Bacana a posição de Everton, defendida com ponderação. Admiro. Bom, o que eu penso, em linhas gerais, escrevi no último post, mais um testemunho que uma tese. Tenho a sorte de estar cercado de bons editores que já foram grandes repórteres, com experiência, talento, historias e muita disposição para ensinar a este foca que vos escreve. Tenho aproveitado o máximo. Respeito a opinião contrária, apesar de achar superestimado o tema. Não tem tanta gente assim querendo ser jornalista – na real, sendo pragmático, vale pouco à pena se não houver ou mínima paixão ou muito interesse sujo – e o fim da obrigatoriedade do diploma não vai fazer com que as redações demitam quem tem e contrate um monte de mendigo analfabeto. A decisão ratifica uma posição já existente, de gente que trabalha na redação sem ser diplomado. Como eu. Quando saí de porta em porta, sem apadrinhamento nenhum, buscando vaga nas redações de SP, só trazia disposição e quatro textos publicados numa revista nacional que nunca me indagou sobre o diploma. Tem lá uma parcela de sorte e muito, muito mesmo de suor, dedicação e busca permanente pelo aprimoramento. Leitura ajuda. Dia 07 de julho vou à palestra de Gay Talese no MASP, talvez aprenda mais do que em seis meses de algumas cadeiras de faculdades de onde ouvi relatos desanimadores de amigos que cursaram. É uma escolha. Certa, ou errada, tem me bastado. Mas, como não sou novela, nem precisa me acompanhar. Foi só para trazer o debate à tona.
Abraços