Folhetim

1 de dezembro de 2011 às 11:07 | 2 Comentários
Por Carlos de Souza

a quem interessar possa: tem textos novos no feriasnoinferno’s blog.

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A salmoura dos guardados do tempo

30 de novembro de 2011 às 10:18 | 4 Comentários
Por Carlos de Souza

NA TRIBUNA DO NORTE

Estou com este livro Novenário de Espinhos, de Clauder Arcanjo, Sarau das Letras, 144 páginas, sem preço definido, há já alguns dias e só agora tive tempo de comentar. Trata-se de uma edição de luxo, em papel couché, fotografias de Fred Veras e ilustrações de Augusto Paiva, Lourenço, João Helder Alves Arcanjo. Meu primeiro espanto foi dizer; como alguém tem coragem de editar um livro de poesia com tamanho luxo? A luxúria visual não atrapalharia a fruição dos poemas? Não sei dizer.

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Literatura potiguar

17 de novembro de 2011 às 10:53 | 10 Comentários
Por Carlos de Souza

Sérgio Vilar me perguntou se existia literatura potiguar. Como não vi minha resposta na matéria que ele fez, (ele disse que não deu para entrar a retranca, tudo bem, o Diário de Natal anda mesmo meio esquisito) publico aqui com alguns acréscimos:

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Amor proibido na China moderna

9 de novembro de 2011 às 9:47 | Comentar
Por Carlos de Souza

Assisti ontem, entre comovido e triste, ao filme As Filhas do Botânico, de Dai Sijie, produção francesa-canadense, e a primeira coisa que me chamou a atenção foi a fotografia. É como se a fotografia fosse um personagem à parte. O enredo se passa na China dos anos 1980 e conta a história de uma jovem órfã, mestiça de russo com chinesa, que sai de seu orfanato para fazer um curso de medicina natural na casa de um botânico de renome. Lá ela conhece a filha do botânico e o que nasce daí só pode ser descrito como “amor de perdição”.

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Ciberfolhetim

21 de outubro de 2011 às 11:42 | Comentar
Por Carlos de Souza

Tem post novo no http://feriasnoinferno.wordpress.com/

Aviso

19 de outubro de 2011 às 10:38 | Comentar
Por Carlos de Souza

Tem post novo no meu blog, mais um capítulo de meu ciberfolhetim http://feriasnoinferno.wordpress.com/

Poesia

19 de outubro de 2011 às 10:38 | 8 Comentários
Por Carlos de Souza

Meus caros amigos poetas do Substantivo Plural. Lendo esses poemas (aí vai o link: aqui ) do poeta Raymond Carver, surgiu-me um dúvida. Isso é poesia mesmo? Acho que não.

A Visão Romântica

11 de outubro de 2011 às 14:35 | 6 Comentários
Por Carlos de Souza

Tzvetan Todorov

“Em 1927, Tsetaeva escreve uma carta a Máximo Gorki, que vivia então em Capri. Ela não consegue deixar de lhe falar de um livro que acaba de ler. Trata-se do volume de Stefan Zweig O Combate com o Demônio, lançado em 1925 e dedicado a três figuras da loucura poética, Kleist, Hölderlin e Nietzsche. Tsetaeva sentiu-se de tal modo movida por essa leitura que quis enviar a obra a Gorki: é um “livro espantoso” e, no que concerne a Hölderlin, “o que se escreveu de melhor sobre ele”. Podemos entender esse interesse: o ensaio de Zweig condensa em algumas páginas a concepção romântica do poeta e da vida dele, o que sempre fascinou Tsetaeva. Sua admiração é, portanto, reveladora de suas próprias escolhas e independentemente do valor que se poderia atribuir à interpretação de Hölderlin proposta por Zweig.

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A arte salva mesmo?

27 de setembro de 2011 às 15:13 | 1 Comentário
Por Carlos de Souza

Quero compartilhar com vocês aqui trechos de uma introdução ao livro A Beleza Salvará o Mundo, de Tzvetan Todorov, 352 páginas, R$ 45,00. São dicas importantes para quem vive nesse mundo literário tão cheio de vaidades. No livro, Todorov mostra sua visão da vida de três grandes escritores: Wilde, Rilke e Tsvetaeva, três verdadeiros “aventureiros do absoluto”.

A Beleza Salvará o Mundo

Tzvetan Todorov

“A aspiração à plenitude e à realização interior se encontra no espírito de todo ser humano, e isso desde os tempos mais remotos; se temos dificuldade para nomeá-la, é porque ela assume as formas mais extraordinariamente diversas. É a uma delas que gostaria de me dedicar aqui, pois ela exerce sobre nós um fascínio particular que orienta hoje nossa busca pessoal. Nem sempre foi assim. Durante séculos, de fato, a necessidade de plenitude foi interpretada e orientada para o contexto da experiência religiosa”.

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Ciberfolhetim

21 de setembro de 2011 às 15:06 | 3 Comentários
Por Carlos de Souza

Olhaí, moçada boa do SP. Tem post novo no feriasnoinferno’s blog.

Mia Couto

15 de setembro de 2011 às 16:15 | 6 Comentários
Por Carlos de Souza

Alguém precisa me indicar um livro pauleira de Mia Couto. O que estou lendo,Venenos de Deus, Remédios do Diabo parece uma cocada de leite. Na metade já estou enjoado.

Concisão

15 de setembro de 2011 às 14:23 | 2 Comentários
Por Carlos de Souza

Este conto faz parte do novo livro de Dalton Trevisan, “O Anão e a Ninfeta”. Hilário.

PROGRAMA

- Vamos, bem?
- Quanto?
- Dez.
- Onde?
- Logo ali.
- Tá.
- Chegamos.
- Se alguém vê?
- Não tem perigo.
- Dez. Tome.
- Com dente?
- Hein?!
- Veja. Sem dente.
- Não. Sim.
- Qual é?
- Sim. Fique.
- Tá bem.
- Mas não morda.

Quem sabe, sabe

14 de setembro de 2011 às 14:33 | Comentar
Por Carlos de Souza

Encontrei isso aí no blog de Civone Medeiros. Quem foi que disse aqui que Clarice Lispector era chata?

Do trecho d’A Hora da Estrela:

“Via-se perfeitamente que estava viva pelo piscar constante dos olhos grandes, pelo peito magro que se levantava e abaixava em respiração talvez difícil. Mas quem sabe se ela não estaria precisando de morrer? Pois há momentos em que a pessoa está precisando de uma pequena mortezinha e sem ao menos saber. Quanto a mim, substituo o ato da morte por um seu símbolo. […] Eu, que simbolicamente morro várias vezes só para experimentar a ressurreição.

Acho com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer. […] Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida,. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago.”

— Clarice Lispector

Ode ao Beco da Lama

30 de agosto de 2011 às 16:49 | 9 Comentários
Por Carlos de Souza

Um dia, há muito tempo,  saí do Colégio Winston Churchill, ali no centro de Natal, e fui até o bar de Odete, no Beco da Lama para tomar uma cerveja. Quando cheguei ao bar tinha um senhor grisalho, charmoso, tomando sua birita em paz. Ele me chamou para sentar em sua mesa e começou uma prosa tão interessante que parecia que eu estava ali lendo um  livro. Este senhor era Newton Navarro. Nunca mais esqueci esse encontro inusitado nem esqueci suas palavras sobre a mediocridade que infesta Natal, como o mofo nas frestas. Hoje este cavalheiro incrível é nome de uma ponte que liga Natal a Redinha. Ele teria gostado da homenagem, mas não ao que estão fazendo ao seu amado beco.

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Ciberfolhetim

22 de agosto de 2011 às 13:42 | Comentar
Por Carlos de Souza

Tem post novo em feriasnoinferno’s blog. Quem gostar de um folhetim às antigas pode dar uma passada lá e deixar comentários. Escritores só existem com leitores.

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Profundezas

17 de agosto de 2011 às 17:57 | Comentar
Por Carlos de Souza

Cada um faz a leitura que lhe apetece de determinadas obras de arte. De minha parte achei A Hora da Estrela, de Clarice Lispector e Orlando, de Virginia Woolf dois livros muito bem escritos.

Ainda existem bons romances por aí

3 de agosto de 2011 às 10:59 | 2 Comentários
Por Carlos de Souza

Semana passada, numa comum noite de insônia, fui olhar a pilha de meus livros não lidos à procura de um romance que fosse no mínimo divertido, inócuo, mas eficiente. Já havia percorrido algumas páginas de Mrs Dalloway, de Virginia Woolf e percorrido uma boa extensão de Os Irmãos Karamazov, do velho e bom Dostoievski. Mas estava cansado de profundidades. Queria algo apenas para matar o tempo. Peguei então um romance curtinho de um jovem autor brasileiro sobre um cara que sofre de esquizofrenia ou coisa parecida, mas não consegui passar da segunda página. Cabeça demais, pretensioso demais.

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Celebridade

28 de julho de 2011 às 17:40 | Comentar
Por Carlos de Souza

Sandy é a nova garota propaganda de uma certa cerveja e também de uma renomada fábrica de manteiga. Na foto da parede dá para ver a famosa cena de O Último Tango em Paris.

Música

25 de julho de 2011 às 15:12 | 1 Comentário
Por Carlos de Souza

Certa vez meu filho Alex me perguntou se eu conhecia uma certa cantora inglesa que escrevia suas próprias canções. Eu não conhecia, mas passei a buscar seus discos, DVDs e ler sobre ela. Aí meu amigo Sebastião Vicente me deu o DVD dela de presente. Tem me dado muito prazer e alguma dor desde então.

Água

25 de julho de 2011 às 14:14 | 1 Comentário
Por Carlos de Souza

Meu corpo está transbordando de tanta tristeza, mas eu não vou falar o nome dela.

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar