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31 de março de 2010

Ainda sobre Ilha do Medo

Por Alexis Peixoto

Tácito,

mesmo concordando com a crítica do Sotero, não achei Ilha do Medo um filme tão estelar assim. Sim, é uma grande homenagem a Hitchcock e ao cinema de suspense em geral, mas assim como todo “tributo” é previsível. Na metade do filme um espectador atento mata o “segredo” da historia. E, posso estar enganado, mas penso que um bom twist nos momentos finais do roteiro é essencial para sustentar um bom filme de suspense  (assim como são a ambientação do filme, os “sustos” no meio do caminho, bons personagens, etc, vocês sabem o resto). Sobre o final, concordo com a sua amiga. Isso fica evidente na fala final do personagem, na qual ele faz referência a “morrer como um homem bom” ou algo assim e no plano final do filme: o farol onde se realizam as tais lobotomias. Logo, é de se supor que o detetive, tendo consciencia de que nunca ficaria livre dos seus traumas, prefere acabar com tudo de vez, ainda que isso implique tomar o caminho mais extremo.

Apesar de não ter gostado tanto do filme, Ilha do Medo ainda se sobressai como um dos melhores Scorceses da safra recente, bem a frente de filmes fracos como Gangues de NY ou O Aviador, mas ainda atrás de Os Infiltrados.

28 de janeiro de 2010

Adeus ao mestre

Por Alexis Peixoto

Apesar das décadas acumuladas, não deixa de ser triste ler a notícia da morte de Salinger, em plena tarde de quinta-feira. Lá se foi o último dos meus escritores favoritos que ainda vivia! E por coincidência, essa semana peguei o Apanhador para reler e vinha justamente discutindo o livro com a amiga Sheyla Azevedo, que o leu recentemente. Triste pra xuxu, como escreveriam na tradução em português do Apanhador.

Carlão, que – nem sei se ele lembra – me deu de presente há uns tantos anos uma biografia de Salinger escrita por um certo Ian Hamilton, “Procurando Salinger”, que é do peru. Procurem nos sebos, leiam o cara e torçamos para que a lendária gaveta onde o mestre guardava a produção dos anos que passou recluso seja finalmente aberta.

19 de outubro de 2009

Dez tesouros do pop nacional à espera de reedição

Por Alexis Peixoto

Dia desses Kid Vinil, em sua coluna no portal Yahoo, ao dar notícias do mercado de relançamentos que toma conta da indústria fonográfica gringa levantou uma bola interessante: por que as gravadoras brasileiras não fazem o mesmo? A resposta talvez não seja tão simples, mas o efeito seria imediato. Nos porões da música pop brasileira encontra-se uma quantidade considerável de álbuns e artistas – muitos inéditos em formato digital – que há tempos pedem por um relançamento decente. Como tudo é motivo para fazer lista, eis uma seleção de dez álbuns + 1 que, abstraindo a burocracia das gravadoras, não fariam feio em versões “deluxe” nas prateleiras nacionais.

Ronnie Von - A Misteriosa Luta...

Ronnie Von – A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais (1969)

Misteriosamente esquecido no pacote que relançou A Máquina Voadora e o mítico disco da capa amarela de 1968, A Misteriosa Luta… é um capítulo essencial na saga psicodélica de Ronnie Von. Embora a sonoridade seja mais pop que o disco amarelinho, a lisergia não é domada. Já abre de sola com a absurda (tomou fôlego?) “De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Levar-Me de Volta a Alfa-Centauro, Meu Verdadeiro Lar”. Como se pirações desse naipe fossem pouca coisa, ainda há versões para “Dindi” de Tom Jobim, “Atlantis” de Donovan, aqui convertida em “Atlântida”, e “I Started A Joke” dos Bee Gees que na versão de Ronnie virou “Comecei uma Brincadeira”.

Jards Macalé (1972)

Jards Macalé – Jards Macalé (1972)

Compositor já tarimbado e, na época, já gravado por Gal Costa, Macalé estreou em disco próprio da maneira mais roqueira possível: em formato power trio, com Lanny Gordin no baixo e no violão e Tutty na bateria. O resultado não é samba, nem rock, nem jazz, nem bossa nova, mas um pouco disso tudo. O hit “Vapor Barato” aparece aqui como uma vinheta fantasmagórica, à capela. “Revendo Amigos”, “Mal Secreto”, “Movimento dos Barcos” e “Farrapo Humano” (de Luiz Melodia) são pérolas tortas, apresentadas em versões acústico-garageiras, pontuadas pelos improvisos de Gordin e pela interpretação singular de Macalé. Como bônus, a hipotética edição especial do disco poderia trazer as quatro faixas do compacto de estreia do artista, lançado em 1970: “Só Morto”, “Sem Essa”, “Soluço” e “O Crime”, mais “Gotham City”, composição de Macalé mais conhecida na versão d’Os Brazões, os favoritos de Mark Arm.

Marcos Valle - Previsão do Tempo

Marcos Valle – Previsão do Tempo (1973)

Lançado sob a barra pesada da ditadura militar, Previsão do Tempo é considerado pelo próprio  Marcos Valle como um dos discos mais importantes de sua carreira. Sofisticado no uso de pianos Fender Rhodes e sintetizadores e espertíssimo nas letras do irmão Paulo Sérgio Valle, Previsão do Tempo é um disco de pop classudo, não por acaso cultuadíssimo na Europa. Abre com “Flamengo Até Morrer”, sutil sacaneada futebolística nos militares, e segue com um repertório de clássicos como “Samba Fatal”, “Nem Paletó, Nem Gravata” e “Mentira”, sampleada pelo Planet Hemp na faixa “Contexto”. Para incrementar o produto, bônus especial com faixas compostas pelos irmãos Valle para as telenovelas globais da época, como Pigmalião 70, O Cafona e Os Ossos do Barão.

Impacto 5 - Lagrimas Azuis

Impacto Cinco – Lágrimas Azuis (1975)

Banda calejada nos bailes potiguares da década de setenta, o Impacto Cinco tirou a sorte grande e foi bater nos estúdios da CBS no Rio de Janeiro para gravar seu segundo álbum. Com o chapa Leno nos botões e emprestando composições como “Carmem, Carmem”, “Tudo Vai Mudar” e “Sentado A Beira do Arco-Íris”, o resultado não poderia ser mais certeiro.  Lágrimas Azuis permanece até  hoje um misterio mal solucionado na discografia do rock nacional. A existência de sobras de estudio do período é discutível, mas a qualidade da tracklist original  já é suficiente para entender o porquê do disco figurar no topo das listas de mais procurados pelos colecionadores e arquivistas da psicodelia latina.

Ave Sangria

Ave Sangria - Ave Sangria (1975)

Espécie de Stones (fase Satanic Majesty…) do Nordeste o Ave Sangria até hoje tem viúvas chorosas lá pelos lados do Recife. A pintura psicodélica da capa não faz mistério quanto ao conteúdo de pérolas como “O Pirata”, “Georgia, a Carniceira” e “Sob o Sol de Satã”. Mas o grande anti-hit do disco é a polêmica “Seu Waldir”, sambinha de temática homoerótica levado no pedal fuzz (“Seu Waldir, o senhor magoou meu coração/Fazer isso comigo, seu Waldir/Isso não se faz não”).  Uma vez que todos os envolvidos na feitura do álbum ainda estão vivos e de bem com a vida, um multirão poderia ser organizado em buscas de raridades, sobras de estúdio ou gravações ao vivo. Mas uma edição em CD simples já valeria a pena.

Arnaldo & Patrulha do Espaço - Elo Perdido

Arnaldo & Patrulha do Espaço – Elo Perdido (1988)

Depois do elogiado documentário de Paulo Henrique Fontenelle e do relançamento de Lóki? em CD bem que podiam dar uma chance a fase hard pop de Arnaldo com a Patrulha do Espaço. Tecnicamente, Elo Perdido nem chega a ser um álbum: na verdade, são as rough mixes das sessões de gravação do mutante com a Patrulha do Espaço, que ficaram engavetadas por dez anos até ver a luz do dia em formato de LP,  pelo selo paulistano Vinil Urbano. A maior parte das faixas aparece  também em versões soturnas no solo Singin’ Alone (1982), mas é aqui, com  Arnaldo assumindo o posto de band leader ao piano, que canções perfeitas como “Sunshine”, “Trem”, “Corta Jaca” e “Sexy Sua” podem ser degustadas em sua total plenitude. Na internet circula também um piratinha da mesma época, apelidado de Vice-Versa Studio, com as faixas “Sr. Empresário”, “Sanguinho Novo”, “Cowboy”, “Imagino a Minha Morte” e “Singin’ Alone” que ficariam perfeitas como bônus.

Killing Chainsaw (1992)

Killing Chainsaw – Killing Chainsaw (1992)

Quem viu garante que não tinha para mais ninguém. Durante os poucos anos que permaneceu em atividade, o Killing Chainsaw fez barulho suficiente para ganhar o título de melhor banda independente brasileira e ainda arrancar elogios de Kurt Cobain. O sucesso subiu rápido e um contrato malaco com a Roadrunner fez a banda ir pro saco dois anos depois deste álbum de estreia, lançado pelo selo/loja Zoyd Music. A capa, sacada do clássico Akira de Katsuhiro Otomo, não é enganosa quanto ao conteúdo, filhote direto de Sonic Youth, Jesus & Mary Chain, Mudhoney e outros barulhos saudáveis. Qualquer banda que tenha uma música chamada “Fuck You Gently (With a Chainsaw)” merece ser preservada para posteridade. Como bônus, vale a inclusão na íntegra de Early Demo(ns), estreia em fita do Killing com os petardos “Evisceration”, “Lollypop” e a versão pervertida de “Paperback Writer”, dos Beatles.

Graforréia Xilarmônica - Coisa de Louco II

Graforréia Xilarmônica – Coisa de Louco II (1993)

Lançado pelo extinto selo Banguela – capitaneado por integrantes dos Titãs e pelo hoje jurado Carlos Eduardo Miranda – a estreia oficial da Graforréia saiu de catálogo praticamente na mesma semana de lançamento. Disputado a tapa em sebos e leilões virtuais (outro dia, um cidadão ofereceu R$ 200 no Mercado Livre), Coisa de Louco poderia voltar incluindo como bônus a demo Com Amor, Muito Carinho, lançada ainda nos anos 80 pelo selo Vortex, dos Replicantes. Pronto: estariam lançados os alicerces para a segunda vinda do culto graforrélico no terceiro milênio.

Little quail and the Mad Birds (1994) Lírou quêil en de méd bãrds

Little Quail & the Mad Birds – Lírou Quêiol en de Méd Bãrds (1994)

O primeiro disco da segunda banda mais querida de Brasília é tão raro que nem o vocalista Gabriel Thomaz tem. Mais uma pérola lançada via Banguela Records, a bolachinha traz a tosqueira e lesação do trio em toda a sua plenitude. Desde o fim da banda  já saíram duas compilações de raridades, o que limita um pouco as possibilidades de acréscimo de faixas extras ao disco original. Mas, quem se importa? “Berma Is A Monster”, “Aquela”, a versão porrada para “Samba do Arnesto” e – claro – “1, 2, 3, 4” são clássicos incontestáveis do underground brasileño e merecem um tratamento à altura de sua importância, com direito a execução semanal nas escolas  da rede pública e na abertura de eventos oficiais. Doa a quem doer.

Júpiter Maçã - A Sétima Efervescência (1997)

Júpiter Maçã – A Sétima Efervescência (1997)

Divisor de águas no indie nacional, a estreia solo de Flavio Basso (então conhecido apenas como ex-vocalista do Cascavelletes) é uma profusão de arranjos lisérgicos com letras amalucadas. Saiu em tiragem mínima pelo selo gaúcho Antídoto e hoje é objeto de desejo de 11 entre 10 garimpeiros discográficos do Oiapoque ao Chuí. O próprio Júpiter já acenou mais de uma vez com a possibilidade de relançar o álbum em uma edição especial caprichada, com encarte retrabalhado e faixas bônus. Recentemente, ele colocou toda a sua discografia para download gratuito em sua página na Trama Virtual, incluindo algumas raridades da época de A Sétima Efervescência, que provavelmente fariam parte dessa suposta edição especial.

Faixa bônus:

Tim Maia -  Tim Maia Racional Vol. 2 (1975)

Tim Maia – Racional Vol. 02 (1975)

Não muito há o que dizer sobre os discos da fase Racional de Tim Maia que não tenha sido dito antes. Pedra filosofal da soul music nacional, o primeiro disco ganhou uma merecida edição em cd em 2007, pela Trama. Porém, devido a uma mal explicada treta familiar, o volume 2 permanece inédito em formato digital. Muitos fãs consideram este o melhor disco da fase Racional, o que se justifica pelo repertório irrepreensível que inclui “O Caminho do Bem”, “Quer Queira ou Não Queira” e “Que Legal”. A reedição do segundo volume poderia ser uma boa desculpa para reeditar os dois discos Racionais num pacote só, com um box caprichado, com encarte carregado de textos e fotos. Alô, Trama? Alguém?

*Texto publicado no site O Inimigo.

11 de setembro de 2009

Trincando o hype

Por Alexis Peixoto

A Trinca contra a parede: Bjoe, Palhano e Bruno

Com menos de um ano de existência, sem nenhum registro sonoro oficial, show ou esquema de divulgação que vá além de umas poucas mensagens no myspace, o Projeto Trinca corre sério risco de virar o hype de 2009 na província. Apesar do sucesso ainda invisível – e inaudível – para a maior parte das criaturas que aqui habitam, a banda conseguiu emplacar  nas capas dos cadernos culturais dos matutinos e vespertinos da cidade, já chamou atenção da produção do MADA e é um dos nomes confirmados no Festival DoSol 2009, em novembro.

Mas afinal, que diabos vem a ser o Projeto Trinca – ou, simplesmente Trinca, como eles permitem simplificar? “O Projeto Trinca foi um projeto idealizado por Raphael Bjoe e por Leonardo Palhano para a confecção de músicas autorais em caráter despretensioso”, responde Bruno Alexandre, vocalista do trio, de modo quase solene, como se falasse sobre um programa assistencial do governo federal. A ênfase no quesito “músicas autorais”, por sinal, é justificada: a Trinca surgiu de uma dissidência da banda cover Desventura, que há pouco mais de dois anos percorre a cidade pagando tributo ao repertório do Los Hermanos.

Quando Palhano (guitarra, violão e voz) e Bjoe (flauta transversal, guitarra, teclado, programações e violão) os mentores da ideia, resolveram deixar de lado as músicas alheias e investir em material próprio, a escolha natural para dar voz ao projeto foi Bruno, também membro do Desventura. “Uns dias depois dessa primeira idéia inicial eles me chamaram. Eu tava viajando pelo Nordeste e topei na hora, até voltei mais cedo da viagem pra isso. Quando eu cheguei a coisa mudou de figura, passou a ser meio que banda, entende?”

Uma vez assumido que o projeto era uma banda, os planos e composições começaram a fluir. Bruno não contabiliza, mas garante que o trio se encontra toda semana para compor e já tem “muitas músicas” escritas. Algumas foram promovidas a gravações caseiras e podem ser ouvidas por qualquer internauta curioso na página da Trinca no myspace. Mas a grande maioria ainda espera no limbo para figurar no repertório do primeiro álbum do trio, Nosso Disco Dava Um Filme. Por enquanto, a bolacha só existe mesmo na cabeça dos integrantes, mas isso deve mudar com a aprovação do projeto no edital Núbia Lafayette da Fundação José Augusto, que no fim do ano passado premiou 40 projetos musicais de artistas potiguares com recursos para a gravação de um disco.

Enquanto espera a verba pública sair, a Trinca vai ensaiando e planejando a feitura do álbum. Bruno entrega que o disco vai contar com 11 faixas que já existem em versões cruas baseadas em programações eletrônicas. Na hora de entrar no estúdio, o plano é contar com uma banda de apoio (baixo, bateria e trompete) para executar os arranjos.

Se o som promete sair sofisticado, a parte gráfica também deve vir recheada. “A gente apostou e aposta numa qualidade estética do disco. Gostamos de letra, de encarte, de álbum cheio, sabe? Temos inclusive uma produtora executiva que vai percorrer empresas com a gente pra isso, pra ajudar na feitura da parte gráfica”. O álbum deve contar ainda com a ajuda do selo Uns Discos e Difusões, idealizado pela cantora Simona Talma e que terá no elenco – além da Trinca e da própria Simona – o duo eletrônico/experimental Onoffre.

Depois do disco pronto, a Trinca ainda planeja soltar um EP com quatro faixas e aí sim, estrear ao vivo. A princípio, a intenção do grupo era debutar nos palcos somente em fevereiro do ano que vem. Mas, com o hype formado e os festivais chamando, as coisas podem acontecer mais cedo do que eles esperavam. “De banda de internet, passaremos a banda de estúdio e depois seremos banda de palco”, resume Bruno.

*Publicado originalmente no site O Inimigo

6 de agosto de 2009

Tá pensando que eu sou lóki, bicho?

Por Alexis Peixoto

Tácito,

esse comentário aí do Arnaldo logo abaixo da entrevista de Sérgio Dias não é pra ser levado a sério. O que impede qualquer malassombrado de comentar usando o nome do cara? E fora que debilitado e alheio às facilidades tecnológicas como ele é, dificilmente iria se preocupar em entrar no site, procurar a entrevista do irmão e ainda comentar nesses termos. Pra mim, é falso, assim como também  é o da esposa do mutante logo acima.

Do disco novo dos Mutantes, confesso que tenho medo. E embora a Sony não tenha se interessado, o selo que via lançar lá fora (-ANTI) é um dos grandes fora do esquemão, casa de Tom Waits, Nick Cave e muita gente boa.

Discos novos à parte, Loki, o filme, vale cada centavo. Se não viram, corram atrás.

Aproveitando, deixo o link do artigo que escrevi publicado no site O Inimigo: http://www.oinimigo.com/blog/?p=2027

abs

5 de agosto de 2009

Munganga literária

Por Alexis Peixoto

Do jeito que foi descrita, essa “palestra” de Carpinejar tá mais em sintonia com a modinha do stand-up comedy (já notaram como todo fim de semana tem um piadista se apresentando na cidade?) do que com a literatura. Uma munganga, como se diz no bom idioma local. E pelas frases anotadas por Tácito, o sujeito está mais pra redator de frases de parachoque de caminhão do que pra poeta.  Tô fora. Por essas e outras o bom senso me recomenda cautela nesses “encontros literários”.

24 de julho de 2009

O Dólar Furado

Por Alexis Peixoto

Só corrigindo a matéria do G1 sobre Morricone: a trilha de O Dólar Furado não é do mestre, mas de seu discípulo Gianni Ferrio. Mas é até desculpável o deslize, já que Ferrio “copiava” bem o estilo de Morricone.Independente disso, é um bom tema.

O Dólar Furado, aliás, é um bom western spaghetti que deveria ser mais visto. A quem interessar possa, dá para achar uma edição boa em DVD nas prateleiras das Americanas por meros 12 reais.