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10 de fevereiro de 2010

Um buquê de leituras variadas

Por Carlos de Souza

A primeira indicação de leitura de hoje é Viagem ao Crepúsculo, de Samarone Lima, Editora Casa das Musas, 231 páginas, R$30,00. Interessante livro de viagem que tem o sabor picante da reportagem. O autor é um jornalista e escritor cearense que vive em Recife com passagem por vários jornais e revistas de Pernambuco e São Paulo. Aqui ele embarca em uma viagem por uma Cuba que vive o apagar das luzes do governo de Fidel Castro e a triste continuação desta ditadura através do irmão Raúl Castro. É o tipo do livro que você começa a ler assim despretenciosamente numa para de ônibus e não consegue mais parar. Aí você descobre que perdeu o ônibus e vai ficar na parada por uma boa hora inteira com medo de perder o próximo. Então você deixa para ler em casa e não dorme enquanto não termina. Olha, aqui está um relato corajoso sobre Cuba. Tudo que um cuecão comunista jamais vai gostar de ler. Aqui todas as mazelas da utopia comunista são mostradas sem piedade. Não se trata de chutar carrocho morto, mas de uma extrema piedade pelo valente povo cubano, que de tão entorpecido com a miséria e a violência do bloqueio econômico imposto pelos americanos, já não consegue vislumbrar uma saída. Quanto mais você lê, mais desolado vai ficando com a tragédia cubana. Não vou adiantar mais nada aqui. Quero vocês leiam este danado de livro bom e pronto.

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28 de janeiro de 2010

Piva

Por Carlos de Souza

Recado de Marize Castro: Piva está com Parkinson, insuficiência renal, etc.

Através deste endereço você terá as informações:

aqui

27 de janeiro de 2010

Urgente

Por Carlos de Souza

Marize Castro acaba de me avisar que o poeta Roberto Piva está doente precisando da ajuda de amigos.

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Ok Carlão. Mas o que podemos fazer? Onde buscar mais informações sobre o estado do poeta?

29 de dezembro de 2009

Semântica

Por Carlos de Souza

Ei François, você esqueceu de citar o problema do “onde”, advérbio de lugar, comumente usado para advérbio de tempo e o escambau. Hoje mesmo Michele Rincon tascou um “onde” ao se referir a um fato ocorrido no final de semana.

28 de dezembro de 2009

Nossa Vida não Cabe num Opala

Por Carlos de Souza

Estão anunciando no Canal Brasil o filme Nossa Vida não Cabe num Opala, baseado em texto de Mário Bortolotto. Vamos assistir ao filme e brindar na chegada do ano novo a recuperação do dramaturgo. Evoé!

21 de dezembro de 2009

Para Mário e Tetê

Por Carlos de Souza

waldick sorianoEstiveram aqui na minha casa no sábado, Tetê e Eduardinho, duas pessoas do mais alto calibre. Era para ser uma comemoração para ninguém sabe o quê, mas acabou sendo uma celebração pela recuperação do dramaturgo Mário Bertolotto. Acho que todo mundo já sabe que Bertolotto tentou defender uma amiga de um assaltante num bar em São Paulo e levou quatro tiros na semana passada. Mas ele está bem. Minha mulher agora não pára de dizer, Carlão, pelo amor de Deus, você faria o mesmo. E eu digo, não meu bem, não faria, só se fosse necessário. Só conheço Mário do que li nos jornais sobre as peças que ele escreveu, mas gostaria de saber mais. Ele é dos meus, não é um covarde como a maioria dos caras que conheci aqui em Natal. Tetê é minha amiga das antigas e a gente nunca se confundiu nos meandros das ideologias. O fato é que ela chegou e foi logo tomando conta do som da casa. Pegou seus discos na bolsa e disse, Carlão, deixa comigo. E tascou Waldick Soriano. Porra! (note que aqui eu me solto para falar palavrão). Waldick faz parte de minha vida desde que eu passava minhas férias no Vale do Açu. Minha mãe tem a base de sua família toda lá onde eu conheci um cara grosso feito papel de prego, chamado João Bolha. Ele só gostava de duas coisas na vida: mulher e caça. Não, ele gostava de outra coisa. Ficar embriagado ouvindo Waldick Soriano. Foi esse cara que um dia chegou comigo numa bodega, digna daquelas descritas por João Rosa, e disse, bote um cinzano para esse menino. Aí ele pediu ao dono do estabelecimento para colocar a música que adorava. Então eu ouvi, “minha querida, saudações…”. Na hora detestei. Mas depois descobri que ali havia um Brasil que ainda não compreendi direito. “Escrevo esta carta…”. É uma canção chorosa, com arranjo totalmente mexicano. Nunca o Brasil foi tão mexicano. Bolero, meus amigos. Mas é lindo, percebo agora. E enjoativo como qualquer bebida doce. Quando eu pensava que estava tudo resolvido, vi o documentário de Patrícia Pillar sobre Waldick Soriano. Eis aqui a história de um legítimo filho do Brasil. Mas, diferente do outro, um filho que não deu certo. Um homem pobre, que saiu do nada e ganhou a vida perdendo tudo, mulheres, filhos, e nunca a dignidade. Escolheu a boemia, a solidão. Patrícia Pillar mostra tudo, sem afetação, sem medo. É o cara que ela costumava ouvir no rádio ao lado do pai. O momento que eu mais gosto é quando ele diz no total ostracismo, “eu não sou brega, sou poeta”. Tetê me deu o disco de presente e agora escuto sempre que quero me lembrar daqueles tempos. Quando a gente envelhece aos poucos, e aceita, o passado não dói tanto. João Bolha foi para o Rio de Janeiro e virou um careta. Acho que ele ainda adora Waldick.

21 de dezembro de 2009

Intelectuais

Por Carlos de Souza

Ao meu querido Jairo. Como disse um intelectual ipanemense: intelectual não vai à praia, intelectual bebe.

19 de dezembro de 2009

Um pouco de passado

Por Carlos de Souza

lokiMeus amigos, esta semana ganhei dois presentes de fim de ano, ambos simplesmente sem preço. O primeiro, o documentário sobre Arnaldo Baptista, intitulado Lóki, de Paulo Fontenelle, no Canal Brasil. Eu sei, eu sei, todo mundo já viu no cinema. Mas eu sou um dinossauro que não vai mais ao cinema. Ali eu tracei uma linha imaginária de minha própria existência. Calma, eu nunca experimentei LSD. Digo isso porque, a primeira vez que ouvi falar em Arnaldo Baptista eu era um menino em Areia Branca e cheguei na casa de um amigo certa manhã e o cara estava escutando Panis et Circenses, dos Mutantes. A partir deste dia, nunca mais fui a mesma pessoa. Fiquei ali ouvindo aquele som, aquelas palavras e disse, meu Deus, preciso sair daqui. Era o ano de 1973 e os Mutantes talvez nem existissem mais, não importa. O que interessa é que certas canções, certas sonoridades têm este poder de mudar a gente. Depois ficamos, eu e minha mulher, mudos de emoção, enxugando lágrimas furtivas (que coisa mais Almodóvar) no sofá da sala. A trajetória de Arnaldo é a coisa mais brasileira que eu conheço, tipo Torquato Neto e similares. Pessoas que têm alma de criança, esbarram no sucesso, nas drogas, perdem tudo e ficam sem saber para onde ir. Quando Arnaldo diz que quando acordou depois da tentativa de suicídio, e “estava na casa de minha menina”, o choro rolou solto na sala. Puta merda, como diriam meus amigos da Volta da Tripa em Areia Branca. Tudo bem, a gente segue em frente. Depois de alguns anos, vim para Natal e aqui conheci um camarada chamado Moura Neto que era louco por Arnaldo Baptista e foi ele que me apresentou no toca-fitas de uma velha Variant, numa viagem idílica para Jardim do Seridó, o disco impagável do cara. Sim, era Lóki, e a partir desse dia nunca mais deixei de ouvir o bardo paulistano. Sempre que posso compro algum disco dele. Porém, notei uma falha no documentário. Não falaram do disco Sanguinho Novo, um LP que Arnaldo lançou nos anos 90. Eu tinha, mas perdi. Se alguém tiver aí me arranje uma cópia, por favor. O outro presente foi o documentário intitulado O Sol – Caminhando Contra o Vento, de Tetê Moares e Martha Alencar. Cara, eu nasci em 1959. Então em 1968, pelo amor de Deus, eu só tinha 9 anos, porra. Nunca entendi os versos da canção de Caetano que dizia “o sol nas bancas de revista/ me enche de alegria e preguiça…”. Eu achava que ele estava falando do sol mesmo. Não, ele estava falando do jornal carioca mais influente na onda da contracultura daqueles tempos: O Sol. Pai do Pasquim, Opinião e similares. Quando cheguei em Natal em 1975, uma das grandes alegrias de minha vida era poder ler o Pasquim na casa de um amigo. Eu não podia comprar jornais. Mas eu não sabia da existência de O Sol, desculpem minha burrice. E olha que passei boa parte de minha vida me considerando jornalista… Ora me poupe! Passei pelo curso de Comunicação Social e ninguém, ninguém mesmo, nunca me falou que no Brasil existiu um jornal chamado O Sol e que foi responsável pelo sopro mais legítimo de liberdade de expressão que este país já viu. Se vocês acham que Tribuna do Norte, Jornal de Hoje, Novo Jornal ou o caralho a quatro, é jornalismo, então está na hora de rever algumas coisas na suas vidas, meus caros. Pois bem, terminei a semana com uma idéia na cabeça e um computador apoiado nas pernas. Fazer um conto ou uma novela que começa dizendo assim: “Não tenho nenhum disco de Roberto Carlos em casa, mas tenho quase todos de Erasmo”. Aí começa a história de um assaltante de bancos que fez o curso de Filosofia. Beijos.

10 de dezembro de 2009

Ainda dia de cão

Por Carlos de Souza

Uma escola no Espírito Santo deixa pais de alunos três dias na fila para garantir uma vaga e alguém diz do gabinete que nem tinham marcado data ainda. Ora, fodam-se!

10 de dezembro de 2009

Dia de cão

Por Carlos de Souza

Cavalaria para esmagar os corações de estudantes em Brasília. Corruptos impunes. Um Nobel da Paz envia mais 30 mil soldados para a guerra. Fuck off!

3 de dezembro de 2009

Clarice para sempre

Por Carlos de Souza

O conto de Clarice sobre sua passagem por Natal, se não me engano intitulado Silent Night, Holy Night está no livro da coleção Para Gostar de Ler, da Ática.

29 de novembro de 2009

Carta de amor

Por Carlos de Souza

hesse

Houve um tempo em que líamos Herman Hesse. Não lembro dos grandes livros dele, O Lobo da Estepe, O Jogo das Contas de Vidro… Lembro de Sidarta, Demian e O Último Verão de Klingsor. Parece besteira, mas Hesse ganhou o Nobel de Literatura. Hoje isso não diz mais nada, porque a academia sueca sofre de esclerose mental. Pois bem, foi por causa desse cara que eu passei a ver a vida de modo diferente. Foi por causa dele que eu fui parar em Nietzsche. A partir daí meu olhar para o mundo ficou oblíquo, desconfiado. Leio Schopenhauer sempre com um sorrisinho sacana no canto da boca. Mas Klingsor foi fundamental para eu não ter medo da velhice e da morte. Tem dias que eu vivo as mesmas sensações do velho artista Klingsor brindando seu entardecer. Hoje, por exemplo, estou assim. Penso em Picasso vivendo seus últimos dias. Penso em Luís Buñuel no limiar da despedida. Não pensem que o que estou dizendo aqui, agora, é carta de náufrago. Não, estou apenas sentindo o bafejar do vento solar em minhas faces e dizendo, ora, não seja por isso, venha. Viver e morrer é o mesmo sintoma da viagem. Gente humana é travessia, dizia o grande João. Não é preciso temer isso. Só quem teme são os covardes. Às vezes tem gente que olha para mim e diz, creia em Deus homem. E eu digo interiormente, o que é que eu tenho a ver com a história antiga do povo judeu? O que é que muda meu olhar diante deste mar, só porque um beduíno queria poder e disse ter visto um anjo em sua tenda ditando normas para sua sobrevivência? Religiões que nascem de revelações não me dizem nada. Kant me diz mais coisas inquietantes. Spinoza também. Então essa felicidade que sinto ao ver o sol nascer é algo bastante necessário. Eu brindo o roçar dos dias pelas esferas da eternidade. Eu brindo aos amigos. Eu brindo a Klingsor e sigo em frente. Assim vivo bem melhor em  meio a este torvelinho de estúpidos.

25 de novembro de 2009

Cultura

Por Carlos de Souza

Só eu sei o que passei nas mãos dessa nova versão da Capitania das Artes, meus amigos sabem. Depois que César Revoredo caiu foi que eu percebi que ele também era vítima. O Rio Grande do Norte e Natal estão acéfalos de cultura.

17 de novembro de 2009

Mercado de trabalho no RN

Por Carlos de Souza

Faço minhas as palavras de François Silvestre: “É preferível a fome no esperneio do que ganhar a ração na canga!”

3 de novembro de 2009

Fundamentalismos

Por Carlos de Souza

Cada vez mais eu acho o escritor Tariq Ali a voz mais lúcida da atualidade. Eu não entendi bem sua crítica ao filme Falcão Negro em Perigo, de Ridley Scott, em seu livro sobre os fundamentalismos de lá e cá, oriente e ocidente. Mas vendo o filme novamente compreendi a ideologia por trás dos mocinhos brancos massacrando os bárbaros negros.

29 de outubro de 2009

Jornalismo

Por Carlos de Souza

Os jornais estão cavando sua própria sepultura ao resolverem encolher seus cadernos de cultura, fazendo deles mulas de carga de colunas sociais. Os donos argumentam que cadernos culturais não dão lucro, só servem para gastar papel. Esquecem que o lucro proporcionado por um espaço de boa leitura é abstrato. O leitor compra jornal, não apenas para ler as notícias. Ele quer ler o aprofundamento da notícia, a análise, porque o fato aconteceu e por aí vai. Depois ele quer relaxar, ler algo mais leve, e é aí que o caderno cultural cumpre sua função. Tem gente (como eu) que lê primeiro o caderno cultural. Depois é que vai para as desgraças. Na maioria das vezes leio primeiro as colunas e só depois passo a vista nos títulos que me interessam. Quando a notícia me interessa, leio toda. Quando não, largo nas primeiras linhas. os especialistas avisam que os jornais estão com seus dias contados. A internet é seu grande algoz. A internet e a televisão, eu diria. Quem tem acesso à internet e canais de TV por assinatura, tem mais informação disponível o dia inteiro. Não abro mão também de escutar uma emissora de rádio que transmite notícia o dia todo, como é o caso da CBN. Estou falando tudo isso, porque li um artigo de um cara de harvard que prevê o fim dos grandes jornais como grandes negócios. A tendência é a publicidade migrar para outros meios e se pulverizar. Será o fim da hegemonia de gransdes veículos de comunicação. Será a hora de pequenos veículos, pequenos nichos de informação, cada vez mais dirigidos a leitores, telespectadores específicos. Vamos ficar atentos.

28 de outubro de 2009

Literatura

Por Carlos de Souza

No dia que o Governo do Rio Grande do Norte disser que vai destinar 3 milhões para a produção de livros, eu saio rolando (como os derviches indianos) da Redinha até o Morro do Careca e chegando lá nado até Fernando de Noronha e fico por lá.

20 de outubro de 2009

Literatura

Por Carlos de Souza

Depois que li o texto de Vargas LLosa, enviado por Tácito, sobre a importância do romance, fiquei pensando. Outro dia fui convidado a sentar numa mesa de jovens recém-contratados por uma grande empresa. Eles festejavam a vitória recente e queriam que eu compartilhasse com eles. Ocorre que, passados mais ou menos uns trinta minutos, eles continuavam falando no ambiente de trabalho e apenas nisso. Deixei o tempo passar e esperei que o assunto descambasse para algum filme recentemente assistido, algum romance recentemente lido, alguma obra de arte recentemente apreciada. Mas nada. Ficaram ali se deliciando com os acontecimentos do cotidiano corporativo como se extraíssem daquilo um grande prazer. Pedi licença e fui para outra mesa.

Depois disso tenho notado que somente nas mesas em que convivem pessoas que gostam de ler é possível se estabelecer uma boa conversa com rico repertório. Fora disso, é uma aridez acabrunhante. Pessoas que não lêem são incapazes de sustentar uma boa conversa. Quando chegam às raias do desespero, lançam mão de uma enxurrada de piadas que mais constrangem que diverte quem é obrigado a ouvir e polidamente sorrir. Vargas LLosa tem razão ao dizer que o mundo sem o romance cai direto na barbárie. Não tenho a menor dúvida disso.

Arrisco até a dizer que quem fica viciado em leitura dificilmente a substitui por alguma droga fuleira como a cocaína ou o crack. Acho que os problemas das drogas poderiam ser resolvidos com um simples livro. Quem lê muito não abre mão deste prazer por paraísos artificiais por muito tempo. Ler é sempre melhor. O melhor ópio que existe. Melhor que religião. Melhor que álcool. Um pouco menos que sexo. Um pouco menos que música.

No dia em que fui convidado para falar de literatura no programa Grandes Temas, da TV Universitária, eu disse que escrever era inútil, mas ler não. Meus parceiros arregalaram os olhos e disseram, mas como? Eu queria dizer que não é necessário escrever mais nada. Basta ler os clássicos. Mas era só uma provocação.  Claro que uma estória sempre pode ser recontada de outra maneira, ad infinitum. Não, o romance não morreu. A cada dia descubro novos e novos autores que justificam o fato de eu continuar vivendo e gostando muito dessa loucura toda.

Então, já que gosto tanto de ler, eu mesmo me arrisco a escrever livros irrelevantes que ninguém quer ler. Mas continuo fazendo deste ofício o motivo de minha existência. Porque escrever é como amar e “ninguém pode viver sem amar”, como diz aquele mexicano no filme À Sombra do Vulcão, de John Huston, baseado no livro de Malcom Lowry. Livro que foi reescrito até a exaustão, porque Lowry não suportava a idéia de estar plagiando alguém. Como se fosse possível ser original depois dos gregos.

Li na coluna de Ailton Medeiros o texto de uma pessoa que não encontrava mais prazer em ler. Fiquei triste por ela. Queria que essa pessoa redescobrisse o prazer de ler alguns clássicos da literatura, Cervantes, Kafka, Dostoievski… Shakespeare. Talvez assim ela redescobrisse o caminho dos novos autores que estão fazendo releituras magníficas destes mesmos clássicos. Moacy Scliar recontando a estória de Tamar ou Saramago recontando a estória de Caim. Essa pessoa pode até mesmo ler a Bíblia, não para procurar conforto espiritual, mas para buscar textos literário de altíssima qualidade como esses citados acima.

Para finalizar, gostaria de recomendar o filme O Leitor, de Stepehn Daldry. A cena em que ela pede ao menino, “leia Guerra e Paz, kid” é a síntese de tudo que eu queria dizer aqui.

Ler é a grande aventura da humanidade.

13 de outubro de 2009

Jacko

Por Carlos de Souza

A música que os papa defuntos de Michael Jackson estão vendendo como inédita é uma cópia da mesma cantada pela obscura cantora Sa-Fire nos idso dos anos 80. Tem um LP dela lá no sebo de Jácio.

27 de setembro de 2009

Flipa

Por Carlos de Souza

Boa tarde meus amigos, estou saindo de Pipa agora, meio-dia, o festival foi um sucesso. Gente pra caralho. Raimundo Carrero arrasou. Lobão detonou todo mundo, de Lula à Bossa Nova. Os artistas locais deram show de competência no palco armado ao lado da tenda, Carlinhos Zen, Galvão, Gustavo Lamartine… Não vi nenhum rato nem ninguém de quinta categoria. Então…

22 de setembro de 2009

Jornalismo cultural

Por Carlos de Souza

O jornalista Daniel Piza nasceu em São Paulo em 1970 e estudou Direito no Largo de São Francisco (USP), começou sua carreira de jornalista em O Estado de S. Paulo (1991-92), onde foi repórter do Caderno2 e editor-assistente do Cultura. Trabalhou em seguida na Folha de S. Paulo (1992-95), como redator, repórter e editor-assistente da Ilustrada, cobrindo especialmente as áreas de livros e artes plásticas. Foi editor e colunista do caderno Fim de Semana da Gazeta Mercantil (1995-2000). Em maio de 2000, retornou ao Estado como editor-executivo e colunista cultural; desde 2004 assina também uma coluna sobre futebol.

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17 de setembro de 2009

Velhice

Por Carlos de Souza

Carlos Magno, eu só sei que tu estás escrevendo cada vez melhor caba véio. Te conheci num bar da velha Ribeira, paquerando com Rosa, ambos repórteres do finado Diário de Natal. Todos jovens, menos eu.

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Então, meu velho, você é o próprio Matusalém reencarnado porque mais de 50 anos antes desse encontro já tinham te avistado numa das esquinas mais suspeitas de Areia Branca.

16 de setembro de 2009

Literatura

Por Carlos de Souza

Indispensável a leitura do texto de Franklin Jorge, em seu blog indicado aí ao lado, sobre Falstaff, o mais completo dos personagens de Shakespeare. Marylin Monroe lendo Ulisses, de Joyce, é um deleite para os olhos e a alma.

16 de setembro de 2009

Imprensa

Por Carlos de Souza

Quando o Diário de Natal demitiu a maioria dos jornalistas natalenses e mudou de formato eu vi aqui algumas pessoas elogiando a mudança. Um jornal precisa ter a cara de sua cidade para poder merecer o nome que leva na primeira página. Agora eu pergunto: o Diário de Natal é de onde mesmo?

10 de setembro de 2009

Natal letal

Por Carlos de Souza

Neve sobre a cidade. Poeira do Machadão implodido sobre a cidade. É por isso que cada vez mais me exilo de Natal.