Ainda Keen
2 de julho de 2009 às 14:29 - ComentarContinuo meu esforço por ler O culto do amador.
Vou dispor mais três opiniões sobre o livro:
1) Keen critica o conhecimento não-especializado, não-científico, publicizado na Internet (especialmente nos blogs). No entanto, constrói suas reflexões firmado justamente … em conhecimento não-especializado, em opiniões subjetivas, em conhecimento de senso comum;
2) Se Keen conhecesse, um pouco que fosse, Bakhtin e Foucault – além dos teóricos mais relevantes do jornalismo – falaria menos bobagens;
3) Em um determinado momento, ele diz:
Quando um artigo se apresenta sob a bandeira de um jornal respeitado, sabemos que foi examinado por uma equipe de editores tarimbados e com anos de aprendizado, confiado a um repórter qualificado, pesquisado, verificado, editado, revisto e apoiado por uma organização de notícias fidedigna que dá testemunho de sua vericidade e precisão.
Automaticamente, lembrei-me de duas histórias. Uma está quente ainda agora e diz respeito à ficha forjada de Dilma Rousseff que a Folha de São Paulo publicou algum tempo atrás (você pode ler um pouco sobre essa história aqui, por exemplo). E a Folha não é um veículo que se adequa à descrição de Keen? E que fidedignidade tem?
Se você achar que o problema é brasileiro, relembro uma história de um dos maiores jornais impressos do mundo, o The New York Times. Lembram de Jayson Blair, aquele repórter do NYT que foi descoberto fraudando matérias no veículo? Para quem não se lembram, leia aqui.


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