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GLOMUS: Um mini Woodstock para Natal curtir em janeiro

Maarja Soomre, da Estônia. Foto de Berg Lisboa

Evento mundial, o Glomus pode se repetir em Natal em 2018

O Global Music Network (Glomus) foi anunciado sem pretensões pela UFRN ainda em novembro, quando o músico do Mali, Adama Keita, se apresentou no Parque da Cidade para algumas dezenas de pessoas com um instrumento exótico chamado kora. Seria o prenúncio da vinda de outros 150 músicos de 29 nacionalidades a Natal, no mês de janeiro, para o início de uma comunhão entre nações pouco vista na história da cidade e que deve se repetir no próximo ano.

O Glomus se mostrou um mini-woodstock, pela inesperada aceitação do público e pela aura de paz e harmonia através da música. Foram oito apresentações em diferentes espaços de Natal com presenças acima da expectativa. O concerto de encerramento na Escola de Governo foi uma mostra de toda a programação, com uma miscelânea de países no palco, que culminou com uma jam session cujo tema foi a obra do mestre Manoel Marinheiro, ensinado durante o Glomus, pelas rabecas do projeto Conexão Felipe Camarão.

Glomus no Parque das Dunas. FOTO: John Nascimento

Glomus no Parque das Dunas. FOTO: John Nascimento


O sucesso do evento em um mês mais esvaziado de eventos na capital, além do intercâmbio frutífero entre músicos estrangeiros e alunos de ONGs de Natal provocou a organização do Glomus a trabalhar uma segunda edição para janeiro de 2018. “O Glomus acontece a cada dois anos em algum país. Para o próximo ano não teremos o mesmo número de universidades participantes, mas podemos convidar artistas internacionais e usar a marca do Glomus com a devida chancela deles”, explicou o coordenador do Glomus 2017, Fábio Presgrave.

O Glomus é um evento promovido por uma associação de escolas de nível superior em música. Dentre as sete edições já realizadas, esta é a primeira na América do Sul, atraída pelo trabalho social desenvolvido pela UFRN. Além de mestres e alunos da UFRN, professores renomados internacionalmente, alunos de mestrado e doutorado de outras 23 universidades estiveram presentes, sejam em concertos, jam sessions, oficinas ou interagindo com alunos de ONGs de Natal.

“Receber um dos maiores movimentos de intercâmbio musical do mundo é um sonho concretizado graças ao empenho dos dirigentes da Escola de Musica da UFRN. A programação envolve workshops, laboratórios e apresentações com alunos e professores de diversas etnias. Uma oportunidade única para sentir de perto a energia musical de outros povos e receber elogios acerca da música potiguar. Foi unânime a opinião dos estrangeiros sobre os músicos de Natal: ‘Altíssimo nível’”, comentou o também renomado músico potiguar, Eduardo Taufic.

Para o compositor e multinstrumentista Antônio de Pádua, “O projeto abre infinitas possibilidades de intercâmbio e conhecimento para nossa cidade, e promove também espetáculos únicos e multiculturais, mostrando como é possível e simples nós também produzirmos nosso Glomus a partir da nossa diversidade cultural. Fica a dica. E que esse projeto maravilhoso venha próximo ano de novo, ainda mais inclusivo e engrandecendo nossa cultura”.

A abertura oficial do Glomus 2017 aconteceu para 1200 pessoas, limite da lotação no auditório do hotel Holiday Inn. Nos concertos da Escola de Música da UFRN foram instalados telões na área externa, para atender centenas de pessoas sem acesso ao auditório já lotado. O badalado projeto Som da Mata registrou recorde de público, com 8 mil pessoas no Parque das Dunas. E no Parque da Cidade, duas mil pessoas assistiram a jam session de música africana. Na Pinacoteca, centenas de pessoas vibraram com as apresentações de diferentes nacionalidades.

Lista de Universidades representadas na GLOMUS Natal
1. Conservatoire des Arts et Métiers Multimédia Balla Fasseké Kouyaté – Mali
2. Conservatorio Superior de Lyon – França
3. Conservatorio di Musica “L. Refice” – Itália
4. Dance Department, School of Performing Arts – Gana
5. Det JyskeMusikkonservatorium Royal Academy of Music – Dinamarca
6. Estonian Academy of Music and Theatre – Estônia
7. Higher arabic music institute – Arábia Saudita
8. North Carolina Central University – EUA
9. South African College of Music, University of Cape Town – África do Sul
10. Suzhou University of Science and Technology – China
11. The Danish National School of Performing Art – Dinamarca
12. Theatre Academy of the University of the Arts Helsinki – Finlândia
13. Thornton School of Music, University of Southern California – EUA
14. Tumaini University Makumira – Tanzânia
15. Universiti Teknologi MARA (UiTM) Faculty of Music – Malásia
16. University of Cape Coast – Gana
17. V.Sarajishvili Tbilisi State Conservatoire – Geórgia
18. Yong Siew Toh Conservatory of Music – Singapura
19. Sibelius Academy – Finlândia
20. The Royal Academy of Music – Palestina
21. The Edward Said National Conservatory of Music. Palestina
22. Scol de Musica Rufo Wenver -Aruba
23. Universidade Federal do Rio Grande do Norte
24. Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique

FOTO: Berg Lisboa

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