Lívio você alcançou a sua meta. Com admiração,
Laurence
Vida longa aos intelectuais
20 de dezembro de 2009 às 11:23 | ComentarCaro Livio, o que significa “assumir em determinados momentos históricos, um lado”? Pelo que entendi significa “combater a opressão venha de onde vier”. Se for isso, ok. E quando você diz “não necessariamente deverá ser apegado a uma ideologia, mas apegado aos princípios e vetores maiores da humanidade”, me parece ser isto que eu estava falando. Muitos, muitos morreram por causa desses princípios de combate a opressão. Portanto, vida longa aos intelectuais, sim, o que inclui os poetas, claro.
Abraços,
Sobre intelectuais
20 de dezembro de 2009 às 10:28 | ComentarEstou com João da Mata, o intelectual sempre foi combatido, mas esse combate, João, só mostra sua força e importância. Isso desde priscas eras. Pode não ser grande coisa? Mas e daí? Eu acho que é muito, por isso é combatido. O velho esquema freudiano: não se combate o que não tem valor. Quando não tem, somos indiferentes. E se há um guia verdadeiro para o intelectual é combater a opressão venha de onde vier. O verdadeiro intelectual não é de direita, de esquerda, não segue ideologias, a única ideologia que ele obedece é a da sua consciência. O intelectual é livre: ele levanta questões que os outros não vêem ou não querem. Ele problematiza e permite o avanço. Ele cria onde parece não haver mais espaço para a criação. Na minha visão, o SP é um exemplo do que eu estou falando. Assino embaixo o teor das idéias de João.
Abraços,
O poder e a mídia
18 de dezembro de 2009 às 11:50 | ComentarO Vice-governador Iberê Ferreira de Souza ofereceu alguns dias atrás um almoço “de confraternização de fim de ano” para os jornalistas. Vez ou outra eu leio alguns jornalistas reclamarem da falta de independência dos grandes jornais de centros maiores. Dentro de uma concepção séria e de jornalismo independente, que fala em nome e para a sociedade, a primeira coisa a fazer e saber, seria de onde estaria vindo o dinheiro que pagou o almoço. Pelo que li nada disso foi falado ou dito, e parece mesmo não ter nenhuma importância. E isso em se tratando de um político, atual vice-governador e que é pré-candidato ao cargo de governador no próximo ano. Imagine!
Soube, pelo que li, que o almoço foi sucesso de “critica e de púbico”. De público (já que era BLT, ainda que “alguém” pague a conta, a questão é saber quem) tudo bem, mas de critica? Porque de critica? Deve ser para mostrar “as habilidades do candidato”. Esse é o nosso jornalismo. No entanto o mais estranho foi o fato também de ter lido que durante a sua “fala” o vice governador pedir (uma vez que ele é o candidato da situação, ou seja do próprio governo que ele faz parte) ao jornalistas que saibam separar “o Iberê candidato do Iberê governador”. O que isso significa? Nenhum questionamento. Nenhum. Esse é o nosso jornalismo! Mas o que é que ele quer dizer com essa separação? Que como candidato ele não faz parte do atual governo? Ou será que só se deve falar das “promessas” dele? Aqui só fazemos levantar a bola e “divulgar” o fato, falar para a sociedade passa longe.
Outra coisa durante o almoço foi o fato do “candidato” a governador (que tem a maquina na mão) ter feito questão de fazer uma comparação do atual governo com o de Garibaldi. Garibaldi por acaso é candidato ao governo? Pelo que eu saiba não, e sim a senador. Ou seja, a sua comparação deveria ser em relação à Rosalba Ciarline e ao exercício dela à frente da prefeitura de Mossoró. Mas não. A “estratégia” no momento é outra. Mas, nenhum questionamento por parte dos jornalistas. Nenhum. Diante de almoço grátis resta apenas relaxar e aproveitar que ninguém é de ferro. As promessas virão apenas depois. E tome promessas.
Agradecimento
17 de dezembro de 2009 às 22:39 | ComentarCaro Charles, grato pelas palavras.
Depois do fim
17 de dezembro de 2009 às 7:52 | ComentarCaro Marcos o Brasil que eles escreveram é em muito o que ai está, o Brasil que eles sonharam é o oposto do que está ai.
Estamos na luta…
16 de dezembro de 2009 às 16:47 | ComentarCaro Marcos,
Lima Barreto teve um fim trágico, Graciliano foi preso (além de renunciar ao cargo de prefeito) pelas milícias de Getulio sendo acusado de pertencer ao Partido Comunista. Na época não pertencia. Morreu totalmente imerso em desgosto. Drummond lançou seu “protesto tímido”, o Brasil pouco avançou. De qualquer forma estamos na luta, caro Marcos, estamos na luta. É o que nos resta?
Abraços,
Sabedoria da contracultura
16 de dezembro de 2009 às 14:37 | ComentarNão há possibilidade do Brasil se ajeitar. Ok, é uma frase pessimista. Pode ser, mas a meu ver, verdadeira, absurdamente verdadeira. Em nosso país, e é visível, há uma total inversão (e eu também diria, subversão) dos valores. Se tivermos realmente a intenção de encontrar alguma sabedoria e alguma verdade, devemos buscar naquilo que Stephen Patterson chamou apropriadamente de “sabedoria da contracultura”. Não em outro lugar.
A “cultura” dita oficial apodreceu. Alguém tem dúvida? Quem honestamente pode levar a sério a política e os políticos nesse país? Já sei, o pior ignorante é o ignorante político. Também concordo. E a cultura política desse país, é a dos “arrudas”. Eles estão preocupados com isso? Deveriam, mas não estão. Alguém duvida? E qual a melhor saída? A política do avestruz?
Ao lado do povo ou contra o povo?
13 de dezembro de 2009 às 21:30 | ComentarO governador José Arruda foi eleito com o voto do povo, recebendo salário do povo, pago com os impostos do povo. O que ele fez no cargo de governador? Preferiu roubar o dinheiro do povo (o salário não basta, claro), o dinheiro dos impostos pagos pelo povo. Qual foi a reação popular? Os estudantes foram para as ruas de Brasília, erguendo um protesto, pedindo justiça, e impecheament, o que seria o mínimo a ser feito. Mas ai o que vemos? Vemos a policia que também recebe salário pago pelo povo, ou seja, salário recebido através dos impostos do povo, ficar contra quem faz o protesto, passando a atirar os cavalos por cima e reprimir o movimento justo. A pergunta é: de que lado a policia deveria ficar? Ao lado do povo que foi roubado ou do outro protegendo o ladrão? Se a policia recebe salário do povo, penso eu, deveria estar a serviço do povo, da sociedade e não contra a sociedade. Um país desses estaria no caminho certo?
Quem são os responsáveis?
11 de dezembro de 2009 às 20:53 | ComentarCaro Marcos, nada há o que agradecer. Estamos aqui para isso. Agora olhe aqui, a idéia de conciliar a ontologia com Marx, Freud e Mauss não sei se cabe. De qualquer forma quem tentou isso, pelo menos no que diz respeito a Marx e Freud, pelo que sei, foi Wilhelm Reich e depois Louis Althusser. Não foram bem sucedidos. Caberia até um artigo sobre cada um deles. Mas entendi o que você propôs, ainda que Freud e Marx tenham sidos materialistas radicais cada um ao seu modo. Já a idéia de mistura passando pelo social me seduz, sem dúvida, o que, diga-se, é algo próprio do mundo moderno. Algo que defendi no meu texto. Haja vista que as mulheres por exemplo, que não faziam parte do universo social (com raríssimas exceções), até a chegada do mundo moderno, passaram a disputar de igual para igual com os homens seu espaço social e no mundo, o que só foi possível, de uma forma mais visível com o surgimento do mundo moderno. Quem melhor explicou e falou sobre isto, foi o grande Bernard Shaw. Marx também defendeu isso, e acredito que você sabe. E acho também que o relevativismo, entenda, que você propôs não é uma boa saída. No meu ponto de vista. E acho até sinceramente, me permita dizer, que até em muitos casos, é até antiético. Entenda. Como disse e volto a repetir não tinha interesse em relativizar a nação. Se você for para o Chile, EUA as normas estão definidas. Aqui não. Há anteparos? Aqui não. Por isso não há punição. Tentar relativizar apenas, ergue resistências. Que já são inúmeras. Quais os avanços em relação a isso? Sinceramente, nenhum. È trocar seis por meia dúzia, no melhor dos negócios. É isso que queremos? É isso que você, pessoalmente, quer? Sinceramente não é isso que eu desejo. Já desvirtuarmos o debate para por a culpa apenas em “arrudas”, é sinceramente, o comum nesse país. O comum, veja bem. A pergunta é: quem de fato é responsável por um país? Pense. É uma proposta.
Abraços,
Das culpas de cada um e de todos
11 de dezembro de 2009 às 11:22 | ComentarCaro Marcos, eu poderia escolher uma análise (as linhas de análises sempre são muitas) buscando a velha separação ou dicotomia entre uma elite corrupta e amoral separada de um povo vítima etc, etc. Não foi esse o meu caminho. Mas sei muito bem onde leva esse discurso, que a meu ver serve também apenas a resistências e acomodações. Não busquei as exceções e sim a regra. Inclusive me fixei no porque de não termos anteparos. E claro, estou dando a minha opinião. Sei que existem pessoas e pessoas, mas as nossas práticas políticas e sociais ao longo da história são bem ruidosas e visíveis. E acho que esse tipo de discurso, separatista, lembra sempre os velhos esquemas que aprendemos entre o homem naturalmente bom rousseauniano ou o homem intrinsecamente mau de Hobbes. Ou ainda uma terceria via: o homem é ou se mostra aberto a caminhos. Não sou hegeliano nem sartriano (como diria Lacan sou mesmo é freudiano) mas defendo do último a responsabilidade sobre o que queremos, aqui no sentido coletivo. Sei também que colocar o povo como responsável em bloco, pode levar a um tipo de argumento que defende ditaduras, algo que o próprio Freud foi acusado (injustamente diga-se) por no final da vida ser pessimista em relação ao humano. Sei muito bem disso, Marcos. Mas muito bem mesmo. Minha linha no entanto foi buscar um outro nível de análise, mais fundo. Próximo do que Gustavo chamou de ontológico e eu diria não só isso, mas numa espécie de filogênese também. E até arriscaria dizer, quase numa linha religiosa (que acho que foi o que Gustavo captou), ainda mais por se tratar de um país que se diz católico, ou de tradições católicas. Repare o paradoxo ou hipocrisia. Mas já sei, o sincretismo é nosso, e estaria na nossa formação. Ok. A coisa se torna ainda mais grave. Mas parti do pressuposto de que pessoas esclarecidas (que é para quem escrevemos) não toleram mais corrupção. Ainda que tenha minhas dúvidas em se tratando de Brasil. Quanto a dizer que o povo não burla catracas ou se burla é por falta de recursos, ou se pessoas trocam votos por feirinhas, etc, ou se pessoas ditas esclarecidas votam em políticos para se beneficiar de cargos, sendo essas práticas diferentes das “arrudianas”, sinceramente deixo em aberto também para reflexão. Deixo mesmo. Mas a nossa prática política, social e cultural parece ser bem visível. Mas fica em aberto.
Abraços,
Caro Tácito, não é favor nenhum em lhe dizer isso já que todos sabem e assinam embaixo, como disse aqui várias vezes Fernando Monteiro, por exemplo, mas a sua grandeza, na verdade, reside não só na sua imparcialidade e, como se diz comumente no jornalismo, em mostrar os dois lados da noticia sempre, permanentemente, mas em não permitir que uma opinião tome conta do espaço de forma totalitária. Isso é não só humanismo como grandeza de caráter. Parabéns.
Caro Tácito, “A paixão segundo G.H” de Clarice é uma das obras seminais da nossa literatura (não só moderna), e eu o colocaria lado a lado com “Grande Sertão”, “Memórias Póstumas” e “Os sertões”, de Guimarães, Machado e Euclides, compondo um dos altos momentos da nossa literatura.
Com abraço,
Guimarães, Graciliano e Fernando Monteiro
28 de novembro de 2009 às 13:01 | Comentarachei deliciosa a matéria “Ah, gostaria de ter escrito…”. Por esses dias reli “Grande Sertão: veredas”, “Sagarana” de Guimarães Rosa e “Angústia” do grande e genial Graciliano Ramos. Considero “Angústia” a obra mais bem acabada e construída do velho Graça. A alternância entre o externo e interno, que Graciliano Ramos promove e consegue, lembra em muito “Crime e Castigo” de Dostoievski. Penso que Graciliano teria citado Raskolnikov entre suas influências para a criação de Luis da Silva, para aproveitar o caminho iniciado por Harold Bloom.
Aproveitando estou para iniciar a leitura que o nosso Fernando Monteiro faz de Akhenaton. É impressionante como Fernando nos surpreende a cada livro seu. Akhenaton é uma de minhas paixões, que poderia ter sido submetido a uma leitura critica de Elaine Pagels como a mesma fez com “Os evangelhos gnósticos” e “As origens de satanás”. Já tenho comigo a biografia de T. E. Lawrence. Estou batendo bola para iniciar a leitura dos romances de Monteiro “Aspades” e “Armada América”. Penso que Monteiro merece estudos mais aprofundados.
Abraços,
O lirismo de um franco atirador
2 de novembro de 2009 às 23:44 | ComentarFernando Monteiro não é prisioneiro de ninguém a não ser de si mesmo. Dono de um estilo crítico e corrosivo quando compõe seus ensaios para revistas e blogs, o mesmo, não se pode dizer quando se trata de escrever seus romances, biografias e poemas. Nesse momento o franco atirador revela um artista na mais alta acepção da palavra. E é esse o caso ocorrido com seu último grande trabalho de criação artística, lançado recentemente, isto é, um longo poema, intitulado “Vi uma foto de Anna Akhmátova”.
O poema, entre outras singularidades que abordarei abaixo, é uma longa declaração de amor à poesia, em um mundo – como o próprio Fernando percebe e escreve no próprio poema -, devotado quase que única e exclusivamente a “buscar utilidade para todas as coisas e não encontrando nenhuma para a poesia”. Fernando como um quixote pós moderno toma partido da “coisa esquecida” e a torna bela e grandiosa.
Exposição de Roosevelt Trindade
18 de setembro de 2009 às 18:36 | ComentarCaro Tácito, tem inicio nesta sexta feira, 18, na Anjo Azul Galeria e Arte, a partir das 20 horas indo até o dia 02/10, a mais nova exposição do artista plástico Roosevelt Trindade. São 42 trabalhos feitos com lápis polycromos sobre tela, cujos temas versam sobre figuras humanas, animais e flores. Roosevelt tem sido um dos mais atuantes e destacados pintores da sua geração. Começando como autodidata em 1966, retratando a “Capela” do interior da Fortaleza dos Reis Magos. Vale a pena conferir.
Caro Tácito, estou lendo no blog do jornalista Franklin Jorge, que outro jornalista, Carlos Santos está sendo processo pelo secretário-chefe da Prefeitura de Mossoró em conjunto com o secretário Francisco Carlos. Carlos Santos, é o editor de um dos blogs conceituados hoje no RN. Como não tenho maiores informações sobre os motivos, fica como um registro e como reflexão para pensarmos, mais uma vez, sobre as nossas práticas políticas.
Os crimes de Sarney e a proteção de Lula
23 de julho de 2009 às 11:56 | ComentarCaro Tácito, as denúncias contra Sarney que estão vindo à tona, são impressionantes, ainda que não haja nenhuma surpresa em se tratando de Brasil. Agora, a defesa de Lula para protegê-lo, e isso a cada dia, além de mostrar a nossa fragilidade partidária (e isso não é desculpa), revela de forma nítida a nossa fragilidade, sim, também, e o nosso atraso civilizatório e democrático. É impressionante.
A nossa ética
22 de julho de 2009 às 11:54 | ComentarLula defendeu Hugo Chaves; Lula defendeu Evo Morales; Lula defende Fidel; Lula defende e tem como aliado Sarney; Lula tem como aliado Renan Calheiros. Ainda há quem defenda Lula, sob o prosaico argumento de que Lula teria simpatia por Obama. Imagine se o inverso ocorresse nos EUA. Mas essa é a nossa “ética”. Hoje ficamos sabendo que através de diálogos gravados, Sarney tinha ligações estreitas com o ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, fomentando tráfico de influência, com prestação de favores e autorização de atos secretos.
O prosaico e o grandioso em Conrad
22 de julho de 2009 às 9:01 | ComentarA idéia quase que constante em toda grande obra de arte, e que está por trás de todo grande escritor é a revelação (exposta de forma singular por cada um deles) de que não adianta o ser humano esconder as suas franquezas, colocar tampões, tentar vedar, ou esconder, vá lá, a sua humanidade, ou aquilo que realmente ele é. Não, não adianta.
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Leia o texto completo em PROSA.







