Avoengo

9 de fevereiro de 2012 às 15:35 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

…Pois deu de me habitar um destes verbos madrugadores: colher, ordenhar, confiar. Deu também de me habitar a lembrança dele. Era ele quem me dava de beber o leite tirado da vaca na hora. Não o verbo, o avô. E eu bebia o leite espumado sem nojo, menos porque estava muito apegada às coisas da terra e mais porque confiava nele. Nem pensava em impurezas, bactérias, ou em coisas assépticas. Confiar era cósmico, natural, e ele e a vaca também eram cósmicos e naturais. E eram bons.

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Os muito exibidos que me desculpem

31 de janeiro de 2012 às 18:52 | 4 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Mas o retraimento é fundamental. Aprendi com a lua, mais do que se aprende com o Eclesiastes: há dias de minguar, dias de habitar-se. São dias solenes, dias de ritual e névoa. Dias que se fixam na gente por um tempo. Esses dias, a gente reconhece desde cedo: a gente se reconhece neles, nós, os retraídos. Esses são dias plenos de descobertas. O retraimento é bom para isto: descobrir. Essa é uma palavra de nobreza.

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Da inutilidade das coisas

12 de janeiro de 2012 às 8:21 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

Mas é que o meu próprio pensar estava possuído de utilitarismo. Oscar Wilde disse que a arte é inútil. E eu pensava que não, que a arte servia para a elevação espiritual e então não era inútil. Era inútil para coisas práticas. Mas o meu pensamento estava preso a essa noção de utilidade que Wilde quis extirpar da arte. É inútil, sim. O utilitarismo e a arte não ocupam o mesmo lugar no espaço. Eles se excluem.

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O encontro

15 de dezembro de 2011 às 18:14 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

Quem nunca sonhou com um fantasma sólido, atire a primeira inveja. Mal me voltei para o trem abandonado, onde já cresciam as heras, ele saiu do vagão das bagagens, abocanhando a minha insônia. Seus passos produziam som, seu andar tinha um ritmo. Não caminhava à toa. Queria estar diante de mim. Aí eu me lembrei que ele era igualzinho ao personagem de um poema antigo, um poema que eu havia escrito aos treze anos, largando-o não sei onde. Vestia-se com uma malha vermelha, aderente da cabeça aos pés, e ainda por cima usava uma máscara. Imaginei que ele quisesse me fazer retomar o poema.

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Por que amamos tanto o Hamlet?

24 de novembro de 2011 às 21:15 | 5 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Por que amamos tanto o Hamlet? Porque nos extasiamos tanto com um texto e um personagem? É uma coisa para ser entendida olhando espelhos. Estou convencida de que nós, leitores apaixonados pela peça mais completa de Shakespeare, que se quedam de fascínio à pura menção de qualquer coisa relativa a ela, embora não sendo escritores, podemos dizer, à maneira de Flaubert (que disse ser Madame Bovary): Hamlet sou eu.

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Escritas e escrituras

27 de outubro de 2011 às 7:59 | 4 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

“Colho o que preciso nas fendas das rochas, lá onde o mar
Precipita as cabeças de cavalos montados por cães a uivar
E a consciência já não é o pão no seu manto real
Mas o beijo único a recarregar-se com brasa própria.”
(André Breton).

Contra a palavra, saio ao vento e seco. Mesmo seca, frutifico. A palavra ofega sob meu jugo ou eu ofego sob o jugo dela. Não somos (nem ela, nem eu) da raça dos libertos. Eu não a suporto, ela não me dá suporte. Ela sempre me seca, sempre me esvazia. Esvaziar-me é a minha tendência e o meu destino, pelo menos quando estou em estado de palavra. E alguém ainda pensa que há conteúdo entre mim e a palavra. Nenhum. Se compartilho usando a palavra, estou compartilhando nadas. Estou dando os meus nadas, que se revelam em palavras, só isso. O que houver a mais não é meu, é de quem lê. “ Mas só a que eles não têm.”

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Ofertório

2 de outubro de 2011 às 17:38 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

A Márcio

Trago para ti é uma voz barroca, encampada pelos ecos e pela rouquidão dos quereres escuros.
Eu te oferto as mãos que outrora rabiscaram bisões, eu te dou mãos de procura, as mãos mesmas da procura por ti.
E a inocência turva desta procura, tutelada pela angústia do pecado de buscar.
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Sobre autenticidade e aconchego

17 de setembro de 2011 às 10:46 | 2 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

A carícia dela não era cafuné, ela acarinhava com as unhas, mas era carícia mesmo, não feria nunca, era um roçar de unhas no cabelo. É que as dela eram bem grandes, como eu sempre quis as minhas, mas nunca as tive. Ela me chamava para comer galinha caipira e puxa-puxa e eu comia. Depois eu fazia a lavação das mãos e da cara na bacia de ágata com água esbranquiçada de sabonete e ela mandava alguém me levar em casa. Às vezes eu ia sozinha, mas era raro. Para ela eu era meio bibelô, mas era bom.

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Cantares das coisas tenras

19 de agosto de 2011 às 17:50 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

Todo mundo sabe que a felicidade não é coisa de durar para sempre. Mesmo assim, mesmo sabendo disso, tem gente que costuma se apossar da felicidade, sem considerar sua natureza de esvair-se quando bem quer. Apossar-se é possuir, mas não é ser dono. Não é ter. Você até pode se apossar de alguém ou de alguma coisa, mas ter alguma coisa ou ter alguém é bem diferente. Da coisa, inerte, você pode até ser dono. Já ser dono da pessoa, esqueça. Uma pessoa nunca é de outra pessoa, a menos que ela o queira. Para uma pessoa pertencer a outra tem de haver um ato de entrega, não de posse. Que o diga o Vinícius, no “Testamento”: dono e senhor do material?

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Um lugar a guardar: o da inocência

3 de agosto de 2011 às 14:21 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

A inocência pode até nos fragilizar, mas a total falta de inocência (ou a sua perda) nos enfraquece. Quando por algum motivo ficamos menos ingênuos, parte de nossa energia se esvai. A vontade de agir depende muito das nossas crenças. Agimos para que alguma coisa dê certo, aconteça como queremos ou sonhamos.

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Um olhar sobre Galatéia

21 de julho de 2011 às 16:42 | 3 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Pigmalião e Galatéia (1886), de Ernest Normand

Pigmalião, reza o mito, era rei de Chipre, sacerdote e um maravilhoso escultor. Além disso, era um homem que via nas mulheres seres belos, mas cheios de defeitos morais e atitudes condenáveis. Decidiu não casar-se, mas não conseguiu deixar de admirar a forma física do sexo oposto. Então, dedicou-se a criar uma estátua que fosse a mais bela de todas essas formas admiradas. Sendo estátua, ela não teria o comportamento abominável das outras mulheres. Pigmalião criou sua estátua de marfim, à qual chamou Galatéia. Aquela matéria inanimada era mesmo a forma feminina mais bela já vista. Imóvel, Galatéia era perfeita. Não errava, não discordava, não saía do seu pedestal.

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Tenho fases, como a lua…

11 de julho de 2011 às 17:51 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

“uma parte de mim é permanente…”
Ferreira Gullar

Por que esperar outras vidas para ter outras existências, se eu as tive tantas nesta vida mesma e tantas outras me acenam, querendo acontecer? Aconteci tantas vezes que já perdi a conta, mas estou pronta para outras. Sou da raça dos que gostam de brotar. E quando não aconteço, eu me sonho. Nessas horas em que é o mundo que acontece, não eu; nessas horas em que me apassivo, eu fico me sonhando, muda e eterna, como se fosse feita de deus.

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Partícula apassivadora

30 de junho de 2011 às 14:34 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

Ela era antiga de raiz. Era antiga até no nome, tinha nome de avó, mas era um nome sem pompas. Era discreta, só brilhava mesmo porque o brilho saía dela sem ela querer. Era ainda uma menina, ou quase, com os claros cabelos escorridos pelos ombros. Quando era criança, ela dizia, tinham dito a ela que água de maravilha curava tudo, desencardia até amor, como se fosse alvejante. Ela acreditava em água de maravilha e assombrações, mas, olhando para ela, não tinha quem desconfiasse de sua herdada antiguidade. No amor, acreditava, para um dia, talvez.

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Existências, as outras

16 de junho de 2011 às 15:22 | 2 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Como outras existências, mas em uma vida só. Assim espero as outras que serei, às vezes. Só às vezes dou de esperar. É quando não entendo. Aí, espero, para entender ou só para aceitar, sem precisar entendimento. Aceitar faz parte deste apego à existência, deste aferrar-se. Mas mesmo obstinando-me em existir, às vezes careço de respostas. “Não há portas, e te achas dentro”, disse um poeta. Pois é, o labirinto. As pessoas que serei atravessam labirintos, sempre. E dentro do labirinto, outras pessoas que também são eu metem-me medo. Ameaçam, talvez não a mim, mas a pessoa que quero ser. A pessoa que quero ser, essa é a mais esperada, a pessoa desejada. Quando conseguirá sair do labirinto, quando conseguirá percorrer-me?

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A paz impaciente

6 de junho de 2011 às 15:46 | 5 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Para Márcio

A paz que conheço e sei que a um só tempo me espreita e está dentro de mim é uma paz masculina e espaçosa. Não tem timidez, nem limites, ela avança entre sombras e desvãos, subverte esconderijos. É de uma alegria indecente a paz que chamo de minha. Tem uma língua afiada, me diz verdades, as verdades dela. As minhas, ela as ouve e entende. É uma paz compreensiva e acolhedora e do muito que me dá, só uma coisa me pede: quer ser vivida. Tento contentar a minha paz contente. Tento fazê-lo assim, com palavras que se vão despindo, feito a mesma paz que lhes despe.

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Truques para escrever mal

31 de maio de 2011 às 11:32 | Comentar
Por Carmen Vasconcelos

Luís Antônio Giron

Aprenda a melhor técnica para levar vantagem na literatura, na academia e até na vida.

aqui

O perdão, essa liberdade

18 de maio de 2011 às 17:55 | 4 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

“Sun and Life”, Frida Kahlo (1947)

Foi de uma amiga que ouvi pela primeira vez há uns bons anos: só quando você perdoar, vai se livrar da dor. Lenta, passei um tempo entendendo, precisando perdoar. É preciso livrar-se da necessidade de perdoar. E para isso, só tem um jeito, é como a história da tentação: ceder, sucumbir ao perdão. Só assim nos livraremos dele, e também da mágoa, da dor e do veneno que guardamos enquanto não conseguimos perdoar. Ceda ao perdão, sempre que puder. Nem sempre se pode, mas a falta de perdão só faz mal a uma pessoa: a quem não o dá.

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Escrita e conforto

26 de abril de 2011 às 18:25 | 7 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

Escrever não me dá conforto. Dá-me um bocado de outras coisas, mas conforto, não. Agora mesmo estou escrevendo e tem coisas gritando. Escrevo e organizo os gritos, mas às vezes organizo mal. Eu não posso gritar quando estou escrevendo. Tenho de escrever compassada. De compasso e régua, se preferem. Incontáveis vezes não dou conta disso. Embora digam que a literatura é uma arte apolínea, eu não sinto assim. Acho escrever dionisíaco e, num sentido grego, infernal. Escrever é o meu inferno (no sentido grego, repito). Um inferno do qual já provei, comi a romã, portanto, não posso sair. Alguns textos me dão euforia, mas é passageira. Não me dão satisfação nunca. Sinto sempre que poderiam ser melhores.

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Estas, as coisas:

27 de março de 2011 às 12:04 | 5 Comentários
Por Carmen Vasconcelos

aqui (imagem/Google)

Esta, a coisa: o ânimo. E se a gente se enreda na teia da palavra… Ânimo, ânima, alma. É isso o que falta, às vezes, quando a gente sabe o certo do fazer, mas não faz. É o ânimo que não chega. Sem ele, a gente é só corpo cansado, mesmo com a mente e o espírito em ebulição. Falta o ato. Como Hamlet, falta a ação. E as coisas vão transcorrendo, sem contribuição nossa. Mas a nossa não contribuição é uma contribuição grande! Ação e omissão são irmãs siamesas.

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A parte elástica da alma

3 de março de 2011 às 9:05 | 1 Comentário
Por Carmen Vasconcelos

RESILIÊNCIA OU A PARTE ELÁSTICA DA ALMA

Há pessoas que têm a capacidade de suportar traumas violentos e, mesmo assim, refazer-se de modo a continuar suas vidas normalmente, passados tais choques. Diz-se que têm resiliência, palavra cuja definição migrou da física para a psicologia, e da psicologia para a vida, dando conta dessa elasticidade presente em alguns espíritos, que os faz voltar ao estado natural após o sofrimento, e seguir.

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AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

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  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    No bar
    08-02-2012 às 22:17 - 7 Comentários
    Por Jairo Lima

    Chegaste a mim não como lume
    Mas como Pergunta exposta na toalha sobre a mesa
    E com olhos irônicos fitaste o Vazio dos meus olhos
    E nos meus olhos te atiraste como um predador na rota de sua presa

    Na boca um sorriso zombava de futuros e certezas

    E eu te vi.
    Te vi como se vê mares e dunas
    Como coisas que são sem oráculos nem seitas
    Que não se anunciam, nem aguardam, nem ficam, nem se vão:
    Ali estavas de pé em frente aos panos da noite
    E parecia que contigo aquela noite estava feita

    Te vi coxas, riso, ombros e mãos
    Perdidos entre afago e maldição

    Enquanto o sol ainda se esconde tua mão me marca a pele e impõe fronteiras de posse
    Num corpo que já não é mais o meu e se entrelaça no teu e se contorce

    Os lábios se encontram e vão em busca dos vapores quentes da alma
    Se colam, se penetram, se invadem;
    Não são asas de pássaros, são patas de cavalo
    Destruindo colheitas

    Aquela noite só prometia suores
    Conquistados a cada beijo
    Os latifúndios do desejo
    Eram cada vez maiores

    (———–)

    Vim de longe
    Em hora incerta
    Vim de lunas
    Vim de céus perfurados de estrelas
    Vim de amores submersos em dores e desfeitas
    Para que celebrasses a consagração bizarra
    Que faz a carne virar pão
    O sangue virar vinho
    E a cama virar mesa
    Onde a fome dispõe as suas facas
    Para cortar as carnes e sugar a seiva

    (—————–)

    ******

    Tácito, aqui vai um pequeno FAQ para explicar porque voltei a enviar poemas:
    1. Porque JL parou de mandar poemas para o SP?
    Não sei
    2. E porque voltou a envia-los agora.
    Sei lá.

    COMENTÁRIOS

    • Fernando: Nossa, nunca li um artigo tão fraco como esse, nunca vi tantas falácias coligidas em um artigo de um abortista (não nos parece um jornalista, já que demonstra nada ter lido efetivamente sobre o aborto). Vejamo-las: 1) Aborto não é questão de controle populacional: mentira. Basta ver a origem da defesa do aborto nos EUA e basta ver quem financia o aborto ainda hoje. Para quem nada sabe do assunto, estudar a história das fundações Rockefeller, MacArthur e Ford pode ajudar. 2) Aborto é "direito reprodutivo". Direito??? Que absurdo! Além do absurdo, o termo maldosamente forjado para induzir a erro é incoerente: como pode um "direito reprodutivo" tirar uma vida? Ah, tem dúvida se é vida humana? Por favor, dá uma olhadinha aqui: abort67.com.uk 3) Ó loucura... "atendimento de qualidade" e "sem preconceito" do Estado para ajudar uma mulher a matar o próprio filho. Quanto amor, quanta bondade! Quer saber? Chega de ironia, falemos a verdade: que nojo, quanta hipocrisia! Por que não propor educação sexual para valorização da mulher, do corpo, do próprio sexo, ao invés de louvar o sexo irresponsável que gera vida e que deve terminar em assassinato "de qualidade" e "sem preconceito"? Repito, gritando: QUANTA HIPOCRISIA, QUANTA HIPOCRISIA ASSASSINA MENTIROSA travestida de luz. Típico de quem quer fazer o mal. 4) Ah, o velho conceito da luta de classes para transformar o assassinato de bebês em "questão de saúde pública": mulher rica aborta com segurança, mulher pobre aborta e morre. MENTIRA HORROROSA!! Uma simples consulta ao SUS desmistifica essa mentira. O aborto como causa de morte de mulheres está LONGE, MUITO LOOOOOOOOOOONGE de ser questão de saúde pública. Mas é claro que este abortista (jornalista? Não... já não resta dúvida) está mal informado, lendo pesquisas financiadas pelas ONGs abortistas que sabidamente MENTEM para jornalistas divulgando números falsos que eles irresponsavelmente repassam para pressionar a opinião pública. Deem uma olhadinha aqui (é só uma das evidências...): http://boletimfedf.blogspot.com/2011/03/os-controversos-numeros-do-aborto-e.html 5) Como é fácil ter opinião diferente sobre o feto quando você não foi abortado, né japonesinho? Que lindo que soa aos ouvidos menos instruídos "direito sobre o próprio corpo". Que sorte a sua que sua mamãe (e seu papai, coitado! Não o reduza a nada! Ele também quis que você viesse ao mundo... Como você pode tirar dele o direito de amar você?) - que sorte que ela não pensou como você!! Afinal, seu corpinho não era nada, não é? Era uma unha encravada da mamãe, não é? Se você tem dúvida sobre "que corpo" é mutilado, se o da mamãe ou o do bebê, recomendo novamente este videozinho instrutivo: abort67.com.uk 6) Ave, e o que dizer da tese - histérica - de que "religiosos estão se intrometendo na questão!!! O Estado é laico!!" Será que não existe um ateuzinho que não concorde com a matança de bebês? Acho que existem sim. Muitos. Mas é mais fácil ser ignorante (ou maldoso) e criar uma guerra religiosa. Abjeta, como aliás têm sido todos os supostos "argumentos" até aqui para defender a matança de bebês gerados irresponsavelmente. 7) E o autor - que por sinal demonstra ter um elevadíssimo autoconceito, um amor-próprio no mínimo... doentio, para usar um eufemismo - ainda tem o fingimento de se apresentar aos leitores como alguém que está preocupado com a dignidade alheia, quando se acha no direito de decidir quais dos mais novos membros da espécie humana devem ou não viver. Como é triste a cegueira humana! É surpreendente até que ponto alguém ensimesmado consegue perder a noção da realidade! - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: É, Alex de Souza... "seus corpos" - abort67.com.uk - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • chico m guedes: coisas de Jairo eu sempre me pego lendo em voz alta; é quase táctil (quase?) - No bar
    • Daniel Menezes: Ótima reflexão. - Yoani Sánchez, a direita e a esquerda
    • Jairo Lima: Brigado, Nina, sou leitor atento e empolgado de tua poesia. - No bar
    • Anchieta Rolim: Marcos Silva, caso tenha interesse dê uma olhada nesse blog: araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com Um abraço! - Ai Hay Hai
    • Marcos Silva: Aprendi a sentir Anne como mais que irmã, pedaço de mim, essas coisas que uns e outros consideram sentimentais mas são apenas sentimentos que nos diferenciam dos computadores. Grande beijo. - Ai Hay Hai
    • Anchieta Rolim: Gostei muito da matéria. E pra quem interessar, segue o blog do meu amigo João Carlos Wisnesky que foi um dos guerrilheiros do Araguaia e que ainda continua sua luta para esclarecer esse fato histórico. araguaiahistoriaemovimento.blogspot.com - À sombra da ditadura
    • Nina Rizzi: Gosto muito. E o meu gostar tem a pretensão dos desejos mais pungentes. Um beijo :) - No bar
    • Anne Guimarães: Marcos meu menino... Na vida só a alegria embeleza a alma. Beijocas por estes versos! :) - Ai Hay Hai