Mas o retraimento é fundamental. Aprendi com a lua, mais do que se aprende com o Eclesiastes: há dias de minguar, dias de habitar-se. São dias solenes, dias de ritual e névoa. Dias que se fixam na gente por um tempo. Esses dias, a gente reconhece desde cedo: a gente se reconhece neles, nós, os retraídos. Esses são dias plenos de descobertas. O retraimento é bom para isto: descobrir. Essa é uma palavra de nobreza.
Pílulas para o silêncio (Parte XII)
31 de janeiro de 2012 às 18:40 | ComentarNovidades descabidas
Sabe da última? O homem mata o homem, e põe a culpa no destino.
Sabe da novidade? O homem prevê o fim do mundo, e põe a culpa em Nostradamus.
Sabe da derradeira? O homem “adora” velhas novidades, e põe a culpa em… pobres de nós: “malditos poetas-prosadores”.
A paixão no tempo do Big Brother
31 de janeiro de 2012 às 14:23 | ComentarPor Urariano Mota
Eu tenho visto, e as pessoas que me cercam também, aqui e ali jovens que se agarram, e se apertam, e se sufocam aos beijos em público. Agem assim nas filas dos supermercados, nos transportes coletivos, nas feiras livres, nos teatros, em todos os lugares abertos à visitação da gente.
O iPad, os chineses e nós
31 de janeiro de 2012 às 12:00 | 1 ComentárioPor Pedro Doria
O GLOBO
A China não é comunista. Ela vive o tipo de capitalismo que revoltou Karl Marx
A Economia do GLOBO abriu, na segunda-feira, com uma detalhada reportagem de André Machado sobre a situação dos trabalhadores chineses que produzem nossas traquinalhas eletrônicas. O tablet, seja Apple, seja Samsung, não é feito por robôs. Cada microcomponente é encaixado ali por uma mão em gestos repetitivos, milhares de vezes por dia, às vezes sete dias por semana. Já há registro de que, após dez anos desse tipo de trabalho, teve operário que perdeu a função de suas mãos numa tendinite elevada a níveis desumanos. A vida na China é dura. Devemos nos sentir culpados?
Caldeirão pop
31 de janeiro de 2012 às 11:55 | ComentarPor Francisco Russo
NO ADORO CINEMA
Um verdadeiro caldeirão pop, com referências mil que vão do videogame ao cinema americano contemporâneo, passando pela animação e até mesmo Star Wars. Assim é 2 Coelhos, um filme de ação frenética que surpreende pela nacionalidade: 100% brasileiro. O espanto se dá nem tanto pela qualidade demonstrada, mas pela aposta em um gênero até então pouco explorado no cinema nacional. A ação, quando surge, costuma estar atrelada a algum contexto social, como aconteceu em Cidade de Deus e nos dois Tropa de Elite. Em 2 Coelhos não, ela é a mola mestra da história. Com prós e contras.
Cultura S.A
31 de janeiro de 2012 às 11:47 | ComentarPor Ricardo Musse
REVISTA CULT
Adorno diagnosticou como as sociedades capitalistas avançadas transformam as produções do espírito em pura mercadoria
Adorno rejeita peremptoriamente o modelo expositivo dos sistemas filosóficos. Recusa neles o idealismo implícito no propósito de construir uma “totalidade para a qual nada permanece exterior e todo e qualquer conteúdo se volatiza em pensamentos”.
Eco, Eco, Eco, Eco…
31 de janeiro de 2012 às 11:39 | ComentarPor Paulo Nogueira
Umberto Eco acaba de fazer 80 anos bem vividos. Encontrei-me pessoalmente com ele três vezes: em um seminário literário em Lisboa, na Universidade de Bolonha e na Feira do Livro de Frankfurt.
Nelson Rodrigues, o Eterno
31 de janeiro de 2012 às 11:36 | 3 ComentáriosCom seu olhar ao mesmo tempo trágico e épico, o centenário dramaturgo nunca deixou de ser nosso contemporâneo.
Quando a doença e a morte são grandes negócios
31 de janeiro de 2012 às 11:33 | 1 ComentárioPor Fátima Oliveira
no Jornal OTEMPO – VIA VI O MUNDO
Na madrugada de 19 de janeiro, um casal negro, Cássia Gomes e Duvanier Paiva Ferreira (foto), secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, bateu, em vão, às portas dos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, em Brasília, buscando socorro para ele. Alegaram que não atendiam ao plano de saúde dele, o Geap, do qual são contribuintes compulsórios servidores públicos e aposentados dos ministérios e autarquias federais.
O Brasil reinventa o totalitarismo – a nova máquina policial
31 de janeiro de 2012 às 11:27 | ComentarPor Bajonas Teixeira de Brito Junior
NO CONGRESSO EM FOCO
“Estamos dentro de uma espiral de violência e repressão policial que ultrapassa a média histórica, já extremamente alta, que caracterizou sempre a história de um país elitista e discriminador.”
Há muitos sintomas que hoje indicam a eclosão de uma forma peculiar de totalitarismo no Brasil. Thomas Mann, exilado durante a maior parte do tempo que durou o Terceiro Reich, definiu a Alemanha do período como o “bem que infeccionou”. O bem, porque o alemão era tradicionalmente conhecido por seu senso de ordem, disciplina, dedicação ao trabalho e obediência às leis. O agigantamento de alguns poucos sentimentos alemães (o anti-semitismo, o nacionalismo, a necessidade de obediência e hierarquia, o revanchismo, o misticismo) levaram à catástrofe. No Brasil de hoje, ainda temos que descobrir o que está por trás dos traços totalitários que se avolumam.
“Millenium” de David Fincher agrada, mas não surpreende
31 de janeiro de 2012 às 11:18 | ComentarPor Ricardo Calil
IG CULTURA
Ninguém pedirá devolução do ingresso depois de ver “Millenium – O Homem que Não Amava as Mulheres”, adaptação hollywoodiana do primeiro volume da trilogia best seller do sueco Stieg Larsson. David Fincher (“Clube da Luta”, “A Rede Social”) entrega aquilo que qualquer espectador esperava: uma adaptação fiel ao livro original e superior à versão sueca de 2009, um suspense do bem dirigido, com cenas de violência gráfica de grande impacto e atuações muito dignas dos dois protagonistas (Daniel Craig e Rooney Mara). Enfim, Fincher era o cara certo no lugar certo.
Britânico faz retratos de moradores de rua pelo mundo
31 de janeiro de 2012 às 11:14 | ComentarFotógrafo amador viajou pela Europa e América do Norte para reduzir “invisibilidade” das pessoas que não têm onde morar.
Em ‘As coisas’, Georges Perec aproxima a literatura da sociologia
31 de janeiro de 2012 às 11:09 | ComentarPor Luciano Trigo
O subtítulo do livro As Coisas, de Georges Perec (“Uma história dos anos 60″) pode ser enganoso para o leitor desavisado.
‘Não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa’, diz diretor do Le Monde Diplomatique”
31 de janeiro de 2012 às 11:00 | ComentarPor Samir Oliveira
NO SUL 21
O diretor de redação do jornal francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, acredita que a mídia deveria se posicionar claramente sobre a linha ideológica e política que segue. Doutor em Sociologia e professor de Teoria da Comunicação, o jornalista, que comanda um periódico abertamente de esquerda, diz que não existe a tão aclamada neutralidade da imprensa.
Por Vladimir Safatle
FSP
Na década de 50, o filósofo alemão Theodor Adorno (1903-1969) uniu-se a um grupo de psicólogos sociais norte-americanos para desenvolver um estudo pioneiro sobre o potencial autoritário inerente a sociedades de democracia liberal, como os Estados Unidos.
Para Tetê Bezerra
31 de janeiro de 2012 às 10:51 | 1 ComentárioTetê, que coisa mais linda esse texto de Mário Bortolotto (foto) que você me enviou. Conheço Bivar (não pessoalmente) desde garoto na faculdade. Lia tudo que ele escrevia. Mas adorei principalmente Os Verdes Vales do Fim do Mundo. Só que segui um caminho às avessas do dele. Apostei em ter coisas, carro, casa, família e aí não deu para sair viajando pelo mundo como eu sonhava. Mas ainda guardo um certo desleixo, um desprezo pela necessidade de acumular dinheiro. Só quero o que der para viver com decência. Isso basta. Grande lição de vida a de Antonio Bivar. Beijos. Aguardo ligação sua para a gente passar uma tarde conversando e rindo, viu?
Viva Luís Damasceno!
31 de janeiro de 2012 às 10:48 | 3 ComentáriosAmigas e amigos:
Estou me dirigindo a pessoas que conhecem o significado humano, intelectual e político de Luís Damasceno em Natal e no mundo.
Conheci Luís quando eu passava da adolescência para a idade adulta. Frequentávamos o Cine-Clube Tirol e eu ia à Livraria Universitária, onde ele trabalhava (e que ele dinamizava com sua presença cultural e até física). Eu começava a ler materiais mais adultos de literatura, descobria um pouco de ensaísmo sobre literatura e cinema, espiava com medo os textos sobre filosofia e política. Luís foi uma espécie de alfabetizador para mim em termos de localizar livros nas estantes da livraria, identificar materiais que poderiam me interessar (e que, em minha pobreza de então, eu poderia planejar para adquirir). E me emprestou muitos livros, que devolvi.
O poder de investigar
31 de janeiro de 2012 às 10:45 | ComentarPor Janio de Freitas
FSP
A pauta prevista para o pós-férias do STF promete confrontar os ministros sobre os poderes do CNJ
O assunto das investigações no Judiciário ia se esgueirando entre os escombros do desabamento, mas o acaso de uma agenda anterior o traz de volta antes que a tragédia da Cinelândia seja apenas pó de memória. A pauta prevista para o pós-férias do Supremo Tribunal Federal promete, para amanhã, a confrontação que divide os ministros: os favoráveis e os contrários a investigações do Conselho Nacional de Justiça, no Judiciário, sem depender de que as corregedorias estaduais as façam, se fizerem, preliminarmente.
O fim da privacidade
31 de janeiro de 2012 às 10:45 | ComentarPor Carlos Eduardo Lins da Silva
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA
Uma das transformações radicais que a internet e seus subprodutos têm operado na maneira como as pessoas vivem e se relacionam se refere a um valor cultural que se estabeleceu por pelo menos dois séculos na maior parte das sociedades do mundo ocidental: o direito à privacidade.
Bonecas perigosas
31 de janeiro de 2012 às 10:34 | ComentarPor João Pereira Coutinho
FSP
O filme de Eastwood é só uma versão histérica dos rumores que abundam sobre J. Edgar Hoover
As expectativas não eram elevadas. Um filme sobre o controverso J. Edgar Hoover, lendário diretor do FBI, escrito por Dustin Lance Black, o roteirista de “Milk”?

















