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Famoso sambista potiguar precisa da sua ajuda para lançar seu primeiro disco

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Com quase 20 anos de estrada, o cavaquinista, cantor e compositor Marcos Souto já é bem conhecido no cenário do samba potiguar. E agora ele está em processo de finalização do seu primeiro disco, um EP com cinco faixas, gravado com recursos próprios.

unnamed-1Mas chegou o momento da prensagem do disco (a gravação das músicas) e o bolso secou. Por isso, o artista pede a colaboração dos amigos e fãs da boa música com a venda antecipada dos CD`s, ou seja: você paga R$ 10 e, assim que ele estiver pronto, após o dia 27 de dezembro, será entregue em casa.

Para isso basta depositar os R$ 10 na Caixa Econômica, agência 0034, operação 023, conta 002251-3. Ou então no Banco do Brasil, agência 3777-x e conta 41162-0. Garantia de samba de raiz da melhor qualidade. Quem conheceu o grupo Arquivo Vivo sabe disso.

Essa é mais uma luta de um artista potiguar. E desde sempre foi assim. Marcos Souto nasceu em Macaíba, ainda aos 16 anos começou na música em uma vertente um pouco diferente. Com um pandeiro na mão, cantava embolada de coco em festas da família e de amigos.

Começou a tomar gosto pelo samba ainda criança, por influência da mãe, que ouvia Martinho da Vila e Agepê. O primeiro cavaquinho foi comprado com o dinheiro que ganhava ajudando o pai produzindo artesanato.

“O problema é que eu não sabia tocar nada. Foi quando procurei a ajuda de Chumbinho, que já era profissional. Fiz cerca de dois meses de aulas, e depois disso, segui sozinho com aprendizado, que até hoje é diário”, conta Marcos.

Cavaquinho afinado, boa desenvoltura no palco e não demorou muito um convite para fazer parte da primeira banda, no ano de 1998, o Pagodelírio. Nos anos seguintes também tocou com Ivando Monte e liderou o grupo de pagode Fala Sério, se apresentando em diversas casas de show de Natal.

Em 2002 conheceu a Balanço do Morro, escola de samba do bairro das Rocas, e passou a frequentar a quadra aos domingos. “Foi lá que aprendi a gostar do verdadeiro samba, do samba de raiz. Na mesma época comecei a compor e não parei mais”, relembra.

Mas a banda que lhe propiciou grandes momentos na carreira foi o Arquivo Vivo, grupo de samba de raiz que ajudou a fundar em 2008. Um dos primeiros destes momentos foi quando o Arquivo Vivo, ainda bem no início, abriu o show, com casa lotada, de Neguinho da Beija Flor, no então Projeto Seis e Meia (2008).

A partir daí as portas foram se abrindo e Marcos Souto, ainda capitaneando o Arquivo Vivo, abriu o show de Almir Guineto (2009) e Casuarina (2013). E mais: ele foi o cavaquinho da banda que acompanhou Sombrinha (2009), Aluísio Machado (2012) e Toninho Geraes (2012 – Projeto Ribeira Boêmia), todos em Natal. Ainda em 2012, foi indicado ao prêmio de Melhor Cantor, no Troféu Cultura, promovido pelo colunista Toinho Silveira.

E quem aqui na capital potiguar não ouviu falar na Quinta Viva do Samba? Pois é! O consagrado projeto semanal, que chegou a receber cerca de mil pessoas em uma quinta-feira (dia da semana em que era realizado, na Praça André de Albuquerque, no Centro) foi idealizado por Marcos.

“Posso considerar que a visibilidade que a Quinta Viva do Samba ganhou ao longo dos anos não foi pouca. Além de dezenas de artistas locais, como Khrystal, Isaque Galvão, Camila Masiso, Dodora Cardoso, Debinha, entre outros, recebemos na roda de samba alguns artistas nacionais como Jorge Simas, Gabriel da Muda, Moyséis Marques e Aluísio Machado”, afirma Souto.

Também com o Arquivo Vivo, banda da qual fez parte até o ano de 2013, gravou seu primeiro CD, “Samba no Beco”, com 12 faixas, sendo duas de sua autoria: “Esse é o samba” e “Festa no coração”, resultado de uma parceria com Carlos Britto.

Nos últimos anos, o lado compositor também tem se destacado e Marcos já contabiliza cerca de 40 músicas compostas. Este trabalho lhe rendeu o prêmio 3º lugar no Festival Música Potiguar Brasileira (FMPB 2016), promovido pela Universitária FM 88,9 (UFRN), com a música “Caminho a Seguir”.

Na edição de 2015 do mesmo festival, outra composição, desta vez “Terra do Sol”, foi uma das finalistas. As duas canções são fruto parcerias bem-sucedidas com Carlos Britto. O clipe de “Terra do Sol”, inclusive, música que destaca as belezas da capital potiguar, teve grande repercussão na internet depois que foi postado na página oficial do Facebook da Prefeitura de Natal, e hoje conta com mais de 24 mil visualizações.

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