Ao Amigo Jairo
1 de fevereiro de 2010 às 13:19 - ComentarAmigo Jairo:
Foi um longo verão. Inútil chorar. O amor acaba. Inútil esquecer o que passou. Foi bom para nós dois. Você partiu e fiquei vendo que
voce estava aqui e nem sabia. Obrigado pelas sopas que antecedem ao prato principal. Obrigado pelo papo furado.
Você que uniu cidades. Com o amor é diferente. Assim mesmo, solitário. Ficamos mais desertos. Aprendemos muito com o outro. De tudo um pouco. Luzes, beleza, amor. Livros, óperas, literatura é o que desejamos e quando muito conseguimos um pequeno fragmento dito tantas vezes como nesse pequeno fragmento de um discurso amoroso de Roland Barthes citando Nietzche.
“ ou ainda: tal, não é o amigo? Aquele que pode se afastar um instante sem que sua imagem d]se destrua? “ Éramos amigos e nos tornamos estranhos um ao outro. Mas é bom que seja assim, e não o procuraremos dissimular sem disfarçar, como de devêssemos ter vergonha disso. Como dois navios que seguem cada um sem rumo e seu próprio objetivo: assim sem duvida poderemos nos encontrar e celebrar festas entre nós como já fizemos antes- e então os bons navios repousavam lado a lado no mesmo porto, sob o sol, tão tranqüilos que se poderia dizer que já tinham chegado ao seu objetivo e tivessem tido a mesma destinação. Mas em seguida o apelo irresistível da nossa missão nos levaria de novo um para longe do outro, cada um sobre mares , rumo a passagens, sob sóis diferentes – talvez para nunca mais nos revermos, talvez para nos revermos uma vez mais, mas sem nos reconhecermos: mares e sós diferentes provavelmente nos fizeram mudar! “


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