Publicação de livros em… Sergipe

1 de março de 2010 às 18:53 | Comentar

Nesta terça-feira, 2, será promovida mais uma ação inédita no cenário cultural sergipano. É o lançamento do ‘Edital para Publicações de Obras Literárias’, uma ação inovadora que irá beneficiar escritores sergipanos através do apoio dado para o lançamento e publicação de suas obras. A medida prevê ainda o incentivo à circulação e formação de novos leitores, propondo para Sergipe uma nova política cultural com foco na Economia da Cultura.

Tal feito será possível por conta do termo de cooperação técnica assinado entre a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a Segrase e o Banco do Estado de Sergipe (Banese), no último dia 9, durante uma solenidade no auditório da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED).

No edital, dentro de cada categoria de concorrentes, foram estabelecidos prêmios relacionados ao tipo de literatura apresentada. São eles: Poesia (Prêmio Santo Souza); Conto (Prêmio Núbia Marques); Crônica (Prêmio Mário Cabral); Romance (Prêmio Amando Fontes); Literatura Infanto-Juvenil (Prêmio Alina Paim); Livro Técnico- Científico (Prêmio João Ribeiro).  Para esta última, em virtude do interesse e da área de atuação da Secult, os temas devem estar restritos às Ciências Humanas.

A Segrase garantirá aos livros indicados para publicação a impressão (tiragem de 1000 exemplares, ficando 200 exemplares para o autor); revisão textual; diagramação do miolo, criação e produção de capa; registro do código ISBN junto à Fundação Biblioteca Nacional; definição do preço de capa; distribuição institucional e lançamento, conforme programação da editora.

Entrevista com Otto

1 de março de 2010 às 17:46 | Comentar

“Otto concedeu ao iG uma entrevista franca e um tanto perturbadora. Em quase duas horas de bate-papo, em um bar na Lapa, zona boêmia do Rio, o cantor recifense expõe suas fraquezas, suas dores, seus percalços. Lançando o quarto CD de sua carreira, Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos (ouça a faixa “Crua” no player no final da entrevista), título inspirado no livro “A Metamorfose”, de Franz Kafka, Otto Maximiliano, 41 anos, fala de tudo abertamente. Inclusive de sua relação intempestiva com a cerveja”.

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Memórias do cárcere de Egon Schiele

1 de março de 2010 às 17:35 | Comentar

“Em 1912, o pintor austríaco Egon Schiele foi preso, acusado de sedução de uma adolescente e de difusão de material pornográfico. Nos 24 dias que passou encarcerado, em condições humilhantes, em Neulengbach, escreveu um diário e uma série de de aquarelas, reunidos no livro Im Gefangnis / Na prisão (Luzes no Asfalto, 88 pgs. R$47). Além de libelo pela liberdade da criação artística, trata-se de um registro importante das idéias de Schiele sobre a moral burguesa e a função do artista na sociedade”.

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A luta incomum de uma cidadã comum

1 de março de 2010 às 15:37 | Comentar

Por Paulo Moreira Leite
ÉPOCA

Não conheci uma moça chamada Isis Dias de Oliveira. Mas lembro de sua foto, de cabelos curtos, traços finos, que chamava a atenção nos cartazes de presos políticos desaparecidos durante a ditadura.

Não sei se, antes disso, o mesmo rosto bonito de Isis Dias de Oliveira frequentou outros cartazes, aqueles que identificavam militantes de organizações armadas procurados pela polícia do regime militar, e que costumavam ser exibidos em locais públicos. Minha memória não vai até aqueles rostos em preto e branco, em sua maioria em imagens granuladas, com baixa definição, que se costumava olhar à distância, com temor e uma disfarçada admiração.

Isis foi vista pela família, pela última vez, em 1971. Mas chegou a ser vista, com vida, em dependências militares, depois disso. Um médico que colaborava com a tortura, controlando o sofrimento dos presos políticos para impedir que viessem a morrer sem fornecer informações buscadas pelos agentes do regime, chegou a dar entrevistas dizendo que reconhecera aquela moça, formada em piano e diplomada em inglês, que fora aluna de Ciências Sociais na USP antes de entrar na luta armada, nas depedências do DOI do Rio de Janeiro. Mais tarde, num arquivo do DOPS encontraram o nome de Isis de Oliveira numa relação de pessoas “falecidas.”

Na semana passada, morreu Felícia de Oliveira, sua mãe. Tinha 92 anos, enfrentava problemas cardíacos, Felícia era avó e bisavó. Isis tinha 31 anos quando desapareceu. Felícia, que era costureira de profissão, passou 38 anos a procurá-la. Primeiro, queria a filha viva. Depois, queria informações sobre as circunstâncias de sua morte. Por fim, gostaria de saber onde fora enterrada. Nada. Por fim, veio o esquecimento. Nos últimos anos de vida, Felícia passou a sofrer do mal de Alzheimer.

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Antes tarde…

1 de março de 2010 às 15:17 | Comentar

Alguns comentários atrasados sobre posts publicados no SP.

1- Sobre o tal manifesto do grupo Silvestre, clamando por uma literatura mais “acessível”. Ué, e não já tem esse tipo de literatura aos montes nas livrarias. O manifesto deveria ser no sentido contrário, de pedir uma literatura mais elaborada e de qualidade. Estou pasmo com mais essa.

2- Nem com todas as despesas pagas, e ainda me pagando os R$ 500,00 (valor da inscrição), toparia participar de um seminário para ouvir Roberto Civita, Arnaldo Jabor e Carlos Alberto Di Franco, entre outros, considerados a fina flor da direita brasileira. Vade de retro!

3- Reconheço. É constrangedor figurar no mesmo time de críticos do regime cubano em que estão próceres do DEM, como José Agripino, e os colunistas da direita. Mas minha condenação às ditaduras é uma questão de princípios. Não tenho como calar.

4- A sugestão foi passada por Fernando Monteiro, por e-mail, e eu encampo. O Cineclube bem que poderia debater a situação do cinema italiano, abordada no texto publicado mais abaixo de Inácio Araújo.

5- Recebi e-mail da tradutora Denise Bottmann agradecendo a divulgação no SP do manifesto e abaixo-assinado em seu favor. A tradutora denunciou uma editora de plágio e está sendo processada (para assinar o abaixo-assinado clique aqui)

6 – Um lágrima para Mindlin, uma vida de amor e dedicação aos livros.

Não sei o que está por vir

1 de março de 2010 às 14:28 | Comentar

Por Maria Luiza Tonelli

Não tenho tanta certeza de que Aécio não saia como vice de Serra. Ninguém sabe o que rola por trás dos bastidores, quais as pressões e chantagens que devem ser feitas ao neto de Tancredo. Penso que se ele resistir e sair mesmo a senador, sairá muito fortalecido e cacifado para ser o candidato do PSDB em 2014. E esta é a oportunidade que ele tem para enfraquecer o tucanato paulista e acho que ele não é burro de deixar passar essa chance. Essa mídia safada fica dizendo que se ele não aceitar sair como vice será o responsável pela derrota de Serra. Quer dizer então que Serra só ganha se for com Aécio na chapa? Acho que nem assim. Duvido que Serra desista da candidatura e tente a reeleição para governador. Se ele fizer isso e Aécio disser que agora não quer mais ser candidato a presidente, como é que fica? Ficam dizendo que Serra ñão decidiu. Que idiotice isso, quando sabemos que ele é candidato desde que Lula tomou posse do segundo mandato? Não sei o que está por vir. Já vimos muito golpe baixo para destruir Lula, o PT e os possíveis candidatos à sua sucessão. Lembra? As CPIs e o “mensalão” para tentar tirar Lula do poder e destruir José Dirceu como possível sucessor. Tudo iniciado por Roberto Jefferson. Depois, tinham que tirar Palocci do caminho. Então inventaram o caseiro Francenildo. Para tirar Fernando Haddad do caminho, roubaram a prova do Enen (roubada na gráfica da Folha). Para destruir a candidatura de Dilma, a tal ficha suja,para passar a idéia de terrorista guerrilheira, Lina Vieira, para Dilma passar por mentirosa, o Dossiê sobre Ruth Cardoso, que dizem que Dilma fez, enfim, é uma coisa atrás da outra. Ainda não sei o que há por vir. De qualquer modo acho que Dilma ganha no primeiro turno.

O cinema italiano tornou-se apenas digno

1 de março de 2010 às 14:24 | Comentar

Cena de “Caos Calmo”, do diretor italiano Nanni Moretti

Por Inácio Araújo
FSP

É difícil dizer se a culpa de todos os males do cinema italiano se chama Silvio Berlusconi, como acha o pessoal de cinema de lá. Mas é claro que essa resposta é insuficiente. Como um cinema que, desde o pós-Guerra foi talvez o mais inquieto e criativo do mundo, desaparece como que por encanto?

Aqui não é o lugar de procurar as respostas para tal questão. Mas pode-se notar que, como nos momentos mais deprimentes vividos pelo cinema brasileiro, o que triunfa (ao menos do que nos chega, é claro) na Itália hoje é o cinema “digno”. Isto é, de talento mediano, de ideias razoáveis, de atuações corretas.

Nada do gênio cabotino de Vittorio Gassman, da felicidade contagiante de Marcelo Mastroianni, da beleza de Claudia Cardinale, Sophia Loren e de tantas mais. Temos, em troca,”Caos Calmo” (TC Premium, 22h), a história de um homem após a morte da própria mulher, seu luto, sua culpa, sua relação com o mundo. Nanni Moretti faz o homem no filme de Antonio Luigi Grimaldi. Não é rima, nem solução.

Monteiro no “Diálogos entre o cinema e a história”

1 de março de 2010 às 14:19 | Comentar

Por André Dib
Diário de Pernambuco

As relações entre Cinema e História é o foco do curso Luz, Câmera e História: Diálogos entre a sétima arte e a História, que começa hoje no Centro de Filosofia e Ciências Humanas da UFPE. Até a próxima sexta-feira haverá uma série de filmes, palestras e debates promovidos pelo Diretório Acadêmico de História Francisco Julião. A programação tem início hoje, às 13h, com a exibição de Para não esquecer Angola (2006), de Marcelo Luna. O diretor estará na sessão e participa do debate História, Cinema e Revolução, com Walteir Silva (coordenador do Núcleo Brasil – África da UFPE), Ricardito Lemos (doutorando em sociologia de Guiné-Bissau) e coordenação do cientista político Michel Zaidan Filho.

Amanhã haverá duas outras mesas: Movimentos cinematográficos em Pernambuco, com Letícia Rameh e Ricardo Maia Jr., às 14h; e O Cinema e a politização da arte, com o crítico de cinema Alexandre Figueirôa, às 16h15. A tarde de quarta será reservada à exibição paralela de filmes seguidos de debate. A programação inclui Adeus, Lênin! (Good Bye, Lenin!, Alemanha 2003), com Michel Zaidan, Batismo de sangue (Brasil, 2007) com Maria do Socorro Abreu e Lima, Clube da luta (Fight Club, EUA, 1999), com Michel Gomes da Rocha, e Narradores de Javé (Brasil, 2003) com Isabel Cristina Martins Guillen, Ninotchka (Alemanha, 1939) com Suzana Cavani Rosas e Sexta-feira (Man Friday, EUA, 1957) com Ana Maria Barros dos Santos.

Na quinta-feira, às 14h, os professores Alberon de Lemos Gomes e Christine Rufino Dabat falam sobre cinema e ensino de história; às 16h15, o crítico e escritor Fernando Monteiro discorre sobre Cinema e Literatura. Encerrando o evento, na sexta-feira será exibido o filme Sommersby – O retorno de um estranho (EUA, 1993), de Jon Amiel, seguido da palestra A Montagem cinematográfica e a Narrativa histórica, com Michel Zaidan Filho. “Vou traçar paralelos entre a narrativa cinematográfica e o trabalho do historiador, que é uma forma de reinventar o passado”, diz Zaidan, que ofereceu sua consultoria para realização do evento e da escolha dos filmes, baseado na área de competência de cada professor.

A inscrição para o Luz, câmera e história custa R$ 5. O número de vagas é de 200 participantes. O credenciamento estará aberto de hoje até quarta-feira, entre 10h e 15h. Informações: 8870-3623.

Papo de botequim com Walter Alfaiate

1 de março de 2010 às 11:24 | Comentar

Por Mauro Ventura
O Globo

Estive com o grande Walter Alfaiate às vésperas do carnaval do ano passado. Encontrei com o sambista da Velha Guarda da Portela em sua alfaiataria, em Copacabana, e de lá fomos para um boteco ao lado, que costumava frequentar. A seguir, alguns trechos da conversa, permeada de bom humor:

- Sobre confundirem-no com Nelson Sargento: “Não sei por que acham, não pareço nada. Assim como me chamam de Walter Sargento devem chamá-lo de Nelson Alfaiate. Ele que não fique zangado, mas sou mais bonitinho.”

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O impasse em Cuba e a arrogância de Madri

1 de março de 2010 às 11:07 | Comentar

Por Mauro Santayana
JB

Em ‘Iogue e o Comissário’, Arthur Koestler discute o problema da desigualdade entre os homens e as teorias para combatê-la. O iogue – ideia que resume o humanismo de fundo ético – busca ajustar o coração do homem, lavá-lo das crostas do egoísmo, torná-lo limpo como o dos santos, para que o mundo volte a ser o paraíso. Os comissários, agentes políticos da esquerda, pensam de forma contrária: só com a mudança total da sociedade, mediante a ditadura dos oprimidos, os homens aprenderão a ser solidários.

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Privatizações à moda tucana

1 de março de 2010 às 11:01 | Comentar

Mino Carta
Carta Capital

Basta que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República recém-ungida por Lula, faça referências bastante genéricas à natural, inescapável relação entre Estado e Economia, e de pronto o deus nos acuda se estabelece. Quem acompanha a cobertura jornalística, quem lê os editoriais dos jornalões, fica exposto à sensação (à certeza?) de que, se Dilma ganhasse as próximas eleições, o Brasil cairia nas mãos da horda estatizante.

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Rita Lee: “Penso em abrir uma igreja”

1 de março de 2010 às 10:31 | Comentar

Monica Bergamo
Folha de São Paulo

Recuperada do rompimento de um tendão do ombro que adiou os shows que faria em outubro passado, Rita Lee se apresenta enfim em SP, na sexta e no sábado, no palco do Credicard Hall. Em entrevista à coluna, por e-mail, Rita se irrita com “as mesmas bundas de sempre” do “BBB”. Sobre as eleições de 2010, diz: “Querida, vamos bocejar juntas?”

FOLHA – Acompanha o “BBB”?
RITA LEE – Às vezes, zapeando, vejo alguma coisa. As mesmas bundas de sempre, os mesmos silicones, os mesmos bíceps, as mesmas briguinhas… Chato pra caramba.

FOLHA – A cantora Madonna veio ao Brasil e recolheu em doações, no mínimo, US$ 10 milhões para a sua ONG. Mas as entidades visitadas por ela reclamam que não viram a cor desse dinheiro…
RITA – Putz, desconfio de artistas que carregam suas plataformas ideológicas por onde vão. Mas confesso que estou pensando em abrir uma igreja.

FOLHA – Em São Paulo, até as vaquinhas da Cow Parade espalhadas pela cidade estão sofrendo com as chuvas. E você, já foi prejudicada pelas enchentes?
RITA – Meus três jabutis ficaram apavorados com tanta chuva. Já minhas quatro tartarugas-d’água acharam o máximo.

FOLHA – Quem foi a maior revelação do ano passado para você? E quem foi a maior perda?
RITA – Maior perda, sem dúvida, foi Michael Jackson. Maior revelação foi minha neta cantando “Bad” no telefone.

Mutantes preparam chegada de novo álbum

1 de março de 2010 às 10:15 | Comentar

Augusto Gomes
IG

Seis meses após ser lançado na Europa e na América do Norte, o primeiro álbum de inéditas dos Mutantes em 35 anos, Haih… or Amortecedor, finalmente sairá no Brasil. Segundo o líder do grupo, Sérgio Dias, o lançamento deve acontecer ainda no primeiro semestre. Para compensar o atraso, a edição nacional terá algumas alterações em relação à internacional. “Teremos quatro músicas que não estão na versão lançada no exterior”, revela o músico.

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O Livro como eterno objeto do desejo

1 de março de 2010 às 9:09 | Comentar
Por João da Mata

A José Mindlin

“Somente eles, os poetas, são dos veros deuses a voz” – Pierre Ronsard
(1524- 1585)

Todas as formas de leitura são válidas. Os ebooks e audiobooks são bem vindos. O Livro continuará sendo a maior invenção da humanidade. Lê dá trabalho. Lê é difícil e as coisas boas costumam ser difíceis. No livro a maior fonte de sabedoria. O livro também pode ser uma obra de arte. O livro impresso jamais será substituído. Um livro bem encadernado em Velin e ou impresso em tipos Bodoni.

Nada se compara a um livro ou revista editado na prensa do editor italiano Franco Maria Ricci. De Florença são dois dos maiores artistas da humanidade: Botticelli e Dante. O pintor ilustrou uma edição da Divina Comédia numa bela conjunção de talento e primor de livro como obra de arte insubstituível. Objeto, mesmo, de desejo.

No Brasil temos pouca tradição na feitura de livros como obra de arte. São belos os livro editados no Recife pelo Gráfico Amador. Atualmente, a Confraria de Bibliófilos do Brasil tem editado livros muito bem acabados e ilustrados em papeis especiais.

Um outro belo livro editado no Brasil foi “O Rio”, do João Cabral de Melo Neto, com quatro serigrafias da artista plástica Fayga Ostrower.

Da França são alguns dos mais belos livros editados no mundo. Lê-se com grande prazer estético e literário ao Fausto do Goethe com as litografias do Dalacroix, edição de 1828.

Outro grande editor francês foi o Albert Skira. Um dos livros editados pelo Skira foi “Florilêge des Amours de Ronsard ilustrado pelo grande pintor Matisse, em 1948 ( reprodução em Anexo). O príncipe dos poetas teve a sensibilidade e o talento do traço Matissiano na feição de um livro que nenhum meio digital – eletrônico substituirá. A leitura de um livro é um dos maiores prazeres que ao homem foi permitido. E se for ilustrado por alguns desses gênios é um prazer para além dos sentidos. É uma dádiva dos deuses.

Mon Cher Ronsard par Matisse

“Voicy lê bois, que ma sainte Angelette
Sur le printemps enchante de son chant:
Voicy les fleurs que son pied va marchant,
Quand à soymesme elle pense seulette:”

Lançamentos literários

1 de março de 2010 às 9:00 | Comentar

Dois lançamentos literários ocorrem hoje (1.3) à noite em Natal. Ambos às 19 horas.

Na Siciliano do Midway Nelson Patriota e Ubirajara Macedo lançam “No outono da memória”, autobiografia do jornalista Bira, como é mais conhecido, que comemora seus 90 anos de vida.

No Solar Bela Vista, o escritor Rui Nascimento lança “Jorge Amado, uma cortina que se abre”. Com prefácio de Paloma Jorge Amado, filha do romancista, “traz à cena um Jorge Amado de vinte e poucos anos, no vigor de seu talento criativo, de sua inquietação política e de seu temperamento romântico”.

Mário de Andrade eu lembro

1 de março de 2010 às 8:42 | Comentar
Por João da Mata

Ontem Na história: Assim se faz. Assim lembramos

A Tarcísio Gurgel

A Missão de Pesquisas Folclórica

Em 1938, Mario de Andrade trabalhava no Departamento Municipal de Cultura de São Paulo. Sob a gestão de Mário foi enviada uma equipe para coletar a música folclórica do Brasil. Por questões políticas Mario foi afastado do cargo, mas o projeto foi retomado posteriormente pela grande pesquisadora e musicóloga Oneyda Alvarenga, que passou 30 anos organizando esse material coletado. O Xangô e outros cultos afros eram proibidos em vários estados. Mesmo assim eles conseguiram registrar cerimônia de Xangô, em Pernambuco, e macumba no Maranhão. Nessa missão foram recolhidos: Canto de Trabalho, músicas de rezar, cantar e dançar. Um rico material produzido e idealizado por esse grande brasileiro que sabia valorizar a nossa rica cultura. Não fosse essa missão muita coisa teria sido perdida. Ficamos conhecendo mais o Brasil e suas ricas manifestações culturais, graças a esse rico projeto que teve na pesquisadora Oneyda a sua materialização para a posteridade.

Obrigado Mario nos 65 anos de sua morte. Obrigado Oneyda

Falso Amor Sincero

1 de março de 2010 às 8:35 | Comentar
Por João da Mata

A elegancia do Samba. Um dos ultimos de uma linhagem de grandes sambistas. Teve em Paulinho da Viola um grande interprete e reconhecimento em vida. ” Depois pode me chamar saudade”

Falso Amor Sincero / Walter Alfaiate

O nosso amor é tão bonito
Ela finje que me ama
E eu finjo que acredito

O nosso falso amor é tão sincero
Isso me faz bem feliz
Ela faz tudo que eu quero
Eu faço tudo que ela diz
Aqueles que amam de verdade
Invejam a nossa felicidade

Por isso é que eu vivo a dizer
O nosso amor é tão bonito
Ela finje que me ama
E eu finjo que acredito

Três homenagens a Mindlin

1 de março de 2010 às 8:35 | Comentar
Por Marcos Silva

Amigos e amigas:

Mindlin, sempre vivo, deixa trës preciosos motivos para ser eternamente homenageado:
1) O amor pelos livros. O que está em jogo é muito mais que papel e tinta. Ele amava (e nós amamos) as experiëncias humanas a que os livros dão acesso.
2) A doação de um precioso acervo a uma universidade pública. O que estava em jogo não era acumular objetos com alto valor de mercado para exibição fútil. O pensamento ali contido sempre foi compartilhado e agora o será de forma ampliada porque está ainda mais acessível.
3) A recusa, como rico empresário, a contribuir para a OBAN e as chantagens de Boilesen (que arrecadava fundos para torturadores durante a trágica ditadura brasileira de 1964/1984). O que estava em jogo era Ética, um bem muito precioso e sem preço.
Abraços a todos e todas:

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vento nordeste
    10-02-2012 às 7:14 - Comentar
    Por Oreny Junior

    sopra
    meu vento nordeste
    sou todo seu
    feito de sol e sal
    visto as velas
    desse cais cansado
    que tanto me espera
    levado pelas caiçaras
    nos lemes canguleiros
    sopra
    meu vento nordeste
    a amada me aguarda
    o rancho está vazio
    aproveita a baixa da maré
    e me atraca
    joga essa âncora
    onde o tempo
    por uns dias
    será meu amigo
    sopra
    meu vento nordeste
    sopra
    sopra
    ..

    COMENTÁRIOS

    • Marcos Silva: Certamente, existem ONGs sérias. Infelizmente, a desqualificação geral tende a se tornar corriqueira. Lembro que ela aparece com todas as letras no filme Tropa de elite (I). - Brado retumbante
    • Marcos Silva: No diálogo de 2010 sobre esse tema aqui, SP, considerei o direito do feto como especialmente frágil, uma vez que é uma vida ainda sem voz. Prefiro que haja debate sobre esse e outros temas. Não procuro convencer ninguém. Apenas considero fundamental ocupar o espaço público com argumentos em confronto, evitar a política de cada macaco em seu galho. Sou homem, não engravido. Mas posso engravidar uma mulher. Para evitar isso, tomo as providências necessárias (camisinha, em especial). Se engravidasse alguém, defenderia o feto, sim - parte de mim, parte do direito ao meu corpo. Melhor conversar. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Marcos silva, discordo. O tema do aborto é tão absurdo que nem sequer deve ser debatido. Você não percebe que isso é exatamente o que os abortistas desejam? Eles desejam pôr em discussão um assunto que até então é evidente: a vida humana ganhou um valor intrínseco com o Cristianismo (todos são filhos de Deus, todos são irmãos), mas agora os que querem erradicar Cristo da sociedade estão querendo justamente questionar esse valor, "discuti-lo". Seria o mesmo que você propor que o tema da pedofilia é muito sério e precisa ser debatido, ou então que como alguns seres humanos têm tendência homicida, deveríamos debater o homicídio. A discussão em si já questiona o valor, e eu te asseguro que as pessoas que propõem isso sabem o que estão fazendo, porque eu estudei com essa gente que quer manipular a linguagem para mudar a sociedade. Elas nunca vão apresentar suas reais intenções, porque tais intenções não atrairiam ninguém, causariam repugnância. A propósito, desculpem-me: nos comentários anteriores errei o endereço. Querem ver se o aborto é algo a ser discutido? Assistam a esse vídeo: abort67.co.uk Abs - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Yuno Silva: Pelo visto dá para ver que o assunto é polêmico, cultural, um tabu histórico, e abordado com o lado emocional da racionalidade. Deixemos a cristandade de lado para um debate amadurecido. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Carmen Vasconcelos: Grata, Anchieta. - Avoengo
    • Marcos Silva: Walter: Entendo que o grande equívoco foi terem implantado uma ditadura no país. Objetivamente, os guerrilheiros do Araguaia e outros não tinham poder de fogo para o enfrentamento com um Exército regular e minimamente equipado, que sustentatava o regime. Mas a guerrilha anunciou, tragicamente (porque muita gente morreu e sofreu - e não só os guerrilheiros propriamente ditos), que nem tudo era ditadura. Não anunciou sozinha, claro. Parte da produção artística (música popular, artes visuais, teatro, cinema, literatura) também o fez. A mesma situação se observou nos movimentos sociais que foram se estruturando contra o regime. A "milicada" não precisava de treinamento, já era bem treinada e o demonstrou desde o começo do regime, oprimindo os adversários. É possível que a guerrilha tenha servido como álibi para o regime. Mas uma ditadura, quando não tem álibi, inventa, como o Nazismo o fez em relação aos judeus. - À sombra da ditadura
    • Clarissa Torres: Paiva, texto incrível! Que alma atormentada e corajosa. Realmente, a imagem é igualmente perturbadora e por isso belíssima. Me lembrou Ego Schiele. - Rita louca
    • Jarbas Martins: Seja apocalíptica, não, Paglia.Tenha medo não. De hora em hora Deus melhora. - Camille Paglia, em entrevista recente
    • Jarbas Martins: Sai dessa, M.Couto. - À sombra da ditadura
    • Jarbas Martins: Tô contigo, Alex. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”