
Crônicas de uma cidade submersa I
Final de semana quase carnaval. As noticias não são nada boas. Vão acabar com Ponta Negra. Precisava um sambista como Herivelton Martins para cantar: Vão acabar com a nossa Ponta Negra!. Cidade mergulhada no vício e no maior descalabro administrataivo da história. Espero que os colegas não estejam entorpecidos pelo fedor e miséria. Hoje falarei de tigres e manhá quem sabe ja estaremos mudos.
Festival de Berlim anuncia concorrentes
1 de fevereiro de 2010 às 19:04 | ComentarCinco dos candidatos, como Zhang Yimou e Roman Polanski, já ganharam o prêmio máximo do evento.
Leia última entrevista de Tomás Eloy Martínez
1 de fevereiro de 2010 às 18:59 | ComentarEscritor argentino autor de ‘Santa Evita’ falou ao ‘Estado’ sobre seu último romance, ‘Purgatório’.
Salinger em família
1 de fevereiro de 2010 às 16:33 | ComentarEdson Nery
1 de fevereiro de 2010 às 16:29 | ComentarUm grande bibliotecário e erudito. Dá gosto ouvi-lo na sua erudição e grande cultor do livro. Chega cambaliante nos seus mais de 80 anos na Fliporto para mais uma palestra, reclama da falta de corrimões para os idosos, e proporciona à seleta platéia uma brilhante conferencia com título “A América Latina de Gilberto Freyre”.
Um defensor apaixonado de tudo que Gilberto Freyre escreveu e disse. Grande conhecedor da obra gilbertiana, mas um leitor acritico e parcial.
Um dandi nordestino que usa smoking e perfume frances.
Edson é um grande amigo e muito nos orgulha com sua erudição que vai de Bossuet a Gilberto Freyre passsando por todos os clássicos da literatura.
Sobre Avatar, Guerra ao Terror e Amor sem Escalas
1 de fevereiro de 2010 às 16:22 | Comentar
Desconfio que o Oscar de Melhor Filme 2010 ficará entre Avatar e Guerra ao Terror (foto). Este último foi escolhido o melhor pelas Associações de Críticos e o Producers Guild of America. O que contrabalança a escolha de Avatar pelo Globo de Ouro. Infelizmente, Guerra ao Terror ainda não passou em Natal. O outro que concorre, Preciosa, também não foi exibido, mas não recebeu nenhum prêmio que o tornaria sério candidato ao Oscar.
Um monge entre gatos e livros
1 de fevereiro de 2010 às 15:09 | Comentar
“A primeira coisa que clama atenção quando se entra na casa do escritor Edson Nery da Fonseca, em Olinda, é o cheiro de gato. São nada menos que 21 felinos, deitados no chão ou trepados em sofás, e nos raios de sol do entardecer que atravessam diagonalmente a janela vemos incontáveis pelos flutuando. “Herdei o gosto por gato da minha mãe”, conta. “Quando ela morreu, a gata dela morreu três dias depois. Isso me deixou encantado com os gatos.” Nery, como todo mundo o chama, também herdou da mãe a religiosidade. Durante as quase três horas em que falou ao Estado, ele interrompeu a entrevista apenas duas vezes. Uma foi para servir às visitas baba de moça, um doce típico de coco e ovo. A outra foi para receber a bênção do diácono, que todos os dias às 18 h vem rezar uma oração e lhe oferecer uma hóstia”. Daniel Piza
Entrevista com Safran Foer
1 de fevereiro de 2010 às 15:01 | Comentar
Por Cíntia Bertolino
Estadão
No seu primeiro título de não ficção, o escritor americano Jonathan Safran Foer disseca a indústria da carne nos EUA
Em Eating Animals (Hamish Hamilton), publicado no fim de 2009 nos Estados Unidos, o escritor americano Jonathan Safran Foer traça um perfil perturbador das fazendas industriais, responsáveis por 99% da carne consumida naquele país.
Ao saber que sua mulher, a também escritora Nicole Krauss, estava grávida, Foer, tomado pela preocupação de alimentar um filho, quis saber em profundidade de onde vinha e como era produzida a carne que comia. Desde então é vegetariano. Autor dos elogiados romances Tudo se Ilumina (2005) e Extremamente Alto & Incrivelmente Perto (2006), ambos editados no Brasil pela Rocco, Foer passou três anos pesquisando o assunto.
Eating Animals será lançado por aqui, também pela Rocco, em meados deste ano, com tradução da escritora Adriana Lisboa. “Nem todo mundo adora o livro, mas mesmo quem não gostou concorda que este é um assunto que precisa ser discutido. Importar-se com essa questão é ser fundamentalmente humano”, disse ele nesta entrevista ao Estado, de Nova York.
O pensador que fundou o mundo moderno
1 de fevereiro de 2010 às 14:56 | Comentar
“Uma enciclopédia que fosse de fato uma suma do conhecimento humano provocaria um incômodo tão grande no mundo contemporâneo que governos cairiam, igrejas perderiam fiéis e seus autores seriam perseguidos pelo planeta afora, a julgar pelos ataques virtuais que os chineses têm desferido contra o Google nos últimos meses. Informação perturba. Conhecimento, mais ainda. Por saber demais, o filósofo francês Denis Diderot (1713-1784), um dos principais pensadores iluministas, foi parar na cadeia em 1749. Autor de um panfleto contra as regras universais da moral e a favor do livre-pensar, ele ousou defender o ateísmo numa época em que a Bíblia segurava monarquias decadentes na Europa. E mais: não fugiu do assunto em sua Enciclopédie, mãe de todas as enciclopédias modernas e tataravó da Wikipedia”.
Almas gêmeas que não passaram do mês de janeiro
1 de fevereiro de 2010 às 14:50 | Comentar
Livrarias britânicas e francesas lembram de George Orwell e Albert Camus (foto) com leva de lançamentos e relançamentos. Sergio Augusto
25 momentos da blogosfera brasileira
1 de fevereiro de 2010 às 14:44 | ComentarO jornalista Alexandre Inagaki – inspirado nos 25 Momentos da Blogosfera Portuguesa- organizou os 25 Momentos da Blogosfera Brasileira.
O Brasil como sociedade anacrônica e cruel
1 de fevereiro de 2010 às 14:35 | Comentar
“Era o período final do governo FHC. Durante meses, todas as terças-feiras, por volta das 22h., eu voltava da aula que dava em um cursinho pré-vestibular para alunos carentes da favela da Maré, descia do ônibus no Largo do Machado e ia a pé para o meu apartamento em Botafogo – um trajeto de cerca de 1,5km, que passa por três bairros”. Maurício Caleiro
Tempo-Será
1 de fevereiro de 2010 às 14:29 | ComentarPara o teatrólogo e poeta Jairo Lima
TEMPO-SERÁ: 28 anos de um projeto teatral coletivo
“… o amor se vai o mar se sono se esvai como diz: o caso está enterrado a canoa do amor se quebrou no cotidiano estamos quites inútil apanhando de mútua dor mútua cota de dano”. (Maiakowisky).
Em 1982 uma experiência teatral muito bonita na cidade de Natal. Um grupo formado basicamente de professores universitários no início da carreira, alguns já retornando do mestrado e cheios de sonhos e projetos.
Wilson & Wilson
1 de fevereiro de 2010 às 14:27 | ComentarAmigos e amigas:
Como todo mundo, li “O Modernismo”, manual de Martins publicado pela Cultrix. É um guia tradicional útil. Não registra Cãmara Cascudo, tende a ficar no eixo Rio/São Paulo, com algumas incursões nordestinas – Gilberto Freyre, em especial.
Depois, conheci a “História da Inteligência”, enciclopédica, considerada burra por Darcy Ribeiro porque de direita. O anti-comunismo de Wilson parece ter sido esquecido nos obituários, dentro da tradição cristã: descanse em paz. Ser anti-comunista é corajoso nos países que implantaram autoritarismo sob o nome de comunismo e enquanto essa situação durou – depois da reimplantação generalizada do Capitalismo, virou ideologia oficial. Ser anti-comunista num país anti-comunista (ditatorial entre 1964 e 1985, como se sabe) é se afastar do papel de uma intelligentsia, no sentido de Mannheim. E a ideologia do paranismo, muito alimentada por Wilson, celebrava o Brasil branco do sul.
Mas Wilson merece descansar em paz, claro, dentro da tradição cristã.
Abraços:
Millôr Fernandes
1 de fevereiro de 2010 às 13:49 | ComentarAchada vala comum na Colômbia com 2 mil cadáveres
1 de fevereiro de 2010 às 13:40 | Comentar
Por Antonio Albiñana, Bogotá
Jornal “Público” (Espanha)
No pequeno povoado de Macarena, região de Meta, 200 quilômetros ao sul de Bogotá, uma das zonas mais quentes do conflito colombiano, está sendo descoberta a maior vala comum da história recente da América Latina, com uma cifra de cadáveres enterrados sem identificação, que poderia chegar a 2.000 segundo diversas fontes e os próprios residentes. Desde 2005 o Exército, cujas forças de elite estão baseadas nos arredores, depositou atrás do cemitério local centenas de cadáveres com a ordem para que fossem enterrados sem nome.
SOS Ponta Negra
1 de fevereiro de 2010 às 13:24 | Comentar
Leio estarrecido em letras garrafais que vão retomar o projeto de construção de espigões ao lado do morro do careca. Projeto embargado. Projeto que é um acinte à cidade de Natal e seus moradores. Não podemos permitir tamanha agressão. Eles não podem vender uma cidade, a sua alma, o seu cartão postal. Invoco a todos os santos e políticos do Brasil e do mundo para que não permitam que seja cometido mais esse crime.
Luís da Câmara Cascudo e Gilberto F. Vasconcellos
1 de fevereiro de 2010 às 13:22 | Comentar
A paixão gilbertiana pelo mestre da cultura popular Câmara Cascudo é comovente porquê, com conhecimento de causa e leituras criteriosas do vasto e profundo universo cascudiano. Na revista “Caros Amigos” a primeira coisa que leio é o Pequeno Folhetim do Folclore do Gilberto Vasconcellos que acaba de lançar um belo livro “A questão do Folclore do Brasil do sincretismo à xifopagia” pela EDUFRN no selo da coleção Estudos Norte-Riograndenses.
Ao Amigo Jairo
1 de fevereiro de 2010 às 13:19 | ComentarAmigo Jairo:
Foi um longo verão. Inútil chorar. O amor acaba. Inútil esquecer o que passou. Foi bom para nós dois. Você partiu e fiquei vendo que
voce estava aqui e nem sabia. Obrigado pelas sopas que antecedem ao prato principal. Obrigado pelo papo furado.
Você que uniu cidades. Com o amor é diferente. Assim mesmo, solitário. Ficamos mais desertos. Aprendemos muito com o outro. De tudo um pouco. Luzes, beleza, amor. Livros, óperas, literatura é o que desejamos e quando muito conseguimos um pequeno fragmento dito tantas vezes como nesse pequeno fragmento de um discurso amoroso de Roland Barthes citando Nietzche.
“ ou ainda: tal, não é o amigo? Aquele que pode se afastar um instante sem que sua imagem d]se destrua? “ Éramos amigos e nos tornamos estranhos um ao outro. Mas é bom que seja assim, e não o procuraremos dissimular sem disfarçar, como de devêssemos ter vergonha disso. Como dois navios que seguem cada um sem rumo e seu próprio objetivo: assim sem duvida poderemos nos encontrar e celebrar festas entre nós como já fizemos antes- e então os bons navios repousavam lado a lado no mesmo porto, sob o sol, tão tranqüilos que se poderia dizer que já tinham chegado ao seu objetivo e tivessem tido a mesma destinação. Mas em seguida o apelo irresistível da nossa missão nos levaria de novo um para longe do outro, cada um sobre mares , rumo a passagens, sob sóis diferentes – talvez para nunca mais nos revermos, talvez para nos revermos uma vez mais, mas sem nos reconhecermos: mares e sós diferentes provavelmente nos fizeram mudar! “
Salinger na Globonews
1 de fevereiro de 2010 às 9:30 | ComentarDe Geneton Moraes, no Twitter:
Paulo César Peréio recitando trechos de O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO: nesta segunda, 11:30 e 17:30, Globonews Especial sobre J.D.Salinger.


