O Homem e suas contradições nos 30 anos de Tempo – Será

22 de março de 2012 às 18:50 | 3 Comentários
Por João da Mata

“… o amor se vai o mar se sono se esvai como diz: o caso está enterrado a canoa do amor se quebrou no cotidiano estamos quites inútil apanhando de mútua dor mútua cota de dano”. (Maiakowisky).

O homem é um ser contraditório por natureza. A contradição o acompanha pari passu em sua caminhada entre o ser e o não ser, eternamente. A contradição está presente no Cosmos e o homem faz parte desse universo. Quantas vezes nos contradizemos na tentativa de questionar-se. Os contrários se combatem, mas não vivem separados. Todo acontecimento possui o seu lado negativo e positivo, em potencial. No núcleo do átomo atuam forças atrativas e repulsivas. Nas estrelas onde são formados os elementos químicos, existe um equilíbrio entre as forças de atração e repulsão.

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O direito ao sangue é diferente

21 de março de 2012 às 14:35 | 2 Comentários
Por João da Mata

“Nenhum homem com gênio nasceu para legislar na América.”
(A desobediência civil – Henry David Thoreau )

Ainda estarrecido como se deu a morte de um assaltante provocada por um prof aposentado da UFRN, fico mais assustado com a repercussão do caso nos meios impressos e eletrônicos. A grande maioria dos comentários que li são no sentido de inocentar o médico que matou o assaltante com oito tiros. Utilizando a lógica do “Bandido Bom é Bandido Morto”. Cada vez mais preocupado com o embrutecimento da sociedade me assusta a violencia que bate a nossa porta. Atinge nossas casas e família.

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Uma homenagem a Jean Charles de Menezes

19 de março de 2012 às 11:42 | 1 Comentário
Por João da Mata

Roger Waters presta uma homenagem a Jean Charles de Menezes, morto impunemente pela polícia de Londres em 1995.

Jean Charles brasileiro de Gonzaga

João da Mata Costa

Oito tiros mataram um trabalhador
Oito tiros roubaram a vida em flor
Oito tiros mataram a ameaça.
Oito tiros atingiram o tronco de uma nação partida

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A Vizinha da Cabo de São Roque não está mais sozinha

18 de março de 2012 às 14:17 | 1 Comentário
Por João da Mata

“Há dezessete meses choro,
chamando-te de para casa”

Anna Akmátova in Réquiem – um ciclo de poemas

A vizinha da Cabo de São Roque cobra por aluguel/temporada, e por lá já passaram muitos inquilinos. Uns amigos e outros nem tanto. Uns cheiram e outros nem cheiram nem fedem. Os decibéis incomodam mais. A gorda das frituras deixava a boca cheia de querências proibidas. Na noite magra comida a engordava. Com um outro inquilino era diferente. A sua fome era por liberdade. Parecia um refugiado de guerra não clicado por Sebastião Salgado. Meio tonto e nariz gogolniano. Os seria judeu?

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Uma Flor para Othoniel Meneses

18 de março de 2012 às 10:17 | Comentar
Por João da Mata

“Dia azul para todas as criaturas / menos para mim” (OM – Banzo )

“Me dê as flores em vida” cantou o grande compositor e soldado Nelson Cavaquinho em versos antológicos. Nem sempre ao morrer vem o reconhecimento. No caso do poeta do hino da cidade de Natal esse reconhecimento foi tardio, mas antes que seja do que nunca. A maior gloria de um escritor poeta é ver sua obra impressa. No ano de 2011, a Obra Completa do poeta Othoniel Menezes de Melo (1895-1969) organizada pelo seu filho e grande divulgador da obra do genitor, Laélio Ferreira de Melo, foi lançada numa edição primorosa de mil exemplares em capa dura, com comentários imprescindíveis do Laélio e introdução do escritor e estudioso da literatura potiguar Tarcíso Gurgel.

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Morre um pioneiro da Geografia Física do Brasil

17 de março de 2012 às 13:23 | 1 Comentário
Por João da Mata

Morre Ab’Saber, decano da geografia. Pioneiro em geografia.

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Gerardo Melo Mourão

17 de março de 2012 às 13:20 | 3 Comentários
Por João da Mata

Lembro um dos maiores intelectuais brasileiro.

Nasceu cearense e foi integralista. Ha 95 anos ele nasceu e ha cinco faleceu.
Por suas posições politicas foi boicotado. Por sua grande obra devia ser lembrado o autor dos Lusíadas brasileiro.

Um dia de Poesia

15 de março de 2012 às 9:57 | 2 Comentários
Por João da Mata

Amigos e amigas poetas

Belo dia

O dia da poesia tá poesia.
Não parei de viver a poesia
Na UFRN uma grande celebração ao poema processo. Estavam la seus eípígonos Depois la la ri la la ri la la rá.
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Canudos Live

13 de março de 2012 às 13:08 | Comentar
Por João da Mata

A estátua de Antônio Conselheiro, que parece observar do mirante o açude Cocorobó e a nova Canudos (à dir.). Legenda original da foto publicada pela FSP.

Foto: Letícia Moreira/Folha Imagem

O imenso açude Cocorobó esconde uma cidade dizimada. Milhares de mortos em nome da República do Brasil. Nos livros de história os relatos são lacunosos como boa parte das guerras travadas pelo povo brasileiro. Guerra que ainda não acabou. Canudos ainda vive. Muitos trabalhadores não são beneficiados com a água do açude que cobriu a comunidade liderada por Antonio Conselheiro. Muitos ainda padecem de cede e fome. O sertão é árido e seco. A série de reportagem da Rede Record iniciada no dia 12 de Março mostra bem esse estado de calamidade. Açudes esturricados. A água tendo que ser transportada a léguas de distancia. Falta trabalho e muitos vivem abaixo da linha de pobreza.

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Salve os Profetas do Aleijadinho

12 de março de 2012 às 22:49 | 4 Comentários
Por João da Mata

Também acho inadmissível cascaviar ainda mais a região de Congonhas já tão agredida. Não basta o que já levaram de nossas entranhas. Nosso ouro, nosso diamante, nossas pedras preciosas, etc.

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O CU PADO

10 de março de 2012 às 18:01 | 9 Comentários
Por João da Mata

para Woden Madruga

f
f r e e
e
e

o poema free
o homem free
a entrada free
a vida free
a mulher free
a trepada free
………………………
Free é o cacete
Free é o cigarro
Free é o shop
Free é a mãe

Sob o céu de Natal

9 de março de 2012 às 22:50 | Comentar
Por João da Mata

Amigo Demétrio,

Recebi o belo convite pelo qual muito agradeço a atenção. Sob o céu de Natal estive uma vida. Sob o céu de Paris estive certa vez vindo da Alemanha. Lembro sempre dessa cidade como um bela mulher assim como Natal. Não consegui postar um comentário, mas canto com voce uma das mais belas canções francesas. Sinta-se abraçado ao lançar mais esse rebento. É como um filho, ninguém saberá o que será!

Ouça aqui com o grande Yves Montand.

Sob o céu de Paris

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Lua Cheia numa noite de conjunção de Vênus e Júpiter

8 de março de 2012 às 14:45 | 7 Comentários
Por João da Mata

“As estrelas do céu correm, / eu também quero correr; / Elas correm atrás / da Lua / Eu atrás do bem querer”. Quadrinha Popular.

(http://earthsky.org/ )

Noite de Lua cheia ela brilha soberana no céu. Cantada em prosa e verso é a musa eterna. A noiva do céu acompanha os poetas e seresteiros em noites solitárias e boêmias. Sempre pensando na amada e na Lua prateada que tudo ver. Às vezes, essa Lua traz presságios ruins e é tomada de um simbolismo que reflete o sentimento do poeta. A Lua, em geral, rima com nua e tua.

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A mulher da Vida

8 de março de 2012 às 11:43 | Comentar
Por João da Mata

Arte: Di Cavalcanti (Mulher e Paisagem)

Sinto escorrer
o tempo
As lembranças
que não mais jantamos
Tenho ainda marcado as horas funerais
Minhas palavras
o meu ultimo sussuro.
Levastes.
Agora só é silencio.
O diário em branco
Não ouço mais a descarga.
Seu rosto vai perdendo os contornos
Leio sua ultima carta
Tudo passou
Tudo passa.

Maré alta de plenilúnio

7 de março de 2012 às 14:27 | 2 Comentários
Por João da Mata

A Lua – satélite natural da Terra – é a noiva do céu, rainha absoluta da noite. Durante o dia, esta prerrogativa cabe ao Sol. Para os amantes das estrelas, a lua é um verdadeiro banquete dos deuses. Sua beleza é dada a todos, e sua superfície pode ser detalhadamente observada, uma vez que é o corpo celeste mais próximo da Terra. Clique aqui para ler mais »

Parabéns Villa

5 de março de 2012 às 22:02 | 2 Comentários
Por João da Mata

No dia do aniversário de Villa Lobos recordo duas das mais belas canções do cancioneiro brasileiro. Essas cançoes fazem parte do disco “Floresta do Amazonas” .

Ouça aqui na voz da grande Bidu Sayão

Canção de Amor
Heitor Villa-Lobos – Dora Vasconcelos

Sonhar na tarde azul
Do teu amor ausente
Suportar a dor cruel
Com esta mágoa crescente
O tempo em mim agrava
O meu tormento, amor!

Tão longe assim de ti
Vencida pela dor
Na triste solidão
Procuro ainda te encontrar
Amor, meu amor!

Tão bom é saber calar
E deixar-se vencer pela realidade
Vivo triste a soluçar
Quando, quando virás enfim?

Sinto o ardor dos beijos teus
Em mim. Ah!
Qualquer pequeno sinal
E fremente surpresa
Vem me amargurar

Tão doce aquela hora
Em que de amor sonhei
Infeliz, a sós, agora
Apaixonada fiquei
Sentindo aqui fremente
O teu reclamo amor!

Tão longe assim de ti
Ausente ao teu calor
Meu pobre coração
Anseia sempre a suplicar
Amor, meu amor!

Melodia SentimentalHeitor Villa-Lobos – Dora Vasconcelos

Acorda, vem ver a lua
Que dorme na noite escura
Que fulge tão bela e branca
Derramando doçura
Clara chama silente
Ardendo o meu sonhar

As asas da noite que surgem
E correm no espaço profundo
Ó, doce amada, desperta
Vem dar teu calor ao luar

Quisera saber-te minha
Na hora serena e calma
A sombra confia ao vento
O limite da espera
Quando dentro da noite
Reclama o teu amor

Acorda, vem olhar a lua
Que brilha na noite escura
Querida, és linda e meiga
Sentir meu amor e sonhar

Um senhor Santos artesão

4 de março de 2012 às 23:45 | 2 Comentários
Por João da Mata

Texto em PDF:

aqui

Os neutrinos não tão rápidos

4 de março de 2012 às 23:19 | Comentar
Por João da Mata

Por Marcelo Gleiser
FSP

A controvérsia sobre o possível erro dos cientistas do Cern nos ensina sobre como funciona a ciência

Depois de muita euforia, especulação e intrigas contra Einstein, saiu o
pré-veredito sobre os neutrinos supostamente mais rápidos do que a luz.
Digo pré-veredito porque existem ainda alguns pontos a ser esclarecidos.
Mas, ao que tudo indica, segundo declaração da última semana de cientistas
do laboratório de física de partículas europeu Cern ligados ao
experimento, a culpa do erro de cerca de 50 bilionésimos de segundo é um
mau contato numa fibra ótica. O princípio base da teoria da relatividade
de Einstein, de que nada pode viajar mais rápido do que a luz, sobreviveu.

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2012 é um ano bissexto

29 de fevereiro de 2012 às 17:16 | Comentar
Por João da Mata

Nos anos bissextos o ano tem um dia a mais para ajustar o calendário gregoriano ao tempo de rotação da Terra em torno do Sol que é de 365 dias e um quarto. A cada quatro anos precisa acrescentar um dia no calendário ficando o ano com 366 dias.

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A Tosca no Cinemark

29 de fevereiro de 2012 às 15:17 | 2 Comentários
Por João da Mata

A opera dramática Tosca de Giacomo Puccini com libreto de Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, baseado na peça de Victorien Sardou, foi apresentada no Cinemark numa brilhante produção da Royal Opera House de Londres. A opera dirigida por Duncan Macfarland e regida por Antonio Pappano – uma das mais famosas do repertório operístico mundial – é composta de três atos com belos coros e de pelo menos três grandiosas árias: “Te Deum”, “Vissi d’Arte” e “e Lucevan le Stelle” que fazem parte do repertorio das maiores prima donnas do mundo glamouroso da opera. O libreto da opera reúne uma historia trágica que mistura política e amor. A história se passa em Roma 1800, num mundo conturbado onde a política está muito entrelaçada com a religião. Cavaradossi é o amante de Floria Tosca, que é disputada pelo terrível chefe de polícia Barão Scarpia.

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AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar