a quem interessar possa: tem textos novos no feriasnoinferno’s blog.
A salmoura dos guardados do tempo
30 de novembro de 2011 às 10:18 | 4 ComentáriosEstou com este livro Novenário de Espinhos, de Clauder Arcanjo, Sarau das Letras, 144 páginas, sem preço definido, há já alguns dias e só agora tive tempo de comentar. Trata-se de uma edição de luxo, em papel couché, fotografias de Fred Veras e ilustrações de Augusto Paiva, Lourenço, João Helder Alves Arcanjo. Meu primeiro espanto foi dizer; como alguém tem coragem de editar um livro de poesia com tamanho luxo? A luxúria visual não atrapalharia a fruição dos poemas? Não sei dizer.
Literatura potiguar
17 de novembro de 2011 às 10:53 | 10 ComentáriosSérgio Vilar me perguntou se existia literatura potiguar. Como não vi minha resposta na matéria que ele fez, (ele disse que não deu para entrar a retranca, tudo bem, o Diário de Natal anda mesmo meio esquisito) publico aqui com alguns acréscimos:
Amor proibido na China moderna
9 de novembro de 2011 às 9:47 | ComentarAssisti ontem, entre comovido e triste, ao filme As Filhas do Botânico, de Dai Sijie, produção francesa-canadense, e a primeira coisa que me chamou a atenção foi a fotografia. É como se a fotografia fosse um personagem à parte. O enredo se passa na China dos anos 1980 e conta a história de uma jovem órfã, mestiça de russo com chinesa, que sai de seu orfanato para fazer um curso de medicina natural na casa de um botânico de renome. Lá ela conhece a filha do botânico e o que nasce daí só pode ser descrito como “amor de perdição”.
Ciberfolhetim
21 de outubro de 2011 às 11:42 | ComentarTem post novo no http://feriasnoinferno.wordpress.com/
Tem post novo no meu blog, mais um capítulo de meu ciberfolhetim http://feriasnoinferno.wordpress.com/
Poesia
19 de outubro de 2011 às 10:38 | 8 ComentáriosMeus caros amigos poetas do Substantivo Plural. Lendo esses poemas (aí vai o link: aqui ) do poeta Raymond Carver, surgiu-me um dúvida. Isso é poesia mesmo? Acho que não.
A Visão Romântica
11 de outubro de 2011 às 14:35 | 6 ComentáriosTzvetan Todorov
“Em 1927, Tsetaeva escreve uma carta a Máximo Gorki, que vivia então em Capri. Ela não consegue deixar de lhe falar de um livro que acaba de ler. Trata-se do volume de Stefan Zweig O Combate com o Demônio, lançado em 1925 e dedicado a três figuras da loucura poética, Kleist, Hölderlin e Nietzsche. Tsetaeva sentiu-se de tal modo movida por essa leitura que quis enviar a obra a Gorki: é um “livro espantoso” e, no que concerne a Hölderlin, “o que se escreveu de melhor sobre ele”. Podemos entender esse interesse: o ensaio de Zweig condensa em algumas páginas a concepção romântica do poeta e da vida dele, o que sempre fascinou Tsetaeva. Sua admiração é, portanto, reveladora de suas próprias escolhas e independentemente do valor que se poderia atribuir à interpretação de Hölderlin proposta por Zweig.
A arte salva mesmo?
27 de setembro de 2011 às 15:13 | 1 ComentárioQuero compartilhar com vocês aqui trechos de uma introdução ao livro A Beleza Salvará o Mundo, de Tzvetan Todorov, 352 páginas, R$ 45,00. São dicas importantes para quem vive nesse mundo literário tão cheio de vaidades. No livro, Todorov mostra sua visão da vida de três grandes escritores: Wilde, Rilke e Tsvetaeva, três verdadeiros “aventureiros do absoluto”.
A Beleza Salvará o Mundo
Tzvetan Todorov
“A aspiração à plenitude e à realização interior se encontra no espírito de todo ser humano, e isso desde os tempos mais remotos; se temos dificuldade para nomeá-la, é porque ela assume as formas mais extraordinariamente diversas. É a uma delas que gostaria de me dedicar aqui, pois ela exerce sobre nós um fascínio particular que orienta hoje nossa busca pessoal. Nem sempre foi assim. Durante séculos, de fato, a necessidade de plenitude foi interpretada e orientada para o contexto da experiência religiosa”.
Ciberfolhetim
21 de setembro de 2011 às 15:06 | 3 ComentáriosOlhaí, moçada boa do SP. Tem post novo no feriasnoinferno’s blog.
Mia Couto
15 de setembro de 2011 às 16:15 | 6 ComentáriosAlguém precisa me indicar um livro pauleira de Mia Couto. O que estou lendo,Venenos de Deus, Remédios do Diabo parece uma cocada de leite. Na metade já estou enjoado.
Concisão
15 de setembro de 2011 às 14:23 | 2 ComentáriosEste conto faz parte do novo livro de Dalton Trevisan, “O Anão e a Ninfeta”. Hilário.
PROGRAMA
- Vamos, bem?
- Quanto?
- Dez.
- Onde?
- Logo ali.
- Tá.
- Chegamos.
- Se alguém vê?
- Não tem perigo.
- Dez. Tome.
- Com dente?
- Hein?!
- Veja. Sem dente.
- Não. Sim.
- Qual é?
- Sim. Fique.
- Tá bem.
- Mas não morda.
Quem sabe, sabe
14 de setembro de 2011 às 14:33 | ComentarEncontrei isso aí no blog de Civone Medeiros. Quem foi que disse aqui que Clarice Lispector era chata?
Do trecho d’A Hora da Estrela:
“Via-se perfeitamente que estava viva pelo piscar constante dos olhos grandes, pelo peito magro que se levantava e abaixava em respiração talvez difícil. Mas quem sabe se ela não estaria precisando de morrer? Pois há momentos em que a pessoa está precisando de uma pequena mortezinha e sem ao menos saber. Quanto a mim, substituo o ato da morte por um seu símbolo. […] Eu, que simbolicamente morro várias vezes só para experimentar a ressurreição.
Acho com alegria que ainda não chegou a hora de estrela de cinema de Macabéa morrer. […] Eu poderia resolver pelo caminho mais fácil, matar a menina-infante, mas quero o pior: a vida,. Os que me lerem, assim, levem um soco no estômago para ver se é bom. A vida é um soco no estômago.”
— Clarice Lispector
Ode ao Beco da Lama
30 de agosto de 2011 às 16:49 | 9 ComentáriosUm dia, há muito tempo, saí do Colégio Winston Churchill, ali no centro de Natal, e fui até o bar de Odete, no Beco da Lama para tomar uma cerveja. Quando cheguei ao bar tinha um senhor grisalho, charmoso, tomando sua birita em paz. Ele me chamou para sentar em sua mesa e começou uma prosa tão interessante que parecia que eu estava ali lendo um livro. Este senhor era Newton Navarro. Nunca mais esqueci esse encontro inusitado nem esqueci suas palavras sobre a mediocridade que infesta Natal, como o mofo nas frestas. Hoje este cavalheiro incrível é nome de uma ponte que liga Natal a Redinha. Ele teria gostado da homenagem, mas não ao que estão fazendo ao seu amado beco.
Ciberfolhetim
22 de agosto de 2011 às 13:42 | ComentarTem post novo em feriasnoinferno’s blog. Quem gostar de um folhetim às antigas pode dar uma passada lá e deixar comentários. Escritores só existem com leitores.
Profundezas
17 de agosto de 2011 às 17:57 | ComentarCada um faz a leitura que lhe apetece de determinadas obras de arte. De minha parte achei A Hora da Estrela, de Clarice Lispector e Orlando, de Virginia Woolf dois livros muito bem escritos.
Ainda existem bons romances por aí
3 de agosto de 2011 às 10:59 | 2 ComentáriosSemana passada, numa comum noite de insônia, fui olhar a pilha de meus livros não lidos à procura de um romance que fosse no mínimo divertido, inócuo, mas eficiente. Já havia percorrido algumas páginas de Mrs Dalloway, de Virginia Woolf e percorrido uma boa extensão de Os Irmãos Karamazov, do velho e bom Dostoievski. Mas estava cansado de profundidades. Queria algo apenas para matar o tempo. Peguei então um romance curtinho de um jovem autor brasileiro sobre um cara que sofre de esquizofrenia ou coisa parecida, mas não consegui passar da segunda página. Cabeça demais, pretensioso demais.
Celebridade
28 de julho de 2011 às 17:40 | ComentarSandy é a nova garota propaganda de uma certa cerveja e também de uma renomada fábrica de manteiga. Na foto da parede dá para ver a famosa cena de O Último Tango em Paris.
Música
25 de julho de 2011 às 15:12 | 1 ComentárioCerta vez meu filho Alex me perguntou se eu conhecia uma certa cantora inglesa que escrevia suas próprias canções. Eu não conhecia, mas passei a buscar seus discos, DVDs e ler sobre ela. Aí meu amigo Sebastião Vicente me deu o DVD dela de presente. Tem me dado muito prazer e alguma dor desde então.
Água
25 de julho de 2011 às 14:14 | 1 ComentárioMeu corpo está transbordando de tanta tristeza, mas eu não vou falar o nome dela.












