
Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta…
Parecia partir… Romper o fio.
Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.
Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre…
Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.
Depois
23 de janeiro de 2012 às 9:50 | 1 Comentário
Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.
Poema de Verão
14 de janeiro de 2012 às 14:36 | Comentar
Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.
(Ednar Andrade).
Sem título
7 de janeiro de 2012 às 8:10 | 2 Comentários
P
A
L
A
V
R
A
S.
P artir
A mar
L libertar
A paixonar-se
V oltar
R ir-se
A creditar-se
S er-se
Palavras
Para sorver-te:
Aqui
Agora
Já.
Viver-te
Querer-te
Amar-te
Morrer-te.
FELIZ 2012 SP!!!!
1 de janeiro de 2012 às 9:42 | Comentar
Nostalgia
26 de dezembro de 2011 às 8:52 | 6 Comentários
Fim de tarde, há sempre o que agradecer.
O que lembrar, uma canção antiga,
Ave Maria!!… Ave…
Um perfume que ficou , uma saudade amiga,
Aquele gesto que silenciou,
O adeus que não se pode dar…
O milagre do dia,
Uma estrela a brilhar…
O silêncio da prece e a nostalgia…
Uma dama da noite seu perfume doa,
O amor que se recria,
Como suave brisa, leve encanta…
O sino que anuncia badaladas de agonia,
O fim da tarde,
Mais um dia,mais um dia…
É NOITE*
Feliz Natal, SP!!! Feliz Natal, amigos!!!

Um fino fio,
Com-fio, afio.
Navalha, espelho, calma.
Cortes, desafios…
Nau, bem e mal.
NUVENS, NEBLINAS…
Olhos d’água,
Espelho de minh’alma…
Abrolhos, cama de espinhos,
A fino frio, desse veio, és rio.
Sem medo, distante, aqui, presente.
Pulsando….
… O que conta
12 de dezembro de 2011 às 10:00 | 2 Comentários
Como conta-se um homem bom?
O que ele conta?
O que ele tem na conta?
O número da sua conta?
Ou o que para ele conta?
Poema doce*
4 de dezembro de 2011 às 9:49 | 3 Comentários![]()
Hoje
Quero a paz e o silêncio das lagoas
Aquela flor que entre pedras e destroços sobreVIVE-
Quero o balé das palmas do coqueiral
As músicas dos mensageiros dos ventos;
Aleatórias e belas…
Ah!!!…(…)
Quero o amor sincero de três belos sorrisos,
Das certezas apenas uma.
Dos aplausos, só o final…
Hoje, poder olhar o infinito e achá-lo verde.
Pintar todas as flores de lilás…
Seguir o horizonte, guiada apenas por estrelas…
Olhar de noite o céu e tomar banho de luar…
Brincar de amarelinha no quintal
Desenhar com pedrinhas do mar, o meu caminho…
Navegar despreocupada no azul do meu sonhar,
Andar descalça e rolar na areia de água e sal.
Fazer um barquinho de papel>>>>>>
… E ao amor enviar minhas mensagens…
Amar o que é lindo e o que às vezes me deixa triste.
Hoje, sinto-me como as borboletas,
Sem mágoas, livre, feliz,
Como as crianças, crer em Papai Noel (Rs*)
Nesta manhã, com cheiro de Natal,
Fazer um poema doce; vestir-me de branco;
Doar uma chuva de flores;
Dar o meu melhor sorriso…
*É NATAL… *
Uma saudade a mais…
4 de dezembro de 2011 às 9:48 | 6 Comentários
O ex-jogador Sócrates morreu às 4h30 neste domingo, no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de infecção generalizada. Ídolo do Corinthians, Sócrates, de 57 anos, havia sido internado pela 3ª vez desta vez em virtude de infecção intestinal. A infecção, porém, se generalizou, afetando outros órgãos.
Sutilezas…
26 de novembro de 2011 às 14:13 | 2 Comentários
No silêncio da flor;
O zumbido da abelha…
Um fio de luz, é fresta na telha.
Canção que faz sonhar…É;
Badaladas do sino.
Vida, jogo, cassino.
Ladeira a baixo, rio (Rs), assino…
Sutileza de pétala,
Encanto de amor,
Escuro breu, amor no cemitério…
Silêncio, cachoeira, desatino,
São fatos, infartos, segredos
O açoite do chicote na saudade,
Os olhos verdes do gato negro.
Olhar de tigresa,uivo de lobo
O verso verde, a noite invade*
Se todos fossem iguais…
25 de novembro de 2011 às 8:17 | Comentar
“Eu fiz um acordo com o tempo…
Nem ele me persegue, nem eu fujo dele…
Qualquer dia a gente se encontra e,
Dessa forma, vou vivendo
Intensamente cada momento…”
(Mário Lago).
********************
” Gosto e preciso de ti
mas quero logo explicar
não gosto porque preciso
preciso sim, por gostar”
(Mário Lago).
Tudo e nada
17 de novembro de 2011 às 8:20 | 5 ComentáriosÉ, tens um jeito assim só teu
De falar de amor,
Aquela luz no olhar,
Nos cabelos, um poema.
Um jeito safado…
De espalhar torpor…
De espalhar ternura, de dizer loucuras…
Que te faz tão meu… E me faz só seu.
Este teu jeito manso de ir e ficar,
De inundar meu mar,
Invadir meu riso… És meu tudo e nada.
És meu desabrigo, céu, inferno…
Paraíso… Medo, tortura e sonhar
… E desejo.
Horizonte
5 de novembro de 2011 às 15:12 | 13 Comentários
Meu relógio quebrou, caiu.
Partiu-se ao meio…
Não sei quanto tempo falta ou resta,
Para que ou para quando…
Resta o horizonte,
Minha bússola é meu tempo.
(Ednar Andrade).

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
(Carlos Drummond de Andrade).
Ouvindo o mundo
21 de outubro de 2011 às 10:56 | ComentarOuvindo o mundo
Trabalhando,
Olhando
E ouvindo o mundo…
Em movimento e verso…
Ávida,
A vida segue…
Sem pedir parada.
…Avanço
…>>>>>>>>>>>>
Com farpas ou flores ,
Na vida, pisamos ,
Ou ela pisa-nos-os sonhos,
Os planos…
Vela ao vento,
Barulhenta e companheira,
Como a sombra nossa…
Desejada, como a felicidade
Às vezes tem asas quebradas,
…Despenca das fantasias…
Como um maduro fruto,
Que cumpre seu tempo…
…E TEM SABOR MÁ-DURO…
Leve, como o vento…
Interrogativa como o escuro.
Surpreendente; como o que numa caixa há.
…?!!!!
Sobre o amor
21 de outubro de 2011 às 9:04 | 3 Comentários
Caro Rilke,
“O amor é sentimento único, mas não é igual. Isso o faz um monstro terrível e ao mesmo tempo desejado. Torna o homem masoquista, egoísta. É tão forte que desmascara o individualista.
Assim é amar?
19 de outubro de 2011 às 17:11 | Comentar
Mais: aqui
Cântico negro
15 de outubro de 2011 às 11:48 | ComentarPassastes
13 de outubro de 2011 às 9:11 | 7 Comentários
(Francesco Furini).
Mas, agora, já não és…
Não hás..
Não vais… Nem tens…
Apenas estás…
.
Sem boca,
Sem mãos,
Sem razão…
Passastes…
Segues…
Cega,
Sem calma,
Sem riso,
Para que razão?
Só o medo,
A dúvida,
Ingratidão.
(Ednar Andrade).
26.09.2011).

