A felicidade no abismo

20 de maio de 2012 às 17:05 | Comentar

“Não tenho o vislumbre de me sentir ator. Tem gente que vive do próprio ego, a se carcomer”. Foto: Adriana Lorete

Ele queria a entrevista aos pés de um baobá, árvore sagrada para os africanos, cujo tronco monumental leva à sugestão de estar de cabeça para baixo. Não se tratava de um baobá qualquer, o que já não seria pouco, mas de um com o qual o ator João Miguel tem uma conexão. Profundamente ligado à natureza, sempre que pode visita o gigante de raízes fincadas no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Mas a chuva torrencial não permitiu.

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BitTorrent ajuda vendas de música, diz estudo

20 de maio de 2012 às 17:02 | Comentar

Por Redação Link
ESTADÃO

Conclusão é de que não há prova de que downloads ilegais tenham impacto negativo em lançamentos de álbuns

Downloads do BitTorrent ajudam a venda de álbuns de música. Pode soar como heresia para a indústria fonográfica, mas foi o que concluiu um novo estudo da universidade North Carolina State. Segundo a pesquisa, não existe nenhuma prova de que downloads ilegais tenham impacto negativo em vendas de álbuns. Pelo contrário, a pirataria leva indiretamente a maiores vendas.

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História sem recalque

20 de maio de 2012 às 16:55 | Comentar

Por Ivan Marsigliae
O Estado de S. Paulo

Ex-guerrilheiro que se tornou psicanalista fala do desamparo da tortura

Em 1970, aos 25 anos – um “adulto”, segundo diz – Reinaldo Morano Filho largou o quarto ano do curso de medicina na Pinheiros para se lançar em uma aventura tão incerta quanto perigosa. Paulista de Taquaritinga, com emprego no Banco do Brasil, diploma de direito e um Fusca 1967 para desfrutar da juventude sem aperreio, aderiu à Ação Libertadora Nacional (ALN) com a ideia de derrubar a ditadura militar pela força das armas.

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O que dinossauros nos ensinam

20 de maio de 2012 às 16:49 | Comentar

Por Marcelo Gleiser
FSP

A história das colisões na Terra mostra que, se a história tivesse sido outra, não estaríamos aqui

Às vezes, a morte vem de lugares inesperados. Para um dinossauro que vivia há 65 milhões de anos, o maior perigo eram outros dinossauros, especialmente o “T. rex”, que só temia outros como ele.

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A ideia e a lira

20 de maio de 2012 às 16:45 | Comentar

Por Marcos Augusto Gonçalves
FSP

Para Antonio Cicero, poesia e filosofia são nuvens diferentes

RESUMO

O poeta e filósofo carioca Antonio Cicero comenta seu ensaio recém-lançado “Poesia e Filosofia”, que reflete sobre os limites entre a atividade filosófica, feita de ideias e de caráter abstrato, e a prática poética, constituída de palavras e eminentemente concreta. Em suas palavras, trata-se de “nuvens diferentes”.

EM SUAS PALESTRAS e apresentações públicas, Antonio Cicero já se habituou a responder perguntas sobre letras de canções, poesia e filosofia, atividades que coexistem em seu universo intelectual e criativo. Se as semelhanças entre poema e letra de música são evidentes, no caso da filosofia e da poesia a distância que as separa é bem maior do que se poderia, irrefletidamente, supor.

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Diretamente da Portela para a ponte do rio Pinheiros

20 de maio de 2012 às 16:34 | Comentar

Por Arrigo Barnabé

São Paulo é solidão. Lava que cobre tudo. Atravessar a ponte sobre o rio Pinheiros a pé, existe algo mais desolador que isso?

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Elegia*

20 de maio de 2012 às 12:47 | 20 Comentários
Por Jois Alberto

Na Pedra do Rosário, às margens do Potengi,
A brisa solitária finda em melancólico pôr-do-sol,
Num céu marrom, azul, com tons de avermelhado arrebol.

Um jovem diante do cenário
Louva plantas malditas e vinho ordinário
Em recidivos versos de sentidos desregrados (ele desconhece o prazer do sommelier, que degusta o sabor do vinho Raro,
Um prazer aristocrático, burguês – e se avalio bem – avaro
E caro).

Surge nova a lua amarela nas águas do negro estuário,
Onde um barco vazio segue sem rumo,
Rente ao mangue lutulento de pungente desvario.

O adolescente cambaleia
Por caminho de crepuscular poesia,
Sem perceber o inexprimível vôo do pássaro,
Presságio de sonhos ruins
Em que formigas procuram o seu coração.

Ansiedade! Pensamento golpeado, turbilhão de sentidos,
Na senda da noite, entre a vida e a morte;
O louco morreu. Outro homem nasceu.
No céu, uma nuvem de rosas,
Vermelhas
E
Amarelas,
Vaporosas,
Caem ao peso do amor.

Quando o túmulo se abre vê-se o mar
- Igual à lápide e epitáfio de poeta –
Um mar de distante planeta
Vê-se um rosto que ampara constelações,
A face do homem morto, que desejava ver
A Flor Azul,
Inacessível aos homens,
Aos poetas de todas as estirpes,
Principalmente os de mais trágicos e românticos solipsismos.

Ponteiros das horas mortas,
Mocidades mortas,
Desaguam no rio, onde o homem, ao mergulhar uma vez mais,
Será outro;
As águas seguirão seu curso normal.

Em outra dimensão, o pescador joga a rede
No mar e puxa a fria lua minguante amarela,
Que flutua sobre a cabeça da bailarina com leque,
Graciosa gravura de ex libris chique.

Um ser humano vagueia flaneur pelas ruas da cidade
A recordar prazeres e excessos de tempos e mentalidades
De farandolagens funambulescas;
De curtições rocambolescas,
De doideiras carnavalescas,
De breguices grotescas,
De artes burlescas,
De aspirações quixotescas,
De culturas bacharelescas,
De presunções livrescas,
E a suportar traumas de crueldades dantescas,
A cabeça erguida, contudo.

*************************

*Poema publicado no livro ‘Poetas azuis paixões vermelhas amores amarelos’ (poesia e prosa), de Jóis Alberto Revorêdo (Natal: Sebo Vermelho, 2003).

“Kerouac, Ginsberg, os Beats e outros idiotas que arruinaram minha vida”.

20 de maio de 2012 às 12:24 | 1 Comentário

Por Mário Bortolotto

“Sem On the Road, Howl ou Naked Lunch, por exemplo, nós seriamos abençoados com os semelhantes Hunter S. Thompson e Bob Dylan? Ou incontáveis outros escritores e poetas desse calibre que nasceram nos anos 50 e 60? Onde estaríamos sem clássicos modernos como Fear and Loathing em Las Vegas ou The Times The Are a-Changing? Muito aconteceu comigo nos 20 anos desde que me sentei e dei aquela longa tragada na obra-prima de Kerouac (On the Road). Fui pedreiro, atendente de posto de gasolina, um mecânico ruim, um pintor de telas, um músico, um vendedor por telefone, um ator e um alvo de tablóides, mas não passou um segundo em que me distancei da estrada que o velho Jack me colocou, via meu irmão. Tem sido uma jornada interessante emocional e psicologicamente. E eu sei que sem as palavras santas desses ótimos escritores marcadas no meu cérebro, eu provavelmente teria terminado acorrentado em uma parede no Hospital Estadual Camarillo, derrotado além do reconhecimento, ou morto por infortúnio. Então no fim, o que pode alguém…acadêmico, professor, estudante ou biógrafo…realmente dizer sobre esses anjos e demônios, que um dia andaram entre nós, apesar de um pouco acima do chão?”
(Johnny Depp)

Este é um trecho de um texto que Depp escreveu para a Revista Rolling Stone sob o título “Kerouac, Ginsberg, os Beats e outros idiotas que arruinaram minha vida”.

“Talvez ‘Livro’ seja melhor do que ‘Transa’”, diz Caetano Veloso

20 de maio de 2012 às 12:10 | Comentar

Caetano Veloso no prêmio Anu 2012

Por Caetano Veloso
ESPECIAL PARA A FOLHA

Tem horas em que vejo a reação de sucessivas gerações de jovens brasileiros se parecerem com a plateia do programa “Som Livre Exportação”, da TV Globo, quando vim ao Brasil, numa concessão dos milicos, para o aniversário de casamento dos meus pais, em 1971.

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A elevada poesia de Pasolini

20 de maio de 2012 às 11:46 | 17 Comentários
Por Lívio Oliveira

Um vídeo – com participação especial de Alberto Moravia – mostrando a importância da poesia e da trajetória de vida do visionário e (realmente) revolucionário Pier Paolo Pasolini (Bolonha, 5 de março de 1922 — Óstia, 2 de novembro de 1975).

Esse post vai em homenagem (neste domingo no SPlural) ao grande poeta Fernando Monteiro.

“Mattinata”, ou a tempestuosa melancolia de uma manhã que ir(rompe)

20 de maio de 2012 às 11:39 | 6 Comentários
Por Lívio Oliveira

“Estou longe de tudo.” (Fernando Monteiro, in “Mattinata”)

“As noites esperam as manhãs com medo.” (idem)

“Mattinata, ó manhã noturna/de radiosa desesperança.” (idem, ibidem)

O novo livro de poemas do escritor, crítico de artes e cineasta pernambucano Fernando Monteiro, publicado em feliz parceria entre as Edições Nephelibata (SC) e a Sol Negro Edições (RN), é, em tudo, original. A começar dessa parceria entre editoras que não se encontram no rol das que priorizam os aspectos comerciais da circulação dos livros.

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O Quixote no Rio Grande do Norte

20 de maio de 2012 às 11:37 | 2 Comentários
Por DAMATA

A figura do grande cavaleiro da triste figura inspirou artistas no mundo inteiro e muitos romances, peças de teatro, balés, óperas, filmes e canções foram feitas inspiradas na saga do cavaleiro manchego. No Rio Grande do Norte são muitos os artistas plásticos e escritores apaixonados pelo Quixote.

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AGENDA

Professores fazem recital nesta sexta na Escola de Música

Clarinete e piano ditam o som da sexta-feira, dia 24 de maio, na Escola de Música da UFRN. O fim de semana [leia mais]

Começa nesta terça-feira a 7ª Semana do Filme Cult; confira a programação

Evento deste ano traz exemplares normalmente prejudicados pela má qualidade das cópias baixadas via [leia mais]

Orquestra Sinfônica da UFRN faz concerto sábado (18) - Entrada grátis

A Orquestra Sinfônica da UFRN apresenta este sábado, dia 18, o seu II Concerto Oficial. A apresentação, que começa às 20 horas, inclui [leia mais]

"A Orquestra do Reich..." será lançado na UFRN nesta quinta, às 17 horas

"A Orquestra do Reich - A Filarmônica de Berlim e o Nacional Socialismo, 1933-1945", de Misha Aster, com tradução de Nelson Patriota e [leia mais]

Fórum discute jornalismo e lança livro sobre o blog "Fatos e Dados"

O jornalista Altamiro Borges falará sobre "Os blogs e a reconfiguração do jornalismo: Informação e democratização" e o professor Daniel Dantas lança o [leia mais]

Funcarte divulga programação para Semana de Museus 2013

A Prefeitura do Natal, através da Fundação Cultural Capitania das Artes está com vasta programação para a 11ª Semana de Museus 2013. Haverá [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Estupro
    21-05-2013 às 8:00 - 4 Comentários
    Por Ednar Andrade

    estupro

    O inferno tem escadarias,
    Corredores turvos
    E sombras que assombram…
    Medo!

    O medo tem som e silêncios.
    Gemidos e enxofre…
    Perfume agridoce.
    Tormento.

    Lá, as horas não passam,
    Não há tempo, não há tempo…
    E o tic-tac é lamento, lamento…
    Riso e pranto, dor, descrença

    As frestas são mundos
    Imensos, imundos,
    São noites, dias,
    Nem vida, nem morte: inferno.

    Anjos que guiam o nada, sem sorte.
    Demônios apontam, estraçalham
    E comem as alegrias, estupram os sonhos…
    No céu deste inferno: anestesia é sorte.

    COMENTÁRIOS

    • Nina Rizzi: Atento: Alguma Nova Poesia Brasileira. Isso é só um recorte. E pequeno. Ninguém dá mais conta do país, não (nem do RN)... - Suplemento cultural de Minas Gerais aborda a nova poesia brasileira
    • Marcos Silva: Sim, Jarbas. Qualquer coisa é melhor que uma ditadura. Mas nem sempre qualquer coisa é bom. Valeu a pena ser contra a ditadura mas precisamos cobrar do que vem depois (o tempo onde estamos) dignidade na política. É muito difícil, claro. Mas não custa batalhar. Considero a pura negação do estado uma forma acomodada de agir. - Barbosa e o Legislativo
    • Jarbas Martins: Podres poderes.Não, Marcos Siva ? - Barbosa e o Legislativo
    • Marcos Silva: O desespero virou poesia através de seu trabalho com a palavra, como nos versos que indiquei. É claro que vc deve seguir seus sistema de escrita, sem se submeter às opiniões alheias. Mas entendo que vc abriga um grande potencial que merece mais atenção sua para poder florescer ainda mais. A escrita é sempre essa luta entre sentimentos e organização. Um lado não pode apagar o outro. Um lado existe para enriquecer o outro. Verei vcs em julho. - Estupro
    • Anchieta Rolim: Ednar, minha amiga, gostei demais do poema. Esse é do tipo que vem dos confins da alma. Tudo de bom! - Estupro
    • Anchieta Rolim: Demétrio e Homero, estou gostando do diálogo. - Judicialização da política
    • Aldo Lopes de Araújo: Máxime num estado como o nosso, onde a simples recuperação de uma unidade de atendimento ao menor infrator precisa ser judicializada. O juiz, que também se chama Homero, bateu o martelo e bloqueou ontem, da conta única do Estado, a importância de 417 mil reais. Com essa decisão, abre-se, ao término da obra, espaço para que os garotões adolescentes possam ficar cumprindo medida socioeducativa. O respeitável magistrado invadiu a seara de outro poder, para não ter de soltar, por exemplo, um brasileiro de 17 anos e 11 meses que simplesmente matou a mãe de um de nós para roubar e saiu do Juizado da Infância e da Adolescência olhando para trás e zombando da polícia. Se o governo, responsável maior pela boa execução do contrato social, comete uma estultice desse porte, por falta de pulso e competência, o que esperar dos pobres mortais? Imaginem o que vem por aí? - Judicialização da política
    • Ednar Andrade: Boa tarde, Marcos. "As frestas são mundos"... "No céu deste inferno: anestesia é sorte". Este poema, se é que posso assim chamá-lo, já que tu assim o chamas: poema... Rsrs... Nasceu realmente de forma inconcisa, está mais para desespero do que para poesia. Ele é o retrato, mais uma vez inconciso, dos "últimos dias": "das últimas noites". É como eu disse, escrever para mim é como vomitar. Não tive tempo para programar, encaixar a forma precisa, exata, das palavras, isso disse na madrugada, gemendo e amargando o inferno ao qual pertencia meu corpo nestes últimos dias, querido. Obrigada. Sou sempre grata aos ensinamentos e vindo de ti, para mim é um privilégio. Abraço, querido. - Estupro
    • Marcos Silva: Saddock, obrigado pela mensagem, participaremos juntos de outras festas. - Retalhos da Colcha (Lançamento do livro "Viva Luiz Damasceno")
    • Marcos Nunes: Graças a Deus encontrei este Blog! Impressiona-me a identidade de sentimentos em relação à obra de José Mauro, já que também tenho a mesma vontade de saber mais e mais da obra e da vida desse autor fascinante. Já li diversos livros seus, desde a minha adolescência, e alguns já li mais de uma vez. O Meu Pé de Laranja Lima já vou pra 5ª leitura! Acabo de recomeçar 'Vamos Aquecer o Sol', que recomendo, pois é uma espécie de continuação de Meu Pé de Laranja Lima. Adorei saber de tanta gente com os mesmos sentimentos, da mesma forma marcados por obra tão fascinante. Pra mim não existe em nossa literatura autor com tamanha ternura e sensibilidade, de forma simples e ao mesmo tempo tão profunda. - José Mauro de Vasconcelos