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9 de setembro de 2010

Deus de si

Por Ednar Andrade

mãos
Detalhe da Capela Sistina, obra de Michelangelo Buonarrotti.

O homem é Deus de si, ele determina o tamanho da sua pequenez ou da sua grandeza; arquiteto do seu mundo interior, pinta em tons de negro a sua aquarela sem cores. Eu já disse: “homem lobo”, “homem livro”… Não há como deter um rio; não há força que detenha a tempestade; não há força que contenha o alto-mar. Na alma de cada ser: há a tormenta ou a serenidade.

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3 de setembro de 2010

Sorriso de Maria… 99 flores

Por Ednar Andrade

sorriso de maria

Nasceu Maria na Primavera ou no prenúncio dela. Sorrisos de Maria… Que já não vejo. Mesa posta, família reunida e onde havia sorriso, agora vejo: É preciso viver antes que a vida anoiteça… Antes que a escuridão vede as alegrias.

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2 de setembro de 2010

Setembro

Por Ednar Andrade

Primavera

Setembro, como esperei o teu florir!
Sonhei com tuas cores,
E por longos ventos morri.
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31 de agosto de 2010

Amor profano

Por Ednar Andrade

profano

Te amo com um egoísta amor,
Com muita paixão.
Ardente, profundo, profano
Que emana do sempre,
Do sempre sonhado,
Desejado, guardado,
Ferido e magoado,
Por não poder gritar
Que amo.

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28 de agosto de 2010

Homo Libris

Por Ednar Andrade

pensando

O homem carrega dentro de si um livro,
Alguns com páginas jamais editadas…
Alegrias derramadas, sofrimentos contidos,
O homem carrega dentro de si o seu próprio livro.

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26 de agosto de 2010

Teus olhos

Por Ednar Andrade

Quero o mar destes teus olhos.
O silêncio deste olhar,
O sussurro do teu silêncio,
Teu braço, teu corpo, tua mão,
Teu sim e teu não.
Quero me perder no teu prazer
Ou amar, morrer, morrer,
Quero ficar entre tuas pernas
E me aquecer no cobertor,
Fazer juras de amor,
Me entregar, sentir e gozar
E quando tudo amanhecer
Poder então dizer
Como te esperei,
Como foi frio o inverno de te esperar,
Como é bom ter-te comigo.
Meu abrigo, meu amante,
Meu amigo.

13 de agosto de 2010

Sem medo da sorte, viver…

Por Ednar Andrade

louva-deus

Presságios, magias, crenças; tudo num “caldeirão de fantasias e medos”… Dizem coisas bizarras. Passar por baixo da escada, não usar vermelho, e uma interminável lista de bobagens… Fazem-me crer que o homem precisa de medos para ter seus próprios freios.

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12 de agosto de 2010

Velhos cadernos:

Por Ednar Andrade

Poemas, contos, desenhos infantis e notas de compra

pergaminho

Velhos cadernos surrados, batidos, mas lá estão guardados todos os sentimentos: textos elaborados, poemas inacabados, notas de compra, desenhos infantis e “avisos” de que: “fui ao supermercado”. Estes cadernos são mundos…, mundos encantados, onde personagens verdadeiros ou inexistentes descansam e sonham com sentimentos bordados.

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8 de agosto de 2010

PAI

Por Ednar Andrade

Pai

Aquele homem as vezes sisudo,
Outras não…
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6 de agosto de 2010

Petulante, dizem?

Por Ednar Andrade

petulante

Digam qualquer coisa,
Falem do meu olhar,
Do meu silêncio.
Resmunguem, ladrem;
Ladre o cão
E uivem os lobos.
Podem rir ou dar risada,
Chamem-me de nada.
Eu não ligo,
Eu não ligo!
Digam… Que sou notícia;
Que sou um escândalo;
Rabugem, reclamem,
Briguem entre si.
Percam seu tempo,
Inventem até o que ninguém quer saber.
Finjam, lamentem.
Por que aqui, o que importa
É o que meu coração sente;
O que minha boca não diz;
O que meus olhos calam
E o que o ouvido (des)diz.

5 de agosto de 2010

Quem é ele?

Por Ednar Andrade

máscara

“Em silêncio bebe, na taça, o veneno…”

Esta mistura de encantos… Com uma aparência de bálsamo. Bálsamo de engano que destila numa mistura acre.
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5 de agosto de 2010

Joffre Rodrigues

Por Ednar Andrade

Morre filho de Nelson Rodrigues, o cineasta Joffre Rodrigues.

aqui

3 de agosto de 2010

Este querer

Por Ednar Andrade

pensando

É assim:

Um querer que não sossega;
Uma saudade que enlouquece;
Um gemido… Um pranto sem som;
Uma canção que o vento canta;
Todos os espaços invadidos;
Meu corpo e alma sentem;
Minha carne toda está aflita.
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30 de julho de 2010

Johann e Maria (Parte II)

Por Ednar Andrade

mulher sonhando

Maria, de uma beleza silvestre; sua presença, naquele lugar simples, era como parte da paisagem. Vivia em sintonia com a natureza. Suas manhãs eram sempre feitas de longas caminhadas pelo campo, parecia conversar com os pássaros. Entendia aquela sinfonia matinal como ninguém. Às vezes falava só em suas caminhadas, como que falasse ao vento. Poemas ternos, cheios de amor. Carregava no coração um apego sem par ao contexto natural daquele lugar. Às vezes nas noites de luar, ficava a mirar, na sua varanda, o céu de prata, como que para fazer-lhe sonhar com um amor que já previa, mesmo sem saber como seria Johann, pois em seu sonhar, ela ouvia a sua voz como se um pássaro fosse.

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26 de julho de 2010

Sant’Ana

Por Ednar Andrade

Santana

Com carinho para o amigo Da Mata, que é devoto de Sant’Ana. Da Mata, a ideia era te enviar o vídeo, visto que não foi possível, envio só a letra.

Beijos.

Sant’Ana

Todo ano têm
Todo ano têm

Uma festa famosa na região
Todo ano tem
É a festa de Santa´Ana padroeira do sertão
Todo ano têm
Uma banda tocando na procissão
Todo ano têm
Minha taque chorando acompanha de vela na mão

Vai cantando, vai rezando pela sua salvação
Pois sendo filha de Maria
Deus dará mais atenção
Todo ano têm
Mariana formosa com o terço na mão
Todo ano têm
Meu olhar, seu olhar na pobreza muralha e ela não vêm

Mês de julho já chegou e a festa começou
É a festa de santa´na
Vou fazer uma oração para o Cristo Criador para trazer
Mariana.

Ela é filha de Maria do cordão do salvador
eu sou filho de Maria e sou um grande pecador
quero me casar com ela pela sua devoção,
vou pedir que ela reze pela minha salvação
Vêm mariana
Quero minha salvação
Mariana vêm…pela minha salvação
Vêm Mariana quero a minha salvação
Mariana vêm…pela minha salvação

(Quinteto Violado).

26 de julho de 2010

Você em Santana

Por Ednar Andrade

É noite no meu silêncio,
Na rua, no meu sorriso penso,
Na minha pele que, fria,
Não encontra a tua.
Minhas mãos vazias,
Buscando algo que invento,
Choram de azul as palavras
De alento que pinto.
Noite nesta segunda crua,
Fazendo poucas horas
Parecerem um tempo…
Eu não acho graça
No filme que passa.
No peito um nó;
É frio o lençol;
Há um espaço na cama;
Meu corpo reclama;
Você em Santana;
Eu em Natal.
Um frio danado;
Isso já é vício.
Eu estou muito… Nada!
Eu estou, sem sal…

26 de julho de 2010

Orquídeas

Por Ednar Andrade

orquídeas

Um frio que aquece,
Uma saudade que enternece
A minha alma já tão sem certeza da prece
Que reza.
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24 de julho de 2010

Fins de tarde

Por Ednar Andrade

menina pensando

… E à tardinha… Eles voltavam. Passavam em minha porta, chapéus rasgados, pés descalços, cigarro de palha… Um a um, olhavam para o meu sisudo pai que ali estava sentado em todos os finais de tarde, como quem fazia uma oração, postado à porta. Uma velha cadeira, como que saudando à tarde. Lembro-me do muro da minha casa, pintado em amarelo… Janelões protegidos por grades de ferro… De frente para o pôr-do-sol. Rua de areia, não havia asfalto e lá eles vinham… Eram os pescadores, que voltavam para o lar… Passavam um a um, nos cumprimentavam, com uma reverência incomum: – Boa tarde, senhor! – Boa tarde, sô – meu pai respondia.

Era um ritual que antecedia a Ave Maria de Gounod. Eu recostada no muro, achava maravilhoso aquele calor, para ver a tarde cair. Lá da cozinha, um perfume exalava… Batatas-doce, uma boa carne assada na brasa; um banquete nos esperava… Tia Zefinha, uma boa senhora que nos criou, companheira das lutas domésticas, fazia o café. Aquilo era como um incenso que sinalizava a noite… Meu pai, homem forte… Musculoso, bonito, cabelos lisos, bem-humorado – herdei dele o riso… Homem sério, homem calado. Parece que tinha o saber, para mim ele era o livro – havia nele um mistério, eu não conseguia ler. Mas era lindo o anoitecer. Ás vezes ouvíamos um som, era o sinal, um aviso de que o navio aportado anunciava a partida. E ele me dizia sábio: “o navio está indo embora”. Relatos da minha vida, partes da minha história.

Este homem mudo e tão calado, falava dos astros, das estrelas, das estrelas cadentes… E eu ficava contente; de tudo que ele dizia, era eu crente. Momento que não esqueço e quando assim, de repente, ouvia no rádio a canção mais bela, que até hoje escuto: “Ave… Maria… Maria, Maria…” Então minha mãe chegava à porta e anunciava o jantar. Ali começava uma ceia, meu pai, minha mãe, meus irmãos… Era uma comunhão que o tempo não vai apagar.

18 de julho de 2010

UNESCO condena assassinato de jornalista

Por Ednar Andrade

A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, expressou sua mais firme repulsa pelo assassinato do jornalista mexicano Hugo Alfredo Olivera Cartas, que foi achado morto em 6 de julho no interior de seu veículo, próximo da localidade de Apatzingán (Estado de Michoacán), situada no oeste do México.

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18 de julho de 2010

Bom dia

Por Ednar Andrade

Mar

Bom dia, queridos amigos pluralistas!

Uma bela manhã de domingo, nesta paisagem “cinza” e urbana que nos faz lembrar Londres. Hoje minha postagem é deixar aqui a todos os amigos, beijos e abraços, paz para todos nós.

Estou indo abraçar o mar e trazer de lá versos salgados, para temperar a vida.

17 de julho de 2010

Homo Lupus Homini

Por Ednar Andrade

Lobo

Lobo, perdido na noite…
No eternal inferno
Mora o homem,
Devorando-se e devorando
A tudo e a todos,
Comendo e vomitando
A própria sorte.
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17 de julho de 2010

Café com Chocolate

Por Ednar Andrade

Café com Chocolate

Fresca manhã de julho…
Este vício de olhar pela janela, não muda em mim…
(Gosto das janelas,
Elas são o medidor do meu estado de espírito).

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15 de julho de 2010

Palhaço, tristeza colorida *

Por Ednar Andrade

Palhaço

O espelho sabe dos segredos de sua alma, as tintas, são as verdadeiras confidentes, guardam consigo uma “solução “para cada lágrima, a boca pode num passe de mágica, ser o coração, o olhar pode expressar o sorriso que lhe faltar nos lábios, quem sabe com azul desenha na face o mar… Leia o resto desse post »

13 de julho de 2010

Chegar e partir…

Por Ednar Andrade

despedida

Tão bom ler-te Da Mata, mesmo que seja, infelizmente, falando de assuntos fúnebres, inevitável destino do homem: partir; pois quem diria com total propriedade as verdades da nossa Natal? Rsrs… Então não gostarias de escrever a crônica por que? É quase tua missão… E se for teu carma? Rsrs… Tenha medo não… Cachorro que ladra não morde… Rs… E partir é inevitável. Tá, concordo quando diz que vai tomar uma.

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13 de julho de 2010

Agradecimento

Por Ednar Andrade

porta entreaberta

Obrigada querido, estou feliz…… Parecendo minha neta quando ganha chocolate. Tácito, lembro-me de uma certa tarde, quando Patrik entrou em casa e me entregou um cartão teu. Puxa! Foi uma alegria, tanto tempo sem notícia de ti, amigo. Desde então passei a ler o SP, acompanhando em silêncio… Virou meu vício, um vício bom. Um vício que não quero mais perder: “postar no SP” – rs. Obrigada Tácito, por me acolher tão bem aqui, com tanto carinho. A você e a todos o meu abraço e o agradecimento pela acolhida carinhosa. Desta amiga de sempre. Abs.