Por Marcelo Rubens Paiva
Estadão
Hoje em dia, é difícil passar em branco. George Orwell, muito antes da revolução tecnológica, profetizou. Somos todos protagonistas de um show transmitido ao vivo.
Câmeras nos elevadores intimidam. Represam ambições infantis de se escrever bobagens no teclado, dar um beijo ardente de despedida ou aquecimento, apertar todos os botões, checar o figurino, fazer caretas para o espelho, cantar a vizinha, comemorar a promoção, bufar de alívio depois de um almoço familiar conflituoso.
Velha mídia defende a autorregulação
2 de março de 2010 às 11:46 | Comentar“Segundo a cobertura geral do Seminário do Instituto Millenium, contra tentativas de controle social a velha mídia contrapõe a autorregulação, a exemplo do Conar – para a publicidade. Ótimo! Primeiro passo: regulamentação do direito de resposta”.
Intervenção é retrocesso
2 de março de 2010 às 11:39 | ComentarPor Marcos Nobre
FSP
O STF DEVE julgar em breve o pedido de intervenção no Distrito Federal apresentado pelo procurador-geral da República. Não faltam bons argumentos para quem defende esse ato extremo. Mas talvez falte aí um pouco de história. E de reflexão sobre o significado que pode ter para a democracia no país.
Mussum e Cassiano são relançados
2 de março de 2010 às 11:32 | Comentar“Na seção Discolândia desta terça-feira, críticos do Segundo Caderno analisam dois discos de artistas de discografia irregular (por razões bem distintas), relançados agora na série Caçadores de Música, da Sony Music: o primeiro do eterno “trapalhão” (e bom sambista) Mussum e o último do soulman brasileiro Cassiano, “Cedo ou tarde”.
José Mindlin para as novas gerações iletradas
2 de março de 2010 às 11:15 | ComentarNo momento em que tantos estão a escrever (?) tantas “generalidades” sobre o realmente admirável José Mindlin, eu gostaria de relatar uma historinha (real) a respeito de um livro.
Um dos mais raros livros que já passaram pela mesa do meu amigo Stefan Geyerhahn, sebista que… Não, esse nome precisa, antes de mais nada, ser trocado pelo de “antiquário de livros”, que melhor se adapta ao perfil de grande livreiro especialista em obras raras e antigas (título dignamente conquistado por Geyerhahn, um dos donos da Livraria Kosmos – “sebo” que ajudou a civilizar o Brasil).
Tezza: ‘Nossa literatura não existe fora do Brasil’
2 de março de 2010 às 11:11 | ComentarCristovão Tezza fará amanhã – o que, com o fuso horário, significa daqui a poucas horas – uma palestra na Austrália, como convidado do Festival de Artes de Adelaide, onde foi parar a bordo do sucesso de seu romance “O filho eterno”. Por email, entre uma Foster’s e outra, o escritor catarinense achou tempo para uma conversa sobre suas experiências nesta fronteira que, de tão pouco explorada, é quase selvagem: a da verdadeira projeção internacional de um livro brasileiro de “ficção literária”. Resumo de sua impressão geral: “A literatura brasileira não existe fora do Brasil. Ponto. Ninguém conhece absolutamente nada daqui, à exceção de meia dúzia de professores universitários”.
Irã prende o diretor de cinema Jafar Panahi
2 de março de 2010 às 11:06 | Comentar
“Forças de segurança do Irã prenderam o diretor de cinema Jafar Panahi, vencedor de diversos prêmios internacionais, informou um site da oposição nesta terça-feira (2).
Panahi foi detido em sua casa junto com a mulher, Mahnaz Mohammadi, a filha, e mais 15 convidados na noite de segunda-feira, informou o site Kaleme, do líder da oposição Mirhossein Mousavi.
A casa de Panahi foi vasculhada e alguns de seus pertences confiscados, acrescentou. O cineasta apoiou Mousavi na contestada eleição presidencial do ano passado, que mergulhou a República Islâmica em meses de instabilidade política.
Não houve comentários imediatos das autoridades, e a mídia oficial iraniana não divulgou nada a respeito da prisão.
Berlinale
No mês passado, organizadores do Festival de Cinema de Berlim disseram que o Irã havia impedido que o diretor viajasse ao evento. Segundo eles, Panahi, ganhador do mais importante prêmio do Festival de Cinema de Veneza por “O círculo”, em 2000, teria recebido uma proibição de viagem”. (G1)
Viagem ao Crepúsculo será lançado quinta-feira
2 de março de 2010 às 11:02 | ComentarConfirmado: Samarone Lima lança quinta-feira, no Prozac Bar (Av. Norton Chaves nº 815. Lagoa Nova - próximo aos Correios), às 19 horas, o seu livro “Viagem ao Crepúsculo”, sobre a temporada que passou em Cuba. Leia entrevista do escritor no blog de Sérgio Vilar. Eu e Carlão já comentamos o livro por aqui. A edição é da Casa das Musas.
Museu Casa Guimarães Rosa
2 de março de 2010 às 10:38 | Comentar
Museu Casa Guimarães Rosa e Gruta de Maquine
“Amor vem de amor”. G.R.
Em Cordisburgo, Minas Gerais, fica situada uma casa colocada no mapa da geografia literária mundial. A casa em que passou a infância o escritor João Guimarães Rosa. Uma casa ampla com três amplos janelões e ao lado a antiga bodega que pertenceu ao pai do escritor. Bodega mantida original onde o escritor ouvia histórias e causos de sertanejos. Na casa-museu uma vista guiada pelos aposentos onde viveu e sonhou João nos anos luminosos de uma infância pacata na pequena cidade mineira Cordisburgo.
“No correr da vida embrulha tudo, a vida é assim esquenta e esfria, aperte e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem”.
Ao final da visita uma brilhante narração de histórias joãoguimarenses pelas competentes guias e contadoras de histórias. Longos trechos são ditos e interpretados com muita competência e desenvoltura pelas meninas formadas para divulgar a literatura do mais famoso morador da região.
No centro da cidadezinha pode-se adquirir na loja do colega cujo nome não consigo lembrar; camisetas, cachaças, discos e outros souvenirs alusivos ao burgo do coração e seu escritor famoso.
Em Cordisburgo também é visita obrigatória à Gruta de Maquine, tornada mundialmente famosa com os estudos de fósseis encontrados na caverna pelo naturalista dinamarquês Peter W. Lund. Maravilhosa visão por amplos salões, galerias, lagos que parecem profundos e formações calcárias ao longo de milhares de anos.
O preço da visita custa R$ 12,00 e percorre-se a famosa Gruta acompanhado por um guia mineiro que vai acendendo lâmpadas em galerias escuras e frias. Você pode ainda deixar uma moeda e fazer um pedido nos pequenos lagos no interior da gruta. A gruta de Maquine é uma das muitas da região de Cordisburgo e é a única que permite a visitação pública.
Alfarrábio
2 de março de 2010 às 10:35 | Comentar
Em Belo Horizonte fica o sebo Alfarrábio do meu querido amigo Eduardo. Durante muitos anos comprei livros no sebo sem conhecer o seu culto e simpático proprietário. Eduardo trabalhou muito tempo com sua irmã Amélia – igualmente amável – que resolveu montar o seu próprio sebo.
No Alfarrábio adquiri muitas raridades que não encontrava em qualquer sebo comum. Livros bem encadernados e cuidados. De bibliofilia, catálogos de bibliotecas e outros livros de referência. Muitos títulos da camoniona foram comprados no Alfarrábio. Eduardo precisou vender alguns livros e desfalcou sua valiosa biblioteca. É um buquinista que conhece a ama o livro. Sabedor durante tanto tempo dos meus gostos já separava alguns livros que dizia tinham o meu perfil.
Entrevista com o cantor Otto
2 de março de 2010 às 10:25 | ComentarMuito legal a entrevista com o cantor Otto que expõe suas feridas. Adorei a música “Crua”. “Dificilmente se arranca lembrança (…) / Por isso da primeira vez doi / Por isso não se esqueça: doi”…”Nasceram flores num canto de um quarto escuro / Mas eu te juro, são flores de um longo inverno”… Valeu!

Por Sérgio Rodrigues




