A opinião dos leitores

9 de julho de 2010 às 21:20 - Comentar

Por Lima Neto

escrever críticas literárias é uma tarefa complicada e extremamente delicada. devemos, ao escrever textos dessa natureza, expressar uma opinião, sim, mas, ao mesmo tempo, tentar ser o mais imparcial possível. e conseguir balancear isso, a opinião e a imparcialidade, é onde está a questão primordial.

o leitor deve ver a crítica e se sentir a vontade para ler ou não o livro em questão.

ao ler a crítica de Nelson, pela enésima vez desde ontem, tenho que reiterar a “severidade crítica” em determinadas passagens. concordei, sim, com determinadas passagens e aceitei bem as críticas (o que cheguei até a conversar com Nelson num e-mail), no entanto, para um alguém que não leu o livro e nem saiba do que se trata, ao ler o texto em questão ficará com uma visão tendenciosa e errada do livro.

como autor, e também como leitor (se é que se pode ser leitor de seu próprio livro) discordo de muitos pontos explicitados na crítica. por exemplo, a questão da figura paterna, que no livro é ausente, não só a figura em si, mas até a ideia de pai. no livro eu pretendi dar ênfase a relação de mãe e filho. o mundo da mãe é centrado no filho único, como não poderia deixar de ser, e do filho, na mãe, a quem tanto ama e admira. o livro, na minha opinião, possui uma carga emocional, boa exploração psicológica dos personagens e fatos, enfim, é um agradável livro. não é um clássico da literatura, e está longe de sê-lo, mas para os que procuram um bom livro, com uma pitada de drama e não de todo “felizes para sempre”, afinal de contas, o livro é sobre a vida e as dores e decepções que sofremos, e não um conto de fadas.

agora eu queria saber a opinião sincera dos leitores do livro, saber se são ou não de acordo com a “crítica”, com o que foi colocado, enfim, uma opinião de leitor para com o livro.

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POESIA

    “Je f’rai un domain où l’amour sera roi”
    12-02-2012 às 10:14 - Comentar
    Por Bruno Costa

    Embora distante
    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

    COMENTÁRIOS

    • Jarbas Martins: Muito bom, Bortolotto.Mas eu não trocaria um parágrafo de Adriano de Souza, ou um capítulo de um ciberfolhetim de Carlão, por tua prosa requentada. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Anchieta Rolim: "Tá legal, eu aceito o argumento." Valeu Marcos. - À sombra da ditadura
    • chico m guedes: penso que quem acha que os valores em relação à vida introduzidos pelo cristianismo na civilização ocidental são só uma questão de crença pessoal, ou ignora brutalmente a história, ou, o que é pior, se auto-ignora enquanto fruto dessa civilização. sugiro um passeio imaginário ao coliseu romano num dia de espetáculo pagão. (em joguinho cyber ou seriado de tv não vale). claro que a sociedade ocidental moderna já abriu espaço para tornar o aborto uma questão de "foro íntimo das mulheres" (a mesma sociedade que vai em marcha batida pra nos transformar em mero 'produto', aliás). apois, apesar de toda essa mudernage, desconfio que entre nós filhos do cristianismo, pelo menos por mais um milênio, matar um feto (não venham com eufemismos que é disso que se trata) ainda será sentido e vivido como uma mancha moral (o que é o 'pecado', afinal?). mesmo que ele venha a ser descriminalizado. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Yuno, seu comentário rebaixando o cristianismo revela um preconceito fortíssimo. Nestes termos, é impossível realizar um 'debate amadurecido" que você diz querer. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Eu tacito, celina ,Abimael Noite de banda aluanda. Ribeira bordas navarro Quase carnaval amigos Maésia , Paulo, outros. Não naõ não lembro nome seca Elói. E tu andas estava. - Cena Aberta e transparente
    • José de Paiva: Seja bem vinda Glória Braga Horta ao SP e obrigado por ler o meu texto. Obrigado também pela generosidade dos amigos de sempre. Clarissa Torres, gosto muito das obras de Schiele, elas me inspiram. - Rita louca
    • Marcos Silva: Gosto muito daquela canção de Paulinho da Viola que diz: "Faça como o velho marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar". - À sombra da ditadura
    • gustavo de castro: E quem disse que os valores cristãos é que devem predominar? Foi Cristo ou os cristãos? - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Anchieta Rolim: Oreny, bela poesia! - Vento nordeste
    • Anchieta Rolim: Concordo marcos, inclusive quando João Carlos voltou da guerrilha continuou sua luta junto a artistas como Gonzaguinha, Paulinho da Viola e vários outros... Fazia parte do grupo o ex-jogador Afonsinho (aquele que lutou pela lei do passe livre para os jogadores de futebol), e também o cantor e compositor Potiguar Mirabô Dantas. - À sombra da ditadura