James Joyce, um vidente na virada do século

4 de março de 2011 às 10:15 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

James Joyce nasceu em 1882, em Dublin, na Irlanda, onde fincou os pés até os 20 anos, quando decidiu bater em retirada em um exílio voluntário. A partir daí não mais parou. As raízes, porém já estavam entranhadas em sua alma o que podemos deduzir pela sua obra, em que as estórias contadas se passam quase sempre em sua terra natal adorada e odiada. Pintar o próprio chão é se tornar universal, já disse Tolstoi.

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A obra prima de Miguel de Cervantes

27 de fevereiro de 2011 às 16:23 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Dom Quixote, de Orson Welles (aqui)

A obra prima de Miguel de Cervantes “Dom Quixote” não é leitura para neófitos em literatura. Seria essa uma frase esnobe? Não acredito. Harold Bloom que é um crítico de peso coloca Cervantes no mesmo patamar de Shakespeare, o que vindo de Bloom é na verdade o maior dos elogios. A admiração do critico norte-americano pelo teatrólogo inglês parece não ter limites, a ponto de Bloom colocar o próprio Shakespeare ausente de sua teoria da “Angústia da Influência”, defendendo (um paradoxo?) outra tese, qual seja, a de que Shakespeare não teve rival, ou melhor, não teve pais poéticos anteriores que o moldaram.

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História da Inteligência Brasileira

31 de janeiro de 2010 às 20:09 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, descobri Wilson Martins e a sua maior obra, quando era estudante em São Paulo, na Faculdade Metodista em São Bernardo do Campo. Wilson escreveu a “História da Inteligência Brasileira” quando o país estava imerso na ditadura militar de 1964. Foi com essa obra que aprendi mais sobre o Brasil do que quase todos os livros que já tinha lido. O fato de sermos “palco morto” em relação ao Renascimento que explodia na Europa, o que nos atravancou para o Humanismo, foi um desses achados que Wilson nos ensinou. A natureza e raiz de um país autoritário (quem tem o mínimo de conhecimento sobre a nossa historia sabe disso) são explicadas didaticamente por Wilson nessa obra monumental. E como critico literário foi singular e brilhante quase que permanentemente.

Sobre Wilson Martins

31 de janeiro de 2010 às 16:10 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Tácito, soube da morte do escritor Wilson Martins através de uma colega professora.

Morre o escritor Wilson Martins

31 de janeiro de 2010 às 11:49 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito acabo de saber que morreu um dos maiores intelectuais deste país: o escritor e critico literário, Wilson Martins. Sua “Historia da Inteligência Brasileira” em 12 volumes, é desses livros que qualquer pessoa cultivada não pode deixar de ter e ler. Além de “História…”, Wilson é autor de “A idéia modernista”, “Crítica literária no Brasil”, entre outros. Uma perda inestimável.

Textos do crítico aqui

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Pesquisei no Google. Somente dois blogs registraram a morte do crítico. O de Lívio Oliveira (aqui) e o Nilnews (aqui). Os portais de notícias ainda não noticiaram, o que achei muito estranho. Quem informou a Lívio foi o escritor Miguel Sanches Neto, por e-mail. O jornal Gazeta do Povo, de Curitiba, onde morava o escritor, traz curto texto sobre a morte (aqui).

Entendido

31 de janeiro de 2010 às 9:24 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Perfeito Marcos, valeu.

Abs, Laurence.

A qualidade do produto

30 de janeiro de 2010 às 23:15 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos, me desculpe mas sua resposta me pareceu um escape. Postular que o problema de Paulo é a qualidade do produto depois de dizer que “não devemos discriminar ninguém pelo fato de vender muito”, perceba, me parece um contrasenso. Se não devemos discriminar, então que se tenha a fila. E de fato é bom que os escritores vivam do seu oficio. Não foi esse o caso de Lima Barreta, Cruz e Souza, Clarisse (foto) e tantos outros. Se tivéssemos menos preconceitos para com o que é nosso, e principalmente para o fato do escritor vender, talvez estivéssemos discutindo de uma forma mais livre.

Uma outra coisa

30 de janeiro de 2010 às 9:44 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos, você tenta relativizar as cosias onde eu busco outro caminho. Mas leia a sua conclusão: se você mesmo disse que “não devemos recriminar ninguém pelo fato de vender muito”, qual o problema de entrar na fila do Paulo? Nesse caso, onde estaria o relativismo? Ou seria uma outra coisa? Sabe quantos escritores no Brasil vivem desse oficio?

Para refletir

30 de janeiro de 2010 às 8:10 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Com o lançamento de “O apanhador no campo de centeio” em 1951, Salinger vendeu 15 milhões de cópias. Hoje já ultrapassam os 40 milhões. Por ano, mesmo recluso, e sem sair de casa, o livro vende uma média de 250 mil cópias ano. Não precisou de nenhum organismo estatal para bancá-lo. Enquanto isso…

Moisés e o monoteísmo – para Monteiro

29 de janeiro de 2010 às 22:32 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Monteiro estou relendo sei lá já por quantas vezes “Moisés e o monoteísmo” desse gigante do século XX e imbatível a meu ver séculos afora, chamado Sigmund Freud. A capacidade de manusear um denso material articulando-o com suas premissas psicológicas é qualquer coisa de espantoso neste ensaio memorável.

Lembrei de você, Monteiro, claro, porque Freud trata brilhantemente no referido ensaio, do Faraó egípcio da XVIII dinastia, Akhenaton ou Amenófis IV, que no dizer de Brestead foi “o primeiro individuo da história humana”. Freud, como Judeu, percebe e atribui a Akhenaton o real e verdadeiro instituidor do primeiro monoteísmo na face da terra e não aos judeus.

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Salinger, influência e seguidores

28 de janeiro de 2010 às 22:10 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Interessante que esse sentimento de Tácito também reflete em mim, hoje. Na verdade o grande segredo de Salinger em “O apanhador no campo de centeio”, penso eu, foi ter usado o palavreado da juventude americana que começava a se rebelar no inicio dos anos 50 através do personagem adolescente Holden Caufield.

Nessa mesma década começava a explodir o rock e toda a rebeldia e que terminou resultando em Woodstock. Fazendo uso de gírias e expressões típicas da juventude americana “O apanhador” é sem duvida um grande livro contracultural.

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Viver é muito perigoso

25 de janeiro de 2010 às 19:03 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, participo de um blog em Mato Grosso www.prosaepolitica.com em que sua proprietária, Adriana Curvo, jornalista das mais competentes e de fibra, e que por pensar de forma diferente do atual governo de Mato Grosso, está sendo processada pelo atual diretor do DNIT Luiz Pagot, indicado pelo governador Blairo Maggi (foto), ambos do mesmo Partido o PR. O blog dela já sofreu censura e agora o dito, Luiz Pagot, entrou com uma queixa-criem pedindo a prisão de Adriana por não aceitar a “forma” como ela escreve. Mesmo de longe (embora já tenha prestado minha solidariedade e repúdio no blog dela, ao tipo de atitude absurda, autoritária, ditatorial e anti constitucional) presto mais uma vez minha solidariedade a blogueira aqui de longe. Sinceramente a cada dia e diante da atitude tomada por Luiz Pagot fico me perguntando que país é este. Pode ser que eu esteja enganado, mas não penso que seja um país com fundas raízes democráticas. Nem rasas, como diria certo escritor.

Cito uma das postagens dela, Adriana, onde ela fala sobre o processo e agora a queixa crime:
“A juíza Flávia Catarina Amorim aceitou a queixa-crime feita por Luis Pagot, diretor do Dnit (aquele citado ontem pela Folha na Operação Castelo de Areia), contra mim. Pagot pede minha prisão, alegando difamação e injúria. Mais ou menos 3 anos e meio.
Em julho do ano passado houve a audiência de conciliação. Foram quase três horas onde Pagot tentou, em vão, me convencer de não ser processada por ele. Lá o promotor de Justiça, esqueci o nome dele, só sei que é DJ também, queria discutir comigo a “forma” de da minha escrita. Veja bem: o ministério público estadual queria interferir na forma da escrita. Não aceitei, como também não aceitei a proposta feita pela justiça, de que tudo que eu escrevesse sobre Pagot, antes de publicar enviasse a ele para ser aprovado ou não. Agora a juíza recebeu a queixa. Eu terei 10 dias, a partir da notificação, para apresentar minha defesa. Estou aguardando o oficial de justiça.
Esta será uma loooonga novela, talvez comece a andar mesmo já no tempo em Pagot diretor geral do Dnit, será apenas uma triste lembrança”.

A dívida

25 de janeiro de 2010 às 9:05 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Era noite. Jonas atravessou a Estação Paraíso a passos rápidos. Sua ânsia de chegar ao bar “X” era contrastada apenas pelo silêncio e calmaria que a Avenida do Contorno apresentava. Já passava das 23 horas quando finalmente ele chegou ao local avidamente buscado.

O local apesar de pequeno, dava a impressão pela distribuição interna, de ser maior do que realmente era. Dentro, ao todo havia apenas um balcão e oito mesas muito bem distribuídas. Três delas estavam vazias. O local, era arejado e limpo. Além do proprietário que ficava por trás do balcão, havia apenas um garçom que ficava circulando e levando os pedidos além de ficar limpando e retirando o que já havia sido consumido nas mesas. No canto esquerdo do salão, numa quase penumbra, ficavam instalados dois banheiros, com um desenho que indicava os nomes em letras garrafais por cima: HOMEM e MULHER.

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Entrevista com o escritor Fernando Monteiro

21 de janeiro de 2010 às 14:10 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Na visão do mais importante crítico literário da atualidade, o americano Harold Bloom, o mundo de massas, moderno, destruiu o gosto pela alta cultural, provocando um definhamento na prática e cultivo do mundo culto. Hoje cultivamos o pastiche. É uma opinião dura, mas nem por isso totalmente inverdadeira. O escritor pernambucano, Fernando Monteiro, autor de diversos livros lançados, entre eles, romances como Aspades Ets, Etc, Cabeça no Fundo do Entulho, A múmia do rosto dourado, poemas como Memória do mar sublevado e Eu vi uma foto de Anna Akhmatova e biografias de Thomas Edward Lawrence (Lawrence da Arábia) e do faraó Akhenaton certamente que concordaria com o crítico. Nessa longa entrevista Monteiro mostra não só sua vasta cultura, como discorre sobre sua produção passada, presente (e futura), além de tecer comentários sobre a literatura feita no Brasil e no mundo. Provocado sobre suas discordâncias em relação a Ariano Suassuna e Paulo Coelho, Monteiro mostra porque não segue modismos literários muito menos baixa a guarda a patrulhamentos literários, que não tenham um crivo maior com consistência na escrita. A entrevista é um misto de erudição, inteligência e contundência crítica, e, em vários momentos de grande autocrítica. Divirtam-se e aproveitem.

Laurence Bittencourt – Monteiro uma leitura atenta de “Vi uma foto de Anna Akhmatova” transmite a idéia de que você é um dos últimos representantes de um Humanismo perdido. É correta essa análise?

Fernando Monteiro – Se o poema transmite essa idéia, certamente que ele está fazendo mais por mim do que eu mereço, Laurence. Não quero ser o moedeiro falso da modéstia empostada dos dias que correm, mas raciocino: é que a larga palavra usada na pergunta – Humanismo – se encontra inevitavelmente poluída em todos os corações & mentes (incluindo a deste escriba, é claro) da desolada época de “homens ocos” em que caímos, com o sentido de grandeza – meramente humana etc – reduzida à sombra de uma sombra vista no escuro, entre “lágrimas na chuva”. Não é mais necessário o Homem (e, em conseqüência, o Humanismo)? E a Poesia – para um não só chocado como vitimado Walter Benjamim – não será ma is possível, de fato, “depois de Auschwitz”? Seja como for, fomos longe demais no “adeus a uma idéia” (aquele título do poema fúnebre do grande Wallace Stevens), na longa despedida a um modelo de cultura que se originou das peãs pagãs, cantadas em torno da fogueira grega de guerreiros sentados para ouvir o Poeta entre eles. Naquela época primaveril – de sangue, tempestade e alguns antecipados dias de vinhos e rosas –, cantava-se o fragor da batalha, um choque entre surdas nuvens fazendo cair uma folha amarela do outono grego sobre o branco colo de Ariadne. Onde está ela, agora? E onde ficou a visão de Beatriz, Margarida, Miracelli e Anna Akhmátova? Todas as vozes estão se reduzindo a um murmúrio – e não se ouve mais o Tordo, com o seu piar nublado pelo céu que chora nos olhos vazados de estátuas cegas por ácido. O falcão não atende mais ao falcoeiro – já denunciava Yeats, no seu sombrio poema de 1926 (“The Second Advent”). Desde então, entramos no Terceiro Milênio com a horrível sensação de que tudo está mais morto assim (vivo?), do que se o fogo já houvesse consumido o que a água poupou, no antigo dilúvio transformado numa espécie de filme-catástrofe (mal) dirigido por um James-Cameron-qualquer da vida. Enfim, “vôte!”, como se dizia antigamente…

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Terremoto no bom senso

17 de janeiro de 2010 às 16:03 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Apesar de o nosso presidente ter pedido para adotar o Haiti, até agora não mandou ninguém (a não ser os soldados que já estavam a serviço da ONU, portanto ele não mandou, deixou lá). O Rio Grande do Norte não se fez de rogado e mandou HUM soldado da força nacional de segurança. Mas mandou. Isso mostra o nível da nossa preparação para uma guerra. Nossa governadora realmente merece o titulo de guerreira…da paz. Enquanto isso os americanos enviaram 10 mil soldados e 800 médicos (evidentemente deve ter sido do SUS americano). Este número, 10 mil soldados, é maior do que todo o contingente das forças armadas no RN. Lula-Alá, ainda não se conscientizou da nossa insignificância. O nosso presidente na ânsia de aparecer para o mundo, aceita até sair vestido de baiana.

O Pai do mundo e o Haiti

16 de janeiro de 2010 às 7:51 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

O pai do mundo perdeu a voz e ficou rouco de tanto ouvir (como dizia Benedito Valadares, interventor de Minas Gerais no tempo da ditadura de Vargas) durante a tragédia de Angra dos Reis. Agora, com o terremoto no Haiti, o pai do mundo recuperou a voz e resolveu adotar o país vitimado. Doou, em nome dos brasileiros (lembrar que o pessoal do Bolsa família ficou de fora), 15 milhões de dólares para as vitimas. A Comunidade Econômica Européia, da qual fazem parte os países atrasados e pobres, Alemanha, Áustria, França, Holanda, Portugal, Itália, doaram apenas 3 milhões de euro. Alguma coisa está errada. Não é pai do mundo?

Zilda Arns, uma dama especial

15 de janeiro de 2010 às 22:14 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Zilda Arns só conviveu com os pobres, aliás miseráveis, mas só andava elegantemente trajada. Nenhum traço de demagogia. Ela não era uma guerreira, era uma dama, mas seu legado é o que foi importante. Ela executava, não falava. Ela não prometia, fazia.

O que dizer?

13 de janeiro de 2010 às 14:19 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Considerado um dos países mais pobres do planeta, o Haiti vive imerso e atolado em guerras tribais, falta comida, falta água, falta tudo. Falta civilização. Uma miséria completa. Agora vem o terremoto. O que dizer? O que dizer? Solidariedade basta?

Ingênuo ou mal intencionado?

11 de janeiro de 2010 às 17:01 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, o meu texto “Para que servem os vereadores?” publicado aqui no SP no dia 08/01/10, foi transcrito pela jornalista Eliana Lima em um de seus espaços na Tribuna do Norte on line, o que muito me honrou e me deixou feliz e penso ser uma mudança positiva na forma de tratar a coisa pública. O texto transcrito pela jornalista recebeu (até onde eu vi) 25 comentários, e quase totalidade concordando com as idéias escritas no artigo.

O curioso foi o fato do vereador Ney Lopes Jr. (foto ) e do Sr. Jean Paul Prates terem se manifestado contra o que ali estava escrito. Ney Jr., além de não concordar com o “o conteúdo” do texto fez um convite para que eu acompanhasse um dia de trabalho de um vereador. Já o Sr. Paul Prates chamou o texto de “pueril”. Da minha parte me senti honrado com a classificação de pueril (apesar dos mais de 22 comentários a meu favor), pois é algo próprio das pessoas de espírito jovem e que tem ideal e amor pelo país.

Uma boa tradução para pueril seria “ingênuo”. Gostei, pois reafirmou em mim a convicção de que na Câmara não tem vaga para ingênuo.

Ainda sobre música popular e erudita

10 de janeiro de 2010 às 23:08 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos, é claro amigo velho que o alto nível se encontra em você também. Talvez mais do que em todos nós. Fique certo. A admiração pela sua cultura eu já disse em email pessoal e aqui idem. E agora novamente. Mas olhe aqui, tomando como base sua própria declaração: “É possível que a experiência do sensorial seja anterior à lógica, o que não as opõe nem elimina uma das duas necessariamente”. Sem dúvida que não elimina e é claro que é anterior. O próprio Freud (foto) como bom burguês tinha lá sua neurose com música, logo ele que foi o descobridor do principio inconsciente da sexualidade, porque a música nos pega pela sensualidade. Isso é sensório. A minha idéia foi mostrar que a música erudita quase que aprisiona a sensualidade que é algo sensório construindo-a pelo aspecto abstrato, quase diria espiritual, lógico (que foi o termo que usei), intelectual. Nesse sentido ela é superior a popular, tanto que não atinge as massas que ainda estão no nível do sensório, do primitivo. Ora, a meu ver isso é claro, há essas separações. O que não significa que haja exclusão, tanto que o quem faz sucesso é a musica popular e não a erudita. O que você pleiteia, legitimamente é o espaço para as duas, e há. O que eu tentei mostrar foi outra coisa. O que eu tentei mostrar, é que a musica erudita é superior a popular. O que não significa invalidar a popular ou que não haja espaço para ela. O espaço para a música erudita é que é pouco, restrito (que você mesmo cobra como acesso maior para as massas), mas que eu, particularmente não acho que ela desça até as massas, porque a massa é sensório puro. Era isso, meu querido. E claro que você é um dos nossos mestres, sempre.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    No bar
    08-02-2012 às 22:17 - 7 Comentários
    Por Jairo Lima

    Chegaste a mim não como lume
    Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
    E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
    E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa

    Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas

    E eu te vi.
    Te vi como se vê mares e dunas
    Como coisas que são sem oráculos nem seitas
    Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:
    Ali estavas de pé em frente aos panos da noite
    E parecia que contigo aquela noite estava feita

    Te vi coxas, riso, ombros e mãos
    Perdidos entre afago e maldição

    Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse
    Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce

    Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma
    Se colam, se penetram, se invadem;
    Não são asas de pássaros, são patas de cavalo
    Destruindo colheitas

    Aquela noite só prometia suores
    Conquistados a cada beijo
    Os latifúndios do desejo
    Eram cada vez maiores

    (———–)

    Vim de longe
    Em hora incerta
    Vim de lunas
    Vim de céus perfurados de estrelas
    Vim de amores submersos em dores e desfeitas
    Para que celebrasses a consagração bizarra
    Que faz a carne virar pão
    O sangue virar vinho
    E a cama virar mesa
    Onde a fome dispõe as suas facas
    Para cortar as carnes e sugar a seiva

    (—————–)

    ******

    Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:
    1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?
    Não sei
    2. E porque voltou a envia-los agora.
    Sei lá.

    COMENTÁRIOS

    • Fernando: Nossa, nunca li um artigo tão fraco como esse, nunca vi tantas falácias coligidas em um artigo de um abortista (não nos parece um jornalista, já que demonstra nada ter lido efetivamente sobre o aborto). Vejamo-las: 1) Aborto não é questão de controle populacional: mentira. Basta ver a origem da defesa do aborto nos EUA e basta ver quem financia o aborto ainda hoje. Para quem nada sabe do assunto, estudar a história das fundações Rockefeller, MacArthur e Ford pode ajudar. 2) Aborto é "direito reprodutivo". Direito??? Que absurdo! Além do absurdo, o termo maldosamente forjado para induzir a erro é incoerente: como pode um "direito reprodutivo" tirar uma vida? Ah, tem dúvida se é vida humana? Por favor, dá uma olhadinha aqui: abort67.com.uk 3) Ó loucura... "atendimento de qualidade" e "sem preconceito" do Estado para ajudar uma mulher a matar o próprio filho. Quanto amor, quanta bondade! Quer saber? Chega de ironia, falemos a verdade: que nojo, quanta hipocrisia! Por que não propor educação sexual para valorização da mulher, do corpo, do próprio sexo, ao invés de louvar o sexo irresponsável que gera vida e que deve terminar em assassinato "de qualidade" e "sem preconceito"? Repito, gritando: QUANTA HIPOCRISIA, QUANTA HIPOCRISIA ASSASSINA MENTIROSA travestida de luz. Típico de quem quer fazer o mal. 4) Ah, o velho conceito da luta de classes para transformar o assassinato de bebês em "questão de saúde pública": mulher rica aborta com segurança, mulher pobre aborta e morre. MENTIRA HORROROSA!! Uma simples consulta ao SUS desmistifica essa mentira. O aborto como causa de morte de mulheres está LONGE, MUITO LOOOOOOOOOOONGE de ser questão de saúde pública. Mas é claro que este abortista (jornalista? Não... já não resta dúvida) está mal informado, lendo pesquisas financiadas pelas ONGs abortistas que sabidamente MENTEM para jornalistas divulgando números falsos que eles irresponsavelmente repassam para pressionar a opinião pública. Deem uma olhadinha aqui (é só uma das evidências...): http://boletimfedf.blogspot.com/2011/03/os-controversos-numeros-do-aborto-e.html 5) Como é fácil ter opinião diferente sobre o feto quando você não foi abortado, né japonesinho? Que lindo que soa aos ouvidos menos instruídos "direito sobre o próprio corpo". Que sorte a sua que sua mamãe (e seu papai, coitado! Não o reduza a nada! Ele também quis que você viesse ao mundo... Como você pode tirar dele o direito de amar você?) - que sorte que ela não pensou como você!! Afinal, seu corpinho não era nada, não é? Era uma unha encravada da mamãe, não é? Se você tem dúvida sobre "que corpo" é mutilado, se o da mamãe ou o do bebê, recomendo novamente este videozinho instrutivo: abort67.com.uk 6) Ave, e o que dizer da tese - histérica - de que "religiosos estão se intrometendo na questão!!! O Estado é laico!!" Será que não existe um ateuzinho que não concorde com a matança de bebês? Acho que existem sim. Muitos. Mas é mais fácil ser ignorante (ou maldoso) e criar uma guerra religiosa. Abjeta, como aliás têm sido todos os supostos "argumentos" até aqui para defender a matança de bebês gerados irresponsavelmente. 7) E o autor - que por sinal demonstra ter um elevadíssimo autoconceito, um amor-próprio no mínimo... doentio, para usar um eufemismo - ainda tem o fingimento de se apresentar aos leitores como alguém que está preocupado com a dignidade alheia, quando se acha no direito de decidir quais dos mais novos membros da espécie humana devem ou não viver. Como é triste a cegueira humana! É surpreendente até que ponto alguém ensimesmado consegue perder a noção da realidade! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: É, Alex de Souza... "seus corpos" - abort67.com.uk - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • chico m guedes: coisas de Jairo eu sempre me pego lendo em voz alta; é quase táctil (quase?) - No bar
    • Daniel Menezes: Ótima reflexão. - Yoani Sánchez, a direita e a esquerda
    • Jairo Lima: Brigado, Nina, sou leitor atento e empolgado de tua poesia. - No bar
    • Anchieta Rolim: Marcos Silva, caso tenha interesse dê uma olhada nesse blog: araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com Um abraço! - Ai Hay Hai
    • Marcos Silva: Aprendi a sentir Anne como mais que irmã, pedaço de mim, essas coisas que uns e outros consideram sentimentais mas são apenas sentimentos que nos diferenciam dos computadores. Grande beijo. - Ai Hay Hai
    • Anchieta Rolim: Gostei muito da matéria. E pra quem interessar, segue o blog do meu amigo João Carlos Wisnesky que foi um dos guerrilheiros do Araguaia e que ainda continua sua luta para esclarecer esse fato histórico. araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com - À sombra da ditadura
    • Nina Rizzi: Gosto muito. E o meu gostar tem a pretensão dos desejos mais pungentes. Um beijo :) - No bar
    • Anne Guimarães: Marcos meu menino... Na vida só a alegria embeleza a alma. Beijocas por estes versos! :) - Ai Hay Hai