Em busca do sagrado coração da nação (Central do Brasil)

2 de fevereiro de 2012 às 9:55 | Comentar
Por Marcos Silva

O filme Central do Brasil aborda fim e começo de vidas, talvez o fim-começo de vidas: a idosa professora aposentada Dora (elogiado desempenho de Fernanda Montenegro, indicada para o Oscar de Melhor Atriz por ele) cuida do menino órfão Josué (bonita estréia do ator Vinícius de Oliveira), até que o jovem encontre sua família; e o Brasil, tão sofrido em violência e miséria – mas dotado de potencialidades. Isso se dá a partir de um país metropolitano, violentamente degradado (o mundo da estação ferroviária Central do Brasil, o caos citadino do Rio de Janeiro), contraponto  ao país interiorano povoado por gente boa (os carinhosos irmãos de Josué, Isaías e Moisés, interpretados pelos ótimos atores Matheus Natchergaele e Caio Junqueira). Nesses termos, o filme configura um retorno do Brasil a si mesmo, um bom caráter extraviado, reconduzido à linha, desvencilhando-se dos acidentes de percurso a que a modernidade urbana o levara.

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Viva Luís Damasceno!

31 de janeiro de 2012 às 10:48 | 3 Comentários
Por Marcos Silva

Amigas e amigos:

Estou me dirigindo a pessoas que conhecem o significado humano, intelectual e político de Luís Damasceno em Natal e no mundo.
Conheci Luís quando eu passava da adolescência para a idade adulta. Frequentávamos o Cine-Clube Tirol e eu ia à Livraria Universitária, onde ele trabalhava (e que ele dinamizava com sua presença cultural e até física). Eu começava a ler materiais mais adultos de literatura, descobria um pouco de ensaísmo sobre literatura e cinema, espiava com medo os textos sobre  filosofia e política. Luís foi uma espécie de alfabetizador para mim em termos de localizar livros nas estantes da livraria, identificar materiais que poderiam me interessar (e que, em minha pobreza de então, eu poderia planejar para adquirir). E me emprestou muitos livros, que devolvi.

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2 ou 3 coisas sobre um poema

1 de dezembro de 2011 às 15:23 | 3 Comentários
Por Marcos Silva

Existem uma dicção e um vocabulário clássicos, marcados por solenidade adequada. Mas a métrica foi substituída pela multiplicidade de ritmos. O classicismo é quase citado porque o mundo onde ele nos surge é outro. E pode haver aprendizado recíproco nesse contato entre antes e agora. Somos diante de uma evocação clássica e de uma contemporaneidade da leitura igualmente marcadas pelo estranhamento: onde estamos?

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Lembranças da Cooperativa Cultural da UFRN

30 de novembro de 2011 às 11:36 | 3 Comentários
Por Marcos Silva

Sou amigo muito antigo de Luís Damasceno, acho que ele é meio culpado pelos caminhos que segui na vida adulta (estudar História, ter posturas de esquerda muito heterodoxas, escrever).

Minha ligação com a Cooperativa Cultural da UFRN passou por ele. Sempre fui bem recebido pelos funcionários e lancei vários livros lá. E gostava de ficar zanzando entre as prateleiras, conversando com outros visitantes, comprar uns livros. Hoje em dia, Natal possui outras livrarias de porte.  Durante muito tempo, a Cooperativa era a melhor e penso que ainda continua a ser uma das melhores. Além de desempenhar um papel fundamental no campus.

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E se a presidenta fosse lésbica?

28 de novembro de 2011 às 9:16 | 4 Comentários
Por Marcos Silva

Um deputado, cujo nome não mencionarei em respeito às crianças presentes na sala, fez fortes insinuações sobre a identidade erótica de Dilma Roussef, com o álibi de combater a cartilha anti-homofobia.

Lições elementares de Lógica:

1) Combater a cartilha anti-homofobia é defender a homofobia. É defender aquele pessoal que espanca e mata gays.

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OUTRA

25 de novembro de 2011 às 18:32 | 4 Comentários
Por Marcos Silva

tornar-se hamburger

carne moída entreoutra

cada dia

depois

à espera de quem não

homem mulher

dilacerar-se entredentro

enlaçada língua

ainda ácida

áspera bela

outra

lento passar

sair quente

experiência antes viva

sem lembrança

outra sorte

O direito e a política na USP

23 de novembro de 2011 às 9:00 | Comentar
Por Marcos Silva

O Direito e a Política na USP ? e fora dela ? depois da irracionalidade.

Por Jorge Luiz Souto Maior

O prédio da Reitoria da USP foi desocupado! E agora?

Para a desocupação foram utilizados 400 homens, dois helicópteros,
cavalaria e diversas viaturas. Um gasto considerável ainda mais para
um Estado, como o de São Paulo, que deve cerca de R$20 bilhões em
precatórios intermináveis, sendo que dos quais R$15 bilhões referem-se
a precatórios alimentares, decorrentes de créditos trabalhistas e
previdenciários.

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Flipipa off (ou offlipipa)

21 de novembro de 2011 às 22:38 | 2 Comentários
Por Marcos Silva

Participei de uma mesa redonda no FLIPIPA, assisti a outras atividades do festival (minha pergunta sobre literatura de cordel hoje – mais intensa no sudeste, presente na internet – não foi apresentada à autora de “Cordel encantado”, sem problemas, respeito regras), circulei por livrarias e congêneres. Tive boa impressão geral. Senti um pequeno problema: os funcionários do hotel onde fiquei hospedado (Ponta do Madeiro, lugar muito bonito) tinham curiosidade pelo FLIPIPA, faziam perguntas aos escritores que ali estavam mas não podiam ir assistir aos eventos. Uma funcionária me perguntou o que significava epistolografia, foi muito bom conversar com ela sobre isso. Suponho que os funcionários de livrarias e bares e os policiais possam ter tido curiosidades semelhantes. Seria legal se houvesse um FLIPIPA after-hours, dirigido para esse pessoal. Seria excelente que Davi Arrigucci Jr. declamasse poemas de Manuel Bandeira e os comentasse para os humildes funcionários de hotel. Seria fantástico que Fernando Morais lhes falasse sobre os trabalhadores dos hotéis em Cuba. Seria magnífico ouvir Eucanaã e Arnaldo, dentre outros, declamando para os policiais e os lixeiros.

Fica a sugestão.

Universidade, universidades

20 de novembro de 2011 às 12:12 | 2 Comentários
Por Marcos Silva

Leciono em universidades desde 1982. Comecei na UNESP/Assis (pública). Depois, ingressei na USP (pública), com regime parcial de dedicação, salário insuficiente para pagar as contas mínimas – eu era casado com uma professora da rede pública. Por esse motivo, acumulei trabalho na PUC/SP (privada) durante um ano, até que recebi contrato em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa na USP. Até hoje, trabalho na mesma USP, com experiências curtas de atuação na UnB (professor visitante) e atividades como cursos de ainda mais curta duração, mesas-redondas e similares em várias unidades públicas e privadas do país e no exterior.

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Texto e imagem no Novo Jornal

19 de novembro de 2011 às 17:46 | 10 Comentários
Por Marcos Silva

O Novo Jornal de 18 de novembro publicou matéria com o título NOTA BAIXA, incluindo fotografia de prédio da UFRN. O conteúdo do texto indica a má avaliação que várias universidades privadas do RN mereceram e indica o bom aproveitamento da UFRN e da UFERSA.

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A direita mostra a cara

19 de novembro de 2011 às 10:39 | 1 Comentário
Por Marcos Silva

Amigas e amigos:

Recebi as imagens anexas de Caio Navarro Toledo, filósofo e professor na UNICAMP. A barra está pesada.

Diálogos com Marilena Chauí

17 de novembro de 2011 às 8:20 | Comentar
Por Marcos Silva

Somente hoje, tive em mãos o livro “Diálogos com Marilena Chauí”, homenagem a essa importante filósofa brasileira, lançado na semana passada pelas editoras Discurso e Barcarolla. O volume inclui artigos de filósofos, historiadores, sociólogos e outros profissionais, discutindo campos temáticos e problemáticas debatidos pela homenageada. Alguns dos colaboradores são Flávio Aguiar, José Geraldo de Sousa Jr., Marco Aurélio Garcia, Marcos Silva, Maria Celia Paoli, Olgária Chain Matos, Paulo Eduardo Arantes, Sergio Cardoso e a própria Marilena, dentre outros.

Sérgio Cabral em preconceito explícito

14 de novembro de 2011 às 15:40 | Comentar
Por Marcos Silva

No texto “Os filhos da Rocinha” (FSP, 14.11.11), apareceu uma caracterização dessa área do Rio de Janeiro, por Sérgio Cabral, como “fábrica de marginais”.

Quer dizer que todos os marginais que atuam naquela cidade nasceram na Rocinha? Quer dizer que não nasceu um só marginal em Ipanema, Gávea, Barra da Tijuca, Leblon e Arpoador?

Acho que nunca vi agressão tão violenta à população pobre por um governador de estado quanto essa! E ainda folclorizam as bobagens que Adhemar de Barros dizia, no passado. Isso é pior que bobagem. É discriminação pura e simples.

Ele não foi processado por preconceito de classe e endereço?

WERNECK SODRÉ NO TEATRO CASA GRANDE

13 de novembro de 2011 às 10:44 | Comentar
Por Marcos Silva

No dia 21 de novembro, a partir das 20 horas, a curadora da obra de Nelson Werneck Sodré, Olga Sodré, e Lincoln Penna, presidente do MODECOM, farão uma palestra na cidade do Rio de Janeiro, no Teatro Casa Grande (Avenida Afrânio de Melo Franco, 290 – Shopping do Leblon).

O evento será uma homenagem ao ano do Centenário de nascimento de Nelson Werneck Sodré e terá como tema “O General do Povo e a História da Imprensa no Brasil”.

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SER ZILA

9 de novembro de 2011 às 8:29 | 11 Comentários
Por Marcos Silva

enquanto naus

mar nem tanto

entre a ponte e outro caos

adianto

tempo talvez

não

haverá outra vez

moinho de vento e grão

não em vão

cai

desregular trovão

stand by

o amanhã o amanhã

outrora

se afogar na manhã

ficar embora

A polícia e os lugares

9 de novembro de 2011 às 8:25 | Comentar
Por Marcos Silva

Comentando a ação da PM no campus da USP, o colunista da FSP Antonio Prata afirmou: “Sugerir que a PM possa entrar em todos os lugares, menos no campus da universidade, não é um pensamento libertário, é um vício classista: a velha idéia de que, neste país, todos são iguais mas alguns são mais iguais que os outros”.

Precisamos comemorar a retomada do conceito de classe (e seu corolário marxista: luta de classes) pela FSP. O problema é retomá-lo apenas contra determinadas instituições e determinados personagens.

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II Mostra Simpósio Cinema-História Social

3 de novembro de 2011 às 7:04 | Comentar
Por Marcos Silva
Será promovido, entre 3 e 7 de dezembro, em Arraial d’Ajuda, BA, a II Mostra Simpósio Cinema-História Social, com o tema “A beleza das cidades e suas barbáries”.
A programação do evento é:

Governantes não estão acima da lei

1 de novembro de 2011 às 13:38 | Comentar
Por Marcos Silva

Ninguém está acima da lei. Mas, quem é ninguém?

O que é a lei? Qual é a verdade?

por Jorge Luiz Souto Maior, prof. livre docente da Faculdade de Direito da USP

Publicado aqui

Para deslegitimar o ato de estudantes da USP, que se postaram contra a presença da polícia militar no campus universitário, o governador Geraldo Alckmin sentenciou: “Ninguém está acima da lei”, sugerindo que o ato dos estudantes seria fruto de uma tentativa de obter uma situação especial perante outros cidadãos pelo fato de serem estudantes. Aliás, na sequência, os debates na mídia se voltaram para este aspecto, sendo os estudantes acusados de estarem pretendendo se alijar do império da lei, que a todos atingem.

Minhas “Estantes”

30 de outubro de 2011 às 17:22 | 5 Comentários
Por Marcos Silva

Comentando a realidade da Literatura potiguar, Lívio evocou o peso dela em suas estantes.

Isso me fez lembrar das estantes em minha vida.

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Três cartas sobre polícia e FHC na USP

30 de outubro de 2011 às 10:13 | Comentar
Por Marcos Silva

1)                 Prezados Colegas!

Novamente o arbítrio e a violência policial em nosso espaço de trabalho! As razões são de muitas naturezas e as práticas nada condizentes com as funções fundamentais para uma  democracia ampliada e contínua necessária aos desafios postos em nosso tempo. De um lado, acontecimento terrível, mas corriqueiro na cidade rompe com os princípios universais que regem a vida universitária nos diferentes países. Espaço de liberdade para invenção, experimentação e de práticas políticas que estimularão novas possibilidades de organização da vida social, pela crítica do viver no tempo presente.

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AGENDA

  • O dia em que os manicacas caem na folia

    Prévia da troça Manicacas no Frevo ocorre hoje, com concentração às 18h no Bar de Pedrinho, no centro da cidade.

    aqui

  • Lançamento da Palumbo será hoje na Quinta Viva do Samba, no Centro Histórico

    Por Sérgio Vilar
    NO DIÁRIO DO TEMPO

    Todas as quintas-feiras têm sido motivo de samba no pé e boemia no Centro Histórico. E hoje não será diferente. O grupo Arquivo Vivo se iniciou timidamente no Buraco da Catita, subiu a ladeira até as adjacências do Beco da Lama para tocar de graça no Bar de Fátima e hoje ganhou a simpatia do público em frente ao Bar de Nazaré, onde fincou “morada” em mesa postada no meio da rua e sob as bênçãos de São Jorge. A partir das 19h o som começa. Tudo de graça e no gogó.

    mais informações »

  • Os vencedores do Prêmio Hangar 2012

    O Prêmio Hangar de Música 2012 promoveu uma solenidade à altura da importância conquistada pelo premiação nestes dez anos. Uma verdadeira celebração da música potiguar.

    aqui

  • OUTROS EVENTOS

POESIA

    Vagalume da Paz
    04-02-2012 às 8:12 - 2 Comentários
    Por Romana Alves

    Vaga vagalume
    Venha em cardume
    O mundo está escuro!
    Vire luz
    Traga paz

    COMENTÁRIOS

    • Tácito Costa: Sr. Paulo. Grato pelo alerta. Não tiro nenhuma vantagem pessoal desse trabalho. Não temos anúncios e nem patrocinadores e apoiadores monetários. Move-me somente o desejo de democratizar o acesso ao conhecimento. Vamos continuar. Somos favoráveis a cópia sem fins lucrativos. - Viajantes e apaixonados em transe
    • Anne Guimarães: Um poema ensolaradamente gris em tons de azul.... A vida simples e sagrada de quem encontra no mar a sua honra, a sua luz. Admiro tudo que eleva a vida de um pescador.... Lindos versos, bela vida natural potiguar! :) - Tarrafas
    • Anne Guimarães: Poeta Anil.... Sempre bom ler seus poemas.... Ouvir sua voz, receber sua alma.... "Abracei novas incertezas /Sussurro, nem sempre é gozo/ Só o agora é urgente" afff mexeram aqui dentro, rsrs. Esse também é o papel da poesia, motivar, emocionar, contar aquilo que a gente não disse , mas viveu ou vive - em silêncio - na quietude dos sentimentos mais intensos.Você sabe bem o que isso significa, vive poesia e respira versos na beleza do cotidiano sagrado. Beijos,querida! :) - Fio de luz
    • Anchieta Rolim: ...só o agora é urgente...Belo poema, Ednar. - Fio de luz
    • Anne Guimarães: Querida poeta-flor! ô coisa lindaaaa.... Lembrei agora de um poema de Carlos Nejar para sua filha Carla, em um dos versos sábios ele diz: " é no simples que as coisas são completas." É isso mesmo, quanto mais simples, mais doce, mais prazer nessa vida breve vida. Estarei sempre contigo, menina! Suas palavras serenas me mostram que - de uma forma ou de outra - é especial cada segundo de leitura aqui. Beijos no espírito. :) - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Romana, é justamente isso que falta no mundo minha amiga, luz e paz. Bela poesia! Parabéns ! - Vagalume da Paz
    • Anchieta Rolim: Beleza de texto J. Paiva. Só espero que os meninos de hoje também sonhem com um Brasil melhor...Pois ainda há muito a ser feito.Parabéns! - Política de menino
    • Paulo César: Sr. Tácito, Pelo que eu saiba jornais não permitem a transcrição de artigos da forma como o senhor vem fazendo no seu site. Colocar um link é uma coisa, transcrever e fazer o leitor continuar no seu site, quando o artigo tem direitos autorais e está hospedado em outro local e tem regras de uso.O utilização da forma como o senhor vem fazendo denota pirataria, palavra muito em voga e contraditória, mas ainda passível de sanções pelas atuais leis do país. Não alerto apenas por alertar, mas sugiro consultar - se me permite a sugestão - um advogado para entender a sua situação atual(devidamente gravada e arquivada para uso, mesmo que esse e outros conteúdos sejam retirados do ar imediatamente). Com muito respeito, Paulo César - Viajantes e apaixonados em transe
    • Jarbas Martins: Qualquer seleção de poemas, antologia, florilégio, ou que outro nome tenha, sempre passou, no período histórico chamado de Modernidade, pelo crivo da parcialidade. Baudelaire, que além de poeta, era crítico de poesia, e da arte de um modo geral, sabia disso.O poeta e antologista Paul Éluard,à época da festiva revolução surrealista, tanto sabia que lançou a sua parcialíssima seleção - "Le Meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi- 1818-1918". (A Melhor seleção de poemas é aquela feita para si mesmo -1818-1918"). Nestes rasos tempos da Pós-Modernidade - o prestígio, uma espécie de capital simbólico, segundo Bourdieu (e viva as lições do meu colega e amigo, professor-doutor Emmanuel Barreto), teria que entrar como um critério.O mercado assim determina.Daí a razão porque Ferreira Itajubá e Jorge Fernandes (mesmo com o aval de nomes como Luís da Câmara Cascudo,Mário de Andrade e Manuel Bandeira) - sempre são "esquecidos" das antologias feitas no preconceituosíssimo e longínquo Sudeste. Pobres, marginalizados e insulados em sua província submersa - não contam com uma "fortuna crítica" que merecem. - A identidade do verso brasileiro
    • Jairo llima: Fernando Monteiro está no centro do cânone de nossa literatura. Fico feliz de ser contemporâneo e conterrâneo deste artista. - As asas da noite que surgem (1)