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A arte de explorar o cu alheio

Já vimos por aqui o performer Pedro Costa retirar um terço do ânus na edição de 2010 do Salão de Artes Visuais de Natal. Pois tem coisa parecida, um pouco mais cômica, mais leve, mas também com aquela aura de despertar a reflexão que toda perfomance provoca (ou deve).

Este curta se chama Arrazou, a partir da performance intitulada Macaquinhos, em que indivíduos exploram os ânus uns dos outros. O projeto nasceu em 2011 como uma intervenção no Museu do Piauí. Esse ano, Macaquinhos foi apresentada na instalação Modelo Vivo, durante 10ª edição da Mostra de performance VERBO, em São Paulo.

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Comentários

12 comments

  1. Marcos Silva 2 outubro, 2014 at 04:03

    Essa performance findou assumindo o caráter de desafio diante de fala degradada de um candidato à presidência cujo nome não merece ser registrado. Noutro contexto político, por motivo de pudor pessoal, eu preferiria sugerir que a performance ocorresse num espaço privado dos perfomáticos. Mas entendo seu caráter específico hoje. E até já traduzi o “Soneto do olho do cu”, de Rimbaud e Verlaine, que trata essa parte do corpo humano com carinho e certa dose de riso de acolhimento.

  2. Anchieta Rolim
    Anchieta Rolim 2 outubro, 2014 at 08:53

    Fizemos um projeto cultural aqui em Areia Branca financiado pelo MINC chamado ” Projeto Preto e Branco”. Na realidade,era uma critica ao poder econômico de nossa cidade, que entre tantas riquezas naturais, tem entre elas a grande produção de ” petróleo e sal ” e mesmo assim a pobreza predomina. O grupo era formado por mim, Sayonara Pinheiro, J. Medeiros, José Frota, Pedro Costa, Lenilton Lima e mais uns cinco artistas… A performance de Pedro, que estava sendo amadurecida justamente nesse projeto, foi uma critica aos lideres religiosos que tentam enfiar de goela abaixo suas opiniões sobre um Deus, no intuito de influenciar e assim se aproveitarem da ingenuidade humana. Segundo o próprio, ele expeliu essas influências.

  3. raquel 20 novembro, 2015 at 00:39

    Tanta coisa importante para apresentar vcs apresentam essa porcaria. …so em um pais decadente, sem cultura sem educacao e com politicos ladroes e corruptos isso pode ser chamado de cultura isso é no máximo putaria e das mais esdrúxula..

  4. Virginia Abreu de Paula 22 novembro, 2015 at 20:37

    Gostaria de saber mais sobre a performance. Pelo pouco que vi pode ter a ver com o folclore de minha cidade. Vi um video onde ouvimos Nelson Dantas cantando a Suite do Quelemeu, que é cantiga regional nossa. Mas há pouca coisa por ai. E poucos comentários de quem entende do assunto. O que mais vejo são pessoas em estado de pânico, achando que o mundo acabou, que cometeram um crime de atentado ao pudor, essas coisas…Nos anos 60 ocorreu algo parecido quando apareceu a peça Hair onde os atores apareciam nus. Muita gente, a prinícipio, teve chilique. Depois virou até filme de sucesso de Hollywood, embora o filme seja bem inferior ao que podia ser visto nos palcos. Quando viram as razões do nudismo, acabaram entendendo que era Arte sim, e das boas. Aqui não sabemos do que se trata. E quem não viu já condenou. Quer dizer que ainda estamos que nem antes…tantos anos se passaram e ainda não aprenderam. Eu não sei se é uma performance boa, pois não vi. Mas quem não viu está xingando apenas porque estão explorando os corpos uns dos outros. Exatamente o anus. E muitas pessoas sofrem de cufobia, sabemos que sim. Quem souber realmente do que se trata, se de fato cantam a Suite do Quelemeu, ( ou se apenas a usaram no video) me informem. Fiquei com vontade de saber. Pequenos trechos da suite foram gravados pelo grupo musicais dos meus pais. Porém, com censura. 🙂

  5. Ednar Andrade 23 novembro, 2015 at 18:53

    …Gente,vejo que sou mesmo ignorante.Nada entendo de cultura anal.

    Anais,anais……………..

    Isto remete-me ao querido e ausente Jairo Lima que com tanta graça dizia:”dê uma dedada no link”……

    Rsrsrs…… 🙂

  6. françois silvestre 23 novembro, 2015 at 20:09

    Ednar, por vias transversas, ou treversas, você traz a lume a lembrança do Grande Jairo Lima. O recifense mais natalino que tivemos. Um amigo feito estrela cadente, que passa tão rápido por nós que nem dá tempo de fazer um desejo. Desejo notícias dele. Alguém tem?

  7. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 24 novembro, 2015 at 09:16

    Saudades de Jairo Lima. Qualquer hora dessas pego o ônibus e me mando pra Recife. Quero rever Recife e Jairo, logo, logo.

  8. José Saddock 24 novembro, 2015 at 17:44

    Estive com Jairo Lima – no último domingo – Conversamos a tarde inteira – A sua recuperação é lenta, mas tem mostrado alguns resultados positivos – Jairo fala sem nenhuma dificuldade e lembra de tudo e de todos. É teimoso, gosta de falar palavrão – principalmente quando faz fisioterapia, diz que fisioterapia é ciência dos macacos, pois lhe traz muita dor… O resto é dizer: a tarde passou rápida, como uma estrela cadente – lembrando FRANÇOIS… Abraços.

  9. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 24 novembro, 2015 at 20:47

    Bom saber, caro Saddock. Muito bom saber sobre a evolução do quadro de Jairo. Mas a ausência dele nas nossas conversas virtuais e reais (em Natal) é grande.

  10. Lívio Oliveira
    Lívio Oliveira 25 novembro, 2015 at 07:04

    Mais caquinhos: a grande “arte” anal(ítica)

    (por Lívio Oliveira)

    – Alô, meu netinho!?
    – Alô, vô! Onde você está?
    – Vim aqui na sua faculdade, pra deixar os documentos da renovação da matrícula.
    – Puxa, vô! Não precisava. Eu ainda tenho prazo.
    – Nada, não! Aproveitei pra renovar também meu exame de próstata.
    – Mesmo, vô? Aí tá certo! Necessário isso!
    – Fiquei meio com vergonha de perguntar onde ficava o médico que trata de fiofó.
    – Precisa ter vergonha não, vô. Isso é normal. Todo mundo faz.
    – Um sujeito engraçado, meio esquisitão, me indicou o endereço do Dr. McCaquinho. Disse que é o cara mais conhecido na mídia hoje em dia. Parece que é um bom examinador.
    – Entendo, vô.
    – Tô entrando aqui na sala dele. É meio escura…mas tem umas luzes…
    – Fique tranquilo, vô.
    – Vixe! O exame já começou. E é em grupo.
    – Quê?
    – É em grupo, meu neto. O médico e as enfermeiras tão tudo junto. Os pacientes também.
    – Entendi não, vô?
    – É um círculo. Todo mundo nu. Todo mundo se examina.
    – Explique melhor, vô.
    – Tô sentado aqui, aguardando minha vez. Confesso que estou preocupado. Não sabia que exame de próstata também tinha soprada e cheirada no dito cu…jo?
    – Vô, tô achando estranho esse troço. Peraí um pouco!
    – Ih! Parece que estão me chamando. Chegou a minha vez, meu neto. Vou ter que desligar.
    – Vôôôôôôôôôôôôôôôôôôôô!!!!!!!

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