Fio de luz

1 de fevereiro de 2012 às 8:03 | 4 Comentários
Por Ednar Andrade

fio de luz

Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta…
Parecia partir… Romper o fio.

Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.

Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre…

Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.

Depois

23 de janeiro de 2012 às 9:50 | 1 Comentário
Por Ednar Andrade

dominó

Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.

Poema de Verão

14 de janeiro de 2012 às 14:36 | Comentar
Por Ednar Andrade

sépia

Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.

(Ednar Andrade).

Sem título

7 de janeiro de 2012 às 8:10 | 2 Comentários
Por Ednar Andrade

palavras

P
A
L
A
V
R
A
S.

P artir
A mar
L libertar
A paixonar-se
V oltar
R ir-se
A creditar-se
S er-se

Palavras
Para sorver-te:
Aqui
Agora
Já.

Viver-te
Querer-te
Amar-te
Morrer-te.

FELIZ 2012 SP!!!!

1 de janeiro de 2012 às 9:42 | Comentar
Por Ednar Andrade

2012

Nostalgia

26 de dezembro de 2011 às 8:52 | 6 Comentários
Por Ednar Andrade

capelinha

Fim de tarde, há sempre o que agradecer.
O que lembrar, uma canção antiga,
Ave Maria!!… Ave…
Um perfume que ficou , uma saudade amiga,

Aquele gesto que silenciou,
O adeus que não se pode dar…
O milagre do dia,
Uma estrela a brilhar…

O silêncio da prece e a nostalgia…
Uma dama da noite seu perfume doa,
O amor que se recria,
Como suave brisa, leve encanta…

O sino que anuncia badaladas de agonia,
O fim da tarde,
Mais um dia,mais um dia…

É NOITE*

Feliz Natal, SP!!! Feliz Natal, amigos!!!

Fio

17 de dezembro de 2011 às 16:18 | Comentar
Por Ednar Andrade

fio d'água

Um fino fio,
Com-fio, afio.
Navalha, espelho, calma.
Cortes, desafios…

Nau, bem e mal.
NUVENS, NEBLINAS…
Olhos d’água,
Espelho de minh’alma…

Abrolhos, cama de espinhos,
A fino frio, desse veio, és rio.
Sem medo, distante, aqui, presente.
Pulsando….

… O que conta

12 de dezembro de 2011 às 10:00 | 2 Comentários
Por Ednar Andrade

sifrão

Como conta-se um homem bom?
O que ele conta?
O que ele tem na conta?
O número da sua conta?
Ou o que para ele conta?

Poema doce*

4 de dezembro de 2011 às 9:49 | 3 Comentários
Por Ednar Andrade

mulher

Hoje
Quero a paz e o silêncio das lagoas
Aquela flor que entre pedras e destroços sobreVIVE-
Quero o balé das palmas do coqueiral

As músicas dos mensageiros dos ventos;
Aleatórias e belas…
Ah!!!…(…)
Quero o amor sincero de três belos sorrisos,

Das certezas apenas uma.
Dos aplausos, só o final…
Hoje, poder olhar o infinito e achá-lo verde.
Pintar todas as flores de lilás…

Seguir o horizonte, guiada apenas por estrelas…
Olhar de noite o céu e tomar banho de luar…
Brincar de amarelinha no quintal
Desenhar com pedrinhas do mar, o meu caminho…

Navegar despreocupada no azul do meu sonhar,
Andar descalça e rolar na areia de água e sal.
Fazer um barquinho de papel>>>>>>
… E ao amor enviar minhas mensagens…

Amar o que é lindo e o que às vezes me deixa triste.
Hoje, sinto-me como as borboletas,
Sem mágoas, livre, feliz,
Como as crianças, crer em Papai Noel (Rs*)

Nesta manhã, com cheiro de Natal,
Fazer um poema doce; vestir-me de branco;
Doar uma chuva de flores;
Dar o meu melhor sorriso…

*É NATAL… *

Uma saudade a mais…

4 de dezembro de 2011 às 9:48 | 6 Comentários
Por Ednar Andrade

sócrates

O ex-jogador Sócrates morreu às 4h30 neste domingo, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de infecção generalizada. Ídolo do Corinthians, Sócrates, de 57 anos, havia sido internado pela 3ª vez desta vez em virtude de infecção intestinal. A infecção, porém, se generalizou, afetando outros órgãos.

aqui

Sutilezas…

26 de novembro de 2011 às 14:13 | 2 Comentários
Por Ednar Andrade

gato

No silêncio da flor;
O zumbido da abelha…
Um fio de luz, é fresta na telha.
Canção que faz sonhar…É;

Badaladas do sino.
Vida, jogo, cassino.
Ladeira a baixo, rio (Rs), assino…
Sutileza de pétala,

Encanto de amor,
Escuro breu, amor no cemitério…
Silêncio, cachoeira, desatino,
São fatos, infartos, segredos

O açoite do chicote na saudade,
Os olhos verdes do gato negro.
Olhar de tigresa,uivo de lobo
O verso verde, a noite invade*

Se todos fossem iguais…

25 de novembro de 2011 às 8:17 | Comentar
Por Ednar Andrade

Mário Lago

“Eu fiz um acordo com o tempo…
Nem ele me persegue, nem eu fujo dele…
Qualquer dia a gente se encontra e,
Dessa forma, vou vivendo
Intensamente cada momento…”

(Mário Lago).

********************

” Gosto e preciso de ti
mas quero logo explicar
não gosto porque preciso
preciso sim, por gostar”

(Mário Lago).

Tudo e nada

17 de novembro de 2011 às 8:20 | 5 Comentários
Por Ednar Andrade

tudo e nada

É, tens um jeito assim só teu
De falar de amor,
Aquela luz no olhar,
Nos cabelos, um poema.
Um jeito safado…
De espalhar torpor…
De espalhar ternura, de dizer loucuras…
Que te faz tão meu… E me faz só seu.
Este teu jeito manso de ir e ficar,
De inundar meu mar,
Invadir meu riso… És meu tudo e nada.
És meu desabrigo, céu, inferno…
Paraíso… Medo, tortura e sonhar
… E desejo.

Horizonte

5 de novembro de 2011 às 15:12 | 13 Comentários
Por Ednar Andrade

relógio partido

Meu relógio quebrou, caiu.
Partiu-se ao meio…
Não sei quanto tempo falta ou resta,
Para que ou para quando…
Resta o horizonte,
Minha bússola é meu tempo.

(Ednar Andrade).

Amar

1 de novembro de 2011 às 6:57 | Comentar
Por Ednar Andrade

drummond

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

(Carlos Drummond de Andrade).

Ouvindo o mundo

21 de outubro de 2011 às 10:56 | Comentar
Por Ednar Andrade

olhos

Ouvindo o mundo
Trabalhando,
Olhando
E ouvindo o mundo…
Em movimento e verso…
Ávida,
A vida segue…
Sem pedir parada.
…Avanço
…>>>>>>>>>>>>
Com farpas ou flores ,
Na vida, pisamos ,
Ou ela pisa-nos-os sonhos,
Os planos…
Vela ao vento,
Barulhenta e companheira,
Como a sombra nossa…
Desejada, como a felicidade
Às vezes tem asas quebradas,
…Despenca das fantasias…
Como um maduro fruto,
Que cumpre seu tempo…
…E TEM SABOR MÁ-DURO…
Leve, como o vento…
Interrogativa como o escuro.
Surpreendente; como o que numa caixa há.
…?!!!!

Sobre o amor

21 de outubro de 2011 às 9:04 | 3 Comentários
Por Ednar Andrade

amor

Caro Rilke,

“O amor é sentimento único, mas não é igual. Isso o faz um monstro terrível e ao mesmo tempo desejado. Torna o homem masoquista, egoísta. É tão forte que desmascara o individualista.

Clique aqui para ler mais »

Assim é amar?

19 de outubro de 2011 às 17:11 | Comentar
Por Ednar Andrade

casal

Mais: aqui

Cântico negro

15 de outubro de 2011 às 11:48 | Comentar
Por Ednar Andrade

Passastes

13 de outubro de 2011 às 9:11 | 7 Comentários
Por Ednar Andrade

francesco furini
(Francesco Furini).

Mas, agora, já não és…
Não hás..
Não vais… Nem tens…
Apenas estás…
.
Sem boca,
Sem mãos,
Sem razão…
Passastes…

Segues…
Cega,
Sem calma,
Sem riso,

Para que razão?
Só o medo,
A dúvida,
Ingratidão.

(Ednar Andrade).
26.09.2011).

AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - 2 Comentários
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Tácito Costa: Sr. Paulo. Grato pelo alerta. Não tiro nenhuma vantagem pessoal desse trabalho. Não temos anúncios e nem patrocinadores e apoiadores monetários. Move-me somente o desejo de democratizar o acesso ao conhecimento. Vamos continuar. Somos favoráveis a cópia sem fins lucrativos. - Viajantes e apaixonados em transe
    • Anne Guimarães: Um poema ensolaradamente gris em tons de azul.... A vida simples e sagrada de quem encontra no mar a sua honra, a sua luz. Admiro tudo que eleva a vida de um pescador.... Lindos versos, bela vida natural potiguar! :) - Tarrafas
    • Anne Guimarães: Poeta Anil.... Sempre bom ler seus poemas.... Ouvir sua voz, receber sua alma.... "Abracei novas incertezas /Sussurro, nem sempre é gozo/ Só o agora é urgente" afff mexeram aqui dentro, rsrs. Esse também é o papel da poesia, motivar, emocionar, contar aquilo que a gente não disse , mas viveu ou vive - em silêncio - na quietude dos sentimentos mais intensos.Você sabe bem o que isso significa, vive poesia e respira versos na beleza do cotidiano sagrado. Beijos,querida! :) - Fio de luz
    • Anchieta Rolim: ...só o agora é urgente...Belo poema, Ednar. - Fio de luz
    • Anne Guimarães: Querida poeta-flor! ô coisa lindaaaa.... Lembrei agora de um poema de Carlos Nejar para sua filha Carla, em um dos versos sábios ele diz: " é no simples que as coisas são completas." É isso mesmo, quanto mais simples, mais doce, mais prazer nessa vida breve vida. Estarei sempre contigo, menina! Suas palavras serenas me mostram que - de uma forma ou de outra - é especial cada segundo de leitura aqui. Beijos no espírito. :) - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Romana, é justamente isso que falta no mundo minha amiga, luz e paz. Bela poesia! Parabéns ! - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Beleza de texto J. Paiva. Só espero que os meninos de hoje também sonhem com um Brasil melhor...Pois ainda há muito a ser feito.Parabéns! - Política de menino
    • Paulo César: Sr. Tácito, Pelo que eu saiba jornais não permitem a transcrição de artigos da forma como o senhor vem fazendo no seu site. Colocar um link é uma coisa, transcrever e fazer o leitor continuar no seu site, quando o artigo tem direitos autorais e está hospedado em outro local e tem regras de uso.O utilização da forma como o senhor vem fazendo denota pirataria, palavra muito em voga e contraditória, mas ainda passível de sanções pelas atuais leis do país. Não alerto apenas por alertar, mas sugiro consultar - se me permite a sugestão - um advogado para entender a sua situação atual(devidamente gravada e arquivada para uso, mesmo que esse e outros conteúdos sejam retirados do ar imediatamente). Com muito respeito, Paulo César - Viajantes e apaixonados em transe
    • Jarbas Martins: Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção - "Le Meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi- 1818-1918". (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918"). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade - o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) - sempre são "esquecidos" das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa - não contam com uma "fortuna crítica" que merecem. - A identidade do verso brasileiro
    • Jairo llima: Fernando Monteiro está no centro do cânone de nossa literatura. Fico feliz de ser contemporâneo e conterrâneo deste artista. - As asas da noite que surgem (1)