É uma pena, mas parece que o Marcos Silva se foi de verdade. Fiquei dois dias pensando no texto que o Lívio escreveu lá atrás, “A liberdade campeã”, acho, onde ele falava da responsabilidade de cada um, aqui neste espaço.
Sinceramente, sinto a falta do Marcão. Com o tempo aprendi a admirar sua sensatez, cousa rara nestas plagas; lia seus conselhos, ponderações, críticas, com se fossem a mim, enfim, a gente aprende um bocado quando não tem os punhos levantados.
Sinto também a falta do Charles Phelan, do Jairo Lima, do Chico Guedes e do Lawrence Bitencourt, entre outros, gente com quem aprendi também. Tácito acha que a internet é um lugar de conflagrações. Ele está certo. Mas às vezes eu penso o quanto isso custa.
“A cada um a dor e a delícia de ser o que se é”.
O homem mais invejoso do mundo
26 de fevereiro de 2011 às 12:24 | 4 ComentáriosNem faço de idéia de quem seja o Sr. Laélio Ferreira, não o conheço, nada sei dele, a não ser que é filho de poeta. Mas garanto que o texto que li dele hoje foi a maior declaração de inveja da história do Rio Grande do Norte, quiça do Nordeste.
O homem se superou tristemente, destilando “bílis negra” (essa aprendi com Lívio), pq o Marcos é professor doutor (agora pronto, Marcos tem culpa de ter estudado), ser poeta, tradutor (de Baudelaire, diga-se), cantor, uspiano, compositor, cacete-a-quatro, putz, que incapacidade de admirar uma pessoa. Que falta de alteridade! O homem, Laélio, só respeita gênios?
Bom, Tácito, desculpe a minha ignorância, mas quem é Laélio Ferreira, hein?
Marcos, amigo, aprendi com você a engrossar o couro. (Ops!) Liga, não, rapaz. Não se esqueça do que você disse, outro dia: “sou um nadador medíocre”, achei isso simples e belo, superior a qualquer poema, a qualquer xingamento, inveja, Laélio, a qualquer um de nós, todos nós, nadadores medíocres, péssimos poetas, insignificantes seres de cultura.
Estava pensando na poesia e no zen
25 de fevereiro de 2011 às 14:19 | ComentarEstava pensando na poesia e de como fomos acossados por ela. Houve a invasão das palavras, dos poetas, das metáforas, da imagens e das estéticas: da sutil à esgarçada; do mau, vil e reles ao sublime, alto e aberto, qual aquele quadro de Brennand.
Da poesia não sabemos mesmo nada. Falamos tanto, escrevemos tanto, vemos a sua eclosão em todas as partes: festivais, recitais, colunas, concursos, publicações e ainda assim nada sabemos da poesia.
Quando perguntavam para Roberto Juarroz o que era a poesia, ele gostava de contar uma parábola zen. Diz a parábola que o mestre esteve a falar do zen por toda a manhã e que ao final disse “tenho falado do zen por toda a vida e ainda assim não sei o que é o zen”, ao que um discípulo contestou: ‘mas como? como alguém pode falar do zen por toda a vida e ainda assim não saber o que é?
Ao que o mestre, concluiu:
- Tenho que saber também isto?
p o e s i a b e r t a
23 de fevereiro de 2011 às 14:25 | ComentarO XX Prêmio Reina Sofia de Poesia Iberoamericana está com inscrições abertas.
Cartas do Pai
21 de fevereiro de 2011 às 21:18 | 2 ComentáriosMinha amiga, a cineasta Érika Bauer, anda lendo 32 mil cartas do mestre Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athaíde, para a realização de um longa metragem. Ela criou um blog, que é um diário de produção do documentário em construção Cartas ao Pai. Lá encontramos vídeos das cartas de Manoel Bandeira e Oswald de Andrade, entre outros. Para conferir, clique: http://cartasdopai.blogspot.com/
Despalavra
18 de fevereiro de 2011 às 22:48 | 2 ComentáriosQuando as palavras
vestem o mundo
tudo fica
impermeável.
É quando precisamos
do poema
do quadro
do canto.
Para desmamar
o mundo
só templos
aflitos.
O ó
15 de fevereiro de 2011 às 11:38 | 14 ComentáriosCom quantas
contradições
se faz
um poeta?
Com quantos
poetas
se faz
um cometa?
I’m reading a book
11 de fevereiro de 2011 às 8:02 | 1 ComentárioEduardo Galeano manda mensagens para estudantes de Letras
11 de fevereiro de 2011 às 8:01 | ComentarPreá
2 de fevereiro de 2011 às 11:00 | 4 ComentáriosFico pensando se existe alguma razão convincente para que a Preá volte a ser em papel.
Pq não só digital?
Ah, que saudade das texturas da folha de papel, dos bons desenhos gráficos, das fotografias em duas páginas, coisa que, infelizmente, a tela do computador não permite.
Ah, que saudade dos bons ensaios, dos textos rápidos, ligeiros, vivos como um açoite, das aventuras jornalísticas na área cultural.
Juremir Machado costuma dizer que o Jornalismo Cultural morreu no Brasil. Tudo virou roteiro e eventos, lançamentos, shows.
Faltam as boas entrevistas os bons perfis a grande reportagem tenho saudade do texto que tira o fôlego e deixa saudade.
Onde foram parar os meus heróis do jornalismo?
Thais Mallon nasceu:
1 de fevereiro de 2011 às 21:16 | Comentar“Vem acaso, vem Que o mundo já virou abóbora”
História natural da poesia
19 de janeiro de 2011 às 11:30 | 2 ComentáriosMeu sobrenome é Juízo.
Meu primeiro nome é Sem.
A CADA HORA
7 de janeiro de 2011 às 14:25 | 1 ComentárioPoema em PDF para preservar a diagramação original:
A TI
1 de janeiro de 2011 às 15:53 | 1 ComentárioVocê é
Mundo.
No amor
Não existe
Último afago.
Todo vazio
é nossa
figura-fundo.
SP 2010-2011
29 de dezembro de 2010 às 22:36 | 3 ComentáriosAno passado, por estas épocas, o Marcos Silva fez uma bela avaliação do nosso SP, jamais esqueci aquele post.
Ele falava da importãncia de agregar, somar esforços, avançar, prosperar a proposta do SP.
E olhe só o que vem acontecendo…
Poesia e incomunicação
18 de dezembro de 2010 às 8:11 | 4 Comentáriosamigas e amigos
Estou embrenhado em uma pesquisa sobre a poeta Orides Fontela. É uma pesquisa longa e calma. Biográfica. Se tiverem alguma história da poeta conhecida ou vivida, peço a gentileza de assinalar escrevendo para este Substantivo ou para gustavodecastro@unb.br
att
Dois temas à saudade
13 de dezembro de 2010 às 23:03 | 2 Comentários1.
Nunca estive
à altura do amor.
Os pássaros voam
mais alto.
Felizes.
2.
Saudade
de quem me
desorienta
e ajuíza.
Z
11 de dezembro de 2010 às 8:19 | 5 ComentáriosO poeta
Vez ou outra
é qual o raio.
Freqüenta
Quedas.
aisthesis
28 de novembro de 2010 às 9:33 | 1 ComentárioGosto da estética do cangaço com ou sem espelhinhos, perfumes e sangue. Para mim, no fundo, a questão não são os cangaceiros, mas o Sertão. Neste sentido, sou mais a estética do sertão do que a do cangaço. Dá para pensar um sem o outro. Estranha mistura. No fundo, o que interessa hoje é a estética do feio. O belo morreu na idade clássica renascentista. Bom, mas há controvérsias. Assim como há controvérsias e apostas de que Rodrigo Levino está ou não adotando o estilo Veja de escrever. Mas este assunto é outro tiroteio. A estética do feio também vale e também ensina. Prefiro pensar no que de beleza aprendo do Sertão.
Notas de cultura mínima
10 de novembro de 2010 às 17:09 | 2 ComentáriosPassei a semana no II Simpósio de Crítica da Poesia, organizado pela professora Sylvia Cintrão, do Departamento de Teoria Literária, da UnB. Durante quatro dias, várias pesquisas nacionais sobre poesia (e suas intersecções) foram apresentadas e deu para perceber bem o panorama da “área”. O Seminário terminou hoje, com a mesa “O lugar da poesia na mídia”, formada por José Castello, Sérgio de Sá e Maurício Melo, da TV Senado. Depois que todos falaram, um poeta da cidade (ninguém soube me dizer o seu nome), levantou e começou a protestar veementemente pelo fato da imprensa não dar importância a poetas iniciantes. Ele se incluía. ”Veja o meu caso, ninguém jamais escreveu um livro de poesia sobre o negro na Bíblia”, e começou a listar os nomes de todos os negros da Bíblia. Ele parecia acusar Sérgio de Sá, que fora colunista de literatura do Correio Braziliense por dez anos, de não dar a mínima ao seu trabalho. Foi constrangedor, irônico e pertinente, tudo ao mesmo tempo. Fico espantado como os poetas nunca deixam de ser inconvenientes.







