Passastes
13 de outubro de 2011 às 9:11 | 7 Comentários
(Francesco Furini).
Mas, agora, já não és…
Não hás..
Não vais… Nem tens…
Apenas estás…
.
Sem boca,
Sem mãos,
Sem razão…
Passastes…
Segues…
Cega,
Sem calma,
Sem riso,
Para que razão?
Só o medo,
A dúvida,
Ingratidão.
(Ednar Andrade).
26.09.2011).
Veneno
7 de outubro de 2011 às 19:16 | 3 Comentários
Ai, o amor…
Veneno que faz viver…
“Só os que morrem dele ,
Vivem”.
Só os que bebem seu sabor,
Sabem que não é tão doce…
Só os que buscam sua luz,
Sabem do seu escuro.
Só os que trilham seus caminhos,
Acham-se perdidos,
Desencontram-se perto,
Abraçam-se de longe…
Sorriem-se,
Sonham-se,
Querem-se,
Amantam-se dele.
Vivem… Matam,
Morrem… Matam-se
Acreditam-se (?)
Sonham…
Só os que dele tem sede,
Buscam, sorvem,
Fartam-se
Dos seus ais e uis… Ai,o amor…
(Ednar Andrade).
(22/09/20011).
Cá pensando…
4 de outubro de 2011 às 10:36 | 2 Comentários
Cá ,pensando agora…
Primavera*
“Uma manhã musical”…
As flores também embriagam…
Parece…
Os poetas ficam felizes, amam mais…
Sentem mais saudades,
Choram mais ou menos?( )
Olham mais para dentro de si…
E,mais para fora…
O sentir flui a-flora
Declaram seus amores…
Alguém con-corda?
Ou, correntes,…( ?)
Isso não importa,
“O amor é estar-se preso por vontade”,
Disse Camões*
…E os corações dos poetas;
Escancaram as portas.
Beijos, poetas…….
Meus passos
30 de setembro de 2011 às 22:28 | 1 Comentário
Venho de uma estrada longa,
Onde meu tempo não media,
Das minhas pernas, o tamanho
E os meus passos mediam
Os sonhos.
Por tudo, enfim.
27 de setembro de 2011 às 15:17 | 8 Comentários
Obrigada Senhor,
Pelo perfume,
Pelas flores,
Pelos beija-flores,
Pelas cores,
Pelo azul do mar,
Pelas estrelas,
Que no infinito há.
Obrigada.
Obrigada natureza
Madre minha,
Pelas uvas,
Pelo vinho,
Pela noite,
Pelo ninho,
Pelo canto,
Pela voz,
Pela mão,
Que, com a minha,
Segue,
Pelo riso,
Por meus olhos,
Pela dor,
Pelos poemas,
Obrigada.
Pela Primavera,
Pelo Outono,
Pelo Inverno,
Pelo Verão,
Pelo Sol,
Por tudo
Que é verde,
Pela vida,
Pelas águas,
Pelas aves do céu,
Em seus ninhos,
Obrigada.
Pelo amor,
Pelo carinho,
Pelas pedras
Do meu caminho,
Pelo meu teto,
Pelos filhos
Pelos netos,
Pelo meu lençol quentinho,
Pelo que agradeço,
Pelo que esqueço,
Pelo que finjo esquecer,
Obrigada.
Pelo silêncio,
Por esta noite calma,
Pelo dia que amanhece,
Pelo Sol que me aquece,
Enfim, por tudo,
Obrigada.
(Ednar Andrade).
A Jarbas com carinho
22 de setembro de 2011 às 14:21 | 12 Comentários
Frutas bem frescas…
Café com leite, bolo de milho
E pão-de-ló…
E uma maço de beijos,
Coração pulsando forte,
Minh’alma, de amor se veste…
Pássaros em revoada,
Sol nascendo; mais um dia…
Abro a janela,
Viver é verde, azul, todas as cores..
Primavera e flores… Mãe natureza…
Bom dia, mestre.
(22/09/2011).
(Ednar Andrade).
Estação da vida
16 de setembro de 2011 às 8:52 | 3 Comentários
Passou o inverno
E a solidão dos bosques.
Agora, a Primavera
Enfeita a vida
E a solidão dos jardins
Nas noites escuras.
Passou o inverno
E as roseiras engravidam-se
De botões de flores.
Flores tão belas, rosas,
Azuis, amarelas.
Cálidas, silenciosas
Com seus perfumes,
Fazendo poesia,
Inspirando sentimentos.
Passou o inverno
E a solidão do verde
Ficou acompanhada
De pontinhos coloridos,
Porque é Primavera.
As borboletas namoram
No meu quintal.
É tudo lindo.
A vida desperta,
Os pássaros fazem festa,
Acordo sorrindo.
Primavera, afinal.
(Ednar Andrade).
(12.09.2011).
Final de domingo
13 de setembro de 2011 às 13:28 | 6 Comentários
No céu,
A Lua invade
Meu quintal.
Acaba o dia.
Morna, fica a tarde.
Olho para o verde,
Para as flores,
Para o silêncio
Que agora se faz.
Algo que não chega
A ser tristeza,
Mas um cheiro
De melancolia
Na minha alma,
No meu corpo,
Tudo silencia.
Final de domingo.
É como o fim de uma festa.
Quando as mesas ficam vazias,
Quando todos se vão
E uma quietude desafinada
Bate de encontro ao meu peito.
Já disse: – não fico triste, fico pensativa,
Taciturna, distante, numa viagem só minha.
Os risos se vão. Um a um silenciando
Em cada despedida,
“Em cada acelerar de motor”.
Reflito. Olho em direção do céu:
É noite e um manto denso e prateado
Agora me banha e borda as minhas flores de luar
E meu jardim é como o meu coração: feito de flores
E sentimentos mudos.
São tantas as perguntas,
São tantos os não-entendo, os não-sei.
Parece que o mundo desaba em mim
E dos meus olhos rolam cachoeiras
De águas limpas e salgadas;
São mágoas ou não sei se apenas dor.
O silêncio brota numa canção verde,
Num murmúrio, num balanço, no som das águas.
Sou feita de amor; fui feita para amar.
A Lua, ela continua a me olhar, tão fria,
Tão branca, pálida como eu.
A noite avança, despeço-me
Dos doces sorrisos das minhas crianças.
São meus anjos, minhas estrelas
A me mostrar que no amargo,
Ainda há o sorriso doce em cada um.
Um beijo sincero; um ir e querer ficar.
Meus anjos iluminados: Bruna, Júlia.
No amor, ainda creio (em vossos olhares).
Também sou criança que ama os beija-flores,
Que olha as estrelas, adora o luar.
Silêncio. É tarde. A noite é calma,
É poesia de dor e sonhar.
Porque:…
8 de setembro de 2011 às 18:34 | 2 Comentários
… Porque contigo sinto-me calma,
Do que a pluma bem mais leve.
Suave, mais que a leve brisa;
Mais fresca que a do mar.
… Porque contigo, viro criança.
Amada, docemente amada.
Eterna, nunca cansada.
… Mas, não é só isso:
Contigo deixo de ser mulher.
Não ligo se me viro em pedaços…
Morreria neste abraço,
Na nossa harmonia,
No esmago de um beijo sem “fim”,
… Só contigo sou verdadeira.
Duas horas contigo:
Valem uma vida inteira.
… Contigo, porque, contigo…
Foi que aprendi a amar
Sem sofrer,
Ganhar e perder,
Perder para ganhar…
Renunciar para viver.
Sorrir, que é melhor que chorar.
… Contigo eu nem sequer ligo, se sou,
Como dizes: doida…
… Porque, o que me deixa doida,
É me misturar ao teu corpo morno
E me perder nos teus perigos.
Beber prazer… Contigo…
Até ouvir um trem no ouvido.
(Ednar Andrade).
(04.05.1984).
Lição do dia
8 de setembro de 2011 às 10:11 | Comentar
Olhava com espanto… Que besouro é este? E lá ia ele subindo pela parede.
Faltava-lhe uma perna, que por certo perdera em um acidente ou numa briga? Ou quem sabe nascera assim; mas, resignado e insistente, seguia com a destreza do guerreiro, com a certeza do caminho, o vencedor seguia… Na direção do dia, entre pedras e espinhos, passava pela minha porta, atravessava a janela em direção da rua e seguia o seu destino; a natureza nos ensina a lição do dia.
BOM DIA!!!
(Ednar Andrade).
Silenciar
4 de setembro de 2011 às 9:16 | 2 Comentários
O que dizer “quando”?
Sentir o que no “instante”?
Nada a fazer, por que…
Nada preenche, “lacunas”
De espaços tão bruscos.
Silenciar precise, talvez, a boca.
Pra sentir o tamanho da dor
“E gemer apenas, sem mais”!
Mesmo sem querer,
Ou por não poder até…
Até que se morra,
Até que tudo derrame.
O que dizer “quando”?
Sentir o que no “instante”?
Silenciar precise, talvez, a boca…
(Ednar Andrade).
(19.04.1983).
A chave de tudo
31 de agosto de 2011 às 15:43 | 2 Comentários
Me aguças, me atiças,
Fico assim… Querendo, querer-te
Me enfeitiças…
Me levas ao inferno do teu céu…
*
Me queimas, incomodas…
Tens a chave do meu sossego… Do meu desatino,
Do meu des-tino
Verso que, com saudades,
Rimo
*
Tens, do compasso, o meu coração…
Do meu calendário, o tempo
Do meu amar, a certeza
Da vida, o tema (teorema)
*
O absurdo: paradoxal,
Contraditório,
Sem razão…
Contra-senso.
(Ednar Andrade).
Quase noite
27 de agosto de 2011 às 17:33 | 2 Comentários
Quase noite, cedo,
Ainda é tarde.
Quase dia – quase, noite…
São como ventos, os sonhos.
Brisa mansa bate na face,
O Sol se despede; é ,quase noite…
Um cheiro no ar…Aroma de flores
Jasmins ,cravos e rosas…
Saudade no peito,
Silêncio, sussuros, tudo se aninha;
Nesta hora plena,sagrado instante…
Faço uma prece, por ti rogo(…)
Encanto, magia,a vida descansa; Ave Maria*…
Suave presença… “Mãe -natureza,”
Quanta beleza ,quanta…
Luz de vaga-lume,
No céu “uma estrela,”
O amor anuncia,
Promessa, carinho,
Ave Maria… (Hora nona, hora de oração).
Ave Maria!!!!!
(23/08/2011).
(Ednar Andrade).

Uns beijos:
Uns meus;
Outros, da Lua.
Um abraço,
Um risco,
Um traço,
Um sorriso,
Teus olhos…
Ávida a noite, a vida
“É NOITE”
Saudades tuas.
(Ednar Andrade).
(12.08.2011).
Cor de flor (à flor…)
22 de agosto de 2011 às 8:34 | 2 Comentários
(Maurício Costa)
Sou para ti
Aquela, louca… (FELIZ)
E perguntar-te para que serve o juízo?
Aquela que brinca com nosso perigo
Ainda sou aquela menina
Que o tempo não apagou
Que a mágoa não fez mudar de cor…
Aquela – aquela cor – que com ela
Pintamos uma fugaz primavera
E depois dela, tudo que é lilás tem cor de FLOR
Rs….
Mora em mim um menina
Que brinca contigo de esconde-esconde…
E… SORRI QUANDO ME ENCONTRAS…
E quase choramos de saudades…
Brincando de brincar de AMOR…
Tudo muda de sentido,
Tudo ganha vida, toda a minha PELE FICA À FLOR
Todos os vazios perdem o espaço
AINDA
Meus olhos em raio-x
Fotografaram e guardam de ti a última lembrança do sorriso teu,
Quase cínico de tão safado… Rs…
Mais, que riso; devassidão…
De silêncio, ainda, é feito o meu melhor poema
Quase sempre, diz de amor
E de tudo que quero não dizer… Rs… Diz
Ai… Como brinca esta menina com a própria sina,
Mesmo depois de tanto frio, ainda abre a janela
Só para te ver de longe… Muito longe…
E escuta os pássaros e chora quando canta…
E canta para não chorar (“às vezes”).
(Ednar Andrade).

Então, sentindo o corpo cansado, esticou-se na velha poltrona verde e pôs-se a refletir… Olhando o nada, olhando através da displicente e torcida posição da veneziana deteve os olhos no balanço regular e ritmado da natural paisagem à sua frente, atenta aos chocalhos que pareciam instrumentos pendurados na folhagem densa .Sem remorso ou tristeza, pensava, em como há grande diferença entre, ESTAR ou SER SÓ.
Tolices
18 de agosto de 2011 às 8:13 | 2 Comentários
Eu dizia coisas que não sei mais dizer.
Acreditava em sentimentos
Que hoje chamo de tolices.
Amava com um jeito absurdo e inocente.
Chorava quando era pra cantar.
Algumas coisas duras,
Guarda-se na memória
De forma inevitável
E viva, como um vídeo-teipe.
Eu queria como quer uma criança,
O doce da vitrine ou a boneca mais linda,
A felicidade inexistente.
Chorava de emoção ao ouvir
Uma canção de amor
E pensava na vida como quem pensa
Num bosque…
Vivia a primavera como quem faz um poema
E beijava como um beija-flor,
Sugando da vida o néctar.
Um barquinho visto de longe,
Era como uma embarcação
Cheia de sonhos.
Aí, a vida chega, o tempo passa
E o que resta da festa
É o que a ninguém basta.
(Ednar Andrade).
(03.08.2011).
Tristeza doce
15 de agosto de 2011 às 17:14 | 2 Comentários
Me bateu uma tristeza,
Em volta olhei a mesa:
Bananas, canela e açúcar…
Eis aqui um poema doce.
Receita para não sofrer… Rs…
Corte as bananas,
Açúcar-”misturinelas”
Não esqueça: por canela.
Depois, leve ao fogo brando…
Vá fazendo da dor um verso,
Que a vida fica docinha…
…E O REVERSO UM VERSO…
(Ednar Andrade).
Palavra-muda
12 de agosto de 2011 às 18:21 | Comentar
Saltando de galho em galho no cajueiro,
Leve como um pensamento…
Anum é seu nome.
“Estranha ave”…
Distraída canta…
Pela folhagem,
Bailando… Bailando… Vai…
Tudo me invade,
Silêncio, música (sem saudade).
Nesta paisagem de verde tarde,
Descortinando o tempo.
No olhar tenho um riso;
Na boca “palavra – muda”.
Me desnuda, me interroga,
Me abriga,
Me abraça,
Me enlaça… Respiro a vida.
Estranha ave… Que, como eu,
Canta seu canto…
…Eu? Planto flores,
Eu verso…
E dela me encanto…
Me encanto…
(Ednar Andrade).

