Já achei a primeira merda no edital do Salão de Artes Visuais de Natal: o tempo das performances é limitado a 15 minutos. Ora, a vivência do tempo em uma performance é uma característica essencial da obra, não dá pra, simplesmente, resumir. Mas, o foda mesmo é o despreparo evidente de quem elabora um edital como esse (outro exemplo é o texto do Fundo de Cultura), que não parece nem saber ou se importar com as características de cada linguagem. O mérito não está exatamente em qualidade artística, mas em se você consegue se adequar as regras idiotas (porque, sim, é idiota. não seria difícil uma adequação do salão uma performance mais duradoura com um pouco de boa vontade) que são estabelecidas.
E um recadinho pra você que acha que eu reclamo muito: vá se foder. Ainda acho melhor do que ficar caladinho com medinho de ser queimado.
Comentários sobre a aprovação do Fundo Estadual de Cultura
16 de dezembro de 2011 às 16:26 | 2 ComentáriosEntre a quinta-feira da semana passada – dia 8 – e a quarta desta semana – dia 14 – acompanhei (junto a outros artistas) a querela que foi o envio do projeto do Fundo Estadual de Cultura para a Assembleia Legislativa. Na quarta, dia da votação na Casa, conseguimos inserir algumas emendas ao PL, num projeto que, basicamente, só era bom para o Governo, para a Fundação José Augusto e para aquela suposta Secretaria de Cultura.
Desabafo de quem tava lá [Reintegração de Posse]
9 de novembro de 2011 às 9:21 | ComentarPor Shayene Metri
Cheguei na USP às 3h da manhã, com um amigo da sala. Ia começar o nosso ‘plantão’ do Jornal do Campus. Outros dois amigos já estavam lá. A ideia era passar a madrugada lá na reitoria, ou pelas redondezas. 1) para entender melhor a ocupação, conhecer e poder escrever melhor sobre isso tudo. 2) para estarmos lá caso a PM realmente aparecesse para dar um fim à ocupação.
Lançamento do Cena Aberta – Breves considerações
2 de agosto de 2011 às 18:35 | ComentarComo eu critiquei o edital aqui, meio que me senti na obrigação de comentar algo sobre o lançamento do edital Cena Aberta 2011, da Casa da Ribeira, que rolou ontem (segunda-feira).
Então, foi uma conversa esclarecedora com o Henrique Fontes. Pelo menos esclarecedora das minhas dúvidas. Não sei se por conta das criticas ou não, mas nesta edição a Casa ouviu sugestões para um dos nomes que irá compor o trio que formará a comissão de seleção dos projetos. Houve uma votação durante o lançamento mesmo.
Libertemos a Cultura das suas Prisões
2 de agosto de 2011 às 14:48 | ComentarPor Zé Celso Martinez Corrêa
Ontem nós do Oficina Uzyna Uzona interrompemos nosso ensaio e fomos prestar solidariedade aos que ocuparam a Funarte com o objetivo de lutar pelo descontingenciamento da verba do Ministério da Cultura, do corte absurdo em dois terços de seu Orçamento.
Antes de sair para este encontro li o Manifesto do Movimento e fiquei chocado pela linguagem burocrática, “cover”, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA.
Câmara dos Deputados analisa três propostas para a cultura
27 de julho de 2011 às 14:41 | ComentarReproduzo aqui e-mail que recebi, na rede do Brasil Performance, sobre as três propostas para a cultura que tramitam atualmente na Câmara dos Deputados:
“Caros, a Câmara dos Deputados estar analisando 3 propostas que podem multiplicar em até 4 vezes e meio os recursos destinados à Cultura. E disse em até 4 vezes e meio!
Atenção, são estes os projetos:
1. Projeto de Lei 5798/09, cria o Vale Cultura;
2. Projeto de lei 6722/10 que cria o Programa Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura ( Pro Cultura) substituindo a lei Rouanet ;
3. E a PEC que obriga a destinação de 2% do orçamento da União para a Cultura !!!!
Com esses 3 projetos aprovados, o orçamento do MinC passará de 1,5 bilhões para 4,5 bilhões ao ano.
Nossa atenção deve estar focada na Câmara dos Deputados”.
Todo caminho
17 de julho de 2011 às 15:38 | ComentarTenho um medo extremo, humano
de fechar os olhos
Então, dou passos pequenos
semi-adormecida
quase sincera
Temendo que alguém me toque
embaixo do vestido
nesse caminho
E, ao mesmo tempo,
desejando que
Respostas aos comentários do texto “O constante perigo de silenciar”
14 de junho de 2011 às 21:04 | 15 ComentáriosComo os comentários foram muitos, eu resolvi respondê-los em um post separado, por ordem em que chegaram e citando nomes. Vamos lá:
Patrício, reitero o que eu disse no texto, a despeito de recalques, críticas destrutivas, espíritos de porco, etc, o que as pessoas dizem sobre o nosso trabalho pode sim ter afirmações verdadeiras, independente do motivo pelo qual elas o façam. É claro que ser atacado gratuitamente é uma merda. Mesmo assim, quando se tem um projeto que mexe com a cena cultural da cidade de uma forma tão forte, é obrigação dos organizadores estarem atentos à opinião pública.
O constante perigo de silenciar – sobre Circuito Ribeira e afins
14 de junho de 2011 às 9:22 | 27 ComentáriosQuando eu li o texto do Jota Mombaça “Theres no business like show business, I know”, comentei com um amigo. “É igual a boa parte dos textos dele: grosseiro além do necessário, injusto em muitos pontos, mas levanta duas ou tres coisas que ninguém mais teve coragem de dizer”. Com a resposta do Foca, fiquei pensando nesses “dois ou tres pontos”, em experiências passadas e algumas coisas que, bem, ninguém nunca teve coragem de dizer.
O jornal de Hoje e o movimento Fora Micarla
7 de junho de 2011 às 13:47 | 9 ComentáriosEu só queria fazer uma análise rápida de como as três últimas edições do Jornal de Hoje trataram o movimento #ForaMicarla
Manchete 1, do dia 03/06
Enildo: “Movimento Fora Micarla não tem sentido”.
Trecho da matéria: “Até agora, dois movimentos Fora Micarla foram realizados nas ruas de Natal gerando, por cerca de duas horas, danos ao trânsito de veículos nas principais ruas e avenidas da capital. No primeiro, de acordo com a polícia militar, cerca de 200 pessoas participaram do protesto”.
200 pessoas? Ainda isso? Eu devo acreditar que a Polícia Militar não sabe contar, que os editores e repórteres do Jornal de Hoje não tem qualquer tipo de acesso à internet, que eles não sabem interpretar imagens ou que isso é uma tentativa ineficiente de manipular um fato (pra não dizer mentir sobre)?
E segue Enildo falando: “Acho lamentável esse tipo de manifestação. Já se esboça o Fora Rosalba, que não tem nem seis meses de governo. Eu acho que num regime democrático de direito, é importante se eleger seus representantes e tentar derrotá-los na urna, nunca tomando o mandato de ninguém”.
Porque ajoelhou tem que rezar, né? E aguentar calado, paciente, até o fim. Me poupe.
A sinceridade pode deixar marcas maiores
30 de abril de 2011 às 13:06 | 4 ComentáriosEu sei que é muita cara de pau da minha parte aparecer aqui depois de tanto tempo só pra divulgar meu próprio trabalho, massss, não queria perder a oportunidade e esse público qualificado do Substantivo Plural.
Hoje e amanhã estarei expondo minha primeira instalação: “A sinceridade pode deixar marcas maiores”. Hoje, no Deart/UFRN e, amanhã, no Circuito Ribeira (na sede do Atores à Deriva – em frente à Casa da Ribeira), a partir das 17h.
Delírio não está dentro I
14 de fevereiro de 2011 às 14:36 | 1 ComentárioEu acho que
Meu cabelo
Colorido
É uma manifestação de eu não
Saber o que dizer além de
Pensar
No significado das
Palavras
Poema de Jean Sartief para lembrar a mim e Jota Mombaça
14 de fevereiro de 2011 às 7:52 | ComentarJean Sartief
Ela diz que
Detesta sentir-se perdida
e é preciso ter fé.
- Eu não tenho fé – ele diz.
Tenho um guia de ruas.
In: O Mar sou eu
Sem Título
13 de fevereiro de 2011 às 10:00 | 9 ComentáriosMe entreguei ao mar
Como oferenda
Me entreguei também
Ao asfalto da rua
Recebo todos os passos, os carros
E aceito
Eu escolho a delicadeza
Festa na Trincheira
4 de fevereiro de 2011 às 17:24 | 1 ComentárioA performance de Jota Mombaça, via Twitter, ontem, foi surpreendente. Tudo é tão rápido, tão rápido que só mostra que nós estamos imóveis. Aí, a gente vai com tudo e é como se batesse numa parede imóvel, invisível. E quando eu pensei em falar com alguém, não havia nada além da tela do computador, como aquela mesma parede, da qual eu falei antes.
Veja no perfil @loboerratico_
Protesto pelo não pagamento do Festival Agosto de Teatro
17 de dezembro de 2010 às 10:18 | 2 ComentáriosA Fundação José Augusto não pagou e, pelo que eu entendi, não tem data definida para o pagamento dos grupos que participaram do Festival Agosto de Teatro. Quem não está surpreso levanta a mão. o/
O caso é que o performer e ator Ênio Cavalcante (Grupo de Teatro Facetas, Mutretas e Outras Histórias) está convocando essa galera para ir até à FJA, às 9h, da próxima segunda-feira, dia 20.
É isso aí.
Bode Arte – HOJE
16 de dezembro de 2010 às 14:40 | 1 ComentárioVou aproveitar o espaço para convidar vocês, pessoas inteligentes, para conferir a mostra de performances Bode Arte hoje. Vai rolar a partir das 18h, no Tecesol – Rua governador Valadares, próximo à lagoa de captação de Pirangi, não tem erro.
Argumento: Modéstia à parte, a produção de quem vai se apresentar hoje é boa. Vocês podem até não gostar, mas tenho certeza, não sairão incólumes.
Eu apresento duas performances: A primeira, a partir da pesquisa que venho desenvolvendo junto ao encenador Yuri Kotke, sobre sexualidade. A outra, é o primeiro produto do Projeto I Love You, com base no Fragmentos de um Discurso Amoroso, do linguista Roland Barthes.
Baixo de Natal
3 de novembro de 2010 às 20:53 | 6 ComentáriosQuem acompanha o Twitter já deve estar sabendo: está se organizando um contraponto ao Auto de Natal, o Baixo de Natal. À priori, pelo que entendi, o ‘Baixo’ deve contemplar os atores que não foram selecionados para o seu irmão rico, o Auto.
De minha parte, me engajei imediatamente (e via Twitter) na ideia por outros motivos. Não tentei a seleção do Auto de Natal este ano. Atuei uma vez no espetáculo, em 2007, quando a gestão ainda era do Carlos Eduardo e os caches pagos em dia. Independente do dinheiro, desde então, nunca mais me senti animada a gastar cinco noites da minha semana em ensaios, durante meses, para representar a mediocridade artística que Natal leva ao grande público todo final de ano. Dinheiro é sempre bom, sim, mas é preciso ter estômago.
Projetos que o Rodrigues Neto declarou que estão em andamento na Funcarte
2 de novembro de 2010 às 9:22 | ComentarNão custa prestar bem atenção para cobrar depois. Em entrevista à Revista Catorze (aqui) Rodrigues Neto elencou vários projetos que, segundo ele, a Funcarte está tocando. Fiz uma lista:
*Natal está incluída no PAC das Cidades Históricas
*A reforma do Sandoval Wanderley foi aprovada em edital da Funcarte
*O Museu Djalma Maranhão será reformado pelo Iphan
*Construção de um Centro Cultural na Escola Aécio Fernandes, em Nossa Senhora da Apresentação (Mais Cultura), a ser inaugurado ainda este ano.
*Legalização do balé municipal
*Implementação do Fundo Municipal de Cultura (uma vez que os projetos já foram escolhidos, resta saber se a Prefeitura vai pagá-los).
Entrevista do Rodrigues Neto, algumas verdades
1 de novembro de 2010 às 23:40 | Comentar
Na ocasião do protesto dos atores do Auto de Natal, ano passado, e logo após, conversei com diversos participantes, meu amigos e dos quais não tenho nenhum motivo de duvidar. Por isso, acho o fim da picada o Rodrigues Neto vim falar em entrevista (aqui) que o protesto teve orientação política e que não havia o que reclamar.
O que ocorreu no Auto foi que, sequer o contrato os atores tiveram acesso imediatamente. Tiveram que cobrar, ameaçar greve, cobrar novamente, etc, para conseguir um documento que eles tinham total e irrestrito direito e que era pra estar pronto antes dos ensaios começarem, vamo combiná.
Além disso, o combinado com a Funcarte foi que parte do pagamento seria feito antes do espetáculo ser apresentado. Os atores esperaram, esperaram e nada. Chegou ao cúmulo de garantirem que o dinheiro já estava no banco, todo mundo ir conferir e… nada!
Pra completar, no dia da apresentação do espetáculo, membros da Funcarte ameaçaram parte dos atores, caso houvesse, realmente, o protesto que estava sendo planejado, o que, aliás, foi comunicado a Funcarte.
Infelizmente, eu não sei apontar os nomes dos envolvidos.








