ex (centrifico)

22 de janeiro de 2012 às 12:09 | 1 Comentário
Por João da Mata

E assim a roda da vida vai centrifugando.
Esmagando no convés da nau do isolamento
Os outsiders, os chamados excêntricos.
Claro, dali eles foram apartados – e exilados.
Procuram vozes desaparecidas. Deliram
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.
Inútil procurar aqui a pureza.
As parcas cochicham
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro

A arte primitiva e Sensual em Moacir Arte Bruta

21 de janeiro de 2012 às 9:23 | 3 Comentários
Por João da Mata

Vi ontem (revi) no Canal Brasil o monumental filme- documentário dirigido por Walter Carvalho. Moacir é um pintor primitivo que vive isolado no interior de Goiás numa região pertencente ao Parque Nacional da Chapada do Veadeiros.

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Tu és fascinação, Elis

20 de janeiro de 2012 às 8:17 | Comentar
Por João da Mata

Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.
Agora o braço é uma linha, um traço, / um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: / desenhos de luz, agrupamentos de pontos,
de partículas, um quadro de impulsos, / um processamento de sinais.
E assim – dizem – recontam a vida. / Agora retiram de mim a cobertura de carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos / em fios luminosos e aí estou
pelo salão, pelas casas, pelas cidades, / parecida comigo. / Um rascunho,
uma forma nebulosa feita de luz e sombra / como uma estrela. Agora eu sou uma estrela. Elis Regina

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Cresce o número de milionários no RN

16 de janeiro de 2012 às 8:39 | Comentar
Por João da Mata

http://tribunadonorte.com.br/noticia/cresce-numero-de-milionarios-no-rn/209070

Breve Comentário:

Um RN com aptos de dez milhões de reais. Carros importados de centenas de milhares de reais, lanchas, iates, etc.

Publico alvo: investidores internacionais, médicos e advogados do estado do RN. Um dos mais pobres da federação. Um estado que não produz praticamente nada, para tanta riqueza, maior as perguntas.

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A última dama do cabaré

14 de janeiro de 2012 às 12:32 | 5 Comentários
Por João da Mata

Boate Arpege, na Ribeira. Prédio tombado pelo IPHAN está fechado e em escombros

Foto: Rodrigo Sena

Foi num cabaré na Lapa / Que eu conheci você / Fumando cigarro, /
Entornando champanhe no seu soirée. / Dançamos um samba, / Trocamos um
tango por uma palestra / Só saímos de lá meia hora / Depois de descer a
orquestra… Dama do Cabaré /Noel Rosa

O epicentro do amor em Natal é movente. Durante muito tempo esse epicentro
esteve na Ribeira onde hoje ainda resta o arpége em ruínas.  Houve um
tempo que um desses templos ficava ali na quinze. Lugar de muitos bares,
sinucas e casas de mulheres da vida fácil. Em tempos não muito afastados
tinha o feijão verde para curar a ressaca. Confluência de várias ruas e
bairros a quinze era o point da época. Ainda rapaz saia da Escola Técnica
para os bares da região. Nesse lugar hoje habitam sebos, barbearias,
brechós, ateliês de arte e alguns bares que lembram os velhos tempos.
Gosto desses lugares e faço deles minha Lapa ou Montparnasse. É assim que
me sentia também na velha Tavares de Lira. Um boêmio no meio de buchudas,
gatos, pedintes, loucos boêmios e artistas. Prefiro esses lugares aos
shoppings. Na quinze ainda tem um bar que frequento. Não sei jogar sinuca,
mas aprecio e jogo, dependendo da ocasião. Como foi nessa tarde jogando
com a nova musa do bar. Errei de tocar duas bolas e perdi a partida.
Nesse bar também você pode cantar karaokê. Muitos jovens aparecem para
mostrar seus talentos. Eu gosto mesmo é de ficar observando. Ultimamente a
frequência do bar aumentou por causa de uma Lolita que pareceu por lá.
Linda. Tenta o vestibular. Trabalha lá para se manter. Como mora longe
muitas vezes dorme no próprio bar.

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Enélio Petrovich e o Instituto Histórico e Geográfico

10 de janeiro de 2012 às 21:13 | 1 Comentário
Por João da Mata

Caros Colegas,

Não pretendia escrever; mas os depoimentos últimos me levaram a: … Nem tanto ao mar nem tanto à terra onde reina a mesmice e o conformismo. Os grupos estão formados. Diógenes reina há muito tempo numa coisa chamada Academia Norte-Rio Grandense de Letras. Um anacronismo. Um ajuntamento de colegas mais ou menos letrados. Por que não falar de Enélio e seu filho e não (sim ) de outros clans? E aqui é diferente, não sabia! Os Robsons, os Aluízios, os Cascudos, os Galvões, Os Uh (ivos), os poetas (vige!). Melhor parar que hoje não vou terminar.

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Henfil não aguentou os chatos de Natal

4 de janeiro de 2012 às 11:12 | 7 Comentários
Por João da Mata

No dia 04 de janeiro de 1988 Henfil falecia na flor da idade.
Ele foi um homem genial em sua curta e meteórica existência. Seu traço era
cortante e tinha a exigüidade e síntese da poesia. Criou muitos
personagens que tinham a cara e cacoetes dos brasileiros. Lutou
incansavelmente contra a ditadura e, junto com seus dois irmãos, formaram
um trio que dominou a cena brasileira nas décadas de exceção do regime
político brasileiro. Nos Estados Unidos seu desenho não fez sucesso.
Claro, o “tio Sam” era um dos seus alvos preferidos na destilação do
veneno. Veio morar em Natal e não foi feliz. Queria ouvir aboio e foi
ferido por outros cornos. Ubaldo veio a Natal em 78, e levou sua mulher e
alegria. Difícil colocar os pés novamente no chão e criar. Na criação ele
vivia e dava o troco. Ubaldo virou “o paranóico”. Difícil no trato e na
convivência, como os homens geniais. Berenice não sabia que ele gostava
tanto dela. E ele só soube que a amava tanto quando a perdeu.

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O mágico Amós Oz

3 de janeiro de 2012 às 16:31 | Comentar
Por João da Mata

Paz,
paz eu disse paz
Vivendo num mundo em conflito Amóz deseja paz. Entende que só com uma solução negociada acabará o conflito Palestino-Judeu. Com um estado binacional.
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Ode à Alegria de Friedrich von Schiller

31 de dezembro de 2011 às 19:41 | Comentar
Por João da Mata

Caros amigos e amigas,

Estava ouvindo a Nona Sinfonia de Beethoven e lhes ofereço o poema a Ode à Alegria de Friedrich von Schiller Schiller ( 1759-1805 ), coral do ultimo movimento.

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A Festa do Bom Jesus dos Navegantes em Touros-RN

31 de dezembro de 2011 às 13:04 | Comentar
Por João da Mata

” Quando o índio viu um barco navegando em mar profundo era um bravo conduzindo o seu marco ao novo mundo … “ (Hino a Touros – Ivanildo Cortez de Souza )

Todo fim de ano a cidade de Touros -RN comemora a festa do Bom Jesus dos Navegantes. Grande número de romeiros da cidade de Touros e da sua cercania comemora o final do ano numa grande festa em louvor do orago da freguesia da bela cidade litorânea onde muitos acreditam foi visitada pelos primeiros navegantes que pisaram em solo brasileiro. O mais antigo e o mais importante equipamento histórico que lembra essa descoberta é o “Marco de Touros”, chantado em solo potiguar no dia 07 de agosto de 1501.

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Epitáfio para o ano que finda

28 de dezembro de 2011 às 14:01 | Comentar
Por João da Mata

Dedico a todos os que se foram e a Montgomery Clift ( Robert E. Lee “Prew” Prewitt) do filme “A Uma passo da Eternidade” tocando o seu Clarim.

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2011- Um ano de cinzas e grandes perdas culturais

27 de dezembro de 2011 às 8:20 | 1 Comentário
Por João da Mata

“ tempo-será tudo bem o ano está findado. Separei , o caso está terminado, inútil esquecer que tudo passa”. JM

Meus amigos e amigos,

Eu não vim aqui prestar contas de inúmeros erros e alguns poucos acertos. O ano que começou pegando fogo no Sebo Cata Livros de Jácio (foto – de óculos) e Vera tenta ressurgir das cinzas. Uma perda bibliográfica e cultural inestimável. Ano que de tão fatídico quer recomeçar. Nada é tão ruim que não possa piorar, é uma das Leis de Murphy. Ainda perdemos grandes fazedores da nossa cultura. Lamento a morte do colega professor de química e escritor Bartolomeu Correia de Melo. Do amigo e poeta Bianor Paulino. E do grande Roosevelt Pimenta, na dança.

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Um poeta volunté

22 de dezembro de 2011 às 10:30 | 24 Comentários
Por João da Mata

Foto: Kamilo Marinho

O poeta peripateia nas vielas da urbe natalina que ele conhece com a planta dos pés. Pés para os quais um dia ele comprou um par de sandálias na Bahia e recebeu um embrulho com os mesmos destros e números distintos. Tem sido assim a vida do poeta. Difícil formar um par. E fulano? – Vige. E sicrano ? – Cansei! Assim é assim o poeta canguleiro: reticentioso. A caminho das estrelas de (cadentes) ele faz um poema para Renato Russo – o da colina: “Não tenho mais o tempo que passou nesse século manual”.

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O ano internacional da química em noites de pirilampos

20 de dezembro de 2011 às 10:17 | 2 Comentários
Por João da Mata

para minha irmã Dra Marta Costa, professora do Departamento de Química da UFRN

A Química e Madame Curie

Maria Skłodowska (Marie Curie) polonesa nascida em Varsóvia no dia 07 de Novembro de 1867 e falecida em Sallanches, no dia 4 de Julho de 1934, foi uma das maiores cientistas de todos os tempos. Laureada duas vezes com o premio Nobel – um em Física e outro em Química. Em 1903 ela divide o Nobel de Física com o seu marido Pierre Curie e Becquerel, pelos estudos da radioatividade. O premio Nobel de Química ela recebeu em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio (uma homenagem ao seu país nativo). Por esse grande feito o ano de 2011 foi escolhido o ano internacional da Química, em homenagem à grande cientista Madame Curie.

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Um ano sem o imperador da Casqueira – Benito Barros

16 de dezembro de 2011 às 23:02 | Comentar
Por João da Mata

“Dezembro chegando. / – Aleluias de pastoris, / Lapinhas e fandangos. / Alegres passos / De Bumba-meu-boi / Em noites de navegar:” BB

No Natal do ano passado ele falecia no hospital Promater. Tinha muito planos em andamento. Entre eles, deixar para Macau uma biblioteca de autores note-rio-grandense. Passado esse tempo, o projeto ainda engatinha. Alguns amigos tentam levar o seu plano adiante. Seria uma grande homenagem ao poeta que fez tanto por sua terra e cultura.

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Seminário Nelson Werneck Sodré – História, Cultura, Jornalismo, Literatura

14 de dezembro de 2011 às 14:44 | Comentar
Por João da Mata

Caros Colegas,

Recebo o convite da amiga Luitgarde para o lançamento da Revista Advir – No 27, que ocorrerá amanhã no RJ. Em 2011 comemoramos o centenário do grande historiador marxista Nelson Werneck Sodré, autor de uma dezena de livros fundamentais para compreender o Brasil e sua Cultura. Na ocasião será prestada uma homenagem à grande antropóloga e pesquisadora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros que pesquisa a obra do grande historiador.

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Claquete do 21º FestNatal – Seção Vidas na Tela

13 de dezembro de 2011 às 7:45 | 1 Comentário
Por João da Mata

O cinema Nacional a serviço da memória e da história. Alguns filmes documentários ajudam a enxergar o Brasil, país continental. Um povo que não conhece a sua história está fadado a repeti-la e ser dominado. Na 10ª Mostra Vidas na Tela exibido no cinema Moviecom como parte do 21º FestNatal, período de 06 a 11 de Dezembro de 2011, tivemos a oportunidade de ver excelentes documentários retratando a cultura e política brasileira.

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O Dia D de Clarice

11 de dezembro de 2011 às 9:16 | Comentar
Por João da Mata

“De manhã na cozinha sobre a mesa vejo o ovo. Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. – No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo. – Só vê o ovo quem já o tiver visto. – Ao ver o ovo é tarde demais: ovo visto, ovo perdido. – Ver o ovo é a promessa de um dia chegar a ver o ovo. – Olhar curto e indivisível; se é que há pensamento; não há; há o ovo. – Olhar é o necessário instrumento que, depois de usado, jogarei fora. Ficarei com o ovo. – O ovo não tem um si-mesmo. Individualmente ele não existe.” O Ovo e a Galinha. Clarice Lispector.

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Sexta feira de quase-plenilúnio

9 de dezembro de 2011 às 18:27 | 13 Comentários
Por João da Mata

Sexta-feira véspera de Lua plena
Vou para a beira da praia jogar
preces ao mar para
você meu querer

Farei preces à Dindinha Lua
E pedirei para iluminar seus passos
num cone de luz
Do amanhecer

E se tudo não for certo
Farei uma mandinga
Com uma galinha de Angola
E uma garrafa de cana

Ligo uma vela e deixo um pedido
Para São Jorge matar o dragão que
Assusta você,

Coloco canela, sândalo, mirra e anis estrelado.
Almíscar, incenso com madeiras do oriente
Canela e bálsamo de ferrabrás
E se você não aceitar
Vou chupar um sorvete.

A mulher na ABL

9 de dezembro de 2011 às 14:35 | Comentar
Por João da Mata

Fico imensamente feliz com a eleição da escritora Ana Maria Machado (foto) para presidir a ABL. Essa casa já foi presidida por uma outra grande escritora. Uma das melhores do Brasil, Nélida Piñon. No centenário da ABL a escritora de origem galega proferiu um discurso que considero um primor. Um hino à nossa bela língua.

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AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - Comentar
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Fernando Monteiro: Belo hai-cai, Poeta -- obrigado! -- com essa certeza, sempre, de haver sido LIDO, sim, quando o ouvido apuradíssimo da LEITURA (raridade rara - tautologia necessária) é não menos que o do Poeta que sucedeu, aí, em grandeza lírica, o querido (saudade!) Luís Carlos Guimarães: JARBAS MARTINS. - As asas da noite que surgem (1)
    • Daniel Menezes: O direito autoral é a apropriação individual de conhecimento coletivo. Tipo assim, a sociedade trabalha para promover a cultura objetiva e depois, alguém, por um impulso social, produz algo. Afinal, uma sociedade sempre gera as questões que pode responder, já dizia o barbudo. Este "inventor" (expressão burguesa) não produz a "novidade" sozinho e nunca partindo do zero. Depois de feito, diz que aquilo é dele. Só muito aparato estatal para empurrar isso pela goela. - Pirataria
    • Ednar Andrade: Boa noite, Marcos, amigo, querido. Também acho maravilhoso reencontrá-lo. Já sentia a tua falta aqui neste espaço. Saudades. Eu sou, tu és, Rio corrente. Não demores. Beijos, querido. - Fio de luz
    • Regiane de Paiva: Não sei dizer o quanto este texto me emocionou. Aqui sinto a literatura e a vida. Cada metáfora ou descrição de um recorte da memória provoca uma sensação de nostalgia e de melancolia. Llosa afirma que nada ensina melhor que a literatura a ver a riqueza do patrimônio humano e a valorizá-la como uma manifestação da sua múltipla criatividade. Desta forma, entendo que este texto é literatura pura! Literariedade, primor e encanto! Beijos in..... marido! - Da solidão
    • Regiane de Paiva: O título é a extensão do texto. A fala pueril dentro de um contexto como a política remeteu a uma bela reflexão. À medida que eu ia lendo o texto, ouvia uma voz de menino atrás dos meus olhos, parece que o menino conversa fitando o leitor... Texto maravilhoso! - Política de menino
    • Jarbas Martins: UM HAI-CAI PARA FERNANDO MONTEIRO A noite, com gesto brusco,/ roubou um naco da tarde/ e se esgueira pelo subúrbio. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Fernando Monteiro, sim. E o pouco que li de António Lobo Antunes. - As asas da noite que surgem (1)
    • Jarbas Martins: Juan Ramón Jiménez, sim. E a boa tradução de Antonio Cícero. - Juan Ramón Jiménez: "Soledad" / "Solidão"
    • Marcos Silva: Não assisti à montagem de Roda Viva, eu morava em Natal na época. Li o texto, vi fotografias, ouvi depoimentos (inclusive de Anna Maria Martinez Correa, historiadora e irmã de José Celso, que acompanhou os debates sobre a agressão aos atores da peça). A peça foi recuperada na auto-vitimização de Marília Pera como justificativa para seu apoio à candidatura de Fernando Collor... Na época da encenação, atribuía-se a agressividade da peça ao diretor José Celso. Chico Buarque, com muita dignidade, declarou que o texto era integralmente dele. É difícil dizer para um autor o que ele deve ou não autorizar fazer em relação a sua obra. Roda viva existe como memória. Talvez seja legal pensar, hoje, numa peça sobre Roda viva (que tal uma peça sobre a invasão do teatro pelos terroristas de direita, que contavam com apoio de estado?). En passant, discordo de Alonso sobre a peça criticar APENAS a Jovem Guarda. É claro que ela aborda toda a indústria cultural, que lançou inclusive... Chico Buarque de Hollanda! Nesse sentido, é preciso explorar em profundidade as ligações entre a peça e canções posteriores, como "Agora falando sério" e "Essa moça tá diferente". - Zé Celso questiona decisão de Chico de vetar encenação de 'Roda Viva'
    • carlos de souza: devia liberar a biografia, que não tem uma sequer revelação que já não tenha em sua discografia e reportagens jornalísticas. punir um escritor sério por pura babaquice diminui sua aura de "rei", isso sim. - Roberto Carlos autoriza relançamento de seu disco "proibido"