Ainda sobre Ilha do Medo
31 de março de 2010 às 9:45 - Comentar
Tácito,
mesmo concordando com a crítica do Sotero, não achei Ilha do Medo um filme tão estelar assim. Sim, é uma grande homenagem a Hitchcock e ao cinema de suspense em geral, mas assim como todo “tributo” é previsível. Na metade do filme um espectador atento mata o “segredo” da historia. E, posso estar enganado, mas penso que um bom twist nos momentos finais do roteiro é essencial para sustentar um bom filme de suspense (assim como são a ambientação do filme, os “sustos” no meio do caminho, bons personagens, etc, vocês sabem o resto). Sobre o final, concordo com a sua amiga. Isso fica evidente na fala final do personagem, na qual ele faz referência a “morrer como um homem bom” ou algo assim e no plano final do filme: o farol onde se realizam as tais lobotomias. Logo, é de se supor que o detetive, tendo consciencia de que nunca ficaria livre dos seus traumas, prefere acabar com tudo de vez, ainda que isso implique tomar o caminho mais extremo.
Apesar de não ter gostado tanto do filme, Ilha do Medo ainda se sobressai como um dos melhores Scorceses da safra recente, bem a frente de filmes fracos como Gangues de NY ou O Aviador, mas ainda atrás de Os Infiltrados.

