Centenário da peregrina da paz

26 de agosto de 2010 às 16:50 | 1 Comentário
Por Denise Araújo

Publicação: 26 de Agosto de 2010 às 00:00 no site da Tribuna do Norte

O mundo comemora hoje o centenário de nascimento de Madre Tereza de Calcutá, uma pacifista que amava os pobres, por quem trabalhou ao longo da sua vida. Requisitada diariamente a levar a sua palavra de conforto aos mais necessitados, Madre Tereza dizia que “viajar pelo mundo cercada de tanta publicidade é cansativo e duro. Porém, eu utilizo tudo o que se me apresenta para a glória de Deus e o serviço aos mais pobres. É preciso que alguém pague esse preço.” Madre Tereza costumava dizer, nas suas pregações, que não há amor sem sofrimento. “O verdadeiro amor faz sofrer. Cada vida, e cada vida familiar, deve ser vivida honestamente. Isso supõe muitos sacrifícios e muito amor. Porém, ao mesmo tempo, esses sofrimentos vêm sempre acompanhados de muita paz.”

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Como o verão segue a primavera

26 de julho de 2010 às 19:00 | 4 Comentários
Por Denise Araújo

“Sentiu um peso, mas não era o peso do fardo e sim da insustentável leveza do ser”
Milan Kundera

Assim como o verão segue a primavera foi-se feito o rincão de todos nós. O local do qual ninguém escapará por não evitar a desgraça suprema. A trágica morte que nem com coroas de quase jardins e pavios cheirosos consegue aliviar a profundeza dos sete palmos do sepulcro. A bestial rainha que não cansa de reinar um só segundo, ceifando a todo tipo de gente. Do meu vizinho ao emérito ministro, do desleixado até quem pensa muito nisso, do zelador ao doutor, do sapateiro Luís ao emérito Juiz Joaquim Barbosa Nabuco Castro de Alves Bourbom. Todos chagam dessa peste maior e nela velam e são velados. Não voltaremos deste labirinto sem porta de saída, porque todos morreremos e nisso não há volta. Não há fortuna que dê jeito, lábia que amoleça ou rebolado que entonteça. Dela não voltaremos (só em assombração). E nisso não há eufemismos.

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07 de abril – Dia do Jornalista

7 de abril de 2010 às 15:58 | 2 Comentários
Por Denise Araújo

Tácito, fiquei sabendo agora que hoje é dia do jornalista. Sem profissionais como você os dias soariam silentes. O mundo não pareceria tão diminuto e conexo. Não apenas o avanço da tecnologia, mas os que comunicam são também os responsáveis por toda a fortuna de saberes e conhecimentos divulgados sem os quais nem seria possível pensar numa sociedade global da informação. Parabéns.

Um sopro de Adélia Prado

8 de março de 2010 às 14:15 | Comentar
Por Denise Araújo

Que fazer se a paloma voou e soprou nos meus ouvidos essa bela poesia abaixo da Adélia Prado? Ofereço-a para todas nós. É verdade que hoje não amanheci mais mulher, mas nesta tarde de um torpor caloroso, penso o que seria de mim se não vivesse mulher. Apesar disto, ser macho ou fêmea não é o dominante. Nem mesmo discutir ser o alfa ou não tem importância. O importante é que aceitem-me ser. Independente do que seja. Sou e preciso ser alguém sem mais ou menos. Se ser mulher na prática implica ser mais difícil, então aceito esse fardo que não me dói. Já venci por ter nascido. Venci novamente por ter vingado em meio cada vez mais hostil ao humano. Quando adolescente, sobrevivi às confusões existenciais. Quando adulta, sustentei família e fiz instrução com coturno molhado. Diante disto, não negarei a identidade. Sou prêmio de mim. Permanecerei assim amanhecendo…

COM LICENÇA POÉTICA
Adélia Prado

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas, o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
(dor não é amargura).
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida, é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.

Sugestão

6 de março de 2010 às 16:36 | Comentar
Por Denise Araújo

Sugiro ao professor Marcos Silva que envie seu último post oportuno para a sessão de leitores da FSP para, quem sabe, ser publicado.

Cursos gratuitos no Senac

5 de fevereiro de 2010 às 14:23 | Comentar
Por Denise Araújo

Caro Tácito, favor postar esta matéria publicada no Diário de Natal de hoje – 05/02/2010 -, pois é de grande interesse social. É importante que todos divulguem esta informação.
Obrigado,
Denise

Senac abre hoje inscrições para mais de duas mil vagas em cursos grátis

O Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Rio Grande do Norte abre hoje inscrições para 2.050 vagas para cursos gratuitos. Voltados para pessoas com renda média de até 1,5 salário mínimo (R$ 765), os treinamentos serão realizados em Natal, Parnamirim, Macaíba, Assu, Mossoró e Caicó, em diversas funções nas áreas de comércio e serviços. Aberto até o dia 21 deste mês, o cadastro dos interessados pode ser feito pelo site da entidade – www.rn.senac.br . São cursos que vão preparar o aluno para ocupações como cabeleireiro, manicure, frentista, guia de turismo e técnico em podologia.

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Ao Profº. João da Mata

29 de janeiro de 2010 às 17:58 | Comentar
Por Denise Araújo

“Melhor que falem por nós nossas obras do que nossas palavras”. Frase dita por Mahatma Gandhi, que apesar de ter estudado direito em Londres, foi peça excelsa para a libertação indiana do colonialismo inglês.

Palavras são psiquê, colossos, fortalezas, rios caudalosos, mas também podem ser estreiteza, pois não emergem em si a totalidade das coisas. Não apagam feitos. Não apagam o amor.

Eu, de minha parte, guardarei nas lembranças de graduação a presença sempre cativa em tantos eventos artísticos e literários de um entusiasta professor do departamento (pasmem) de física. Algo, ao meu olhar, muito virtuoso. Um abnegado na defesa da apreciação à arte, aos bons literatos.

Nada apaga isso. Nada.

Volte a este Substantivo.

Um Presente

22 de janeiro de 2010 às 10:41 | Comentar
Por Denise Araújo

A entrevista de Fernando Monteiro dada a Laurence Bittencourt é caro presente aos amantes da literatura, às cabeças que pensam arte. Devidamente lúcida, esclarecedora e contundente em tudo aquilo que o entrevistado desclassifica qualitativamente como bem artístico.
Vai para minha coleção pessoal.
Parabéns.

Vida vadia

22 de janeiro de 2010 às 9:47 | Comentar
Por Denise Araújo

Embalada por O mundo é um moinho, de Cartola

“Te avisei que a vida é um vão”. A mãe sempre repetia isso. Queria alertar que a vida é curta. Mas embora sabendo que qualquer situação de desgaste é passageira, ela teve que sair de casa cedo. Sem certezas. Sem planos. Estava fatigada do pai, que a abusava. Procurava-a todo dia, toda hora. A infância passou rápida e suja. A adolescência veio como num porre, com gargalos de garrafa e bitucas de cigarro atiradas a esmo. O som era o de uma seresta mal arranjada. As horas perdiam em cor, até que veio o vácuo, quando ela desapercebeu qualquer céu, qualquer chão, então realmente foi chegada a hora de abandonar aquela casa de alvenaria. Pura miséria.

Depois da resolução, pouca coisa a amedronta. Não teme ruas vazias ou vielas escuras, pois ela também é o submundo. A vida na zona não é tão diferente da que levava com a família: privação, violência, abandono. E foi numa noite dessas que a música mudou. Foi quando no carro de mais um homem ela ouviu uma melodia diferente. Apesar da pouca embriaguez, pôde escutar: “Em cada esquina cai um pouco a tua vida/ e em pouco tempo não serás mais o que és” . Estarreceu. As músicas frívolas do seu dia a dia não consternavam aquela vida sem vida, aquela vida tão sua.

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Tremores Sísmicos e Espaço Plural

11 de janeiro de 2010 às 16:57 | Comentar
Por Denise Araújo

Levei um susto hoje. Pouco tempo depois de chegar ao trabalho, senti o chão tremer. Coisa nunca sentida antes. Logo após, o telefone arrastou em zig zag pela mesa e o monitor do computador balançou. Cheguei a segurá-lo. Após olhadas nas edições on-line dos jornais locais, nada. Tinha que estar no Substantivo Plural a explicação até para isso. O professor João da Matta esclareceu-me sobre o que precisava. Esqueci que este espaço conta com a colaboração de diferentes e por isso é pluri, plural. Da Arte à Física, da Culinária à Filosofia. Que 2010 frutifique próspero neste farto pomar que é o Substantivo Plural.
Abraços,
Denise

A professora e suas lágrimas

15 de outubro de 2009 às 16:49 | Comentar
Por Denise Araújo

Impossível estar lecionando em sala de aula e não conhecer lamúrias e também superações. Não há como não sabê-las, assim sendo. Em certa ocasião, em determinada escola na qual ministrei um Programa de Combate às Drogas e à Violência com crianças e adolescentes, resolvi fazer uma homenagem singela. Nas proximidades do dia 15 de Outubro, as únicas coisas visíveis naqueles muros e murais escolares faziam alusão ao dia das crianças. Foi quando fiz vários cartazes comemorativos do dia do professor e fixei em cada sala na qual dei as aulas e também na sala dos docentes. Fiquei surpresa quando duas professoras, uma delas entre lágrimas, vieram me agradecer pela única lembrança que, segundo elas, alguém tinha tido naquele dia. Elas quiseram desabafar dissabores, mas não precisaram, a emoção comunicou tudo. Não imaginei que o meu ato fosse ter esse alcance tão grande. Fiquei feliz e triste. Um misto de flor vivaz alaranjada e botão que não quer brotar…

Sem a hipocrisia da propaganda que o MEC está divulgando atualmente, eu digo: Feliz dia dos professores àqueles que têm cumprido a sina da superação diária de inúmeros obstáculos pelo amor aos alunos, ao aprendizado, ao desenvolvimento humano ou ao amor que pareça e seja… Professor tem que amar muito e muito. Às vezes chorar também.

Atenciosamente,

Mimosas em Tangará

8 de setembro de 2009 às 11:25 | Comentar
Por Denise Araújo

“O sol era o do meio-dia. Nada fácil. A pracinha arrumada e arborizada não soube poupar-se da quentura naquele dia. Tangará, cidade interiorana do nosso querido estado do RN , era só remanso.”

Leia o texto completo em PROSA.

AGENDA

Esposição de Ana Prata - Instituto Tomie Ohtake

A artista apresenta tanto telas pequenas, como também trabalhos grandiosos, usando o efeito de escorrido; até agora não acho razão para que alguns [leia mais]

Recital de piano com Guilherme Rodrigues nesta quinta - Entrada grátis

O professor da Escola de Música da UFRN Guilherme Rodrigues apresenta recital de piano esta quinta-feira no auditório da EMUFRN. O recital começa [leia mais]

Oboé, Música de Câmara e Tecnologia, de quarta a sábado na EMUFRN

Acontece de quarta a sábado desta semana na Escola de Música da UFRN o evento Oboé, Música de Câmara e Tecnologia. Na ocasião, [leia mais]

Exposição "Quixote com Rosas", será aberta quinta, na Galeria Newton Navarro

Será aberta quinta-feira, 17, às 18 horas, na Galeria Newton Navarro (sede da Fundação José Augusto - Rua Jundiaí, 641 - Tirol) a [leia mais]

Festival “Thomaz Babini” da Escola de Música da UFRN – 22 a 25 de maio

No mês de Maio um evento histórico acontecerá na cidade de Natal. Italo Babini (FOTO), violoncelista natalense, considerado um dos mais importantes violoncelistas [leia mais]

"Mattinata", de Fernando Monteiro, será lançado em Natal quinta-feira, 17

Anote aí na agenda: na próxima quinta-feira, dia 17, a partir das 19 horas, o escritor e pluralista Fernando Monteiro lança na Livraria [leia mais]

OUTROS EVENTOS

POESIA

    Névoa
    16-05-2012 às 9:40 - 7 Comentários
    Por Jarbas Martins

    Carl Sandburg

    Vem a névoa
    em breve pisar de gata.

    Queda-se olhando
    o porto e a cidade
    sentada em seu silêncio e
    esgueirando-se em seguida.

    (Tradução de Jarbas Martins)

    * * *

    Fog

    The fog comes
    on litlle cat feet.

    It sits looking
    over harbor and city
    on silent haunches
    and then moves on.

    (Carl Sandburg, “Selected Poems”, G.Books,1992)

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Amigo Carlão, Vejo com muita alegria a sua inquietação e leitura. Tb indico fortemente o livro .Jerônimo, A Técnica do Livro de autoria do grande Dom Paulo Evaristo Arns ( Sua tese de doutorado) , trad. de Cleone Augusto Rodrigues e prefácio de Alfredo Bosi . Belíssimo livro em capa dura Jeronimo traduziu a vulgata da biblia e é considerado o patronomo dos bibliófilos e amantes do livro. Saudações bibliófilas. ab imo corde - Help
    • edjane linhares: Muito lindo, Jarbas. A experiência do haicai, como Fernando nos lembrou, ajuda muito neste processo de contemplação e silêncio, ato solitário e sublime. Quero agradecer a homenagem às mães no seu último haicai (único vestígio da data por aqui). Aguardo coletânea deles. Um abraço. - Névoa
    • Jarbas Martins: Amigo Jóis: gosto da sua poesia e da sua prosa digressiva, inflada de saberes e sabores, biscoito fino para raros paladares.Nem precisava dizer isso, mas como em seu comentário você se reportou a um incógnito Aguinaldo Soares, usando termos utilizados por ele contra mim - deu-me vontade de voltar ao assunto. Repito mais uma vez: Aguinaldo Soares sabe escrever, e a expressão "sólida cultura" é tão infeliz que não me restou outra alternativa: pedi desculpas ao ilustríssimo desconhecido.Não conheço o Aguinaldo, mas presumo que ele, como eu, temos algo em comum: fizemos o curso de direito.Daí o nosso gosto pelas sentenças líquidas e certas. Abraços, Poeta ! - Ditirambo
    • Marcos Silva: Li um livro interessante sobre Jerônimo, A Técnica do Livro Segundo São Jerônimo, de Paulo Evaristo Arns - Help
    • Jarbas Martins: Tradução inventiva a tua, Marcos. Nenhuma novidade nisso. Você é um reconhecido mestre na arte tradutória. - Névoa
    • Jóis Alberto: O poema é bom! Afirmo isso, embora não tenha plena consciência do ofício de poeta. Porque se eu for intelectual, sou dos mais incompletos – em meio a preconceitos, totens e tabus, como vocês já tiveram oportunidade de ler mais de uma vez, aqui neste democrático SP. Além do mais, como posso ter sólida base cultural nesses tempos em que tudo que é sólido se desmancha no ar? Tempos de modernidade e amores líquidos, de fodas em excesso e entediadas, blasé até – foda blasé é ‘foda’! – de gente que trepa com a mesma rotina de quem escova os dentes, tema objeto das sátiras ingênuas de meia dúzia dos meus poemas eróticos. Ingênuas não só se comparadas às sátiras e poemas eróticos/pornográficos de um grande poeta, Bernardo Guimarães, por exemplo, mas ‘ingênuas’ também no sentido libertino, filosófico, da palavra ‘ingênuo’! Ou então as fodas são escassas como as leituras de gente que, se leram os gregos, leram em traduções, não no original, e fazem a pose erudita de quem muito entende esses clássicos da filosofia, da poética e da ética, da antiguidade greco-romana. O que danado é ‘inveja poética’? Se é inveja não é poética, nem ética! Porque a ética, é verdade, pode tratar da inveja, da emulação, mas a inveja despreza a ética. O que danado significa ‘fracasso moral da estética’? De qual moral estamos falando? Da moral burguesa? Sinceramente! Qual o poeta que não esconde a fonte onde bebe? Como poeta bissexto, escondo e revelo fontes. Sem maiores dificuldades coloco as cartas na mesa, porque nesse jogo de cartas – de cartas muitas vezes marcadas, e viciadas – uma das minhas cartas prediletas é a do coringa, do joker! Porém, como há muito não jogo nem pif-paf, buraco ou sueca, uso essa expressão ‘jogo de cartas marcadas’ como um dos inúmeros clichês que pululam por aí, em discussões de intelectuais de prestígio... - Ditirambo
    • Cássio: Biografia eu não sei, mas recomendo o filme do júlio bressane. No seu livro Cinemancia tem também uma tradução interessante da "epifania" de são jerônimo. - Help
    • Marcos Silva: Belo poema, bom poeta, boa tradução. Sugiro a alternativa: NÉVOA. Névoa vem em pés de gatim Senta e olha sobre porto e cidade ancas silêncio e se moveu - Névoa
    • Jarbas Martins: Tenho a honra e o dever de confessar que a tradução que fiz do poema "Dormire", de Ungaretti, publicado há alguns dias neste SP - teve a orientação do poeta Fernando Monteiro ! Obrigado, mestre Fernando, obrigado poetas Anne Guimarães e Lívio Oliveira. - Névoa
    • Nina Rizzi: "A capa já dá o tom da revista. Uma foto de Câmara Cascudo passeando de riquexó (uma espécie de carroça de duas rodas e movida a tração humana) em Moçambique, ao lado de uma pessoa não identificada. A foto - de autoria desconhecida - foi clicada em 1963, quando o folclorista estudava costumes e tradições africanos. As observações e anotações depois seriam o mote para o livro Made in África. A imagem foi cedida pela família. E a filha, Ana Maria Cascudo, escreve artigo contando as inúmeras viagens do pai, em um diálogo emblemático entre Natal e o estrangeiro." Viu, neguinho não existe não, ô rapá! - Tributo ao mar