“A intriga, antiga arte de destruir…”

27 de janeiro de 2010 às 8:27 - Comentar

Por Tales Costa

“A intriga, antiga arte de destruir reputações por meio de mentiras ou meias verdades.”

Intrigas no trabalho por Carolina Mouta | 26/01/2010 Quem nunca se deixou levar por uma fofoquinha no escritório? Cuidado!

Ambiente de trabalho deveria ser sempre harmônico. Afinal, salvo raras exceções, é lá que as pessoas passam, pelo menos, um terço do dia. Como tempo é bastante corrido e no dia a dia são incluídas tantas atividades, há aqueles que têm mais contato com os colegas do que com a própria família. Mas nem sempre a paz é selada nas empresas. O motivo? A intriga, antiga arte de destruir reputações por meio de mentiras ou meias verdades.

E se você é homem e disparou um “isso é coisa de mulher”, enganou-se. Foi-se o tempo em que o disseminador da discórdia era o sexo feminino. “Hoje os homens também estão se sobressaindo no assunto”, esclarece a consultora de carreira da Chess Human Resources, Michele Gelinski. “Existem chefes que estimulam a fofoca no ambiente de trabalho como forma de controle. Isso não funciona, pois gera um clima de instabilidade emocional e fragilidade nas relações” O pior é quando o fulano responsável pela fofoca – seja ele homem ou mulher – é só sorrisos e elogios para o seu alvo. Há muitas pessoas que fazem este tipo: puxadores de tapete que agem pelas costas.

De acordo com o consultor em Psicologia Organizacional e do Trabalho da WAALC, Wagner Klöckner, os principais motivos que dão o pontapé inicial aos mexericos são a inveja do outro por aspectos pessoais e profissionais, autoestima diminuída e intolerância à frustração. “Aumento de um salário ou aquisição de um novo cargo são bons exemplos”, completa Michele. Você é competitiva? Faça o teste! A pedagoga Cristina Lemos sofreu a situação na pele. A rasteira que levou foi da pessoa que ela considerava sua melhor amiga. “Trabalhávamos juntas e ela não suportou a minha promoção. Não era nem pelo salário, que não era muito maior que o dela, mas pelo pseudo status que o cargo poderia proporcionar”, conta.

A internet pode ser uma arma e tanto para os fofoqueiros. “Quanto mais rápido a intriga for veiculada, mais rápidos os seus efeitos. Veja, por exemplo, uma fofoca “jogada” na internet ou veiculada por e-mail com que rapidez atinge as pessoas”, exemplifica Wagner. E abra os olhos quando perceber que o veneninho está sendo incentivado pela chefia. “Existem chefes que estimulam a fofoca no ambiente de trabalho como forma de controle. Isso não funciona, pois gera um clima de instabilidade emocional e fragilidade nas relações”, ratifica Wagner.

Segundo o especialista, é muito difícil se resguardar de uma intriga, porque ela vem do outro e sua criação depende do que foi mobilizado ou incomodado nele. Mas se o monstrinho da fofoca assombrar você, mantenha a calma. “A forma de reação de cada um vai depender muito da organização psíquica do sujeito. Pessoas sensatas, seguras de si, com boa autoestima tendem a encarar a fofoca com mais sabedoria, não se deixando abalar”, ensina. A consultora de carreira Michele Gelinski adiciona outra tática. “Escute mais e fale menos”, aconselha. Na opinião de Wagner Klöckner, quem está na berlinda não deve demonstrar que a fofoca o atingiu. O melhor é agir como se nada estivesse acontecendo. “O comportamento contrário dissemina ainda mais a intriga”, diz. “Não procure o RH para pedir providências, mas para levar ao conhecimento de que fofocas estão ocorrendo na empresa e que seu nome está envolvido”.

E nada de sofrer calada. Quando seu nome estiver em boca de Matilde e isso começar a ocasionar problemas, enfrente a situação para não sair prejudicada. Recorra ao seu superior ou ao departamento de Recursos Humanos da empresa. “Se deixar passar, isso poderá virar uma bola de neve e você não terá mais como reverter a situação”, analisa Michele. Mas cuidado com o seu comportamento. “Não procure o RH para pedir providências, mas para levar ao conhecimento de que fofocas estão ocorrendo na empresa e que seu nome está envolvido”, orienta Wagner. Quando teve seu nome envolvido na fofoca disseminada pela falsa amiga, Cristina procurou imediatamente o conselho do RH da empresa. “Mesmo sem acreditar no que estava acontecendo, resolvi procurar os profissionais que poderiam me ajudar naquele momento. A minha não-omissão melhorou o problema, que terminou com a transferência da intrigueira para outro setor”, lembra. Caso você ainda não tenha sido vítima deste disse-me-disse, siga as dicas da consultora de carreira. “Mantenha a distância, o autocontrole, a confiança e a postura. Assim, a pessoa que disseminaria a intriga poderá perceber que não há motivos para fazê-la. Busque não discutir, senão você pode passar de vítima para agressor.

Caso a fofoca seja algo pequeno, que não faça muita diferença, ignore, entretanto, fique ligado naquela pessoa”, alerta Michele. Para não ser alvo fácil da língua alheia, o tutorial continua com os conselhos de Klöckner: “Seja amistoso com todos e não se envolva muito com ninguém. Mantenha o controle das emoções, seja humilde e colaborador”. É tiro e queda! Os especialistas garantem que estas atitudes ajudam a neutralizar a ação dos fofoqueiros de plantão. Se você está do outro lado da questão e freqüenta os grupinhos venenosos, o conselho é outro. “Não se esqueça de que você é pago para trabalhar e desenvolver as suas funções profissionais dentro de um determinado período de tempo, portanto, não o desperdice com assuntos que não sejam de interesse da empresa”, lembra Klöckner.

Quem faz a intriga também não sai ileso. Pessoas que se utilizam desse meio para subir de cargos e ganhar vantagens têm os dias contados em uma empresa. “O fofoqueiro, mais cedo ou mais tarde será identificado e ninguém gosta de conviver com esse tipo de pessoa”, explica o psicólogo Wagner Klöckner. A consultora de carreira Michele Gelinski concorda. “Esse jogo acaba virando em demissões e arruínam a sua moral e até a sua integridade, já que pode ocasionar esclarecimentos frente a frente, em que o resultado poderá ser um hospital, um tribunal de Justiça ou até mesmo em uma delegacia, pois há quem perca o controle”, adverte. E lembre-se também que, uma vez desmascarado, para sempre marcado. “Aquele que foi prejudicado pela fofoca restabelece sua credibilidade no mercado”, diz Wagner. Entendeu o recado?

“A intriga, antiga arte de destruir reputações por meio de mentiras ou meias verdades.”

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    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

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POESIA

    No bar
    08-02-2012 às 22:17 - 7 Comentários
    Por Jairo Lima

    Chegaste a mim não como lume
    Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
    E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
    E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa

    Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas

    E eu te vi.
    Te vi como se vê mares e dunas
    Como coisas que são sem oráculos nem seitas
    Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:
    Ali estavas de pé em frente aos panos da noite
    E parecia que contigo aquela noite estava feita

    Te vi coxas, riso, ombros e mãos
    Perdidos entre afago e maldição

    Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse
    Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce

    Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma
    Se colam, se penetram, se invadem;
    Não são asas de pássaros, são patas de cavalo
    Destruindo colheitas

    Aquela noite só prometia suores
    Conquistados a cada beijo
    Os latifúndios do desejo
    Eram cada vez maiores

    (———–)

    Vim de longe
    Em hora incerta
    Vim de lunas
    Vim de céus perfurados de estrelas
    Vim de amores submersos em dores e desfeitas
    Para que celebrasses a consagração bizarra
    Que faz a carne virar pão
    O sangue virar vinho
    E a cama virar mesa
    Onde a fome dispõe as suas facas
    Para cortar as carnes e sugar a seiva

    (—————–)

    ******

    Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:
    1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?
    Não sei
    2. E porque voltou a envia-los agora.
    Sei lá.

    COMENTÁRIOS

    • Fernando: Nossa, nunca li um artigo tão fraco como esse, nunca vi tantas falácias coligidas em um artigo de um abortista (não nos parece um jornalista, já que demonstra nada ter lido efetivamente sobre o aborto). Vejamo-las: 1) Aborto não é questão de controle populacional: mentira. Basta ver a origem da defesa do aborto nos EUA e basta ver quem financia o aborto ainda hoje. Para quem nada sabe do assunto, estudar a história das fundações Rockefeller, MacArthur e Ford pode ajudar. 2) Aborto é "direito reprodutivo". Direito??? Que absurdo! Além do absurdo, o termo maldosamente forjado para induzir a erro é incoerente: como pode um "direito reprodutivo" tirar uma vida? Ah, tem dúvida se é vida humana? Por favor, dá uma olhadinha aqui: abort67.com.uk 3) Ó loucura... "atendimento de qualidade" e "sem preconceito" do Estado para ajudar uma mulher a matar o próprio filho. Quanto amor, quanta bondade! Quer saber? Chega de ironia, falemos a verdade: que nojo, quanta hipocrisia! Por que não propor educação sexual para valorização da mulher, do corpo, do próprio sexo, ao invés de louvar o sexo irresponsável que gera vida e que deve terminar em assassinato "de qualidade" e "sem preconceito"? Repito, gritando: QUANTA HIPOCRISIA, QUANTA HIPOCRISIA ASSASSINA MENTIROSA travestida de luz. Típico de quem quer fazer o mal. 4) Ah, o velho conceito da luta de classes para transformar o assassinato de bebês em "questão de saúde pública": mulher rica aborta com segurança, mulher pobre aborta e morre. MENTIRA HORROROSA!! Uma simples consulta ao SUS desmistifica essa mentira. O aborto como causa de morte de mulheres está LONGE, MUITO LOOOOOOOOOOONGE de ser questão de saúde pública. Mas é claro que este abortista (jornalista? Não... já não resta dúvida) está mal informado, lendo pesquisas financiadas pelas ONGs abortistas que sabidamente MENTEM para jornalistas divulgando números falsos que eles irresponsavelmente repassam para pressionar a opinião pública. Deem uma olhadinha aqui (é só uma das evidências...): http://boletimfedf.blogspot.com/2011/03/os-controversos-numeros-do-aborto-e.html 5) Como é fácil ter opinião diferente sobre o feto quando você não foi abortado, né japonesinho? Que lindo que soa aos ouvidos menos instruídos "direito sobre o próprio corpo". Que sorte a sua que sua mamãe (e seu papai, coitado! Não o reduza a nada! Ele também quis que você viesse ao mundo... Como você pode tirar dele o direito de amar você?) - que sorte que ela não pensou como você!! Afinal, seu corpinho não era nada, não é? Era uma unha encravada da mamãe, não é? Se você tem dúvida sobre "que corpo" é mutilado, se o da mamãe ou o do bebê, recomendo novamente este videozinho instrutivo: abort67.com.uk 6) Ave, e o que dizer da tese - histérica - de que "religiosos estão se intrometendo na questão!!! O Estado é laico!!" Será que não existe um ateuzinho que não concorde com a matança de bebês? Acho que existem sim. Muitos. Mas é mais fácil ser ignorante (ou maldoso) e criar uma guerra religiosa. Abjeta, como aliás têm sido todos os supostos "argumentos" até aqui para defender a matança de bebês gerados irresponsavelmente. 7) E o autor - que por sinal demonstra ter um elevadíssimo autoconceito, um amor-próprio no mínimo... doentio, para usar um eufemismo - ainda tem o fingimento de se apresentar aos leitores como alguém que está preocupado com a dignidade alheia, quando se acha no direito de decidir quais dos mais novos membros da espécie humana devem ou não viver. Como é triste a cegueira humana! É surpreendente até que ponto alguém ensimesmado consegue perder a noção da realidade! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: É, Alex de Souza... "seus corpos" - abort67.com.uk - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • chico m guedes: coisas de Jairo eu sempre me pego lendo em voz alta; é quase táctil (quase?) - No bar
    • Daniel Menezes: Ótima reflexão. - Yoani Sánchez, a direita e a esquerda
    • Jairo Lima: Brigado, Nina, sou leitor atento e empolgado de tua poesia. - No bar
    • Anchieta Rolim: Marcos Silva, caso tenha interesse dê uma olhada nesse blog: araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com Um abraço! - Ai Hay Hai
    • Marcos Silva: Aprendi a sentir Anne como mais que irmã, pedaço de mim, essas coisas que uns e outros consideram sentimentais mas são apenas sentimentos que nos diferenciam dos computadores. Grande beijo. - Ai Hay Hai
    • Anchieta Rolim: Gostei muito da matéria. E pra quem interessar, segue o blog do meu amigo João Carlos Wisnesky que foi um dos guerrilheiros do Araguaia e que ainda continua sua luta para esclarecer esse fato histórico. araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com - À sombra da ditadura
    • Nina Rizzi: Gosto muito. E o meu gostar tem a pretensão dos desejos mais pungentes. Um beijo :) - No bar
    • Anne Guimarães: Marcos meu menino... Na vida só a alegria embeleza a alma. Beijocas por estes versos! :) - Ai Hay Hai