A voz do anônimo

2 de março de 2010 às 11:59 | Comentar

Por Marcelo Rubens Paiva
Estadão

Hoje em dia, é difícil passar em branco. George Orwell, muito antes da revolução tecnológica, profetizou. Somos todos protagonistas de um show transmitido ao vivo.

Câmeras nos elevadores intimidam. Represam ambições infantis de se escrever bobagens no teclado, dar um beijo ardente de despedida ou aquecimento, apertar todos os botões, checar o figurino, fazer caretas para o espelho, cantar a vizinha, comemorar a promoção, bufar de alívio depois de um almoço familiar conflituoso.

Clique aqui para ler mais »

Velha mídia defende a autorregulação

2 de março de 2010 às 11:46 | Comentar

“Segundo a cobertura geral do Seminário do Instituto Millenium, contra tentativas de controle social a velha mídia contrapõe a autorregulação, a exemplo do Conar – para a publicidade. Ótimo! Primeiro passo: regulamentação do direito de resposta”.

aqui

Intervenção é retrocesso

2 de março de 2010 às 11:39 | Comentar

Por Marcos Nobre
FSP

O STF DEVE julgar em breve o pedido de intervenção no Distrito Federal apresentado pelo procurador-geral da República. Não faltam bons argumentos para quem defende esse ato extremo. Mas talvez falte aí um pouco de história. E de reflexão sobre o significado que pode ter para a democracia no país.

Clique aqui para ler mais »

Mussum e Cassiano são relançados

2 de março de 2010 às 11:32 | Comentar

“Na seção Discolândia desta terça-feira, críticos do Segundo Caderno analisam dois discos de artistas de discografia irregular (por razões bem distintas), relançados agora na série Caçadores de Música, da Sony Music: o primeiro do eterno “trapalhão” (e bom sambista) Mussum e o último do soulman brasileiro Cassiano, “Cedo ou tarde”.

aqui

José Mindlin para as novas gerações iletradas

2 de março de 2010 às 11:15 | Comentar
Por fernando monteiro

No momento em que tantos estão a escrever (?) tantas “generalidades” sobre o realmente admirável José Mindlin, eu gostaria de relatar uma historinha (real) a respeito de um livro.

Um dos mais raros livros que já passaram pela mesa do meu amigo Stefan Geyerhahn, sebista que… Não, esse nome precisa, antes de mais nada, ser trocado pelo de “antiquário de livros”, que melhor se adapta ao perfil de grande livreiro especialista em obras raras e antigas (título dignamente conquistado por Geyerhahn, um dos donos da Livraria Kosmos – “sebo” que ajudou a civilizar o Brasil).

Clique aqui para ler mais »

Tezza: ‘Nossa literatura não existe fora do Brasil’

2 de março de 2010 às 11:11 | Comentar

Por Sérgio Rodrigues
IG

Cristovão Tezza fará amanhã – o que, com o fuso horário, significa daqui a poucas horas – uma palestra na Austrália, como convidado do Festival de Artes de Adelaide, onde foi parar a bordo do sucesso de seu romance “O filho eterno”. Por email, entre uma Foster’s e outra, o escritor catarinense achou tempo para uma conversa sobre suas experiências nesta fronteira que, de tão pouco explorada, é quase selvagem: a da verdadeira projeção internacional de um livro brasileiro de “ficção literária”. Resumo de sua impressão geral: “A literatura brasileira não existe fora do Brasil. Ponto. Ninguém conhece absolutamente nada daqui, à exceção de meia dúzia de professores universitários”.

Clique aqui para ler mais »

Irã prende o diretor de cinema Jafar Panahi

2 de março de 2010 às 11:06 | Comentar

“Forças de segurança do Irã prenderam o diretor de cinema Jafar Panahi, vencedor de diversos prêmios internacionais, informou um site da oposição nesta terça-feira (2).

Panahi foi detido em sua casa junto com a mulher, Mahnaz Mohammadi, a filha, e mais 15 convidados na noite de segunda-feira, informou o site Kaleme, do líder da oposição Mirhossein Mousavi.

A casa de Panahi foi vasculhada e alguns de seus pertences confiscados, acrescentou. O cineasta apoiou Mousavi na contestada eleição presidencial do ano passado, que mergulhou a República Islâmica em meses de instabilidade política.

Não houve comentários imediatos das autoridades, e a mídia oficial iraniana não divulgou nada a respeito da prisão.

Berlinale

No mês passado, organizadores do Festival de Cinema de Berlim disseram que o Irã havia impedido que o diretor viajasse ao evento. Segundo eles, Panahi, ganhador do mais importante prêmio do Festival de Cinema de Veneza por “O círculo”, em 2000, teria recebido uma proibição de viagem”. (G1)

Viagem ao Crepúsculo será lançado quinta-feira

2 de março de 2010 às 11:02 | Comentar

Confirmado: Samarone Lima lança quinta-feira, no Prozac Bar (Av. Norton Chaves nº 815. Lagoa Nova -  próximo aos Correios), às 19 horas, o seu livro “Viagem ao Crepúsculo”, sobre a temporada que passou em Cuba. Leia entrevista do escritor no blog de Sérgio Vilar. Eu e Carlão já comentamos o livro por aqui. A edição é da Casa das Musas.

aqui

Museu Casa Guimarães Rosa

2 de março de 2010 às 10:38 | Comentar
Por João da Mata

Museu Casa Guimarães Rosa e Gruta de Maquine

“Amor vem de amor”. G.R.

Em Cordisburgo, Minas Gerais, fica situada uma casa colocada no mapa da geografia literária mundial. A casa em que passou a infância o escritor João Guimarães Rosa. Uma casa ampla com três amplos janelões e ao lado a antiga bodega que pertenceu ao pai do escritor. Bodega mantida original onde o escritor ouvia histórias e causos de sertanejos. Na casa-museu uma vista guiada pelos aposentos onde viveu e sonhou João nos anos luminosos de uma infância pacata na pequena cidade mineira Cordisburgo.

“No correr da vida embrulha tudo, a vida é assim esquenta e esfria, aperte e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.

Ao final da visita uma brilhante narração de histórias joãoguimarenses pelas competentes guias e contadoras de histórias. Longos trechos são ditos e interpretados com muita competência e desenvoltura pelas meninas formadas para divulgar a literatura do mais famoso morador da região.

No centro da cidadezinha pode-se adquirir na loja do colega cujo nome não consigo lembrar; camisetas, cachaças, discos e outros souvenirs alusivos ao burgo do coração e seu escritor famoso.

Em Cordisburgo também é visita obrigatória à Gruta de Maquine, tornada mundialmente famosa com os estudos de fósseis encontrados na caverna pelo naturalista dinamarquês Peter W. Lund. Maravilhosa visão por amplos salões, galerias, lagos que parecem profundos e formações calcárias ao longo de milhares de anos.

O preço da visita custa R$ 12,00 e percorre-se a famosa Gruta acompanhado por um guia mineiro que vai acendendo lâmpadas em galerias escuras e frias. Você pode ainda deixar uma moeda e fazer um pedido nos pequenos lagos no interior da gruta. A gruta de Maquine é uma das muitas da região de Cordisburgo e é a única que permite a visitação pública.

Alfarrábio

2 de março de 2010 às 10:35 | Comentar
Por João da Mata

Em Belo Horizonte fica o sebo Alfarrábio do meu querido amigo Eduardo. Durante muitos anos comprei livros no sebo sem conhecer o seu culto e simpático proprietário. Eduardo trabalhou muito tempo com sua irmã Amélia – igualmente amável – que resolveu montar o seu próprio sebo.

No Alfarrábio adquiri muitas raridades que não encontrava em qualquer sebo comum. Livros bem encadernados e cuidados. De bibliofilia, catálogos de bibliotecas e outros livros de referência. Muitos títulos da camoniona foram comprados no Alfarrábio. Eduardo precisou vender alguns livros e desfalcou sua valiosa biblioteca. É um buquinista que conhece a ama o livro. Sabedor durante tanto tempo dos meus gostos já separava alguns livros que dizia tinham o meu perfil.

Clique aqui para ler mais »

Entrevista com o cantor Otto

2 de março de 2010 às 10:25 | Comentar
Por Tânia Costa

Muito legal a entrevista com o cantor Otto que expõe suas feridas. Adorei a música “Crua”. “Dificilmente se arranca lembrança (…) / Por isso da primeira vez doi / Por isso não se esqueça: doi”…”Nasceram flores num canto de um quarto escuro / Mas eu te juro, são flores de um longo inverno”… Valeu!

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar