3 textos publicados no The New York Times

8 de fevereiro de 2010 às 14:54 - Comentar

O buraco negro da Coreia do Norte
Por Dwight Garner

Os computadores são raros na Coreia do Norte, e para a maioria de seus cidadãos a internet é pouco mais que um comentário sussurrado. Na verdade, é provável que apenas uma pessoa na Coreia do Norte surfe na web sem ser monitorado: Kim Jong-il, o líder supremo do regime autoritário.

Quando ele está on-line, e não concentrado nos sites ligados a suas obsessões (filmes, comidas finas, mulheres, armas nucleares), Kim às vezes deve ver o que seu país parece ao resto do mundo, nas assombrosas fotografias de satélite do Extremo Oriente à noite.
Você provavelmente já as viu. Os países próximos da Coreia do Norte -Japão, Coreia do Sul, China- brilham com luzes condensadas, fervilham de civilização. Mas a Coreia do Norte, que abriga cerca de 23 milhões de pessoas, é um buraco negro, um oceano de escuridão. Barbara Demick, correspondente do jornal “Los Angeles Times”, começa seu excelente novo livro, “Nothing to Envy: Ordinary Lives in North Korea” (Nada a invejar: vidas comuns na Coreia do Norte), debruçando-se sobre essas imagens de satélite. Fica chocada e comovida. “A Coreia do Norte não é subdesenvolvida”, observa. “É um país que caiu do mundo desenvolvido.”
“Nothing to Envy” é 1 dos 3 novos livros provocativos sobre o país. Os outros são “The Hidden People of North Korea” (A população oculta da Coreia do Norte), de Ralph Hassig e Kongdan Oh, e “The Cleanest Race” (A raça mais limpa), de B. R. Myers.

A Coreia do Norte não é um país fácil de se observar. E se temos dificuldades para ver com clareza os norte-coreanos, eles simplesmente não podem ver o Ocidente. O uso do telefone é restrito. O serviço postal é inconfiável. Praticamente não existe correio eletrônico. Televisores e rádios só recebem os canais aprovados. Os cidadãos são alimentados à força com uma dieta constante e anestesiante de propaganda estatal, dedicada a manter o culto da personalidade de Kim Jong-il e a atacar tudo o que é americano.
O livro de Demick acompanha a vida de seis norte-coreanos comuns, incluindo uma médica, dois namorados em conflito, um operário de fábrica e um órfão.

As pessoas que Demick observa viveram, antes de desertar, no nordeste da Coreia do Norte, longe da arrumada capital do país, Pyongyang. As vidas que ela descreve parecem brutais: muitas vezes não há comida suficiente; os cidadãos trabalham longos turnos que podem ser seguidos de horas de treinamento ideológico à noite; um comentário antipatriótico, especialmente uma piada sobre Kim, pode mandar uma pessoa para o gulag pelo resto da vida, isso se ela não for executada.

Já o livro de Hassig e Oh se baseia em mais de 200 entrevistas com desertores e pinta uma imagem de uma população inquieta, cada vez mais desconfiada da propaganda oficial. “Seria um grande exagero dizer que a população apoia Kim Jong-il”, eles escrevem. “[Mas] ela não pensa em se opor a ele.” Os norte-coreanos estão ocupados demais tentando sobreviver para pensar em outras coisas.

O retrato de Hassig e Oh do estilo de vida indulgente de Kim é minucioso e devastador. Ele pode parecer um homem do povo, eles escrevem, com suas calças marrons, jaquetas de zíper e corpo mirrado. Mas eles relatam sua obsessão por equipamentos eletrônicos, as “equipes de prazer” de garotas que mantém à mão, os vinhos de Bordeaux que importa. Enquanto muitos de seus governados passam fome, eles escrevem, Kim “é um tal connoisseur que, segundo seu ex-cozinheiro, cada grão de arroz destinado a sua mesa é inspecionado”.

Myers, autor de “The Cleanest Race”, que aborda como os norte-coreanos veem a si próprios, é editor-colaborador da revista “The Atlantic” e dirige o Departamento de Estudos Internacionais da Universidade Dongseo, na Coreia do Sul.

Seu novo livro, muitas vezes difícil, tenta fazer um perfil psicológico de Kim Jong-il e seu regime. Ele explica que a visão de mundo predominante na Coreia do Norte é “muito distante” do comunismo, do confucionismo e das ideologias “de vitrine” oficiais que os ocidentais analisam. Em vez disso, ele afirma, essa visão de mundo “pode ser resumida a uma única certeza: a população coreana é puro-sangue, e portanto virtuosa demais para sobreviver neste mundo maligno sem um grande líder paternal”. Sua Coreia do Norte é guiada por um “nacionalismo paranoico, baseado na raça”.

Kim Jong-il teria sofrido um infarto em 2008 e parecia frágil em suas recentes aparições, cada vez mais raras. Enquanto o mundo especula sobre seu sucessor, que quase certamente será um de seus filhos, uma das lições desses livros é para não afastarmos nossos olhares da vida limitada do norte-coreano médio. “O regime de Kim essencialmente mantém sua população refém”, escrevem Hassig e Oh, e eles se decepcionam ao notar que “os EUA estão muito mais interessados nas armas de destruição em massa [do país] do que no destino de seus reféns”.

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Modo de inovação da Apple valoriza o autor

Quanto mais, melhor. Essa é a receita mais usada para se alimentar novas ideias hoje em dia. Ela enfatiza uma espécie de igualitarismo da era da internet que comemora a “sabedoria da multidão” e a “inovação aberta”. Junte todas as contribuições que encontrar na caixa de sugestões digital e o resultado será a inteligência coletiva, dizem livros e pesquisas acadêmicas.

Mas a Apple, fábrica de criatividade meticulosamente construída por Steve Jobs desde que ele voltou à empresa, em 1997, sugere outra fórmula de inovação, mais elitista e individual.

Essa abordagem se reflete no último gadget da empresa, com potencial para mudar o jogo, o recém-lançado “tablet” (ou prancheta) iPad. Ele poderá fazer sucesso ou tropeçar, mas claramente contém o gosto e a perspectiva de Jobs e parece marcado pelo antigo lema de marketing da empresa: “Pense diferente”.

A Apple representa o “modelo de inovação”, observa John Kao, consultor de inovações para corporações e governos. No modelo de autor, ele disse, existe uma forte conexão entre a personalidade do líder do projeto e o que é criado. Filmes de diretores poderosos, ele disse, são claros exemplos disso, de “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock, a “Avatar”, de James Cameron.

Na Apple há um elo semelhante entre o líder máximo da equipe de design, Jobs, e os produtos. De computadores a “smartphones”, os produtos da Apple são conhecidos por serem estilizados, poderosos e agradáveis de usar. São produtos editados que superam a complexidade, ao conscientemente deixar coisas de fora -não colocar todas as funções que passaram pela cabeça do engenheiro, uma mazela conhecida como “funcionite”, que sobrecarrega tantos produtos tecnológicos. “Uma qualidade definidora da Apple tem sido a contenção do design”, diz o consultor Paul Saffo.

Essa contenção é evidente no gosto pessoal de Jobs. Seu suéter preto de gola rulê, jeans sem cinto e tênis de corrida são um visual-assinatura. Em sua casa em Palo Alto, Califórnia, anos atrás, ele disse que preferia interiores sem muita coisa, livres, e então explicou o elegante artesanato das simples cadeiras de madeira em sua sala, feitas pelo designer de móveis George Nakashima.
Os grandes produtos, segundo Jobs, são vitórias do “gosto”. E o gosto, ele explica, é um subproduto do estudo, da observação e de embeber-se da cultura do passado e do presente, de “tentar se expor às melhores coisas que os seres humanos fizeram”.
Sua filosofia de design não é dirigida por comitês ou determinada pela pesquisa de mercado. A fórmula Jobs, segundo seus colegas, depende muito de tenacidade, paciência, fé e instinto. Ele se envolve profundamente nas opções de design de hardware e software, que aguardam sua aprovação pessoal. É claro que Jobs é membro de uma grande equipe na Apple, mesmo que seja o líder. De fato, ele muitas vezes descreveu seu papel como um líder de equipe. Ao escolher os membros-chave de sua equipe, ele procura o fator multiplicador da excelência.

Os designers, engenheiros e gerentes que se destacam, ele diz, não são apenas 10%, 20% ou 30% melhores que os apenas bons, mas dez vezes melhores. Suas contribuições, ele acrescenta, são a matéria-prima dos produtos “aha”, que fazem os usuários repensar suas ideias sobre, por exemplo, um tocador de música ou um telefone celular.

“A verdadeira inovação na tecnologia envolve um salto à frente, antecipando necessidades que ninguém sabia que tinha, e então oferecendo capacidades que redefinem as categorias de produtos”, disse David B. Yoffie, professor da Escola de Economia de Harvard. “Foi o que Steve Jobs fez.”

O momento certo é essencial para dar esses grandes saltos à frente. Carver Mead, cientista da computação do Instituto de Tecnologia da Califórnia, disse certa vez: “Escutem a tecnologia; descubram o que ela está dizendo”.

Jobs é inegavelmente um marqueteiro e um showman talentoso, mas também é um hábil ouvinte da tecnologia.

Ele chama isso de “identificar vetores na tecnologia ao longo do tempo”, julgar quando uma inovação intrigante está pronta para o mercado. O progresso técnico, os preços acessíveis e a demanda do consumidor se combinam para produzir um artigo de sucesso.
Na verdade, os designers e engenheiros da Apple vêm trabalhando no iPad há anos, apresentando periodicamente protótipos a Jobs. Nenhum foi aprovado até recentemente.

A aposta no iPad poderá ser uma perda para a Apple. Alguns céticos o veem ocupando um terreno indefinido entre um iPod e um notebook, e também é um brinquedo caro, de US$ 499 a US$ 829. Lembrem-se, porém, de que quando o iPod foi lançado, em 2001, os críticos brincaram que o nome era uma sigla de “idiots price our devices” (algo como “idiotas nos vendem equipamentos caros”). E sabemos quem riu por último então.

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O custo da informação gratuita

A era digital oferece um fluxo contínuo de novos e maravilhosos gadgets e um universo crescente de ideias, entretenimento e opiniões, a maioria acessível gratuitamente na internet.

O que há de errado nisso?

Muita coisa, se acreditarmos em algumas poucas, rabugentas mas expressivas vozes do contra.

A perspectiva de perder suas carreiras certamente não leva os jornalistas da mídia impressa a adorar a revolução digital. Como os leitores se acostumaram a encontrar conteúdos gratuitos na internet, a receita de circulação e anúncios da maioria dos jornais e revistas caiu vertiginosamente. A mídia antiga se esforça para adaptar-se a um ambiente em transformação, mas ainda não surgiu nenhuma solução evidente. Algumas publicações creem que e-readers, como o Kindle, da Amazon, e o novo iPad, da Apple, possam representar um veículo novo e possivelmente lucrativo para seus conteúdos.

Falando de Steve Jobs, executivo-chefe da Apple, uma fonte bem informada sugeriu ao “New York Times” que pelo menos um líder das novas mídias não quer apressar a morte das publicações tradicionais: “Steve acredita no valor da mídia antiga. Ele acha que a democracia depende da presença de uma imprensa livre, e esta depende da existência de uma imprensa profissional”.

Enquanto isso, algumas dessas empresas, incluindo a New York Times, buscam maneiras de cobrar por seus conteúdos na internet sem afastar leitores.

Mas o exemplo dado por um jornal da região de Nova York não é animador. Desde outubro, o “Newsday”, de Long Island, passou a cobrar de seus leitores US$ 5 por semana para terem acesso pleno a seus conteúdos. Até 26 de janeiro, apenas 35 pessoas tinham feito a assinatura (embora os assinantes do jornal, cerca de 400 mil, naveguem livremente pelo site).

Mesmo defensores da web em seus primórdios agora questionam o rumo que ela vem seguindo. Um exemplo é Jaron Lanier, pioneiro cientista da computação que hoje lança avisos sobre o “pensamento de colmeia” e o “maoísmo digital” que estariam tomando conta da web, relatou o “Times”. Em seu livro “You Are Not a Gadget”, Lanier escreve que “escritores, jornalistas, músicos e artistas são incentivados a tratar os frutos de seus intelectos como fragmentos a serem dados gratuitamente à mente colmeia”.

Outro grupo cético, o dos músicos, também tem se manifestado contra os avanços; alguns o fazem, apegando-se ao som mais caloroso de artefatos analógicos, como discos de vinil e fitas magnéticas. Quanto ao MP3, ele pode ser prático, mas muitos questionam a qualidade de seu som e os efeitos de longo prazo dos downloads musicais fáceis ou gratuitos.

“Diria que este é o pior momento para relacionar-se com as pessoas por meio da música”, disse ao “Times” Jack White, do The White Stripes. “A geração de hoje se acha no direito de muita coisa. Ela não compra o CD, mas o descarrega e o dá de presente a seus amigos.” Ou, como disse o músico Neil Young, “a Apple converteu a música em papel de parede”.

Comentários fechados.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

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  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    No bar
    08-02-2012 às 22:17 - 7 Comentários
    Por Jairo Lima

    Chegaste a mim não como lume
    Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
    E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
    E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa

    Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas

    E eu te vi.
    Te vi como se vê mares e dunas
    Como coisas que são sem oráculos nem seitas
    Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:
    Ali estavas de pé em frente aos panos da noite
    E parecia que contigo aquela noite estava feita

    Te vi coxas, riso, ombros e mãos
    Perdidos entre afago e maldição

    Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse
    Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce

    Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma
    Se colam, se penetram, se invadem;
    Não são asas de pássaros, são patas de cavalo
    Destruindo colheitas

    Aquela noite só prometia suores
    Conquistados a cada beijo
    Os latifúndios do desejo
    Eram cada vez maiores

    (———–)

    Vim de longe
    Em hora incerta
    Vim de lunas
    Vim de céus perfurados de estrelas
    Vim de amores submersos em dores e desfeitas
    Para que celebrasses a consagração bizarra
    Que faz a carne virar pão
    O sangue virar vinho
    E a cama virar mesa
    Onde a fome dispõe as suas facas
    Para cortar as carnes e sugar a seiva

    (—————–)

    ******

    Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:
    1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?
    Não sei
    2. E porque voltou a envia-los agora.
    Sei lá.

    COMENTÁRIOS

    • Fernando: Nossa, nunca li um artigo tão fraco como esse, nunca vi tantas falácias coligidas em um artigo de um abortista (não nos parece um jornalista, já que demonstra nada ter lido efetivamente sobre o aborto). Vejamo-las: 1) Aborto não é questão de controle populacional: mentira. Basta ver a origem da defesa do aborto nos EUA e basta ver quem financia o aborto ainda hoje. Para quem nada sabe do assunto, estudar a história das fundações Rockefeller, MacArthur e Ford pode ajudar. 2) Aborto é "direito reprodutivo". Direito??? Que absurdo! Além do absurdo, o termo maldosamente forjado para induzir a erro é incoerente: como pode um "direito reprodutivo" tirar uma vida? Ah, tem dúvida se é vida humana? Por favor, dá uma olhadinha aqui: abort67.com.uk 3) Ó loucura... "atendimento de qualidade" e "sem preconceito" do Estado para ajudar uma mulher a matar o próprio filho. Quanto amor, quanta bondade! Quer saber? Chega de ironia, falemos a verdade: que nojo, quanta hipocrisia! Por que não propor educação sexual para valorização da mulher, do corpo, do próprio sexo, ao invés de louvar o sexo irresponsável que gera vida e que deve terminar em assassinato "de qualidade" e "sem preconceito"? Repito, gritando: QUANTA HIPOCRISIA, QUANTA HIPOCRISIA ASSASSINA MENTIROSA travestida de luz. Típico de quem quer fazer o mal. 4) Ah, o velho conceito da luta de classes para transformar o assassinato de bebês em "questão de saúde pública": mulher rica aborta com segurança, mulher pobre aborta e morre. MENTIRA HORROROSA!! Uma simples consulta ao SUS desmistifica essa mentira. O aborto como causa de morte de mulheres está LONGE, MUITO LOOOOOOOOOOONGE de ser questão de saúde pública. Mas é claro que este abortista (jornalista? Não... já não resta dúvida) está mal informado, lendo pesquisas financiadas pelas ONGs abortistas que sabidamente MENTEM para jornalistas divulgando números falsos que eles irresponsavelmente repassam para pressionar a opinião pública. Deem uma olhadinha aqui (é só uma das evidências...): http://boletimfedf.blogspot.com/2011/03/os-controversos-numeros-do-aborto-e.html 5) Como é fácil ter opinião diferente sobre o feto quando você não foi abortado, né japonesinho? Que lindo que soa aos ouvidos menos instruídos "direito sobre o próprio corpo". Que sorte a sua que sua mamãe (e seu papai, coitado! Não o reduza a nada! Ele também quis que você viesse ao mundo... Como você pode tirar dele o direito de amar você?) - que sorte que ela não pensou como você!! Afinal, seu corpinho não era nada, não é? Era uma unha encravada da mamãe, não é? Se você tem dúvida sobre "que corpo" é mutilado, se o da mamãe ou o do bebê, recomendo novamente este videozinho instrutivo: abort67.com.uk 6) Ave, e o que dizer da tese - histérica - de que "religiosos estão se intrometendo na questão!!! O Estado é laico!!" Será que não existe um ateuzinho que não concorde com a matança de bebês? Acho que existem sim. Muitos. Mas é mais fácil ser ignorante (ou maldoso) e criar uma guerra religiosa. Abjeta, como aliás têm sido todos os supostos "argumentos" até aqui para defender a matança de bebês gerados irresponsavelmente. 7) E o autor - que por sinal demonstra ter um elevadíssimo autoconceito, um amor-próprio no mínimo... doentio, para usar um eufemismo - ainda tem o fingimento de se apresentar aos leitores como alguém que está preocupado com a dignidade alheia, quando se acha no direito de decidir quais dos mais novos membros da espécie humana devem ou não viver. Como é triste a cegueira humana! É surpreendente até que ponto alguém ensimesmado consegue perder a noção da realidade! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: É, Alex de Souza... "seus corpos" - abort67.com.uk - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • chico m guedes: coisas de Jairo eu sempre me pego lendo em voz alta; é quase táctil (quase?) - No bar
    • Daniel Menezes: Ótima reflexão. - Yoani Sánchez, a direita e a esquerda
    • Jairo Lima: Brigado, Nina, sou leitor atento e empolgado de tua poesia. - No bar
    • Anchieta Rolim: Marcos Silva, caso tenha interesse dê uma olhada nesse blog: araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com Um abraço! - Ai Hay Hai
    • Marcos Silva: Aprendi a sentir Anne como mais que irmã, pedaço de mim, essas coisas que uns e outros consideram sentimentais mas são apenas sentimentos que nos diferenciam dos computadores. Grande beijo. - Ai Hay Hai
    • Anchieta Rolim: Gostei muito da matéria. E pra quem interessar, segue o blog do meu amigo João Carlos Wisnesky que foi um dos guerrilheiros do Araguaia e que ainda continua sua luta para esclarecer esse fato histórico. araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com - À sombra da ditadura
    • Nina Rizzi: Gosto muito. E o meu gostar tem a pretensão dos desejos mais pungentes. Um beijo :) - No bar
    • Anne Guimarães: Marcos meu menino... Na vida só a alegria embeleza a alma. Beijocas por estes versos! :) - Ai Hay Hai