Música, PF e SP

10 de janeiro de 2010 às 11:19 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos tudo que você escreveu cabe. Mas meu viés foi outro. Perceba. O sensorial é muito anterior ao nascimento da lógica. Há elitismo nisso? Sem dúvida. Há exclusão? Sim. Mas não do lado da música erudita. Pego um trecho do seu post: “A Música dita Popular obedece a regras de duração, audição e reprodução muito diferentes da Música dita Erudita (frequentemente não segue leitura de pauta, valoriza variações e improvisos)”. Foi esse o meu caminho. Por falar nisso, gostei muito de você ter acentuado o alto nível de debate com Jairo, porque considero o espaço criado por ele, o hoje intitulado “Papo Furado” um dos melhores locais para se discutir altas arte e mesmo a não alta arte. Jairo como todo sujeito civilizado é democrático. Sempre que posso tenho ido lá, mas sinto falta de mais freqüentadores. Assim como o Substantivo o Papo Furado pode ser sim um lugar alternativo aos bares das chamadas colunas sociais e futricagens. Concordas?

P.S. Espero que ninguém me diga que há outros bons locais além do Papo Furado (foto). O Canto do Mangue citado outro dia pelo nosso João da Mata, é um exemplo. Essa ausência de frenquentadores (toc, toc, toc) já fez Jairo me confidenciar seu desejo de voltar a Recife. Insisto: assim como o SP espero que o PF se consolide.

Sobre o comentário de Demétrio

10 de janeiro de 2010 às 10:38 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Concordo inteiramente com as palavras de Demétrio sobre o talento de Charles. E também faço coro pelo romance. Mas o texto de Demétrio, sugere outras coisas mais, por viés, que me fez pensar em como o SP e Tácito (não só por ser o timoneiro) estão fazendo história. Por que digo isso? Além de um espaço alternativo de alto quilate para discutir tudo, ele (o espaço) tem propiciado abertura para receber textos literários, de criação literária, de forma acolhedora, coisa que rarissimamente, e bote rarissimamente nisso, os nossos chamados jornais diários, tradicionais e até diria revistas (algumas) também, não dão ou não querem propiciar esse espaço. Torço muito para a consolidação do SP e todos os níveis, para inclusive no futuro, quem sabe, termos lançamentos de livros dos melhores textos, ou mesmo dos textos literários publicados aqui. Um segmento poderia ser “os melhores contos”. Essa abertura e esse espaço (como local alternativo aos outros meios) vieram em boa hora. Parabéns.

O poeta e eu

9 de janeiro de 2010 às 12:49 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Tácito mandei esse post para Jairo que publicou no blog dele seguido de um post scriptum. O PS dele está em negrito, como não soube colocar aqui, faça isso, por gentileza. Remeto agora os dois para o SP. Segue:

O poeta, escritor e publicitário pernambucano, residente em Natal, Jairo Lima, assim como eu, acredita que o trabalho intelectual é algo superior ao uso do trabalho sensório per si. Vou tentar explicar, antes que me acusem de alguma obscenidade, mesmo que quem o faça não saiba que está ofendendo mais a si do que a mim. Aliás, foi Freud quem disse certa vez que quando Pedro fala de João, está falando mais de Pedro do que de João. Deu para entender? Não? Então, deixa pra lá, paciência. Na verdade, isso é outra história. Deixemos Freud, e voltemos a Jairo.

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O escritor

8 de janeiro de 2010 às 20:55 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, eu não me engano, a primeira vez que eu coloquei os olhos em um texto de Phelan senti que ali era um escritor diferenciado, ou como disse Tânia Costa, um perito, alguém que sabe escolher as palavras com o cuidado e acuidade. De um profissional. Charles não é só um contador de história (algo que define um escritor) mas usa a criatividade ao contar a história. Isso é dificílimo. Sabe criar cenas, gerar tensão, provocar o leitor e conduzi-lo através de um enredo intricado. Com um final sempre surpreendente. E isso dentro de um ritmo como quem está montando um quebra-cabeça, com cadencia e escolhendo ou buscando escolher as palavras certas. Isso é profissionalismo. Isso é ser escritor. Do mais alto nível. Da melhor estirpe.

A próxima

8 de janeiro de 2010 às 14:08 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Valeu Gustavo, a próxima será aqui.

Para que servem os vereadores?

8 de janeiro de 2010 às 9:42 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Ainda sobre a questão dos vereadores. Pode ser excessivo o que vou dizer, mas é a mais pura verdade. Qualquer pessoa de bom senso (e que não precise dessa escumalha) sabe disso e fala disso em reuniões no social. Eu considero os vereadores de Natal uns gângsteres. Estou falando por mim, obviamente.

Ontem, por exemplo, eu estava em um restaurante da cidade, quando chegaram dois deles. Em seus carrões, super-carrões, hiper-carrões. Imensos. Vereador tem salário para comprar um carro daqueles? É claro que não. Qualquer pessoa de bom senso sabe disso. Mas então como é que compram? De onde vem a grana? E no entanto eles dizem representar a população. Falta agulha nos postos de saúde. Eles representam? Claro, o povo pagando a conta de todos os lados e com direito a nada.

Já sei, o povo não é vítima e os escolhem. O problema é que o povo é obrigado a votar. E ai já viu. Por que eles não retiram a obrigação do voto? Não é uma democracia? Então o voto não deveria ser obrigatório. Mas, não, aqui se fala em democracia com voto obrigatório. O contra-senso do contra-senso. Ninguém precisa me dizer que não são os vereadores diretamente que decidem se o voto continua a ser ou não obrigatório.

A besteirada de sempre. Mas façam uma enquete entre eles, nenhum deles quer perder a “boquinha” de comprar os votos, de pegar cargos nas estatais para terem suas eleições, em suma de fazer o proselitismo qualquer, que é o que toda eleição representa nesse país. Enquanto a população continuar miserável e dependente dessa gente, teremos o saque nas contas públicas, leia-se bem entendido, contas do povo. Eles vão para os restaurantes e depois sai publicado nas “colunas sociais” que estavam discutindo política e os rumos da política natalense. Pode isso? E o povo pagando a conta.

Para que serve mesmo um vereador? Para quê, em Marcos Silva? Quanto custa um vereador a sociedade? Sem eles não tem democracia, dizem alguns. Ué, eles são quem impedem a democracia e ainda por cima “usam” a tal da democracia para se beneficiarem. Isso definitivamente não é democracia. É outra coisa, menos democracia. Eles desonestamente sabem disso, e continuam explorando. Isso pode continuar? Enquanto isso pessoas trabalhadoras na labuta do dia-a-dia, suando para ganhar um salário mínimo. E mais: eles, os chamados vereadores são tidos como os “homens” da lei, os legisladores. Quá, quá, quá. Na verdade, são os primeiros a violarem todas as leis. Que moral essa gente tem?

É por isso que a nossa segurança vai tão mal. E o povo pagando a conta. O incrível é que eles continuam circulando nas colunas sociais. O que podemos deduzir dessas colunas sociais? E ainda enchem o peito para dizer que são os representantes da sociedade, que “trabalham” na Casa do Povo. Trabalham? Enquanto não houver uma reforma política profunda nesse país eles estarão sempre ai. E ainda querem aumentar ainda mais o número deles. Dizem que isso é representar a sociedade. Até quando?

Tórrido verão

7 de janeiro de 2010 às 22:08 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Tácito abri agora o Substantivo e encontro um post de João da Mata convidando para um encontro no Canto do Mangue. Houve o tal encontro? Ainda está de pé? E quem vai partir? Fiquei sem entender

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Amigo, acho que não ocorreu. Gustavo de Castro já retornou ao Distrito Federal e à tarde, horário sugerido por João, eu não posso porque estou no trabalho.

Sobre “Ela”

6 de janeiro de 2010 às 22:00 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Lendo Charles Phelan aqui no Substantivo (viva!), lembrei do que nos disse certa vez o escritor Nei Leandro de Castro durante um dos nossos encontros na nossa pequena confraria: “esse é o estilo Phelan”. O conto “Ela” postado hoje aqui, de fato marca de forma indelével a maneira de Charles compor seus personagens: o domínio preciso da técnica que vai num crescendo, cadenciado, guiando o leitor para um desfecho sempre inesperado. “Ela” é mais um pequeno (no tamanho apenas) exemplo da capacidade criativa e narrativa de Phelan no ato da criação. Lembrei agora da frase famosa de Truman Capote ao se referir a Jack Kerouac, “escrever não é só bater máquina”. Perfeito. Ou ainda citando outro gigante da criação literária, e que talvez Charles se identificasse mais, Raymond Chandler, autor do insuperável “O sono eterno”, ao dizer sobre a arte do escritor: “Tudo que é escrito com vitalidade expressa essa vitalidade: não há sujeitos desinteressantes, o que há são mentes desinteressantes”.

Vida fácil

5 de janeiro de 2010 às 15:07 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito, e eles ainda sonham em aumentar a quantidade de vereadores. Com o dinheiro dos outros tudo é fácil. Acompanho João, meu voto é nulo. Mas é preciso erguer as barricadas.

Sobre Quixote e Tartarin

5 de janeiro de 2010 às 14:27 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro João, beleza de texto. Rico, culto, apropriado. Já disse certa vez que o considero umas das grandes escritas desse nosso SP.

Abraços,

Tartarin e Quixote

4 de janeiro de 2010 às 17:22 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro João fui conhecer Alphonse Daudet quando não era mais nenhum adolescente e isso com a leitura de um dos personagens mais deliciosos criados por ele, que é o nosso Tartarin de Tarascon. Apenas discordo do mix de Quixote e Sancho e sim aproximaria Tartarin de Quixote e Pantagruel. Ou se quiser na real, um misto de Swift de “Uma proposta modesta” e de Bernad Shaw de “O discípulo do diabo”.

Com abraço,

Capote vivo e atual

4 de janeiro de 2010 às 14:24 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

O jornalista Carlos de Sousa, disse recentemente no blog Substantivo Plural que para ele era mais importante alguém ser um leitor do que mesmo escrever. Confesso que a frase me surpreendeu, ainda mais sendo ele jornalista cujo oficio maior é escrever, e só aos poucos fui absorvendo o sentido da frase, e reconheço agora que a afirmação de fato faz um sentido imenso. E acrescento: há livros que lemos e temos que voltar ler outra vez; há livros que lemos e uma vez basta e ainda há livros que começamos e deixamos de lado sem terminar, não fazendo falta alguma. No primeiro caso, posso citar o livro do romancista americano Truman Capote chamado “A sangue frio”. O livro se tornou um best-seller quando foi lançado em 1966 nos Estados Unidos e transformou Capote além de milionário em uma espécie de mito. O livro traduzido no Brasil tem um dos mais belos prefácios que eu conheço escrito pelo também jornalista, Ivan Lessa que hoje mora em Londres.

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Vergonha

31 de dezembro de 2009 às 9:42 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito soube que a maternidade da zona norte que não tem nem um ano de inauguração e que tem duas placas (meu deus) de inauguração, uma do ex-prefeito Carlos Eduardo e outra da atual prefeita Micarla de Sousa, já tem 4 dos 22 apartamentos interditados. Uma médica que trabalha no local, me disse que a Maternidade (foto: Rodrigo Sena/TN), pelo andar da carruagem, não passa mais um ano sem ser interditada. Ela me disse que as goteiras (isso depois de um ano de “construção” e funcionamento) sobram, que o descuido é geral. A pergunta é: como podemos conviver com esse descaso? Não há como fazer uma intervenção juntos as chamadas “autoridades competentes”? Como é possível isso? É essa gente que quer o nosso voto? Claro, pedir a prisão dessa gente é excessivo! Isso é simplesmente uma vergonha, como diz certo jornalista.

Teria como desejar Feliz Ano Novo? Parodiando: apesar deles, Feliz Ano Novo.

Para onde vai o Irã?

30 de dezembro de 2009 às 21:33 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Poucos países se manifestaram até o momento contra os atos de violência e repressão intensos praticados pelo governo do Irã, comandado por um terrorista, que não pára de assacar contra os que pensam diferente do atual regime.

Ontem o presidente da França em nota oficial, voltou a condenar a repressão sangrenta aos manifestantes no Irã. E acrescentou “Desde a eleição de 12 de junho de 2009, o povo iraniano pede pacificamente o direito de se expressar livremente e de escolher seu destino. A França está ao seu lado, como sempre está quando se trata de um povo que pede liberdade e justiça”, acrescentou a presidência francesa, solicitando “o fim da violência, a libertação de todos os opositores detidos e o respeito dos direitos humanos”.

O comunicado de Sarkozy segue em acordo com o que o Ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard kouchner em nome do governo, já havia dito dias atrás ao pedir a libertação de “todas as pessoas injustamente detidas”.

As manifestações no Irã que começaram logo após as eleições que culminaram com a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, e continuam forte em Teerã. O atual regime viola os direitos humanos, tortura, mata, proibiu a internet, enfim, trata-se de um regime de terror brutal, com o perdão da redundância.

A questão que todos se perguntam é: para onde vai o Irã? Segundo o The Wall Street Journal, os iranianos desejam mudança de regime, e algumas mensagens no twitter já informam que o Aiatolá Khamenei (foto) pode se refugiar na Rússia, caso seja necessário. Seis meses atrás o slogan era “onde está o meu voto”, hoje é “Khamenei é assassino e o seu governo é ilegal”. O Itamaraty também há poucos dias já se pronunciou que se houver derrubada do regime do Irã, irá a ONU se manifestar contra a derrubada. Para onde vai Lula?

*Ali Khamenei é o Aiatolá cuja designação no Irã é a de ser o Líder Supremo, e foi também presidente do Irã de 1981 a 1989.

Prestigio e desprestígio

29 de dezembro de 2009 às 16:42 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Tácito sinceramente não concordo que haja desprestígio de Lula na imprensa brasileira. Ao contrário. É imenso. O problema é que parece que alguns querem que ele seja uma unanimidade. Perai também. Vamos com calma. E se for isso me parece ser algo de um desejo totalitário, ou então dificuldade mesmo em conviver com as diferenças ou receber criticas.

Onde está o dinheiro?

29 de dezembro de 2009 às 15:57 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos para quem tem o mínimo de conhecimento da realidade das prefeituras e câmaras de vereadores (basta pensarmos aqui mesmo no RN dito “pobre”) espalhados pelos mais de 5 mil municípios (fora os Estados, Assembléias, Congresso e Executivo Federal) do país, sabe que o roubo é acintoso, alarmante (as evidências materiais são horripilantes), indecoroso, simplesmente não deixa dúvidas. Quem quiser que tenha. Para você ter uma idéia (pequeníssima) a câmara municipal de Natal tem mais de mil servidores e (uma pessoa de dentro que entende do assunto) me garantiu que não seriam precisos mais que 80 pessoas. Fiquei sabendo a pouco, que um provável candidato a deputado estadual só sairá mesmo se tiver “alguns cargos” fornecidos pelo próximo Governador que irá assumir no próximo ano e que também é candidato ao posto a partir de 2011, cargos estes que possam garantir sua (do candidato a deputado estadual) eleição.

Qual o destino da dinheirama?

29 de dezembro de 2009 às 14:45 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Caro Marcos no tempo do Império se pagava 1/5 de impostos, ou seja, 20%. Hoje pagamos em torno de 40%. Para quê? Pagamos segurança para não tê-la, a não ser a dos políticos; pagamos pela educação pública mas não funciona; pagamos pela saúde e temos que ter plano privado. Qual o destino da dinheirama? A divida pública hoje está na casa de 1 trilhão e 400 bilhões de reais. Qual o destino da dinheirama?

Serviço público: um dia a gente chega lá

29 de dezembro de 2009 às 11:20 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Levei minha filha para tomar vacina em um posto de saúde agora pela manhã. Estava faltando copo. São coisas do serviço publico. Nada demais e um dia a gente chega lá. Essas faltas são passageiras e apenas momentâneas. Em 2010 tudo irá melhorar.

P.S. Ah sim, estava faltando também a vacina.

Feliz Natal

24 de dezembro de 2009 às 19:47 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Tácito, um Feliz Natal para todos os que fazem o SP, como colaborador, como leitor.

São os meus votos,

O povo é o vilão?

22 de dezembro de 2009 às 16:29 | Comentar
Por Laurence Bittencourt

Como entender o nosso país? Como entender Brasília? Faço as perguntas diante do resultado obtido pela Folha de São Paulo através de pesquisa realizada via Datafolha, entre os dias 14 e 18 deste mês, onde o eleitor de Brasília, vejam só, sinalizou que prefere ter de volta Joaquim Roriz para governar o Distrito. Em todos os cenários possíveis levantados pelo Datafolha, Roriz tem entre 44% e 48% da preferência do eleitorado, vencendo as eleições já no primeiro turno. O incrível é que o escândalo do mensalão do DEM tem as digitais fincadas, marcadas e expressas pelo governo de Joaquim Roriz, fato que parece mais do que claro, até o momento, diante das revelações de Durval Barbosa, o ex-secretário de Relações Institucionais do atual governo e o responsável pelas gravações que atestaram o esquema de corrupção conhecido como Caixa de Pandora.

Para quem não se lembra e é bom reavivar a memória, Durval Barbosa em depoimento ao Ministério Público Federal, confirmou aos procuradores que o esquema de corrupção começou no governo de Joaquim Roriz, em 2002, já com a participação do então deputado José Roberto Arruda.

Como explicar essa “tendência” do eleitorado em trazer de volta Joaquim Roriz? Um esquema de corrupção leva a esquecer um outro? Eta Brasil. Como diria Carlos Heitor Cony, “o povo é vilão”.

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    “Je f’rai un domain où l’amour sera roi”
    12-02-2012 às 10:14 - 1 Comentário
    Por Bruno Costa

    Embora distante
    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: eu faço do meu corpo o que quero foi conquista a greve do ventres vem desde os gregos quem possui o direito sobre o corpo feminino? voce, o estado, o papa, Deus"! todos falharam como inquisidores. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Roberta Aymar: Beleza e Proibição... coisas necessárias e, ao mesmo tempo, contingentes nas curvas dos "Plurais Substantivos"... Eu que agradeço, João. - A Viúva Negra
    • João da Mata: domingo é dia de fazer niente nem tente! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: O inquisidor Um dia ele organizou um livro e não selecionou Outro dia ele foi o júri de concurso de poesia e não entrei nem na menção honrosa. Outro dia eu quis abortar e ele disse não pode mas foi taõ bom!. Não pode! Depois disse que e eu não sou Outra vez disse conheço a lei Sou procurador. Como juiz ele errou Como cristo acho que não voga - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Marcos Silva: Alex: Faltou acrescentar que Maria engravidou sem contato sexual com José por vontade de Deus, não é? Dessacralização do coito, embora Deus deva ter pênis e bolsa escrotal pois Adão foi feito a sua imagem e semelhança, e Eva tenha recebido vagina por obra e graça de Quem a fez. Jesus não engravidou porque não quis. Nem precisaria ser inseminado por outro homem, Ele poderia inseminar-Se, se o quisesse, ou Deus poderia usar o mesmo procedimento ocorrido em relação a Maria. Nada disso se deu, pelo que se sabe e que vc, gentilmente, nos trouxe à lembrança. Quanto a Maria Madalena, nada sei. O conhecimento histórico sobre o tempo dela e de Jesus é muito limitado (alguma coisa a partir de Arqueologia), os Evangelhos são escritos de devoção, não propriamente fontes literais de informação (ou são informação sobre eles mesmos). De qualquer maneira, muito obrigado pelas preciosas informações. Aproveito para lembrar que uma coisa é o Cristianismo ideal (todos filhos de Deus etc.). Outra coisa é o Cristianismo histórico, como Cruzadas e Inquisição bem o demonstraram: ou os hereges não eram filhos de Deus (quer dizer: nem todos o são) ou, se o fossem, mereciam morrer por desagradarem aos representantes do Pai. Até Leonardo Boff, há poucos anos, foi punido pelo órgão que ocupou as funções da Inquisição na Igreja Católica, submetido a "Silêncio obsequioso", não é? E durante o Nazismo, o Vaticano manteve um silêncio nada obsequioso diante do Holocausto... Mas diga-se a favor de alguns membros da Igreja Católica (não do Papado) que muitos deles apoiaram os perseguidos pelo Nazismo e até morreram em campos de concentração, como Claudio Galvão estudou, a partir de um caso específico, no livro "Campo da esperança" (EDUSC). Mas Nietzsche já ensinou: a Morte de Deus não é papo para beira de piscina, é um acontecimento mais que gigantesco. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Caro Juscio e estimada Roberta Belos links e comentários. Adorei. Que lindo, Roberta, seu blog proibido. Recomendo a todos Muito obrigado - A Viúva Negra
    • Roberta Aymar: A quem de interesse for... (inclusive há um link para o seu texto, João da Mata): http://quasiallegromanontroppo.blogspot.com/2012/02/aforismos-sobre-as-irrigacoes.html Roberta Aymar. - A Viúva Negra
    • Jóis Alberto: Poema muito bom! - "Je f'rai un domain où l'amour sera roi"
    • Eliane Dantas: Concordo, finalmente, com o senhor Jarbas Martins. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Alex de Souza: Cristo também nunca engravidou. Nem Maria Madalena (que eu saiba). - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”