Vale a pena citar Auden:
“…desconfio que sem um pouco de comicidade…”
Estação Angicos
14 de abril de 2011 às 11:42 | 4 ComentáriosLocus amoenus, ou nem tanto, a menos, meu Umbigo, a Origem do Mundo, o Logos. A estação ferroviária, sua parede como um mural anunciando sua data inaugural: 1933.Dez anos antes nascera na Praça Jota da Penha, que lembra o quixotesco herói bustificado, o poeta e professor Jarbas Martins. Máscara de José Jarbas Martins, filho de Luiz de França Martins e Maria Lutécia Péres de Araújo, sobrenome esse, depois, sequestrado pelas leis do matrimônio civil caducas.No registro do nome de minha mãe, sinalizavam-se, ao mesmo tempo, a arrogância cartorial, herdada de seu pai. Zacarias Antônio de Araújo, ex-tabelião em Macau, e a chegada tardia da República Nova, a de passos lentíssimos. Forasteira ilustre, passeava, como engomando as ruas, naquela Vila-com-ares- de- cidade ou Cidade-com-ares-de-vila. Angicos, pobre e imortal como no verso de Jorge Luís Borges que acabo de reinventar.
Salvemos a Casa de Cultura Estação Angicos
8 de abril de 2011 às 14:27 | 12 ComentáriosApelo para a professora Maria Isaura da FJA.As casas de cultura, criadas em boa hora na gestão de François, parecem que se tornaram ruínas.Estão abandonadas, dizem-me.Como angicano e zeloso pela história da minha cidade, espero que a casa de cultura de Angicos, instalada no prédio, que já foi a antiga estação ferroviária, seja preservada. Que mereça, professora Maria Isaura, de suas mãos de mulher (e, portanto, ternas) um carinho especial.Um acervo riquíssimo poderia está ali.O pobre e imortal folclore da cidade, danças, lendas, peças de artesanato.Uma literataura de inegável valor artístico e histórico, como a do republiicano,escritor, líder político Capitão J.da Penha.A História da cidade de Angicos e a História da Paróquia de São José de Angicos, ambas escritas pelo escritor, jornalista e político Aluízio Alves; o preciosíssimo material, de repercussão internacional, que diz respeito à pedagogia implantada naquele chão por Paulo Freire.Terra de uma das maiores poetisas deste Estado, Carmen Vasconcelos, Ela própria neta de um combativo jornalista e político, Pedro Moura de Vasconcelos; terra de Pedro Avelino, pioneiro do jornalismo no Estado, os jornais que fundou poderão ser recuperados, pois acham-se dispertos estragados pelo tempo destruidor.Há também escritos há serem preservados como a do professor e sindicalisto, que combateu a ditadura militar José Cândido.O pintor e poeta Newton Navarro deixou aquarelas e pinturas sobre Angicos.Seu pai viveu por lá.Por Isso e muito mais, cara professora Maria Isaura, como cidadão e poeta angicano,acima da mesquinhez,pelo amor à nossa cultura recorro à sua pessoa, descendente de uma família que também fez muito pela cultura do nosso Estado. Beijo-te respeitosamente as mãos, Senhora.
Jabs Martins conversa com o novo xerife
8 de abril de 2011 às 11:11 | 3 Comentários- Sou o mais rápido epistoleiro de Angicos, xerife.Sim, ainda há cavalheiros no mundo.Respeito e exijo também respeito, quando o assunto envolve mulher. Na hollywoodiana Angicos impera o faroeste macarrônico, por isso seja bemvindo. Em Santana do Matos nem piso lá. terra de um tal Tácito Costa, canastrão muito longe de ser um malamado Victor Mature, declamando Shakespeare em “My darling Clementine. E este é assunto meu.Acho bom o forasteiro voltar para a sua Hollywood de pastelão, xerife Mario Ivo.O trem sai daqui há quinze minutos.
Um poema só em prosa para Irani
8 de abril de 2011 às 11:05 | Comentarcomo numa gag silenciosa, estendes os teus braços paralalelamente, que se assemelham a uma ferrovia da lua. dedos e unhas de ouromel que terminam, para minha surpresa e encanto servis, em uma malha de trilhos.quisera congelar-te neste ato breve, mas perturbas a aurora e o meu devaneio concomitantemente.
Silêncio, estou escrevendo um soneto
6 de abril de 2011 às 21:56 | 13 ComentáriosPodem mandar pro Twitter.
SÍTIOS AMENOS
sítios somente sei locus amoenus o sol e a sombra e a oiticica rara tua varanda e a parede que antepara águas velhas de um amor em céus terrenos
Para o Twitter
6 de abril de 2011 às 15:08 | 13 ComentáriosPobre Angicos, tão distante de Deus, tão próximo de Natal e Mossoró.
Ainda Juca Kfouri
6 de abril de 2011 às 9:12 | 9 ComentáriosCabra arretado, esse Juca Kfouri.Podia ser angicano, não fossem a altura e o sobrenome.Segundo ele viveu sempre entre peladas.È o que respondia aos amigos quando trabalhava na Playboy.Colecionou mulheres como eu, e haja filhos no mundo.Imagine se fosse bonito como este poeta de barbas marfins.Ou tivesse o glamour de Tácito Costa.Rilke Vieira só me chama de bonitón.E o Lívio Oliveira que tá fazendo uma falta danada aqui.Lutou contra a ditadura, jogou bem na esquerda, mas não pensa como o governo da Venezuela chavista, nem pensa como o governo argentino que querem controlar a imprensa.Pela imprensa livre, prometeu dar todo o apoio aos estudantes de jornalismo da UFRN que pretendem criar um jornal independente na área universitária.Quem perdeu a palestra ontem de Juca Kfouri na UFRN, merece cortar meio canavial, ao meio-dia em Cuba.Que acha, Marcos Silva?
De Juca Kfouri
6 de abril de 2011 às 9:10 | ComentarSer palmeirense é pra quem não tem dinheiro suficiente pra ser são-paulino; nem coragem pra ser corintiano.Mas acabou ganhando de Breno Tavares uma camisa do verdão…natalense.
Já está no Twitter
6 de abril de 2011 às 9:06 | ComentarShow de bola de Juca Kfouri ontem na UFRN.Com uma assistência à altura do Departamento de Comunicação Social.
SOBRE MEU PÓSCÂNONE
5 de abril de 2011 às 13:04 | 1 Comentárioa biopoética de jota mombaça,a poética multimidiática de carito,as prosas vaporosas de marize castro,carmen vasconcelos,gustavo de castro e carlos de souza, a poesia midcult de alex nascimento, os poemas apócrifos de franklin jorge, a poesia transerótica de nei leandro de castro, a não poesia de dailor varela, a arte intersemiótica de avelino de araújo,o minimalismo de lívio oliveira,uma arte de anchieta fernandes, poeta de um olho só, a poesia que se fez carne em anne guimarães.
Para Gustavo de Castro
5 de abril de 2011 às 8:51 | 7 ComentáriosGlandular e visceral, a biopoesia de Jota Mombaça é riquíssima em toda a sua diversidade.
A poesia de Jota Mombaça
3 de abril de 2011 às 18:28 | 4 ComentáriosA biopoesia – o termo é de Augusto de Campos, analisando a obra de Dylan Thomas – de Jota Mombaça é riquíssima em suas diversidades.
Ah! Lívio o poeta das barbas marfins o maior Romeu morreu
ACIDENTES DE ABRIL
31 de março de 2011 às 9:05 | Comentar….o mais cruel dos meses, lembra-me horácio oliveira, o olhar nos distantes dos morros de ponta negra.marize,a maga patafísica,reconhecidamente inglesa, em sua arte de prever acidentes, lendo folhas nas xícaras de chá, eleva sua voz: gustavo de castro acaba de chegar à espera de abril.uma nuvem diáfana como o polissílabo ni val de te paira sob o céu de angicos, onde o inverno, pergunta a maga patafísica. quase ao mesmo tempo que responde: talvez nas barbas marfins de certo poeta, ou na desesperança de um requintado romance de fernando monteiro.abril custa a voltar replica laélio, incorporando a voz de ferreira itajubá…depois de um suspiro pungente a maga patafísica faz a leitura de um poema de carito.homens de teatro, inicia enquanto o pano cai rapidíssimo.
Já está no twitter
31 de março de 2011 às 9:04 | 4 Comentáriosnatalenses comemoram o dia do fake no próximo primeiro de abril
Boa noite, Jota Mombaça
30 de março de 2011 às 19:47 | 10 Comentáriosa lepra do neoexpressionismo é a única saúde da pós-modernidade.
Fernando Monteiro em menos de 140 caracteres
30 de março de 2011 às 14:18 | 5 ComentáriosFernando Monteiro não é pós-maneirista, é fake, como me ensinou Platão, esse desconstrutivista jurássico.
O que nem sempre escrevo e amo e silencio
30 de março de 2011 às 11:45 | 2 Comentárioso nome marize castro que semeou poemas em prosa na insulada província natal, a palavra bonina apontada por mário de andrade num verso de ferreira itajubá, as garças que num futuro aram espelhos e silêncios no potengi, a benfazeja palavra oiticica à margem do rio pataxó ou angicos, o tietê rio bandeirante espelho meu em correrias mil sob um céu interior, o retardatário crepúsculo em campo belo belo, a obstinação de um bairro que transfigura em promessa a pressa dos aviões, o desdobrável e mágico nome talita de uma filha, o dançarino e núbil nome taís de uma outra filha,o bíblico nome lucas de um filho,e que me lembra um personagem de cortázar e seus sonetos, o pseudônimo horácio oliveira de um amigo, que me deu de presente o livro rayuela,o peso de ouro e alegre vôo num verso do mossoroense antônio francisco, a tangível palavra esperança na mão em flor de minha neta laís.
Apelidos, Buylding e Termos Afins
29 de março de 2011 às 16:14 | 6 ComentáriosApelidos nunca me atingiram moralmente, seja porque apontavam, com uma simpática dose de humor, para alguns traços verdadeiros da minha pessoa, seja porque simplesmente achava-os ludicos e inteligentemente bem bolados.Também já fui um bom distribuidor de apelidos, que fizeram sucesso.Até Luiz Damasceno, a quem chamava de ‘ minha doce víbora albina”,me presenteou com um: Jarbas Motim, referência à minha participação no movimento estudantil, nos anos sessenta, e uma alusão irônica a um canastrão- o Errol Flynn, e seu filme “O Grande Motim”(que nunca chegamos a ver).Tempos de cineclubismo. De Nei Leandro, numa polêmica besta em que nos envolvemos, e que só quem perdeu foi a Poesia, ganhei mais um: Jabs Martins.Explico.Nos tempos de minha passagem frustrada pela boêmia( que há tempos deixei para trás), depois da sexta dose de uísque, retribuía ao amigo, que por acaso me fizesse qualquer saudação, um eloquente murro no músculo do braço.Daí o apelido com que Nei me mimou.Por serem, esses exercícios de boxe, tão generosos e sinceros, os nocauteados nunca revidaram.E tudo resultava em graça. Até o José Humberto Dutra,o maldito autor de “Geração dos Maus”, companheiro do Bar do Lourival, sentiu o peso do murro deste Touro Indomável de Angicos.Mas isto foi há muito tempo.Ultimamente o amigo Lívio Oliveira me lançou um apelido que tem feito o maior sucesso: o poeta das barbas marfins.Menos mal e também verdadeiro.Usei barbas durante algum tempo e, quando começaram a ficar encanecidas, cortei-as.Nem por isso caíram no esquecimento.Por que esse alarde todo em torno de apelidos, que passaram a ser chamados pelos politicamente corretos de buylding e outros termos (esses, sim) pouco sonoros?







