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quinta-feira, 24/04/2014 | 3 Comentários

Teimosa humanidade

Por Marcos Silva

Peço, se possível, a reprodução do texto “Teimosa humanidade”, de Noemi Jaffe (FSP, 24.4.14) neste blog. É um escrito sereno, preciso, profundo. Tenho orgulho de lecionar na Universidade onde essa escritora se doutorou.

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Teimosa humanidade
Por Noemi Jaffe
FSP

Ridicularizar o desejo de mudança social, simplificá-lo com o epíteto...

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domingo, 01/04/2012 | 3 Comentários

Uma infausta data: 48 anos depois

Por Marcos Silva

Recebi o seguinte texto, que repasso.

Uma infausta data: 48 anos depois.

Caio N. de Toledo

Aos que partiram sem poder dizer adeus.

Na data em que o imaginário popular consagra como o “dia da mentira” – 48 anos atrás – foi rompida...

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domingo, 01/04/2012 | Comentar

Do exílio a todo lugar

Salman Rushdie é presença incansável na agitada vida noturna de Nova York.

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domingo, 01/04/2012 | Comentar
FIM TRISTE Goulart em 1967, no Uruguai. Ele fez várias tentativas de voltar ao Brasil, mas morreu no exílio (Foto: Ag. RBS)

Um novo retrato de Jango

Por...

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domingo, 01/04/2012 | Comentar

Só queremos casa, comida e liberdade

Ao ser preso e torturado, Ramy Essam se torna herói da revolução árabe, grava CD e sai em turnê para alertar: mais sangue será derramado.

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quinta-feira, 24/04/2014 | Comentar

OS POETAS SUICIDAS

Por José Carlos Mendes Brandão

Eu amo os poetas suicidas.

Amaram demais a vida.

A corda tensa arrebentou.

Eu vomito quem não é quente nem frio, disse o Senhor,

e os poetas suicidas acreditaram: consumiram-se no fogo da         

                                                                             paixão.

Georg Trakl ouviu o silêncio de Deus, num poço, no bosque.

Cesare Pavese viu a morte nos próprios olhos.

Maiakovski quis ser um girassol.

Ana Cristina César bebeu a sua cota de fel. 

Mário de Sá-Carneiro ouviu o eco, o oco, o seco.

Paul Celan mergulhou no abismo de Deus.

Empédocles mergulhou num vulcão para provar que era Deus.

Os poetas suicidas amaram demais a vida.

Eu amo os poetas suicidas porque não veem,

como eu, indiferentes,

os dedos marcados na borda do poço.

                   Eu amo os poetas suicidas.

                   Como as coisas são apenas imagens,

                   escreveram poesia com a própria morte.