Achismos em tempos nebulosos
8 de setembro de 2010 às 11:35 - 1 ComentárioTambém acho que vivemos uma decadência sem que, no entanto, tenhamos vivido um apogeu. A decadência é cultural, moral e ética. A decadência cultural dos nossos políticos é a decadência da nossa sociedade truculenta, violenta e sem princípios. Ai é um não sei que de desilusão. Não temos opção. Não temos em quem confiar. Há um desgaste no tecido moral da sociedade brasileira e, potiguar, em particular.
Estamos todos dentro da caverna de Platão sem termos visto saída. Sem termos conhecimento de uma revolução cultural e política.
Acho que tem que participar. Também acredito no intelectual orgânico. Também acredito em Brecht, Lorca, Gramsci, etc.
No Brasil a descontinuidade de projetos é regra. No Brasil enterra-se o que o outro realizou para não deixar marcas.
Acho também que o que chamam de Casa de Cultura é só fachada e inauguração pomposa para políticos e apadrinhados. Passei em muitas e não vi cultura nenhuma. Fechadas. No abandono como sempre esteve a cultura brasileira.
São pastas vazias. Quem entra para gerir a cultura, quase sempre sai queimado..
Enquanto isso, o Brasil tem os Deputados e Senadores mais caros do mundo. O que esses cidadãos gastam dos cofres públicos é uma calamidade. E vejam, cobrem, indignem-se com os projetos que eles apresentaram. Quase nada. São analfabetos e continuam se elegendo com o respaldo de muitos que participam desse debate necessário.
Bibliotecas ao lixo. Uma cidade que não tem museu. Uma cidade feia, culturalmente…
Segue novamente algumas sugestões para quem for participar desse debate. Repito: acho que deve ir!
Natal é uma cidade de uma cultura pungente que precisa ser valorizada e bem administrada. Exigimos a volta imediata do jornal “O Galo”, o ENE, Revista Brouhaha, Preá, etc
1- Uma maior atenção como os grupos culturais de Natal. Maior participação dos grupos musicais nos eventos de final de ano.
2- Os encontros de cultura popular devem ser mantidos e ampliados, com uma melhor utilização do teatrinho Sandoval Wanderley.
3- A fundação José Augusto precisa formar um publico receptor e crítico de Artes: Cinema, Teatro, Balé, Artes Plásticas, etc. A crítica feita em Natal é pobre e impressionista, com pouco discernimento crítico e historiográfico.
4- As fundações de cultura devem fornecer cursos de “Apreciadores de Arte”. Como apreciar de maneira crítica um filme, um quadro, uma ópera, etc.
5- Natal deve entrar na rota dos grupos culturais que visitam o nordeste: Fortaleza, Recife e Paraíba.
6- O turismo cultural deve ser incentivado com ênfase no homem que faz a arte. E não na construção de mais prédios e fachadas que depois ficarão obsoletos.
7- Por uma cidade mais humana e feliz torcemos pela sua administração. Vamos estar atentos para cobrar, criticar e sugerir. Essa é a nossa parte como consumidores e praticantes da grande cultura do Rio Grande do Norte.
Atenciosamente,


1 Comentário
Concordo plenamente com tudo o que foi posto, não precisamos de mais prédios, de construções que tentam mostrar ação quando, na verdade, esgotam-se na “fachada”.