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31 de agosto de 2010

A atualidade da Montanha dos Sete Abutres

Por João da Mata

Caro Tácito e amigos,

Considero Billy Wilder o maior cineasta da história. Tambem entendo que a Montanha dos Sete Abutres é atualíssimo e os mineiros do Chile não deixam mentir. Escrevi o texto abaixo publicado no belo livro 80 Cult. Compartilho com os colegas convidando-os para ler o livro com excelentes textos

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29 de agosto de 2010

Tem Caveira de Burro!

Por João da Mata

Vamos dar valor a quem trabalha
Vamos dar valor a quem dá murro
O burro é quem merece uma medalha
O burro é quem trabalha
0 burro é quem dá murro
…………………………..
(O Burro, Elino Julião)

Na sabedoria popular quando o povo diz “tem caveira de burro” num lugar quer dizer que a coisa falhou , desmoronou, deu picica, etc. O povo tem suas crendices e sabedoria. Em Coisas que o Povo Diz ( Bloch 1968), Câmara Cascudo comenta esses ditos populares colhidos por ele “ em anos de simpatia” .
Um dos animais mais injustiçados da hístória do mundo é o burro, para quem o compositor Elino Julião reivindica uma justa medalha. A caveira do burro recordará uma existência funcionalmente desgraçada, sem alegria e compensações naturais ( Cascudo op cit. )

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29 de agosto de 2010

O Dicionário desfigurado de Cascudo

Por João da Mata

Foto: Kamilo Marinho

Dicionário do Folclore Brasileiro – Uma Edição Desfigurada
Moacy Cirne. Edição Sebo Vermelho 2010

E eu que pensava que era só uma comparação copidescada e piorada do Dicionário do Folclore Brasileiro do Câmara Cascudo. Que nada! Moacy não só comparou, contou e criticou a diminuição de verbetes, supressão e acréscimos sem justificativas. Moacy mais uma vez mostrou que é um grande leitor. Moacy mostrou que um dicionário é um livro que pode ser lido como um outro qualquer. É realmente um crime o que foi feito com o Dicionário do maior folclorista do Brasil. Referencia internacional.

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26 de agosto de 2010

Centenário do Montaigne Norte-Rio-Grandense

Por João da Mata

Há cem anos nascia Américo de Oliveira Costa, um dos maiores intelectuais do estado do Rio Grande do Norte. Um grande leitor escreveu um belo livro sobre os livros e seus habitantes. Um livro de amor ao livro. A Biblioteca e Seus Habitantes, publicado em 1970 pela Imprensa Universitária, com uma bela capa do Quixote do Newton Navarro. Américo possuía uma rica Biblioteca que hoje infelizmente é pagina de jornal, não pelo seu valor inestimável, mas pela briga dos herdeiros. A biblioteca precisa respirar, ser lida e folheada para que ela continue viva. O livro, concordo com o meu querido amigo Américo, são os nossos melhores amigos. Companheiro de todas as horas e solidão. Quantos habitantes e amigos numa biblioteca.

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22 de agosto de 2010

Dos Amantes

Por João da Mata

Cena da HQ inspirada em Asno de Ouro, de Apuleio

“Vênus, num terno enleio, o pescoço lhe cinge,
Unidos face a face, a formar um só corpo”
(William Shakespeare)

“A tudo vence o amor”, disse o poeta Virgilio nas Éclogas. O amor é o Amor. Tema permanente de inspiração para poetas, músicos e artistas. A razão de viver de homens e mulheres. Desde a primeira novela da literatura ocidental – o Asno de ouro-, do Apuleio, os amores e suas transgressões são relatadas em paginas antológicas. O homem-asno Lúcio queria ser convertido em coruja, mas é na pele de um Asno que ele sofre a traição da mulher. As histórias de um pobre marido enganado por sua mulher cujo amante se esconde num barril, e da moleira adúltera e de Filistero, inspiraram Bocaccio para escrever parte de seu Decameron. Peronella, de Nápoles, esposa de um pobre pedreiro faz o amante entrar todas as manhãs e fecha a porta de sua casa. Certo dia o marido a surpreende em ato de comunhão carnal. A mulher pede para o amante entrar num tonel. Resmungando da vida, reclama do marido. O marido diz que vendeu o tonel por cinco gigliats – Ela replica dizendo que tinha vendido por sete para o homem que estava dentro. O marido vai limpar o tonel todo sujo de borra. Ao entrar para dentro do tonel, Peronella olha para o seu interior e o amante “ como os cavalos selvagens e lascivos amorosamente assaltam as éguas de Pátria, saciou seu apetite juvenil”. Depois o amante paga os sete gigliats, mas o marido tem decência de levar o tonel até sua casa.
Variantes dessa história chegou até os dias de hoje na literatura de cordel e outras.

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22 de agosto de 2010

Ave-Maria

Por João da Mata

Para Sylvia e colegas, uma das mais belas ave-maria. A mais bela da Canção Brasileira

Erothides Campos
(Valsa-Serenata)

Cai a tarde tristonha e serena,
em macio e suave langor
Despertando no meu coração
a saudade do primeiro amor!

Um gemido se esvai lá no espaço,
nesta hora de lenta agonia
Quando o sino saudoso murmura
badaladas da “Ave-Maria”!

Sino que tange com mágoa dorida,
recordando sonhos da aurora da vida
Dai-me ao coração paz e harmonia,
na prece da “Ave Maria”!

Cai a tarde tristonha . . .. (repetir a 1a. Estrofe)

No alto do campanário uma cruz simboliza o passado
De um amor que já morreu, deixando um coração amargurado
Lá no infinito azulado uma estrela formosa irradia
A mensagem do meu passado quando o sino tange “Ave Maria”.

20 de agosto de 2010

O Poeta

Por João da Mata

“No escuro viveu, sem muro”

A vida é uma convenção. Muitas vezes o que é não é.
O poeta nem sempre escreve um livro. Vive a poesia.
O poeta pode não ser antologizado. Ou entrar na classificação de Jarbas.
A poesia é vida. A poesia é vivida. Gozada. Sofrida.
Muitos não escreveram livros e são grandes poetas.

“ a essência se oculta por detrás de si”

Poeta busca o tempo perdido
A idéia da dor
A mentira do amor
Platão sonhador.

Poesia não é brincadeira.
Muitas vezes não estar nos livros
Vaguei, vaguei. E não encontrei o verso
Essa é a regra.
Quase sempre não se pode entrar.
“Ela finge que me ama e eu finjo que acredito”

Mente. Mente. Quem disser que não naufragou.
A vida é passatempo dos imbecis.
Que finge que não brochou.

Tudo o que falo. É uma homenagem.
Todas as citações são dele
Um amigo
Um poeta

Que viveu poesia
Que não fingiu
Que não escreveu um livro de poesia e disse: sou poeta.

Poeta, sim meu amigo. Foi você.
Que teve coragem
Que sabia Camões de ponta-cabeça.

Que escapou delas

“ confiar em amor de mulher!. Tal o lucro. Tal o Lucro.
Que lúcido. Escapei de ficar maluco”

Filósofo:

“A matéria subsiste se cria por si mesma”

Poeta foi José Helmut Candido
Um cândido pintor poeta natalense

Que encontrou nessas plagas

“o nada, tragada. A mesma estrada”

Devolvi a aliança.
A confiança
A esperança.

Devolvo a você, amigo.
As tardes. As sombras
O assombro do divino
Do verso teu traguei
Prometeu

Acorrentado
De vísceras dadas aos sanguessugas
Que chupam
Copiam
E se fingem poeta.

Poeta, sim, foi você!

“ no escuro viveu,
Sem muro,
Onde escorar,
Seja rei, mendigo.
Quem for. Todos viram
Seu barco
Não ter onde ancorar”

20 de agosto de 2010

Dante e a Cosmogonia

Por João da Mata

Ilustração: Gustave Doré (A Divina Comédia)

Na história da literatura Italiana, o séc. XIV, o “Trecento”, é quando essa literatura atinge seu ápice. Difícil reunir tantos gênios:- Dante, Petrarca e Boccaccio-, num só século e país. No “Trecento”, nenhum país podia competir literariamente com a Itália. Na obra de Dante Alighieri (1265- 1321), a literatura do medievo atinge sua culminância, a realidade mais viva é amalgamada pelo amor, e nasce um mundo poético que se adapta às mais altas harmonias das esferas celestiais.

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19 de agosto de 2010

Quando o eleitor está em xeque…

Por João da Mata

Quando é obrigado a votar
Quando não tem opção para votar
Quando não sabe como é o financiamento das campanhas
Quando não existem partidos políticos fortes
Quando é obrigado a ouvir propaganda política
Quando acorda e dorme com o som alto no ouvido
Quando percebe que alguns políticos só se elegem porque gastam muito
Quando as rádios e emissoras de televisão são dirigidas por políticos
Quando muitos ainda vivem abaixo da linha de pobreza
Quando a educação é muito pobre
Quando as campanhas são pagas por empreiteiras
Quando o voto é comprado com bolsa-miséria
Quando não se tem esperança nos políticos
Quando não se cobra dos políticos
Quando políticos ficha-suja podem se candidatar
Quando políticos não são presos
Quando políticos ficam ricos impunemente
Etc,etc, etc, Etc,etc, etc, Etc,etc, etc,

De um eleitor indignado

19 de agosto de 2010

As estações

Por João da Mata

Ventos de agosto…
Desperta minha amada
E me tira desse desgosto

Chega o verão e
Verão como te gosto
O sol te desnuda

Começo a ter ciúmes
Imploro que te cubras
E anseio pelo inverno

Para me aconchegar
E dormes amada
(acordai… acordai).

A primavera chegou
Será que foi baixinho
Ou a cor não mudou

Chegou e ninguém disse nada
Acho que foi minha amada

18 de agosto de 2010

O solar de Apipucos

Por João da Mata

Conhecer a casa onde morou o escritor Gilberto Freyre era uma vontade antiga. Gosto de conhecer onde o escritor mora. Sua biblioteca e objetos pessoais. Assim, aprendo mais sobre ele e seus gostos.

A famosa casa de Apipucos abriga uma valiosa coleção de 40 mil livros. É um pouco de Portugal no Brasil e diz da admiração do Gilberto pelo Luso- Brasileirismo. Gilberto recebeu uma bela edição de Os Lusíadas de Luis de Camões, com comentários e estudos do grande camonista José Maria Rodrigues. Uma das mais prestigiosas edições do canto molhado. A edição recebida pelo autor do tempo tríbio vem acondicionada numa caixa de alumínio com o brasão da Portugal. Lá também existe uma bela coleção em grande formato da Portugália.

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15 de agosto de 2010

A Exploração Global

Por João da Mata

Meus Amigos e Amigas,

É impressionante como as editoras e a indústria cultural exploram os mortos famosos. Moacy já mostrou o crime que foi cometido com o Dicionário Cascudo. A editora Global tem sido pródiga nesses crimes. Obras são mutiladas e desdobradas ao infinito.

Nem Gilberto Freyre, que tem uma Fundação para defender seus direitos autorais, escapa. Acho mesmo que há conivência.

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15 de agosto de 2010

Páginas Arrancadas

Por João da Mata

Páginas Arrancadas: Raibrito, guardião da memória.

Ao final o verbo. A palavra escondida nos escaninhos da existência. Memória?! – Deixe de ser cabido. Pobre não tem memória. Pobre coleciona causos. Raimundo Soares de Brito coleciona papéis velhos. Feliz a cidade que tem esses guardadores de saudades. Florilégios restaurados e derramados na folhinha de um calendário feito de “Paginas Arrancadas”.

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13 de agosto de 2010

E para que esse comentário!

Por João da Mata

Grande Fernando,

Ainda estou sem fôlego. Não consegui sorver todo o néctar-plus-veneno.
Poesia é signo, você sabe. Sabe também que ela é inútil.
Você escreve para poucos. Sabe, né.
Grande erudito, na linha de elliotiana – poundiana.
Dizer que gostei nada significa. Não é símbolo. Não reflete a beleza da poesia na bela companhia de Massao, que conheci em verso, prosa e livros maravilhosos.
Lembro que conheci Hilda em 1980 com um livro editado por ele.
Piva que eu adoro. Orides que viveu para poetar.
E eu punhetando com esse comentário besta

Abraços,

11 de agosto de 2010

Festa de Sant`Ana / De volta ao útero

Por João da Mata

“Num hái inverno que mói, as terras do coração”.
Fulô do Mato- Renato Caldas

No sítio Retiro foi lá que eu nasci nas terras de vovó, vizinha às do meu bisavô, mestre escola do Seridó, José Fausto de Araújo. Lá ainda mora tia Lia junto com as minhas primas e primo. Ali naquele capim, o lugar dos bailes onde mamãe dançava. O açude onde meu tio pegava piada. O arrozal.

E as cancelas que não tinham; Tio José mora na cidade e é o meu cicerone. Dos lajedos trago uma lasca e da casa onde nasci só restou os tijolos e um batente que dava para o quintal. Trago uma mostra da parede de dois tijolos e a sombra dos Pereiros e Juremas. A Favela que queima também é alimento da ribaçã.

Água ali só quando chove. O açudinho seco. O barreiro e a bacia do lajedo esturricados. O sol evapora as lembranças dos dias. Tia Lia está velhinha e cria galinhas. Vende na feira de Caicó.

No pequeno alpendre a tipóia veia suspensa pelas cordas. Tia Lia deita o corpo magro com a pele maltratada pelo tempo.

Tia Ana veio morar na cidade. Magrinha, magrinha como Lia. Aqui uma parte de mim. A lembrança que vivi nas recordações de mamãe. Foi numa festa de Sant´Ana como essa distante mais de meio século que vim de misto morar em Natal.

10 de agosto de 2010

Kildemir – um amigo

Por João da Mata

Caros,

Muito bacana encontrar um amigo. Muito bacana encontar o Kildemir em Mossoró. Ele assistiu minha palestra sobre o D. Quixote e eu assisti a sua sobre Luis Gonzaga.  Sabe tudo de Luis Gonzaga e do Gangaço. Fiquei sabendo que Gonzaga gravou Queixumes de Noel Rosa e Henriquer Brito. Essa foto foi tirada na exposição que montei em homenagem aos 405 anos do Quixote

Um grande abraço amigo

Meu Sofrer (Queixumes)
Noel Rosa – Henrique Britto

Sem estes teus tão lindos olhos,
Eu não seria sofredor
Os meus ferinos abrolhos
Nasceram do teu amor.
Eu hoje sou um trovador
E gosto até de assim penar,
Vou te dizer os meus queixumes:
Ciúmes tenho do seu olhar.
Quero sempre te ver bem junto a mim,
Porque te esquivas, assim, coração
De uma paixão?
O teu olhar traz alegria
Mas também traz o amargor,
Sem ele, então, não viveria
Vida não há sem dor.

10 de agosto de 2010

Papai- Agosto 10

Por João da Mata

Papai

Querido Pai, como você nos deixou cedo!
Vinte-quatro anos de sua morte repentina
Nem deu tempo de nos despedir direito
A sua luz e exemplo ainda nos ilumina

Ninguém melhor que você encontrei
Ninguém mais justo e trabalhador.
Ainda escuto você naquela máquina
Cosendo e enchendo a noite de suor

Para alimentar uma família grande
Para o estudo não faltar e
A vida poder prosperar

Mamãe ainda sente a sua falta
Dona Santinha e todo chorrilho
De meia dúzia de filhos

8 de agosto de 2010

Notícias de Mossoró

Por João da Mata

Rapazes e Moças,

Estou adorando esse final de semana em Mossoró. Uma bela vida noturna. Muitos bares e boa musica. A companhia dos amigos fez desse sábado uma epifania.
Os versos e a simpatia do poeta Antonio Francisco. O kildemir em simpatia e apreço.

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6 de agosto de 2010

Adoniran é 100

Por João da Mata

Apaga o Fogo Mané
Adoniran

Inez saiu dizendo que ia comprar um pavio
pro lampião
Pode me esperar Mané
Que eu já volto já
Acendi o fogão, botei a água pra esquentar
E fui pro portão
Só pra ver Inez chegar
Anoiteceu e ela não voltou
Fui p’ra rua feito louco
Pra saber o que aconteceu
Procurei na Central
Procurei no Hospital e no xadrez
Andei a cidade inteira
E não encontrei Inez
Voltei pra casa triste demais
O que Inez me fez não se faz
E no chão bem perto do fogão
Encontrei um papel
Escrito assim:
-Pode apagar o fogo Mané
Que eu não volto mais ! (bis)

5 de agosto de 2010

As pedras portuguesas e a sujeira

Por João da Mata

Passou a copa, é quase primavera. A poluição sonora da propaganda política no ar.
Nada de novo. Político devia andar nas cidades. Inda mais aqueles que usam sapato alto.
O médico mandou caminhar, mas estar impossível caminhar nos calçadões da cidade. É buraco que não acaba mais. Ontem torci o pé. Outro dia meu cunhado foi hospitalizado.

As calçadas de pedras portuguesas estão todas arrebentadas. Será que vamos esperar a próxima eleição para prefeito!

A cidade é suja. Feia. Meu cunhado foi correr no calçadão e tropeçou nas pedras portuguesas. Fraturou ossos.

A minha Ponta Negra está um lixo. Feia e fedorenta. Andar ali precisa coragem com as calçadas sujas e tomadas de camelôs e trombadinhas.
O fedor dos banheiros químicos insuportáveis. Esgotos a céu aberto. O saneamento não veio.
Não, não tenho coragem de tomar banho numa das mais belas praias do Brasil. O som é alto. Minha Natal é triste.

Ate as prostitutas mudaram de lugar. Ponta Negra é só um cartão postal.

4 de agosto de 2010

EXPO 405 Quixote

Por João da Mata

Convite:

“Exposição sobre os 405 anos de Dom Quixote vai ser destaque na Feira do Livro de Mossoró”.

aqui

2 de agosto de 2010

Das agressões do jornalista

Por João da Mata

Gustavo. Amigos e Amigas, queridos (as)

Muitíssimo obrigado pelas palavras de apoio.
Estou chegando de Mossoró onde fui montar mais uma exposição em celebração ao livro.
Levei parte do meu acervo acumulado durante uma vida. Mais uma vez homenageio o D. Quixote.

Próximo final de semana darei uma palestra na Feira de Livros sobre o “Quixote e a Cultura Popular”

Gustavo amigo. Você e outros jornalistas podiam opinar sobre o que aconteceu:
Não reclamo da crítica do jornalista, postada por você no nosso SPlural.

Reclamo, sim, da forma como foi feita.

Dei uma entrevista. Uma boa entrevista que devia ser reproduzida no Novo Jornal, como solicitada por seu editor.
Deixei bem claro que era uma lista parcial e pessoal, como tantas outras do meio cultural.

O motivo da minha solicitação do “Direito de Resposta” foi que a entrevista foi prejudicada, truncada e negada pelo editor.

Logo no cabeçalho ele coloca em destaque com letras grandes e maiúsculas:

SEM CRITÉRIO

Depois, na legenda, ele coloca: Lista discutível.

Depois diz que eu corro o perigo de me tornar uma figura folclórica, numa relação forçada com o amigo Gumercindo Saraiva.

A entrevista foi dada de bom gosto. O que devia ser publicado era a entrevista. A opinião podia ser publicada em outro lugar e não no corpo da entrevista.

Fazendo uma comparação grosseira. É como se você fosse ler um cartaz de cinema com tarjas pretas. Censurado. Sem critérios, etc.

1 de agosto de 2010

“Sem Critérios”

Por João da Mata

Sem critério e sem escrúpulos

Caro Editor,

Por ocasião da 62ª Reunião Anual da SBPC, ocorrida em Natal no período de 26 a 30 de Julho de 2010, organizei uma exposição em homenagem aos fazedores da cultura do RN. A exposição denominada Potyguarana homenageava escritores e artistas plásticos da rica e pouca conhecida cultura norte-rio-grandense.
Foram selecionados cinqüenta títulos representativos da nossa cultura e alguns artistas plásticos do estado, com base num critério pessoal, de leitor contumaz e amante dessa cultura, deixando claro que essa seleção era parcial e não pretendia abarcar toda a cultura do estado. Tinha limitação de espaço e, por isso mesmo, limitei a minha seleção “pessoal” a 50 títulos de obras representativas da cultura do estado. Qualquer lista é excludente e quando me propus a fazer essa mostra tinha certeza e clareza que alguns títulos importantes não seriam contemplados.
Enviei o release da exposição para a imprensa e alguns blogs de cultura do estado. O editor de cultura do Novo Jornal entrou em contato com a minha pessoa – curador da exposição – e enviou um jornalista para me entrevistar. A entrevista feita pelo jornalista Alexis Peixoto foi muito boa e o conteúdo parcialmente reproduzido na edição do Novo Jornal do dia 29 de julho de 2010. Digo, parcialmente, pelas agressões a que foi submetido publicamente pelo editor de cultura do Novo Jornal.

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28 de julho de 2010

O Anjo Azul vai voar para Caraúbas

Por João da Mata

Foto: Alex Régis

Meus Caros,

O Anjo Azul esculpido pela grande artista Jordão vai voar.
Natal não suportou mais um azul e o pássaro voou.
Ficamos orfão daquele belo pássaro que enfeitava o asfalto preto e congestionado.
O céu é Azul.
O Anjo é azul
E negra a história da cultura no estado do Rio grande sem Sorte.

28 de julho de 2010

“História da Cidade do Natal”

Por João da Mata

Relançamento da Sexagenária “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo.
SBPC 62ª

Relançamento da “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo. Terminada a II guerra mundial, Natal havia se preparado para a guerra e serviu de trampolim da vitória para os aliados. Muitos Americanos na cidade. A cidade se modernizava e muitos natalenses aprenderam a falar inglês. “Parnamirim Field” foi um lugar estratégico e decisivo na vitória do aliados. O Presidente americano Roosevelt, juntamente com Getúlio Vargas, estiveram em visita à cidade do Natal. Artistas famosos americanos vieram fazer shows para os militares. A importância estratégica de Natal foi ressaltada pelo general americano Charles Gerhardt (1895- 1976), que disse: “Natal teve mais importância na vitória desta guerra do que qualquer outro lugar” (História da Cidade do Natal, pg 424).

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