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	<title>Substantivo Plural &#187; João da Mata</title>
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	<description>CULTURA + IDÉIAS + INFORMAÇÕES</description>
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		<title>ex (centrifico)</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 15:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[E assim a roda da vida vai centrifugando.
Esmagando no convés da nau do isolamento
Os outsiders, os chamados excêntricos.
Claro, dali eles foram apartados &#8211; e exilados.
Procuram vozes desaparecidas. Deliram
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.
Inútil procurar aqui a pureza.
As parcas cochicham
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E assim a roda da vida vai centrifugando.<br />
Esmagando no convés da nau do isolamento<br />
Os outsiders, os chamados excêntricos.<br />
Claro, dali eles foram apartados &#8211; e exilados.<br />
Procuram vozes desaparecidas. Deliram<br />
Arranjam casamentos com vestidos tecidos com o fio de Ariadne.<br />
Inútil procurar aqui a pureza.<br />
As parcas cochicham<br />
E a solidão vai num vórtice que se afasta do centro</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A arte primitiva e Sensual em Moacir Arte Bruta</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Jan 2012 12:23:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vi ontem (revi) no Canal Brasil o monumental filme- documentário dirigido por Walter Carvalho. Moacir é um pintor primitivo que vive isolado no interior de Goiás numa região  pertencente ao Parque Nacional da Chapada do Veadeiros.
Moacir vive com suas irmãs e genitores. Todos dão depoimentos e o pai ( grande protagonista  do filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/moacir.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-39776" title="moacir" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/moacir-463x348.jpg" alt="" width="463" height="348" /></a></p>
<p>Vi ontem (revi) no Canal Brasil o monumental filme- documentário dirigido por Walter Carvalho. Moacir é um pintor primitivo que vive isolado no interior de Goiás numa região  pertencente ao Parque Nacional da Chapada do Veadeiros.</p>
<p><span id="more-39774"></span>Moacir vive com suas irmãs e genitores. Todos dão depoimentos e o pai ( grande protagonista  do filme ) diz o que pode e não pode na arte. Moacir não tá nem ai para regras.    Aquelas figuras diabos com três chifres, não pode!  Atrai coisa ruim, diz o pai.  Moacir não tem explicação para a sua criação e pinturas com uma forte sensualidade. Mesmo sem ter visto uma mulher nua, no depoimento da sua irmã, Moacir pinta belas vaginas e falos. O órgão sexual feminino muitas vezes parece um peixe.  Com seus gizes de cera Moacir também pinta a flora e fauna da SUA REGIÃO.  Mora numa casinha humilde isolada do mundo e ver coisas que ninguém ver. Seres extraordinários e diabos. Figuras em movimentos muito bem representadas na descrição cinética moaciana.</p>
<p>O filme não precisava da intervenção do pintor goiano Siron Franco para explicar seus quadros. Eles não têm a explicação que os homens ditos escolados e eruditos precisam dar. Moacir veste-se com uma longa manta e sai na sua bicicleta carregando um dos seus desenhos e fazendo propaganda. É arte em estado bruto e puro. Seus quadros possuem a força do sexo em estado puro. Muitas vezes suas figuram viram ouroboros e o homem toca  o seu sexo.</p>
<p>A inspiração a motivação vem de muito longe. Longeeeeeeeeeee. Do mais recôndito do ser. Moacir é um ser puro e o conhecimento não entra na cabeça de qualquer um, como diz seu pai. Desejar explicar a arte de Moa nos quadros da civilização dita erudita é uma falácia. Tirar Moacir do seu mundo seria um crime, como assim fizeram as civilizações europeias dizimando ricas culturas.  Deixe Moacir pintando suas lindas xoxotas.  Homens lobos se abraçam numa comunhão bruta e ancestral da anima e taras que Moacir revela.</p>
<p>Vinte e dois de janeiro é o dia de Eros. Viva Moacir.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tu és fascinação, Elis</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 11:17:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[mpb]]></category>

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		<description><![CDATA[Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.
Agora o braço é uma linha, um traço, / um rastro espelhado e brilhante.
E todas as figuras são assim: / desenhos de luz, agrupamentos de pontos,
de partículas, um quadro de impulsos, / um processamento de sinais.
E assim &#8211; dizem &#8211; recontam a vida. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora o braço não é mais o braço erguido num grito de gol.<br />
Agora o braço é uma linha, um traço, / um rastro espelhado e brilhante.<br />
E todas as figuras são assim: / desenhos de luz, agrupamentos de pontos,<br />
de partículas, um quadro de impulsos, / um processamento de sinais.<br />
E assim &#8211; dizem &#8211; recontam a vida. / Agora retiram de mim a cobertura de carne, escorrem todo o sangue, afinam os ossos / em fios luminosos e aí estou<br />
pelo salão, pelas casas, pelas cidades, / parecida comigo. / Um rascunho,<br />
uma forma nebulosa feita de luz e sombra / como uma estrela. Agora eu sou uma estrela.  <strong>Elis Regina</strong></p>
<p><span id="more-39705"></span>1982<br />
Há trinta anos ela se encantava.  Perdíamos a nossa voz. A voz que encantou e passou feito um furacão como bem disse a sua biógrafa Regina Echeveria.  Começou cantando boleros e depois passou a cantar a nossa mais autentica música BRASILEIRA. Cantando o Bêbado e o Equilibrista ela cantava o nosso hino em tempos de abertura politica. O Brasil sonhava com a volta do irmão do Henfil e na corda bamba passamos feito um equilibrista por décadas DE EXCEÇÃO E TORTURA. Ela era a Pimenta que fazia tremer os alicerces do conformismo. Linda, pequena e louca cantou como ninguém. Foi a maior cantora do Brasil. Revelou talentos que depois iriam brilhar na constelação dos maiores astros da canção brasileira. Cantou Fagner e Belchior em início de carreira. Milton Nascimento, João Bosco e Renato Teixeira tiveram o privilégio de ouvir suas canções interpretadas por essa voz única. Arrebatadora.</p>
<p>Em 1982 quando Elis faleceu aos 36 anos de idade, eu não tinha televisão. Não fazia questão. Comprei uma para ouvir os especiais sobre a sua meteórica carreira. Assisti alguns de seus shows.  Inesquecíveis. Depois dela ninguém com mais autenticidade e força. Ela é síntese perfeita maior de todas as cantoras do Brasil. Como numa brincadeira DE RODA DANÇOU CIRANDA. Como num bolero de satã ela penetrou no céu da nossa música que nunca mais seria a mesma. Com Jair Rodrigues mostrou muita bossa. Com Tom Jobim gravou um dos maiores discos da MPB, Elis e Tom (1974).  Deitou e rolou cantando quaquaraquaquá de Baden Powell e Paulo Cesar Pinheiro.</p>
<p>Quando Elis morreu há trinta anos,  perguntávamo-nos meus Deus, como?  Ficamos órfãos. Vida, que vida? Quem matou Elis, era a pergunta. E a resposta que não podia calar; FOMOS NÓS. Não, Elis jamais morreu e será sempre a porta-voz de uma época que tivemos o privilégio de viver e ouvir essa voz transversal de todos os tempos. Como nossos pais, caminhamos.</p>
<p>Como todas as mulheres Elis cantou a canção de Ana Terra e Joyce: ESSA MULHER.</p>
<p>De manhã cedo essa senhora se conforma<br />
Bota a mesa, tira o pó, lava a roupa, seca os olhos<br />
Ah. como essa santa não se esquece de pedir pelas mulheres<br />
Pelos filhos, pelo pão<br />
Depois sorri, meio sem graça<br />
E abraça aquele homem, aquele mundo<br />
Que a faz assim, feliz<br />
De tardezinha essas menina se namora<br />
Se enfeita se decora, sabe tudo, não faz mal<br />
Ah, como essa coisa é tão bonita<br />
Ser cantora, ser artista<br />
Isso tudo é muito bom<br />
E chora tanto de prazer e de agonia<br />
De algum dia qualquer dia<br />
Entender de ser feliz<br />
De madrugada essa mulher faz tanto estrago<br />
Tira a roupa, faz a cama, vira a mesa, seca o bar<br />
Ah, como essa louca se esquece<br />
Quanto os homens enlouquece<br />
Nessa boca, nesse chão<br />
Depois parece que acha graça<br />
E agradece ao destino aquilo tudo<br />
Que a faz tão infeliz<br />
Essa menina, essa mulher, essa senhora<br />
Em que esbarro toda hora<br />
No espelho casual<br />
É feita de sombra e tanta luz<br />
De tanta lama e tanta cruz<br />
Que acha tudo natural.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cresce o número de milionários no RN</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 11:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
http://tribunadonorte.com.br/noticia/cresce-numero-de-milionarios-no-rn/209070
Breve Comentário:
Um RN com aptos de dez milhões de reais. Carros importados de centenas de milhares de reais, lanchas, iates, etc.
Publico alvo: investidores internacionais, médicos e advogados do estado do RN. Um dos mais pobres da federação. Um estado que não produz praticamente nada, para tanta riqueza, maior as perguntas.
Milhares de aptos contruídos com viventes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/luxo.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-39540" title="luxo" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/luxo-340x256.jpg" alt="" width="340" height="256" /></a></p>
<p><a href="http://tribunadonorte.com.br/noticia/cresce-numero-de-milionarios-no-rn/209070" target="_blank">http://tribunadonorte.com.br/noticia/cresce-numero-de-milionarios-no-rn/209070</a></p>
<p><ins datetime="2012-01-15T22:50:35+00:00">Breve Comentário:</ins></p>
<p>Um RN com aptos de dez milhões de reais. Carros importados de centenas de milhares de reais, lanchas, iates, etc.</p>
<p>Publico alvo: investidores internacionais, médicos e advogados do estado do RN. Um dos mais pobres da federação. Um estado que não produz praticamente nada, para tanta riqueza, maior as perguntas.</p>
<p><span id="more-39538"></span>Milhares de aptos contruídos com viventes tomando quatro banhos diários e cagando no mínimo duas vezes no lençol freático. Saneamento não existe.</p>
<p>A balneabilidade das praias nem digo. Não sei se essas pessoas lêem o sp. Só sei é que vivemos numa terra partida e cada vez mais poluída.</p>
<p>Ilhas prediais são formadas. O meu farol ficou ofuscado pelos espigões. O vento não me chega. O ar mais puro foi embora. A água nitratada. <strong>jm</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A última dama do cabaré</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-ultima-dama-do-cabare-3/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 15:32:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[cabaré]]></category>

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		<description><![CDATA[
Boate Arpege, na Ribeira. Prédio tombado pelo IPHAN está fechado e em escombros
Foto: Rodrigo Sena
Foi num cabaré na Lapa / Que eu conheci você / Fumando cigarro, /
Entornando champanhe no seu soirée. / Dançamos um samba, / Trocamos um
tango por uma palestra / Só saímos de lá meia hora / Depois de descer a
orquestra&#8230; Dama [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/arpege.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-39479" title="arpege" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/arpege-464x309.jpg" alt="" width="391" height="260" /></a></p>
<p>Boate Arpege, na Ribeira. Prédio tombado pelo IPHAN está fechado e em escombros</p>
<p><strong>Foto: Rodrigo Sena</strong></p>
<p>Foi num cabaré na Lapa / Que eu conheci você / Fumando cigarro, /<br />
Entornando champanhe no seu soirée. / Dançamos um samba, / Trocamos um<br />
tango por uma palestra / Só saímos de lá meia hora / Depois de descer a<br />
orquestra&#8230; Dama do Cabaré /Noel Rosa</p>
<p>O epicentro do amor em Natal é movente. Durante muito tempo esse epicentro<br />
esteve na Ribeira onde hoje ainda resta o arpége em ruínas.  Houve um<br />
tempo que um desses templos ficava ali na quinze. Lugar de muitos bares,<br />
sinucas e casas de mulheres da vida fácil. Em tempos não muito afastados<br />
tinha o feijão verde para curar a ressaca. Confluência de várias ruas e<br />
bairros a quinze era o point da época. Ainda rapaz saia da Escola Técnica<br />
para os bares da região. Nesse lugar hoje habitam sebos, barbearias,<br />
brechós, ateliês de arte e alguns bares que lembram os velhos tempos.<br />
Gosto desses lugares e faço deles minha Lapa ou Montparnasse. É assim que<br />
me sentia também na velha Tavares de Lira. Um boêmio no meio de buchudas,<br />
gatos, pedintes, loucos boêmios e artistas. Prefiro esses lugares aos<br />
shoppings. Na quinze ainda tem um bar que frequento. Não sei jogar sinuca,<br />
mas aprecio e jogo, dependendo da ocasião. Como foi nessa tarde jogando<br />
com a nova musa do bar. Errei de tocar duas bolas e perdi a partida.<br />
Nesse bar também você pode cantar karaokê. Muitos jovens aparecem para<br />
mostrar seus talentos. Eu gosto mesmo é de ficar observando. Ultimamente a<br />
frequência do bar aumentou por causa de uma Lolita que pareceu por lá.<br />
Linda. Tenta o vestibular. Trabalha lá para se manter. Como mora longe<br />
muitas vezes dorme no próprio bar.</p>
<p><span id="more-39477"></span>Não sei e vocês também não precisam saber não vou dizer a graça de<br />
ninguém. O dono, um senhor, muitas vezes aparece sem camisas. O ambiente é<br />
quente e precisa ser ventilado por fazedores de vento. Mas não é da Lolita<br />
que pretendo falar. E não se anime. A menina é funcionária tentando levar<br />
a vida. Peço para colocar o disco do Cae com Gadú. Estava tocando Roberto<br />
Carlos. Meu amigo pergunta se tem cigarro. Só Derby em retalhos. Um pintor<br />
passa pedindo cinco reais para fritar um peixe. Na galeria ao lado tem um<br />
quadro com todo mundo de Natal.</p>
<p>Um rapaz jovem e bonito tá bêbedo. Canta alto e fica difícil conversar. Eu<br />
convidei uns amigos e eles me querem me levar ao PROCOM. A lolita ainda<br />
não apareceu. Quem aparece no meu caminho é uma mulher que bebe muito.<br />
Beija-me a mão quando passa. Fala alto. Diz palavrões. Quando vou ao<br />
banheiro ela está esparramada no chão NUMA CENA não tão boa para muitos<br />
mocinhos. Boêmio, conheço bem onde pouso.</p>
<p>O rapaz moço que cantava alto acorda e sai com o seu amigo travesti. A<br />
mulher diz outro palavrão e toma mais uma. A nossa mesa, ela diz que é<br />
federal. O ônibus passa e os Paulos e Martas da vida pequena comentam:<br />
que decadência! Todos saem, é tarde do dia e a noite ainda vai começar<br />
prometendo mais emoções. A mulher fala um palavrão maior para todos os<br />
hipócritas. Ela que amou tanto hoje está sozinha e bebe. A luz dos<br />
cabarés para muitos ainda não fechou. Toca ai Dolores Sierra, peço para a<br />
nova mascote do bar. A minha amiga toma mais uma e tenta se equilibrar no<br />
tamborete. Ela é a ultima dona da noite de uma Natal que ainda não se<br />
vendeu. Ela é a minha inspiração nessa tarde de uma Natal que ainda vive<br />
em mim. Não importa que ao sair o pneu estava furado . Não importa o que<br />
você diga. Não importa os malas. O que importa é que bebi na quinze junto<br />
com a minha querida amiga boemia de tantas e tantas trepadas dos outros.<br />
Ao me despedir peço para tocar aquela música cantada pelo Reginaldo<br />
Rossi.</p>
<p>Garçom! Aqui!<br />
Nessa mesa de bar<br />
Você já cansou de escutar<br />
Centenas de casos de amor&#8230;<br />
Garçom!<br />
No bar todo mundo é igual<br />
Meu caso é mais um, é banal<br />
Mas preste atenção por favor&#8230;<br />
Saiba que o meu grande amor<br />
Hoje vai se casar<br />
Mandou uma carta pra me avisar<br />
Deixou em pedaços meu coração&#8230;<br />
E pra matar a tristeza<br />
Só mesa de bar<br />
Quero tomar todas<br />
Vou me embriagar<br />
Se eu pegar no sono<br />
Me deite no chão!&#8230;<br />
Garçom! Eu sei!<br />
Eu estou enchendo o saco<br />
Mas todo bebum fica chato<br />
Valente, e tem toda a razão&#8230;<br />
Garçom! Mas eu!<br />
Eu só quero chorar<br />
Eu vou minha conta pagar<br />
Por isso eu lhe peço atenção&#8230;<br />
Saiba que o meu grande amor<br />
Hoje vai se casar<br />
Mandou uma carta pra me avisar<br />
Deixou em pedaços meu coração&#8230;<br />
E prá matar a tristeza<br />
Só mesa de bar<br />
Quero tomar todas<br />
Vou me embriagar<br />
Se eu pegar no sono<br />
Me deite no chão!&#8230;<br />
Saiba que o meu grande amor<br />
Hoje vai se casar<br />
Mandou uma carta prá me avisar<br />
Deixou em pedaços meu coração&#8230;<br />
E pra matar a tristeza<br />
Só mesa de bar<br />
Quero tomar todas<br />
Vou me embriagar<br />
Se eu pegar no sono<br />
Me deite no chão!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Enélio Petrovich e o Instituto Histórico e Geográfico</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/enelio-petrovich-e-o-instituto-historico-e-geografico/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 00:13:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Colegas,
Não pretendia escrever; mas os depoimentos últimos me levaram a:  &#8230; Nem tanto ao mar nem tanto à  terra onde reina  a mesmice  e o conformismo. Os grupos estão formados. Diógenes reina há muito tempo numa coisa chamada Academia Norte-Rio Grandense de Letras.  Um anacronismo. Um ajuntamento de colegas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ENÉLIO.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-39368" title="ENÉLIO" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/ENÉLIO-150x147.jpg" alt="" width="150" height="147" /></a>Caros Colegas,</p>
<p>Não pretendia escrever; mas os depoimentos últimos me levaram a:  &#8230; Nem tanto ao mar nem tanto à  terra onde reina  a mesmice  e o conformismo. Os grupos estão formados. Diógenes reina há muito tempo numa coisa chamada Academia Norte-Rio Grandense de Letras.  Um anacronismo. Um ajuntamento de colegas mais ou menos letrados. Por que não falar de Enélio e seu filho e não (sim )  de outros clans? E aqui é diferente, não sabia! Os Robsons, os Aluízios, os Cascudos, os Galvões, Os Uh (ivos), os poetas (vige!). Melhor parar que hoje não vou terminar.</p>
<p><span id="more-39364"></span>No caso específico do IHG e outros no Brasil há que se lembrar do contexto em que eles foram criados. Uma afirmação da nacionalidade. Um ajuntar documentos que afirmasse a tal da nação que engatinhava Conteana.   No IHG / RN  o que é feito de seus preciosos documentos não é diferente do que é feito com a cultura desse estado. Um descalabro (veja a Biblioteca que leva o nome de Cascudo).  Uma não memória quando o que se deseja e proclama é o contrário.</p>
<p>A instituição que mantém um Barleus precisava ser melhor tratada e gerenciada. Climatizada. Instituição que já produziu alguns dos maiores documentos da nossa história recente precisava ser administrada por alguém culto e que compreendesse essa história. E não ficar falando asneiras daqui e de lá.</p>
<p>É indefensável uma administração de meio século.  Conservadora, sim!.  Medíocre mas não diferente de outras no nosso estado e outros. Enélio não foi menos culto que outros no nosso estado e editou livros importantes. A instituição defenestrada recebeu no mês passado duas dezenas de colegas nossos. Por que eles entraram nessa instituição falida e combatida? Orgulho? Vaidade? Melhor perguntar a eles.</p>
<p>Sempre fui bem recebido por Enélio e os funcionários do IHG. Livros desaparecem aqui e alhures: Biblioteca Nacional, Biblioteca Zila Mamede, Cooperativa Cultural, Sebos, etc. Livros são mal cuidados em todos os lugares.</p>
<p>Enélio foi o guardião de uma “certa” memória. De uma tradição que pode não ser a que desejamos. O que sabemos é que o inestimável acervo de mais de 50 mil títulos do IHG precisa ser conservado. Que venham outros Olavinhos e Cláudios, que fazem por ser dessa instituição cultural de um estado sem memória.</p>
<p>Respeitemos essa hora de velar o morto.  Enélio morre quando festejamos os Reis Magos e sua festa que leva os peregrinos à fortaleza onde tudo começou e lembra essa tradição proclamada por Enélio, Cascudo e Hélio Galvão.</p>
<p>Salve meu querido amigo Enélio</p>
<p>Ab imo corde.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Henfil não aguentou os chatos de Natal</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/henfil-nao-aguentou-os-chatos-de-natal/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jan 2012 14:12:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Henfil]]></category>

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		<description><![CDATA[
No dia 04 de janeiro de 1988 Henfil falecia na flor da idade.
Ele foi um homem genial em sua curta e meteórica existência. Seu traço era
cortante e tinha a exigüidade e síntese da poesia. Criou muitos
personagens que tinham a cara e cacoetes dos brasileiros. Lutou
incansavelmente contra a ditadura e, junto com seus dois irmãos, formaram
um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/henfil_grauna.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-39140" title="henfil_grauna" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/henfil_grauna-464x450.jpg" alt="" width="464" height="450" /></a></p>
<p>No dia 04 de janeiro de 1988 Henfil falecia na flor da idade.<br />
Ele foi um homem genial em sua curta e meteórica existência. Seu traço era<br />
cortante e tinha a exigüidade e síntese da poesia. Criou muitos<br />
personagens que tinham a cara e cacoetes dos brasileiros. Lutou<br />
incansavelmente contra a ditadura e, junto com seus dois irmãos, formaram<br />
um trio que dominou a cena brasileira nas décadas de exceção do regime<br />
político brasileiro. Nos Estados Unidos seu desenho não fez sucesso.<br />
Claro, o “tio Sam” era um dos seus alvos preferidos na destilação do<br />
veneno. Veio morar em Natal e não foi feliz. Queria ouvir aboio e foi<br />
ferido por outros cornos. Ubaldo veio a Natal em 78, e levou sua mulher e<br />
alegria. Difícil colocar os pés novamente no chão e criar. Na criação ele<br />
vivia e dava o troco. Ubaldo virou “o paranóico”. Difícil no trato e na<br />
convivência, como os homens geniais. Berenice não sabia que ele gostava<br />
tanto dela. E ele só soube que a amava tanto quando a perdeu.</p>
<p><span id="more-39136"></span>Em Natal morou na ponta do morcego e não gostou. Não conseguia produzir e<br />
teve sua casa roubada. Foi morar na Amintas Barros, onde conseguiu se<br />
isolar dos “chatos” ( imagina hoje com a lista do Rafael elevada à enésima potencia)  e produziu um pouco mais. Trabalhou nos manuscritos de<br />
Henfil na China. Difícil foi tirar o nome da amada de suas produções<br />
subseqüentes e no forno. Em Natal, deixou alguns amigos e traços. A “Pax<br />
Turismo” mantinha na sua parede alguns dos seus desenhos originais. A Associação dos<br />
Docentes de Ensino Superior (A ANDES) foi criada em 1980, e pediu<br />
permissão para usar a Graúna do Henfil como logotipo em suas camisetas.<br />
Henfil, um grande cartunista ligado aos movimentos de esquerda, não negou<br />
tal associação e seu traço esteve abrilhantando nossas camisetas e<br />
documentos durante muito tempo. Infelizmente o amigo Henfil faleceu<br />
precocemente e a Andes já não é mais a mesma. O seu desenho na camiseta é só mais um desenho que marcou a história de um belo movimento da história<br />
sindical do Brasil. Cresci junto e torcendo pelo Henfil. As cartas à sua<br />
mãe era o que tinha de melhor na antiga “Isto é”. Uma forma inteligente e<br />
lúcida de passar as mensagens em tempo de censura. Saudades de você, meu<br />
amigo. Pena que você não ouviu aboio na terrinha. Obrigado por tudo!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O mágico Amós Oz</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 19:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
Paz,
paz eu disse  paz
Vivendo num mundo em conflito Amóz deseja paz. Entende que só com uma solução negociada acabará o conflito Palestino-Judeu. Com um estado binacional.
Entre as tragédias prefere a tchecoviana em detrimento da  shakespeariana.
O gato só ama a quem pode amá-lo, ele narra no belo romance “ Meu Michel”.
Desencontros amorosos existem.  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/amos-oz.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-39104" title="amos-oz" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2012/01/amos-oz-464x309.jpg" alt="" width="464" height="309" /></a></p>
<p>Paz,<br />
paz eu disse  paz<br />
Vivendo num mundo em conflito Amóz deseja paz. Entende que só com uma solução negociada acabará o conflito Palestino-Judeu. Com um estado binacional.<br />
<span id="more-39102"></span>Entre as tragédias prefere a tchecoviana em detrimento da  shakespeariana.<br />
O gato só ama a quem pode amá-lo, ele narra no belo romance “ Meu Michel”.<br />
Desencontros amorosos existem.  Podemos amar como os  gatos, gritando e fazendo barulho.<br />
E preciso escrever sobre o que se esqueceu. E não o que se esqueceu do esquecido.<br />
Assim como nessa tarde onde o dia vai abrandando  e amolecendo o homem pode no dia da  vida ir amolecendo e se amoldando.<br />
Sim, a literatura é necessária. Importante ler Amóz.<br />
Quando não mais a palavra puder entraremos no mundo do caos e da desordem.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ode à Alegria de Friedrich von Schiller</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 22:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros amigos e amigas,
Estava ouvindo a Nona Sinfonia de Beethoven e lhes ofereço o poema  a Ode à Alegria de Friedrich von Schiller Schiller ( 1759-1805 ),  coral do ultimo movimento.
Ode à Alegria de Friedrich von Schiller, coral da  Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven.
(Barítono)
Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros amigos e amigas,</p>
<p>Estava ouvindo a Nona Sinfonia de Beethoven e lhes ofereço o poema  a Ode à Alegria de Friedrich von Schiller Schiller ( 1759-1805 ),  coral do ultimo movimento.</p>
<p><strong><span id="more-38950"></span>Ode à Alegria de Friedrich von Schiller, coral da  Nona Sinfonia de Ludwig Van Beethoven</strong>.</p>
<p>(Barítono)</p>
<p>Oh amigos, mudemos de tom!<br />
Entoemos algo mais prazeroso<br />
E mais alegre!</p>
<p>(Barítonos, quarteto e coro)</p>
<p>Alegre, formosa centelha divina,<br />
Filha do Elíseo,<br />
Ébrios de fogo entramos<br />
Em teu santuário celeste!<br />
Tua magia volta a unir<br />
O que o costume rigorosamente dividiu.<br />
Todos os homens se irmanam<br />
Ali onde teu doce vôo se detém.<br />
Quem já conseguiu o maior tesouro<br />
De ser o amigo de um amigo,<br />
Quem já conquistou uma mulher amável<br />
Rejubile-se conosco!<br />
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,<br />
Uma única em todo o mundo.<br />
Mas aquele que falhou nisso<br />
Que fique chorando sozinho!<br />
Alegria bebem todos os seres<br />
No seio da Natureza:<br />
Todos os bons, todos os maus,<br />
Seguem seu rastro de rosas.<br />
Ela nos deu beijos e vinho e<br />
Um amigo leal até a morte;<br />
Deu força para a vida aos mais humildes<br />
E ao querubim que se ergue diante de Deus!</p>
<p>(Tenor solo e coro)</p>
<p>Alegremente, como seus sóis corram<br />
Através do esplêndido espaço celeste<br />
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,<br />
Alegremente como o herói diante da vitória.</p>
<p>(Coro)</p>
<p>Alegre, formosa centelha divina,<br />
Filha do Elíseo,<br />
Ébrios de fogo entramos<br />
Em teu santuário celeste!<br />
Abracem-se milhões!<br />
Enviem este beijo para todo o mundo!<br />
Irmãos, além do céu estrelado<br />
Mora um Pai Amado.<br />
Milhões se deprimem diante Dele?<br />
Mundo, você percebe seu Criador?<br />
Procure-o mais acima do céu estrelado!<br />
Sobre as estrelas onde Ele mora.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Festa do Bom Jesus dos Navegantes em Touros-RN</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/a-festa-do-bom-jesus-dos-navegantes-em-touros-rn-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 31 Dec 2011 16:04:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Festa Religiosa]]></category>

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		<description><![CDATA[
 &#8221; Quando o índio viu um barco navegando em mar profundo era um bravo conduzindo o seu marco ao novo mundo &#8230; &#8220; (Hino a Touros – Ivanildo Cortez de Souza )
Todo fim de ano a cidade de Touros -RN comemora a festa do Bom Jesus dos Navegantes. Grande número de romeiros da cidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/touros_farol.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-38938" title="touros_farol" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/touros_farol.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a></p>
<p><strong> &#8221; Quando o índio viu um barco navegando em mar profundo era um bravo conduzindo o seu marco ao novo mundo &#8230; &#8220;</strong> (Hino a Touros – Ivanildo Cortez de Souza )</p>
<p>Todo fim de ano a cidade de Touros -RN comemora a festa do Bom Jesus dos Navegantes. Grande número de romeiros da cidade de Touros e da sua cercania comemora o final do ano numa grande festa em louvor do orago da freguesia da bela cidade litorânea onde muitos acreditam foi visitada pelos primeiros navegantes que pisaram em solo brasileiro.  O mais antigo e o mais importante equipamento histórico que lembra essa descoberta é o “Marco de Touros”, chantado em solo potiguar no dia 07 de agosto de 1501.</p>
<p><span id="more-38936"></span>Todo fim de ano eu ia com meu pai para trabalhar durante esses festejos. Meu pai vendia confecções, redes e calções de praia. No dia primeiro do novo ano a festa acontece na praia e todos se refrescam do calor inclemente tomando banho nesse mar de refrigério e descanso dos excessos da festa comemorada no ano que findou. O povo todo corria para lavar os pecados e comemorar o ano novo.</p>
<p>Na barraca de papai também vendíamos a folhinha com o coração de Jesus e fitas de todas as cores. Olha a fita quem quer comprar. Tem de todas as cores pra o Bom Jesus dos Navegantes saudar e graças alcançar. Eu também vendia na porta da Igreja.  São muitos os romeiros de toda a região litorânea que comparece à festa numa comunhão de cores e crendices que culmina com a procissão. Alguns carregam pedra na cabeça e vestem-se com trajes franciscanos e roupões bizarros. Tudo aquilo eu via em estado de profunda admiração . Oculi sunt in amore duces.</p>
<p>A festa profana e a quermesse também era muita concorrida. Numa &#8220;miscere jocis seria&#8221;.  Ao redor da igreja são montadas as barracas e o leilão em beneficio da igreja acontece. Durmo quando consigo numa casa em frente à igreja. Muitas vezes dormi em baixo da barraca de papai.  A festa acontece durante todo o transcurso do dia 31 para o dia primeiro. Na casa da Dona Rita onde alojava muita gente igual a coração de mãe todos cumprimentavam-se e a dona da casa  sempre respondia com o mesmo bordão aconchegante: “Seja presente”.</p>
<p>O parque de diversão animava a festa com canoas, roda gigante e onda (um brinquedo que era a sensação do momento) oscilando de cima em baixo e o povo gritando de alegria. Para refrescar um refresco feito de uma essência colorida e gelo raspado.  Na barraca de papai também fazíamos pescaria com caixão de areia e barquinhos com ganchos. A pessoa ganhava o  premio que pescasse com sua varetinha.   Estava escrito. Está também muito presente na minha memória essa grande festa que reúne o religioso com o profano.  Nós íamos trabalhar e se divertir. Cera vez papai confeccionou ( como experiencia )  calções com um tecido muito brilhoso e vistoso. Os calções foram vendidos e a confusão armada. O tecido em contato com a água do mar desmanchava-se. Tivemos que fazer muitas trocas por outros mais resistentes.</p>
<p>Era bonita a festa do Bom Jesus. As fitinhas enrolavam o bom Jesus e abençoava os peregrinos. E eu menino, para além de me divertir e participar de uma grande festa, ganhava o dinheirinho  do lanche e do material escolar.  Jucunda  memoria est praeteritorum malorum. Saudades.</p>
<p><strong> Ad majorem Dei Glorian. </strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Epitáfio para o ano que finda</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/epitafio-para-o-ano-que-finda/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 Dec 2011 17:01:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dedico a todos os que se foram e a Montgomery Clift ( Robert E. Lee &#8220;Prew&#8221; Prewitt) do  filme “A Uma passo da Eternidade” tocando o seu Clarim.
EPITÁFIO
Robert Burns / por John Keats
“Tudo é fria beleza; e nunca finda a dor”.
Nas invisíveis asas da poesia,
foi a música quem lhe segredou,
esse hino que ao fundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dedico a todos os que se foram e a Montgomery Clift ( Robert E. Lee &#8220;Prew&#8221; Prewitt) do  filme “A Uma passo da Eternidade” tocando o seu Clarim.</p>
<p><strong><span id="more-38803"></span>EPITÁFIO</strong></p>
<p>Robert Burns / por John Keats</p>
<p>“Tudo é fria beleza; e nunca finda a dor”.</p>
<p>Nas invisíveis asas da poesia,</p>
<p>foi a música quem lhe segredou,</p>
<p>esse hino que ao fundo vai se perdendo,</p>
<p>e se repetindo, partindo-se, à estranha sorte,</p>
<p>do sino que retorna para quem o repicou:</p>
<p>o poeta, assim como o rouxinol,</p>
<p>não nasceu para a morte.</p>
<p>Versão de Alberto Ribeiro e João de Barros “o Braguinha”<br />
<strong>Old long Since. Valsa da Despedida – Robert Burns</strong></p>
<p>Adeus amor<br />
Eu vou partir<br />
Ouço ao longe um clarim<br />
Mas onde eu for irei sentir<br />
Os teus passos junto a mim</p>
<p>Estando em luta<br />
Estando a sós<br />
Ouvirei a tua voz.</p>
<p>A noite brilha em teu olhar<br />
A certeza me deu<br />
De que ninguém pode afastar<br />
O meu coração<br />
Do seu.</p>
<p>Então na terra<br />
Onde for<br />
Viverá o nosso amor.</p>
<p>A luz que brilha em teus olhar<br />
A certeza me deu<br />
De que ninguém pode afastar<br />
O meu coração<br />
Do teu.</p>
<p>No céu na terra<br />
Onde for<br />
Viverá o nosso amor.</p>
<p>Auld Lang Syne<br />
Robert Burns</p>
<p>Should auld acquaintance be forgot,<br />
And never brought to mind?<br />
Should auld acquaintance be forgot,<br />
And auld lang syne!</p>
<p>Chorus.</p>
<p>For auld lang syne, my dear,<br />
For auld lang syne.<br />
We’ll tak a cup o’ kindness yet,<br />
For auld lang syne.</p>
<p>And surely ye’ll be your pint stowp!<br />
And surely I’ll be mine!<br />
And we’ll tak a cup o’kindness yet,<br />
For auld lang syne.<br />
For auld, ….</p>
<p>We twa hae run about the braes,<br />
And pou’d the gowans fine;<br />
But we’ve wander’d mony a weary fit,<br />
Sin’ auld lang syne.<br />
For auld, …</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>2011- Um ano de cinzas e grandes perdas culturais</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/2011-um-ano-de-cinzas-e-grandes-perdas-culturais/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 11:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade]]></category>
		<category><![CDATA[Memória]]></category>

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		<description><![CDATA[
“ tempo-será tudo bem o ano está findado. Separei , o caso está terminado, inútil esquecer que tudo passa”. JM
Meus amigos e amigos,
Eu não vim aqui prestar contas de inúmeros erros e alguns poucos acertos. O ano que começou pegando fogo no Sebo Cata Livros de Jácio (foto &#8211; de óculos) e Vera tenta ressurgir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/jacio.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-38757" title="jacio" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/jacio-340x226.jpg" alt="" width="340" height="226" /></a></p>
<p>“ tempo-será tudo bem o ano está findado. Separei , o caso está terminado, inútil esquecer que tudo passa”. JM</p>
<p>Meus amigos e amigos,</p>
<p>Eu não vim aqui prestar contas de inúmeros erros e alguns poucos acertos. O ano que começou pegando fogo no Sebo Cata Livros de Jácio (foto &#8211; de óculos) e Vera tenta ressurgir das cinzas.  Uma perda bibliográfica e cultural inestimável. Ano que de tão fatídico quer recomeçar. Nada é tão ruim que não possa piorar, é uma das Leis de Murphy. Ainda perdemos grandes fazedores da nossa cultura. Lamento a morte do colega professor de química e escritor Bartolomeu Correia de Melo. Do amigo e poeta  Bianor Paulino. E do grande Roosevelt Pimenta, na dança.</p>
<p><span id="more-38755"></span>Doentemente inoculado pelo vírus das noses pequeno do norte esperança, continuamos escrevendo e jogando garrafas virtuais no grande oceano internáutico &#8211; muitas vezes frio e falso.  Não sabemos onde pode chegar cada palavra jogada nesse mar sem fronteiras. Recebemos retorno de um cantão da Suíça, da França, da Universidade de Coimbra e de alguns colegas no interior do nosso elefante geográfico.</p>
<p>Igual uma sabiá não sabemos onde irá repousar o canto seco ou molhado. Tropecei muitas vezes nas palavras que mais uma vez tento arrancar do fundo do ser tão potiguar e universal. Comemoramos mais uma vez em grande estilo o Bloomsday nas suas bodas de prata.  O “Quixote com Rosas” continua sendo comemorado e no próximo ano faremos uma grande festa do primeiro decênio.  Fomos duas vezes a Canudos, lançamos livro e ministramos palestra. Escrevi uma centena de artigos e cometi alguns poemas. Inútil desejar tudo bom. “Ninguém é perfeito” repetiu Billy Wilder.</p>
<p>No nosso pequeno e tão pouco representativo estado da federação grandes políticos e empresários são presos. Uma pequena mudança de comportamento num estado provinciano e pré-coronelista.  As oligarquias continuam dominando o estado entregue às moscas e pessimamente administrado.  O ensino ruim  e ainda por cima as greves na educação estouraram.  A professora Amanda foi noticia nacional com o seu discurso-denúncia de um salário de três dígitos. Discurso que não pode cair no esquecimento e precisa ecoar.</p>
<p>Criminosamente são demolidos o machadinho e machadão de um estado pobre e sem bibliotecas. As ruas congestionadas e esburacadas. A cultura ao deus-dará. Voltaire, em outros tempos menos triste, denunciou o otimismo de Leibniz.  E eu então pergunto : Como ser otimista em tempos tão sombrios?</p>
<p>Aqui dentro desses tantos anos / Te contemplo Machadão / Nas frestas da memória / No branco traçado do gramado / Armado concreto hoje no chão<br />
Em cada silencio um grito / Em cada palavra um não / Da esquina eu ouvia / na cidade onde morro / no chão amado concreto.</p>
<p>Fazendo um parêntese. Grupos existem aqui e alhures. Nas academias e grêmios literários. Alguns se consideram partes de uma pequena máfia. Juntam-se e se auto-proclamam pertencentes a uma escola que nunca existiu. De um apogeu ou belle – époque tupiniquim que faz rir. Tomam café juntos e fazem intrigas. Reclamam dos livros que ninguém leu e trazem para respirar na internet. Quando lembram de um passado bolorento dizem fazer parte de uma antologia da sociedade dos poetas mortos da esquina virtual.  Fecho parêntese.</p>
<p>Meu tempo é hoje. Citando novamente Cartola, eu fiz o que pude. Não peço desculpas a ninguém. Errei como qualquer um. Tropecei muitas vezes nas palavras e no mais recôndito que elas escondem. Mais, ainda, tropecei na emoção. Recebo o novo ano de braços abertos.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Um poeta volunté</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/um-poeta-volunte/</link>
		<comments>http://www.substantivoplural.com.br/um-poeta-volunte/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 Dec 2011 13:30:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Kamilo Marinho
O poeta peripateia nas vielas da urbe natalina que ele conhece com a planta dos pés. Pés para os quais um dia ele comprou um par de sandálias na Bahia e recebeu um embrulho com os mesmos destros e números distintos. Tem sido assim a vida do poeta. Difícil formar um par. E [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Volonté-8.jpg"><img class="size-medium wp-image-38620 alignright" title="Volonté (8)" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Volonté-8-340x226.jpg" alt="" width="264" height="175" /></a></p>
<p>Foto: Kamilo Marinho</p>
<p>O poeta peripateia nas vielas da urbe natalina que ele conhece com a planta dos pés. Pés para os quais um dia ele comprou um par de sandálias na Bahia e recebeu um embrulho com os mesmos destros e números distintos. Tem sido assim a vida do poeta. Difícil formar um par. E fulano? – Vige. E sicrano ? – Cansei! Assim é assim o poeta canguleiro: reticentioso. A caminho das estrelas de (cadentes) ele faz um poema para Renato Russo – o da colina: “Não tenho mais o tempo que passou nesse século manual”.</p>
<p><span id="more-38617"></span>Peço para ele autografar o seu livro de “proemas”. Orelha de Angela Almeida. A outra orelha ele cortou sem a minha anuência. Por que Voluntè? Fizeram uma sacanagem comigo. Colocaram uma foto que eu pareço morto. Vivem fazendo sacanagem com Volunté. Eu quero aqui – dizer –, para que acabem de uma vez por toda com essas sacanagens.<br />
]<br />
Volunté foi muitas vezes eleito o muso do verão de Natal. Ele lembra desse tempo numa “confissão”  Há alguns anos atrás/ achava-me um dândi /  hoje sou o começo da metáfora. Mas, o que o poeta é mesmo é um boêmio de uma Natal que não há tal.  “às vezes penso que sou um Deus pagão / louco desvairado no açougue das almas ( boêmio p. 26 ).</p>
<p>O livro de Volunté tem mais prefácios que matáforas. Algumas fáceis outras deslumbrantes. Na pagina 19 o poeta começa o seu proemas com o “ Elogio aos Canalhas. “Só os canalhas vivem bem / eles são tantos pelo mundo / &#8230; uns são  artistas plásticos / agiotas e imperialistas / outros literatos cronistas poetas &#8230;”.  Mais indireto na testa.</p>
<p>O poeta corrige manualmente as gralhas ou falhas dos homens. Em vez de feridas são feras. Não pode ser fera ferida, Volunté ?. Tu que és tanto ( apaixonados pela MPB). Acabei com tudo / Escapei com vida / Tive as roupas e os sonhos / Rasgados na minha saída&#8230;  (Fera Ferida – RC ).</p>
<p>Em &#8220;madrugada&#8221; o poeta implora por uma parceira: Deixa ser teu parceiro de ventura por uma noite madruga / lua estrela por testemunhas.  Em vez de madruga é madrugada, mais uma vez o poeta corrige a gralha.</p>
<p>Na despedida da noite quase Natal relembro o autógrafo:</p>
<p>A João da Mata esses proemas, nesse ano de conversa de um passado que ainda toca os corações futuristas.</p>
<p>Um abraço poeta. “Dândis são bacanas” (Adriana Calcanhoto). O musgo Volunté  é bacana. Vige! Eu quis dizer muso.  Corrija ai poeta com sua máquina Olivetti que você ganhou de presente.</p>
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		<title>O ano internacional da química em noites de pirilampos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 13:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Química]]></category>

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		<description><![CDATA[ para minha irmã Dra Marta Costa, professora do Departamento de Química da UFRN
A Química e Madame Curie
Maria Skłodowska (Marie Curie) polonesa nascida em Varsóvia no dia 07 de Novembro de 1867 e falecida em Sallanches, no dia 4 de Julho de 1934, foi uma das maiores cientistas de todos os tempos. Laureada duas vezes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Marie-Curie.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-38518" title="Marie-Curie" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Marie-Curie-241x300.jpg" alt="" width="201" height="251" /></a> para minha irmã Dra Marta Costa, professora do Departamento de Química da UFRN</p>
<p><strong>A Química e Madame Curie</strong></p>
<p><strong>Maria Skłodowska (Marie Curie)</strong> polonesa nascida em Varsóvia no dia 07 de Novembro de 1867 e falecida em Sallanches, no dia 4 de Julho de 1934, foi uma das maiores cientistas de todos os tempos. Laureada duas vezes com o premio Nobel &#8211; um em Física e outro em Química. Em 1903 ela divide o Nobel de Física com o seu marido Pierre Curie e Becquerel, pelos estudos da radioatividade. O premio Nobel de Química ela recebeu em 1911, pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio (uma homenagem ao seu país nativo).  Por esse grande feito o ano de 2011 foi escolhido o ano internacional da Química, em homenagem à grande cientista Madame Curie.</p>
<p><span id="more-38515"></span>Marie Curie foi chefe do Laboratório de Física da Sorbonne (Paris – França) e obteve o título de Doutora em Ciência em 1903. Em 1906,   após o acidente de carro que vitimou seu marido Pierre Currie, ela ocupou o cargo de professora de Física Geral na Faculdade de Ciências, sucedendo-o.</p>
<p>Uma mulher sem vaidade e desprendida de valores materiais. A medalha de ouro que ganhou ao ser laureada com a comenda máxima da ciência, ela doou para uma instituição de caridade do seu país natal. Não patenteou o processo de isolamento do rádio, o que permitiu a investigação das propriedades desse elemento radiativo por toda a comunidade científica mundial. A radioatividade foi fundamental para a medicina. Muitas vidas foram salvas com o uso de suas propriedades terapêuticas. Os principais elementos utilizados com essa finalidade são o césio-137, o cobalto—60 e o rádio-226.</p>
<p>Em 1922, Madame Curie fundou o instituto do Rádio, em Paris. Escreveu  ao longo da vida o livro &#8220;Radioactivité&#8221;, um clássico nos estudos da radiatividade clássica. Um ano após sua morte, sua filha mais velha Irène Joliot-Curie, recebeu o Premio Nobel de Química.<br />
.<br />
Uma outra filha de Madame Curie, Éve Curie, escreveu uma bela e emocionante biografia da cientista polaca.  Essa famosa biografia foi traduzida no Brasil por Monteiro Lobato, e é um clássico da biografia de uma cientista.</p>
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		<title>Um ano sem o imperador da Casqueira – Benito Barros</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Dec 2011 02:02:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[
“Dezembro chegando. / &#8211; Aleluias de pastoris, / Lapinhas e fandangos. / Alegres passos / De Bumba-meu-boi / Em noites de navegar:” BB
No Natal do ano passado ele falecia no hospital Promater.  Tinha muito planos em andamento. Entre eles, deixar para Macau uma biblioteca de autores note-rio-grandense. Passado esse tempo, o projeto ainda engatinha. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/benito01.jpg"><img class="size-medium wp-image-38411   alignright" title="benito01" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/benito01-280x300.jpg" alt="" width="183" height="197" /></a></p>
<p>“Dezembro chegando. / &#8211; Aleluias de pastoris, / Lapinhas e fandangos. / Alegres passos / De Bumba-meu-boi / Em noites de navegar:” BB</p>
<p>No Natal do ano passado ele falecia no hospital Promater.  Tinha muito planos em andamento. Entre eles, deixar para Macau uma biblioteca de autores note-rio-grandense. Passado esse tempo, o projeto ainda engatinha. Alguns amigos tentam levar o seu plano adiante. Seria uma grande homenagem ao poeta que fez tanto por sua terra e cultura.</p>
<p><span id="more-38408"></span>Existe uma seta do tempo. Cuidado. É frágil. Não vire. A Caixa onde hoje cospes e jogas teus dejetos já transportou cristais. “tempo aziago, onde estava que não percebeu as tramóias do enganador, as trapaças do invejoso?”. O Poeta Benito Barros sabia que seu tempo é hoje e por isso tinha pressa de viver e gritar pela degradação da memória e do “Flamboiã Assassinado”. Em <strong>“Macauísmos – Lugares e Falares Macauenses” </strong> ( Imperial Casa Editora da Casqueira 2ª ed. 2001 Revista e Ampliada )  ele traça uma cartografia sentimental de sua cidade amada, e divide o livro em três tópicos: Matulão de Sonhos, Toponímia e Falares.  Macau, a própria cidade do já teve. &#8230; dizem que velho Frade  por aqui passando e por motivos que ignoramos, ao retirar-se para sua terra, batendo os seus chinelos uma no outro, pronunciou estas rijas palavras numa quadra que ainda pe declamada em várias bocas:  “Sal, canoa e peixe seco / É de Macau a trindade!&#8230; Ciência, moral e virtude, É sua odiosidade” ( op cit p. 283) . O Livro abre com o belo soneto Cidade Morta do poeta Fagundes de Menezes: os fantasmas desfilam nas calçadas / erguendo sobre as mãos o tempo morto / resquício de um outrora inda insepulto / transportando em galeras flamejantes&#8230;. ; o que já denuncia a cidade de Macau que o poeta via tentar resgatar de um passado de glórias e de um presente feito de fantasmas e escombros.  Uma “rápida e confusa memória- quase réquiem – de uma triste cidade”, diz o poeta da Praça da Conceição.</p>
<p>No belo livro “Réquiem para o Infinito”, BB decreta a morte do infinito. “Meu infinito era moreno e doce e navegava solerte minha alma&#8230; Implorei, inútil, um troco aos meus carinhos, &#8220;a inusitada paixão”.</p>
<p>Benito era um poeta da marginália e das grandes epigrafes. Impossível separar seus livros de sua maior obra; sua vida, vivida sofregamente e bebida em grandes tragos. Benito cita Álvaro de Campos para constatar  “já não há mais infinito”</p>
<p>Movimento dos barcos para nenhum cais nem paz. E para vocês que catam na caixa (com a seta invertida); fodam-se! A hora é dos desesperados. “Há só dor e suor em meus poemas”. Pobre Ícaro: “seu vôo já não carece de asa, só de pena”.<br />
Tenho impressão que Benito sabia que ia morrer numa noite feliz, véspera de Natal, recitando os Versos Íntimos de Augusto dos Anjos que ele tanto amava e podia servir como epigrafe da sua obra-vida. Vês! Ninguém assistiu ao formidável / Enterro de tua última quimera. / Somente a Ingratidão &#8211; esta pantera &#8211; / Foi tua companheira inseparável!<br />
Benito foi professor, bibliófilo, poeta e escritor. O seu ofício de escriba pode ser sintetizado nesse breve trecho transcrito do livro “Além do Nome”, de Marize Castro (pp. 208 )<br />
“Escrever é o momento mágico que nos transforma em homens e em deuses. Escrevo como forma de catarse. Eu me considero uma normalista, de saia plissada, os seios estourando no corpete e o caderno cheio de corações, com flechas de cupido e lágrimas, muitas lágrimas. Escrevo para jogar fora um bocado de demônios, fantasmas, coisas desse tipo. Mas, na verdade, eu quero ser apenas um fabricante de brinquedos, um fabricante de pinóquios”.<br />
Lembro seu belo ideário”, que diz das nossas fraquezas e da efemeridade da vida:<br />
Se uma flor cair nos teus pés,<br />
Apanha-a e goza esse instante de eternidade<br />
e sente o quanto és forte<br />
Se um homem cair aos teus pés<br />
levanta-o e experimenta o que a vida<br />
de melhor nos oferece;<br />
a ciência da nossa fraqueza<br />
e do quanto somos passageiros.<br />
Se uma idéia cair aos teus pés,<br />
Agarra-a e cria o mundo que ela sugere.<br />
Fraco ou forte, eterno ou efêmero,<br />
pouco importa como sentirás,<br />
apenas aproveita bem.<br />
pois, nesse instante, e só nesse instante,<br />
serás Homem<br />
- correrá em tuas veias a seiva<br />
demoníaca do Ser humano&#8230;</p>
<p><strong>Falares Macauenses</strong>. Alguns falares macauenses são semelhantes aos da capital do RN, e outros são mais específicos e conservam o sabor local. Cada um dos cabarés da cidade recebe um apelido ( ex lua ). Viu, meu bichinho!<br />
As pregas – importante, besta. Também fala-se:  As pregas de Quelé.<br />
Boreste – o ânus<br />
Botar queixo- fazer-se de rogado, importante<br />
Brita – arroz<br />
Caçuá em besta – boca de bode<br />
Cambão-de-gola – pênis<br />
Capar o gato – sair<br />
Cantiga de Cu- diz-se de coisa que nunca se acaba<br />
Chulado- embriagado<br />
Colar o peru de féria – complicação<br />
Comida-de-rabo – Carão, batido<br />
Cu-da-gata- importante<br />
Tico-tico- dinheiro</p>
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		<title>Seminário Nelson Werneck Sodré &#8211; História, Cultura, Jornalismo, Literatura</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/seminario-nelson-werneck-sodre-historia-cultura-jornalismo-literatura/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 17:44:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agenda]]></category>

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		<description><![CDATA[Caros Colegas,
Recebo o convite da amiga Luitgarde para o lançamento da Revista Advir – No 27, que ocorrerá amanhã no RJ.  Em 2011 comemoramos o centenário do grande historiador marxista Nelson Werneck Sodré, autor de uma dezena de livros fundamentais para compreender o Brasil e sua Cultura. Na ocasião será prestada uma homenagem à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Colegas,</p>
<p>Recebo o convite da amiga Luitgarde para o lançamento da Revista Advir – No 27, que ocorrerá amanhã no RJ.  Em 2011 comemoramos o centenário do grande historiador marxista Nelson Werneck Sodré, autor de uma dezena de livros fundamentais para compreender o Brasil e sua Cultura. Na ocasião será prestada uma homenagem à grande antropóloga e pesquisadora Luitgarde Oliveira Cavalcanti Barros que pesquisa a obra do grande historiador.</p>
<p><span id="more-38321"></span>O GT de Cultura da Associação de Docentes da Uerj tem o prazer de convidar a comunidade universitária a participar do Seminário NELSON WERNECK SODRÉ – História, Cultura, Jornalismo, Literatura, que acontecerá no dia 15 de dezembro de 2011, próxima quinta-feira, às 17 horas, no Instituto de Letras da Uerj, 11º andar, Auditório D, Bloco D. Como parte do evento, ocorrerão, também, o lançamento da Revista ADVIR, edição de número 27 (sobre o Centenário de Nelson Werneck Sodré). .</p>
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		<item>
		<title>Claquete do 21º FestNatal – Seção Vidas na Tela</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Dec 2011 10:45:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[
O cinema  Nacional a serviço da memória e da história.  Alguns filmes  documentários ajudam a enxergar o Brasil, país continental. Um povo que  não conhece a sua história está fadado a repeti-la e ser dominado. Na  10ª Mostra Vidas na Tela exibido no cinema Moviecom como parte do 21º  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="../wp-content/uploads/2011/12/renato.jpg"><img class="aligncenter" title="renato" src="../wp-content/uploads/2011/12/renato-340x254.jpg" alt="" width="340" height="254" /></a></p>
<p>O cinema  Nacional a serviço da memória e da história.  Alguns filmes  documentários ajudam a enxergar o Brasil, país continental. Um povo que  não conhece a sua história está fadado a repeti-la e ser dominado. Na  10ª Mostra Vidas na Tela exibido no cinema Moviecom como parte do 21º  FestNatal, período de 06 a 11 de Dezembro de 2011,  tivemos a  oportunidade  de ver excelentes  documentários retratando a cultura e  política brasileira.</p>
<p><span id="more-38277"></span><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Prova-de-Artista.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-38278" title="Prova de Artista" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Prova-de-Artista.jpg" alt="" width="200" height="296" /></a>Dois filmes trataram especificamente de música: O &#8220;Rock Brasília –  Era de Ouro &#8221; (foto 1) e o “Prova de Artista “ ( Música de Concerto) &#8211; foto 2.  A   chacina de Vigário Geral onde houve estupro de adolescente e  foram  assassinadas 21 pessoas inocentes e trabalhadores,  foi resgatada do  esquecimento no pungente e forte documentário “Lembrar para não  esquecer”. O melhor filme da mostra foi em minha opinião  “Tancredo &#8211; a  Travessia”. Além desses filmes foi exibido o “ Casa 9 “ do Luiz Carlos  Lacerda. Um excelente documentário que mostra os famosos moradores da  casa 9,  em Botafogo- RJ,  e seus vizinhos.</p>
<p><strong><em>Rock Brasília – Era de Ouro / Vladimir Carvalho</em></strong></p>
<p><em>&#8220;Todos os dias quando acordo , não tenho mais o tempo que passou.  Mas tenho muito tempo: Temos todo o tempo do mundo&#8221; Tempo Perdido &#8211;  Renato Russo.</em></p>
<p>No filme” Rock Brasília &#8211; era de ouro” do Vladimir Carvalho, uma  grande homenagem ao Rock do Brasil e sua década de ouro &#8211; a década de  oitenta do século passado. Um cenário: Brasília e a Turma da Colina. Um  personagem: Renato Russo. Grande líder da banda Legião Urbana e seus  discos antológicos, com destaque para o famoso album As Quatro Estações,  gravado ao vivo e em estúdio.  Foi muito grande a influencia do punk e  dos Sex Pistols no Rock Nacional.  O sex Pistols influenciou toda uma  geração de<br />
bandas e a Legião marcou um ponto de inflexão no Rock feito no Brasil.  Além da Legião Urbana o filme focaliza as bandas Capital Inicial e Plebe<br />
Rude. O filme, dirigido pelo veterano Vladimir Carvalho, traz  depoimentos raros dos grandes protagonistas do rock nacional Renato  Russo aparece em<br />
imagens raras e inéditas.  O guitarrista Dado Villa-Lobos presta  depoimentos preciosos. Também comparecem os músicos Marcelo Bonfá, Dinho<br />
Ouro Preto, os irmãos Fê e Flávio Lemos (Aborto Elétrico) e Philippe  Seabra ( Plebe Rude). Caetano Veloso e os músicos do Paralamas do  Sucesso<br />
enriquece o documentário com seus depoimentos.   O filme também mostra a  formação das bandas e suas reuniões na Colina, em Brasília. A chegada  do Renato em Brasília com doze anos. a troca de sua<br />
bicicleta por uma bateria.  Protagonistas de um tempo de forte repressão<br />
política.  Os músicos reagiam e fazia história numa década onde a nação<br />
brasileira reivindicava eleições diretas. Eles perguntavam: “que país é<br />
esse”?  Gostei muito do filme, mas acho que ficou muito centrado nas<br />
entrevistas que se alongaram. Podia ter tocado mais e falado menos. O  Autor do Faroeste Caboclo e Eduardo e Monica foi lider e vitima de um  tempo louco e repressivo. Filmes como esse ajuda a resgatar um momneto  rico da cultura nacional.</p>
<p><strong>Prova de Artista/ Jose Joffily</strong></p>
<p>Prova de Artista é um documentário que trata a trajetória de cinco jovens<br />
músicos que se preparam para ingressar no mundo de trabalho. Eles estudam<br />
muito para o concurso para tocar numa orquestra. A penosa  trajetória<br />
desses artistas é  acompanhada em ensaios que antecedem as provas e<br />
audições. Byron Hitchcock é um jovem americano que vem para o Brasil em<br />
busca de emprego e depois de muito estudar consegue passar no concurso para violinista da OSB<br />
(Orquestra Sinfônica Brasileira). O oboísta Ricardo Barbosa consegue<br />
ingressar na OSESP, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Rodney<br />
Silveira vai tocar na OSB Jovem, Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.<br />
Catherine Carignan tem um filho pequeno e tem muita dificuldade de estudar<br />
o fagote, mas acaba ingressando na OFMG, Orquestra Filarmônica de Minas<br />
Gerais. Nessa importante orquestra também ingressa Rodrigo de Oliveira<br />
como violinista. É de Carignan o desconcertante comentário: uma orquestra<br />
funciona com um organismo de muitas rivalidades e intrigas. De<br />
mesquinharias e pequenez como costuma acontecer em qualquer grupo de<br />
humanos. Prova de Artista acompanha as dificuldades, rotinas, paixão,<br />
métodos e abnegação desses artistas que precisam estudar muitas horas ao<br />
dia para conseguir ingressar no competitivo mercado de trabalho dos<br />
músicos de orquestras. Uma orquestra funciona como algo que precisa soar<br />
harmonicamente, mesmo que muitos músicos não se dêem. É muito complexa a<br />
relação entres os músicos, solistas e maestro.<br />
Devo mostrar o que o júri quer ouvir ou o que acho que é correto?  Essa<br />
dúvida permeia muitas vezes o musico.<br />
Outras vezes sou prejudicado pelo meu partner que não segue o mesmo<br />
andamento, ritmo e pausas minhas.</p>
<p><strong>Lembrar para não esquecer / Milton Alencar Jr</strong></p>
<p>Após 18 anos pouco se fala do massacre de Vigário Geral. O documentário<br />
“Lembrar para não esquecer”, ajuda a não esquecer as grandes chacinas que<br />
vitimaram dezenas de inocentes em Vigário Geral, Candelária e Acari. Filme<br />
denuncia de uma estética da crueldade que não pode ser esquecida. Uma<br />
temática forte difícil de sensibilizar os patrocinadores, diz o diretor<br />
Milton Alencar.  O filme traz depoimentos de familiares de vítimas, e<br />
pessoas que perderam a alegria de viver depois de ter visto assassinado<br />
seus entes queridos. Pessoas que sentem ameaças e não conseguem ficar<br />
sozinhas. Um terror em nome da segurança de um país de impunidade. Poucos<br />
pagam pelos seus atos e atrocidades. O filme mostra os detalhes da chacina<br />
de 21 mortos por um grupo de policiais e ex-policiais na madrugada de 29<br />
de agosto de 1993.  As chacinas da Candelária e Acari, também são<br />
lembradas em cenas horripilantes. Esses crimes não podem ser esquecidos e<br />
o objetivo desse documentário é lembrar. Lembrar quando a cidade faz uma<br />
operação cosmética antes dos grandes eventos das Olimpíadas e Copa do<br />
Mundo.  Os nomes de cada um com suas respectivas idades vão sendo<br />
anunciadas. Muitos jovens na flor da idade, trabalhando ou procurando<br />
emprego, foram assassinados, mesmo quando mostravam documentos. Um crime de<br />
lesa-pátria que não pode ser esquecido e o documentário do Milton faz<br />
lembrar e doer. Uma mancha de sangue e torpor que não pode ser repetida.<br />
O coronel Emir laranjeira e seus comandados apelidados de “os cavalos<br />
corredores” não querem lembrar, mas as pessoas que ficaram sem os seus<br />
filhos e parentes não esquecem e sofrem de pesadelos.  Treze policiais<br />
militares foram expulsos após a chacina de Vigário Geral em 1993.  Dos<br />
cinqüenta e dois policiais acusados, sete foram denunciados pelo  Ministério Público. Apenas dois foram a júri popular.  Após dezoito anos  da chacina, nenhum acusado está preso.</p>
<p><strong>Casa 9</strong></p>
<p>Na famosa casa 9, em pleno regime ditatorial,   o compositor Jards  Macalé e o cineasta Luiz Carlos Lacerda (Bigode) dividiram a casa 9  em  Botafogo – RJ. Por essa casa passaram muitos artistas e escritores. Foi  na casa 9 que Jards  Macalé  compôs Vapor Barato, além de outras  canções. Paulinho da Viola morou numa residência vizinha à casa 9 e sua  música era ouvida pelos moradores da vila. Por ai passaram Lenine, Jorge  Salomão e exilados.  Foi nessa casa que o cineasta  Luiz Carlos Lacerda  entrou em contato com a escritora Clarice Lispector para tratar do  roteiro que seria escrito a quatro mãos numa parceria do  Luiz com  Clarice. Na ocasião, telefone era artigo de luxo,  na famosa  casa 09  não tinha telefone e o cineasta narra no documentário homônimo como  recebeu um telefonema – via vizinho – da famosa escritora. Ao atender o  telefonema, entre perplexo e maravilhado, o Luiz respondia com palavras  isoladas. Não podia demonstrar toda a sua euforia na frente dos vizinhos  desconhecidos que ouviam a conversa. Depois Clarice vem na Casa 09 para  conversar com Lacerda de viva voz e sugere coisas mirabolantes. A  presença daquela mulher bem vestida e séria chamou a atenção de todos.  Pena que não ficou registro da visita da nobre senhora. O roteiro foi  concluído em 1974 e filmado com grande elenco; Lucélia Santos, Carla  Camurati, Chico Diaz, Louise Cardoso, Karla Martins, Claudio Perotto e  Rodney Pereira. O filme foi dirigido pela sobrinha de Clarice, a  cineasta Nicole Algranti. Um curta-metragem de 11 m em 35mm. Uma bela  homenagem à escritora da Hora da Estrela.</p>
<p><strong>Tancredo – A Travessia</strong></p>
<p>O político mineiro Tancredo Neves  (1910-1985)  foi um grande  estadista. Político habilidoso e conciliador. Politico nacionalista na  linha de Getúlio Vargas, com quem trabalhou,  sofreu forte influencia e  apoiou até o fim do terrível desfecho. Assim como Getúlio ele acreditava  que política é destino.  Um dos epicentros da politica nacional ficava  em Minas Geraes e Tancredo seu principal protagonista.  O documentário  de Silvio Tendler é uma verdadeira  aula de história do Brasil recente e  mostra imagens e fatos cruciais que influenciariam a politica nacional  como um todo. Se Tancredo Neves do PSD não tivesse perdido a eleição do  governo de Minas para Magalhôes Pinto da UDN, talvez não tivesse havido  64.  A atuação de Tancredo foi fundamental para que a posse de João  Goulart fosse possível. Após a renúncia de João, o primeiro presidente  militar foi o marechal Humberto de Alencar Castello Branco, com quem  Tancredo tinha amizade e livre transito.  Tancredo também foi  fundamental para organizar a oposição ao regime militar e na memorável  campanha das diretas,  exibida no filme em preciosas  imagens. Tancredo  foi um dos fundadores do MDB e junto com Ulisses Guimarães formou uma  dupla decisiva para a transição democrática do Brasil.  Eleito  presidente , adoeceu e não conseguiu tomar posse. Seu vice, José Sarney,  seria o presidente do Brasil. Tancredo morre numa comoção nacional.   Belíssimo documentário com preciosas imagens de jornais, pessoas e  documentos. Com revelações históricas e grande elenco. Alguns dos  principais protagonistas da história republicana do Brasil estão  presentes nesse filme.</p>
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		<title>O Dia D de Clarice</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Dec 2011 12:16:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
“De manhã na cozinha sobre a mesa vejo o ovo. Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. – No próprio instante de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/clarice_lispector.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-38190" title="clarice_lispector" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/clarice_lispector-340x255.jpg" alt="" width="307" height="230" /></a></p>
<p>“De manhã na cozinha sobre a mesa vejo o ovo. Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. – No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo. – Só vê o ovo quem já o tiver visto. – Ao ver o ovo é tarde demais: ovo visto, ovo perdido. – Ver o ovo é a promessa de um dia chegar a ver o ovo. – Olhar curto e indivisível; se é que há pensamento; não há; há o ovo. – Olhar é o necessário instrumento que, depois de usado, jogarei fora. Ficarei com o ovo. – O ovo não tem um si-mesmo. Individualmente ele não existe.” <strong>O Ovo e a Galinha. Clarice Lispector.</strong></p>
<p><span id="more-38172"></span>Quem veio primeiro o ovo ou a galinha eis a pergunta filosófica que inquieta o homem desde sempre.  Para Clarice o Ovo não existe individualmente &#8230;</p>
<p>No dia em que é comemorado o dia D de Clarice Lispector, lembro do belo conto  “Ovo e a Galinha” do  livro Legião Estrangeira. Esse conto foi filmado com roteiro a quatro mãos do cineasta Luiz Carlos Lacerda em parceria com Clarice.  Luiz morava na famosa Casa 9 no bairro de Botafogo – RJ, reduto de grandes artistas e abrigo para muitos que chegavam ao Rio de Janeiro. Na casa 09 não tinha telefone e o cineasta narra no documentário homônimo como recebeu um telefonema &#8211; via vizinho &#8211; da famosa escritora. Ao atender o telefonema, entre perplexo e maravilhado, o Luiz respondia com palavras isoladas. Não podia demonstrar toda a sua euforia na frente dos vizinhos desconhecidos que ouviam a conversa. Depois Clarice vem na Casa 09 para conversar com Lacerda de viva voz e sugere coisas mirabolantes. A presença daquela mulher bem vestida e séria chamou a atenção de todos.</p>
<p>Pena que não ficou registro da visita da nobre senhora.  O roteiro foi concluído em 1974 e filmado com grande elenco;  Lucélia Santos, Carla Camurati, Chico Diaz, Louise Cardoso, Karla Martins, Claudio Perotto e Rodney Pereira. O filme foi dirigido pela sobrinha de Clarice, a cineasta Nicole Algranti. Um curta-metragem de 11 m em 35mm. Uma bela homenagem à escritora da Hora da Estrela, outro belo texto seu filmado.</p>
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		<title>Sexta feira de quase-plenilúnio</title>
		<link>http://www.substantivoplural.com.br/sexta-feira-de-quase-plenilunio-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 21:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Lua Cheia]]></category>

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		<description><![CDATA[
Sexta-feira véspera de Lua plena
Vou para a beira da praia jogar
preces  ao mar  para
você meu querer
Farei preces à Dindinha Lua
E pedirei para iluminar seus passos
num cone de luz
Do amanhecer
E se tudo não for certo
Farei uma mandinga
Com uma galinha de Angola
E uma garrafa de cana
Ligo uma vela e deixo um pedido
Para São Jorge matar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/LuaCheia.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-38143" title="LuaCheia" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/LuaCheia.jpg" alt="" width="250" height="181" /></a></p>
<p>Sexta-feira véspera de Lua plena<br />
Vou para a beira da praia jogar<br />
preces  ao mar  para<br />
você meu querer</p>
<p>Farei preces à Dindinha Lua<br />
E pedirei para iluminar seus passos<br />
num cone de luz<br />
Do amanhecer</p>
<p>E se tudo não for certo<br />
Farei uma mandinga<br />
Com uma galinha de Angola<br />
E uma garrafa de cana</p>
<p>Ligo uma vela e deixo um pedido<br />
Para São Jorge matar o dragão que<br />
Assusta você,</p>
<p>Coloco canela, sândalo, mirra e anis estrelado.<br />
Almíscar, incenso com madeiras do oriente<br />
Canela e bálsamo de ferrabrás<br />
E se você não aceitar<br />
Vou chupar um sorvete.</p>
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		<title>A mulher na ABL</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 17:35:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[
Fico imensamente feliz com a eleição da escritora Ana Maria Machado (foto) para presidir a ABL.  Essa casa já foi presidida por uma outra grande escritora. Uma das melhores do Brasil, Nélida Piñon. No centenário da ABL a escritora de origem galega proferiu um discurso que considero um primor. Um hino à nossa bela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ana_maria_machado.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-38123" title="ana_maria_machado" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/ana_maria_machado-340x226.jpg" alt="" width="301" height="200" /></a></p>
<p>Fico imensamente feliz com a eleição da escritora Ana Maria Machado (foto) para presidir a ABL.  Essa casa já foi presidida por uma outra grande escritora. Uma das melhores do Brasil, Nélida Piñon. No centenário da ABL a escritora de origem galega proferiu um discurso que considero um primor. Um hino à nossa bela língua.</p>
<p><strong><span id="more-38116"></span>Discurso por Nélida Piñon</strong></p>
<p>“Afinal, a língua é a alegria dos homens. Nela repousa a poesia do desejo, a melancolia dos gritos primevos, o advento das estações, a exaltação do fino mistério soprado, quem sabe, pelo próprio Deus.</p>
<p>Falar, escrever, pensar, alcançar as fendas onde a metáfora pousa solitária, circunscreve-nos ao picadeiro dos homens, ao galeão dos condenados, aos salões galardoados, às terras onde se trava a batalha do verbo e das exegeses.</p>
<p>Como filhos da pátria da língua, de um idioma composto com sobras latinas, gregas, asiáticas, africanas, uma mistura que por onde esteve semeou rastros míticos, pronunciamos suas palavras com unção e ira, captamos-lhe o cintilar de seu sensível timbre.</p>
<p>Esta língua portuguesa, de feição arqueológica, perambula agora pelo coração do Brasil. O corpo sagrado do seu enigma resguarda-se nos descampados e nos grotões, acata os presságios das bruxas, pede emprestado ao vizinho farinha e sentimentos íntimos.</p>
<p>Os inventos verbais desta língua, que peregrina pela península ibérica, pela África, pela Ásia, pela nossa América, trazem a chancela natural da transgressão. Arrasta consigo a luxúria mesmo quando confrontada com experiências radicais, místicas, vizinhas do abismo de Deus.</p>
<p>Feita também de suspiros africanos, chegou ela ao Brasil infiltrada pela nostalgia que nos induz a romper a cada dia o casulo do seu mistério, a perseguir suas contrafacções. É assim que ela converge, acumula, depura-se, exercita-se no gerúndio com a precípua função de ativar a realidade.</p>
<p>É dever desta língua repartir intrigas, predições, narrativas, o prólogo e o epílogo da vida, o vestíbulo das longas despedidas, entre as criaturas do sul, do litoral, do planalto, do sertão, os ribeirinhos. Os habitantes das geografias múltiplas e intransigentes. Todos eles premidos pela emboscada da fantasia e da emoção.</p>
<p>Vinda de tantos recantos do hemisfério, a língua aderiu por inteiro à fábula de uma nação. Esteve na amada Galícia, onde ali conheceu o irrenunciável sentimento oriundo do Finisterre, – a extremidade da Terra – cruzou o Minho, deixou o Tejo para trás, nos idos de março de 1500, estendeu suas ramas à África e Ásia, com o intuito de florescer, até ancorar afinal no outro lado do Atlântico.</p>
<p>No Brasil, soçobrando em meio aos vastos recursos do pensamento, esticou as cordas plangentes das palavras. Roçou enigmas, traduziu uma pátria composta de mel, leite, trigo, da inexcedível história humana.</p>
<p>Esta língua lusa é uma sombra desapiedada. Sob o teto da ilusão, o instinto do verbo arranca das gavetas os sentimentos resguardados entre os lençóis que rescendem a jasmim. Sobre cada vocábulo projetada a luz incisiva do inventário da arte.</p>
<p>Na morada desta língua, nada lhe sofreia o impacto. Seu mundo visionário, saturado pela desmedida paixão, rende-se à metáfora no esforço de revelar-lhe o fulcro onde reside a equação da poesia humana. De ritmo largo, este idioma implanta em nós os dilemas da condição humana, o destino dos homens. Não permite que nos exilemos do mundo.</p>
<p>Esta sensível e afortunada eloqüência auspicia à língua elucidar a emoção através de preciosa linguagem simbólica, que é assunto do berço, do território amoroso, da perdição alada do pensamento.”</p>
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		<title>O ano das Obras Completas de poetas e artistas noigrandes do norteriocorrentemente</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 19:07:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Obra Completa]]></category>

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		<description><![CDATA[
“O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei. Este padrão ao pé do areal moreno. E para diante naveguei.” FP
Pode-se dizer que uma obra se consolida quando ela é reunida.. Melhor ainda quando essa obra foi lida e colocada à prova dos homens, memórias e esquecimentos.  Escapando da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/antonio-francisco.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-38091" title="antonio francisco" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/antonio-francisco-340x228.jpg" alt="" width="321" height="216" /></a></p>
<p>“O esforço é grande e o homem é pequeno. Eu, Diogo Cão, navegador, deixei. Este padrão ao pé do areal moreno. E para diante naveguei.” <strong>FP</strong></p></blockquote>
<p>Pode-se dizer que uma obra se consolida quando ela é reunida.. Melhor ainda quando essa obra foi lida e colocada à prova dos homens, memórias e esquecimentos.  Escapando da poeira do tempo. Em 2011 tivemos grandes lançamentos reunindo a obra completa de alguns dos maiores escritores, poetas e artistas do estado do Rio Grande do Norte. A maior parte delas lançada numa iniciativa individual e com recursos próprios. Entre essas obras destaco a reunião das obras completas do escritor, poeta e educador macaibense Henrique Castriciano. Obra monumental lançada quando do centenário da Liga de Ensino do Estado do RN, reunindo artigos dispersos e outros de difícil acesso.</p>
<p><span id="more-38087"></span>Outro grande lançamento foi a Obra Completa do poeta Othoniel Menezes, organizada pelo seu filho e grande divulgador da obra do genitor, Laélio Ferreira de Melo. Uma edição primorosa de mil exemplares em capa dura, com comentários imprescindíveis do Laélio e introdução do escritor e estudioso da literatura potiguar Tarcíso Gurgel.  Láelio é um incansável divulgador da obra do pai e luta para instalar o busto do poeta Othoniel Menezes próximo à Fortaleza dos Reis Magos. Luta essa  felizmente ganha e Natal se rejubila com a preservação da memória do poeta do hino da cidade do Natal  “Serenata do Pescador” ( Praieira  ) e Sertão de Espinho e Flor de 1952. Esse livro é o mais importante do poeta Othoniel e foi lançado em papel jornal numa edição há muito esgotada.</p>
<p>Alvíssaras meu capitão e todos os gajeiros dessa louca nau desgovernada. O Maior poeta do estado do Rio Grande do Norte Antônio Francisco (FOTO) está lançando hoje (08/12/2011) em Mossoró – RN a sua obra reunida com o belo título “Coleção Minha Obra é um Cordel”. Parabéns meu querido amigo e poeta Tonho Xico, você que para além de ser o maior poeta popular vivo do RN é, também, um dos seus mais belos viventes dessa terra árida de mãe preta e pai João.</p>
<p>E como se não bastasse e não menos feliz eu comento o grande lançamento do livro Natal Futurista do poeta e amigo Jota Medeiros. Livro lançado na terça feira dia 06 de Dezembro na galeria do NAC – UFRN. Edição de apenas 300 exemplares com a chancela da editora do Sebo Vermelho e financiamento do autor em parceria com o editor e grande benfeitor das letras do Rio Grande do Norte. Medeiros é um grande artista plástico e intelectual do nosso estado e conhece como ninguém os seus pares. Escreveu um belíssimo livro em papel couchê que tem como subtítulo “um breve panorama das artes visuais norte- rio-grandenses”. Com belas ilustrações em cores e preto e branco e texto sucinto-poético.  Essa obra será complementada com o dicionário dos Artistas Plásticos do RN organizada por Dorian Gray.</p>
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		<title>A Árvore da Vida</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 16:40:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>

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O ano termina e já computo o que de melhor vi. Escapei com vida, penso. Um dos grandes filmes que vi no ano que termina foi “A Arvore da Vida”. Filme para ser assistido numa tela grande e sem pipoca. Desde o big bang até hoje uma viagem em imagens deslumbrantes da formação do universo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/brad-pitt-em-cena-do-filme-a-arvore-da-vida-.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-38079" title="brad-pitt-em-cena-do-filme-a-arvore-da-vida-" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/brad-pitt-em-cena-do-filme-a-arvore-da-vida--340x242.jpg" alt="" width="340" height="242" /></a></p>
<p>O ano termina e já computo o que de melhor vi. Escapei com vida, penso. Um dos grandes filmes que vi no ano que termina foi “A Arvore da Vida”. Filme para ser assistido numa tela grande e sem pipoca. Desde o big bang até hoje uma viagem em imagens deslumbrantes da formação do universo, as plantas e o homem. Esse animal tão novo e tão insignificante.  O filme faz referencias bíblicas, mas não apela para a religião. Ao vencedor as batatas. “Ao vendedor, conceder-lhe-ei comer da árvore da vida que está no paraíso de Deus.” (Apocalipse 2:7).</p>
<p><span id="more-38076"></span>Na vida existem dois caminhos. O caminho da natureza e o caminho da graça, você tem que escolher um para seguir. A natureza é a força (o marido) e a graça ( a mulher). A personagem melhor construída do filme.  Uma dona de casa que possui três filhos e perde um. Na escala da dor humana é essa a pior dor: A perda de um filho. Só a dor é universal.</p>
<p>Qual o sentido da vida procura saber a bela O’Brien. Uma mulher ingênua para o marido. Uma grande mulher para mim. Elas são muito sábias. O marido truculento tenta ensinar pela força.  Procurando a perfeição e busca do sucesso a qualquer custo faz uma referencia à música quando deve ser tocada até a exaustão, sempre pensado que é preciso melhorar. A mulher sabe da fragilidade do ser humano e seus métodos são menos truculentos que o caricato pai.</p>
<p>A paciência de Jô é ensinada. O filme tem mais perguntas que respostas.    “Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência”. Lindas imagens e uma bela trilha fazem sonhar e pensar no começo e fim de tudo.</p>
<p>Foi muito feliz o cineasta Terrence Malick ao escolher um trecho da &#8220;Lacrimosa&#8221; do polonês Zbigniew Preisner num casamento perfeito  sinfônico entre som e imagem.</p>
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		<title>Agora me deu medo!</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 10:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era pequeno lá em Natal, parava uns ônibus-museus no centro da cidade-alta e exibiam seres estranhos e assustadores. Peixe Elétrico, cobras enormes e de duas cabeças, menino geminado, menino com cabeça de bezerro, aranhas venenosas e outras &#8230;.
♣
Outra vez apareceu um homem que ficava enterrado por um longo tempo.
♣
Havia também o homem da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando eu era pequeno lá em Natal, parava uns ônibus-museus no centro da cidade-alta e exibiam seres estranhos e assustadores. Peixe Elétrico, cobras enormes e de duas cabeças, menino geminado, menino com cabeça de bezerro, aranhas venenosas e outras &#8230;.<br />
♣<br />
Outra vez apareceu um homem que ficava enterrado por um longo tempo.<br />
<span id="more-37974"></span>♣<br />
Havia também o homem da cobra que falava para chuchu.  Ele trazia uma cobra dentro de uma mala de madeira e fazia propaganda de um remédio contra picada e mordida de bichos peçonhentos. Para isso, falava muito. Daí a expressão: Fala mais que o homem  da cobra.<br />
♣<br />
Nas feiras livre tinha o camelô que vendia remédio para nervosismo. O cara era submetido a choques via eletrodos conectados a uma bateria e ao saber que estava doente comprava o remédio.<br />
♣<br />
O vendedor de remédio para lombriga exibia os vidros com todos os tipos e tamanhos. Tinha remédio natural para todas.<br />
♣<br />
Umas das  visões da xoxota que lembro não era muito bela. Era um negócio derreado.<br />
♣</p>
<p>Depois soube de uma boceta ( caixa pequena ) que ao ser aberta liberava todos os males.<br />
♣<br />
Antigamente eu ouvia falar de muitas casas assombradas em Natal. Será que desapareceram!?<br />
♣<br />
Desde menino deixei de comparar, quando vi o tamanho dos meus amigos Zezinho e Lula.<br />
♣<br />
O abismo sempre me fencantou pelo fascínio da descoberta. Desde o dia em que caí num poço d`agua no escuro.<br />
♣<br />
Não podia apontar as estrelas com o dedo que dava verrugas.<br />
♣<br />
Para tirar as verrugas usava leite de dedinho.<br />
♣<br />
O inferno era para mim aqueles tanques enormes que usa para armazenas gasolina.<br />
♣<br />
Sempre tive medo da morte porque sei que é só uma vez e ninguém vai me dizer o contrário sem provar muito bem provado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No dia em que o futebol jogou de calcanhar</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 13:57:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>

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		<description><![CDATA[Ele tinha a elegância de Franz Beckenbauer, a consciência social de um Afonsinho e a destreza de uma garça esguia e solta no tapete verde de uma arena onde reina por um tempo efêmero as estrelas do olimpo futebolístico. Doutor Sócrates. Doutor Futebol. Medicina futebol Sócrates. No futebol o Brasil pode falar grosso. No futebol [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Socrates-o-Jogador.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-37889" title="Socrates-o-Jogador" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Socrates-o-Jogador-220x300.jpg" alt="" width="169" height="221" /></a>Ele tinha a elegância de Franz Beckenbauer, a consciência social de um Afonsinho e a destreza de uma garça esguia e solta no tapete verde de uma arena onde reina por um tempo efêmero as estrelas do olimpo futebolístico. Doutor Sócrates. Doutor Futebol. Medicina futebol Sócrates. No futebol o Brasil pode falar grosso. No futebol o Dr. Sócrates foi o responsável pela democracia corintiana. O scratch brasileiro brilhou nos gramados do mundo inteiro. Na copa de 82 Sócrates Brilhou. Ninguém melhor que ele jogou de calcanhar e deu passes desconcertantes. A nação corintiana que hoje disputa mais um título lhe prestará uma justa homenagem. “ À sombra de chuteiras imortais “ brilha o futebol; à sombra desse terrível fecho de um dia rouco despede-se o Dr.  Futebol Sócrates.  È duro brilhar por tão pouco tempo. O corpo diz que é hora de pendurar as chuteiras. A cabeça pira numa ira dos deuses do gramado onde Sócrates deu  exemplo e  foi dedicação.  A todos peço o silencio de um minuto. O maior templo do futebol ficou emudecido algumas vezes. Hoje &#8211; num domingo triste &#8211; toda á nação brasileira ficará à sombra da chuteira imortal do Doutor Futebol Clube.</p>
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		<title>O Gráfico artesão Seu Bandeira completa 85 anos</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 00:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João da Mata</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Encadernação]]></category>

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Foto: Aldair Dantas

Seu Bandeira completa 85 anos de uma vida inteira trabalhando como gráfico.  Antônio José Bandeira “Seu Bandeira” como é conhecido por todos os amantes de livros de Natal. Um homem simples mora numa casinha humilde no bairro das Rocas. Por trás daqueles óculos grossos uma vida de paixão pela gráfica. Na sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/bandeira.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-37868" title="bandeira" src="http://www.substantivoplural.com.br/wp-content/uploads/2011/12/bandeira-340x226.jpg" alt="" width="340" height="226" /></a></p>
<p><strong>Foto: Aldair Dantas<br />
</strong></p>
<p>Seu Bandeira completa 85 anos de uma vida inteira trabalhando como gráfico.  Antônio José Bandeira “Seu Bandeira” como é conhecido por todos os amantes de livros de Natal. Um homem simples mora numa casinha humilde no bairro das Rocas. Por trás daqueles óculos grossos uma vida de paixão pela gráfica. Na sua casa onde frequentei algumas vezes, as velhas máquinas alemãs. Uma terrível guilhotina, uma prensa e uma máquina de gravar. Seu Bandeira encadernou boa parte dos livros de Natal. Muitas bibliotecas foram salvas das intempéries com o santo ofício de um gráfico amador. Um gráfico amante dos livros e de suas tipografias. Foi na tipografia Lira onde Bandeira aprendeu tudo sobre seu ofício.</p>
<p><span id="more-37867"></span>A encadernação preserva o livro e o salva para as gerações futuras. Bobagem achar que um dia o livro vai acabar. Ainda mais com a proteção bandeiriana. Grandes encadernadores deixaram suas marcas. O livro fica conhecido pela encadernação. A encadernação mais que um simples costurar, colar, gravar e encapar é um artesanato podendo ser uma grande arte.  No livro La Reliure Française de 1900 a 1925 ( 2 Tomos ) DE Crauzat E. ,  vejo as primorosas edições Michel, Kieffer, Mercier, Gruel e outras obras primas da encadernação.<br />
Seu Bandeira encaderna com um material mais simples e sem desenhos nas capas. Ele tem a sua marca e suas capas são feitas com cartolina marron ou preta e a lombada em brim onde são impressos com tipos móveis o titulo e autor do livro.</p>
<p>Seu Bandeira é o maior encadernador de Natal. Boa parte de minha biblioteca foi encadernada por ele. Atualmente seus filhos seguem o ofício do pai e o ajudam nesse nobre labor. Um deles se encarrega de buscar o livro e entregar no meu local de trabalho. Recomendo sempre não aparar os livros e encadernar com as capas originais.</p>
<p>Protejo-os como velhos amigos de todas as horas. A encadernação é como uma nova capa que protege os livros das intempéries e do manuseio.</p>
<p>No dia do aniversário de Seu Bandeira desejo-lhe saúde e a benção de todos os bibliófilos e amantes desse incurável vício de manter e cultuar os  livros.  Salve São Jerônimo e todos aqueles que fizeram do livro um objeto de desejo e de eterno amor.</p>
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