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21 de agosto de 2010

Pereio eu te amo!

Por Gustavo de Castro

5 de agosto de 2010

Poema a la Nina Rizzi

Por Gustavo de Castro

Toda pica pisca?

Toda xota xuga?

5 de agosto de 2010

A cia de Jarbas

Por Gustavo de Castro

Jarbas, como me delicio com a sua companhia aqui neste sp. Vc tem um frescor que lembra o medievo renascentista, rs, o lírico e as vinhas do campo. Fui buscar Vasko Popa e fiquei quieto, acocorado de palavras. Com os seus post por aqui ficamos mais Poesia. Obrigado.

2 de agosto de 2010

A crítica do Franklin Jorge

Por Gustavo de Castro

Tácito, acessei como vc pediu e encontrei o texto, que compartilho com os demais:

A CARNAVALIZAÇÃO DA CULTURA
29 de julho de 2010
Transcrito do NOVO JORNAL, Natal 29/07/2010

Por Franklin Jorge,
Editor de Cultura e Opinião do NJ

Um critico complacente diria, benevolamente, que se trata de uma lista equivocada. Contudo, prefiro ver como um desserviço à cultura norte-riograndense a “Expo lítero-iconográfica Potyguar” elaborada pelo autodenominado bibliófilo João da Mata Costa, que se integra assim ao conjunto de eventos comemorativos da 62ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SBPC), em curso no Campus Universitário.

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30 de julho de 2010

O blog do Carlão

Por Gustavo de Castro

O blog do Carlos de Souza se não é ouro está chegando bem perto. Maravilha é termos oasis para deitar os olhos!

26 de julho de 2010

Política Brown

Por Gustavo de Castro

A opinião de Mano Brown sobre José Serra

22 de julho de 2010

Vive la France!

Por Gustavo de Castro

Premiado comercial francês sobre a aids.

19 de julho de 2010

Como enriquecer na política

Por Gustavo de Castro

A revista Época desta semana (19.07.2010) traz uma lista dos candidatos que mais enriqueceram em seus mandatos. Segundo levantamento feito pela revista a partir do patrimônio declarado ao TSE, em 17o. lugar aparece o Dep. Fábio Farias (PMN) que, em quatro anos, enriqueceu 98%, pulando de um patrimônio de R$ 248 mil para R$ 1,9 milhão. O Dep. Felipe Maia – foto (DEM) também aparece na lista como um dos que mais acumulou dinheiro. Em quatro anos aumentou o seu patrimõnio em R$ 3,5 milhões. Em 2006 ele declarou R$ 3,8 milhões. Hoje ele está com R$ 7,4 milhões.

3 de julho de 2010

Morreu Roberto Piva

Por Gustavo de Castro

Aos 72 anos, morreu o poeta Roberto Piva, de falência múltipla de órgãos em decorrência de uma insuficiência renal. Alguns dias atrás ele tentou fugir do hospital onde estava internado desde Maio. Alegava que o hospital era um lugar onde se praticava a magia negra.

Nos anos em que morei em São Paulo (1998-2002), quis o destino que eu compartilhasse com Piva as calçadas e os botequins da rua Canuto do Val, no bairro de Santa Cecília, onde nos encontrávamos quase que diariamente. Morava no prédio de frente ao dele. Sempre o via caminhando devagar, com suas sacolas, suas sandálias e seu ar interrogativo. Por vezes, eu dizia: “Salve, poeta!”. Às vezes, ele sorria, irônico e respondia: “Salve”.

Tínhamos (os seus vizinhos) o orgulho de ter nas cercanias um poeta vulcânico, erótico, místico, que falava de São Paulo como nenhum outro. Em Abril deste ano, de passagem pela cidade, fui até o prédio em que ele morava entregar um exemplar do meu Poemas Vis. Na ocasião, fiquei bem emocionado. Agora me emociono novamente ao ler que ele se foi. “Era um sábio”, como dizia Manoel, o português, dono do boteco onde bebíamos nosso cafezinho diário. Era também um homem de coração bom. Seu humor e irreverência vão deixar saudades. Que pena que ele se foi! O Brasil perde um ícone da poesia marginal.

30 de junho de 2010

Diego e Frida

Por Gustavo de Castro

Tácito e amigos, por sincronia, acabei de ler o livro do Le Clezio, Diego e Frida (Record, 2010). Achei magnífico. Recomendo a quem gosta de biografias, história da arte e estética. Uma cena que achei primorosa no livro é a de Diego Rivera, em Paris, parado durante doze horas seguidas, no frio, com fome, diante de uma vitrine que expunha quadros do Cézanne (ilustração).

27 de junho de 2010

Um dia de fúria

Por Gustavo de Castro
Queridos, vejam estes vídeos sobre o Dunga feitos pelo publicitario Pablo Peixoto.
abs.


15 de junho de 2010

A gestão Micarla na saúde

Por Gustavo de Castro

Que maravilha saber que uma das maiores autoridades em saúde pública do RN, a profa. Elizabethe Cristina Fagundes de Souza, a Betinha, compartilha com a gente, aqui no SPlural, da sua leitura.

Quando estive recentemente em Natal, pude sentir por todos os poros da cidade, do taxista do aeroporto à minha doce tia-avó Tita, o caso escabroso da gestão Micarla de Souza na saúde.

Foi o taxista do aeroporto quem me explicou. Mas corrijam-me se ele estiver errado. No mesmo dia em que o presidente Lula inauguraria a Unidade de Assistência de Saúde Pública no Pajuçara, veio à tona a história da aprovação relâmpago na Câmara Municipal, do projeto de contratação (ou terceirização) da empresa que cuidaria da UPA da Asa Norte. Pelo que soube houve a publicação do Edital num feriado, a tomada de preços no dia seguinte e a escolha do vencedor no outro. Pelo que minha tia-avó disse: “a menina tá pior do que o pai”.

Quanto tempo falta mesmo pra terminar a gestão Micarla, hein?

6 de junho de 2010

Os imaginantes

Por Gustavo de Castro

Dois poemas de Raúl Gomez Jattin (1945-1997) (mais informações sobre o poeta aqui), poeta colombiano que, como Garcia Marquez e Roberto Bolaño, é reconhecido pelos mexicanos:

1.

Conjuro

Os habitantes da minha aldeia
dizem que sou um homem
depreciável e perigoso
E nao andam muito equivocados

Depreciável e Perigoso
Isso faz de mim a poesia e o amor
Senhores habitantes
Tranquilos
que só a mim

causaram dano

2.

Íntimas perguntas

De profissao?
Louco
De vocaçao?
Lerdo
De ambiçao?
Parco
De formaçao?
Anjo
e nem ainda assim
pude compreender
a virada dos olhos de Jorge

De fornicaçao?
Lento

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5 de junho de 2010

Tocando o meu organillo

Por Gustavo de Castro

Por diversas razoes, tenho zanzado pelo México por esses dias carregado pelo sentimentos das experiencias artísticas. Sem dúvida, o que tenho observado, escutado e vivido aqui, daria para escrever um livro. Mas nao tenho vocaçao para isso. Em todo caso, já tenho dois pequenos cadernos cheios de anotaçoes. Todas sem futuro. Algumas delas vou partilhar com vcs. Elas nao passam de impressoes.

1.

Você está no metrô lotado e entra um jovem. Ele traz uma bolsa nas costas. Até ali vc nem imagina que dentro da mochila ele leva um par (muito potente) de caixas de som. Só descobre quando ele aciona o seu cd player. Em poucos instantes o som ganha a atmosfera das alturas. Tudo sobe e estronda. Depois o jovem começa a anunciar o cd pirata. Ninguém se mexe para comprar a seleção de músicas românticas. Na estação seguinte, o jovem desce. Entra outro. Mochila nas costas. Logo, faz o mesmo que o jovem anterior. A música agora é o mambo. O cd pirata custa 10 pesos, o que equivalente a dois reais.

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1 de junho de 2010

Frida

Por Gustavo de Castro

Tambèm sou daqueles que é apaixonado por Frida Khalo. Como nao amar esta mulher? É o que me pergunto depois de sair da Casa Azul, na calle Londres. Trata-se de uma edificacao de 1750, onde ela e Diego Rivera viveram os anos de seu amor. A casa, agora transformada em Museu, é de arrepiar. A energia de Frida está em toda a parte. Ali vc encontra a sua cadeira de rodas, o cavalete onde pintava, as moletas, a cama com o espelho encima, a máquina de costurar, os pincéis, as tintas ainda borradas na cor.

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31 de maio de 2010

A santa muerte

Por Gustavo de Castro

Quis o destino que eu viesse ao Mexico. De mochilas e de sandálias fui procurar Juan Gelman. Poucas vezes um paìs me desconcertou tanto quanto o Mexico. Nem vinte e quatro horas aqui e eu ja havia sido nocauteado com catorze emocoes…

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29 de maio de 2010

Quando penso em roubar chocolates

Por Gustavo de Castro

Em São Paulo, com a bolsa nas costas e as sandálias nos pés. Leio Pessoa: “Há muito tempo que não existo. Estou sossegadíssimo”. É do Livro do Desassossego. O trecho é lido por Luiza, uma amiga querida aqui de São Paulo. Em 1998 escrevi um poema para esta cidade. O poema nunca foi publicado, nem aqui. Não lembro por que fiz isso. Ele é assim:

CARTA DE SÃO PAULO AOS PAULISTAS

Essa bobagem que diz Goethe
de que cinza são as teorias
e verde é a árvore da vida é,
além de tudo, ingênua:
cinza também é a árvore
e a vida.
Já o disse São Paulo
de Piratininga.

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25 de maio de 2010

Poesia é uma palavra plural

Por Gustavo de Castro

Querido João, amigos e amigas

Tendo a concordar contigo de que a poesia sofreu fortemente um deslocamento para as outras artes. Em todo caso, acho que ela sempre esteve em todas as artes e que a sua expressão escrita é (apenas) uma de suas faces. Talvez a mais tradicional.

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20 de maio de 2010

Gente boa

Por Gustavo de Castro

O Luis Nassif escreveu hoje em seu blog: “Rio Grande do Norte, um dos estados de população mais simpática que conheci, e terra do seu Nestor, querido amigo que me acompanhou por muitos anos dirigindo o carro enquanto eu trabalhava no computador e no celular.”

20 de maio de 2010

Eeeba!

Por Gustavo de Castro

Tânia, querida, seja bem vinda! Aos poucos, com a chegada da voz e dos contornos femininos, o nosso Substantivo fica ainda mais rosa, leve e emocional.

9 de maio de 2010

Só se aprende a ser mãe quando se é avó

Por Gustavo de Castro

A todas as mulheres, independente de serem mães, filhas ou avós, deixo aqui a minha flor e o meu abraço.

Viva o difícil!

6 de maio de 2010

Declaração de voto de Zé Ninguém

Por Gustavo de Castro

A melhor coisa do mundo é não fazer nada. Ideólogos do trabalho não contêm comigo! A melhor coisa do mundo é ficar quieto e calado. Não ter partidos, nem causas, nem garantias. O homem vem e diz: “Seu nome vai para o SPC”. E daí? Deixa ir. Cansei do imposto de renda. IPTU. PSDB. IPVA. PT. PSTU. A PF que me interessa é o prato-feito da esquina. Se eu disser logo que não sou nem de esquerda, nem de direita, nem de centro, será que me deixam em paz? Meu partido é o do alto. Não, melhor: é do baixo. Defendo o baixo: putas, pintores, poetas, bêbados, babacas, bichas. Meu partido é também o do alto: o partido alto, o reggae, o candomblé, o samba, o tango e o bolero. Pronto. Eis a minha declaração de voto. Deixa eu aqui quietinho em minha inutilidade, por favor. O vinho, o charuto, o café e as almas também são companheiros das flores, da alegria e do sol nascente.

A política é a maior inimiga da poesia. Expulsemos da Polis todos os políticos!

5 de maio de 2010

Toda forma de amor vale a pena

Por Gustavo de Castro

Quem impede o afeto em locais públicos ou privados merece mesmo a reclusão. Quem impede beijos na boca – de língua – o afago nas “partes” ou mordidinhas no pescoço, não experimentou os “mistérios gozosos”. Quem impede o carinho da babá lésbica ou o vuco-vuco dos quadris, não devia experimentar o coito, os gemidos ou o “vem cá meu nêgo” do amor.

29 de abril de 2010

Café com letras

Por Gustavo de Castro

Parabéns aos promotores do ELE, Prefeitura, Capitania, escritores, mediadores, etc. Seria bom também valorizar além da pirotecnia dos eventos, a produção miúda de livros (romances, contos, poesias, ensaios); revistas literárias; concursos literários; oficinas, etc. E as bibliotecas públicas? Estamos vendo o apoio que estão recebendo, né?

Aqui em Brasília tem uma atividade simples que tem dado bons resultados ao longo do tempo. Chama Mala do Livro. Um baú de livros é deixado na casa de um líder comunitário ou na escola da quadra, daí os livros são emprestados, trocados e, principalmente, lidos. Falta em Natal e no RN política pública para o livro e a leitura, sem isso não adianta esses encontros. Eles (os encontros) deveriam celebrar um período de investimento no setor e não o único investimento no setor.

28 de abril de 2010

Crônica para candidatos sem graça

Por Gustavo de Castro

Não lembro mais como se forma a opinião desses meninos hoje em dia. Vi hoje um grupo no corredor da faculdade conversando. Cruzei o caminho deles exatamente quando uma garota disse a frase inacreditável:

“Votar em Dilma é como eleger Marlene Matos”.

Não sabia se ria ou se chorava com essa. O resto do caminho no corredor até à sala, tentei criar as sinapses para entender a conexão. Fiquei boiando. Ainda estou.

Depois fiquei pensando em Siri Gomes. Um dia até pensei em votar nele, mas depois, a conselho de amigos, fui recomendado a repensar. Nem precisou. Pergunto a todos que conheço e ninguém nunca explicou. Aceito até sugestões cá, no honroso SP: “Como alguém casado com a Patrícia Pillar quer saber de política?”. Por que ele não tenta escrever uma peça teatral? Ou vai andar de gôndola com ela em Veneza?

O Brasil é mesmo um país engraçado. Agora fico sabendo que o mestrado e o doutorado de dona Dilma na Unicamp valem menos que o pastel da rodoviária. E o Serra? Tadinho. Às vezes tenho a impressão de que ele está doidão. Fico vendo-o falar e penso: será que é chegado num uísque? Por que será que não engulo o Serra? Devem ser as láminas.

Como morei certo tempo de minha vida em mosteiros e conventos, aprendi a conhecer um pouco as freiras. Por este motivo, Marina Silva também não me desce muito. Tenho medo de gente focada demais. Gosto dos que olham em todas as direções.

Cambada de candidatos a presidentes sem graça estes que estão aí. Já estou pensando na desgrama do voto útil.

Alguém faz ideia de por que votar em Dilma tem a ver com a Marlene Matos ?