” Paulo César de Souza é um intelectual baiano de porte atlético e senso de humor incomum que se tornou célebre, principalmente, por suas traduções de Nietzsche. Premiado diversas vezes por esse trabalho, note-se que o filósofo alemão é tido como o maior estilista moderno da língua, Paulo César se dedica também a verter para o nosso ‘brasilírico idiomaterno’ as obras completas de Sigmund Freud (outro inventor do Século XX). Nesta entrevista por email, ele explica um pouco do seu método, fala sobre neologismos, novo acordo ortográfico, sua atuação como jornalista e outras coisas”.
A riqueza está nas diferenças
28 de março de 2010 às 22:47 | 1 Comentário
Por José Carlos Vieira e Severino Francisco
Correio Braziliense
Talvez ele nem goste de ser chamado de intelectual, um dos principais do país. Mas Antonio Cícero transcendeu à literatura. Hoje surfa com classe nos diversos segmentos do pensamento brasileiro.
Nesta entrevista ao Correio, ele defende a diversidade e luta contra a discriminação baseada na orientação sexual das pessoas. Mas a poesia foi pontuada em toda a conversa com Cícero.
Quem ameaça a democracia?
28 de março de 2010 às 22:37 | ComentarAmigos e amigas:
Li o texto “Ameaça à democracia”, sobre a performance de Pedro Costa. Senti muita tristeza porque o texto não consegue articular uma crítica, apenas expressa preconceitos e o faz num nível muito preocupante. Como todos sabem, preconceito é o anti-pensamento, é o estado de certeza imune a diálogo com a diferença. O trabalho de Pedro Costa, como toda obra humana, pode e deve ser criticado. Criticar não é um convite a proibição. Criticar é um esforço de compreender, explicar, demonstrar – contra ou a favor.
Quanto às falas absurdas sobre gays e poderes, contidas naquele escrito, penso que elas não merecem qualquer comentário em nome de nosso pudor e de nossa dignidade intelectual e política.
Performances e outras manifestações artísticas devem ser analisadas dentro de parâmetros argumentativos dignos. Bradar preconceitos é se nivelar ao que há de pior na sociedade. Devemos proteger-nos disso. Conhecemos exemplos históricos de preconceito: Inquisição, Nazismo… Nada disso é brincadeira.
Abraços:
Nina Rizzi a pedidos
28 de março de 2010 às 22:35 | ComentarPor Jarbas Martins
Meu caro Tácito: por mais simpática e carinhosa que a matéria “Nina Rizzi a pedidos”, postada ontem no SP, tenha se mostrado, algo mais a meu ver é necessário que se diga. Não, não foi somente a velha vanguarda literária que ficou em polvorosa diante da poeta paulista. Um artista visual (quase o chamo de poeta) como Alexandre Oliveira é também um grande admirador da poeta Nina Rizzi. E lá estava no Sebo Vermelho, juntamente com Abimael Silva, você e o fotógrafo João Maria, a homenageá-la.
Da velha vanguarda (e essa expressão, creio, foi usada num sentido puramente afetivo) somente estavam presentes Moacy Cirne e Nei Leandro. Nunca me considerei um militante da vanguarda, e sim um simpatizante de relevância menor. De minha parte quero dizer que considero o trabalho de Nina Rizzi, além de genuíno, verdadeiro, algo novo, mesmo considerando-se o valor relativo dessa palavra no mercado das idéias.
A poesia de Nina revela novidade, porque surge em um contexto digital bem diferente das décadas anteriores ao surgimento da internet. Se alguém se der ao trabalho de pesquisar a poesia de Nina em seu blog ou em sites de poesia visual – vai encontrar e se extasiar com uma estética que, prescindindo do sentido histórico da arte (coisa das vanguardas históricas), valoriza, antes de tudo, a magia. Ou o sublime tecnológico como diria qualquer crítico afeito ao linguajar universitário.
Valeu, de qualquer maneira, amigo Tácito, o registro da nossa bela musa no SP.
Um abraço.
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Na foto de João Maria Alves, no Sebo Vermelho, Jarbas (esq.) e Nei ladeiam a poeta.
O termo “velha guarda literária” é carinhoso sim. Até porque sou amigo dessa turma toda e não iria escrever algo que fosse ofensivo.
Coisa de cinema!
28 de março de 2010 às 22:10 | ComentarDeleito-me toda vez que leio um texto de Monteiro sobre cinema. Vou usar uma frase – que às vezes ouço do poeta Volonté - para descrever o que sinto: “Ninguém chega nem perto desse cara!”
Jamais, no que concerne ao tema.
Por sinal, aguardo outro grande presente de Monteiro. Trata-se do segundo “extrato” dos Diários de Brennand.
Com ânsia, sofreguidão, quero lê-lo.
Viva o arco-íris
28 de março de 2010 às 16:35 | ComentarO texto do sr. Claudomiro, “Ameaça à democracia”, publicado aqui neste SP é de uma imbecilidade e ignorância assustadora.
Xô preconceito!
Gal prepara volta
28 de março de 2010 às 16:33 | Comentar“Lugar”, de Reni Adriano
28 de março de 2010 às 16:29 | Comentar“Lugar”, do estreante nas prateleiras Reni Adriano (editora Tinta Negra), é um livro raro. Primeiro por ser um lançamento que destoa por completo do panorama de novidades das livrarias. É tanta originalidade que nem parece estreia, menos ainda de um moço de 29 anos. É raro também pelo primoroso trabalho de investigação narrativa, embora jovem, bastante maduro, e muito, muito bom de ser lido.
Sobre “Ameaça à Democracia”
28 de março de 2010 às 15:53 | ComentarPor Liana Batista
Tácito, acompanho seu blog há muito e acredito ser precioso esse espaço um tanto raro de discussão, que as pessoas tenham um lugar para registrar suas opiniões e sentimentos é o verdadeiro sentido de existência do blog, agora, usar esse espaço para disseminar preconceitos e como diria a velha psiquiatria: “reforçar recalques” é algo que lamento muito mesmo porque acho que quem ainda se esconde atrás do argumento de que a lei que está sendo conhecida como “lei da mordaça gay” é usada para um suposto plano de dominação gay e elevação destes a uma classe superior demonstra claramente que não leu o referido texto de lei, nem tem ao menos idéia do que se trata, todo esse discurso me cheira um tanto a “Plano Cohen” e ainda a “Protocolos dos Sábios de Sião” essa tentativa de resguardar os “valores cristãos” e de ver uma ameaça à democracia toda vez que uma minoria luta para ter direitos básicos garantidos, me cheira a nazismo, puro e simples.
poemeto escato-lógico
28 de março de 2010 às 13:07 | ComentarPor plinio sanderson
no temp(l)o da body arte por plagas & pregas
reta arte lama alma
reto erectus UCUXIFIXUCU
p.s
tirando o meu da (êpa!) reta
Destinos escuros
28 de março de 2010 às 12:54 | Comentar“Existe o amor que enternece, mas há também o amor que devasta. Sobreviver à perda de alguém que se ama é seguir em frente com algo em nós amputado, algum órgão imaginário que começa no estômago e termina na garganta. Um sofrimento que nos faz, como na canção de José Miguel Wisnik, cantar e gritar “de lamento e luto”, para no final arrematar: “Te amarei eternamente e ainda depois”. Enfim, permanecemos e prosseguimos, e essa é a dor suprema: permanecer e prosseguir quando aquilo que nos fazia viver, nosso passaporte para a plenitude, se extingue inapelavelmente, como um diamante no ralo”.
Ameaça à democracia
28 de março de 2010 às 12:31 | ComentarPor Claudemiro
Amigos,
Isso só está acontecendo porque está em curso um engenhoso plano para transformar os homossexuais em seres superiores aos demais cidadãos brasileiros. O Movimento Homossexual e suas lideranças perversas estão incrustados no Executivo Federal e colocaram em marcha um ardiloso plano para tornar as perversidades do mundo gay em “arte sacra”.
“Pareço-lhe terrorista?”
28 de março de 2010 às 12:16 | ComentarThe Independent
Para EUA, União Europeia e Índia, ele é o homem mais procurado no Paquistão, fundador e líder do Lashkar-e-Taiba, o “Exército dos Justos”, culpado pelo assassinato em massa de 188 civis, 54 dos quais mulheres e crianças, em Mumbai em 2008, por três ataques em Delhi, pelas mortes de 211 civis em explosão de trem também em Mumbai, e pelo ataque contra indianos, por um suicida-bomba em Cabul.
Dois textos: “V de poesia” e “A Velha Senhora”
28 de março de 2010 às 12:11 | ComentarDe naturezas opostas, mas seminais para a literatura francesa, Valéry e Verlaine têm coletâneas lançadas
LEONARDO FRÓES
ESPECIAL PARA A FOLHA
Em Paris, o jovem Paul Valéry (1871-1945) morava perto do café decadente, um “antro grotesco”, segundo ele, onde o velho Paul Verlaine (1844-96) sentava-se às 11h da manhã para um primeiro absinto. Em torno de Verlaine, então no auge da glória, uma roda se abria.
Valéry o admirava, por suas “invenções musicais”, mas nunca ousou abordá-lo.
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A correspondência FELLINI-SIMENON
28 de março de 2010 às 12:05 | Comentar
Não poderiam ser mais diferentes – como pessoas e como artistas.
Amigos a partir de 1960 (quando George foi presidente do júri do Festival de Cannes que premiou “La dolce vita”), mantiveram assídua correspondência durante vinte anos, de 1969 a 1989 – apesar dos raros encontros pessoais. Nessas duas décadas (uma, de grande agitação cultural e, a outra, também
“perdida” na Europa), estiveram duas ou três vezes juntos, menos por culpa de Fellini do que do escritor belga – que não gostava de se afastar da refinada Lausanne.
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Artista plástico ‘descoloniza o corpo’
28 de março de 2010 às 11:19 | Comentar
Por Luciano Trigo
Máquina de Escrever
Pedro Costa faz performance controversa no Salão de Artes Visuais de Natal
Uma performance do artista plástico Pedro Costa, realizada no 13º Salão de Artes Visuais de Natal na sexta-feira passada, está causando polêmica. Membro do grupo “Solange Tô Aberta!”, Costa tirou a roupa em frente ao público e, de quatro, tirou um terço… do ânus. A performance foi filmada e está em exibição, na galeria Newton Navarro, da Funcarte. O terço também está sendo exposto. O Salão, promovido pela Prefeitura de Natal, está aberto à visitação até 30 de abril. O artista explicou que sua obra representa a “a descolonização do corpo através da excretação [sic] do terço, um dos símbolos do domínio colonialista”.
Há poucos meses lancei um livro intitulado “A Grande Feira – Uma reação ao vale-tudo na arte contemporânea”. Uma das obras que cito como sintomática da situação de deriva e da falta de critérios de julgamento na arte contemporânea é “Piss Christ”, do artista internacionalmente aclamado Andres Serrano. Trata-se da fotografia de um crucifixo mergulhado em urina. Se esse tipo de obra é reconhecido e valorizado pelo sistema da arte, é natural que vire modelo a ser copiado, em países periféricos, por artistas em busca de 15 minutos de fama.
O que chama a atenção é o silêncio da classe artística diante dos exemplos de extravagâncias e escatologias que se multiplicam, apresentadas como arte em museus e galerias como obras relevantes e inovadoras. Há dois anos, quando o artista costa-riquenho Guillermo Habacuc amarrou um cachorro faminto no canto de uma galeria, os protestos vieram de sociedades protetoras de animais. Idem no mês passado, quando o belga Wim Delvoye expôs porcos com tatuagens de Jesus Cristo e Nossa Senhora.
Cadê a sociedade protetora da arte?
A nova ordem ecológica
28 de março de 2010 às 10:49 | Comentar“Acho que você já ouviu falar do Luc Ferry. Ele era ministro da Educação da França um tempo desses e foi o cara que resolveu encapar a luta por uma lei que proibisse o uso de símbolos religiosos nas escolas públicas francesas. Quando ele foi perguntado em uma entrevista na Globo News o porquê da atitude disse algo do tipo: “o problema é que eclodem conflitos lá em Israel e aqui no subúrbio de Paris alunos judeus e palestinos começam a brigar no interior das escolas. Isso não podemos permitir”.
Novos, Baianos e Hippies
28 de março de 2010 às 10:42 | ComentarPor Ronaldo Evangelista
Vitrola
Os pássaros cantam e o sol nasce em Jacarepaguá em um dia de 1973. Na primeira casa, acordam o casal Paulinho Boca de Cantor e Marilinha e os filhos Maria e Gil. Quase em frente, Moraes Moreira e Marília, com os filhos Ciça e Davi. Lá no fundo, em uma casa Luiz Galvão, na outra Baby do Brasil, então Consuelo. Ainda em outra os percussionistas Bola, Jorginho e Charles e os outros solteiros acampados no primeiro andar. Todos fazem seu café, as crianças tomam banho no quintal, uma massagem aqui, uma panela no fogo ali. Alguns batucam um tamborim, um cavaquinho ou violão. E a qualquer hora, o dia inteiro, futebol. Se não tocavam, jogavam bola.
A queda para o alto
28 de março de 2010 às 10:31 | ComentarPor José Castello
A Literatura na Poltrona
Depois de ler meu post da última quinta feira, que trata da “alma” como condição para a escrita, a leitora Rita Cássia de Sousa escreve perguntando por que considero que os best sellers não são literatura. “Você não disse que podemos tudo?”, ela relembra, com razão. E, aflita, desabafa: “Preciso saber se posso considerar literatura o que escrevo”.
Por Suely
Longe e perto tem plural?
Obrigada!
Suely








