Rapariga de Deuzão

22 de fevereiro de 2012 às 12:49 | 2 Comentários
Por José de Paiva Rebouças

Arte: DAACRUZ

Marieta esperou que o marido chegasse mais cedo na véspera de carnaval. Perda de tempo. O relógio começou a se demorar e, cada vez que ela olhava-o na parede, parecia imóvel. Ficou irresoluta. A vontade que tinha era de tomar um taxi e ir bater lá na repartição para trazê-lo pelo braço antes que fizesse besteira. Ela pressentia algo. E mulher quando tem pressentimento é melhor agir. Ela agiu.

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Flores da Palavra

22 de fevereiro de 2012 às 12:46 | 3 Comentários
Por Charles M. Phelan

……é possível que as flores da palavra escrita não encontrem lugar em todo jardim…

e, portanto, não se deve continuar a plantar sem a devida permissão…..

mas no seu jardim – planto… enquanto água me deres….

.

……e fujo, quando já não houver…

……

….It is possible that the flowery written word won’t find a place in all gardens…

and, therefore, one must not continue to plant without proper permission….

but in your garden ─ I’ll plant…if you so provide me with water….

.

….and depart, when drought set in….

Proust do pêndulo ao calendário

22 de fevereiro de 2012 às 10:44 | Comentar

O acesso à riqueza de Tempo Perdido não requer preâmbulos. Demanda algo que está fora da obra e é cada vez mais complicado de conseguir: tempo e concentração.

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Grupo de artistas do Rio afirma diferença para a ‘nova MPB’

22 de fevereiro de 2012 às 10:33 | Comentar

Armando Lôbo, Edu Kneip, Sergio Krakowski, Thiago Amud e Pedro Moraes alinham o discurso para falar de sua música.

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Entrevista com Beth Carvalho

22 de fevereiro de 2012 às 10:10 | Comentar

Foto: Washington Possato

Proteção pro samba.

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Falta acesso à cultura

22 de fevereiro de 2012 às 10:06 | Comentar

Brasileiros diminuem participação em atividades culturais em 2011.

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Pequeno notável

22 de fevereiro de 2012 às 9:32 | 3 Comentários

Livros de bolso fazem sucesso no mercado brasileiro e ocupam espaço importante no orçamento das editoras.

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A lição de Debussy

22 de fevereiro de 2012 às 9:23 | Comentar

Por Marcelo Coelho
FSP

A música que ele faz é estranha, mesmo com tudo o que dela se absorveu ao longo de mais de um século

Nuvens. Festas. Jogos. As fadas são maravilhosas dançarinas. Da aurora ao meio-dia sobre o mar.

Quem gosta de Claude Debussy (1862-1918) reconhece os títulos, sempre poéticos, de suas composições. Cento e cinquenta anos depois de seu nascimento, a música de Debussy continua tão “moderna” e tão sedutora quanto sempre foi.

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Por que a nossa internet é tão cara e ruim?

22 de fevereiro de 2012 às 9:19 | 1 Comentário

Por Walter Feldman
FSP

A Anatel defende as empresas, não os consumidores; permite-se que as empresas entreguem 10% da internet prometida e que vendam o patrimônio público

A privatização da telefonia aconteceu em 1998 e o governo do PT assumiu o poder em 2003. Portanto, o que se fez no período posterior à privatização? Se ela foi tão ruim, não era o caso do PT aperfeiçoá-la?

Todo mundo hoje tem uma linha de celular e o uso de banda larga está crescendo. Porém, os avanços vislumbrados na privatização não alcançaram o êxito que projetamos.

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VI – Eu não sabia que doía tanto

22 de fevereiro de 2012 às 9:08 | Comentar

Por Eduardo Gosson

08 – MARIA DANTAS DE ARAÚJO

“Mamãe, minha mãe e mãe”(1)

De olhos florestais
E cabelos cor de mel,
Amava-nos.

Entre nós grandes silêncios!

No meio, a “Rua do Motor
com urubus e carniças”.
Agora, a Nova Jerusalém celestial
Onde Deus
Espera-lhe
Entre o azul e o infinito.

Maria Dantas de Araújo era natural de Jardim do Seridó/RN, filha de Belizário e Cipriana (avós maternos). Ele, pedreiro; ela, do lar. Mamãe conheceu meu pai aos 14 anos de idade e ele com 16. Aos 20 anos, ela me pariu. Fui o primeiro neto, o primeiro sobrinho. Nasci na Maternidade Januário Cicco e morei durante dois anos e oito meses na Rua do Motor, localizada entre a Avenida Sylvio Pedroza e o Hospital Universitário Onofre Lopes. De origem humilde, viveu 12 anos com o meu pai (nunca casaram formalmente) e sofria de problemas psiquiátricos, diagnosticado por Dr. Franklin Capistrano como transtorno bipolar.

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Carnaval Enfim

22 de fevereiro de 2012 às 8:53 | Comentar
Por Romana Alves

Confete, espuma e serpentina
Pulam juntos ou sozinhos
Não há problemas
Só penas e gritaria
Pernas de salto e de menina
Sambam no calço
Dos pés de meninos descalços
Aos passos de marchinhas
E vivem a alegria enfim
Com lantejoulas
Cinzas

vídeopoema

22 de fevereiro de 2012 às 8:52 | 7 Comentários
Por Nina Rizzi

Pensamento e ação de Marilena Chauí

22 de fevereiro de 2012 às 8:51 | Comentar
Por Marcos Silva

Por Ivani Cardoso

Mais do que prestar homenagem a uma figura ímpar no cenário acadêmico brasileiro, o livro Diálogos com Marilena Chauí exibe em cada um dos textos, de Marilena e de seus colegas, uma maneira única de operar com o pensamento. Dialogar com Chauí é dialogar com nosso povo, com nossa história, com nossa política.

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Vídeo-entrevista esquecida da Nelson Rodrigues

22 de fevereiro de 2012 às 8:50 | Comentar
Por Gustavo de Castro

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A cultura nordestina no carnaval carioca

22 de fevereiro de 2012 às 8:46 | 3 Comentários
Por João da Mata

Sou “cabra da peste” / Oh minha “fia”, eu vim de longe pro salgueiro/ Em trovas, errante, guardei / Rainhas e reis e até heróico bandoleiro / Na feira vi o meu reinado que surgia.
Qual folhetim, mais um “cadim, vixe maria!” / Os doze do imperador / Que conquistou o romanceiro popular / Viagem na barca, a ave encantada / Amor que vence na lenda / Mistério pairando no ar
Cabra macho justiceiro/ Virgulino, é Lampião! / Salve, Antônio Conselheiro / O profeta do sertão ( Samba Enredo do Salgueiro 2012 )

No ano do centenário do escritor Jorge Amado e do compositor e cantor Luiz Gonzaga a cultura nordestina está no sete – estrelo. A Escola de Samba Salgueiro com o “Cordel Branco e Encarnado” brilhou no segundo dia da Sapucaí Renovada num ano de grande criatividade onde as escolas de samba privilegiaram alguns do ícones da cultura nordestina.

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AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar