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	<title>Substantivo Plural &#187; Alexis Peixoto</title>
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	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
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		<title>Ainda sobre Ilha do Medo</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Mar 2010 12:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Gungues de Nova York]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Medo]]></category>
		<category><![CDATA[O Aviador]]></category>

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		<description><![CDATA[
Tácito,
mesmo concordando com a crítica do Sotero, não achei Ilha do Medo um filme tão estelar assim. Sim, é uma grande homenagem a Hitchcock e ao cinema de suspense em geral, mas assim como todo &#8220;tributo&#8221; é previsível. Na metade do filme um espectador atento mata o &#8220;segredo&#8221; da historia. E, posso estar enganado, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-large wp-image-16066" title="ilha do medo" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/03/ilha-do-medo1-510x255.jpg" alt="" width="510" height="255" /></p>
<p>Tácito,</p>
<p>mesmo concordando com a crítica do Sotero, não achei Ilha do Medo um filme tão estelar assim. Sim, é uma grande homenagem a Hitchcock e ao cinema de suspense em geral, mas assim como todo &#8220;tributo&#8221; é previsível. Na metade do filme um espectador atento mata o &#8220;segredo&#8221; da historia. E, posso estar enganado, mas penso que um bom twist nos momentos finais do roteiro é essencial para sustentar um bom filme de suspense  (assim como são a ambientação do filme, os &#8220;sustos&#8221; no meio do caminho, bons personagens, etc, vocês sabem o resto). Sobre o final, concordo com a sua amiga. Isso fica evidente na fala final do personagem, na qual ele faz referência a &#8220;morrer como um homem bom&#8221; ou algo assim e no plano final do filme: o farol onde se realizam as tais lobotomias. Logo, é de se supor que o detetive, tendo consciencia de que nunca ficaria livre dos seus traumas, prefere acabar com tudo de vez, ainda que isso implique tomar o caminho mais extremo.</p>
<p>Apesar de não ter gostado tanto do filme, Ilha do Medo ainda se sobressai como um dos melhores Scorceses da safra recente, bem a frente de filmes fracos como Gangues de NY ou O Aviador, mas ainda atrás de Os Infiltrados.</p>
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		<title>Adeus ao mestre</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 21:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar das décadas acumuladas, não deixa de ser triste ler a notícia da morte de Salinger, em plena tarde de quinta-feira. Lá se foi o último dos meus escritores favoritos que ainda vivia! E por coincidência, essa semana peguei o Apanhador para reler e vinha justamente discutindo o livro com a amiga Sheyla Azevedo, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-13654" title="salinger 3" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/01/salinger-3.jpg" alt="" width="138" height="184" />Apesar das décadas acumuladas, não deixa de ser triste ler a notícia da morte de Salinger, em plena tarde de quinta-feira. Lá se foi o último dos meus escritores favoritos que ainda vivia! E por coincidência, essa semana peguei o Apanhador para reler e vinha justamente discutindo o livro com a amiga Sheyla Azevedo, que o leu recentemente. Triste pra xuxu, como escreveriam na tradução em português do Apanhador.</p>
<p>Carlão, que &#8211; nem sei se ele lembra &#8211; me deu de presente há uns tantos anos uma biografia de Salinger escrita por um certo Ian Hamilton, &#8220;Procurando Salinger&#8221;, que é do peru. Procurem nos sebos, leiam o cara e torçamos para que a lendária gaveta onde o mestre guardava a produção dos anos que passou recluso seja finalmente aberta.</p>
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		<title>Dez tesouros do pop nacional à espera de reedição</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 16:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia desses Kid Vinil, em sua coluna no portal Yahoo, ao dar notícias do mercado de relançamentos que toma conta da indústria fonográfica gringa levantou uma bola interessante: por que as gravadoras brasileiras não fazem o mesmo? A resposta talvez não seja tão simples, mas o efeito seria imediato. Nos porões da música pop brasileira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify">Dia desses Kid Vinil, em sua c<a href="http://br.noticias.yahoo.com/s/07102009/48/entretenimento-industria-dos-relancamentos.html" target="_blank">oluna no portal Yahoo</a>, ao dar notícias do mercado de relançamentos que toma conta da indústria fonográfica gringa levantou uma bola interessante: por que as gravadoras brasileiras não fazem o mesmo? A resposta talvez não seja tão simples, mas o efeito seria imediato. Nos porões da música pop brasileira encontra-se uma quantidade considerável de álbuns e artistas – muitos inéditos em formato digital – que há tempos pedem por um relançamento decente. Como tudo é motivo para fazer lista, eis uma seleção de dez álbuns + 1 que, abstraindo a burocracia das gravadoras, não fariam feio em versões “deluxe” nas prateleiras nacionais.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/capa-ronnie.jpg" alt="Ronnie Von - A Misteriosa Luta..." width="261" height="253" /></p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><strong>Ronnie Von – <em>A Misteriosa Luta do Reino de Parassempre Contra o Império de Nuncamais</em> (1969)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Misteriosamente esquecido no pacote que relançou <em>A Máquina Voadora</em> e o mítico disco da capa amarela de 1968, <em>A Misteriosa Luta…</em> é um capítulo essencial na saga psicodélica de Ronnie Von. Embora a sonoridade seja mais pop que o disco amarelinho, a lisergia não é domada. Já abre de sola com a absurda (tomou fôlego?) “De Como Meu Herói Flash Gordon Irá Levar-Me de Volta a Alfa-Centauro, Meu Verdadeiro Lar”. Como se pirações desse naipe fossem pouca coisa, ainda há versões para “Dindi” de Tom Jobim, “Atlantis” de Donovan, aqui convertida em “Atlântida”, e “I Started A Joke” dos Bee Gees que na versão de Ronnie virou “Comecei uma Brincadeira”.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/jards-macale-72-300x297.jpg" alt="Jards Macalé (1972)" width="261" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Jards Macalé – <em>Jards Macalé </em>(1972)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Compositor já tarimbado e, na época, já gravado por Gal Costa, Macalé estreou em disco próprio da maneira mais roqueira possível: em formato power trio, com Lanny Gordin no baixo e no violão e Tutty na bateria. O resultado não é samba, nem rock, nem jazz, nem bossa nova, mas um pouco disso tudo. O hit “Vapor Barato” aparece aqui como uma vinheta fantasmagórica, à capela. “Revendo Amigos”, “Mal Secreto”, “Movimento dos Barcos” e “Farrapo Humano” (de Luiz Melodia) são pérolas tortas, apresentadas em versões acústico-garageiras, pontuadas pelos improvisos de Gordin e pela interpretação singular de Macalé. Como bônus, a hipotética edição especial do disco poderia trazer as quatro faixas do compacto de estreia do artista, lançado em 1970: “Só Morto”, “Sem Essa”, “Soluço” e “O Crime”, mais “Gotham City”, composição de Macalé mais conhecida na versão d’Os Brazões, os favoritos de Mark Arm.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Previs%C3%A3o+do+Tempo-300x300.jpg" alt="Marcos Valle - Previsão do Tempo" width="260" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Marcos Valle –<em> Previsão do Tempo</em> (1973)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Lançado sob a barra pesada da ditadura militar, <em>Previsão do Tempo</em> é considerado pelo próprio  Marcos Valle como um dos discos mais importantes de sua carreira. Sofisticado no uso de pianos Fender Rhodes e sintetizadores e espertíssimo nas letras do irmão Paulo Sérgio Valle, <em>Previsão do Tempo</em> é um disco de pop classudo, não por acaso cultuadíssimo na Europa. Abre com “Flamengo Até Morrer”, sutil sacaneada futebolística nos militares, e segue com um repertório de clássicos como “Samba Fatal”, “Nem Paletó, Nem Gravata” e “Mentira”, sampleada pelo Planet Hemp na faixa “Contexto”. Para incrementar o produto, bônus especial com faixas compostas pelos irmãos Valle para as telenovelas globais da época, como Pigmalião 70, O Cafona e Os Ossos do Barão.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/impacto5.gif" alt="Impacto 5 - Lagrimas Azuis" width="261" height="261" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Impacto Cinco – <em>Lágrimas Azuis</em> (1975)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Banda calejada nos bailes potiguares da década de setenta, o Impacto Cinco tirou a sorte grande e foi bater nos estúdios da CBS no Rio de Janeiro para gravar seu segundo álbum. Com o chapa Leno nos botões e emprestando composições como “Carmem, Carmem”, “Tudo Vai Mudar” e “Sentado A Beira do Arco-Íris”, o resultado não poderia ser mais certeiro.  <em>Lágrimas Azuis</em> permanece até  hoje um misterio mal solucionado na discografia do rock nacional. A existência de sobras de estudio do período é discutível, mas a qualidade da tracklist original  já é suficiente para entender o porquê do disco figurar no topo das listas de mais procurados pelos colecionadores e arquivistas da psicodelia latina.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/ave-sangria-299x300.jpg" alt="Ave Sangria" width="261" height="261" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Ave Sangria -<em> Ave Sangria</em> (1975)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Espécie de Stones (fase <em>Satanic Majesty…</em>) do Nordeste o Ave Sangria até hoje tem viúvas chorosas lá pelos lados do Recife. A pintura psicodélica da capa não faz mistério quanto ao conteúdo de pérolas como “O Pirata”, “Georgia, a Carniceira” e “Sob o Sol de Satã”. Mas o grande anti-hit do disco é a polêmica “Seu Waldir”, sambinha de temática homoerótica levado no pedal fuzz (“Seu Waldir, o senhor magoou meu coração/Fazer isso comigo, seu Waldir/Isso não se faz não”).  Uma vez que todos os envolvidos na feitura do álbum ainda estão vivos e de bem com a vida, um multirão poderia ser organizado em buscas de raridades, sobras de estúdio ou gravações ao vivo. Mas uma edição em CD simples já valeria a pena.</p>
<p style="text-align: justify">
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/arnaldoepatrulha-300x300.jpg" alt="Arnaldo &amp; Patrulha do Espaço - Elo Perdido" width="261" height="261" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Arnaldo &amp; Patrulha do Espaço – <em>Elo Perdido </em>(1988)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Depois do elogiado documentário de Paulo Henrique Fontenelle e do relançamento de <em>Lóki?</em> em CD bem que podiam dar uma chance a fase hard pop de Arnaldo com a Patrulha do Espaço. Tecnicamente, <em>Elo Perdido</em> nem chega a ser um álbum: na verdade, são as rough mixes das sessões de gravação do mutante com a Patrulha do Espaço, que ficaram engavetadas por dez anos até ver a luz do dia em formato de LP,  pelo selo paulistano Vinil Urbano. A maior parte das faixas aparece  também em versões soturnas no solo <em>Singin’ Alone (1982)</em>, mas é aqui, com  Arnaldo assumindo o posto de band leader ao piano, que canções perfeitas como “Sunshine”, “Trem”, “Corta Jaca” e “Sexy Sua” podem ser degustadas em sua total plenitude. Na internet circula também um piratinha da mesma época, apelidado de Vice-Versa Studio, com as faixas “Sr. Empresário”, “Sanguinho Novo”, “Cowboy”, “Imagino a Minha Morte” e “Singin’ Alone” que ficariam perfeitas como bônus.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/killingchainsaw1992_thumb3.jpg" alt="Killing Chainsaw (1992)" width="261" height="243" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Killing Chainsaw – <em>Killing Chainsaw</em> (1992)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Quem viu garante que não tinha para mais ninguém. Durante os poucos anos que permaneceu em atividade, o Killing Chainsaw fez barulho suficiente para ganhar o título de melhor banda independente brasileira e ainda arrancar elogios de Kurt Cobain. O sucesso subiu rápido e um contrato malaco com a Roadrunner fez a banda ir pro saco dois anos depois deste álbum de estreia, lançado pelo selo/loja Zoyd Music. A capa, sacada do clássico Akira de Katsuhiro Otomo, não é enganosa quanto ao conteúdo, filhote direto de Sonic Youth, Jesus &amp; Mary Chain, Mudhoney e outros barulhos saudáveis. Qualquer banda que tenha uma música chamada “Fuck You Gently (With a Chainsaw)” merece ser preservada para posteridade. Como bônus, vale a inclusão na íntegra de <em>Early Demo(ns)</em>, estreia em fita do Killing com os petardos “Evisceration”, “Lollypop” e a versão pervertida de “Paperback Writer”, dos Beatles.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Graforr%C3%A9ia-Xilarm%C3%B4nica-Coisa-de-Louco-II.jpg" alt="Graforréia Xilarmônica - Coisa de Louco II" width="261" height="261" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Graforréia Xilarmônica – <em>Coisa de Louco II</em></strong> <strong>(1993)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Lançado pelo extinto selo Banguela – capitaneado por integrantes dos Titãs e pelo hoje jurado Carlos Eduardo Miranda – a estreia oficial da Graforréia saiu de catálogo praticamente na mesma semana de lançamento. Disputado a tapa em sebos e leilões virtuais (outro dia, um cidadão ofereceu R$ 200 no Mercado Livre), <em>Coisa de Louco</em> poderia voltar incluindo como bônus a demo <em>Com Amor, Muito Carinho</em>, lançada ainda nos anos 80 pelo selo Vortex, dos Replicantes. Pronto: estariam lançados os alicerces para a segunda vinda do culto graforrélico no terceiro milênio.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Little-quail-and-the-Mad-Birds-1994-L%C3%ADrou-qu%C3%AAil-en-de-m%C3%A9d-b%C3%A3rds-300x296.jpg" alt="Little quail and the Mad Birds (1994) Lírou quêil en de méd bãrds" width="261" height="258" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Little Quail &amp; the Mad Birds – <em>Lírou Quêiol en de Méd Bãrds</em> (1994)</strong></p>
<p style="text-align: justify">O primeiro disco da segunda banda mais querida de Brasília é tão raro que nem o vocalista Gabriel Thomaz tem. Mais uma pérola lançada via Banguela Records, a bolachinha traz a tosqueira e lesação do trio em toda a sua plenitude. Desde o fim da banda  já saíram duas compilações de raridades, o que limita um pouco as possibilidades de acréscimo de faixas extras ao disco original. Mas, quem se importa? “Berma Is A Monster”, “Aquela”, a versão porrada para “Samba do Arnesto” e – claro – “1, 2, 3, 4” são clássicos incontestáveis do underground brasileño e merecem um tratamento à altura de sua importância, com direito a execução semanal nas escolas  da rede pública e na abertura de eventos oficiais. Doa a quem doer.</p>
<p style="text-align: justify"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/JUPITER-MA%C3%87%C3%83-FRONT-300x297.jpg" alt="Júpiter Maçã - A Sétima Efervescência (1997)" width="261" height="260" /></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Júpiter Maçã –<em> A Sétima Efervescência</em> (1997)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Divisor de águas no indie nacional, a estreia solo de Flavio Basso (então conhecido apenas como ex-vocalista do Cascavelletes) é uma profusão de arranjos lisérgicos com letras amalucadas. Saiu em tiragem mínima pelo selo gaúcho Antídoto e hoje é objeto de desejo de 11 entre 10 garimpeiros discográficos do Oiapoque ao Chuí. O próprio Júpiter já acenou mais de uma vez com a possibilidade de relançar o álbum em uma edição especial caprichada, com encarte retrabalhado e faixas bônus. Recentemente, ele colocou toda a sua discografia para download gratuito em sua <a href="http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=3164" target="_blank">página </a>na Trama Virtual, incluindo algumas raridades da época de <em>A Sétima Efervescência</em>, que provavelmente fariam parte dessa suposta edição especial.</p>
<p style="text-align: justify">
<h3 style="text-align: justify"><strong>Faixa bônus:</strong></h3>
<p style="text-align: justify"><strong><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/10/Tim-Maia-1975-Tim-Maia-Racional-Vol.-2-Vinil-298x300.jpg" alt="Tim Maia -  Tim Maia Racional Vol. 2 (1975)" width="260" height="262" /><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tim Maia – <em>Racional Vol. 02</em> (1975)</strong></p>
<p style="text-align: justify">Não muito há o que dizer sobre os discos da fase Racional de Tim Maia que não tenha sido dito antes. Pedra filosofal da soul music nacional, o primeiro disco ganhou uma merecida edição em cd em 2007, pela Trama. Porém, devido a uma mal explicada treta familiar, o volume 2 permanece inédito em formato digital. Muitos fãs consideram este o melhor disco da fase Racional, o que se justifica pelo repertório irrepreensível que inclui “O Caminho do Bem”, “Quer Queira ou Não Queira” e “Que Legal”. A reedição do segundo volume poderia ser uma boa desculpa para reeditar os dois discos Racionais num pacote só, com um box caprichado, com encarte carregado de textos e fotos. Alô, Trama? Alguém?</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>*Texto publicado no site <a href="http://www.oinimigo.com" target="_blank">O Inimigo.</a><br />
</em></strong></p>
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		<title>Trincando o hype</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 16:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festival DoSol 2009]]></category>
		<category><![CDATA[MADA 2009]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[O Inimigo]]></category>
		<category><![CDATA[Projeto Trinca]]></category>

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		<description><![CDATA[
Com menos de um ano de existência, sem nenhum registro sonoro oficial, show ou esquema de divulgação que vá além de umas poucas mensagens no myspace, o Projeto Trinca corre sério risco de virar o hype de 2009 na província. Apesar do sucesso ainda invisível – e inaudível – para a maior parte das criaturas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.oinimigo.com/blog/wp-content/uploads/2009/08/projetotrinca1.jpg" alt="A Trinca contra a parede: Bjoe, Palhano e Bruno" width="448" height="223" /></p>
<p style="text-align: justify;">Com menos de um ano de existência, sem nenhum registro sonoro oficial, show ou esquema de divulgação que vá além de umas poucas mensagens no myspace, o <a href="http://www.myspace.com/projetotrinca" target="_blank">Projeto Trinca</a> corre sério risco de virar o hype de 2009 na província. Apesar do sucesso ainda invisível – e inaudível – para a maior parte das criaturas que aqui habitam, a banda conseguiu emplacar  nas capas dos cadernos culturais dos <a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/deu-trinca-na-rede/121719" target="_blank">matutinos</a> e <a href="http://www.jornaldehoje.com.br/portal/noticia.php?id=18084" target="_blank">vespertinos</a> da cidade, já chamou atenção da produção do MADA e é um dos nomes confirmados no Festival DoSol 2009, em novembro.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas afinal, que diabos vem a ser o Projeto Trinca – ou, simplesmente Trinca, como eles permitem simplificar? “O Projeto Trinca foi um projeto idealizado por Raphael Bjoe e por Leonardo Palhano para a confecção de músicas autorais em caráter despretensioso”, responde Bruno Alexandre, vocalista do trio, de modo quase solene, como se falasse sobre um programa assistencial do governo federal. A ênfase no quesito “músicas autorais”, por sinal, é justificada: a Trinca surgiu de uma dissidência da banda cover Desventura, que há pouco mais de dois anos percorre a cidade pagando tributo ao repertório do Los Hermanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Palhano (guitarra, violão e voz) e Bjoe (flauta transversal, guitarra, teclado, programações e violão) os mentores da ideia, resolveram deixar de lado as músicas alheias e investir em material próprio, a escolha natural para dar voz ao projeto foi Bruno, também membro do Desventura. “Uns dias depois dessa primeira idéia inicial eles me chamaram. Eu tava viajando pelo Nordeste e topei na hora, até voltei mais cedo da viagem pra isso. Quando eu cheguei a coisa mudou de figura, passou a ser meio que banda, entende?”</p>
<p style="text-align: justify;">Uma vez assumido que o projeto era uma banda, os planos e composições começaram a fluir. Bruno não contabiliza, mas garante que o trio se encontra toda semana para compor e já tem “muitas músicas” escritas. Algumas foram promovidas a gravações caseiras e podem ser ouvidas por qualquer internauta curioso na página da Trinca no myspace. Mas a grande maioria ainda espera no limbo para figurar no repertório do primeiro álbum do trio, <em>Nosso Disco Dava Um Filme</em>. Por enquanto, a bolacha só existe mesmo na cabeça dos integrantes, mas isso deve mudar com a aprovação do projeto no edital Núbia Lafayette da Fundação José Augusto, que no fim do ano passado premiou 40 projetos musicais de artistas potiguares com recursos para a gravação de um disco.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto espera a verba pública sair, a Trinca vai ensaiando e planejando a feitura do álbum. Bruno entrega que o disco vai contar com 11 faixas que já existem em versões cruas baseadas em programações eletrônicas. Na hora de entrar no estúdio, o plano é contar com uma banda de apoio (baixo, bateria e trompete) para executar os arranjos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o som promete sair sofisticado, a parte gráfica também deve vir recheada. “A gente apostou e aposta numa qualidade estética do disco. Gostamos de letra, de encarte, de álbum cheio, sabe? Temos inclusive uma produtora executiva que vai percorrer empresas com a gente pra isso, pra ajudar na feitura da parte gráfica”. O álbum deve contar ainda com a ajuda do selo Uns Discos e Difusões, idealizado pela cantora <a href="http://www.myspace.com/mocavagal" target="_blank">Simona Talma</a> e que terá no elenco – além da Trinca e da própria Simona – o duo eletrônico/experimental <a href="http://www.myspace.com/onoffre" target="_blank">Onoffre</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois do disco pronto, a Trinca ainda planeja soltar um EP com quatro faixas e aí sim, estrear ao vivo. A princípio, a intenção do grupo era debutar nos palcos somente em fevereiro do ano que vem. Mas, com o hype formado e os festivais chamando, as coisas podem acontecer mais cedo do que eles esperavam. “De banda de internet, passaremos a banda de estúdio e depois seremos banda de palco”, resume Bruno.</p>
<p style="text-align: justify;">*Publicado originalmente no site <a href="http://www.oinimigo.com" target="_blank"><strong>O Inimigo</strong></a></p>
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		<title>Tá pensando que eu sou lóki, bicho?</title>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 13:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Tácito,
esse comentário aí do Arnaldo logo abaixo da entrevista de Sérgio Dias não é pra ser levado a sério. O que impede qualquer malassombrado de comentar usando o nome do cara? E fora que debilitado e alheio às facilidades tecnológicas como ele é, dificilmente iria se preocupar em entrar no site, procurar a entrevista do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tácito,</p>
<p>esse comentário aí do Arnaldo logo abaixo da entrevista de Sérgio Dias não é pra ser levado a sério. O que impede qualquer malassombrado de comentar usando o nome do cara? E fora que debilitado e alheio às facilidades tecnológicas como ele é, dificilmente iria se preocupar em entrar no site, procurar a entrevista do irmão e ainda comentar nesses termos. Pra mim, é falso, assim como também  é o da esposa do mutante logo acima.</p>
<p>Do disco novo dos Mutantes, confesso que tenho medo. E embora a Sony não tenha se interessado, o selo que via lançar lá fora (-ANTI) é um dos grandes fora do esquemão, casa de Tom Waits, Nick Cave e muita gente boa.</p>
<p>Discos novos à parte, Loki, o filme, vale cada centavo. Se não viram, corram atrás.</p>
<p>Aproveitando, deixo o link do artigo que escrevi publicado no site <strong>O Inimigo:<a href="http://www.oinimigo.com/blog/?p=2027" target="_blank"> </a></strong><a href="http://www.oinimigo.com/blog/?p=2027" target="_blank">http://www.oinimigo.com/blog/?p=2027</a><strong> </strong></p>
<p>abs</p>
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		<title>Munganga literária</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 15:22:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Do jeito que foi descrita, essa &#8220;palestra&#8221; de Carpinejar tá mais em sintonia com a modinha do stand-up comedy (já notaram como todo fim de semana tem um piadista se apresentando na cidade?) do que com a literatura. Uma munganga, como se diz no bom idioma local. E pelas frases anotadas por Tácito, o sujeito está mais pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Do jeito que foi descrita, essa &#8220;palestra&#8221; de Carpinejar tá mais em sintonia com a modinha do stand-up comedy (já notaram como todo fim de semana tem um piadista se apresentando na cidade?) do que com a literatura. Uma munganga, como se diz no bom idioma local. E pelas frases anotadas por Tácito, o sujeito está mais pra redator de frases de parachoque de caminhão do que pra poeta.  Tô fora. Por essas e outras o bom senso me recomenda cautela nesses &#8220;encontros literários&#8221;.</p>
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		<title>O Dólar Furado</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 19:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alexis Peixoto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Só corrigindo a matéria do G1 sobre Morricone: a trilha de O Dólar Furado não é do mestre, mas de seu discípulo Gianni Ferrio. Mas é até desculpável o deslize, já que Ferrio &#8220;copiava&#8221; bem o estilo de Morricone.Independente disso, é um bom tema.
O Dólar Furado, aliás, é um bom western spaghetti que deveria ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só corrigindo a matéria do G1 sobre Morricone: a trilha de <em>O Dólar Furado</em> não é do mestre, mas de seu discípulo Gianni Ferrio. Mas é até desculpável o deslize, já que Ferrio &#8220;copiava&#8221; bem o estilo de Morricone.Independente disso, é um bom tema.</p>
<p><em>O Dólar Furado</em>, aliás, é um bom western spaghetti que deveria ser mais visto. A quem interessar possa, dá para achar uma edição boa em DVD nas prateleiras das Americanas por meros 12 reais.</p>
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