiro de 2010 às 11:17 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
Um dos problemas de Cuba são os seus simpatizantes, que colaborariam com menos conformismo
ALÉM de patéticos, inverdadeiros – estes foram os atributos que Lula e outros de sua comitiva preferiram para os seus comentários sobre a morte, por greve de fome, de um oposicionista ao regime cubano. E pior ainda, consideradas suas intenções, desceram ao grotesco convictos de que prestavam uma colaboração importante aos líderes e ao governo de Cuba.
José Mindlin
28 de fevereiro de 2010 às 11:04 | ComentarDe Cláudia Costin, no Twitter:
Morreu hj cedo José Mindlin. Estou de luto. O mundo da leitura e da literatura está de luto. O presidente de honra do Rio Cidade de Leitores.
O lavrador virou livreiro
28 de fevereiro de 2010 às 11:00 | Comentar
Edison Veiga
Estadão
A saga de José Xavier Cortez: plantador de algodão, marinheiro, lavador de carros e editor de livros
Aconteceu há uns cinco anos. Três assaltantes, armados, entraram na livraria e editora Cortez, pertinho da PUC, em Perdizes. Era noite e muitos funcionários já haviam ido embora. José Xavier Cortez, o fundador e proprietário do estabelecimento, interveio.
- Pode levar meu relógio, minha carteira, meu celular… Mas o cofre eu não sei abrir, não.
E como bom proseador, desatou a papear com um dos assaltantes. Da origem em comum – nordestinos – tiraram assunto.
- Olha, meu negócio é pequeno, não sobra muito dinheiro, não – dizia o livreiro.
- Sabe como a vida está difícil, né? Não tem emprego… – respondia o bandido, como que para se justificar do crime.
- Você tem filhos? Não quer levar livros para que eles não tenham a mesma sorte que a sua?
Ao descobrir que o sujeito era pai de três crianças, Cortez pediu para uma funcionária separar os 19 títulos que, na época, compunham a coleção infantil da editora. “Ele me agradeceu e levou a sacola cheia”, relembra o livreiro, todo feliz.
Manifesto pela popularização da ficção
28 de fevereiro de 2010 às 10:52 | ComentarComo noticiado em nota no Prosa e Verso de 27/02, dez escritores lançaram no Rio o Grupo Silvestre, com um manifesto “em defesa da narrativa, do entretenimento e da popularização da literatura”. Eles dizem que a ficção brasileira deve ser acessível a um número maior de leitores, e como meio de atingir esse objetivo defendem uma valorização da narrativa e a interdição dos jogos de linguagem. A íntegra do texto segue abaixo.
ABL se prepara para levar obras ao Kindle
28 de fevereiro de 2010 às 10:49 | ComentarRIO – A Academia Brasileira de Letras (ABL) teve uma ideia que vai ajudar quem leu a palavra “ideia” e achou que ela ainda tinha acento. Desde a última quinta-feira, o site da ABL (aqui) traz uma versão para consulta online do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) já com as mudanças trazidas pela reforma ortográfica, como a perda do acento acima.







