A SAGA
15 de agosto de 2011 às 11:36 - 3 ComentáriosSentado num resto de casa
Ele vê o que a vida foi
Sertão queimando em brasa
A natureza lhe impôs.
Conflitos e incertezas
Habitaram sua cabeça
E o que ele vê
É só tristeza.
Olhando para o céu
À procura de um Senhor
Ser Divino e Onipotente
Porque pra mim nunca olhou.
Os olhos banhados em lágrimas
Castigam-lhe o coração e o homem desesperado
Não encontra solução
Se atira de um penhasco, vai com Deus, pobre cristão.
Conflitos e incertezas
Já não estão na sua cabeça
Pra quem ficou é só tristeza
Conflitos e incertezas.
Meu Deus, que sina é essa
Para o povo do sertão?
São homens e mulheres vivendo em comunhão
Para que tanto sofrer se o que eles querem é só viver!
Mande um pouco de bonança
Ao invés de esperança
Mande água bem limpinha
Pra encher suas quartinhas.
E não precisam
Agradecer
Pois fazem
Por merecer.
Eu espero que esse pranto, não tenha sido em vão
E que toque o coração dos homens dessa nação
Que já ganharam uma dinheirama com tanta humilhação
Que já ganharam muita grana e não precisam disso não.
Que me desculpem a franqueza
Mais eu detesto a nobreza
Que me desculpem a franqueza
Mais eu desprezo a realeza.
E me desculpem a franqueza
Mais são vocês que fazem a pobreza
Conflitos e incertezas estão postos sobre a mesa
E o que se vê é só tristeza.







3 Comentários
Gosto muito de Anchieta Rolim, quando ele pinta, desenha e faz suas loucas esculturas e agora lá vem ele escrevendo.
Muito bom, protestando como sempre… Continue assim.
Primeira coisa que vejo sua nesse sentido viu seu moço…bom,bom,bom demais!