Notas para livros que não terminei de ler

8 de maio de 2011 às 21:56 | 5 Comentários
Por Gustavo de Castro

1.

Comecei a ler História da Literatura Portátil (Cosac), de Enrique Vila-Matas. Fui até a metade e gostei muito. Acho que amanha ou sei-lá-quando termino a leitura. O livro conta a história de uma sociedade secreta de artistas, que existiu na França, no início do séc. XX.

2.

Comecei também a ler Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia (Record), do José Paulo Cavalcanti Filho. Achei (estou achando) o livro fraco, misto de relato com documento, nem auto, nem bio… Vamos ver se o livro decola.

3.

Também comecei a ler Borges, biografia do escritor argentino, escrita por Edwin Williamson, depois de nove anos de pesquisa. Enquanto o livro de Cavalcanti parece bastante pretensioso, este já é mais simples, sem firulas desnecessárias, um livro interessante e profundo.

Sábato

1 de maio de 2011 às 22:01 | Comentar
Por Gustavo de Castro

Só agora me dou conta de que ele se foi. Em 2000 fui a Santos Lugares, bairro de Buenos Aires onde morava Ernesto Sábato. Ele tinha na época 88 anos. Não dei sorte por que ele estava com um leve resfriado e não pode me receber. Por esta época, ou antes, não lembro agora, escrevi um pequeno texto sobre ele, publicado depois no meu livro O Mito dos Nós (2005), que agora compartilho com vocês.

Anverso e reverso

Imagine um pêndulo que oscila entre a luz e as trevas, a ordem e a desordem, o apolíneo e o dionisíaco. Imagine agora que alguém imagina a sua existência assim. Imagine também que o ritmo musical que domina o movimento em questão seja o do tango, un pensamiento tristes que se baila. Ernesto Sábato, argentino de Rojas, escritor de uma verve ao mesmo tempo forte e melancólica, compreende em suas memórias (Antes do fim, Cia das letras, 2000) o movimento do espírito humano de forma reversível, como um pêndulo, um ir-e-vir em si mesmo, que faz com que não nos encontremos nunca no que fomos; que nenhuma identidade seja capaz de fotografar-nos de forma definitiva.

Clique aqui para ler mais »

teoria poética da incomunicação

9 de abril de 2011 às 9:19 | 4 Comentários
Por Gustavo de Castro

Entrevistei ontem longamente Davi Arrigucci Jr.(foto) e Olgária Mattos, em São Paulo, para o livro sobre Orides Fontela. Das duas conversas, longas e instigantes, ficaram mares de coisas. A solidão e o silêncio de Orides na São Paulo dos anos 70, 80 e 90… A eremita na grande cidade. Olgária Mattos falou da “Capacidade de abreviação da vida pelo olhar”, Davi Arrigucci soltou esta ao final: a poesia pode exprimir a própria incomunicação do poeta. Sai das duas entrevistas me sentindo ainda mais burro.

No divã com Tácito

6 de abril de 2011 às 9:04 | 4 Comentários
Por Gustavo de Castro

O SP sempre se renova, realmente. A Net tem ciclos mesmo, como todos dizem, “ondas” nét? É bom ler mais Carlão aqui. O Daniel Dantas reaparecendo, Chico Guedes ressurgindo. Lívio dando um tempo. Tácito, gostei do texto-de-arrumação que vc escreveu e que me ajudou a compreender algumas cositas. É verdade que uns tão mais calados, se precavendo, contra gente de coração pesado. É verdade que alguns são Quixotes e que o sexo feminino tenha chegado com tudo, também acho que seja verdadeiro. Já cheguei a achar que os homens deste SP nem se afirmavam tanto assim… Ô Marcos, somos femininos, querido… Enfim, a difícil convivência, seja quem for, enfim, o necessário silêncio, enfim, o que temos a contribuir?

Como Dilma começou a ler Dostoievsky

4 de abril de 2011 às 8:43 | Comentar
Por Gustavo de Castro

No site da Rádio Metrópole, o Affonso Romano de Sant’anna conta como Dilma começou a ler Dostoievsky:

aqui

Bolo-de-rolo

31 de março de 2011 às 23:27 | 22 Comentários
Por Gustavo de Castro

E então, amigas, amigos, vamos ou não vamos tomar uma? Bebo em qualquer bar que o João da Mata sugerir. Samarone tá chegando e levo ele junto. Ontem tomei uma no Tomatino e gostei muito de lá. Foi lá que revi minhas amigas Josimey e Ângela Almeida. Conheci ainda Ângela Pavan. Também acompanhei ABC 0X0 Vasco, um jogo muito mais ou menos… Topei com Osair Vasconcelos na Tv apresentando, na Band, um jornal e falando de “jornalismo independente”. Osair, sai dessa, não tenha medo de ter opinião. Mude junto com o jornalismo, por favor. Minhas duas mães, Elza (84) e Tita (73) me informaram que a casa onde moram havia sido assaltada duas vezes e que nossa vizinha, dona Conceição, havia sido assaltada três. A praça de São Pedro tem mais vagabundos do que o Congresso Nacional. (Perdão aos da Praça de São Pedro, em Roma). Morreu José Comblin e não saiu nota em jornal nenhum.  Na cidade inteira, só se fala de roubos e assassinatos. Deixa quieto: quando a Copa do Mundo chegar tudo melhora. Natal não será sede da Copa das Confederações: é o atraso do finado Machadão. É verdade mesmo que, em Natal, tudo chega por último? Na padaria alguém fala mal de Micarla; no açougue, Tião Navalha só fala mal de Micarla; na tinturaria a tintureira fala mal de Micarla; só no SBT não se fala mal de Micarla. No Novo Jornal leio da criação de uma nova entidade cultural que reunirá entidades culturais. Será uma legítima entidade Cunha Lima. No SP, a esquizofrenia tomou conta de vez… Na Tribuna do Norte, o jornalismo piorou de vez… No Aeroporto, graças-a-deus, agora tem bolo-de-rolo pra vender. E então, Damatta, amigas, amigos fakes, em que bar boteco biroska vamos beber desta vez?

ok mas…

2 de março de 2011 às 11:11 | 4 Comentários
Por Gustavo de Castro

Isto aqui tá ficando muito cafona.

Uma pena

1 de março de 2011 às 18:08 | 9 Comentários
Por Gustavo de Castro

É uma pena, mas parece que o Marcos Silva se foi de verdade. Fiquei dois dias pensando no texto que o Lívio escreveu lá atrás, “A liberdade campeã”, acho, onde ele falava da responsabilidade de cada um, aqui neste espaço.

Sinceramente, sinto a falta do Marcão. Com o tempo aprendi a admirar sua sensatez, cousa rara nestas plagas; lia seus conselhos, ponderações, críticas, com se fossem a mim, enfim, a gente aprende um bocado quando não tem os punhos levantados.

Sinto também a falta do Charles Phelan, do Jairo Lima, do Chico Guedes e do Lawrence Bitencourt, entre outros, gente com quem aprendi também. Tácito acha que a internet é um lugar de conflagrações. Ele está certo. Mas às vezes eu penso o quanto isso custa.

“A cada um a dor e a delícia de ser o que se é”.

O homem mais invejoso do mundo

26 de fevereiro de 2011 às 12:24 | 4 Comentários
Por Gustavo de Castro

Nem faço de idéia de quem seja o Sr. Laélio Ferreira, não o conheço, nada sei dele, a não ser que é filho de poeta. Mas garanto que o texto que li dele hoje foi a maior declaração de inveja da história do Rio Grande do Norte, quiça do Nordeste.

O homem se superou tristemente, destilando “bílis negra” (essa aprendi com Lívio), pq o Marcos é professor doutor (agora pronto, Marcos tem culpa de ter estudado), ser poeta, tradutor (de Baudelaire, diga-se), cantor, uspiano, compositor, cacete-a-quatro, putz, que incapacidade de admirar uma pessoa. Que falta de alteridade! O homem, Laélio, só respeita gênios?

Bom, Tácito, desculpe a minha ignorância, mas quem é Laélio Ferreira, hein?

Marcos, amigo, aprendi com você a engrossar o couro. (Ops!) Liga, não, rapaz. Não se esqueça do que você disse, outro dia: “sou um nadador medíocre”, achei isso simples e belo, superior a qualquer poema, a qualquer xingamento, inveja, Laélio, a qualquer um de nós, todos nós, nadadores medíocres, péssimos poetas, insignificantes seres de cultura.

Estava pensando na poesia e no zen

25 de fevereiro de 2011 às 14:19 | Comentar
Por Gustavo de Castro

Estava pensando na poesia e de como fomos acossados por ela. Houve a invasão das palavras, dos poetas, das metáforas, da imagens e das estéticas: da sutil à esgarçada; do mau, vil e reles ao sublime, alto e aberto, qual aquele quadro de Brennand.

Da poesia não sabemos mesmo nada. Falamos tanto, escrevemos tanto, vemos a sua eclosão em todas as partes: festivais, recitais, colunas, concursos, publicações e ainda assim nada sabemos da poesia.

Quando perguntavam para Roberto Juarroz o que era a poesia, ele gostava de contar uma parábola zen. Diz a parábola que o mestre esteve a falar do zen por toda a manhã e que ao final disse “tenho falado do zen por toda a vida e ainda assim não sei o que é o zen”, ao que um discípulo contestou: ‘mas como? como alguém pode falar do zen por toda a vida e ainda assim não saber o que é?

Ao que o mestre, concluiu:

- Tenho que saber também isto?

p o e s i a b e r t a

23 de fevereiro de 2011 às 14:25 | Comentar
Por Gustavo de Castro

O XX Prêmio Reina Sofia de Poesia Iberoamericana está com inscrições abertas.

http://campus.usal.es/~rrii/reina_sofia/reinasofia.htm

Cartas do Pai

21 de fevereiro de 2011 às 21:18 | 2 Comentários
Por Gustavo de Castro

Minha amiga, a cineasta Érika Bauer, anda lendo 32 mil cartas do mestre Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athaíde, para a realização de um longa metragem. Ela criou um blog, que é um diário de produção do documentário em construção Cartas ao Pai. Lá encontramos vídeos das cartas de Manoel Bandeira e Oswald de Andrade, entre outros. Para conferir, clique: http://cartasdopai.blogspot.com/

Despalavra

18 de fevereiro de 2011 às 22:48 | 2 Comentários
Por Gustavo de Castro

Quando as palavras
vestem o mundo
tudo fica
impermeável.

É quando precisamos
do poema
do quadro
do canto.

Para desmamar
o mundo
só templos
aflitos.

O ó

15 de fevereiro de 2011 às 11:38 | 14 Comentários
Por Gustavo de Castro

Com quantas
contradições
se faz
um poeta?
Com quantos
poetas
se faz
um cometa?

I’m reading a book

11 de fevereiro de 2011 às 8:02 | 1 Comentário
Por Gustavo de Castro

Eduardo Galeano manda mensagens para estudantes de Letras

11 de fevereiro de 2011 às 8:01 | Comentar
Por Gustavo de Castro

Preá

2 de fevereiro de 2011 às 11:00 | 4 Comentários
Por Gustavo de Castro

Fico pensando se existe alguma razão convincente para que a Preá volte a ser em papel.

Pq não só digital?

Ah, que saudade das texturas da folha de papel, dos bons desenhos gráficos, das fotografias em duas páginas, coisa que, infelizmente, a tela do computador não permite.

Ah, que saudade dos bons ensaios, dos textos rápidos, ligeiros, vivos como um açoite, das aventuras jornalísticas na área cultural.

Juremir Machado costuma dizer que o Jornalismo Cultural morreu no Brasil. Tudo virou roteiro e eventos, lançamentos, shows.

Faltam as boas entrevistas os bons perfis a grande reportagem tenho saudade do texto que tira o fôlego e deixa saudade.

Onde foram parar os meus heróis do jornalismo?

Thais Mallon nasceu:

1 de fevereiro de 2011 às 21:16 | Comentar
Por Gustavo de Castro

“Vem acaso, vem Que o mundo já virou abóbora”

História natural da poesia

19 de janeiro de 2011 às 11:30 | 2 Comentários
Por Gustavo de Castro

Meu sobrenome é Juízo.
Meu primeiro nome é Sem.

A CADA HORA

7 de janeiro de 2011 às 14:25 | 1 Comentário
Por Gustavo de Castro

Poema em PDF para preservar a diagramação original:

aqui

AGENDA

  • Pinacoteca está com Edital aberto para ocupação das Salas de Exposições

    Artistas plásticos e visuais ainda podem se inscrever no Edital de Ocupação das Salas de Exposição da Pinacoteca Potiguar para todo o ano de 2012.

    mais informações »

  • Rede Cinemark exibe direto de Londres a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House

    Espetáculos serão transmitidos em mais de 30 complexos espalhados pelo Brasil, sendo dois ao vivo. Natal-RN participa da programação e os ingressos já estão à venda

    A Rede Cinemark traz para o Brasil, com exclusividade, a temporada 2012 de óperas e balés do The Royal Opera House (ROH), de Londres, a partir do dia 25 de fevereiro.

    mais informações »

  • Museu de Arte Moderna do Rio abre mostra cancelada de Nan Goldin

    NAN GOLDIN
    QUANDO abre hoje, às 19h; de ter. a sex., das 12h às 18h; sáb. e dom., das 12h às 19h; até 8/4
    ONDE MAM-Rio (av. Infante Dom Henrique, 85, Rio; tel. 0/xx/21/2240-4944)
    QUANTO R$ 8
    CLASSIFICAÇÃO 18 anos

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    “Je f’rai un domain où l’amour sera roi”
    12-02-2012 às 10:14 - 1 Comentário
    Por Bruno Costa

    Embora distante
    tua voz, teu cheiro, teu gosto
    permanecem aqui
    do nascer ao pôr do sol
    Continuo ouvindo as mesmas músicas
    que embalaram nosso encontro
    e às vezes sinto que se aproximas
    com sorriso leve e afeto ilimitado

    Encantados seres
    temos agora a ciência de sonhar acordados
    de conviver pacificamente com o medo
    e ludibriar o tempo

    Seres encantados
    transcendemos a história e a matéria
    alcançamos um plano metafísico
    que chamamos de deus, amor, beleza

    COMENTÁRIOS

    • João da Mata: Caro Juscio e estimada Roberta Belos links e comentários. Adorei. Que lindo, Roberta, seu blog proibido. Recomendo a todos Muito obrigado - A Viúva Negra
    • Roberta Aymar: A quem de interesse for... (inclusive há um link para o seu texto, João da Mata): http://quasiallegromanontroppo.blogspot.com/2012/02/aforismos-sobre-as-irrigacoes.html Roberta Aymar. - A Viúva Negra
    • Jóis Alberto: Poema muito bom! - "Je f'rai un domain où l'amour sera roi"
    • Eliane Dantas: Concordo, finalmente, com o senhor Jarbas Martins. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Alex de Souza: Cristo também nunca engravidou. Nem Maria Madalena (que eu saiba). - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Jarbas Martins: Muito bom, Bortolotto.Mas eu não trocaria um parágrafo de Adriano de Souza, ou um capítulo de um ciberfolhetim de Carlão, por tua prosa requentada. - Minha mãe sempre apagava a luz na hora de dormir
    • Anchieta Rolim: "Tá legal, eu aceito o argumento." Valeu Marcos. - À sombra da ditadura
    • chico m guedes: penso que quem acha que os valores em relação à vida introduzidos pelo cristianismo na civilização ocidental são só uma questão de crença pessoal, ou ignora brutalmente a história, ou, o que é pior, se auto-ignora enquanto fruto dessa civilização. sugiro um passeio imaginário ao coliseu romano num dia de espetáculo pagão. (em joguinho cyber ou seriado de tv não vale). claro que a sociedade ocidental moderna já abriu espaço para tornar o aborto uma questão de "foro íntimo das mulheres" (a mesma sociedade que vai em marcha batida pra nos transformar em mero 'produto', aliás). apois, apesar de toda essa mudernage, desconfio que entre nós filhos do cristianismo, pelo menos por mais um milênio, matar um feto (não venham com eufemismos que é disso que se trata) ainda será sentido e vivido como uma mancha moral (o que é o 'pecado', afinal?). mesmo que ele venha a ser descriminalizado. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • Fernando: Yuno, seu comentário rebaixando o cristianismo revela um preconceito fortíssimo. Nestes termos, é impossível realizar um 'debate amadurecido" que você diz querer. - A “defesa do direito ao aborto” e a “defesa do aborto”
    • João da Mata: Eu tacito, celina ,Abimael Noite de banda aluanda. Ribeira bordas navarro Quase carnaval amigos Maésia , Paulo, outros. Não naõ não lembro nome seca Elói. E tu andas estava. - Cena Aberta e transparente