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	<title>Substantivo Plural &#187; João da Mata</title>
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	<description>Cultura, Idéias e Informação</description>
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		<title>O Anjo Azul vai voar para Caraúbas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 18:27:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Foto: Alex Régis
Meus Caros,
O Anjo Azul esculpido pela grande artista Jordão vai voar.
Natal não suportou mais um azul e o pássaro voou.
Ficamos orfão daquele belo pássaro que enfeitava o asfalto preto e congestionado.
O céu é Azul.
O Anjo é azul
E negra a história da cultura no estado do Rio grande sem Sorte.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/anjo-azul-galeria.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-20276" title="anjo azul galeria" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/anjo-azul-galeria-128x150.jpg" alt="" width="128" height="150" /></a>Foto: Alex Régis</em></p>
<p>Meus Caros,</p>
<p>O Anjo Azul esculpido pela grande artista Jordão vai voar.<br />
Natal não suportou mais um azul e o pássaro voou.<br />
Ficamos orfão daquele belo pássaro que enfeitava o asfalto preto e congestionado.<br />
O céu é Azul.<br />
O Anjo é azul<br />
E negra a história da cultura no estado do Rio grande sem Sorte.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>“História da Cidade do Natal”</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 18:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Cascudo]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[
Relançamento da Sexagenária  “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo.
SBPC 62ª 
Relançamento da “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo. Terminada a II guerra mundial, Natal havia se preparado para a guerra e serviu de trampolim da vitória para os aliados. Muitos Americanos na cidade. A cidade se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/natal-antiga-3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20274" title="natal antiga 3" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/natal-antiga-3.jpg" alt="" width="476" height="312" /></a></strong></p>
<p><strong>Relançamento da Sexagenária  “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo.<br />
SBPC 62ª </strong></p>
<p>Relançamento da “História da Cidade do Natal”, de Luís da Câmara Cascudo. Terminada a II guerra mundial, Natal havia se preparado para a guerra e serviu de trampolim da vitória para os aliados. Muitos Americanos na cidade. A cidade se modernizava e muitos natalenses aprenderam a falar inglês. “Parnamirim Field” foi um lugar estratégico e decisivo na vitória do aliados. O Presidente americano Roosevelt, juntamente com Getúlio Vargas, estiveram em visita à cidade do Natal. Artistas famosos americanos vieram fazer shows para os militares. A importância estratégica de Natal foi ressaltada pelo general americano Charles Gerhardt (1895- 1976), que disse: “Natal teve mais importância na vitória desta guerra do que qualquer outro lugar&#8221; (História da Cidade do Natal, pg 424).</p>
<p><span id="more-20269"></span>A primeira edição do livro &#8211; com belas fotos da cidade de Natal &#8211; foi uma edição da Prefeitura da Cidade do Natal, e uma iniciativa do prefeito Dr. Sílvio Piza Pedroza, a quem o livro é dedicado. O livro contém grande parte dos assuntos já tratados por Cascudo em outras obras, e outros temas que o escritor desenvolveria mais detalhadamente em obras subseqüentes. O livro é parte do índice de sua bibliografia sentimental.<br />
Foi grande a bibliografia consultada por Cascudo para escrever essa história, muitas vezes trágica e lacunosa: extermínio dos índios, enforcamentos, escravidão, miséria, falta de saúde e educação, etc. Até o século XVIII a cidade praticamente não existia. As poucas informações conhecidas e registradas são a dos viajantes e exploradores. No alvorecer da cidade de Natal, o período holandês é o melhor documentado. Essa ampla bibliografia existente do período nassoviano é consultada por Cascudo que escreve detalhadamente sobre o assunto na história de Natal, do RN, e em outros títulos específicos. O Henry Koster – “o exato Koster” para Cascudo &#8211; é a principal fonte de informações etnográficas e históricas do início do séc. XIX.  Do Koster H., Cascudo traduziu e comentou o importante livro “Viagem ao Nordeste do Brasil” (1816). Cascudo também perguntou muito através das “cartas perguntadeiras”, e utilizou todas as informações que lhe chegou às suas mãos e ouvidos até o dia de finalizar a sua História da Cidade de Natal. Uma história incompleta, mas imprescindível.<br />
É comum um determinado assunto está contido em várias obras e, num mesmo livro, em capítulos diferentes.  Os assuntos estão muito correlacionados e, Cascudo, é um historiador apaixonado pela história da qual quer ser protagonista. Uma história de culto à personalidade e à tradição.<br />
Algumas festas religiosas descritas por Cascudo; Serração da Velha, Dia de São Bartolomeu, já não são mais praticadas. Entre as festas populares, a do “Outeiro”, era um das mais festejadas. Tinha ares literários de festa floral, de jogos de inteligência.<br />
No século XIX, um baile qualquer podia ser interrompido quando aparecia o temível busca-pé, uma espécie de foguete solto. Era o terror da moçada, informava o prof. Panqueca, um dos grandes informantes de Cascudo.<br />
Foram os jesuítas que ensinaram o Brasil menino. Cidade quase sem nenhuma escola até início do séc. XIX. O Atheneu Norte-Riograndense, que formaria a elite da cidade, foi fundado em 03 de fevereiro de 1834, por Basílio Quaresma Torreão.  Cascudo ensinou nesse colégio e, em 1961, publicou um livro sobre esse importante educandário da cidade do Natal. Natal provou gelo pela primeira vez no baile oficial de 1868, em um sobradão situado na rua Ulisses Caldas, e que servia de casa do Governo.<br />
Onde morava o Governo?  Responde Cascudo: A primeira casa do Governo do Rio Grande do Norte foi o forte dos Reis Magos. Jerônimo d´Albuquerque, mameluco de português e índia tabajara, foi o primeiro capitão-mor. Não confundir com o Jerônimo d´Albuquerque portugues – o Adão pernambucano &#8211; que teve 24 filhos. O capitão-mor Jerônimo d´Albuquerque, nasceu da união entre Jerônimo (pai) e a índia Tabira, foi um dos fundadores da cidade de Natal  e lutou contra os franceses na restauração do Maranhão.<br />
André de Albuquerque Maranhão foi chefe da revolução pernambucana de 1817. Grande proprietário rural, cavaleiro da casa real e senhor de Cunhaú. Foi o 3º e 6º dos governadores da capitania da Paraíba, a qual Natal era subordinada. André foi assassinado em casa com um golpe de espada. O assassino foi, provavelmente, o tenente português de milícias Antonio José Leite do Pinho (acta diurna 1940).<br />
O teatro Carlos Gomes foi inaugurado em 24 de março de 1904, e a nossa primeira grande atriz foi Maria Epifânia (1838-1918); “velhinha seca, ágil, falando sempre evocando, com quem Cascudo conversou (pg. 216). Há cem anos atrás, o maior acontecimento teatral na cidade foi a encenação de uma peça com costumes locais de Segundo Wanderley; “Natal em Camisas”. Essa peça era protagonizada por Apolônia Pinto (1854-1937), a primeira dama do Teatro Maranhense e uma das grandes atrizes brasileira. Cascudo não faz esse destaque que considero importante.<br />
O capítulo do livro que mais gosto é o que tem o título: “Musa, canta os poetas e escritores&#8230;” São esses os temas que tocam mais fundo ao coração seresteiro do Cascudo musicólogo, grande escritor e um historiador que privilegia o imaginário e a tradição. As velhas figuras, a etnografia, os primeiros jornais e cinemas, o fato histórico e político, estão entrelaçados e fazem parte da cidadela cascudiana. No mesmo ano de 1947, Cascudo publica um dos seus livros mais importantes: Geografia dos Mitos Brasileiros.<br />
Na história também há muito de ficção e recortes que denunciam o sujeito histórico-político, em um espaço e tempo. “Façam de conta que não esqueci nome, fato, sucesso, caso merecedor de realce. Aqui findo, versinho maroto de Lourival Açucena, cantado em 1861: Inda disse muito/ quanto não devia!/ Ó musa indiscreta!/ Tanto eu não queria!&#8230;” ; finaliza Cascudo.</p>
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		<title>Cooperativa Cultural na  SBPC</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 16:52:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[A Cooperativa Cultural da UFRN contará com uma série de atrações a serem apresentadas durante a realização da 62ª Reunião Anual da SBPC. Na programação, que vai do dia 26 ao dia 30, há exposições, lançamentos de livros e apresentações musicais.
A abertura acontece na segunda-feira (26), às 11h, na livraria da cooperativa, com a exposição [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Cooperativa Cultural da UFRN contará com uma série de atrações a serem apresentadas durante a realização da 62ª Reunião Anual da SBPC. Na programação, que vai do dia 26 ao dia 30, há exposições, lançamentos de livros e apresentações musicais.</p>
<p><span id="more-20226"></span>A abertura acontece na segunda-feira (26), às 11h, na livraria da cooperativa, com a exposição de literatura e artes plásticas “Potyguarana”. A mostra reúne quadros e esculturas de artistas potiguares contemporâneos e livros fundamentais da cultura local.Além disso, a livraria também fará promoções de livros em várias áreas do saber.</p>
<p>Confira a programação:</p>
<p>1. &#8220;Potyguarana&#8221; &#8211; Exposição da Literatura e Artes Plásticas do Rio Grande do Norte.</p>
<p>Curador: João da Mata Costa.</p>
<p>Abertura:Segunda-feira, 26/7/10 às 11:00, na Livraria da Cooperativa Cultural, Centro de Convivência/UFRN.</p>
<p>A exposição permacerá durante todo o evento: 26 a 30/7/10.</p>
<p>2. &#8220;Soledad no Recife&#8221; &#8211; Lançamento do livro, publicado pela Editora Boitempo, e roda de conversa com o autor.</p>
<p>Autor: Urariano Mota.</p>
<p>Participantes da roda de conversa: Urariano Mota (autor), Roberto Monte, Mery Medeiros, Aluízio Matias (Centro de Direitos Humanos e Memória Popular) e José</p>
<p>Antônio Spinelli (professor do Depto de Ciências Sociais/UFRN).</p>
<p>Lançamento: Quarta-feira, 28/7/10, às 10:30, na Livraria da Cooperativa Cultural.</p>
<p>3. &#8220;80 Cult Movies Essenciais&#8221; &#8211; Lançamento do livro, publicado pela Editora da UFRN, e apresentação musical.</p>
<p>Organizadores: Nelson Marques, Gianfranco Marchi, Rodrigo Hammer. Apresentação musical pela Escola de Música/UFRN.</p>
<p>Lançamento: Quinta-feira, 29/7/10, às 17:30, na Livraria da Cooperativa Cultural.</p>
<p>4. &#8220;Espinhos e Alfinetes&#8221; &#8211; Lançamento do livro, publicado pela Editora Recorde, e debate com o autor.</p>
<p>Autor: João Luiz Carrascoza.</p>
<p>Lançamento: Sexta-feira, 30/7/10, às 11:00, no Setor de Aulas I, Sala F1, na SBPC Jovem.</p>
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		<title>Fandango de Canguaretama</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jul 2010 16:51:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Boletim III &#8211; SBPC 62ª
Um grande momento da SBPC cultural. Na segunda feira
26 de julho na hora do crepúsculo se apresenta num palco
improvisado ao lado da TVU, o célebre Fandango de Canguaretama. Grupo único no RN numa apresentação maravilhosa. As letras contam das dificuldades no mar. Da fome dos navegantes, que podem comer sola de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boletim III &#8211; SBPC 62ª</p>
<p>Um grande momento da SBPC cultural. Na segunda feira<br />
26 de julho na hora do crepúsculo se apresenta num palco<br />
improvisado ao lado da TVU, o célebre Fandango de Canguaretama. Grupo único no RN numa apresentação maravilhosa. As letras contam das dificuldades no mar. Da fome dos navegantes, que podem comer sola de sapato.<br />
Belos cantos e coreografias.<br />
Parabéns ao Ricardo que estudou esse grupo e fez tese de doutoramento sobre os tripulantes da bela nau catarineta.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>SBPC &#8211; Boletim II</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Muito bonita as homenagens prestadas na abertura da SBPC ao Cascudo e Aziz Ab´Saber (presente).
O Geógrafo Azis com mais de 300 trabalhos publicados e conhecido internacionalmente.
Cascudo, na fala emocionada do amigo Tarcsío Gurgel, não morreu. Escreveu vários livros que tem relação com o mar  (tema da SBPC), com destaque para o maravilhoso Jangada (presente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bonita as homenagens prestadas na abertura da SBPC ao Cascudo e Aziz Ab´Saber (presente).</p>
<p>O Geógrafo Azis com mais de 300 trabalhos publicados e conhecido internacionalmente.</p>
<p>Cascudo, na fala emocionada do amigo Tarcsío Gurgel, não morreu. Escreveu vários livros que tem relação com o mar  (tema da SBPC), com destaque para o maravilhoso Jangada (presente na Potyguarana). Na SBPC serão relançados vários títulos esgotados do Cascudo.</p>
<p>Destaque tambem para a homenagem prestada ao Físico Oscar Sala.<br />
A mulher dele sabia que a física estava em primeiro lugar.</p>
<p>atc,</p>
<p>DaMata, da SBPC</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ecos da SBPC &#8211; Boletim 1</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ecos-da-sbpc-boletim-1/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 20:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[SBPC]]></category>

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		<description><![CDATA[Senhores e senhoras,
Podiam ter arranjado um secretário da SBPC, mais polido. Muito deselegante na abertura que terminou 22h e o show começaria depois em outro lugar, com chuva, não fui.
Reclamaram muito das falas Todos (não diziam todos e  todas). Talvez essa questão de gênero tenha sido superada.
Algumas mulheres reclamaram.
A exposição que montei, Potyguarana, está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senhores e senhoras,</p>
<p>Podiam ter arranjado um secretário da SBPC, mais polido. Muito deselegante na abertura que terminou 22h e o show começaria depois em outro lugar, com chuva, não fui.</p>
<p><span id="more-20207"></span>Reclamaram muito das falas Todos (não diziam todos e  todas). Talvez essa questão de gênero tenha sido superada.<br />
Algumas mulheres reclamaram.</p>
<p>A exposição que montei, Potyguarana, está muito bonita ao lado do cafezinho na Cooperativa Cultural. Passem lá!</p>
<p>Foram assinados editais num montante de mais de 800 milhões para ciência e tecnologia nas diversas fundações e orgãos de amparo à pesquisa. Fiquem de olho.</p>
<p>Temos que Embrapar tudo que não funciona no Brasil, saúde, educação, etc. Foi a fala mais forte da abertura. A Embrapa, Embraer e Petrobras estão bem. E o resto.</p>
<p>Sabemos fazer pesquisa e não sabemos educar (sic).</p>
<p>Somos maiores que Rússia e Holanda em pesquisa (sic)</p>
<p>Soube que todos os dias ás 13h, ia ter uma grande palestra no auditório da reitoria. Fui e não vi nada. A palestra  agendada só começava depois das 15h</p>
<p>ATENÇAO ORGANIZADORES. Muita gente perdida no Campus. Inclusive eu que não pude almoçar na APURN , sendo sócio e almoçando lá diariamente.</p>
<p>ATENÇAO MAIS UMA VEZ; DISTRIBUAM A PROGRAMAÇÃO, DIVULGUEM MESMO PARA QUEM NÃO ESTAR INSCRITO</p>
<p>Sejam simpáticos com o visitantes!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Esclarecimentos Necessários</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/esclarecimentos-necessarios-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:31:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Nicolelis]]></category>

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		<description><![CDATA[Caro Tácito e demais colegas que se pronunciaram sobre a carta aberta de Nicolelis, publicada na Tribuna do Norte.
Gostaria de enfatizar que em nenhum momento a Universidade como um todo se pronunciou com relação ás reivindicações justas do pesquisador Nicolelis, cobrando a contrapartida do estado do RN para projeto de tão grande envergadura.
Um projeto que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Tácito e demais colegas que se pronunciaram sobre a carta aberta de Nicolelis, publicada na Tribuna do Norte.</p>
<p>Gostaria de enfatizar que em nenhum momento a Universidade como um todo se pronunciou com relação ás reivindicações justas do pesquisador Nicolelis, cobrando a contrapartida do estado do RN para projeto de tão grande envergadura.</p>
<p><span id="more-20164"></span>Um projeto que é orgulho para o nosso estado e trará enormes benefícios para a sua população e para a ciência.</p>
<p>Houve manifestação publica de um único grupo da UFRN. Grupo esse de renome também internacional e de enormes contribuições para a ciência, a cultura e o desenvolvimento do nosso estado.</p>
<p>Em nenhum momento eu disse que estava de acordo com o teor daquela carta, escrita no calor da hora e achando intempestiva a forma como o Nicolelis agiu.</p>
<p>Eu disse e repito que a dificuldade de fazer ciência é enorme. Aqui e em qualquer lugar.<br />
Muitos projetos da UFRN também reclamam a contrapartida do estado do RN e UFRN, em montantes muito menores que os solicitados pelo projeto do Nicolelis</p>
<p>Todos nós sabemos da pobreza cultural do nosso estado. Do pouco dinheiro para a cultura, ciência, saúde, etc</p>
<p>Fiz parte de um grupo na UFRN que torceu e torce muito que esse projeto frutifique e cresça. Penso até em contribuir mais efetivamente com o que aprendi em quase 40 anos de universidade.</p>
<p>Trabalho diuturnamente e contribuo naquilo que posso, inclusive no SPlural.</p>
<p>A vergonha que dá dos nossos governantes<br />
.<br />
A vergonha que dá da pobreza intelectual.</p>
<p>A vergonha que dá das conclusões precipitadas.</p>
<p>A vergonha que dá da inveja de muitos</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vovô Chico Morreu</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/vovo-chico-morreu-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Jul 2010 16:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Vovô Chico faleceu quase centenário. Um grande homem que admirava. Autodidata fazia de tudo. Desde a construção de uma casa até um relógio. De pouca escola escrevia com aquela caligrafia feito arte. Desenhava divinamente. Fez muitos presépios mecanizados.
 Morava em São Caetano do Sul-SP, onde um dia cheguei em 1979. Fui muito bem recebido.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vovô Chico faleceu quase centenário. Um grande homem que admirava. Autodidata fazia de tudo. Desde a construção de uma casa até um relógio. De pouca escola escrevia com aquela caligrafia feito arte. Desenhava divinamente. Fez muitos presépios mecanizados.<br />
<span id="more-20165"></span> Morava em São Caetano do Sul-SP, onde um dia cheguei em 1979. Fui muito bem recebido.  Namorava sua filha. Dormia no quarto quando ia à sua casa e a filha dormia na sala.<br />
Vovô Chico estava viúvo fazia uns anos. Avô dos meus dois filhos nascidos em São Caetano do Sul &#8211; numa casa bem posta e confortável -, no respeito, confiança, companheirismo e alegria de viver juntos.<br />
Tudo ele fazia pelos filhos. Pagava Universidade particular se fosse necessário. Comprou piano e telescópio, um desejo da filha.<br />
Na casa um casal de filhos com idades bem diferentes. Ele Arquiteto, e ela Astrônoma.<br />
Na casa da rua Espírito Santo fui muito feliz. Não sentia tanto as intempéries de São Paulo.<br />
Vovô Chico era o orgulho dos filhos e netos. Muito inteligente trabalhou muito tempo na cerâmica dos Matarazzo.<br />
Um aquariano nascido no meu dia. Um sogro que tive. Um homem bom que viveu para a família. Um exemplo.<br />
Há mais de vinte anos esteve em Natal na sua única viagem mais longa. Gostou muito da cidade e dos meus parentes. Subiu o morro do careca e ficou lembrando sempre.<br />
Gostava de ver as ilustrações de Doré, na Bíblia e na Divina Comédia.<br />
Ele também um grande desenhista em bico de pena.<br />
Com ele morro um pouco. Com ele a vida muda e ganha mais um ponto de inflexão.</p>
<p>Meus sentimentos meu querido amigo e avô</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Gullar Mente e Sente</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/gullar-mente-e-sente/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/gullar-mente-e-sente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Gullar]]></category>

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		<description><![CDATA[O poema é sujo. Emaranhadamente.  Bumbas –meus – boi. Muitas vozes – matraca. Luta corporal entre contrários
“Uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém fundo sem fundo”.
Zé Ribamar: Incendiário: Neoconcreto: Bombeiro: Contraditório
Um grande crítico de artes. Um fazedor de grandes poemas. Desde o sujo ao revolucionário formigueiro.
Ser contraditório não é opção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O poema é sujo. Emaranhadamente.  Bumbas –meus – boi. Muitas vozes – matraca. Luta corporal entre contrários</p>
<p>“Uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém fundo sem fundo”.</p>
<p>Zé Ribamar: Incendiário: Neoconcreto: Bombeiro: Contraditório</p>
<p>Um grande crítico de artes. Um fazedor de grandes poemas. Desde o sujo ao revolucionário formigueiro.</p>
<p>Ser contraditório não é opção é ser.</p>
<p>Posso não concordar com Gullar, mas defendo o seu direito de dizer poetar e criticar, parafraseando Voltaire.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Viva Caicó – Viva Sant`Ana  e sua memória</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/viva-caico-%e2%80%93-viva-santana-e-sua-memoria/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jul 2010 14:25:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Abimael lança livros de fotografias da bela Vila Nova do Príncipe,  no próximo domingo dia 25 de julho,  quando a cidade engalanada festeja sua padroeira Sant’ Ana.
Serão lançados, entre outros,  dois livros de fotografias. O primeiro com fotos antigas de Caicó e seus personagens. O segundo, com fotos contemporâneas do nosso amigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abimael lança livros de fotografias da bela Vila Nova do Príncipe,  no próximo domingo dia 25 de julho,  quando a cidade engalanada festeja sua padroeira Sant’ Ana.</p>
<p>Serão lançados, entre outros,  dois livros de fotografias. O primeiro com fotos antigas de Caicó e seus personagens. O segundo, com fotos contemporâneas do nosso amigo e Xará João Maria Alves.</p>
<p><span id="more-20122"></span>Ano passado na festa do Rosário encontrei o grande Souza e fiquei encantado com o seu acervo fotográfico. Junto com Abimael, estimulei Souza a publicar aquelas fotos que contam uma História pouco conhecida da geração atual.</p>
<p>João Maria fotografou personagens populares vivos de Caicó e faz uma ponte entre o ontem e hoje. De Souza a João meus parabéns. Parabéns Abimael por contribuir para preservação da nossa memória.<br />
Tem aí um pouquinho do meu estimulo e entusiasmo.  Escrevi o texto abaixo quando da minha viagem no ano passado.</p>
<p>Souza &#8211; O guardião da memória fotográfica.</p>
<p>O ex-soldado Souza é colecionador de um rico acervo de fotografias de personalidades e outras pessoas da sociedade caicoense. São muitas fotos organizadas em pastas de sacos plásticos que precisam ser melhores organizadas e arquivadas.<br />
Grande parte da história de Caicó e seus protagonistas fazem parte do rico acervo coletados com muito amor pelo colecionador amador.  Políticos, times de futebol e pessoas do povo fazem parte do acervo do Souza, que tive o privilégio de conhecer.<br />
Tudo começou quando Souza ausente de sua cidade por longos anos, presenciou num lixo algumas fotos suas.  Esse fato triste levou Souza a recuperar essas fotos e iniciar a sua prestigiosa coleção que resgata boa parte da história de Caicó desde o princípio do século XX. Muitas fotos foram copiadas de originais emprestados e outras foram resgatadas dos desvãos do tempo.<br />
Sugeri ao simpático Souza que organizasse essas fotos numa publicação para a posteridade. O seu acervo daria um belo livro-álbum de fotografias de uma Caicó que precisa ser lembrada. Fotografias que contam uma belíssima história da grande  civilização seridoense.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Parabéns Elton 80</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 17:54:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Elton Medeiros]]></category>

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		<description><![CDATA[
Umas das mais profícuas e belas parcerias da MPB. Dois dos nossos maiores sambistas. Paulinho da Viola e Elton Medeiros
Juntos, eles fizeram umas duas dezenas de sambas imortais. Os maiores da nossa música. Elton Medeiros tem parceiros em Natal. Elton Medeiros veio a Natal num show antológico. Tomamos umas depois do show numa madrugada bemorável.
Canto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/eltom-medeiros.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20097" title="eltom medeiros" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/eltom-medeiros.jpg" alt="" width="451" height="300" /></a></p>
<p>Umas das mais profícuas e belas parcerias da MPB. Dois dos nossos maiores sambistas. Paulinho da Viola e Elton Medeiros<br />
Juntos, eles fizeram umas duas dezenas de sambas imortais. Os maiores da nossa música. Elton Medeiros tem parceiros em Natal. Elton Medeiros veio a Natal num show antológico. Tomamos umas depois do show numa madrugada bemorável.<br />
Canto sempre esse samba, Canto a dor.  Canto a dor não tem razão.</p>
<p><strong>Onde a Dor Não Tem Razão / Paulinho da Viola &#8211; Elton Medeiros</strong></p>
<p>Canto<br />
Pra dizer que no meu coração<br />
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão<br />
Ele não é mais abrigo de amores perdidos<br />
É um lago mais tranqüilo<br />
Onde a dor não tem razão<br />
Nele a semente de um novo amor nasceu<br />
Livre de todo rancor, em flor se abriu<br />
Venho reabrir as janelas da vida<br />
E cantar como jamais cantei<br />
Esta felicidade ainda</p>
<p>Quem esperou, como eu, por um novo carinho<br />
E viveu tão sozinho<br />
Tem que agradecer<br />
Quando consegue do peito tirar um espinho<br />
É que a velha esperança<br />
Já não pode morrer</p>
]]></content:encoded>
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		<title>As mulheres de Brennand</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/as-mulheres-de-brennand/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/as-mulheres-de-brennand/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 14:34:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Brennand]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Não costumo arriscar o medo e, segundo nos convence o sábio Guimarães Rosa, “o medo tem sempre o tamanho que a gente deseja”. Não pode ser maior do que a medida certa, senão ele nos mata.”
Diários de Brennand
As mulheres de Brennand são pessoas comuns de todas concierges
Fases. Ciclos. Sextas-feiras. Santas.  Sangue. Suor e Lágrimas.
Vidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/A-feiticeira-Brennand1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-20092" title="A feiticeira - Brennand" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/A-feiticeira-Brennand1.jpg" alt="" width="350" height="233" /></a></p>
<p>“Não costumo arriscar o medo e, segundo nos convence o sábio Guimarães Rosa, “o medo tem sempre o tamanho que a gente deseja”. Não pode ser maior do que a medida certa, senão ele nos mata.”</p>
<p>Diários de Brennand</p>
<p>As mulheres de Brennand são pessoas comuns de todas concierges<br />
Fases. Ciclos. Sextas-feiras. Santas.  Sangue. Suor e Lágrimas.<br />
Vidas que escorrem em multicamadas de cores e gestos.<br />
O poeta da vida e da volúpia surpreende a cada palheta e tela.<br />
Espreita. Brecha. E nos convida a olhar feito um eterno voyeur<br />
Tons sobre tons de uma aquarela matizada pela paixão<br />
A bela na tela pede para olhar ela: vidente, sonâmbula, viúva.<br />
O Erotismo a serviço da arte de um artista completo.<br />
Ali uma dama de encarnado e o eterno mistério do mundo<br />
Tarcilas, Hécates distantes num eterno dissimular. Vidas<br />
A ambigüidade nunca revelada de uma jardineira. Sombras<br />
Um harém de meninas mulheres ninfas plantadas e regadas (pelos)<br />
nus olhares cúmplices e gulosos de um jardim de delícias</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sexta- feira  no Chambaril</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/sexta-feira-no-chambaril-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 22:56:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sexta-feira é dia. Chego boquinha da noite no bar Chambaril ali perto de Neópolis. Os amigos demoram e leio a Revista Continente multicultural, que acabo de receber via correio. No bar todos se conhecem. Chega um rapaz casado como uma equatoriana e cumprimenta a todos em cada mesa. De estranho só aquele homem sozinho, lendo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bar.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-19945" title="bar" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bar-510x382.jpg" alt="" width="510" height="382" /></a></p>
<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bar.jpg"></a>Sexta-feira é dia. Chego boquinha da noite no bar Chambaril ali perto de Neópolis. Os amigos demoram e leio a Revista Continente multicultural, que acabo de receber via correio. No bar todos se conhecem. Chega um rapaz casado como uma equatoriana e cumprimenta a todos em cada mesa. De estranho só aquele homem sozinho, lendo. Aquilo chamava a atenção de todos. O rapaz inquieto com aquela cena vem na mesa conversar. Pergunta o que eu estava lendo e de onde eu era.</p>
<p><span id="more-19939"></span>Já estava na segunda cerveja e com um caldo de mocotó para forrar. Os amigos ainda não haviam chegado. Entre um olhar na revista e as ouças  atentas,  gosto de ouvir conversas de bar. Presto atenção no tira-gosto mais solicitado: Bolinho de Bacalhau. Já sei. Logo que os amigos chegarem mando vir uma porção</p>
<p>De repente o bar entra em polvorosa. Uma discussão do rapaz com um outro que não o cumprimentou. E o rapaz calmo e alegre virou uma fera. Que não era cachorro para ser tratado daquela forma. Todos tentavam acalmá-lo. E nada. O rapaz mandou o ex-militar se retirar do recinto. E brabo.  Todos ali se conheciam. Um rapaz forte ficou em pé e eu no meio sem tomar partido, lendo. O irmão do rapaz de boné disse que com ele era no tiro. Danou-se. O Garçon vem falar comigo e diz que nunca tinha acontecido aquilo. Para eu não me assustar e vir outras vezes.</p>
<p>Já estou pronto para sair, quando chega um amigo Acompanhado é diferente. Meu amigo conhece o bar e logo todos já me olham diferente &#8211; menos estranho. O irmão vem na nossa mesa e puxa conversa. Nessa quadra da noite chegam nossas amigas e o bar tem outro sabor e cor.</p>
<p>O irmão do rapaz tem 50 anos e é separado. Pergunta quais os bichos que gostam de areia. Digo Tatu. Ele insiste, quem mais: &#8211; mulher, responde. E sem que ninguém pergunte, ele justifica: Minha ex-mulher levou três terrenos que eu tinha.</p>
<p>Mudamos de mesa. Minha amiga não tem muita paciência. E ele com pouco tempo se deslocou para onde estávamos, trazendo garrafa, copo, olheiras e bafo.  A conversa não estava muito animada.  Morte e sepulturas perdidas.  Retirada dos ossos para um outro local. E o cinquentão ouvindo. O pai tinha dito a ele para não beber só.</p>
<p>A conversa amenizou e ele ficando. Vez em quando interferia. Perguntou a profissão de cada um. Aí veio o carneiro, os bolinhos de carne de sol e bacalhau, deliciosos. Minha amiga gostou do garçon. A noite ficou com cara de sexta feira. O rapaz também veio na nossa mesa se desculpar e dizer que gostou muito de mim, lendo. Parecia alguém diferente.</p>
<p>O homem com quem ele discutiu foi embora. Ele disse é meu amigo. Amanhã- tenho certeza &#8211; seu filho vai vir na minha casa pedir desculpas. Sei não. Também não sei se voltarei naquele bar sozinho. Meu amigo gostou da equatoriana. E eu gostei da noite, apesar da discussão e da ameaça de bala.</p>
<p>Todos aqui têm mais de cinqüenta anos e isso não podia acontecer. A vida é muita curta, filosofava um dos habitues do bar. Um bar feito de caramanchões com bancos inteiros feitos de pau forte situado no meio de uma praça bem arborizada.</p>
<p>Moral da história: nunca deixe de apertar a mão ou cumprimentar uma pessoa, mesmo que seja sorridente e brincalhona.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ainda sobre a entrevista de Miguel Nicolelis</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/ainda-sobre-a-entrevista-de-miguel-nicolelis/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/ainda-sobre-a-entrevista-de-miguel-nicolelis/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 17:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Miguel Nicolelis]]></category>

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		<description><![CDATA[Arrogância, prepotência, narcisismo
Caros Amigos,
ainda sobre a entrevista do sr.  Miguel Nicolelis, anexei uma carta da minha colega Ceiça Almeida. E comento:
A UFRN cresceu muito e tem grupos de pesquisas de alto nível com inserçôes internacional.
A dificuldade em se fazer ciencia e cultura é universal, com algumas poucas exerções.
Muito grupos de pesquisa da UFRN precisam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arrogância, prepotência, narcisismo</p>
<p>Caros Amigos,</p>
<p>ainda sobre a entrevista do sr.  Miguel Nicolelis, anexei uma carta da minha colega Ceiça Almeida. E comento:<br />
A UFRN cresceu muito e tem grupos de pesquisas de alto nível com inserçôes internacional.</p>
<p>A dificuldade em se fazer ciencia e cultura é universal, com algumas poucas exerções.<br />
Muito grupos de pesquisa da UFRN precisam de muito menos verbas que as as pedidas pelo Nicolelis.</p>
<p>Nicolelis não vai salvar o RN,  embora o Centro de Neurociencias seja extremamente importante para o nosso estado.</p>
<p>Nós que fazemos parte da história da UFRN e da ciencia nesse estado no seu dia-a-dia tambem merecemos respeito e atenção do estado.</p>
<p><span id="more-19906"></span>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p>
<p>&#8220;Lamentável a entrevista de Miguel Nicolelis publicada no dia 11 de julho na Tribuna do Norte. Suas declarações sobre o Estado do Rio Grande do Norte, sobre a UFRN e, em especial, sobre a cidade do Natal revelam extremo preconceito, sob a alegação da falta de verbas e de asfalto nas ruas de Macaíba. O turismo da cidade desempenha sim importante papel no reconhecimento internacional da cidade. Apesar do reconhecido caráter inovador do Instituto de Neurociências, mesmo que a utilização de primatas não humanos em seu programa de pesquisas envolva problemas bioéticos, a atividade científica do Estado não se resume a isso. O Instituto não é o centro do mundo, não vai resolver todos os problemas que acometem a mente humana.    A UFRN possui núcleos de ensino e pesquisa nas culturas científica e humanística reconhecidos internacionalmente.  Como afirmou Ilya Prigogine, nosso tempo é o do fim das certezas e do aparecimento de uma pluralidade de futuros.  Narcísica e arrogante, a entrevista não contribui em nada para a democracia dos saberes exigida pela sociedade do conhecimento do século XXI.  Edgard de Assis Carvalho, coordenador do Núcleo de Estudos da Complexidade &#8211; PUCSP e coordenador brasileiro da Cátedra Itinerante UNESCO Edgar Morin. Maria da Conceição Almeida, coordenadora do Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM/UFRN e coordenadora local da Catedra Itinerante UNESCO Edgar Morin&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da nostalgia do Bonde</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/da-nostalgia-do-bonde/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/da-nostalgia-do-bonde/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 17:23:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
A nostalgia do bonde é recorrente mesmo para aqueles que como eu nunca andei de bonde, em Natal.  Só naquele de Santa Tereza no RJ, a passeio.
Desde Machado de Assis a Jorge Fernandes com o seu Bonde Novo que só devia sair aos domingos, existe uma saudade daquele meio de transporte puxados por animais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bondes4.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19908" title="bondes4" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bondes4.jpg" alt="" width="480" height="333" /></a></p>
<p>A nostalgia do bonde é recorrente mesmo para aqueles que como eu nunca andei de bonde, em Natal.  Só naquele de Santa Tereza no RJ, a passeio.</p>
<p>Desde Machado de Assis a Jorge Fernandes com o seu Bonde Novo que só devia sair aos domingos, existe uma saudade daquele meio de transporte puxados por animais ( coitados) e  depois, eletrificados.</p>
<p><span id="more-19905"></span>Mesmo quem não tem uma memória quer uma para inventar um passado. Uma vida.  Um amigo meu voce conta uma história e logo ele incorpora na sua biografia.</p>
<p>Li com muita dor e alegria ao livro “Dos Bondes ao Hippie Drive-in” do Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro. Um livro de uma memória coletiva.  De fragmentos de um cotidiano vivido por mim que não estou na foto.<br />
E aí fico pensando, como a história é ingrata comigo e com você.  Como a história é criada e ficcionada. Fracionada. Inventada, mesmo.</p>
<p>Viajo, enfim, no bonde da literatura. Da música.  Viajo no bonde São Januário do sambista, eu também um otário, viajando para trabalhar e escrever essa croniqueta de sexta feira.</p>
<p>Perdi o bonde da história. Atrasei e o patrão não quis conversa: demitiu-me. E quando eu cheguei em casa a mulher tinha ido embora.</p>
<p>Para aqueles que desejam viajar, favor comprar o bilhete.<br />
E preste atenção como comportar-se como na Crônica Machadiana.</p>
<p>Como comportar-se no bonde / Machado de Assis</p>
<p>Ocorreu-me compor umas certas regras para uso dos que freqüentam bondes. O desenvolvimento que tem sido entre nós esse meio de locomoção, essencialmente democrático exige que ele não seja deixado ao puro capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos. Vão apenas dez.</p>
<p>Art. I &#8211; Dos encatarroados</p>
<p>Os encatarroados podem entrar nos bondes com a condição de não tossirem mais de três vezes dentro de uma hora, e no caso de pigarro, quatro.</p>
<p>Quando a tosse for tão teimosa, que não permita esta limitação, os encatarroados têm dois alvitres: ou irem a pé, que é bom exercício, ou meterem-se na cama. Também podem ir tossir para o diabo que os carregue.</p>
<p>Os encatarroados que estiverem nas extremidades dos bancos, devem escarrar para o lado da rua, em vez de o fazerem no próprio bond, salvo caso de aposta, preceito religioso ou maçônico, vocação, etc., etc.</p>
<p>Art. II &#8211; Da posição das pernas</p>
<p>As pernas devem trazer-se de modo que não constranjam os passageiros do mesmo banco. Não se proíbem formalmente as pernas abertas, mas com a condição de pagar os outros lugares, e fazê-los ocupar por meninas pobres ou viúvas desvalidas, mediante uma pequena gratificação.</p>
<p>Art. III &#8211; Da leitura dos jornais</p>
<p>Cada vez que um passageiro abrir a folha que estiver lendo, terá o cuidado de não roçar as ventas dos vizinhos, nem levar-lhes os chapéus. Também não é bonito encostá-los no passageiro da frente.</p>
<p>Art. IV &#8211; Dos quebra-queixos</p>
<p>É permitido o uso dos quebra-queixos em duas circunstâncias: a primeira quando não for ninguém no bond, e a segunda ao descer.</p>
<p>Art. V &#8211; Dos amoladores</p>
<p>Toda a pessoa que sentir necessidade de contar os seus negócios íntimos, sem interesse para ninguém, deve primeiro indagar do passageiro escolhido para uma tal confidência, se ele é assaz cristão e resignado. No caso afirmativo, perguntar-se-lhe-á se prefere a narração ou uma descarga de pontapés. Sendo provável que ele prefira os pontapés, a pessoa deve imediatamente pespegá-los. No caso, aliás extraordinário e quase absurdo, de que o passageiro prefira a narração, o proponente deve fazê-lo minuciosamente, carregando muito nas circunstâncias mais triviais, repelindo os ditos, .pisando e repisando as coisas, de modo que o paciente jure aos seus deuses não cair em outra.</p>
<p>Art. VI &#8211; Dos perdigotos</p>
<p>Reserva-se o banco da frente para a emissão dos perdigotos, salvo nas ocasiões em que a chuva obriga a mudar a posição do banco. Também podem emitir-se na plataforma de trás, indo o passageiro ao pé do condutor, e a cara para a rua.</p>
<p>Art. VII &#8211; Das conversas</p>
<p>Quando duas pessoas, sentadas a distância; quiserem dizer alguma coisa em voz alta, terão cuidado de não gastar mais de quinze ou vinte palavras, e, em todo caso, sem alusões maliciosas, principalmente se houver senhoras.</p>
<p>Art. VIII &#8211; Das pessoas com morrinha</p>
<p>As pessoas com morrinha podem participar do bonds indiretamente: ficando na calçada, e vendo-os passar de um lado para outro. Será melhor que morem em rua por onde eles passem, porque então podem vê-lo mesmo da janela.</p>
<p>Art. IX &#8211; Da passagem às senhoras</p>
<p>Quando alguma senhora entrar o passageiro da ponta deve levantar-se e dar passagem, não só porque é incômodo para ele ficar sentado, apertando as pernas como porque é uma grande má-criação.</p>
<p>04 de Julho de 1883</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Pra J. Macedo</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/pra-j-macedo/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/pra-j-macedo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 18:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Macedo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19883</guid>
		<description><![CDATA[Meu amigo morreu de solidão com cachaça.
Não tem saída. É assim, mesmo. Uns adiam e fingem.
Escondem-se, São medrosos.  Sempre na média entre tudo e nada.
Jorge Macedo foi tocar no céu.
Isso aqui ta muito chato.
Eu sei meu amigo, da sua dor.
E nós aqui masturbando!
Só (adiando).  Sem conseguir deslocar o ponteiro do tempo.
Morremos também completamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo morreu de solidão com cachaça.<br />
Não tem saída. É assim, mesmo. Uns adiam e fingem.<br />
Escondem-se, São medrosos.  Sempre na média entre tudo e nada.<br />
Jorge Macedo foi tocar no céu.<br />
Isso aqui ta muito chato.<br />
Eu sei meu amigo, da sua dor.<br />
E nós aqui masturbando!<br />
Só (adiando).  Sem conseguir deslocar o ponteiro do tempo.<br />
Morremos também completamente só.<br />
E como fica aquela alcatéia. Maldito são eles. Não comentam mais nem a morte que bate na porta.<br />
Imagine outras coisas<br />
Escapamos da sífilis e do cranco mole. E duro.<br />
E veio a AIDs<br />
E veio o tédio.<br />
Embriaguemos de tédio ou de tédio<br />
Diga aí como é céu!<br />
Atée já.<br />
Evoé, amigo.</p>
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		<title>A Vizinha da Cabo de São Roque</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 14:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cabo de São Roque]]></category>

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		<description><![CDATA[A vizinha da Cabo de São Roque cobra por aluguel/temporada, e por lá já passaram muitos inquilinos. Uns amigos e outros nem tanto. Uns cheiram e outros nem cheiram nem fedem. Os decibéis incomodam mais. A gorda das frituras deixava a boca cheia de querências proibidas. Na noite magra comida a engordava. Com um outro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vizinha da Cabo de São Roque cobra por aluguel/temporada, e por lá já passaram muitos inquilinos. Uns amigos e outros nem tanto. Uns cheiram e outros nem cheiram nem fedem. Os decibéis incomodam mais. A gorda das frituras deixava a boca cheia de querências proibidas. Na noite magra comida a engordava. Com um outro inquilino era diferente. A sua fome era por liberdade. Parecia um refugiado de guerra não clicado por Sebastião Salgado. Meio tonto e nariz gogolniano. Os seria judeu?</p>
<p><span id="more-19876"></span>Quando a família o esquecia ele saía em debandada e entrava onde fosse rua e portas. Na minha casa vizinha ele entrou muitas vezes para a nossa alegria. Dizia sempre uma graça e não fazia mal. Pedia algo para comer e os filhos &#8211; desesperados e mortos de vergonha &#8211; vinham buscá-lo. Gostava dele e senti quando mudou de casa. Implicava com o meu nariz e dizia que eu pertencia a um povo de fora. Com tantos vizinhos fechados e taciturnos &#8211; que não conhecemos -, o homem do nariz fazia a alegria da rua.</p>
<p>Assim com num palimpsesto da existência os viventes vão deixando marcas e odores na parede do tempo.</p>
<p>Os aniversários são datas especiais e contagiantes. Quando se canta “parabéns pra você”, ninguém pode reclamar. É o dia da pessoa, mesmo que a música seja alta e os cantores desafinados. Ultimamente tem uns aniversários que são encomendados e comemorados com carro de som e mensagem decorada. A vizinha recebeu um desses carros de som e toda a rua comemorou o seu aniversário. Alguns até choraram. Todo mundo ficou sabendo do paquera da vizinha. E ela nem sabia.</p>
<p>Um outro vizinho gostava de plumagens. Papagaio, arara e periquito. Um canta e o outro leva fama dizia um amigo, quando tinha feito uma besteira. Na árvore rente ao muro que depois foi levantado, ficava a arara. Fazia a alegria de todos. Todos os passantes paravam para falar com ela. Araraaaaaaaaaa&#8230;. Às vezes apareciam uns macaquinhos olhando pra gente. Que susto eles pregavam. Vinham pelo telhado e por uma mangueira que cobria o fundo da casa da rua cabo de são roque. Casa suspensa por entre dunas e livros.</p>
<p>Bacana mesmo foi aquele casal recém-matrimoniados num elo de paixão e confiança. Bonitos como a juventude sarada e alegre das praias antes da poluição. Nenhuma discussão e muito amor. Simpáticos, conversavam com todos os vizinhos. Ela lavava roupa só de calcinha na lavanderia da casa da vizinha que  fica ao lado do meu quarto. Linda como não vi outra igual. Alegrou meus momentos duros de passar o pano no chão nos sabadões. Meus olhos de “voyeur” jamais sondaram coisa igual. Talvez pela naturalidade associada ao caráter oblativo da lavagem.</p>
<p>Um colega amigo meu se ofereceu para ajudar na limpeza da casa. Nunca recebi tantas visitas aos sábados. Meus amigos passavam em casa com a desculpa de convidar para ir à praia. Aquilo virou uma romaria. A lavagem de roupa é mesmo muito sensual. Algumas lavam roupas agachadas numa ioga votiva. Os cantos também são muito bonitos. Depois pendurar a camisola e calcinhas no varal da casa quintal.</p>
<p>Os tempos mudam acompanhados da trilha sonora. Os sons invadem os vizinhos por todos os lados, de noite e dia. Já ouvi óperas e o som mais brega do mundo. Nesse ultimo final de semana a vizinha recebeu um grupo de pernambucanos vindo de Jaboatão dos Guararapes. O som alto o dia inteiro falava de um tal de Roberval. Incomodou tanto e não me deixou ler. Só na hora de dormir não agüentei e mandei um bilhete de reclamação. Discutir é perigoso. Vou dormir com o som nas ouças. Acordo e vejo um dos casais fazendo amor no quintal parede-meia com o meu quarto de chambre. Um  cenário erótico da maior sem-vergonhice. E eu sonolento acordando para mijar. Era uma morena de contornos e bunda bem fornida. Só não tirou a parte de cima, para minha maior contrariedade. Quem já viu uma poluição visual desse tipo em pleno dia de finado. Depois sentados não ouvi mais a conversa. E a pressão arterial desse coração bobo foi a dezessete por nove e meio. Fosse eu o papagaio da outra vizinha não falava tanto. E pior, morrendo de inveja desses vizinhos atrevidos.</p>
<p>Ultimamente mora uma família que parece vinda do interior. Só não tem o galo para cantar. Cedinho o homem acorda e começa a mexer na terra. Não sei o que ele faz todos os dias com a enxada.</p>
<p>E haja rotatividade. De tão rápido vejo a casa ficar branca. A casa da vizinha da Cabo de São Roque.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os des (encontros)</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 19:53:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Câmara Cascudo]]></category>
		<category><![CDATA[gilberto freyre]]></category>

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		<description><![CDATA[
Visita de Gilberto Freyre a Câmara Cascudo, em 1984. Em pé, Fernando Luis (filho de Cascudo) e, sentada, Dona Dahlia (esposa). Foto copiada do portal Memória Viva

Toi et moi
“a vida é a arte dopo encontro embora haja tantos desencontros pela vida”    (Vinicius de Moraes)
Um encontro pode mudar o destino da vida. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/freyre-e-cascudo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19870" title="freyre e cascudo" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/freyre-e-cascudo.jpg" alt="" width="420" height="270" /></a></p>
<p><em>Visita de Gilberto Freyre a Câmara Cascudo, em 1984. Em pé, Fernando Luis (filho de Cascudo) e, sentada, Dona Dahlia (esposa). Foto copiada do portal <strong><a href="http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/casc017.jpg&amp;imgrefurl=http://www.memoriaviva.com.br/cascudo/foto017.htm&amp;usg=__VlCLw0RyNDXLvpvqUoeNIlIngY0=&amp;h=270&amp;w=420&amp;sz=39&amp;hl=pt-BR&amp;start=3&amp;um=1&amp;itbs=1&amp;tbnid=rQVVlrmAYg4iHM:&amp;tbnh=80&amp;tbnw=125&amp;prev=/images%3Fq%3Dgilberto%2Bfreyre%2B%252B%2Bcamara%2Bcascudo%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG%26tbs%3Disch:1" target="_blank">Memória Viva</a></strong><br />
</em></p>
<p>Toi et moi</p>
<p><em>“a vida é a arte dopo encontro embora haja tantos desencontros pela vida”    (<strong>Vinicius de Moraes</strong>)</em></p>
<p>Um encontro pode mudar o destino da vida. Como aquele que ainda não aconteceu entre eu e você ( toi e moi) . Na música, na literatura, na ciência, assim como na vida os encontros são determinantes. Alguns tão próximos (geograficamente) e tão certos não aconteceram. Assim como o não encontro entre Gilberto Freyre e Câmara Cascudo, mesmo eles vivendo parede-meia.</p>
<p>O Brasil é formado de ilhas literárias e sem contatos, mesmo regionalmente. A internet felizmente tem ajudado nesse encontro, Como aqui no nosso SPlural.</p>
<p><span id="more-19868"></span>Na MPB alguns encontros foram decisivos e profícuos. Os encontros entre os grandes sambistas Elton Medeiros e Paulinho da Viola; Tom Jobim e Vinicius de Moraes; Raul Seixas e Paulo Coelho, Noel Rosa e Wilson Batista e tantos outros.<br />
Na literatura eles foram responsáveis por grandes páginas da cartografia literária mundial. Conflituosa e intensa foi a relação entre os poetas Verlaine e Rimbaud; Mário e Oswald de Andrade; Gilberto Freyre e Mário de Andrade, etc.<br />
Oswald de Andrade foi o infant terrible da literatura e machucou muito o sentimental e genial Mário da Andrade. Questionou sua sexualidade assim como o genial Wilson Batista feriu de morte a Noel Rosa quando o chamou de Frankstein da Vila.<br />
Mesmo quando o universo literário era próximo esse encontro muitas vezes não se deu. Gilberto Freyre achava Mário de Andrade, superficial. Mário não pactuava com o conceito de regionalismo enquanto o escritor de Apipucos  não só defendia como promoveu o importante encontro regional de 1924.<br />
O encontro entre os escritores José Lins do Rego e Gilberto Freyre foi decisivo para a vida de ambos.  Na Avenida Lafayette no Recife eles encontraram-se e o viajado Gilberto mostrou um outro mundo para o Zé, que por sua vez levou o cosmopolita Freyre a ver os engenhos e a cultura local.<br />
Decisivo também foi o encontro entre os pernambucanos Manoel Bandeira e Gilberto Freyre.  “O de Apipucos” projetou o poeta Bandeira nacionalmente e o poeta genial escreveu um belo poema-homenagem ao criador do livro-fundador Casa Grande &amp; Senzala.<br />
Gilberto Freyre pediu para Manoel escrever um poema em homenagem ao Recife e o poeta escreveu em 1925 a  um dos mais belos poemas da poesia universal:</p>
<p>Evocação do Recife</p>
<p>Recife<br />
Não a Veneza americana<br />
Não a Mauritssatd dos amadores das Índias Ocidentais<br />
Não o Recife dos Mascates<br />
Nem mesmo o Recife que aprendi a amar depois -<br />
Recife das revoluções libertárias<br />
Mas o Recife sem história nem literatura<br />
Recife sem mais nada<br />
Recife da minha infância</p>
<p>A Rua da União onde eu brincava de chicote-queimado e partia as vidraças<br />
[da casa de Dona Aninha Viegas<br />
Totônio Rodrigues era muito velho e botava o pincenê na ponta do nariz<br />
Depois do Jantar as famílias tomavam a calçada com cadeiras, mexericos,<br />
[namoros, risadas<br />
A gente brincava no meio da rua<br />
Os meninos gritavam:</p>
<p>Coelho sai!<br />
Não sai!</p>
<p>A distância as vozes macias das meninas politonavam:</p>
<p>Roseira dá-me uma rosa<br />
Craveiro dá-me um botão<br />
(Dessas rosas muita rosa<br />
Terá morrido em botão&#8230;)</p>
<p>De repente<br />
nos longes da noite<br />
um sino</p>
<p>Uma pessoa grande dizia:<br />
Fogo em Santo Antônio!<br />
Outra contrariava: São José!<br />
Totônio Rodrigues achava sempre que era São José.<br />
Os homens punham o chapéu saíam fumando<br />
E eu tinha raiva de ser menino porque não podia ir ver o fogo</p>
<p>Rua da União&#8230;<br />
Como eram lindos os nomes das ruas da minha infância<br />
Rua do Sol<br />
(Tenho medo que hoje se chame do Dr. Fulano de Tal)<br />
Atrás de casa ficava a Rua da Saudade&#8230;<br />
&#8230;onde se ia fumar escondido<br />
Do lado de lá era o cais da Rua da Aurora&#8230;<br />
&#8230;onde se ia pescar escondido</p>
<p>Capibaribe<br />
- Capibaribe<br />
Lá longe o sertãozinho de Caxangá<br />
Banheiros de palha<br />
Um dia eu vi uma moça nuinha no banho<br />
Fiquei parado o coração batendo<br />
Ela se riu<br />
Foi o meu primeiro alumbramento</p>
<p>Cheia! As cheias! Barro boi morto árvores destroços redomoinho sumiu<br />
E nos pegões da ponte do trem de ferro os cablocos destemidos em jangadas<br />
[de bananeiras</p>
<p>Novenas<br />
Cavalhadas</p>
<p>Eu me deitei no colo da menina e ela começou a passar a mão nos meus<br />
[cabelos<br />
Capibaribe<br />
- Capibaribe</p>
<p>Rua da União onde todas as tardes passava a preta das bananas com o xale<br />
[vistoso de pano da Costa<br />
E o vendedor de roletes de cana<br />
O de amendoim<br />
que se chamava midubim e não era torrado era cozido<br />
Me lembro de todos os pregões:<br />
Ovos frescos e baratos<br />
Dez ovos por uma pataca<br />
Foi há muito tempo&#8230;</p>
<p>A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros<br />
Vinha da boca do povo na língua errado do povo<br />
Língua certa do povo<br />
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil<br />
Ao passo que nós<br />
O que fazemos<br />
É macaquear<br />
A sintaxe lusíada<br />
A vida com uma porção de coisas que eu não entendia bem<br />
Terras que não sabia onde ficavam<br />
Recife&#8230;<br />
Rua da União&#8230;<br />
A casa de meu avô&#8230;<br />
Nunca pensei que ela acabasse!<br />
Tudo lá parecia impregnado de eternidade</p>
<p>Recife&#8230;<br />
Meu avô morto.<br />
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro como a casa de meu avô</p>
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		<title>Janis Joplin</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 15:01:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Janis Joplin]]></category>

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		<description><![CDATA[
No dia do Rock minha homenagem à grande musa
Janis Joplin que há 40 anos nos deixou
1943-1970
Mote: “antes que a tarde se apague Janis Joplin vai voltar”
Uma voz tão brejeira
a vitrola faz soar
embriaga até os ossos
arco-íris faz chorar
antes que a tarde se apague
Janis Joplin vai voltar.
Ela cantou essa música como ninguém.
&#8220;Summertime&#8221;
(D. Heyward &#8211; G. Gershwin)
Summertime, time, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dgFWibrTAKQ" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/dgFWibrTAKQ"></embed></object></p>
<p>No dia do Rock minha homenagem à grande musa<br />
Janis Joplin que há 40 anos nos deixou<br />
1943-1970</p>
<p>Mote: “antes que a tarde se apague Janis Joplin vai voltar”</p>
<p>Uma voz tão brejeira<br />
a vitrola faz soar<br />
embriaga até os ossos<br />
arco-íris faz chorar<br />
antes que a tarde se apague<br />
Janis Joplin vai voltar.</p>
<p><span id="more-19822"></span>Ela cantou essa música como ninguém.<br />
&#8220;Summertime&#8221;<br />
(D. Heyward &#8211; G. Gershwin)</p>
<p>Summertime, time, time,<br />
Child, the living&#8217;s easy.<br />
Fish are jumping out<br />
And the cotton, Lord,<br />
Cotton&#8217;s high, Lord, so high.<br />
Your daddy&#8217;s rich<br />
And your ma is so good-looking, baby.<br />
She&#8217;s looking good now,<br />
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,<br />
No, no, no, no, don&#8217;t you cry.<br />
Don&#8217;t you cry!<br />
One of these mornings<br />
You&#8217;re gonna rise, rise up singing,<br />
You&#8217;re gonna spread your wings,<br />
Child, and take, take to the sky,<br />
Lord, the sky.<br />
Until that morning<br />
Honey, n-n-nothing&#8217;s going to harm you now,<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no,<br />
Don&#8217;t you cry,<br />
Cry.</p>
<p>Summertime, time, time,<br />
Child, the living&#8217;s easy.<br />
Fish are jumping out<br />
And the cotton, Lord,<br />
Cotton&#8217;s high, Lord, so high.<br />
Your daddy&#8217;s rich<br />
And your ma is so good-looking, baby.<br />
She&#8217;s looking good now,<br />
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,<br />
No, no, no, no, don&#8217;t you cry.<br />
Don&#8217;t you cry!<br />
One of these mornings<br />
You&#8217;re gonna rise, rise up singing,<br />
You&#8217;re gonna spread your wings,<br />
Child, and take, take to the sky,<br />
Lord, the sky.<br />
Until that morning<br />
Honey, n-n-nothing&#8217;s going to harm you now,<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no,<br />
Don&#8217;t you cry,<br />
Cry.</p>
<p>Summertime, time, time,<br />
Child, the living&#8217;s easy.<br />
Fish are jumping out<br />
And the cotton, Lord,<br />
Cotton&#8217;s high, Lord, so high.<br />
Your daddy&#8217;s rich<br />
And your ma is so good-looking, baby.<br />
She&#8217;s looking good now,<br />
Hush, baby, baby, baby, baby, baby,<br />
No, no, no, no, don&#8217;t you cry.<br />
Don&#8217;t you cry!<br />
One of these mornings<br />
You&#8217;re gonna rise, rise up singing,<br />
You&#8217;re gonna spread your wings,<br />
Child, and take, take to the sky,<br />
Lord, the sky.<br />
Until that morning<br />
Honey, n-n-nothing&#8217;s going to harm you now,<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no, no<br />
No, no, no, no, no, no, no, no, no,<br />
Don&#8217;t you cry,<br />
Cry.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Natal, como portal do Além</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/natal-como-portal-do-alem-2/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/natal-como-portal-do-alem-2/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 14:51:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Moura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Caros Colegas,
Não gostaria de escrever essa crônica mas ela se impõe para alem das  minhas débeis forças. Tento desesperadamente segurar a vida que escorre  pelos poros de um tecido esgarçado.  A vida há muito tempo superou a  ficção em atrocidades. Não consigo sossegar sendo devorado por  cachorros. Eu que tenho [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Paulo_Moura-1.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-19826" title="Paulo_Moura 1" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Paulo_Moura-1-300x165.jpg" alt="" width="300" height="165" /></a></p>
<p>Caros Colegas,</p>
<p>Não gostaria de escrever essa crônica mas ela se impõe para alem das  minhas débeis forças. Tento desesperadamente segurar a vida que escorre  pelos poros de um tecido esgarçado.  A vida há muito tempo superou a  ficção em atrocidades. Não consigo sossegar sendo devorado por  cachorros. Eu que tenho medo. Também não consigo torcer mais por  nenhum  time.</p>
<p><span id="more-19823"></span>Natal, que o poeta Jarbas chamou de leviana (assim mesmo feminina)  tem sido escolhida como cidade-dormitório dos últimos dias. Eu não  escolhi, estou assim há muito tempo pegando uma madorna.<br />
Muitos aposentados escolheram Natal para viver, nos pensando dóceis,  afáveis e comunicativos. Não é bem assim como um guarda-chuva, como  disse o poeta. A água já não e a mesma e a qualidade de vida piorou na  outrora cidade-presépio.</p>
<p>Uma triste sina tem marcado nossa cidade nos últimos tempos. O  artista que vem aqui se apresentar, logo morre. Cruz credo.  Foi assim  com o grande clarinetista, arranjador e compositor Paulo Moura que no  ano passado esteveve conosco nos proporcionando o melhor show do ano,  tocando o maravilhoso K`ximbinho.<br />
Foi assim também como o grande sambista João Nogueira dando um show na  Cidade da Criança. A musa, a bela Nara Leão veio a Natal dar um show  inesquecível e logo morreu.   Sivuca e seu show com o quinteto Uirapuru  na Capitania das Artes. Jair do Cavaquinho no teatrinho Sandoval  Wanderley num show antológico e um dos maiores que Natal já teve.</p>
<p>Quando Mauro Duarte  veio a Natal com Cristina Buarque não sabia que  logo depois ia morrer. Por isso tomava cerveja.</p>
<p>E eu não convido mais ninguém.  E por favor, também não me convidem.  Fui!. Não, não vou. Até. Vou tomar uma.</p>
<p>Evoé meu adorado Paulo Moura. Obrigado por tudo.<br />
Eu sei que estamos sempre despedindo.<br />
Podia demorar um pouco mais e tomar a saideira.</p>
<p>Ah!, ia esquecendo de te dizer.  Dona Militana faleceu. André  Rabequeiro, também. Aquele que você conheceu e deu uma grana.!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Franco Maria Jasiello</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/franco-maria-jasiello/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/franco-maria-jasiello/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 17:28:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.substantivoplural.com.br/?p=19782</guid>
		<description><![CDATA[
III &#8211; Poetas do Ryo Grande do Norte
“quem trincará a coragem da manhã nos dentes”
para os amigos Jarbas Martins,  Fernando Monteiro e Baia
Assim como a delicadeza de uma memória guardada no fundo d´alma as palavras e os gestos fazem lembrar um grande colega de credo e amor pela arte. FMJ era um homem elegante [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/franco-jasiello-gravura.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19791" title="franco jasiello - gravura" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/franco-jasiello-gravura.jpg" alt="" width="450" height="362" /></a></p>
<p>III &#8211; Poetas do Ryo Grande do Norte</p>
<p>“quem trincará a coragem da manhã nos dentes”</p>
<p><em>para os amigos Jarbas Martins,  Fernando Monteiro e Baia</em></p>
<p>Assim como a delicadeza de uma memória guardada no fundo d´alma as palavras e os gestos fazem lembrar um grande colega de credo e amor pela arte. FMJ era um homem elegante e culto. Um gentleman e bibliófilo.</p>
<p><span id="more-19782"></span>&#8230; um poeta Ítalo / natalense (de coração) e de tantas contribuições para a nossa cultura. Tradutor do grego &#8211; traduziu entre outros -, a minha amada Safo do trono incrustado de ouro;</p>
<p>“ As estrelas ao redor da bela Lua escondem seu luminoso rosto quando cheia, em seu triunfo de prata, resplandece sobre toda a Terra”</p>
<p>Certa vez me ofereceu os dois belos volumes da “Arte e Sociedade nos Cemitérios”, do Clarival do Prado Valadares. Sempre encontrava com ele nas livrarias e teatros.  Dizia-me, o bom livro no Brasil tem tiragem pequena e é preciso comprar logo.</p>
<p>Escreveu um belo prefácio para a 2ª edição do livro “Dante Alighieri e a tradição popular no Brasil”, do Cascudo;  Jasiello comenta do sepultamento vertical com os pés para cima descrito por Cascudo e comprovado   por ele na Lombardia. Daí a superstição de não colocar calçado emborcado.</p>
<p>A memória, o arquétipo junguiano, a matéria dos costumes, é preservada através dos símbolos. Dante é a voz do povo que Cascudo transporta para os nossos costumes.</p>
<p>Nesse livro, escreve Franco: Cascudo é etnográfico, historiador, crítico, mas acima de tudo POETA, ARTISTA (grifo nosso).</p>
<p>FMJ também era um apaixonado pela nossa cultura e tradições populares. Não perdia uma semana do folclore no mês de agosto (que conseguiram acabar). Uma vez estava sendo apresentada ao uma lapinha com um menino recém-nascido e sem roupa. Jasiello sofria junto comigo com aquela encenação tão real para uma representação do nascimento do menino Deus.</p>
<p>Um grande poeta laurreado escreveu inúmeros livros de poesias. Do livro &#8220;As estações náufragas&#8221; (Achiamé, 1981, RJ), selecionei o poema Ininterruptus como demonstração do grande e erudito poeta que foi FMJ.</p>
<p>ININTERRUPTUS</p>
<p>O navegar primeiro em nossa pele.<br />
A preamar das línguas<br />
o remanso dos dedos.</p>
<p>O veleiro depois em nosso porto.<br />
A maresia da espera<br />
o entardecer da água.</p>
<p>A hora lenta de ancorar-me<br />
é essa, contra a lua nascente<br />
penetro teu corpo decrescente<br />
aumento em teu respiro<br />
sou onda em teu gemido.</p>
<p>As palavras se quebram, se repartem.</p>
<p>Em ti refluo. Em mim flutuas.</p>
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		<title>Falecimento do prof. Juarez</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 17:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Prof. Juarez, meus sentimentos.
É com muita tristeza que recebo notícia de falecimento do colega prof. Juarez Pascoal de Azevedo, um dos fundadores do nosso Depto de Física e um grande intelectual autor de muitos livros. Alguns religiosos e com medo do comunismo. Foi meu professor de História da Ciência, quando aprendi muito e depois passei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prof. Juarez, meus sentimentos.</p>
<p>É com muita tristeza que recebo notícia de falecimento do colega prof. Juarez Pascoal de Azevedo, um dos fundadores do nosso Depto de Física e um grande intelectual autor de muitos livros. Alguns religiosos e com medo do comunismo. Foi meu professor de História da Ciência, quando aprendi muito e depois passei a lecionar essa disciplina. Um professor eclético da linhagem dos grandes de antigamente, como os professores Malef, Pinho, Milton e outros.<br />
Religioso. Quando me formei em 1976, tivemos que assistir um culto na sua igreja. Foi um dos dias mais felizes para papai.<br />
Deixa saudades e o exemplo. Brincalhão e bem humorado. Quando não tinha apagador tirava as meias dos pés e limpava o quadro.</p>
<p>Segue em paz meu amigo,</p>
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		<title>Da Jabulani a Vuvuzela</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 14:17:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[
Espanha versus Holanda
Final da Copa 2010
Terminou a copa da Jabulani e o Brasil alaranjou. Perdeu para a Laranja Mecânica e não empolgou mesmo quando venceu. Do gol de mão do Luis Fabiano ao frango sofrido pelo maior goleiro do mundo o Brasil não convenceu e o teimoso Dunga, menos ainda.
A bola é o maior brinquedo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/espanha-campeã.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-19768" title="espanha campeã" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/espanha-campeã-510x331.jpg" alt="" width="510" height="331" /></a></p>
<p>Espanha versus Holanda<br />
Final da Copa 2010</p>
<p>Terminou a copa da Jabulani e o Brasil alaranjou. Perdeu para a Laranja Mecânica e não empolgou mesmo quando venceu. Do gol de mão do Luis Fabiano ao frango sofrido pelo maior goleiro do mundo o Brasil não convenceu e o teimoso Dunga, menos ainda.</p>
<p>A bola é o maior brinquedo do homem e na África do Sul ela fez sucesso. Era uma bola diferente com menos gomos e de efeitos dependendo de como era batida. Suas curvas torqueadas enganavam e muitos goleiros sofreram frangos ou foram culpados da maldição da jabulani.</p>
<p>A vuvuzela ensurdecia, o gramado não ajudava e a copa não revelou nenhum craque. O final da copa foi um jogo feio com muitas faltas e cartões amarelos. Jogo de pé no peito arbitrado por um juiz fraco. Longe daquele futebol de 1974 quando a Holanda encantou o mundo. Saudades do time do Brasil de 1982, mesmo sem ganhar o título mundial.</p>
<p>Deixando o futebol passo a falar da história. Os dois países que disputavam a final da copa da África do Sul possuem uma relação muito forte com o Brasil. A Holanda invadiu o Brasil por trinta anos no século XVII.<br />
Portugal foi anexado à Espanha em 1580 e durante sessenta anos o Brasil foi governado pela Espanha. Os três Felipes foram reis do Brasil. O grande Felipe II foi o primeiro rei do Brasil, sucedendo o seu sobrinho Dom Sebastião de Portugal.</p>
<p>Retornando ao futebol, só para chatear. Lembro da copa do mundo de 1950 de Zizinho, Barbosa, Bauer e o grande maestro Ademir da Guia (artilheiro da Copa) vencendo de 6 a 1 a Espanha. O Maracanã inteiro cantou “Touradas de Madrid” do grande Braguinha e Alberto Ribeiro.<br />
O final dessa copa foi melancólico com Brasil perdendo para o Uruguai por dois a um e um silencio sepulcral  foi doido.</p>
<p>Touradas em Madrid / Alberto Ribeiro / Braguinha</p>
<p>Eu fui as touradas em Madri<br />
Para tim bum, bum, bum<br />
Para tim bum, bum, bum<br />
E quase não volto mais aqui<br />
Para ver Peri beijar Ceci<br />
Para tim bum, bum, bum<br />
Para tim bum, bum, bum<br />
Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha<br />
Queria que eu tocasse castanhola<br />
E pegasse o touro à unha<br />
Caramba, caracoles, sou do samba<br />
Não me amoles<br />
Pro Brasil eu vou fugir<br />
Que é isso é conversa mole para boi dormir<br />
Para tim bum, bum, bum<br />
Para tim bum, bum, bum</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Os doidos do Alecrim</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 16:16:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Sandro Fortunato

Alecrim 100
Em toda cidade tem um doido. No Rio grande do Norte eles são de montão. Dizem que é a mania dos casamentos consangüíneos. No interior a população é menor &#8211; todos se conhecem &#8211; eles de destacam. Na capital são mais disfarçados.
Na Natal de antigamente foram  muitos os doidos que fizeram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ANDRE-DA-RABECA-POR-SANDRO-FORTUNATO.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-19746" title="ANDRE DA RABECA POR SANDRO FORTUNATO" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ANDRE-DA-RABECA-POR-SANDRO-FORTUNATO.jpg" alt="" width="400" height="314" /></a></p>
<p><strong><em>Foto: Sandro Fortunato</em><br />
</strong></p>
<p>Alecrim 100</p>
<p>Em toda cidade tem um doido. No Rio grande do Norte eles são de montão. Dizem que é a mania dos casamentos consangüíneos. No interior a população é menor &#8211; todos se conhecem &#8211; eles de destacam. Na capital são mais disfarçados.</p>
<p>Na Natal de antigamente foram  muitos os doidos que fizeram a alegria da cidade e da meninada, que têm um pacto com o capeta.  Pouca gente conhece os seus nomes de batismo. No Alecrim eles animavam as feiras e os dias pacatos. Muitos eram fascinados pelo movimento veloz.</p>
<p><span id="more-19743"></span>“Cuíca” pedia esmolas e quando era agraciado batia forte com a cabeça na parede, no chão ou na carroceria de algum caminhão. Quando a ente dizia Cuíca, ele respondia ajuizado: &#8211; meu nome é Juzé.</p>
<p>“Lambretinha” gostava de fazer ponto na Praça Gentil Ferreira, onde algumas vezes fazia suas trapalhadas e necessidades. Numa cidade de pouco tráfego de automóvel, Lambretinha acelerava e corria célere feito uma lambreta pelas ruas da cidade. Gostava de chupar laranja mesmo misturada com água suja. Dormia em baixo das mangueiras de Maria Boa. Certa vez um cliente perguntou se era boa aquela dormida, e ele de pronto respondeu: &#8211; seria melhor não fosse o barulho das meninas.</p>
<p>Outro doido que andava correndo era “Velocidade”.  Veado, assumido. Homossexual era pra gente granfina. Numa sexta feira Velocidade  teve um banquete. Ao passear na companhia de um marinheiro numa sexta- feira,   um menino que o conhecia brincou: &#8211; hoje é sesta-feira santa.  Velocidade respondeu de imediato: &#8211; Marinheiro não é carne é peixe.</p>
<p>Muitos doidos eram deficientes físicos. “Maria sai da Lata” tinha um defeito na perna e pedia esmolas. Os meninos gritavam: &#8211; Maria sai da lata!</p>
<p>Ela dizia correndo com um cabo de bassoura: &#8211; Maria sai da lata é a mãe.</p>
<p>Geraldo de Lagoa Salgada  parecia um cachorro, quando sentado. Andava de quatro por conta do defeito físico. Também corria muito e freiava como se fosse um carro.</p>
<p>Muitos outros personagens fizeram a alegria da cidade de Natal. A viúva Machado comia o fígado dos meninos. Cú de ouro foi um grande pianista.</p>
<p>A imperatriz do Brasil já não freqüenta o Teatro Alberto Maranhão. Zé Menininho não toca mais sua sanfona e passou a batuta para André Rabequeiro, que também faleceu.</p>
<p>A cidade perdeu seus doidos famosos. Os de hoje são enrustidos e sem graça. O mais famoso é um que anda ali pela cidade alta e não acredita em Deus nem em nada. E Deus, fulano!. Que Deus que nada, nunca ninguém me deu nada. Só se acalma quando recebe uma gorjeta</p>
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		<title>O Alecrim e o Cinema</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 20:13:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alecrim]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Canindé Soares
 para os amigos alecrinenses Marcos Silva e Gustavo Castro
Alecrim 100
Em 2011 o Alecrim comemora 100 de sua criação. Foi nesse bairro querido onde vivi os anos risonhos da infância e onde tive os  primeiros deslumbramentos com a sétima arte.  Comecei vendo filmes caseiros projetados nas paredes. Depois foram os seriados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/alecrim.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-19707" title="alecrim" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2010/07/alecrim-509x339.jpg" alt="" width="509" height="339" /></a></em></p>
<p><em>Foto: Canindé Soares</em></p>
<p><strong><em> para os amigos alecrinenses Marcos Silva e Gustavo Castro</em></strong></p>
<p>Alecrim 100</p>
<p>Em 2011 o Alecrim comemora 100 de sua criação. Foi nesse bairro querido onde vivi os anos risonhos da infância e onde tive os  primeiros deslumbramentos com a sétima arte.  Comecei vendo filmes caseiros projetados nas paredes. Depois foram os seriados e os filmes sazonais como a Paixão de Cristo, Marcelino Pão e Vinho entre outros.</p>
<p><span id="more-19705"></span>No cinema São Pedro assistia todos os anos a Paixão de Cristo. Fazia parte do calendário da Semana Santa quando ouvíamos música sacra na rádio, não comíamos carne e terminava com danação do Judas.</p>
<p>No cinema “Olde” (depois transformado em Teatro Infantil de Jesiel Figueredo) assisti o filme “A Moreninha”. Uma projeção ruim e truncada. No São Luis vi muitos filmes de Tarzan, Zorro e outros capa e espada.  Era ali, na calçada do  São Luís onde trocávamos revistas e cromos dos belos álbuns de figurinhas.</p>
<p>Televisão só na casa do Dr. Grácio Barbalho, onde a meninada traquina reunia na frente da casa para brechar.</p>
<p>No Alecrim havia a maior concentração de cinemas de Natal, pouco lembrado pelos historiadores do écran natalense.   Em comemoração ao centenário do Alecrim passo a listá-los em ordem aleatória.</p>
<p>Cinemas do Bairro do Alecrim</p>
<p>- Alecrim Cinema. O primeiro cinema do bairro foi inaugurado em 1918, na rua Mário Negócio, com os filmes O Triunfo, com Gaby Deslys em 7 partes e “As Modalidades de Marcos”, com Mary Doro em 5 partes</p>
<p>- Cine São Luís, situado na Avenida 2 (rua Presidente Bandeira). Inaugurado no pós-guerra , em 1946, com o filme “ Amar, foi minha ruína”</p>
<p>- Cine Alecrim, situado na célebre Praça Gentil Ferreira, inaugurado em 1947.</p>
<p>- Cine São Pedro, inaugurado no final do ano 1930,  na Rua Amaro Barreto Nesse cinema eram exibidos os seriados O Cobra, O Homem Aranha, O Falcão do Deserto, os Tambores de Fumanchu entre outros.</p>
<p>- Cine São Sebastião, situado na Avenida 9 ( avenida Coronel Estevam),<br />
Inaugurado em 1947, em frente à Igreja de São Sebastião.</p>
<p>- Cine Paroquial (Cine Olde) , na Rua Fonseca e Silva,  ao lado da Igreja do Alecrim, inaugurado no final dos anos 60. Depois demolido para construir o Salão Paroquial da Igreja do Alecrim</p>
<p>Fontes bibliográficas: Alecrim ontem. hoje e sempre.  Prof. Evaldo Rodrigues de Carvalho</p>
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