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	<title>Substantivo Plural &#187; Carlos de Souza</title>
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	<description>Cultura, Idéias e Informação</description>
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		<title>Mulheres</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 13:13:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tácito, meu querido, as mulheres estão dando show de bola neste sítio. Um bom exemplo é este texto maravilhoso de Tânia e a participação de Edjane.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tácito, meu querido, as mulheres estão dando show de bola neste sítio. Um bom exemplo é este texto maravilhoso de Tânia e a participação de Edjane.</p>
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		<title>Intolerância</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Feb 2010 13:07:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ditadura é ditadura. Não importa se é de direita ou de esquerda. O fato é que ditadores não suportam oposição, dissidência, pensamentos contrários, liberdade.
Abaixo a ditadura!
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ditadura é ditadura. Não importa se é de direita ou de esquerda. O fato é que ditadores não suportam oposição, dissidência, pensamentos contrários, liberdade.</p>
<p>Abaixo a ditadura!</p>
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		<title>Uma viagem pela Cuba de Fidel Castro</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Feb 2010 01:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Na semana passada eu disse o seguinte: “A primeira indicação de leitura de hoje é Viagem ao Crepúsculo, de Samarone Lima, Editora Casa das Musas, 231 páginas, R$30,00. Interessante livro de viagem que tem o sabor picante da reportagem. O autor é um jornalista e escritor cearense que vive em Recife com passagem por vários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-14371" title="cuba - malecon" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/02/cuba-malecon.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p>Na semana passada eu disse o seguinte: “A primeira indicação de leitura de hoje é Viagem ao Crepúsculo, de Samarone Lima, Editora Casa das Musas, 231 páginas, R$30,00. Interessante livro de viagem que tem o sabor picante da reportagem. O autor é um jornalista e escritor cearense que vive em Recife com passagem por vários jornais e revistas de Pernambuco e São Paulo. Aqui ele embarca em uma viagem por uma Cuba que vive o apagar das luzes do governo de Fidel Castro e a triste continuação desta ditadura através do irmão Raúl Castro. É o tipo do livro que você começa a ler assim despretenciosamente numa parada de ônibus e não consegue mais parar. Aí você descobre que perdeu o ônibus e vai ficar na parada por uma boa hora inteira com medo de perder o próximo. Então você deixa para ler em casa e não dorme enquanto não termina. Olha, aqui está um relato corajoso sobre Cuba. Tudo que um cuecão comunista jamais vai gostar de ler. Aqui todas as mazelas da utopia comunista são mostradas sem piedade. Não se trata de chutar carrocho morto, mas de uma extrema piedade pelo valente povo cubano, que de tão entorpecido com a miséria e a violência do bloqueio econômico imposto pelos americanos, já não consegue vislumbrar uma saída. Quanto mais você lê, mais desolado vai ficando com a tragédia cubana. Não vou adiantar mais nada aqui. Quero que vocês leiam este danado de livro bom e pronto”.</p>
<p><span id="more-14370"></span>Tudo isso é verdade, mas este livro merece um comentário mais extenso. Samarone Lima viajou a Cuba como mochileiro. Ele queria ver o povo cubno de perto, o que jamais conseguiria se embarcasse naqueles roteiros turísticos programadinhos, com ônibus para passear e coisa e tal. Não, ele preferiu ficar na casa de um casal homossexual que hospeda pessoas para reforçar o magro orçamento. Depois de uns dias andando pelas ruas de Havana, ouvindo as pessoas e levando calote por causa de sua cara de estrangeiro, decidiu procurar outro lugar para ficar, porque o casal tentou aumentar o preço de sua diária.</p>
<p>A partir daí, quando ele se hospeda na casa de uma cubana amiga de estudantes brasileiros, é que começa a mergulhar fundo no cotidiano da ilha de Fidel. O povo cubano vive na miséria total. Essa história de que lá tem educação e saúde de qualidade é mentira, pura propaganda que o governo cubano consegue passar para admiradores do regime, como Frei Betto, que voltou de lá com um livro contando maravilhas do socialismo cubano.</p>
<p>O povo cubano vive sem liberdade de expressão (se você viveu os dias da ditadura militar no Brasil sabe um pouco do que estou falando), sem comida, sem o mínimo para uma vida decente, sem liberdade. É um povo corajoso, alegre, mas que não consegue se rebelar, porque Fidel Castro montou um sistema de vigilância e delação que ultrapassa qualquer noção de paranóia que você tenha conhecimento. Enfim, viver em Cuba é uma merda, menos para a elite que apóia o governo. O livro de Samarone mostra isso com uma leveza, uma clareza, um senso de humor que encanta o leitor. Sua opção de apenas ouvir e depois anotar, deixou seus interlocutores completamente à vontade para falar. Ele diz que não pretendeu fazer jornalismo, apenas um livro de viagem, mas é jornalismo puro, na sua forma mais inteligente.</p>
<p>Um dos momentos mais emocionantes do livro é quando ele conta que, um dia, estava andando pelas ruas de um bairro pobre, quando viu um ônibus de turistas parado. Os caras bem vestidos, com suas máquinas fotográficas de luxo, fotografavam as pessoas que, tristemente, procuravam esconder suas faces. Quando eu li isso, tive a certeza de que não quero ir a Cuba de jeito nenhum. Não vou viajar para ver a miséria alheia. O livro de Samarone para mim já é a viagem que não fiz. E olha que já li outros livros sobre Cuba e vi um documentário sensacional, não autorizado (acho que na GNT), que dá uma idéia do que é dito neste livro.</p>
<p>Eu tenho amigos que defendem com ardor o regime cubano. Eles sonham com uma revolução que prometeu felicidade ao povo. Outro dia li uma biografia do revolucionário francês Robespierre e fiquei muito ciente das boas intenções dos revolucionários. Robespierre sonhava com uma república perfeita, em que o povo seria o soberano e sua felicidade era a meta maior. O período em que ele liderou a revolução foi o mais sangrento. Houve dias em que mais de 60 pessoas passaram pela guilhotina. O livro conta também o saldo sangrento da passagem de Che Guevara pelos distritos sob seu comando. Olha, revolucionários são como religiosos fanáticos. Eles matam sem remorso em nome de suas causas. Não se enganem com pessoas puras demais. As revoluções nascem cheias de boas intenções, prometendo um futuro de leite e mel para os pobres, mas nunca dizem quanto tempo os sacrifícios irão durar.</p>
<p>O tormento cubano se arrasta em meio à corrupção generalizada, repressão e fome. Mesmo depois que Fidel Castro morrer, ninguém garante que as coisas possam mudar por lá. Em certos momentos do livro de Samarone não deixei de lembrar o livro 1984, de George Orwell. A imprensa cubana lembra muito a mídia do Big Brother do livro. Quem lê um jornal cubano acha que está na Bélgica. Outro detalhe curioso: Hugo Chávez é um herói por lá. Imagine se os radicais do MST, PT, PSTU ou PSOL conseguem implantar um regime desses no Brasil&#8230; É de gelar o coração.</p>
<p>O livro foi rejeitado por várias editoras, antes de ser editado pela Casa das Musas. Isso dá uma idéia do estado de quase demência que ataca o mercado editorial brasileiro. Encontrei alguns erros de revisão, mas nada que não possa ser solucionado numa próxima reedição. Fiquei sabendo que Samarone Lima vai lançar seu livro em Natal nos próximos dias. Vou aguardar com ansiedade para lhe dar os parabéns.</p>
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		<title>Evoé  Baco!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 14:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabo de ler na internet um texto saborosíssimo do escritor Carneiro da Cunha para quem detesta carnaval. Ele dá até dicas de livros que você pode reservar para ler no período momesco. Achei muito engraçado o texto, pois eu também não sou muito carnavalesco agora. Já gostei muito, mas agora&#8230; Carnaval para mim é abrir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de ler na internet um texto saborosíssimo do escritor Carneiro da Cunha para quem detesta carnaval. Ele dá até dicas de livros que você pode reservar para ler no período momesco. Achei muito engraçado o texto, pois eu também não sou muito carnavalesco agora. Já gostei muito, mas agora&#8230; Carnaval para mim é abrir umas cervejas de vez quando, no intervalo de TV, filmes e livros e, claro, sempre uma viajadinha na web.</p>
<p>Assim encontro coisas interessantes como uma cantora-mirim chamada Malu Magalhães, que, estranhamente, muita gente detesta. A moça tem uma vozinha de criança, canta em inglês, gosta de Bob Dylan e sonha em ter filhos. Vi uma entrevista dela em que, claramente, sofria com o resultado de seu sucesso instantâneo.</p>
<p>Logo em seguida vi uma matéria sobre um sítio na internet que tem teatro ao vivo. Chama-se Teatro Para Alguém e é uma maravilha, meus amigos! Meu computador é lento, mas mesmo assim dá para ter um gostinho da experiência. Preciso comprar um mais turbinado para poder ver essas coisas em tempo real. À noite vi A Dama de Shangai, de Orson Welles e corri para a biografia do homem para saber por que o filme ficou tão ruim. Ah, lá estavam as explicações: o estúdio cortou 20% do filme e trocou a trilha sonora original. Tá explicado. Mesmo assim tem momentos de gênio.</p>
<p>Agora, como diz o velho e bom Chaves, sem querer querendo, vou esnobar o grande Jairo Lima. Reservei para o carnaval uma leitura do Fausto de Goethe, acompanhando cada capítulo com os comentários do livro Deus e o Diabo no Fausto de Goethe, de Haroldo de Campos. Mas sei que ele vai dizer que está reservando algo do mesmo naipe no original, puxa, Jairo, abre uma cerveja aí meu compadre.</p>
<p>Termino esse bate papo torcendo por todos os meus orixás que este pilantra, ladrão de galinhas e consumado mau caráter José Roberto Arruda, passe, pelo menos, o carnaval no xilindró. Axé, meu rei!</p>
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		<title>Cuba</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 18:32:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O livro de Samarone Lima é tão bom que estou preparando um comentário mais extenso para minha coluna da Tribuna do Norte, da quarta-feira de cinzas. Leiam este livro, meus caros esquerdistas e direitistas.
*********
Carlão, também li e escrevi um post (&#8220;Viagem ao Inferno&#8221; &#8211; aqui) sobre o livro de Samarone. Na semana passada recebi e-mail [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro de Samarone Lima é tão bom que estou preparando um comentário mais extenso para minha coluna da Tribuna do Norte, da quarta-feira de cinzas. Leiam este livro, meus caros esquerdistas e direitistas.</p>
<p>*********</p>
<p><em>Carlão, também li e escrevi um post (&#8220;Viagem ao Inferno&#8221; &#8211; <a href="http://www.substantivoplural.com.br/viagem-ao-inferno/" target="_blank"><strong>aqui</strong></a>) sobre o livro de Samarone. Na semana passada recebi e-mail dele informando que virá lançar Viagem ao Crepúsculo em Natal. Estou aguardando novo contato com mais detalhes sobre o lançamento.</em></p>
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		<title>Um buquê de leituras variadas</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 12:02:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira indicação de leitura de hoje é Viagem ao Crepúsculo, de Samarone Lima, Editora Casa das Musas, 231 páginas, R$30,00. Interessante livro de viagem que tem o sabor picante da reportagem. O autor é um jornalista e escritor cearense que vive em Recife com passagem por vários jornais e revistas de Pernambuco e São [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-14189" title="samarone lima" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/02/samarone-lima-286x300.jpg" alt="" width="208" height="218" />A primeira indicação de leitura de hoje é Viagem ao Crepúsculo, de Samarone Lima, Editora Casa das Musas, 231 páginas, R$30,00. Interessante livro de viagem que tem o sabor picante da reportagem. O autor é um jornalista e escritor cearense que vive em Recife com passagem por vários jornais e revistas de Pernambuco e São Paulo. Aqui ele embarca em uma viagem por uma Cuba que vive o apagar das luzes do governo de Fidel Castro e a triste continuação desta ditadura através do irmão Raúl Castro. É o tipo do livro que você começa a ler assim despretenciosamente numa para de ônibus e não consegue mais parar. Aí você descobre que perdeu o ônibus e vai ficar na parada por uma boa hora inteira com medo de perder o próximo. Então você deixa para ler em casa e não dorme enquanto  não termina. Olha, aqui está um relato corajoso sobre Cuba. Tudo que um cuecão comunista jamais vai gostar de ler. Aqui todas as mazelas da utopia comunista são mostradas sem piedade. Não se trata de chutar carrocho morto, mas de uma extrema piedade pelo valente povo cubano, que de tão entorpecido com a miséria e a violência do bloqueio econômico imposto pelos americanos, já não consegue vislumbrar uma saída.   Quanto mais você lê, mais desolado vai ficando com a tragédia cubana.  Não vou adiantar mais nada aqui. Quero vocês leiam este danado de livro bom e pronto.</p>
<p><span id="more-14188"></span>Outro livro que quero recomendar é Vi Uma Foto de Anna Akhmátova, de Fernando Monteiro, Edição fundação de Cultura Cidade do Recife, 85 páginas, R$ 10,00 (disponível para leitura na <strong>ESTANTE</strong> do SP). Se você já está acostumado com os romances de Fernando Monteiro não vai se surpreender com este livro de poesia. Não é a primeira vez que o autor, que é um premiado escritor pernambucano, mostra seu talento em poemas longos. Ao ler este livro, você vai ficar surpreso de encontrar tanta erudição num jorro de palavras que entontece. Um tipo de poesia sem lirismo de deixar a academia com aquela sensação de uma certa parte da anatomia na mão. E o mais curioso é que quanto mais você vai lendo, mais vai sentindo o estranhamento e a sensação de estar lendo um romance, não um poema. Ma é um poema, sim. Longo e belo. Contundente e iconoclasta. “Os poetas brasileiros não morrem em revoluções. Quando elas acontecem, os bardos nacionais preferem segurar os empregos”. Porrada! Não produzimos poetas deste tipo por aqui.</p>
<p>Estou folheando aqui Graduado em Marginalidade, de Sacolinha, Editora Confraria do Vento, 194 páginas, R$ 32,00. Sacolinha é o nome artístico de Ademiro Alves de Sousa, um ativista cultural e graduando em Letras, na Universidade de Mogi das Cruzes, que faz palestras sobre literatura e questão racial e desenvolve freqüentemente eventos literários. É este cara que nos traz um romance que lembra muito o universo marginal de  um Plínio Marcos, só para dar o exemplo mais conhecido. É o mundo do crime e da corrupção policial que ressalta aqui sem meias palavras. Romance para quem não tem o estômago fraco.</p>
<p>Para encerrar minhas dicas de hoje, aí vai um romance na mesma linha deste anterior. Trata-se de Reima, de Dau Bastos, Editora Record, 384 páginas, R$47,90. Romance escrito a partir de uma notícia real, quando durante um feriadão, um bando de traficantes do Cerro Corá resolveu atravessar um condomínio no bairro de Santa Teresa, Rio de Janeiro, para enfrentar um grupo rival do Morro dos Prazeres. O que era realidade virou ficção nas mãos de Dau Bastos, um professor de literatura que já emplacou sucessos como Das Trip’s Coração, Snif e Clandestinos na América. Ele é autor também de uma alentada biografia de Machado de Assis e uma tese sobre Louis-Ferdinand Céline, o celebrado escritor francês que, apesar de fascista, fez literatura da mais alta qualidade.</p>
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		<title>Piva</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 20:28:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Recado de Marize Castro: Piva está com Parkinson, insuficiência renal, etc.
Através deste endereço você terá as informações:
aqui
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recado de Marize Castro: Piva está com Parkinson, insuficiência renal, etc.</p>
<p>Através deste endereço você terá as informações:</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2010/01/escritores-mobilizam-se-para-ajudar-poeta-roberto-piva-internado-no-hc/" target="_blank">aqui</a></p>
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		<title>Urgente</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 13:07:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Marize Castro acaba de me avisar que o poeta Roberto Piva está doente precisando da ajuda de amigos.
*********
Ok Carlão. Mas o que podemos fazer? Onde buscar mais informações sobre o estado do poeta?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marize Castro acaba de me avisar que o poeta Roberto Piva está doente precisando da ajuda de amigos.</p>
<p>*********</p>
<p><em>Ok Carlão. Mas o que podemos fazer? Onde buscar mais informações sobre o estado do poeta?</em></p>
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		<title>Semântica</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/semantica/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Dec 2009 12:05:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ei François, você esqueceu de citar o problema do &#8220;onde&#8221;, advérbio de lugar, comumente usado para advérbio de tempo e o escambau. Hoje mesmo Michele Rincon tascou um &#8220;onde&#8221; ao se referir a um fato ocorrido no final de semana.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ei François, você esqueceu de citar o problema do &#8220;onde&#8221;, advérbio de lugar, comumente usado para advérbio de tempo e o escambau. Hoje mesmo Michele Rincon tascou um &#8220;onde&#8221; ao se referir a um fato ocorrido no final de semana.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nossa Vida não Cabe num Opala</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Dec 2009 19:03:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[
Estão anunciando no Canal Brasil o filme Nossa Vida não Cabe num Opala, baseado em texto de Mário Bortolotto. Vamos assistir ao filme e brindar na chegada do ano  novo a recuperação do dramaturgo. Evoé!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-12092" title="opala" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/12/opala.jpg" alt="" width="421" height="276" /></p>
<p>Estão anunciando no Canal Brasil o filme Nossa Vida não Cabe num Opala, baseado em texto de Mário Bortolotto. Vamos assistir ao filme e brindar na chegada do ano  novo a recuperação do dramaturgo. Evoé!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Para Mário e Tetê</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 21:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Estiveram aqui na minha casa no sábado, Tetê e Eduardinho, duas pessoas do mais alto calibre. Era para ser uma comemoração para ninguém sabe o quê, mas acabou sendo uma celebração pela recuperação do dramaturgo Mário Bertolotto. Acho que todo mundo já sabe que Bertolotto tentou defender uma amiga de um assaltante num bar em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/12/waldick-soriano3.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-11594" title="waldick soriano" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/12/waldick-soriano3.jpg" alt="waldick soriano" width="157" height="157" /></a>Estiveram aqui na minha casa no sábado, Tetê e Eduardinho, duas pessoas do mais alto calibre. Era para ser uma comemoração para ninguém sabe o quê, mas acabou sendo uma celebração pela recuperação do dramaturgo Mário Bertolotto. Acho que todo mundo já sabe que Bertolotto tentou defender uma amiga de um assaltante num bar em São Paulo e levou quatro tiros na semana passada. Mas ele está bem. Minha mulher agora não pára de dizer, Carlão, pelo amor de Deus, você faria o mesmo. E eu digo, não meu bem, não faria, só se fosse necessário. Só conheço Mário do que li nos jornais sobre as peças que ele escreveu, mas gostaria de saber mais. Ele é dos meus, não é um covarde como a maioria dos caras que conheci aqui em Natal. Tetê é minha amiga das antigas e a gente nunca se confundiu nos meandros das ideologias. O fato é que ela chegou e foi logo tomando conta do som da casa. Pegou seus discos na bolsa e disse, Carlão, deixa comigo. E tascou Waldick Soriano. Porra! (note que aqui eu me solto para falar palavrão).<span> </span>Waldick faz parte de minha vida desde que eu passava minhas férias no Vale do Açu. Minha mãe tem a base de sua família toda lá onde eu conheci um cara grosso feito papel de prego, chamado João Bolha. Ele só gostava de duas coisas na vida: mulher e caça. Não, ele gostava de outra coisa. Ficar embriagado ouvindo Waldick Soriano. Foi esse cara que um dia chegou comigo numa bodega, digna daquelas descritas por João Rosa, e disse, bote um cinzano<span> </span>para esse menino. Aí ele pediu ao dono do estabelecimento para colocar a música que adorava. Então eu ouvi, “minha querida, saudações&#8230;”. Na hora detestei. Mas depois descobri que ali havia um Brasil que ainda não compreendi direito. “Escrevo esta carta&#8230;”. É uma canção chorosa, com arranjo totalmente mexicano. Nunca o Brasil foi tão mexicano. Bolero, meus amigos. Mas é lindo, percebo agora. E enjoativo como qualquer bebida doce. <span> </span>Quando eu pensava que estava tudo resolvido, vi o documentário de Patrícia Pillar sobre Waldick Soriano. Eis aqui a história de um legítimo filho do Brasil. Mas, diferente do outro, um filho que não deu certo. Um homem pobre, que saiu do nada e ganhou a vida perdendo tudo, mulheres, filhos, e nunca a dignidade. Escolheu a boemia, a solidão. Patrícia Pillar mostra tudo, sem afetação, sem medo. É o cara que ela costumava ouvir no rádio ao lado do pai. O momento que eu mais gosto é quando ele diz no total ostracismo, “eu não sou brega, sou poeta”. Tetê me deu o disco de presente e agora escuto sempre que quero me lembrar daqueles tempos. Quando a gente envelhece aos poucos, e aceita, o passado não dói tanto. João Bolha foi para o Rio de Janeiro e virou um careta. Acho que ele ainda adora Waldick.</p>
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		<title>Intelectuais</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Dec 2009 17:30:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao meu querido Jairo. Como disse um intelectual ipanemense: intelectual não vai à praia, intelectual bebe.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao meu querido Jairo. Como disse um intelectual ipanemense: intelectual não vai à praia, intelectual bebe.</p>
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		<title>Um pouco de passado</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 12:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Meus amigos, esta semana ganhei dois presentes de fim de ano, ambos simplesmente sem preço. O primeiro, o documentário sobre Arnaldo Baptista, intitulado Lóki, de Paulo Fontenelle, no Canal Brasil. Eu sei, eu sei, todo mundo já viu no cinema. Mas eu sou um dinossauro que não vai mais ao cinema. Ali eu tracei uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/12/loki.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-11325" title="loki" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/12/loki-223x300.jpg" alt="loki" width="176" height="237" /></a>Meus amigos, esta semana ganhei dois presentes de fim de ano, ambos simplesmente sem preço. O primeiro, o documentário sobre Arnaldo Baptista, intitulado Lóki, de Paulo Fontenelle, no Canal Brasil. Eu sei, eu sei, todo mundo já viu no cinema. Mas eu sou um dinossauro que não vai mais ao cinema. Ali eu tracei uma linha imaginária de minha própria existência. Calma, eu nunca experimentei LSD. Digo isso porque, a primeira vez que ouvi falar em Arnaldo Baptista eu era um menino em Areia Branca e cheguei na casa de um amigo certa manhã e o cara estava escutando Panis et Circenses, dos Mutantes. A partir deste dia, nunca mais fui a mesma pessoa. Fiquei ali ouvindo aquele som, aquelas palavras e disse, meu Deus, preciso sair daqui. Era o ano de 1973 e os Mutantes talvez nem existissem mais, não importa. O que interessa é que certas canções, certas sonoridades têm este poder de mudar a gente. Depois ficamos, eu e minha mulher, mudos de emoção, enxugando lágrimas furtivas (que coisa mais Almodóvar) no sofá da sala.  A trajetória de Arnaldo é a coisa mais brasileira que eu conheço, tipo Torquato Neto e similares. Pessoas que têm alma de criança, esbarram no sucesso, nas drogas, perdem tudo e ficam sem saber para onde ir. Quando Arnaldo diz que quando acordou depois da tentativa de suicídio, e “estava na casa de minha menina”, o choro rolou solto na sala. Puta merda, como diriam meus amigos da Volta da Tripa em Areia Branca. Tudo bem, a gente segue em frente. Depois de alguns anos, vim para Natal e aqui conheci um camarada chamado Moura Neto que era louco por Arnaldo Baptista e foi ele que me apresentou no toca-fitas de uma velha Variant, numa viagem idílica para Jardim do Seridó, o disco impagável do cara. Sim, era Lóki, e a partir desse dia nunca mais deixei de ouvir o bardo paulistano. Sempre que posso compro algum disco dele. Porém, notei uma falha no documentário. Não falaram do disco Sanguinho Novo, um LP que Arnaldo lançou nos anos 90. Eu tinha, mas perdi. Se alguém tiver aí me arranje uma cópia, por favor.  O outro presente foi o documentário intitulado O Sol – Caminhando Contra o Vento, de Tetê Moares e Martha Alencar. Cara, eu nasci em 1959. Então em 1968, pelo amor de Deus, eu só tinha 9 anos, porra. Nunca entendi os versos da canção de Caetano que dizia “o sol nas bancas de revista/ me enche de alegria e preguiça&#8230;”. Eu achava que ele estava falando do sol mesmo. Não, ele estava falando do jornal carioca mais influente na onda da contracultura daqueles tempos: O Sol. Pai do Pasquim, Opinião e similares.  Quando cheguei em Natal em 1975, uma das grandes alegrias de minha vida era poder ler o Pasquim na casa de um amigo. Eu não podia comprar jornais. Mas eu não sabia da existência de O Sol, desculpem minha burrice. E olha que passei boa parte de minha vida me considerando jornalista&#8230; Ora me poupe! Passei pelo curso de Comunicação Social e ninguém, ninguém mesmo, nunca me falou que no Brasil existiu um jornal chamado O Sol e que foi responsável pelo sopro mais legítimo de liberdade de expressão que este país já viu. Se vocês acham que Tribuna do Norte, Jornal de Hoje, Novo Jornal ou o caralho a quatro, é jornalismo, então está na hora de rever algumas coisas na suas vidas, meus caros.  Pois bem, terminei a semana com uma idéia na cabeça e um computador apoiado nas pernas. Fazer um conto ou uma novela que começa dizendo assim: “Não tenho nenhum disco de Roberto Carlos em casa, mas tenho quase todos de Erasmo”. Aí começa a história de um assaltante de bancos que fez o curso de Filosofia. Beijos.</p>
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		<title>Ainda dia de cão</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 19:41:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma escola no Espírito Santo deixa pais de alunos três dias na fila para garantir uma vaga e alguém diz do gabinete que nem tinham marcado data ainda. Ora, fodam-se!
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma escola no Espírito Santo deixa pais de alunos três dias na fila para garantir uma vaga e alguém diz do gabinete que nem tinham marcado data ainda. Ora, fodam-se!</p>
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		<title>Dia de cão</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 12:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cavalaria para esmagar os corações de estudantes em Brasília. Corruptos impunes. Um Nobel da Paz envia mais 30 mil soldados para a guerra. Fuck off!
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Cavalaria para esmagar os corações de estudantes em Brasília. Corruptos impunes. Um Nobel da Paz envia mais 30 mil soldados para a guerra. Fuck off!</p>
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		<title>Clarice para sempre</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Dec 2009 14:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O conto de Clarice sobre sua passagem por Natal, se não me engano intitulado Silent Night, Holy Night está no livro da coleção Para Gostar de Ler, da Ática.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O conto de Clarice sobre sua passagem por Natal, se não me engano intitulado Silent Night, Holy Night está no livro da coleção Para Gostar de Ler, da Ática.</p>
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		<title>Carta de amor</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 14:26:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Houve um tempo em que líamos Herman Hesse. Não lembro dos grandes livros dele, O Lobo da Estepe, O Jogo das Contas de Vidro&#8230; Lembro de Sidarta, Demian e O Último Verão de Klingsor. Parece besteira, mas Hesse ganhou o Nobel de Literatura. Hoje isso não diz mais nada, porque a academia sueca sofre de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/11/hesse.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-9908" title="hesse" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2009/11/hesse-510x370.jpg" alt="hesse" width="510" height="370" /></a></p>
<p>Houve um tempo em que líamos Herman Hesse. Não lembro dos grandes livros dele, O Lobo da Estepe, O Jogo das Contas de Vidro&#8230; Lembro de Sidarta, Demian e O Último Verão de Klingsor. Parece besteira, mas Hesse ganhou o Nobel de Literatura. Hoje isso não diz mais nada, porque a academia sueca sofre de esclerose mental. Pois bem, foi por causa desse cara que eu passei a ver a vida de modo diferente. Foi por causa dele que eu fui parar em Nietzsche. A partir daí meu olhar para o mundo ficou oblíquo, desconfiado. Leio Schopenhauer sempre com um sorrisinho sacana no canto da boca. Mas Klingsor foi fundamental para eu não ter medo da velhice e da morte. Tem dias que eu vivo as mesmas sensações do velho artista Klingsor brindando seu entardecer. Hoje, por exemplo, estou assim. Penso em Picasso vivendo seus últimos dias. Penso em Luís Buñuel no limiar da despedida. Não pensem que o que estou dizendo aqui, agora, é carta de náufrago. Não, estou apenas sentindo o bafejar do vento solar em minhas faces e dizendo, ora, não seja por isso, venha. Viver e morrer é o mesmo sintoma da viagem. Gente humana é travessia, dizia o grande João. Não é preciso temer isso. Só quem teme são os covardes. Às vezes tem gente que olha para mim e diz, creia em Deus homem. E eu digo interiormente, o que é que eu tenho a ver com a história antiga do povo judeu? O que é que muda meu olhar diante deste mar, só porque um beduíno queria poder e disse ter visto um anjo em sua tenda ditando normas para sua sobrevivência? Religiões que nascem de revelações não me dizem nada. Kant me diz mais coisas inquietantes. Spinoza também. Então essa felicidade que sinto ao ver o sol nascer é algo bastante necessário. Eu brindo o roçar dos dias pelas esferas da eternidade. Eu brindo aos amigos. Eu brindo a Klingsor e sigo em frente. Assim vivo bem melhor em  meio a este torvelinho de estúpidos.</p>
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		<title>Cultura</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Só eu sei o que passei nas mãos dessa nova versão da Capitania das Artes, meus amigos sabem. Depois que César Revoredo caiu foi que eu percebi que ele também era vítima. O Rio Grande do Norte e Natal estão acéfalos de cultura.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Só eu sei o que passei nas mãos dessa nova versão da Capitania das Artes, meus amigos sabem. Depois que César Revoredo caiu foi que eu percebi que ele também era vítima. O Rio Grande do Norte e Natal estão acéfalos de cultura.</p>
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		<title>Mercado de trabalho no RN</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 14:28:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faço minhas as palavras de François Silvestre: &#8220;É preferível a fome no esperneio do que ganhar a ração na canga!&#8221;
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Faço minhas as palavras de François Silvestre: &#8220;É preferível a fome no esperneio do que ganhar a ração na canga!&#8221;</p>
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		<title>Fundamentalismos</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Nov 2009 18:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Cada vez mais eu acho o escritor Tariq Ali a voz mais lúcida da atualidade. Eu não entendi bem sua crítica ao filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott, em seu livro sobre os fundamentalismos de lá e cá, oriente e ocidente. Mas vendo o filme novamente compreendi a ideologia por trás dos mocinhos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada vez mais eu acho o escritor Tariq Ali a voz mais lúcida da atualidade. Eu não entendi bem sua crítica ao filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott, em seu livro sobre os fundamentalismos de lá e cá, oriente e ocidente. Mas vendo o filme novamente compreendi a ideologia por trás dos mocinhos brancos massacrando os bárbaros negros.</p>
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		<title>Jornalismo</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 14:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os jornais estão cavando sua própria sepultura ao resolverem encolher seus cadernos de cultura, fazendo deles mulas de carga de colunas sociais. Os donos argumentam que cadernos culturais não dão lucro, só servem para gastar papel. Esquecem que o lucro proporcionado por um espaço de boa leitura é abstrato. O leitor compra jornal, não apenas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os jornais estão cavando sua própria sepultura ao resolverem encolher seus cadernos de cultura, fazendo deles mulas de carga de colunas sociais. Os donos argumentam que cadernos culturais não dão lucro, só servem para gastar papel. Esquecem que o lucro proporcionado por um espaço de boa leitura é abstrato. O leitor compra jornal, não apenas para ler as notícias. Ele quer ler o aprofundamento da notícia, a análise, porque o fato aconteceu e por aí vai. Depois ele quer relaxar, ler algo mais leve, e é aí que o caderno cultural cumpre sua função. Tem gente (como eu) que lê primeiro o caderno cultural. Depois é que vai para as desgraças. Na maioria das vezes leio primeiro as colunas e só depois passo a vista nos títulos que me interessam. Quando a notícia me interessa, leio toda. Quando não, largo nas primeiras linhas. os especialistas avisam que os jornais estão com seus dias contados. A internet é seu grande algoz. A internet e a televisão, eu diria. Quem tem acesso à internet e canais de TV por assinatura, tem mais informação disponível o dia inteiro. Não abro mão também de escutar uma emissora de rádio que transmite notícia o dia todo, como é o caso da CBN. Estou falando tudo isso, porque li um artigo de um cara de harvard que prevê o fim dos grandes jornais como grandes negócios. A tendência é a publicidade migrar para outros meios e se pulverizar. Será o fim da hegemonia de gransdes veículos de comunicação. Será a hora de pequenos veículos, pequenos nichos de informação, cada vez mais dirigidos a leitores, telespectadores específicos. Vamos ficar atentos.</p>
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		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 14:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia que o Governo do Rio Grande do Norte disser que vai destinar 3 milhões para a produção de livros, eu saio rolando (como os derviches indianos) da Redinha até o Morro do Careca e chegando lá nado até Fernando de Noronha e fico por lá.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia que o Governo do Rio Grande do Norte disser que vai destinar 3 milhões para a produção de livros, eu saio rolando (como os derviches indianos) da Redinha até o Morro do Careca e chegando lá nado até Fernando de Noronha e fico por lá.</p>
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		<title>Literatura</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Oct 2009 17:04:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois que li o texto de Vargas LLosa, enviado por Tácito, sobre a importância do romance, fiquei pensando. Outro dia fui convidado a sentar numa mesa de jovens recém-contratados por uma grande empresa. Eles festejavam a vitória recente e queriam que eu compartilhasse com eles. Ocorre que, passados mais ou menos uns trinta minutos, eles [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois que li o texto de Vargas LLosa, enviado por Tácito, sobre a importância do romance, fiquei pensando. Outro dia fui convidado a sentar numa mesa de jovens recém-contratados por uma grande empresa. Eles festejavam a vitória recente e queriam que eu compartilhasse com eles. Ocorre que, passados mais ou menos uns trinta minutos, eles continuavam falando no ambiente de trabalho e apenas nisso. Deixei o tempo passar e esperei que o assunto descambasse para algum filme recentemente assistido, algum romance recentemente lido, alguma obra de arte recentemente apreciada. Mas nada. Ficaram ali se deliciando com os acontecimentos do cotidiano corporativo como se extraíssem daquilo um grande prazer. Pedi licença e fui para outra mesa.</p>
<p>Depois disso tenho notado que somente nas mesas em que convivem pessoas que gostam de ler é possível se estabelecer uma boa conversa com rico repertório. Fora disso, é uma aridez acabrunhante. Pessoas que não lêem são incapazes de sustentar uma boa conversa. Quando chegam às raias do desespero, lançam mão de uma enxurrada de piadas que mais constrangem que diverte quem é obrigado a ouvir e polidamente sorrir. Vargas LLosa tem razão ao dizer que o mundo sem o romance cai direto na barbárie. Não tenho a menor dúvida disso.</p>
<p>Arrisco até a dizer que quem fica viciado em leitura dificilmente a substitui por alguma droga fuleira como a cocaína ou o crack. Acho que os problemas das drogas poderiam ser resolvidos com um simples livro. Quem lê muito não abre mão deste prazer por paraísos artificiais por muito tempo. Ler é sempre melhor. O melhor ópio que existe. Melhor que religião. Melhor que álcool. Um pouco menos que sexo. Um pouco menos que música.</p>
<p>No dia em que fui convidado para falar de literatura no programa Grandes Temas, da TV Universitária, eu disse que escrever era inútil, mas ler não. Meus parceiros arregalaram os olhos e disseram, mas como? Eu queria dizer que não é necessário escrever mais nada. Basta ler os clássicos. Mas era só uma provocação.  Claro que uma estória sempre pode ser recontada de outra maneira, ad infinitum. Não, o romance não morreu. A cada dia descubro novos e novos autores que justificam o fato de eu continuar vivendo e gostando muito dessa loucura toda.</p>
<p>Então, já que gosto tanto de ler, eu mesmo me arrisco a escrever livros irrelevantes que ninguém quer ler. Mas continuo fazendo deste ofício o motivo de minha existência. Porque escrever é como amar e &#8220;ninguém pode viver sem amar&#8221;, como diz aquele mexicano no filme À Sombra do Vulcão, de John Huston, baseado no livro de Malcom Lowry. Livro que foi reescrito até a exaustão, porque Lowry não suportava a idéia de estar plagiando alguém. Como se fosse possível ser original depois dos gregos.</p>
<p>Li na coluna de Ailton Medeiros o texto de uma pessoa que não encontrava mais prazer em ler. Fiquei triste por ela. Queria que essa pessoa redescobrisse o prazer de ler alguns clássicos da literatura, Cervantes, Kafka, Dostoievski&#8230; Shakespeare. Talvez assim ela redescobrisse o caminho dos novos autores que estão fazendo releituras magníficas destes mesmos clássicos. Moacy Scliar recontando a estória de Tamar ou Saramago recontando a estória de Caim. Essa pessoa pode até mesmo ler a Bíblia, não para procurar conforto espiritual, mas para buscar textos literário de altíssima qualidade como esses citados acima.</p>
<p>Para finalizar, gostaria de recomendar o filme O Leitor, de Stepehn Daldry. A cena em que ela pede ao menino, &#8220;leia Guerra e Paz, kid&#8221; é a síntese de tudo que eu queria dizer aqui.</p>
<p>Ler é a grande aventura da humanidade.</p>
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		<title>Jacko</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 20:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A música que os papa defuntos de Michael Jackson estão vendendo como inédita é uma cópia da mesma cantada pela obscura cantora Sa-Fire nos idso dos anos 80. Tem um LP dela lá no sebo de Jácio.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A música que os papa defuntos de Michael Jackson estão vendendo como inédita é uma cópia da mesma cantada pela obscura cantora Sa-Fire nos idso dos anos 80. Tem um LP dela lá no sebo de Jácio.</p>
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		<title>Flipa</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Sep 2009 19:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos de Souza</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Boa tarde meus amigos, estou saindo de Pipa agora, meio-dia, o festival foi um sucesso. Gente pra caralho. Raimundo Carrero arrasou. Lobão detonou todo mundo, de Lula à Bossa Nova. Os artistas locais deram show de competência no palco armado ao lado da tenda, Carlinhos Zen, Galvão, Gustavo Lamartine&#8230; Não vi nenhum rato nem ninguém [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa tarde meus amigos, estou saindo de Pipa agora, meio-dia, o festival foi um sucesso. Gente pra caralho. Raimundo Carrero arrasou. Lobão detonou todo mundo, de Lula à Bossa Nova. Os artistas locais deram show de competência no palco armado ao lado da tenda, Carlinhos Zen, Galvão, Gustavo Lamartine&#8230; Não vi nenhum rato nem ninguém de quinta categoria. Então&#8230;</p>
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