A identidade do verso brasileiro
4 de fevereiro de 2012 às 8:22 - 1 ComentárioPor Yuno Silva
A missão de traçar um panorama atualizado da produção poética brasileira desde o tempo da Colônia até a contemporaneidade é a espinha dorsal que sustenta a coleção “Roteiro da Poesia Brasileira” (Global Editora), que já soma 15 volumes lançados desde 2007.








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Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção – “Le Meilleur choix de poèmes est celui que l’on fait pour soi- 1818-1918″. (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918″). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade – o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) – sempre são “esquecidos” das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa – não contam com uma “fortuna crítica” que merecem.